O Selo Clima Paraná, com o qual o Governo do Estado reconhece empresas e entidades que atuam alinhadas com a preservação de recursos naturais, está com inscrições abertas até o dia 30 de outubro.
Essa é a 8ª edição do projeto, que é realizado pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest). Os participantes podem incluir inventários sobre emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) e ações ESG (Ambiental, Social e Governança).
Neste ano, o Selo Clima Paraná conta com novidades. A principal mudança se refere à metodologia, que além de atender a Política Estadual de Mudança Climática, passa a incluir, também, princípios propostos por iniciativas com as quais o Paraná possui alinhamento e acordos, como a Agenda 2030 da ONU e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS); as campanhas Race to Zero e Race to Resilience e a Declaração de Edimburgo.
Com isso, o Selo Clima Paraná contribui para que o Estado mantenha o reconhecimento de mais sustentável do Brasil e fortalece o conceito de produção com sustentabilidade.
Além de dar visibilidade às organizações que preservam os recursos naturais, a iniciativa busca incentivar as empresas paranaenses a reduzirem a “pegada de carbono”, para minimizar os efeitos das mudanças climáticas e, dessa forma, propiciar o crescimento socioeconômico aliado à conservação do meio ambiente.
“Para as empresas, o selo é importante porque ajuda a agregar valor e também a firmar negócios internacionais. Já para o Estado, essas informações das empresas nos auxiliam na elaboração de políticas públicas a fim de, cada vez mais, garantir um meio ambiente com menos emissão de poluentes”, destaca o secretário do Desenvolvimento Urbano e do Turismo, Everton Souza.
FORMULÁRIO – Neste ano foi elaborado um novo formulário adequado à metodologia que atende as mudanças introduzidas no programa. Podem se inscrever organizações de pequeno a grande porte instaladas no Paraná e, também, as prefeituras paranaenses. O selo será emitido dentro de quatro categorias (A, B, C e D), não mais três (Bronze, Ouro e Ouro Plus).
As inscrições devem ser feitas até o dia 30 de outubro no site Conexão Ambiental. Na aba Como Participar há um formulário para quem se enquadra na categoria organização (empresas, cooperativas, entre outros) e outro formulário para municípios (prefeituras).
O site também fornece explicações sobre como preencher o formulário e informações sobre os canais de atendimento para esclarecimento de dúvidas.
Por - AEN
O Paraná é o segundo maior produtor de leite do País, com 12 milhões de litros por dia – são 4,4 bilhões de litros/ano –, e almeja ampliar a comercialização para o mercado internacional.
Entre as estratégias para consolidar a venda externa está a proposta de criação de um Programa de Incentivo às Exportações de Lácteos, envolvendo os três estados do Sul, que começou a ser discutida nesta quinta-feira (06), em reunião da Aliança Láctea Sul Brasileira.
A aliança reúne representantes dos governos e de entidades dos produtores e de indústrias do leite dos três estados do Sul que, juntos, produzem 12 bilhões de litros por ano. O encontro ocorreu de forma presencial, em Curitiba, e foi transmitido online, com a participação de pelo menos 60 pessoas.
“Precisamos potencializar cada vez mais a cadeia do leite com suporte de pesquisa, com avanço nos mecanismos de redução de custos, com uma infraestrutura mais barata e com o desenvolvimento de produtos mais elaborados, agregando valor, pois nosso desafio é produzir para vender”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara.
Ele reconheceu as dificuldades, em razão de crise hídrica, questões sanitárias e custos elevados, mas salientou que, ainda assim, há investimentos no setor.
No Paraná, a Piracanjuba constrói uma fábrica em São Jorge d’Oeste, com capacidade de processar até 2 milhões de litros por dia, enquanto a Unium – formada pelas cooperativas Frísia, Castrolanda e Capal – implanta entre Ponta Grossa e Carambeí, com previsão inicial de beneficiar até 800 mil litros por dia.
O leite é o quarto produto em Valor Bruto de Produção (VBP) do Estado, com movimentação de R$ 9 bilhões em 2021. São mais de 100 mil produtores envolvidos com essa atividade, espalhados pelos 399 municípios.
SANIDADE – O secretário adjunto da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul, Rodrigo Ramos Rizzo, destacou que a exportação é o caminho possível e viável para reduzir as dificuldades do setor leiteiro.
“Os três estados subiram a régua e estão com a mesma condição sanitária em relação à febre aftosa, e tratamos com seriedade o problema da brucelose e da tuberculose”, disse. “Com esse trabalho, nós temos condições de competir e entregar um produto de altíssima qualidade para o mundo”.
A diretora de Qualidade e Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Daniela Carneiro, mencionou o 1º Seminário Internacional de Brucelose e Tuberculose, que acontece em Florianópolis.
“Os três estados do Sul estão sendo citados como modelo e referência por terem as menores prevalências das doenças no País”, salientou. “Precisamos avançar mais e discutir a erradicação, porque para abrir mercado precisamos ter, além da qualidade, a sanidade, que impacta na produtividade. A sanidade é exigência dos países importadores”.
A coordenadora da Comissão do Leite da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, Márcia Mueller, acentuou que o setor vive um momento delicado. “Ao longo do tempo lutamos por uma melhoria de preços, mas fomos surpreendidos por uma redução, o que tem feito muitos produtores migrarem para outras atividades”, afirmou. “A grande alternativa é a exportação do leite e somos incansáveis na busca acelerada desse caminho”.
No mesmo sentido, observou o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, José Zeferino Pedroso. Em Santa Catarina, somente 50% da produção é consumida no Estado. “É complicado se não tiver condições de dar uma demanda melhor”, afirmou.
Presidente da Federação da Agricultura do Paraná, Ágide Meneguetti reforçou a necessidade de qualidade. “O consumidor está exigindo mais e esse é o nosso grande desafio”, arrematou.
Por - AEN
A Polícia Militar do Paraná promoveu, entre 30 de junho e 30 de setembro, a Operação Segurança Rural, com o objetivo de intensificar o policiamento ostensivo em distritos e estradas rurais.
Por meio das equipes de Patrulha Rural Comunitária, distribuídas nos batalhões e companhias independentes, foram realizadas ações preventivas e repressivas em todos os ambientes rurais por meio de patrulhamentos, bloqueios, visitas preventivas às propriedades e demais demandas da segurança pública.
Durante esse período foram feitas 105 prisões e duas apreensões de adolescentes. Além disso, foram apreendidas 32 armas de fogo e 237 munições de diversos calibres, 19 veículos com indicativo de furto ou roubo foram recuperados e mais de 4 toneladas de drogas apreendidas.
Em relação às ações comunitárias preventivas, cerca de 2,4 mil pessoas foram orientadas com base na Cartilha Segurança Rural, que traz recomendações e formas de prevenção aos principais crimes que ocorrem no campo.
O chefe da Coordenadoria de Patrulha Rural Comunitária, subordinada à seção de Operações do Subcomando-Geral da PM, capitão Íncare Correa de Jesus, ressalta a importância de a própria comunidade rural seguir as orientações para que não tenha nenhuma irregularidade nas propriedades. “Visitamos cerca de 3 mil propriedades rurais e, após as orientações preventivas, mostramos ao produtor uma segunda fase de segurança para que ele possa adequar a propriedade de acordo com as orientações, a fim de prevenir o crime nesses locais”, disse.
Adicionalmente, concluíram a segunda etapa do Programa da Patrulha Rural Comunitária produtores de 652 propriedades. Na oportunidade foram instaladas placas de identificação nas propriedades que se adequaram às orientações preventivas das equipes de patrulha rural.
Segundo o capitão Íncare Correa de Jesus, a Operação tem obtido resultados excelentes graças ao comprometimento das equipes de patrulha rural comunitária, apoiadas pelos respectivos comandantes de batalhões e companhias independentes da PM, aliados à participação cada vez mais efetiva da comunidade nas ações de segurança pública. “A operação continua de forma ininterrupta em todas as regiões do Paraná que possuem ambiente rural”, afirmou.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta quinta-feira (6), em conjunto com o Comando-Geral da Polícia Militar, novas promoções e progressões nas carreiras dos policiais militares.
De acordo com as condições dos decretos assinados e as respectivas publicações das portarias da PM, 4.462 profissionais serão reconhecidos pelo Governo com os avanços na carreira em todo o Paraná.
“Esse é o reconhecimento do Governo do Estado a mais de 4 mil profissionais militares por todo o trabalho feito no combate à criminalidade. Esse bom serviço prestado pela nossa Polícia Militar faz com que ela seja, sem dúvida, a melhor polícia do Brasil”, afirmou Ratinho Junior.
As promoções contemplam avanços nas carreiras de 874 militares, sendo 216 oficias e 657 praças, desde 10 de agosto, conforme os Decretos e . Já as progressões funcionais, que autorizam a mudança de postos e graduação dos militares, serão publicadas em Diário Oficial em Ato do Comando-Geral da PM.
O anúncio dá sequência à política do Estado que autorizou as promoções e progressões na carreira dos militares em abril deste ano e demonstram um avanço real na carreira dos policiais, inclusive nos vencimentos remuneratórios. O impacto financeiro será de aproximadamente R$ 10,7 milhões até dezembro de 2022.
Para o secretário estadual de Segurança Pública, Wagner Mesquita, a medida é muito importante porque reconhece a força de trabalho dos servidores, além de criar um ambiente saudável dentre das corporações por meio da aprovação do trabalhado realizado. “Dentro do serviço público as promoções são muito esperadas e aguardadas pelo servidor que trabalha fazendo por merecer, dia a dia para galgar novos postos e graduações dentro da sua instituição, principalmente dentro da instituição militar”, afirmou.
Mesquita ressaltou que as novas patentes dão a oportunidade de ocupação de novos cargos e chefias, colaborando para o bom funcionamento da estrutura de segurança. “Isso oxigena a instituição, tanto dos oficiais como dos praças, que recebem mais responsabilidades e podem contribuir de forma mais especializada dentro da instituição e da sociedade paranaense”, completou.
“É com muita satisfação que anunciamos mais estas promoções e progressões aos nossos policiais. Agradeço ao governador do Estado por ter mantido a palavra, aquilo que nos prometeu há alguns meses, e que está sendo concretizado. Agradeço o reconhecimento aos nossos policiais e desejo a todos muitas felicidades nesse novo momento”, comemorou o comandante-geral da PM, coronel Hudson Leôncio Teixeira.
PROMOÇÃO – Ao todo serão promovidos 216 oficiais, sendo 193 policiais militares e 23 bombeiros, e 657 praças, sendo 518 policiais e 138 bombeiros. Ainda dentre as promoções, 270 policiais militares e 92 bombeiros serão contemplados com promoção excepcional, como atos de bravura no exercício da função, por exemplo.
Por - AEN
O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) avança no projeto para voltar a fabricar insumos para o diagnóstico da brucelose e tuberculose bovina.
Neste momento, o Instituto está com edital aberto para a seleção da empresa que será responsável pela obra da nova planta de produção, no câmpus CIC, em Curitiba. A abertura das propostas será na próxima terça-feira (11) e o edital está disponível neste link.
Atualmente, há uma lacuna de produção de kits de diagnóstico para brucelose e tuberculose bovina no Brasil, tendo em vista que parte da necessidade brasileira pelo insumo é coberta com importação. Com a iniciativa, o Tecpar pretende fornecer o insumo com qualidade e em quantidade para todo País, a um custo menor.
Para retomar o projeto e a obra, a atual gestão desenvolveu um Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica (EVTF) para embasar seu planejamento. “A retomada da produção de kits diagnósticos veterinários será importante para apoiar o agronegócio brasileiro. Vamos voltar a fabricar insumos para atender as demandas deste importante setor produtivo”, ressalta o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado.
PRODUTOS – Os produtos que serão fabricados na unidade atendem ao Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Ao todo, sete insumos veterinários serão produzidos pelo Tecpar: tuberculina PPD bovina, tuberculina PPD aviária, antígeno acidificado tamponado (AAT), prova lenta (PL) em tubos, anel do leite Ring Test (RT), kit para diagnóstico da brucelose ovina e kit para diagnóstico da leucose bovina.
A área total do novo Laboratório de Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários do Tecpar será de 2,1 mil metros quadrados e a projeção é que, quando pronta, a unidade tenha capacidade produtiva de 40 milhões de doses ao ano. O investimento inicial é de R$ 15,4 milhões do Fundo Paraná.
DOENÇAS – A brucelose e a tuberculose são causadas por bactérias e seu controle exige a adoção de Boas Práticas Agropecuárias. A brucelose afeta diferentes espécies animais e também a população humana. Além de problemas reprodutivos, a ocorrência de brucelose no rebanho traz prejuízos econômicos como a redução na produção de leite e carne. No Paraná, a vacinação das bezerras de 3 a 8 meses de idade é obrigatória e as propriedades com casos diagnosticados devem ser saneadas.
Uma das mais importantes zoonoses para a saúde pública, a tuberculose bovina é uma doença bacteriana crônica, que pode afetar ruminantes, suínos, aves, animais silvestres e humanos. Não existe vacina e o controle da doença é feito por meio da identificação e eliminação dos animais positivos.
Depois que o Paraná obteve o reconhecimento junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o combate às duas doenças é o principal desafio para a sanidade no Estado.
Por - AEN
O plantio da soja, principal cultura do período primavera/verão na safra 2022/23, atingiu nesta semana aproximadamente 15% dos 5,7 milhões de hectares esperados.
A semeadura foi liberada no Estado em 10 de setembro. Este é um dos assuntos tratados no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, referente ao período de 30 de setembro a 6 de outubro, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
O plantio estava proibido em razão do vazio sanitário, quando o solo precisa estar totalmente livre de vestígios de soja, com o objetivo de evitar que doenças e pragas fiquem incubadas para a safra seguinte. Depois da liberação, houve um período de chuvas, o que dificultou a entrada de máquinas na lavoura. Com a pausa nas precipitações pluviais, o trabalho acelerou.
O Oeste, onde estão os núcleos de Toledo e Cascavel, já plantou 55% da área prevista. Outra região com volume um pouco acima da média estadual é a de Campo Mourão, onde a semeadura atingiu 22%. A última estimativa de produção, divulgada em 29 de outubro, é de 21,4 milhões de toneladas. No campo, as lavouras apresentam desenvolvimento considerado bom em 99% da área. Apenas 1% está em situação mediana.
TRIGO – O documento também traz análise sobre o preço médio do pão francês, que teve uma série de oito meses de aumento interrompida em setembro. De acordo com o Deral, o recuo foi de 2,6%, com o quilo custando, em média, R$ 11,33, ante R$ 11,63 no mês anterior. No entanto, situou-se 16% acima do que era praticado em setembro do ano passado, quando o quilo valia R$ 9,76.
O recuo pode ser atribuído, basicamente, à diminuição da despesa com energia, em razão das novas regras do ICMS paranaense. Mesmo porque o preço das farinhas não recuou. Ao contrário, a farinha especial ficou 1% mais cara em relação a agosto. Esse aumento é resultado, principalmente, do alto valor que os moinhos desembolsaram para adquirir o trigo importado entre março e agosto, ainda influenciado pelo conflito no Leste Europeu. Com a entrada no mercado atacadista da safra nacional, os preços já começam a recuar.
MILHO E FEIJÃO – A safra de milho 2022/23 está com 67% da área estimada de 402 mil hectares plantada, o que representa 268 mil hectares. As condições são boas para 93% da área já semeada, enquanto 7% têm situação mediana.
O excesso de chuvas e as baixas temperaturas retardaram o plantio do feijão e prejudicam o desenvolvimento das lavouras implantadas. Mas a expectativa dos produtores é que as condições climáticas melhorem e se confirme a previsão de 243 mil toneladas nos 122 mil hectares a serem plantados. Assim, mesmo com área 12% menor, a produção crescerá 24%.
PECUÁRIA E FRUTAS – O boletim traz, ainda, informações sobre queda de 2,98% na cotação da arroba bovina. Os frigoríficos trabalham com escalas confortáveis, sem dificuldades em obter animais prontos para o abate, e devem começar a preparar estoques para o fim de ano.
Sobre a fruticultura, o documento apresenta análise do comportamento de algumas variedades em cinco dos principais Núcleos Regionais produtores. O de Curitiba, por exemplo, foi o principal produtor de frutas no Estado quando se leva em conta o Valor Bruto da Produção (VBP) 2021, com R$ 364,3 milhões. Quando o foco é a área cultivada e os volumes colhidos, a regional de Paranavaí se destaca, principalmente em função da laranja.
Por - AEN



























