Um balanço da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta que 371.092 doses foram aplicadas no Dia D da Vacinação, realizado no sábado (11) em todo o Paraná.
A ação teve por objetivo atualizar a carteirinha vacinal e ampliar a cobertura de imunizantes contra a Covid-19, Influenza, Sarampo e demais vacinas de rotina.
Somente da vacina da gripe foram mais de 202,3 mil doses registradas, seguida por imunizantes contra a Covid-19, com 132,3 mil, além de 21,3 mil dentre as vacinas de rotina (BCG, Febre Amarela, Hepatite A, Hepatite B, Meningocócica, Pentavalente, Pneumocóccica, Poliomielite, Rotavírus Humano e Tríplice Viral) e mais 15 mil doses contra o Sarampo.
A 2ª Regional de Saúde Metropolitana, que abrange 29 municípios incluindo Curitiba e Região Metropolitana, foi responsável pelo maior número de doses administradas, com 73,5 mil vacinas. Em seguida, a 15ª Regional de Maringá aplicou 34,2 mil doses e a 17ª Regional de Londrina pouco mais de 31 mil.
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, falou sobre a importância da ação. “Com a queda nos índices de vacinação, essas mobilizações fazem muita diferença, desde cidades-polo até municípios com menos habitantes, principalmente por ser no fim de semana e possibilitar que mais pessoas sejam vacinadas. São mais de 371 mil doses que talvez não fossem aplicadas em dias normais”, afirmou.
A mobilização contou com o apoio da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e do Conselho das Secretarias Municipais da Saúde do Paraná (Cosems). Equipes da Sesa também participaram de ações regionalizadas em Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina e Maringá.
Neves reforçou a necessidade de continuidade dessas ações de maneira regionalizada. “Contamos com o apoio das equipes municipais para realização de mais ações como essa, para ampliarmos a cobertura vacinal de todas as vacinas de rotina e de campanhas vigentes em nosso Estado”, complementou.
Por - AEN
A noite da última sexta-feira (10) foi marcada por muita emoção na Reitoria da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), em Cascavel, quando a acadêmica Elaine Luzia dos Santos recebeu o grau de médica. Ela enfrenta as sequelas de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e é a primeira médica com tetraparesia a se formar no Brasil.
Ela iniciou o curso de Medicina em 2012 depois de concluir uma graduação em Farmácia, em 2010. No terceiro ano do curso, em novembro de 2014, a estudante sofreu o acidente que acarretou na perda dos movimentos e da fala, mas não a capacidade intelectual. Em setembro de 2015, Elaine retornou às atividades acadêmicas de forma gradual com apoio do Programa de Educação Espacial (PEE) da Unioeste. Desde então, ela aprendeu a se comunicar com o olhar e passou por todas as etapas do curso, inclusive os atendimentos no Hospital Universitário.
Este ciclo se encerrou na sexta-feira com a outorga de grau pelo reitor da Unioeste, Alexandre Webber. “A universidade pública tem esse papel transformador e a Elaine foi responsável por uma transformação fantástica. Ela mostrou para nós que tudo é possível quando queremos. Ela é motivo de orgulho e esperança”, destacou.
O juramento da médica foi interpretado pelo irmão dela, Mário Lucas dos Santos. O discurso foi lido pela voz da irmã Elionésia Marta dos Santos, relembrando sua trajetória acadêmica.
“Sou muito feliz por poder compartilhar esse momento com vocês, não consigo mensurar a gratidão que estou sentindo por cada um e como sou privilegiada por estar concluindo o curso de Medicina na Universidade Estadual do Oeste do Paraná – câmpus de Cascavel e por ser escolhida por viver essa história”, disse, por meio da irmã.
“Mesmo antes do acidente, ela mostrou muita perseverança e determinação e por isso acreditamos muito nela”, completou Elionésia.
Para o professor Allan Cezar Faria Araújo, um dos docentes de Medicina, a Unioeste, como instituição pública, teve um papel transformador nesse caso. “Educação inclusiva significa eliminar a exclusão social, que é consequência de atitudes e respostas de diferenças de classe social, etnia, religião, gênero e habilidade. A inclusão começa a partir da crença de que a educação é um direito humano e fundamento para uma sociedade mais justa. Nós temos que ter a inclusão como uma meta. A limitação está nas instituições e não nas pessoas que precisam de inclusão”, disse.
Também participaram da cerimônia o diretor do câmpus de Cascavel, Aníbal Mantovani Diniz; o coordenador do curso de Medicina, Fabiano Sandrtini; o coordenador do PEE, Dorisvaldo Rodrigues da Silva; a delegada do Conselho Regional de Medicina, Karin Erdmann; além de familiares e amigos da médica Elaine.
Conheça a história da médica AQUI.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta segunda-feira (13) mais 937 casos confirmados e nenhuma morte em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os casos não necessariamente representam a notificação das últimas 24 horas.
Os dados acumulados do monitoramento da Covid-19 mostram que o Paraná soma 2.561.211 casos e 43.235 mortos pela doença.
Os casos confirmados divulgados nesta data são de junho (511), maio (402), abril (11), março (4), fevereiro (7) de 2022; julho (1) e junho (1) de 2021.
INTERNADOS – A Sesa alterou a base de dados para expandir a pesquisa de pacientes internados por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Paraná, em razão da sazonalidade de doenças respiratórias. Agora, os dados de internamentos incluem todos os pacientes com casos de SRAG e suspeitos ou confirmados da Covid-19.
Nesta data, 463 pessoas estão internadas nos leitos SUS (318 em UTIs e 145 em leitos clínicos/enfermaria), seja por suspeita ou diagnóstico de Covid-19 ou de outras SRAGs. Estes dados podem ser consultados diariamente clicando AQUI.
FORA DO PARANÁ – O monitoramento da Sesa registra 11.255 casos de residentes de fora do Estado, 239 pessoas morreram.
Confira AQUI o informe completo.
Ajustes e relatório de exclusões.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) recebeu na manhã desta segunda-feira (13) mais 170.000 vacinas contra a Covid-19.
Destas, 160.000 são doses da AstraZeneca para reforço da população acima de 18 anos e 10.000 são vacinas pediátricas da Pfizer/BioNTech.
As doses chegaram em voos distintos no Aeroporto Internacional Afonso Pena, um às 7h45 e o outro às 8h30, e já estão no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), em Curitiba. Nos próximos dias elas serão distribuídas às Regionais de Saúde.
A Sesa aguarda o envio de mais 640 mil doses de AstraZeneca, previstas para chegar durante a manhã e início da tarde desta terça-feira (14).
“Iniciamos a semana recebendo mais vacinas para a população, e assim que chegarem todas, iniciaremos a distribuição para nossas Regionais para a continuação da vacinação contra a Covid-19”, reforçou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.
Por - AEN
As vendas do comércio varejista cresceram 1,3% nos quatro primeiros meses de 2022, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na variação mensal, o crescimento no Estado foi de 0,8% na comparação com março. É a sétima alta consecutiva do setor varejista, que registra bom movimento desde o final de 2021. Os crescimentos foram de 0,1% em outubro, 0,6% em novembro, 0,3% em dezembro, 0,5% em janeiro, 1,5% em fevereiro, 0,7% em março e 0,8% em abril. Em relação a abril do ano passado, a diferença foi 3,9% superior.
Os resultados positivos na comparação com abril do ano passado foram influenciados por hipermercados e supermercados (6,2%), tecido, vestuários e calçados (20,6%), artigos farmacêuticos (5,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (86,3%) e itens de uso pessoal ou doméstico (12,8%).
No acumulado do quadrimestre, os destaques foram vendas de livros, jornais, revistas e papelaria (49,6%), itens de uso pessoal ou doméstico (14,6%), artigos farmacêuticos, médicos, cosméticos e perfumaria (8,2%), tecido, vestuário e calçados (20,8%) e hipermercados e supermercados (0,5%).
No indicador de receita, que calcula os ganhos, o setor varejista registrou crescimento de 0,9% na comparação com março, 24,9% na comparação com abril de 2021, 18,5% no quadrimestre e 15,8% no acumulado dos últimos doze meses.
No comércio varejista ampliado, que engloba os setores de veículos, motocicletas, partes e peças e materiais de construção civil, houve baixas em abril e no quadrimestre. Até então, no entanto, juntando todos os setores da pesquisa, o Paraná vinha de bons resultados desde novembro de 2021 (1,1%), com variações positivas também em dezembro daquele ano (0,7%), janeiro (1,2%), fevereiro (0,3%) e março (0,9%).
Por - AEN
A movimentação de fertilizantes pelos portos do Paraná registrou alta de 14% entre janeiro e maio de 2022.
A importação do produto já mostrava tendência de crescimento desde o ano passado, mas, com a guerra entre Rússia e Ucrânia, o desembarque segue instável, acompanhando o preço e a demanda do campo.
Ao todo, nos cinco primeiros meses do ano, foram descarregadas 4.791.982 toneladas de adubos, contra 4.192.659 toneladas no mesmo período de 2021. O ritmo desse crescimento, entretanto, não foi uniforme.
Em 2022, o pico das importações aconteceu em fevereiro. Com o início do conflito, os portos paranaenses receberam 1.338.633 toneladas de fertilizantes. Quase 48% mais do desembarcado em janeiro.
Nos dois meses seguintes, os volumes recuaram. Em março foram 879.908 toneladas recebidas, valor 34% menor na comparação com fevereiro deste ano, mas ainda 15% maior que o recebido no mesmo mês de 2021.
Em abril, nova queda: foram 597.327 toneladas recebidas, 32% menos que o mês anterior. Pela primeira vez no ano, o valor mensal ficou abaixo também do registrado em 2021: queda de 28% na comparação com as 829.475 toneladas importadas em abril do ano passado.
Agora, os números de maio mostram que as importações voltaram a subir: 88% na comparação com o último mês. Com 1.125.585 toneladas movimentadas, a alta também aparece na comparação com o mesmo mês de 2021, quando foram 916.924 toneladas (+23%).
Segundo o diretor-presidente da empresa pública que administra os terminais paranaenses, Luiz Fernando Garcia da Silva, o movimento segue a variação de preços e o medo da falta de insumos por parte dos produtores. “Quando a guerra começou, havia muita insegurança sobre os impactos no mercado. Muita gente optou por antecipar as compras, garantir a entrega do produto e armazenar”, explica.
“Com o avanço do conflito, os preços subiram e a capacidade de armazenamento foi chegando ao limite. Não tivemos falta dos produtos, nem fila de espera dos navios. A operação foi afetada, mas a cadeia logística envolve os fatores nas duas pontas”, acrescenta Garcia.
Em Paranaguá, principal porto de entrada do fertilizante que chega ao Brasil, os armazéns privados têm trabalhado com a capacidade máxima de 3,5 milhões de toneladas armazenadas. “Ainda não é possível dizer se a demanda seguirá crescendo, ou voltará a cair. A oferta está normalizada, depende mais dos preços, que são negociados entre os importadores e agricultores”, diz Garcia.
Segundo ele, os portos do Paraná receberam 201 navios com adubos nos primeiros cinco meses desse ano. No ano passado, no período, foram 156 embarcações.
ANTONINA – Com a demanda na importação dos adubos em alta, o terminal privado que opera em Antonina registrou crescimento de 373% no volume de fertilizantes desembarcados entre janeiro e maio: 572.045 toneladas, em 2022, contra 120.852, no mesmo período, em 2021.
Chuva impacta movimentação geral nos portos de Paranaguá e Antonina
O tempo prejudicou as operações portuárias no Paraná no último mês. As chuvas, que impedem o embarque e desembarque de cargas em grão, paralisaram as movimentações por um período equivalente a 6,5 dias. A quantidade de horas paradas é quase 67% maior que em maio de 2021, quando foram 3,9 dias contabilizados.
No ano, os Portos de Paranaguá e Antonina já somam 12,3 dias de paralisação por chuva. A movimentação total nos cinco primeiros meses de 2022 chegou a 23.961.329 toneladas, sendo 5.267.950 só em maio.
A queda em relação ao período de janeiro a maio de 2021, quando foram movimentadas 24.342.881 toneladas, é de 1,6%. O maior impacto foi nos granéis sólidos de exportação, com redução de 9%: de 10.723.660 toneladas no ano passado para 9.736.003 toneladas neste ano.
A soja em grão puxou a baixa no segmento, com 4.928.686 toneladas embarcadas no acumulado de 2022, ante 6.882.951 no mesmo intervalo de 2021 (-28%).
Apesar disso, houve incremento na movimentação de farelo de soja (17%), milho (161%) e trigo (135%), com 2.401.047 toneladas, 1.546.248 toneladas e 32.895 toneladas, respectivamente.
LÍQUIDOS – O embarque de óleos vegetais teve alta de 38%, com 699.785 toneladas embarcadas nos cinco primeiros meses deste ano. No mesmo período, no ano anterior, foram 508.087 toneladas. As importações de granéis líquido, entretanto, tiveram queda de 35%. Foram 136.454 toneladas em 2021 e 136.454 em 2022.
CONTÊINERES – De janeiro a maio de 2022, em número de contêineres de 20 pés (TEUs), foram movimentados 471.276 TEUs – quantidade 4% maior na comparação com o mesmo período do ano anterior.
No sentido exportação, o segmento apresentou crescimento de 8%. Nos cinco primeiros meses foram carregados 273.342 TEUs e, em 2021, 253.728 TEUs. Em sentido contrário, de importação, 197.934 TEUs neste ano e 200.638 TEUs, em 2021, com queda de 1%.
CARGA GERAL – No segmento de carga geral, as exportações aumentaram 11% no acumulado do ano: subiram de 2.531.027 toneladas de janeiro a maio de 2021 para 2.813.627 em 2022. Na importação, queda de 4%: de 2.305.85 para 2.208.353 toneladas. Destaque ainda para a movimentação de celulose, cujas exportações alcançaram 328.320 toneladas, acréscimo de 18% na comparação com 2021.
Por - AEN



























