Com queda na oferta, setor teve valorização generalizada. Valor de referência para negociações entre produtores e indústrias subiu 3,71%
Após quedas contínuas registradas no segundo semestre de 2021, o setor de lácteos do Paraná começou a apresentar indícios de recuperação nos dois primeiros meses deste ano. Na parcial de fevereiro aferida pelo Conselho Paritário Produtores-Indústrias de Leite do Paraná (Conseleite-PR), a alta foi generalizada: de 14 produtos, apenas um teve queda significativa. O colegiado aprovou o valor de referência projetado de R$ 1,8476 para o litro de leite padrão entregue em fevereiro a ser pago em março: alta de 3,71% em relação à projeção anterior.
Considerado o “termômetro” do comportamento do mercado, o leite spot foi o que mais ganhou preço na parcial de fevereiro, subindo 6,3%. O muçarela – produto que responde a quase 46% do mix de comercialização de lácteos no Paraná – teve alta de 4,4%, contribuindo para a recuperação do setor. O leite UHT e o queijo prato, que também estão entre os itens mais comercializados, também tiveram variação positiva de 2,8% e 3,2%, respectivamente.
Na cesta de comercialização, o destaque foi o UHT, que ganhou espaço, chegando a responder por 28,2% do mix. Ainda assim, o muçarela permanece como principal produto, correspondendo a 45,9% do total de lácteos comercializado pelas indústrias do Estado. Um dos responsáveis pelo levantamento, o professor José Roberto Canziani, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), ressalta que a tendência é de que o mercado siga aquecido ao longo dos próximos meses.
“Historicamente, estamos em um período em que a produção é menor. A menor oferta deve dar sustentação aos preços. Eu ouso dizer que esse movimento de alta de permanecer pelo menos durante este semestre”, disse Canziani. “Não temos nenhum derivado em tendência de baixa. O avião, que tinha pousado no fim do ano passado, decolou”, acrescentou.
Vice-presidente do Conseleite e representante da FAEP no colegiado, Ronei Volpi, ressalva, no entanto, que a tendência é de que os custos de produção da atividade continuem a pressionar os produtores. “Continuamos em um momento que pede muita cautela. Os preços dos grãos seguem em alta no mercado internacional. De outro lado, temos uma série de incertezas que também demandam que tenhamos pé no chão”, disse.
Por - FAEP
A diversificação de espécies aliada a técnicas conservacionistas melhora, já no primeiro ciclo, a estrutura e a infiltração de água no solo, aponta pesquisa conduzida em Londrina, na região Norte do Paraná.
A conclusão é com base no subprojeto “Manejo, Estrutura e Condutividade Hidráulica do Solo”, que faz parte de um estudo maior, chamado “Monitoramento Hidrossedimentológico em Microbacia Hidrográfica e Encosta no Norte do Paraná”. Este, por sua vez, integra a Rede de AgroPesquisa e Formação Aplicada Paraná (Rede AgroParaná), aplicado em outras cinco mesorregiões do Estado, que conta com o apoio do Sistema FAEP/SENAR-PR.
Esses estudos têm objetivo de reunir dados que possam ajudar a definir critérios técnicos adequados e boas práticas para manejo de solo e da água em áreas agrícolas. A professora do curso de Agronomia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Maria de Fátima Guimarães, ressalta que a estrutura do solo é visível, o que torna fácil a demonstração para técnicos e agricultores. “É diferente de falar que o solo é composto por X% de potássio, nitrogênio, algo que não é palpável. A análise do ponto de vista estrutural pode ser vista e entendida por todos, proporcionando um canal de diálogo entre diferentes agentes de formação” reflete a professora.
A docente lembra que os estudos da Rede de Agropesquisa tem uma parcela mantida exatamente do jeito que o produtor rural já trabalha. Uma segunda parcela é feita também como o agricultor faz na sua rotina, mas com a inclusão de terraços. “No subprojeto, foi adicionada uma terceira parcela, onde implantamos a cultura do milho em consórcio com a braquiária, comparando-a com a parcela sem braquiária”, comenta.
O resultado é que, com o terraço, houve ganhos expressivos, com a melhora nos índices de perdas de solo e sedimentos. “E quando agregamos a braquiária, por ela possuir um sistema de enraizamento agressivo e profundo, melhora ainda mais a estrutura do solo, ou seja, confere maior estabilidade para a estrutura. E caso tenhamos problemas de fortes chuvas, isso significa menores problemas com a erosão”, aponta a pesquisadora.
A estudante de doutorado em Agronomia da UEL Smaylla El Kadri Ceccatto sintetiza o objetivo do estudo. “Este projeto avalia, por meio de análise visual, as alterações induzidas pelo uso agrícola na estrutura do solo levando em consideração o grau de compactação, a forma e o tamanho dos torrões, assim como, a presença de fendas [fissuras entre as unidades estruturais]. Correlaciona o manejo realizado nas megaparcelas e no seu entorno com seus efeitos na estrutura do solo e no comportamento da condutividade hidráulica”, explica.
A pesquisadora relata que foram utilizadas três metodologias principais capazes de avaliar o plantio direto, a qualidade do solo e a taxa de infiltração de água no solo. “A conclusão é muito prática, já que realizamos a pesquisa em lavouras comerciais, o que mostra que é algo totalmente possível de ser incorporado no dia a dia da propriedade rural. Sistemas mais diversificados, com a introdução da braquiária em consórcio com o milho safrinha, proporcionaram maior aporte de biomassa da parte aérea e raízes das plantas ao sistema, o que contribuiu para diminuir o impacto direto das gotas de chuva na superfície e aumentar a quantidade de poros que favorecem a infiltração e o armazenamento de água no solo”, detalha.
Por - FAEP
Empresas farmacêuticas interessadas em produzir a vacina pentavalente têm até 7 de abril para enviar proposta, conforme edital de chamamento público 03/2021, do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O imunizante dado em bebês protege contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e pneumonia/meningite.
As empresas podem participar de três fases: registro sanitário do produto em nome do Tecpar, fornecimento do produto pelo parceiro durante as etapas da transferência de tecnologia e transferência da informação técnica para a fabricação do produto.
DEMANDA – Atualmente, apenas seis empresas no mundo contam com a pré-qualificação na Organização Mundial da Saúde (OMS), processo que garante a qualidade, segurança e eficácia do insumo para a produção da pentavalente.
No entanto, das seis empresas pré-qualificadas na OMS, cinco são de países cujo mercado da saúde não é regulado e, portanto, não possuem registro em órgão regulatório equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O processo de chamamento público do Tecpar busca preencher essa lacuna regulatória no País, além de contribuir com a autonomia do parque industrial da saúde brasileiro.
PRODUÇÃO NACIONAL – O planejamento do Tecpar para a produção de vacinas, dentre elas a pentavalente, conta com o projeto, protocolado no Ministério da Saúde, para o desenvolvimento de uma planta multivacinas para atender o Programa Nacional de Imunizações (PNI). A implantação poderá ser viabilizada pelo Ministério da Saúde, como forma de ampliar os fornecedores públicos de vacinas no País e dar mais autonomia no fornecimento.
PENTAVALENTE – A vacina pentavalente é a combinação de cinco vacinas individuais em uma. O objetivo é proteger as pessoas contra múltiplas doenças ao mesmo tempo. A vacina foi introduzida no calendário básico do Brasil a partir de setembro de 2012, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) de aumentar as coberturas vacinais com a combinação de vacinas em uma mesma aplicação.
As crianças devem tomar a vacina aos 2, 4 e 6 meses de idade. A partir de 1 ano, o PNI recomenda que tomem reforços com a vacina tetravalente.
Por - AEN
Cascavel e outros 42 municípios da região Oeste do Paraná registraram, na última semana, significativa redução de atendimentos a casos de Covid-19.
Os números foram divulgados pelo Consamu (Consórcio de Saúde dos Municípios do Oeste do Paraná), nesta quarta-feira (23).
Em Cascavel, sede administrativa do consórcio, a redução foi de uma média de 24 casos diários de atendimentos (dados referentes a 25 de janeiro) para 5 casos (dados do dia 22 de fevereiro).
Na média regional, tendo como referência datas semelhantes do comparativo anterior, a redução foi de 45 ocorrências diárias (dados de 24 de janeiro) para 15 (dados de 22 de fevereiro).
Por - Assessoria
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) publicou nesta sexta-feira (25) o resultado final da licitação para reformar a ponte Ayrton Senna, no município de Guaíra, na região Oeste, uma ligação entre o Paraná e Mato Grosso do Sul.
Foi declarado vencedor o Consórcio Ponte Ayrton Senna, formado pelas empresas Gaissler Moreira Engenharia Civil Eirelli e Legnet Engenharia Ltda, com o valor de R$ 18.204.093,77. Agora o processo segue para homologação do resultado da licitação e adjudicação da obra, seguido pelos trâmites internos para assinatura de contrato e emissão da ordem de serviço. O prazo de execução é de 18 meses.
Está prevista a restauração, recuperação e reforço estrutural da ponte, bem como nova iluminação pública com luminárias LED, em uma extensão de 3,6 quilômetros. Também será executado um novo pavimento de concreto na rodovia de acesso à ponte no lado paranaense, em uma extensão de 1,1 quilômetro, a partir da Avenida Almirante Tamandaré. Também está prevista a execução de melhorias no sistema de drenagem e serviços de manutenção em todo o trecho contemplado durante a obra.
PONTE – O volume diário médio de tráfego na Ponte Ayrton Senna é de 15 mil veículos, dividido principalmente entre carros de passeio se deslocando à cidade paraguaia de Salto Del Guairá, e caminhões transportando a produção agrícola da região Centro Oeste e do Paraguai, rumo a Paranaguá ou Santa Catarina.
PARCERIA – A obra de recuperação da Ponte Ayrton Senna é objeto de convênio entre o Governo do Paraná, Itaipu Binacional e Governo Federal, sendo o DER/PR responsável pela licitação e execução da obra.
Convênios semelhantes já resultaram nas obras em andamento da nova Ponte da Integração Brasil – Paraguai, nova rodovia perimetral leste de Foz do Iguaçu, pavimentação da Estrada Boiadeira entre Icaraíma e Umuarama, duplicação do Contorno Oeste de Cascavel e duplicação da BR-277 no mesmo município. Também em convênios semelhantes estão incluídas a licitação da pavimentação da estrada entre Ramilândia e Santa Helena e a futura licitação do Contorno de Guaíra.
Por - AEN
O descarte correto do lixo é o tema da nova campanha publicitária da Sanepar.
Por meio de mensagens em vídeos, áudios e material para as plataformas digitais, a Companhia de Saneamento do Paraná alerta para os problemas que o uso indevido da rede coletora de esgoto pode ocasionar. A campanha apresenta as situações mais corriqueiras com erros cotidianos que ainda são praticados e que podem gerar transtornos na vida das pessoas.
Ao descartar, por exemplo, fraldas ou absorventes diretamente no vaso sanitário, um dos primeiros problemas pode ocorrer já na tubulação de saída da rede de esgoto. A estrutura dos imóveis não é projetada e não pode receber esses materiais, o que gera entupimentos. O uso inadequado das redes, como o despejo de objetos, é a principal causa de obstruções e vazamentos, trazendo prejuízos para toda a população.
LIXO NÃO - A campanha alerta para a importância de não lançar lixo nem óleo de cozinha em pias e vasos sanitários. Para evitar obstruções, também é essencial que restos de comida, bitucas de cigarro, fio dental, fraldas, absorventes, preservativos e pedaços de pano não sejam descartados no vaso sanitário ou no ralo da pia. Essa prática entope a rede.
Algumas medidas simples evitam os transtornos e preservam a rede e o meio ambiente. Antes de lavar a louça, o indicado é limpar os restos de comida com uma esponja e jogá-los no lixo. O mesmo vale para o descarte de óleo de cozinha. Quando despejado nas tubulações, ele endurece nos canos e gruda outros resíduos que não deveriam estar lá. Com o tempo, o óleo de fritura provoca um “infarto” na rede coletora, e o esgoto volta para dentro de casa. O correto é guardar o óleo usado em garrafas PET e entregá-lo para reciclagem – o líquido pode ser transformado em biocombustível, sabão ou massa de vidraceiro, por exemplo.
O sistema de esgotamento sanitário da Sanepar tem 38,4 mil quilômetros de rede coletora, que atende 77,3% da população. Todo o esgoto coletado é 100% tratado nas 255 estações de tratamento da Sanepar.
Por - AEN








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