Mais de 25 mil pessoas são abordadas e 323 presas pela PM durante o Carnaval no Paraná

O balanço operacional da Polícia Militar aponta que além das 323 pessoas presas, mais de 650 quilos de drogas e 36 armas de fogo foram apreendidos.

Os dados compreendem entre sexta (25) e o meio-dia de quarta (02) e foram divulgados neste sábado (05).
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Mais de 8 mil policiais militares de todo o Estado atuaram nos cinco dias de Carnaval 2022 no Paraná para reforçar as atividades preventivas e atender o cidadão. O balanço operacional aponta que 323 pessoas foram presas, mais de 650 quilos de drogas apreendidos e 36 armas de fogo retiradas de circulação, graças à estratégia das unidades de área e especializadas, atuando desde as estradas e pontos mais longínquos até os grandes centros e o litoral do Estado. Os dados compreendem entre sexta-feira (25) e o meio-dia de quarta-feira (02) e foram divulgados neste sábado (05).

“Podemos considerar que o Carnaval 2022 foi bem mais tranquilo que o de outros anos, mesmo com grande movimentação de pessoas nas rodovias e nos tradicionais locais onde pessoas se juntam neste feriado, como no Litoral por exemplo”, disse o subcomandante-geral da PM, coronel Rui Noé Barroso Torres. “Agimos de maneira certeira e combatemos o crime dia e noite para que o cidadão pudesse ter um feriado com segurança e tranquilidade”.

 

Mais de 25 mil pessoas foram abordadas no período de acordo com relatório, o que resultou em 323 adultos presos, sendo 268 homens e 55 mulheres. Também houve o encaminhamento de 17 adolescentes, a lavratura de 121 termos circunstanciados e o cumprimento de 29 ordens judiciais pelas equipes policiais em todo o Estado.

A ação da PM também foi intensificada com o aumento de equipes nas ruas que, consequentemente, ampliou as intervenções policiais. Neste sentido, durante o feriado, os policiais militares abordaram e vistoriaram 8.949 veículos, dos quais 257 foram recolhidos por irregularidades e 25 que estavam com alerta de furto/roubo recuperados e encaminhados para os procedimentos legais de Polícia Judiciária.

 

Também foram apreendidas 36 armas de fogo, 225 munições e 10 armas brancas. Saíram de circulação pelas mãos da PM, neste período, mais de 649 quilos de maconha, além de 74 mudas da mesma substância, 1,5 quilo de cocaína e 108 comprimidos de ecstasy.

No trânsito, a Polícia Militar atendeu 178 acidentes de trânsito em vias urbanas e rodoviárias do Estado, sendo que 112 foram situações com vítimas e 55 apenas com danos materiais. Dos acidentes com vítimas, nove resultaram em mortes. Ainda segundo o balanço da Corporação, 10 pessoas perderam a vida em acidentes durante o feriado.

Desde o início do Verão Paraná, Deppen transfere 346 presos do Litoral para a RMC

Além de abordar carros e motocicletas, os policiais militares também fizeram operações utilizando radares móveis para coibir excesso de velocidade e fizeram abordagens para aplicar testes etilométricos aos condutores. Ao todo, foram registradas 6.103 imagens de radar e 666 testes. As unidades da PM aplicaram 3.023 autos de infração e constataram 16 crimes de trânsito.

Os trabalhos da PM também foram direcionados a abordar e vistoriar estabelecimentos comerciais, principalmente os que já foram denunciados pela população por serem pontos de cometimento de crimes, como uso e tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo, perturbação do sossego, entre outros. Ao todo, foram abordados 1.492 locais no Paraná, dos quais nove foram notificados/autuados e seis acabaram interditados/embargados.

 

 

Com AEN

 

 

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Repasses de ICMS e IPVA aos municípios já somam R$ 2,57 bilhões em 2022

A Secretaria de Estado da Fazenda repassou aos municípios paranaenses R$ 2,57 bilhões nos dois primeiros meses deste ano.

 É a soma dos valores do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Entram também neste total, mas em menor quantidade, os repasses do Fundo de Exportação (FPEX) e royalties do petróleo. 

O repasse de ICMS aos municípios foi de R$ 1,26 bilhão (20% já deduzido para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização aos Profissionais da Educação – Fundeb). Esse é o mais importante tributo em volume de recursos arrecadados. Do total, 25% são destinados aos municípios, de acordo com o Índice de Participação dos Municípios (IPM).

Também foram depositados nas contas das prefeituras R$ 1,27 bilhão referentes aos repasses do IPVA. A transferência deste imposto, que é dividido meio a meio entre o Estado e municípios, é feita diariamente. Já o Fundo de Exportação resultou num aporte de R$ 18 milhões aos cofres municipais, enquanto os royalties de petróleo somaram R$ 177,3 mil.

Houve aumento de 5,49% sobre os R$ 2,14 bilhões do mesmo período de 2021, o que reflete a escalada inflacionária. Esses repasses não envolvem as rubricas de investimento direto do próprio Estado em programas e obras nos municípios.

“Mantemos sempre o nosso compromisso e nossa obrigação de realizar essas transferências constitucionais de forma que as prefeituras recebam parte destes valores arrecadados e revertam em serviços públicos para a população como em estradas, rodovias, ruas, pontes, portos, aeroportos, ferrovias, dentre outros”, esclareceu o secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior. 

Os valores são transferidos levando em consideração o índice de participação de cada município na arrecadação do imposto estadual. Os valores são apurados anualmente para aplicação no exercício seguinte, observando os critérios estabelecidos pelas legislações estaduais pertinentes ao assunto. Os repasses podem ser consultados NESTE LINK.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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Leilão online de veículos arrecada R$ 2,8 milhões para os cofres públicos

A Secretaria de Estado da Administração e da Previdência, por meio do Departamento de Gestão do Transporte Oficial (Deto), promoveu em fevereiro mais um leilão online de veículos e sucata de veículos inservíveis. Foram 294 lotes avaliados inicialmente em R$ 1.670.728,30. No total, foram vendidos 288 lotes e o valor arrecadado foi de R$ 2.802.181,64.

O objetivo é a venda de veículos oficiais que não atendam mais aos interesses da Administração Pública, liberando espaço onde são mantidos e gerando verba para os cofres do Estado. “Este marca o 4º leilão de veículos da Seap, realizado pela gestão atual. Dos 294 lotes, apenas seis não foram arrematados, alcançando uma performance ainda maior do que a esperada”, diz o secretário estadual da Administração e da Previdência, Marcel Micheletto.

 “Acredito que o sucesso dos leilões de veículos se dá em virtude da gestão atual da Seap, que conduz com muita sabedoria todos os processos necessários para que a Secretaria tenha uma maior agilidade nas questões administrativas, priorizando sempre as ações que trarão maiores benefícios para o Estado”, afirma o diretor do Deto, João Augusto Cobra.

A Seap está trabalhando para que, seguindo todos os trâmites necessários, um novo leilão aconteça no próximo trimestre desse ano.

 

 

 

 

 

 

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Secretaria da Agricultura alerta pecuaristas sobre os cuidados com pragas das pastagens

Não bastassem os problemas enfrentados nos últimos anos pelos pecuaristas em relação à estiagem, temperaturas altas, geadas e custos elevados de produção, as pastagens, sobretudo do Noroeste do Paraná, que tem 50% da área ocupada por essa atividade, estão sofrendo ataque mais intenso de lagartas desfolhadoras desde dezembro de 2021. Elas promovem redução na quantidade e na qualidade da forragem, com reflexo direto na produção de carne e leite, que resulta em prejuízo aos produtores.

Como orientação sobre as atitudes a tomar, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) publicaram uma Nota Técnica nesta quinta-feira (03).

“Neste momento, é importante os produtores seguirem as orientações de nossos técnicos para conter o surto, mas é preciso também olhar para o futuro com preparo adequado do solo, que possibilite plantas resistentes e mais viçosas, além do manejo adequado e constante de pragas”, afirma o secretário Norberto Ortigara.

Dentre as espécies mais comuns observadas na região estão a lagarta-do-cartucho do milho (Spodoptera frugiperda) e a curuquerê-dos-capinzais (Mocis latipes). De acordo com a Nota Técnica, o sucesso está no monitoramento, que possibilita a detecção nos estágios iniciais, quando a capacidade que as lagartas têm de consumir o pasto ainda é pequena. É também o período em que o uso de inseticidas biológicos é mais recomendado.

“Quando o ataque for severo e a maioria das lagartas estiver com tamanho de 3 - 3,5 cm de comprimento, não se recomenda a aplicação de inseticidas, pois elas já ingeriram grande quantidade de forragem e irão passar para a fase de crisálida”, diz a Nota.

INSETICIDA BIOLÓGICO – Os técnicos que assinam o documento dizem que uma das dificuldades é a escassez de inseticidas registrados para o controle de lagartas nas pastagens. A Nota Técnica traz a listagem dos ingredientes ativos liberados pela Adapar e acentua a obrigatoriedade de seguir todas as recomendações das bulas, que podem ser encontradas neste endereço eletrônico.

“Importante ressaltar que não existem agrotóxicos convencionais autorizados para controle destas espécies de lagartas na cultura da pastagem”, acentua.

O pecuarista deve sempre consultar um profissional capacitado para indicação e orientação sobre o uso correto do produto. Mas, de maneira geral, a recomendação é para se aplicar ao entardecer, evitando horário de sol forte e dias chuvosos. Isto é importante, pois as lagartas se alimentam principalmente no final da tarde e à noite, ficando abrigadas na base das plantas em períodos mais quentes. Por serem inseticidas microbiológicos não há necessidade de retirar os animais das áreas tratadas.

Na Nota, os técnicos recomendam que, caso seja detectada uma grande infestação de lagartas em determinada área, o rebanho seja concentrado nesse pasto, com o objetivo de consumir rapidamente a forragem e evitar maiores perdas. “Contudo, deve-se respeitar a altura de manejo recomendada para cada espécie forrageira, observando a altura de resíduo adequada, que permita o rebrote rápido e evitando a degradação do pasto”, alertam.

Nas regiões mais quentes do Paraná, como Norte e Noroeste, o clima contribui para o encurtamento do ciclo de vida das lagartas (20 – 25 dias), permitindo que ocorram entre 8 e 9 gerações ao longo do ano, o dobro do observado em regiões mais frias. As lagartas geralmente atacam primeiro as gramas, como o capim coast-cross, capim tifton-85 e grama-estrela. No entanto, no atual ciclo, o ataque tem sido generalizado, afetando também outras gramíneas como capins do gênero panicum (mombaça, zuri, tanzânia), braquiárias (marandu, xaraés, piatã) e capim-elefante (capiaçú, pioneiro).

Veja Nota Tecnica .

 

 

 

 

 

 

 

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Profissionais da segurança pública são preparados para ampliar proximidade com a população

Policiais militares, civis, penais e bombeiros dos cursos de especialização e atualização profissional oferecidos numa parceria da Secretaria da Segurança Pública (Sesp) com a Uniasselvi participaram, nesta quinta-feira (03), de um seminário online sobre saúde mental e mobilização comunitária para estimular ainda mais a proximidade com a população.

A palestra é mais uma etapa na formação dos 6,2 mil alunos dos cursos desenvolvidos em parceria com faculdade desde outubro do ano passado.

Os alunos são integrantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e Departamento de Polícia Penal que já participam dos cursos de pós-graduação Lato Sensu – Especialização em Gestão e Cenários para a Segurança Pública; Curso de Atualização Profissional em Polícia Comunitária; Curso de Atualização Profissional em Mediação de Conflitos e do Curso de Atualização Profissional em Análise Criminal. Todos são oferecidos gratuitamente na modalidade de ensino a distância aos profissionais das regiões de Curitiba e Região Metropolitana, da região de Fronteira, do Norte e Noroeste (Londrina e Maringá). 

Os eixos temáticos tratados nos cursos são polícia comunitária, mediação de conflitos e análise criminal. Para o coordenador do Escritório de Projetos Paraná Seguro da Sesp, tenente-coronel Dalton Gean Perovano, a iniciativa da Secretaria vai permitir um progresso educacional para todas as polícias do Estado. “Esse processo de formação se constituirá no maior esforço de formação, conjugado e realizado entre as forças que compõem o sistema de segurança pública estadual do Paraná, além de configurar um importante marco na integração das ações entre as polícias”, disse.

Ele complementa ainda que a saúde mental e a mobilização social estão atreladas e não podem ficar fora dos estudos. “Esses temas são conjugados quando falamos da construção de perspectiva de polícia comunitária que precisa estar, obviamente, vinculada à condição psicológica desse sujeito, da formação de identidade profissional do integrante da segurança pública, que tem uma relação direta de como pensar o profissional, da sua construção propriamente dita, e aí o tema saúde mental foi absolutamente apropriado dentro desse contexto”, afirma. 

SEMINÁRIO – O objetivo do evento foi abordar a saúde mental dos profissionais da segurança pública e a mobilização comunitária sobre temas que incentivam a interação entre as instituições vinculadas à Secretaria com a comunidade.

“É muito gratificante participar de um seminário em que a gente pode alcançar todos os profissionais e alunos que estão matriculados. A Uniasselvi tem como característica predominante trabalhar com educação, e trabalhar a educação na modalidade EAD”, disse gerente de Projetos Institucionais da Uniasselvi, professor Norberto Seigel.

O perito criminal e gestor do Centro de Atendimento Psicossocial do Programa Prumos em Curitiba, Eduardo Rodrigues Cabrera, falou aos alunos sobre Direitos Humanos e o Programa de Atenção Psicossocial Prumos. Ele afirma que é essencial que o policial cuide de sua saúde mental para que tenha qualidade de vida nas áreas profissional e pessoal.

 “Esse tema é importante porque é pouco trabalhado durante a formação e a vida laboral dos profissionais da segurança pública. O policial tem maior oportunidade de se preparar mais psicologicamente, de fazer uma manutenção mais adequada da sua saúde mental e ter uma melhor percepção da qualidade de vida no trabalho”, disse.

O subchefe da Coordenação Estadual dos Conselhos Comunitários de Segurança do Paraná, capitão Eliéser Antônio Durante Filho, falou sobre o policiamento comunitário e deu exemplos de Consegs que são cases de sucesso no Estado. “Explicamos um pouco sobre a importância dos processos de mobilização comunitária dentro desse contexto de polícia comunitária e, a partir desse diálogo, apresentamos casos concretos que são exitosos, fruto desse trabalho de polícia comunitária e mobilização social, que acabam reverberando na própria melhora da segurança pública no âmbito local”, disse.

Ao final do seminário, o diretor-geral da Sesp, coronel João Alfredo Zampieri, entregou certificados de palestrante para o perito Eduardo, para o capitão Durante e para a professora da Uniasselvi, Ivone Fernandes Morcilo Lixa.

PROGRAMA PARANÁ SEGURO – Os cursos foram contratados por meio de um pregão eletrônico, em que a Uniasselvi foi selecionada, em 2021, para prestar o serviço aos profissionais das instituições vinculadas à Sesp. As matrizes curriculares foram desenvolvidas a partir de contextos práticos e teóricos, considerando as peculiaridades da natureza das atividades desempenhadas pelos profissionais.

Segundo o coordenador do Escritório de Projetos Paraná Seguro da Sesp, tenente-coronel Dalton Gean Perovano, o programa de formação vai qualificar os profissionais da segurança pública que pertencem à Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Científica e Departamento Penitenciário, para contribuir no aperfeiçoamento de suas práticas operacionais no atendimento às comunidades, a partir de estudos e na execução de técnicas de abordagem policial, técnicas investigativas e estudos aprofundados da legislação.

“O Programa Paraná Seguro visa reduzir a criminalidade urbana e rural de jovens na faixa etária de 15 a 24 anos, fortalecer as forças de segurança pública na sociedade, combater o crime organizado, desenvolver soluções informatizadas para o sistema de inteligência policial e tecnologia em segurança, entre outras estratégias que visam dinamizar e tornar efetivas as ações da segurança pública”, detalha.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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Dieta balanceada aumenta produção e diminui despesas com alimentação do gado leiteiro

A produtividade do rebanho leiteiro depende diretamente da qualidade da alimentação que recebe. O produtor precisa fornecer aos animais os nutrientes que eles precisam para explorar seu potencial produtivo.

É o que os técnicos chamam de dieta balanceada. Maurílio Machado, produtor de São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, resolveu apostar nessa prática. Em pouco mais de oito meses ele já conseguiu aumentar a produtividade e diminuir os gastos com a alimentação do rebanho.

Desde 2017, Machado vem recebendo assistência do IDR-Paraná na condução de sua propriedade. Para ele, esse trabalho tem sido fundamental. “Quando começamos a lidar com o gado de leite a gente achava que entendia alguma coisa. Depois que tivemos assistência do IDR-Paraná mudou praticamente tudo. Fizemos cursos para lidar com o rebanho, aprendemos a cuidar dos bezerros e agora temos o acompanhamento da nutrição das vacas”, disse.

Machado é o primeiro produtor a adotar a dieta balanceada dos animais no município. De acordo com a zootecnista Delma Ferreira da Silva, do IDR-Paraná, muita gente tem receio de que a prática aumente os gastos na propriedade. Ela explica que é justamente o contrário.

“Com a dieta balanceada o produtor fornece ao animal o que ele precisa, baseando-se no seu estágio de lactação e peso. Trabalhamos com vários tipos de alimentos que a vaca aproveita melhor”, detalha. Segundo Delma, além da ração, os animais recebem alimentos que podem ser produzidos na propriedade, o que impacta no custo da alimentação.

ECONOMIA – Mesmo com pouco tempo de aplicação, a dieta já mostra resultados. Machado tem 16 animais, dos quais sete vacas estão em lactação. “Tenho uma vaca, por exemplo, que produzia 26 litros de leite por dia e comia oito quilos de ração. Agora, o concentrado diminuiu para seis quilos e ela produz 27,5 litros por dia. Fazendo as contas, economizo R$ 4 ao dia por animal, levando em conta o preço atual do quilo de concentrado. E ainda recebo mais porque tem um aumento de um litro e meio de leite”, afirma Machado.

Para ele, o acompanhamento da nutrição dos animais é um trabalho que não só vale a pena, como deve ser feito. “Sem isso a pecuária leiteira começa a não dar o lucro desejado”, pondera Machado.

De acordo com ele, adotar a dieta balanceada dos animais não mudou em nada a rotina do trabalho na propriedade. “Só tenho que dar mais atenção e ter o acompanhamento da técnica, porque não tenho formação para entender o que deve ser feito”, observa.

A cada mês a extensionista do IDR-Paraná visita a propriedade, analisa o registro de dados sobre o rebanho (alimentação e produção) e faz as adaptações necessárias na dieta. Além disso, Delma também orientou a melhoria da oferta de alimentos produzidos na propriedade. Atualmente o produtor mantém um hectare de pasto, tem área de milho para fazer silagem e prepara um outro hectare com pastagem de verão.

Ele cultivou a grama tifton 85 e já planeja, no inverno, ocupar a área de milho com aveia e azevém. Outras melhorias estão sendo previstas, como a construção de piso na área de ordenha e no bezerreiro. “Esses investimentos vão garantir que a atividade leiteira continue dando lucros e mantendo a família na atividade”, afirma.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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