Produzir agricultura sustentável, com bons resultados para os produtores e qualidade de vida para a população. Esse é o desafio do meio rural em um cenário competitivo e cada vez mais exigente. Essa é a avaliação do secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, que participou nesta segunda-feira (07) da abertura da 34ª edição do Show Rural, em Cascavel. Promovido pela Coopavel, o evento segue até sexta-feira (11) e reúne expositores com foco em tecnologias e serviços voltados ao agronegócio. O Governo do Estado preparou uma série de atividades para a semana.
Para Ortigara, o Show Rural representa um espaço de transferência de conhecimento, inovação e novas tecnologias para a agricultura, setor fundamental para a economia paranaense. “O agro é o nosso ganha-pão, e tem um peso importante, de cerca de 35%, no PIB do Paraná. Somos grandes produtores de grãos, proteínas animais e o estado mais diversificado do Brasil”, disse.
Novidades em genética, fertilização, implementos, equipamentos, máquinas, digitalização e automação dos processos no campo são algumas atrações do evento, com participação dos órgãos do Sistema Estadual de Agricultura.
“Aqui temos oportunidade de vivenciar o que há de inovação no meio rural e mostrar para os agricultores o que nossos servidores estão pesquisando e recomendando para que tenhamos renda, qualidade de vida e respeito ambiental”, disse o diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), Natalino Avance de Souza.
PROGRAMAÇÃO – Durante os cinco dias de evento, a equipe do Sistema Estadual de Agricultura está à disposição para atender lideranças municipais e esclarecer dúvidas sobre programas e ações desenvolvidas para o setor. Um dos exemplos é a apresentação das alternativas de produção de energias limpas, com o funcionamento de usina eólica, fotovoltaica e da biomassa, pelo Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR), e das linhas de crédito disponíveis com o Banco do Agricultor Paranaense.
Nesta terça-feira (08) acontece a inauguração do Barracão da Agroindústria, cuja construção foi viabilizada por meio de parceria entre o IDR-Paraná, Coopavel, Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep) e Seab. No local, 28 expositores estão comercializando itens como queijo, mel, salame, bolachas, cucas, entre outros.
Na quarta-feira (09), serão lançadas as novas cultivares do IDR-Paraná. No mesmo dia, a Seab e a Copel têm reunião agendada com representantes do agronegócio, membros do Programa Oeste em Desenvolvimento, Associação dos Municípios do Oeste do Paraná e Associação Comercial e Industrial de Cascavel. O objetivo é divulgar os investimentos da Copel e o Programa Paraná Energia Rural Renovável (RenovaPR). Na quinta-feira, está programada agenda com o Banco do Brasil, com foco nos programas Banco do Agricultor e Trator Solidário.
ESTRADAS RURAIS – Ortigara também se reuniu, na segunda-feira, com o vice-prefeito de Cascavel, Renato Silva, o deputado Gugu Bueno, o presidente do Sindicato Rural de Cascavel, Paulo Orso, e demais lideranças da região para discutir um projeto de pavimentação de 2,5 quilômetros da estrada Linha Velha com pedras irregulares.
“O Estado é parceiro do município na perspectiva de auxiliar a agricultura local, que pode ser mais competitiva com transporte melhor. Esse é um trabalho que estamos fazendo em várias partes do Paraná, viabilizando que as estradas rurais tenham melhores condições de trafegabilidade”, diz Ortigara. Estima-se que mais de 80 famílias sejam beneficiadas pela obra, que deve ter investimento de aproximadamente R$ 750 mil, segundo o secretário.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu nesta segunda-feira (7), no Palácio Iguaçu, o ministro do Trabalho e Previdência, Onyx Lorenzoni, que veio ao Estado para apresentar aos prefeitos da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) o programa Nacional de Serviço Civil Voluntário.
O Paraná é o segundo estado em que o programa, lançado no final de janeiro pelo governo federal, é discutido junto com os chefes dos executivos municipais.
Realizada em parceria com os municípios, que serão os responsáveis pelas contratações, a iniciativa oferece uma bolsa (que deve observar o valor do salário-mínimo hora) e auxílio-transporte opcional aos participantes, além de mais de 200 cursos profissionalizantes, que serão oferecidos em parceria com os serviços nacionais de aprendizagem.
Ratinho Junior destacou os bons números do mercado de trabalho do Estado e se colocou à disposição para intermediar as novas oportunidades junto com os municípios. A iniciativa oferece aos trabalhadores desempregados a possibilidade de adquirirem experiência profissional, juntamente com a participação em cursos de qualificação.
“O emprego é o maior projeto social que existe, por isso iniciativas que busquem a qualificação e a inclusão de pessoas no mercado de trabalho são sempre bem-vindas. Faremos o que for possível para apoiar essa ação”, afirmou o governador. “O Paraná é o estado de gente que trabalha, essa vocação está em nosso DNA”.
Ele destacou que o projeto do governo federal se soma a programas já em execução pelo Governo do Estado, como o Cartão Futuro, que busca incentivar o primeiro emprego e a contratação de jovens aprendizes por empresas paranaenses. Pelo programa, o Estado paga metade do salário do jovem trabalhador. “É o maior programa de primeiro emprego do País, dando a oportunidade para que jovens de 14 a 21 anos estudem durante um período e trabalhem no outro”, explicou.
Ratinho Junior ressaltou, ainda, o bom momento do mercado de trabalho paranaense. O Estado fechou 2021 com a abertura de cerca de 172 mil vagas com carteira assinada, o melhor resultado do Sul e o quarto melhor do País. Foi também recorde na geração de empregos dos últimos 18 anos, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
“Dos 399 municípios paranaenses, 367 fecharam 2021 com saldo positivo na abertura de vagas. Isso significa que há uma descentralização na distribuição dos postos de trabalho, com a atração de diversas empresas para o Interior e um desenvolvimento igualitário em todo o Paraná”, afirmou Ratinho Junior. “Queremos fazer com que novas oportunidades cresçam a cada dia, ajudando o Paraná e o Brasil a se desenvolverem cada vez mais”.
INICIATIVA – O programa Nacional de Serviço Civil Voluntário visa amenizar os impactos sociais no mercado de trabalho causados pela pandemia da Covid-19. A prioridade é pela contratação de jovens com idade entre 18 e 29 anos e também os trabalhadores acima de 50 anos que estão fora do mercado há mais de dois anos. Os serviços serão ofertados dentro da estrutura das prefeituras.
“O Brasil tem cerca de 40 milhões de pessoas na informalidade e 7,8 milhões de jovens que não trabalham, nem estudam. Nosso objetivo é construir uma parceria para abrir as portas para quem precisa de emprego, mas não tem experiência ou qualificação”, explicou o ministro Lorenzoni. “Esperamos chegar a 500 mil oportunidades geradas no primeiro semestre deste ano. As pessoas que participam do programa podem fazer até duas qualificações por ano”.
O secretário estadual da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, ressaltou que além de ser um dos maiores geradores de emprego do País, o Paraná é também o estado que mais oferta vagas via Agências do Trabalhador.
“O Paraná é grande parceiro do Ministério e segundo a própria pasta, somos o estado que mais empregou através das agências no ano passado”, disse. “Esse novo programa vai ajudar a tirar muita gente da informalidade, dando oportunidades para pessoas que não conseguem vencer as exigências do mercado. Espero que a adesão dos municípios seja grande, pois o emprego é o maior dos programas sociais, pois dá dignidade aos cidadãos”.
MUNICÍPIOS – Os municípios que optarem por participar do programa irão se encarregar da organização local das atividades de interesse público e do pagamento da bolsa qualificação, devendo observar a regulamentação da Medida Provisória e outras disposições do Ministério do Trabalho e Previdência.
Já os cursos serão ofertados pelos serviços nacionais de aprendizagem e pelo Sebrae, priorizando qualificação nas atividades econômicas mais importantes no município e em sua região. A participação dos municípios é voluntária, a depender de sua capacidade de execução. O programa terá duração até 31 de dezembro de 2022.
“Vejo o programa de forma positiva. O Paraná contribui muito para o crescimento de nosso País, e se tivermos mais oportunidades, investimentos e ajuda do governo federal para produzir ainda mais, com certeza vamos nos desenvolver ainda mais”, afirmou o presidente da AMP e prefeito de Jesuítas, Júnior Weiller.
As experiências bem-sucedidas no âmbito do Programa Nacional de Serviço Civil Voluntário receberão o Prêmio Portas Abertas como reconhecimento, o que permitirá ainda a divulgação das boas práticas para inspirar outros municípios.
PRESENÇAS – Participaram da solenidade chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; os secretários estaduais do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes, e da Administração e Previdência, Marcel Micheletto; os deputados federais Sérgio Souza, Pedro Lupion, Stephanes Júnior e Aline Sleutjes; os deputados estaduais Élio Rush e Maria Victoria Borghetti Barros; a ex-governadora Cida Borghetti; e prefeitos de diversos municípios.
Por - AEN
O início do ano letivo em toda a rede estadual de ensino nesta segunda-feira (7) foi marcado pela grande expectativa que professores, funcionários e estudantes tinham em relação ao retorno presencial às escolas.
No ano passado não houve o retorno presencial no começo do ano, após as férias — as aulas foram iniciadas de forma remota e só depois migraram para os modelos híbrido e presencial.
No Colégio Estadual Leôncio Correia, um dos maiores de Curitiba, com mais de 2 mil alunos, a volta às salas também marcou o aniversário de 81 anos da instituição. “A expectativa é muito grande desde a semana passada, porque começamos a preparar a escola e todos os detalhes para poder receber os estudantes. E hoje a gente vê os alunos felizes e entusiasmados com o ano letivo. Nós ficamos muito felizes e satisfeitos também”, comenta o vice-diretor do colégio, Marcelo Hamasaki Carneiro.
Para a estudante Alanis Mel, de 15 anos, o retorno tem diferenças, apesar de estar no colégio desde os 10 anos, pois em 2022 ela inicia o ensino médio já em seu novo formato. “Pesquisei bastante e sei das mudanças, mas é tudo muito novo para mim. Eu estou bem ansiosa para o início do ano letivo e para dar continuidade aos estudos”, diz ela, que vai fazer o curso técnico de Administração (o seu itinerário do novo ensino médio) junto ao ensino regular.
O fato de o ano letivo já começar de maneira presencial também será um fator positivo para o aspecto pedagógico. “A gente aprende mais tendo contato com os professores, podendo tirar dúvidas presencialmente”, pontua Alanis.
A constatação, inclusive, é praticamente uma unanimidade dentro da rede. “Desde o ano passado, quando a gente começou a receber os alunos [presencialmente], nós já percebemos a diferença, que foi enorme. Os alunos ficam mais felizes, dispostos a estudar, pois facilita tanto para ele quanto para o professor todos estarem na sala de aula”, completa o vice-diretor.
MUSEU – Para preservar a história de mais de oito décadas, o Leôncio Correia conta com um “centro de memórias” montado em uma de suas salas. “Há nove anos tenho recolhido materiais do colégio para montar um museu, para que os alunos e a comunidade em geral saibam como foi a evolução do colégio desde a sua criação, em 1941, até os dias de hoje”, destaca a professora Lilian Marilene Ribeiro dos Santos que, além de coordenar esse espaço, leciona matemática há 17 anos na instituição.
Os itens incluem materiais em audiovisual, livros, exames de admissão, registros, recibos, além de doações de ex-alunos, como uniformes e materiais didáticos utilizados por eles.
REDE – Todas as 2,1 mil escolas da rede estadual abriram nesta segunda-feira, com exceções pontuais relacionadas a restrições específicas, como o transporte escolar, que é operado por municípios. O retorno envolve cerca de 1 milhão de alunos e 90 mil profissionais da educação, entre professores e funcionários.
De acordo com a programação, as aulas vão até 8 de julho e recomeçam no dia 25. O término, garantindo os 200 dias letivos, será em 20 de dezembro. Estão mantidos para os professores, entre férias e recesso escolar, 60 dias durante o ano de 2022.
Veja como funciona o retorno das aulas:
Protocolos
Uso obrigatório de máscara, aferição de temperatura na entrada, disponibilização de álcool gel em locais de maior circulação de pessoas e orientações à comunidade escolar sobre a higienização frequente das mãos, manutenção dos ambientes de ensino arejados, com janelas e portas abertas durante a maior parte do tempo, além de evitar contato físico (como aperto de mãos, abraços e beijos) e o compartilhamento de objetos pessoais.
A desinfecção constante de equipamentos e materiais destinados ao ensino que sejam compartilhados e das próprias instalações das instituições de ensino também estão entre os procedimentos.
Notificação de casos de Covid-19
Quando há notificação de casos de Covid-19 entre estudantes, professores ou funcionários de colégios estaduais, as instituições de ensino seguem as orientações da última atualização da nota orientativa 03/2021 da Sesa. Os casos confirmados são afastados e uma avaliação é feita pelo comitê de biossegurança para tomar uma decisão pela eventual suspensão das aulas e em qual nível. Caso o contato tenha se limitado a grupos específicos, é considerado o isolamento de uma sala de aula ou de um grupo de uma sala de aula.
O monitoramento é feito pelos comitês de biossegurança das escolas e informado tanto para a Seed-PR quanto para as vigilâncias sanitárias locais.
Modelo das aulas
O retorno é 100% presencial, assim como terminou o ano letivo de 2021. A aula remota (por Meet) será utilizada apenas na necessidade do eventual fechamento de turmas e/ou escolas. Além disso, estudantes com comorbidades podem permanecer no ensino remoto (assistindo às aulas disponíveis no canal de YouTube do Aula Paraná, fazendo atividades impressas ou no Google Classroom ou, eventualmente, fazendo meets) até 30 dias após a conclusão do ciclo vacinal.
Por - AEN
A Secretaria do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas do Paraná (SEDU) mantém os investimentos em obras, serviços e ações em favor da população dos 399 municípios do Paraná. Apenas nos primeiros 30 dias do ano, foram formalizados 55 contratos, com investimento total de pouco mais de R$ 50 milhões.
Dessas ações, são 44 oriundas de Transferências Voluntárias da SEDU, a fundo perdido, o que significa que os valores não voltarão aos cofres públicos do Estado, mas beneficiam as populações mais fragilizadas. As demais fazem parte do sistema de financiamento com juros reduzidos.
“Nossa missão, conforme determina o governador Carlos Massa Ratinho Junior, é não deixar ninguém para trás e harmonizar o desenvolvimento urbano e social em todas as regiões. O Paraná é exemplo mundial de sustentabilidade porque cresce de maneira harmônica, tem cidades organizadas e boa infraestrutura urbana e rural”, enfatiza o secretário Augustinho Zucchi.
Entre as ações, obras e serviços estão pavimentação de vias urbanas, calçadas para garantir a segurança de pedestres, construção de Centro de Convivência, barracões industriais e, ainda, espaços para reciclagem de lixo, capelas mortuárias, consolidação de área industrial, reforma de ginásio de esportes, e aquisição de veículos e equipamentos rodoviários e agrícolas.
Todas essas ações, obras e serviços estão em diferentes estágios: aprovados tecnicamente, autorizados para licitação, liberados para homologação, contratado, cronogramado, em execução ou concluído em janeiro.
Entre os contratos autorizados para licitação estão R$ 6.834.508,28 para pavimentação em Cascavel, R$ 3.098.484,62 para pavimentação em Honório Serpa, R$ 1.996.518,94 para pavimentação em Santa Izabel do Ivaí e R$ 3.585.178,48 para a consolidação da área industrial de Jacarezinho, incluindo serviços preliminares, terraplenagem, base e sub-base, meio-fio e sarjeta, drenagem, pavimentação com CBUQ, redes de água e esgoto, ensaios tecnológicos e serviços complementares.
Também foi concluída a liberação de recursos para Terra Rica adquirir o terreno do novo cemitério municipal.
As ações envolvem, ainda, a liberação para aquisição de veículos para Arapuã, Cianorte, Colombo, Fênix, General Carneio, Jaboti, Iretama, Marquinho, Roncador, Sarandi e Toledo.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) iniciou nesta segunda-feira (7) a distribuição, via terrestre, de mais 467.482 imunizantes contra a Covid-19 para as 22 Regionais de Saúde.
As doses fazem parte das 83ª e 84ª remessas do Ministério da Saúde e contemplam vacinas da Pfizer e Janssen para primeira e segunda doses e dose de reforço.
“Iniciamos a semana com mais uma distribuição de vacinas contra a Covid-19 aos municípios. Há quatro dias, foram mais de 686 mil vacinas, totalizando, em menos de uma semana, mais de um milhão de imunizantes descentralizados. Queremos ver os paranaenses protegidos”, enfatizou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Das 467.482 vacinas, 352.900 são da Janssen para a dose de reforço da população acima de 18 anos, sendo 287.775 doses para quem foi vacinado com esquema primário CoronaVac, Pfizer e AstraZeneca e 65.125 para as pessoas vacinadas com a Janssen como dose única.
Outras 114.582 vacinas da Pfizer seguiram na mesma remessa para as Regionais. Esse quantitativo é destinado para primeira dose (2.394), segunda dose (106.950) e doses de reforço (5.238). Todas são destinadas à população acima de 12 anos.
TESTES – Além dos imunizantes, a Sesa também distribui mais 356.140 testes rápidos de antígeno para diagnóstico da Covid-19. Os exames estão sendo enviados junto com o lote de vacinas.
“Os testes ajudam no enfrentamento da doença. O Paraná é um dos estados que mais testou e continuamos a fazê-lo. As pessoas cujo resultado seja positivo devem imediatamente cumprir o isolamento, para que possamos conter a disseminação do vírus”, disse Beto Preto.
VACINÔMETRO – Segundo os dados do Vacinômetro nacional, o Paraná já aplicou 20.567.955 vacinas contra a Covid-19, sendo 9.331.760 primeiras doses (D1) e 8.679.070 segundas doses (D2) ou doses únicas (DU). O Estado registra ainda a aplicação de 200.230 doses adicionais (DA) e 2.529.483 doses de reforço (DR).
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Pesquisadores do Laboratório de Controle Avançado, Robótica e Engenharia Biomédica, do curso de Engenharia Elétrica do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU), da Universidade Estadual de Londrina (UEL), acabam de obter a patente de uma cadeira de rodas elétrica que inova na motorização e na tecnologia, permitindo maior autonomia e eficiência, melhorando a qualidade de vida do usuário.
O protótipo testado, e agora patenteado, apresenta motor trifásico por indução e corrente alternada, diferente dos modelos tradicionais existentes no mercado, que trazem motorização por corrente contínua. A cadeira made in UEL pode ser acionada por sopro/sucção variável ou pelo sistema joystick, semelhante aos periféricos utilizados em computador e videogames.
A partir de agora o protótipo será divulgado pelo Escritório de Propriedade Industrial da Agência de Inovação Tecnológica (Aintec) da UEL. O objetivo é encontrar parceiros industriais que se interessem em produzir a cadeira em escala para que a tecnologia chegue efetivamente para melhorar a autonomia de pessoas com paraplegia ou tetraplegia.
Segundo o professor Ruberlei Gaino, do Departamento de Engenharia Elétrica, o projeto foi desenvolvido por uma equipe de professores e mestrandos do curso que se debruçaram nos estudos e no desenvolvimento do protótipo montado a partir de uma cadeira elétrica, que teve o motor substituído por um trifásico por indução e corrente alternada.
Também conta com uma CPU de computador, onde está abrigado o software e toda solução eletrônica que permite maior autonomia, torque e eficiência energética.
INÍCIO – O projeto começou a ser gestado em 2013 a partir das pesquisas desenvolvidas por dois mestrandos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Elétrica da UEL, Willian Ricardo Bispo e Antônio Pires Leôncio Junior. Hoje, Willian atua como professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) de Londrina e Ricardo na Universidade de Uberaba (Uniube).
Willian conta que tão logo terminou a graduação em Engenharia Elétrica na UEL, em 2012, buscava alternativas para continuar os estudos, com interesse na eletrônica de potência e controle. Antônio já atuava na área de eletrotécnica e tinha alguma experiência em trabalhar com cadeira de rodas motorizada.
Os dois se encontraram no curso de Mestrado da UEL em 2013. Os professores incentivaram a dupla a se aprofundar na pesquisa e no desenvolvimento de um projeto de cadeira mais eficiente. Além do professor Gaino, participaram da equipe os professores Marcio Roberto Covacic e Newton da Silva, ambos do Departamento de Engenharia Elétrica da UEL.
A pesquisa e desenvolvimento do protótipo podem ser considerados rápidos. Em julho de 2014 os pesquisadores terminaram os estudos e entraram com o pedido de patente, deferida no início deste ano.
CUSTOS – Ainda não há uma estimativa de custos dessa nova cadeira de rodas, mas os pesquisadores estimam que ela possa custar o equivalente aos modelos disponíveis no mercado, com a diferença de oferecer maior autonomia e alta tecnologia.
O professor Ruberlei Gaino lembra que toda a pesquisa foi custeada com recursos próprios dos integrantes da equipe, além de doações de amigos que compreenderam o impacto e a importância da pesquisa.
Ele explica que são raros os editais que contemplem a chamada tecnologia assistiva (técnicas e processos que podem prover assistência e reabilitação para pessoas com deficiência). O professor considera que a parte biomédica acaba sendo relegada, reduzindo o desenvolvimento de pesquisas nesta área tão importante.
Levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que 8,4% da população brasileira acima de 2 anos – o que representa 17,3 milhões de pessoas – têm algum tipo de deficiência. Quase metade dessa parcela (49,4%) é formada por idosos. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, feito pelo Ministério da Saúde. Para se ter uma dimensão deste contingente que necessita de assistência, na faixa etária acima de 60 anos, uma a cada quatro pessoas apresenta algum tipo de deficiência.
VANTAGENS – Os pesquisadores sustentam que o protótipo traz algumas vantagens sobre os produtos disponíveis no mercado. Eles explicam que a nova cadeira abriga um software (gravado em um chip) que controla a velocidade do motor. O protótipo apresenta soluções de eletrônica que permitiram o uso de inversores trifásicos, sensores e placas, que representam inovações na tecnologia utilizada.
Este não é o único modelo produzido pela equipe do Laboratório de Controle Avançado, Robótica e Engenharia Biomédica. Em 2014 o grupo testou e divulgou uma cadeira elétrica movida por meio de sopro, indicada para pessoas paraplégicas com diferentes níveis de lesão. Na época a Agência UEL mostrou os testes realizados na quadra interna do Centro de Educação Física e Esporte (CEFE).
Esse modelo mais antigo aguarda a concessão de patente, já requerida ao INPI, há cerca de sete anos. A cadeira por sucção funciona por meio do ar expirado ou inspirado pelo usuário, praticamente sem esforço motor.
LICENCIAMENTO – O coordenador do Escritório de Propriedade Industrial (EPI) da Agência de Inovação Tecnológica (Aintec) da UEL, Diego Luduvério, explicou que o INPI deferiu o pedido de patente no último dia 25 de janeiro. A partir de agora a universidade recolhe uma taxa para a liberação da carta patente. Em breve a UEL poderá fazer o licenciamento para uma empresa interessada na produção da cadeira de rodas em larga escala, que deverá retornar com o pagamento de royalties pela criação e desenvolvimento do produto.
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