O Papa Francisco nomeou nesta quarta-feira, 22 de setembro, dom Adelar Baruffi (RS), até então bispo diocesano de Cruz Alta (RS), como novo arcebispo de Cascavel (PR). A arquidiocese encontrava-se vacante desde a morte de dom Mauro Aparecido dos Santos, em 11 de março de 2021.
Biografia e trajetória de dom Adelar Baruffi
Natural de Coronel Pilar (RS), nasceu em 19 de outubro de 1969. Ingressou no seminário aos 15 anos. Possui formação em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Recebeu a ordenação presbiteral em 22 de janeiro de 1995.
Foi nomeado bispo pelo Papa Francisco, em 17 de dezembro de 2014. Sua ordenação episcopal foi realizada no dia 07 de março de 2015, no santuário diocesano de Santo Antônio de Bento Gonçalves-RS, sendo empossado bispo diocesano de Cruz Alta no dia 15 de março, na catedral Divino Espírito Santo. Dom Adelar é mestre em Teologia e especialista em Espiritualidade pela Pontifícia Faculdade Teológica Teresianum, em Roma.
Saudação dos bispos do Paraná a Dom Adelar Baruffi
“Ide, pois, fazer discípulos entre todas as nações…” (cf. Mt 28,19)
Prezado irmão, Dom Adelar Baruffi!
Em nome do episcopado paranaense, a presidência do Regional Sul 2 da CNBB, manifesta grande alegria pela sua nomeação para a Arquidiocese de Cascavel (PR). É nobre a missão; também é grande o desafio. Todavia, o Senhor está sempre ao lado dos que escolhe e envia. Com imensa fraternidade, antecipamos as nossas boas-vindas.
Nossa imensa gratidão ao Administrador Diocesano, Padre Reginei José Modolo. Neste tempo de vacância conduziu a Arquidiocese de Cascavel com zelo, dedicação e coração de pastor. Deus o recompense com generosidade por esse serviço.
Recordamos também a memória de Dom Mauro Aparecido dos Santos. Elevamos nossa prece de gratidão por todo o bem que realizou em favor da igreja particular de Cascavel. Rogamos a Deus que lhe conceda o descanso eterno e o prêmio dos justos.
Dom Adelar Baruffi, alegramo-nos com sua vinda ao Paraná. Muitos gaúchos fizeram desta região a sua casa. Chegou a sua vez. Bem-vindo!
Que Nossa Senhora Aparecida, padroeira da Arquidiocese de Cascavel, seja a mãe intercessora em favor do seu pastoreio. (Com CNBB)
O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) recebeu nesta quarta-feira (22) uma equipe de técnicos do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Eles vieram analisar o projeto de instalação de uma infraestrutura voltada ao fornecimento de novas soluções ao Sistema Único de Saúde (SUS).
Até sexta-feira (24), o grupo participa de uma série de reuniões e visitas técnicas para avaliar a viabilidade da proposta para o campus CIC do Tecpar. As duas instituições já atuam em consonância no Parque Tecnológico da Saúde, localizado no Tecpar, e agora trabalham em conjunto para planejar a retomada de produção de proteínas carreadoras, que são insumos importantes para a produção de imunizantes.
A proposta busca implementar o processo de produção nacional destas proteínas, com a finalidade de alcançar autossuficiência nacional na fabricação de vacinas. As tratativas contam com o apoio técnico do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP).
O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, destaca que o projeto interinstitucional começou a ser desenvolvido após a visita do governador Carlos Massa Ratinho Júnior à Fiocruz, no Rio de Janeiro, no início deste ano. “Reforçamos nossa parceria com a Fiocruz, que é estratégica para fortalecer a saúde pública e a autonomia na produção de insumos no Brasil. Além de apresentar novas soluções para o país, o projeto destaca o papel do Tecpar na área de biotecnologia e saúde humana”, afirma Callado.
Carla Wolanski, assessora da vice-diretoria de Produção Bio-Manguinhos, considera muito positiva a retomada da aliança entre Tecpar, Bio-Manguinhos e Fiocruz. “A princípio, a produção desta proteína vai permitir acelerar a transferência de tecnologia da vacina pneumocócica. Não precisaremos mais importar o insumo e esses recursos ficarão dentro do país. Este é o primeiro passo para as próximas parcerias voltadas para outras vacinas”, explica.
PESQUISA GENÔMICA – O segundo projeto que está em andamento prevê a instalação de um Centro de Saúde Pública de Precisão no Parque Tecnológico da Saúde. O objetivo é avançar nos estudos genéticos, que podem trazer respostas mais precisas no diagnóstico e tratamento de doenças, focando na necessidade de cada indivíduo.
Nesta etapa, especialistas das três instituições vão planejar a elaboração de estudos da população com doenças raras e diversos tipos de câncer, por meio de sequenciamento genético de nova geração e pesquisa genômica.
COVID-19 – No ano passado, uma parceria entre as três instituições resultou na implantação da Unidade de Apoio para o Diagnóstico da Covid-19. A unidade foi fundamental na estratégia de testagem em massa da população paranaense e contribuiu para posicionar o Paraná como referência nacional na realização de testes do tipo RT-PCR entre os estados brasileiros.
PRESENÇAS – Participaram da abertura das atividades a gerente de Departamento de Relações com o Mercado de Bio-Manguinhos, Tatiana Sanjuan; o diretor-presidente do IBMP, Pedro Ribeiro Barbosa, a diretora de Desenvolvimento Institucional do IBMP, Meila Bastos de Almeida; o diretor Industrial da Saúde do Tecpar, Iram de Rezende; e a gerente da Divisão de Prospecção de Novos Negócios do Tecpar, Carolina Perottoni; além da equipe técnica do Instituto de Tecnologia do Paraná. (Com AEN)
O Paraná estabeleceu uma nova estratégia para ampliar e unificar o ecossistema de inovação, além de difundir de maneira mais harmônica a tecnologia pelo Estado. Para isso, a Superintendência Geral de Inovação (SGI), órgão vinculado à Casa Civil, lançou o Pacto pela Inovação. O projeto está percorrendo diferentes regiões para divulgar ações, ligar soluções a demandas e amplificar o ambiente de negócios, fazendo com que o Poder Público possa se abrir a iniciativas inovadoras.
A “caravana da tecnologia” já passou por Curitiba, Londrina, Ponta Grossa, Cascavel e Foz do Iguaçu. Maringá vai receber o evento em outubro. Na sequência, há agendas previstas para Campo Mourão, Arapongas, Apucarana, Pato Branco e Francisco Beltrão.
O Estado tem mais de mil startups e quase 5 mil empresas trabalhando com inovação, além de sete universidades estaduais e uma federal alimentando diariamente as cidades e pequenos negócios com inovação. Também tem financiado redes de pesquisa temáticas e a integração entre todos os setores com apoio da Fundação Araucária e do Tecpar. É o segundo estado em cidades inteligentes, em um mercado que movimenta bilhões todos os anos.
“No Pacto, convidamos as universidades, indústria, comércio, governo e Sebrae e dedicamos um dia inteiro para conversas e apresentações. O foco é sempre fazer a tecnologia avançar e chegar a todos, ampliando esse ecossistema. O Paraná tem uma grande rede de inovação, que agora vamos tornar mais ampla, ligando as soluções pensadas por startups a necessidades da população”, destacou o superintendente-geral de Inovação do Estado, Marcelo Rangel.
Uma das ideias é abrir os projetos ao poder público, nas esferas estadual e municipal, amparada na Lei da Inovação, que será regulamentada. A lei também torna possível o apoio aos ambientes de inovação, como os Núcleos de Inovação Tecnológica das universidades, incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos em todas as regiões do Estado.
Segundo Rangel, essas novas estratégias são fundamentais para os desafios do futuro. “As prefeituras também querem implantar leis que abrem o poder público à tecnologia, funcionando como um grande laboratório de testes. É a era da hiperconectividade. Temos que usar essas ferramentas para melhorar os serviços e as políticas públicas”, disse.
O superintendente citou como exemplo a criação do bairro inteligente de Foz do Iguaçu, na Região Oeste, o primeiro do País. No Vila A, são demonstradas e testadas soluções e intervenções tecnológicas, monitoradas por meio de aplicativos customizados que permitem, inclusive, comunicação direta com os moradores.
O projeto faz parte de um convênio entre Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Parque Tecnológico Itaipu (PTI), Itaipu Binacional e Prefeitura de Foz do Iguaçu.
Entre as iniciativas, já começaram a funcionar na região os primeiros semáforos inteligentes, além de câmeras de reconhecimento facial e iluminação pública inteligente – com telegestão e regulação da intensidade de brilho. Algumas das luminárias inteligentes têm, inclusive, câmeras de reconhecimento facial.
“É um exemplo fantástico do que pode ser feito a partir do Pacto pela Inovação. Se qualquer tipo de proposta der certo ali, poderá ser difundida para o mundo todo. E a empresa vai crescer, gerar mais impostos, empregos e desenvolvimento. É isso que queremos ver espalhado por todo o Paraná”, comentou Rangel.
REGULAMENTAÇÃO – Essa aproximação entre a inovação e a gestão pública usa o conceito de sandbox (caixa de areia), um ambiente específico para testes de tecnologias inovadoras. Após um período de execução, os resultados e riscos são avaliados. No Paraná, a expectativa é que a Lei da Inovação seja regulamentada pelo Estado nesse semestre, estabelecendo uma metodoloia para pavimentar essa relação entre o público e o privado.
“A partir daí o Estado estará completamente aberto para esses testes, ampliando a atuação das startups e das soluções tecnológicas. A medida atende completamente uma das diretrizes da administração do governador Carlos Massa Ratinho Junior: fazer do Paraná o Estado mais moderno e inovador do País”, disse Rangel.
Esse sandbox regulatório vai desburocratizar a legislação e fomentar a parceria entre Estado e empresas de tecnologia, criando um ambiente de inovação. Permite, por exemplo, que essas empresas ofereçam seus serviços sem parte das atuais restrições e por períodos limitados, novos produtos e serviços poderão ser experimentados pelo poder público para avaliar o impacto sobre os usuários.
Esse "teste" poderá ocorrer antes que as empresas tirem todas as licenças e alvarás exigidos pela legislação e os serviços e produtos que tiverem resultado positivo para o Estado poderão sofrer adequações e, então, serem implementados de forma definitiva em prol do cidadão.
"Um exemplo é uma empresa que quer testar em um número x de linhas de ônibus o pagamento da passagem por meio de reconhecimento facial e adequar a tecnologia para que seja efetivada pela Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec). É uma forma de abrir a gestão pública e encontrar novas formas de lidar com os dilemas do cotidiano", arrematou Rangel. "Ao fomentar essa nova expansão da inovação, o Paraná também vai se consolidar como exportador de tecnologia". (Com AEN)
Em um ano e meio, a Portos do Paraná investiu cerca de R$ 14 milhões na prevenção e combate à Covid-19. Desde o final de março de 2020 e até 22 de setembro de 2021, a empresa pública mantém uma estrutura sanitária reforçada, incluindo equipe médica e de enfermagem alinhada com os protocolos do governo federal, do Estado e dos municípios de Paranaguá e Antonina.
“Mesmo antes da Covid-19 ser declarada pandemia pela Organização Mundial da Saúde, já fazíamos um trabalho intenso para proteger os nossos trabalhadores, tanto no acesso à faixa portuária, como no acesso dos caminhoneiros ou na área de administração. Esses setores não pararam um dia sequer”, lembra o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.
As atividades que vêm sendo desenvolvidas ao longo desses 18 meses são campanhas educativas, comunicação constante, contratação de empresas especializadas em sanitização e desinfecção, disponibilização de álcool em gel, máscaras e estrutura de banheiros e pias para a higienização das mãos.
“É importante ressaltar o esforço de toda a nossa equipe, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde, pela regional do Litoral, e com as secretarias municipais para conseguir vacinar toda a comunidade portuária de Paranaguá e Antonina”, afirma Garcia.
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A primeira dose da vacina foi aplicada no final de maio deste ano. O ciclo da imunização, com a segunda dose, aconteceu em agosto. “Estimamos que quase 90% dos trabalhadores portuários do Paraná já estão completamente imunizados. Porém, seguimos com as medidas de prevenção como a exigência do uso de máscara, álcool em gel e do distanciamento”, diz o diretor-presidente.
RETORNO – Imunizados, desde o dia 1º de setembro os colaboradores da Portos do Paraná – cerca de 525 pessoas, que estavam trabalhando de forma remota, em regime de revezamento e escala – já retornaram ao trabalho presencial. Como explica o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Ribeiro Santana, o retorno foi possível graças aos resultados positivos do trabalho de prevenção.
“No mês de agosto, segundo os registros da nossa equipe de saúde e segurança do trabalho, os atendimentos necessários representaram 0,003% do total de trabalhadores que passaram pela aferição dos técnicos e técnicas de enfermagem”, afirma Santana.
Ele ainda detalha que dos 26.359 caminhoneiros que passaram pela triagem de saúde no pátio, apenas 1 foi encaminhado com alguma queixa; e dos 124.840 trabalhadores que acessaram o cais do Porto de Paranaguá no mês, três precisaram passar pelo médico.
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“A queda é significativa no número de atendimentos médicos em encaminhamentos preventivos à Covid-19. Antes da vacina, em maio, no acesso à faixa portuária, chegamos a registrar 32 atendimentos médicos e 16 coletas de exame RT-PCR. Em agosto, não foi feita coleta de exame”, completa o diretor de Meio Ambiente.
ATENDIMENTOS – De 25 de março de 2020 até 31 de agosto de 2021 foram realizadas 2.509.648 triagens de saúde (com aferição de temperatura e questionário da equipe de enfermagem). Desse total, 762 atendimentos médicos foram realizados, sendo que 313 pessoas apresentaram sintomas de Covid-19. Foram considerados suspeitos 282 casos, sendo que a grande maioria – 248 casos - foram descartados depois de realizarem o exame por RT-PCR. Trinta foram encaminhados para o sistema público municipal de saúde, como exige o protocolo. Outras quatro pessoas não precisaram ser encaminhadas, apenas cumpriram a quarentena em casa.
CONTINUIDADE – Além da exigência do uso obrigatório de máscara, permanecem as recomendações de higienização das mãos e distanciamento social, segundo a Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da Portos do Paraná.
Também continuam, por tempo indeterminado, a disponibilidade da ambulância dedicada para remoção, se necessária, de tripulantes com Covid-19; espaços de higienização na entrada interna do Prédio Dom Pedro II (estruturas disponibilizadas pelo Órgão Gestor de Mão de Obra dos trabalhadores portuários avulsos do Porto de Paranaguá - OGMO); disponibilização de álcool em gel em todos os acessos de pessoas e veículos; higienização constante dos torniquetes e leitores de crachá; e atendimento limitado ao distanciamento social nos locais de acúmulo de pessoas (portaria e credenciamento); além das campanhas e cartazes de orientação sobre as medidas preventivas. (Com AEN)
A Polícia Rodoviária Federal do Paraná (PRF-PR) ganhou 30 novas viaturas para ampliar e melhorar o monitoramento das rodovias que cortam o Estado. A entrega simbólica das chaves foi feita pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta quarta-feira (22), na sede do órgão, em Curitiba, e faz parte da comemoração da Semana Nacional do Trânsito. O investimento é de R$ 8 milhões e refere-se ao repasse contratual das concessionárias que administram os trechos rodoviários, oriundo das tarifas de pedágio.
A nova frota é formada por 29 veículos Chevrolet TrailBlazer e uma unidade operacional móvel. E, segundo a PRF, será usada nas circunscrições das seguintes delegacias: Metropolitana, Ponta Grossa, Guarapuava, Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu, abrangendo a fiscalização de todo o anel rodoviário estadual.
Ainda dentro desta parceria entre o Governo do Estado e a PRF, outras oito viaturas já foram encomendadas, além de uma motocicleta e mais quatro veículos que estão em processo de aquisição. Quando a remessa estiver completa, o repasse chegará a R$ 12,28 milhões.
“Para o Estado é importante colaborar para modernizar cada vez mais a PRF, uma instituição tão importante e que tem a responsabilidade de cuidar das nossas rodovias e também combater o crime organizado. O trabalho de fiscalização da polícia é fundamental para a população, o que torna a parceria ainda mais representativa”, destacou Ratinho Junior.
O governador lembrou que a nova frota terá papel fundamental durante o processo de mudança das concessões das rodovias no Estado – o atual contrato de pedágio termina em novembro e a expectativa é que o novo anel, formado por 3,3 mil quilômetros, vá a leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) ainda no primeiro semestre de 2022.
“Precisaremos de equipamentos novos, modernos, e equipes organizadas para a apoiar o usuário e prestar o melhor atendimento possível à população que usa as rodovias nesse período entre uma concessão e outra”, afirmou.
MAIS SEGURANÇA – Segurança na estrada que também foi destacada pelo secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex. “O trabalho em conjunto com a PRF vai além do repasse desses veículos. O órgão, juntamente com a nossa Polícia Rodoviária Estadual, tem ajudado na elaboração de projetos, indicando pontos para a realização de obras que melhorem a segurança das estradas, tanto para o motorista quanto para o pedestre”, ressaltou.
“E, claro, participaram ativamente do projeto do novo pedágio, como a inclusão de iluminação nos trechos de serra que cortam o Paraná”, acrescentou.
O superintendente da PRF no Paraná, Antônio Paim, também ressaltou a unidade dos diferentes agentes na busca por soluções para o trânsito do Estado. “É essa integração e parceria que evidencia o espírito público para promover um trânsito mais seguro e para que o cidadão se sinta de fato acolhido”, disse.
Presidente da CCR Rodonorte, Thaís Borges Labre lembrou que ao longo dos mais de 23 anos de contrato as concessionárias repassaram em torno de R$ 100 milhões para a aquisição de equipamentos para a PRF. “É uma corporação fundamental para motoristas, crianças, pedestres e transeuntes”, afirmou. (Com AEN)
A primavera começa às 16h21 desta quarta-feira (22). Segundo a previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o primeiro dia da estação será parcialmente nublado nas regiões Oeste, Noroeste, Norte, Norte Pioneiro, Sul, Sudoeste, Litoral e Região Metropolitana de Curitiba. As temperaturas devem variar entre 6ºC em Agudos do Sul, Piên e Rio Negro e 33ºC em Umuarama. Nas áreas próximas da divisa com Santa Catarina, nos Campos Gerais, no Litoral e na Capital, as temperaturas máximas ficam entre 17ºC e 20ºC.
“Para os próximos meses estão previstas variações bruscas da temperatura do ar em curtos períodos devido à passagem de frentes frias sobre o Paraná”, afirma o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.
De modo geral, nos períodos secos, o rápido aquecimento diurno formará ondas de calor, sobretudo nas faixas Norte e Oeste. Além disso, massas de ar frio e sistemas de precipitação deslocando-se lentamente nas proximidades da Costa Sul do Brasil manterão as temperaturas amenas na Região Leste, entre Curitiba e as praias.
No Litoral, a temperatura média do ar e o regime de chuvas seguirão os padrões climatológicos da estação. Nas demais regiões, a temperatura média do ar tende a ficar entre próxima e acima da média. Já as chuvas devem manter-se abaixo da normal climatológica.
LA NIÑA – O conjunto dos modelos climáticos indica a probabilidade elevada de ocorrência do fenômeno La Niña nas águas do Oceano Pacífico Equatorial ao longo da primavera. O resfriamento da temperatura da superfície das águas altera os padrões globais de chuvas e temperaturas.
O meteorologista observa que o aumento gradual do volume de chuvas e das temperaturas médias são próprios da estação: “Aglomerados de nuvens de tempestade denominados Sistemas Convectivos de Mesoescala (SCM) costumam formar-se na região do Paraguai ou no próprio território paranaense”, explica.
Os maiores valores de temperaturas mínimas e máximas ocorrem habitualmente nas regiões Oeste, Sudoeste, Norte e no Litoral. Já as chuvas são causadas pelas frentes frias e/ou quentes e outros sistemas de curta duração que se desenvolvem em função das altas temperaturas e da maior quantidade de umidade no ar no Estado e em áreas próximas, como Paraguai, norte da Argentina e estados vizinhos.
Por ser uma estação de transição entre os regimes climáticos do inverno e do verão, a primavera favorece eventos meteorológicos severos como fortes rajadas de ventos, granizo, chuvas volumosas e grande quantidade de raios, que só podem ser detectados em curto prazo.
O Simepar faz o monitoramento sistemático das condições do tempo e emite alertas com antecedência de poucas horas, possibilitando a adoção de medidas de prevenção e mitigação dos efeitos na sociedade. Para receber esses alertas no celular, os interessados podem cadastrar-se na Defesa Civil Estadual enviando uma mensagem para o telefone 40199 com o número do seu CEP (Código de Endereçamento Postal).
AGROMETEOROLOGIA – A agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater (IDR-PR), Heverly Morais, alerta para os impactos da crise hídrica e dos eventos meteorológicos extremos sobre a agricultura e a pecuária no contexto das altas temperaturas previstas para a primavera.
“As grandes culturas como soja, milho e feijão podem sofrer atraso na semeadura, germinação desuniforme da lavoura, crescimento inadequado das plantas e mau desenvolvimento dos grãos”, afirma. Ela recomenda ao produtor escalonar a semeadura em talhões com cultivares de ciclos diferentes, manter o equilíbrio nutricional das plantas, utilizar sementes de boa qualidade, bem como não empregar população superior à indicada.
Para melhorar a estrutura do solo e o armazenamento da água no sistema, Heverly sugere o cultivo e a incorporação de plantas de cobertura em sistema de plantio direto. “Essa técnica melhora os atributos físicos e químicos do solo, favorece o aumento de infiltração da água, aprofunda as raízes da cultura, reduz a temperatura e a evaporação do solo e mantém a água disponível para as plantas em períodos de estiagem fraca e moderada”, explica a pesquisadora.
Culturas como café, cana-de-açúcar, mandioca e frutíferas correm alto risco de serem prejudicadas pela má distribuição das chuvas ao longo da estação. Além disso, as altas temperaturas podem afetar as hortaliças, sobretudo as folhosas. As olerícolas precisarão de muita água de irrigação – um desafio diante dos baixos níveis dos mananciais como rios, riachos, lagos e nascentes. (Com AEN)








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