Investimentos em enfrentamento à pobreza no Paraná chegam a quase R$ 385 milhões desde 2019

O Governo do Paraná executa um dos maiores programas intersetoriais de enfrentamento à pobreza do País – o Nossa Gente Paraná.

Gerenciado pela Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), o programa envolve ações realizadas por diversas secretarias, órgãos e empresas públicas estaduais, além de parcerias com as prefeituras. Desde 2019, foram investidos R$ 384,9 milhões nos municípios que integram os 22 Escritórios Regionais da Sejuf.

Os investimentos abrangem transferência e complemento de renda, habitação, segurança alimentar e inclusão social. “Uma de nossas prioridades é garantir dignidade e qualidade de vida a toda a população”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “O Programa Nossa Gente é uma grande demonstração de que a união de esforços ajuda a transformar a realidade de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social”.

O secretário da Justiça, Família e Trabalho, Rogério Carboni, explica que as ações do programa beneficiam milhares de famílias e incluem, ainda, investimentos em construção de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e de Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS). “Esta retaguarda ampla e sólida às famílias em situação de vulnerabilidade é uma das marcas da gestão e serve de modelo para o Brasil”, diz o secretário.

REDUÇÃO DAS DESIGUALDADES – Na área de transferência de renda e garantia da segurança alimentar foram aplicados mais de R$ 100 milhões desde 2019. São R$ 50,39 milhões apenas no Cartão Comida Boa, que garante o repasse mensal de R$ 80 a cerca de 90 mil famílias de todo o Paraná. Dados da Unidade Técnica de Programas, Projetos e Benefícios da Sejuf apontam que 197.816 famílias já foram alcançadas em todo Estado.

O Renda Nossa Gente complementa o repasse da transferência de renda federal para ampliar a segurança de famílias que viviam em extrema pobreza. Foram investidos R$ 45,05 milhões, beneficiando 125.868 famílias dos municípios abrangidos pelos 22 escritórios regionais da Secretaria.

O Nossa Gente atua, também, em ações de geração de renda para as famílias, para que se fortaleçam e alcancem a emancipação. O Renda Agricultor Familiar, executado em parceria entre a Sejuf e a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, é um projeto já premiado por sua contribuição para a diminuição da pobreza, em consonância com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Foram 2.492 famílias do campo alcançadas pelo projeto, somando R$ 5,351 milhões para municípios de 20 das 22 regionais da Sejuf.

Com proposta similar, o programa Inclusão Produtiva Solidária ajuda a promover atividades coletivas de inclusão produtiva no meio rural, em grupos de famílias em situação de vulnerabilidade social. O investimento foi de R$ 1,08 milhão e atendeu a 270 famílias de municípios de 13 escritórios regionais.

A coordenadora da Unidade Técnica de Programas, Projetos e Benefícios da Sejuf, Tamara Zázera, enfatiza a capacidade transformadora do Nossa Gente e sua relevância no auxílio a famílias em situação de vulnerabilidade no Paraná. “É uma ferramenta que funciona e que ajuda efetivamente a reduzir as desigualdades, especialmente após os impactos da pandemia da Covid-19, que acentuaram essas situações. Por este projeto é dada uma retaguarda importante para os municípios, que recebem auxílio para executarem os princípios do Sistema Único de Assistência Social (SUAS)", reforça.

BEM-ESTAR – Já nas ações voltadas a garantir moradia de qualidade e conforto, os repasses ultrapassam os R$ 278 milhões desde 2019. Foram investidos R$ 110,86 milhões em unidades habitacionais, dentro do Programa de Requalificação Urbana, atendendo a 1.368 famílias. Além disso, 503 foram beneficiadas com o Aluguel Social, para assegurar moradia durante o período de trabalho em suas casas, com investimento de R$ 7,43 milhões nesta ação.

Também há ações na área de abastecimento de água e energia. Pelo programa Caixa d’Água Boa, que fornece uma caixa d'água residencial, kit de instalação e R$ 1.000 para execução do trabalho, 5.419 famílias foram atendidas. O investimento chega a R$ 5,419 milhões, o que assegura a esse público terem água, mesmo em situações de interrupções no abastecimento.

Já para garantir energia elétrica a famílias em vulnerabilidade, com tarifas sociais ou isenção da conta, foram destinados R$ 154,31 milhões, beneficiando 501.936 famílias desde 2019.

No período, o Governo do Estado ainda investiu R$ 5 milhões na construção de Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centros de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) em seis municípios de quatro Escritórios Regionais da Sejuf.

REGIONAIS – O acompanhamento regionalizado do Programa Nossa Gente Paraná é feito com base na distribuição dos 399 municípios do Paraná em 22 Escritórios Regionais da Sejuf. São eles: Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Cornélio Procópio, Curitiba, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Irati, Ivaiporã, Jacarezinho, Laranjeiras, Londrina, Maringá, Paranaguá, Paranavaí, Pato Branco, Ponta Grossa, Toledo, Umuarama e União da Vitória.

 

 

 

 

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 Revista científica do Tecpar avança na internacionalização dos artigos em 2022

A revista científica editada pelo Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) fechou o primeiro semestre de 2022 com mais da metade dos artigos publicados por autores internacionais.

Das 82 publicações científicas divulgadas de janeiro a junho deste ano, 43 foram enviadas por pesquisadores de países da Ásia, África e América do Sul.

Desde 1946, o periódico Brazilian Archives of Biology and Technology (BABT) divulga artigos originais de pesquisa e revisões, contribuindo para o avanço da ciência, tecnologia e inovação.

Em 2021, registrou o maior número de publicações nos últimos quatro anos, totalizando 168 artigos. O periódico paranaense também tem avançado na internacionalização, reforçando o protagonismo do Tecpar na produção e divulgação científica, dentro e fora do País.

O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, destaca que o BABT se consolidou como uma das revistas científicas de maior expressão e relevância no cenário nacional e agora busca ampliar o reconhecimento junto à comunidade científica internacional.

“Esse avanço se deve ao alto nível dos editores-chefes e equipe editorial. Cada edição é formada por pesquisas de alto nível, criteriosamente selecionadas e avaliadas pelo corpo editorial, composto por pesquisadores brasileiros e estrangeiros com credibilidade na comunidade científica”, afirma.

BALANÇO – Os 82 artigos nacionais e internacionais publicados no primeiro semestre de 2022 estão distribuídos nas seguintes áreas de conhecimento: saúde humana e animal (22); agricultura (18); engenharia (13); biologia (12); ciência e tecnologia de alimentos ou rações (11) e meio ambiente (06).

Depois do Brasil, a Turquia foi o país que teve mais artigos publicados neste primeiro semestre. Foram 14 publicações, a maior parte nas áreas de biologia e saúde humana e animal. Em seguida estão a Índia (08), Paquistão (05), Irã (04), China (03), Argentina (02) e Colômbia (02). Com um artigo publicado estão Tunísia, Vietnã, Egito e Indonésia.

FATOR DE IMPACTO – A credibilidade do periódico BABT na comunidade científica internacional também se deve aos avanços no Fator de Impacto, métrica que identifica a frequência média com que o artigo de determinado periódico é citado. Ele é considerado o principal indicador de qualidade de uma publicação científica. 

De acordo com as últimas medições oficiais, entre 2020 e 2021 o Fator de Impacto da revista científica editada pelo Tecpar aumentou 50%, e pela primeira vez ficou acima de 1 (o indicador em 2021 ficou em 1,18).

O aumento no Fator de Impacto demonstra que a qualidade dos artigos publicados no BABT tem crescido a cada ano, fazendo com que sejam cada vez mais citados. “Um dos fatores que contribuíram para este resultado é análise e seleção criteriosa dos artigos publicados, feita pela equipe editorial. A seleção mais rigorosa aumenta a qualidade e a visibilidade dos trabalhos publicados”, explica Lívia Nogueira dos Santos, gerente do Centro de Informações Tecnológicas do Tecpar.

IDIOMA – Um dos requisitos para competir no mercado editorial internacional de periódicos científicos é o conteúdo em inglês de boa qualidade, já que a academia internacional se comunica nessa língua. Desde 1999 o BABT já é publicado em língua inglesa, com objetivo claro em ser uma publicação internacional. Atualmente está disponível em formato eletrônico na biblioteca digital aberta Scientific Electronic Library Online (SciELO).

 

 

 

 

 

 

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 Governo anuncia Centro de Referência e ações para aprimorar o paradesporto no Paraná

O governador Carlos Massa Ratinho Junior lançou nesta quarta-feira (29), em Curitiba, o programa O Paradesporto que Queremos, que vai aprimorar as políticas públicas de incentivo e ampliar as ações voltadas às modalidades deste segmento, seguindo os princípios do Sistema Esportivo Federal e da Lei Geral do Esporte do Estado do Paraná.

Ao mesmo tempo, Curitiba se estrutura para sediar o Centro de Referência Paralímpico Brasileiro, espaço destinado à prática esportiva para pessoas com deficiência.

Lançado para uma plateia repleta de paratletas e atletas paranaenses, o programa promovido pela Superintendência Geral do Esporte inova com a estruturação de uma rede de desenvolvimento do paradesporto, que contará com metodologia específica, infraestrutura, materiais adaptados e capacitação.

“O paradesporto foi tratado, por muito tempo, de forma marginal, no sentido de estar à margem das prioridades financeiras ou de poder contar com equipes técnicas para preparar os atletas”, afirmou Ratinho Junior.

“Quando assumimos o governo, resolvemos mudar essa página e passamos a colocar o paradesporto como prioridade, com investimento em equipamentos e treinamento para os técnicos e educadores. Em especial, criando uma atmosfera para que os nossos atletas se preparem cada vez mais, tornando o Paraná uma grande referência nessa área”, ressaltou o governador.

A iniciativa conta, neste primeiro momento, com a adesão de sete municípios com infraestrutura adequada para a proposta, além da Capital. São eles: Ponta Grossa, Campo Mourão, Cascavel, Telêmaco Borba, Cornélio Procópio, Maringá e Francisco Beltrão.

“Esses municípios assinaram um protocolo de intenções e contarão com ginásios adaptados, alguns deles já em andamento, para as atividades paradesportivas. Em Curitiba, os paratletas têm acesso às estruturas dos ginásios do Tarumã e do Capão da Imbuia, além das unidades da prefeitura, que terão programas desportivos”, explicou o superintendente-geral do Esporte, Helio Wirbiski.

KITS – Durante o evento, Ratinho Junior entregou 10 kits de materiais esportivos multimodalidades adaptados, no valor de R$ 20 mil cada, e 10 kits de cadeiras de rodas, no valor de R$ 5 mil cada. Esses materiais foram adquiridos por meio do Programa Paraná Mais Cidades, que conta recursos de emendas parlamentares apoiando uma série de ações do Estado, incluindo as voltadas ao desenvolvimento esportivo regional.

Somente nos últimos quatro anos, o programa fez a entrega de 50 cadeiras de rodas, 109 parques adaptados, além de equipamentos e instalações esportivas para mais de 50 Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes), totalizando um investimento de R$ 450 mil.

AÇÕES – O Paraná é referência nacional no desenvolvimento de ações voltadas à prática paradesportiva, como os Jogos Abertos Paradesportivos do Paraná (Parajaps), que em suas duas últimas edições tiveram um investimento médio de R$ 2,4 milhões e a participação de 3.500 atletas. Neste ano, o Parajaps contará com o Termo de Cooperação Técnica com o município de Londrina, onde o evento será sediado.

Outra ação de sucesso é o programa Geração Olímpica e Paralímpica, que atua com bolsa-atleta, e se tornou uma grande vitrine esportiva dentro e fora do Estado e também uma referência em todo Brasil, inspirando diversos estados a criarem projetos seguindo o mesmo modelo.

Em sua 11ª edição, o programa vem a cada ano ganhando mais interesse de paratletas e técnicos, com o apoio do Governo do Estado e o patrocínio da Copel. Nos últimos quatro anos, o Geração Olímpica e Paralímpica realizou 650 atendimentos ao paradesporto e teve um investimento de R$ 3,4 milhões. Como resultado, os bolsistas do programa conquistaram nove medalhas nos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

Um dos beneficiados é o atleta curitibano de paratriatlo Ronan Cordeiro, segundo colocado no ranking mundial da modalidade e participante da Paralimpíada de Tóquio 2020. O foco do atleta já está em Paris 2024.

“Graças ao programa, eu realizei o meu grande sonho, que era estar nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. Agora estou cada dia mais próximo de um sonho mais ousado, que é conquistar a medalha inédita para o paratriatlo brasileiro na Paralimpíada de Paris”, afirmou.

Além do Geração Olímpica e Paralímpica, o Programa Estadual de Fomento e Incentivo ao Esporte (Proesporte) investiu, nos últimos três editais, aproximadamente R$ 3,6 milhões decorrentes de renúncia fiscal, distribuídos para 27 projetos voltados a iniciativas do paradesporto. Em fase de análise, já está separado R$ 1,8 milhão para mais 25 projetos.

CENTRO DE REFERÊNCIA – Em parceria com a Prefeitura de Curitiba, o paradesporto paranaense ganha força com a implantação do Centro de Referência Paralímpico Brasileiro, espaço destinado à prática esportiva para pessoas com deficiência. Será instalado nas dependências do Centro de Esporte e Lazer Vila Oficinas, onde passarão a ser desenvolvidas as modalidades de vôlei sentado, golfe 7, goalball, bocha paralímpica e rugby em cadeira de rodas.

O secretário municipal do Esporte, Lazer e Juventude de Curitiba, Carlos Pijaki, explicou que a estrutura da Capital quer atender o paradesporto de forma integral, incluindo as atividades praticadas como forma de recreação, o paradesporto formativo e educacional, com os Jogos Paradesportivos e a capacitação de professores para trabalhar com alunos com deficiência, e o esporte de excelência, com o incentivo e financiamento de paratletas e de equipes para praticarem o paradesporto de maneira competitiva.

“Curitiba está muito preparada e essa parceria com o Estado traz mais qualificação. Com o acordo de cooperação técnica, vamos pegar uma estrutura da prefeitura e transformar em um espaço para a prática de atividades paradesportivas”, disse. “O trabalho integrado também inclui a aquisição de materiais e a capacitação de professores, o que é importantíssimo para o incentivo ao paradesporto”.

CAPACITAÇÕES – Além disso, em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), a Frente Paranaense pela Educação Paralímpica busca o desenvolvimento de cursos a distância, promovidos pelo CBP e certificados pela Universidade Federal de Uberlândia, com o objetivo de capacitar profissionais da educação física e demais profissionais para atuarem na inclusão escolar de alunos com deficiência.

PRESENÇAS – Participaram da solenidade o vice-governador Darci Piana; o diretor-presidente da Paraná Esporte, Walmir Matos; os deputados estaduais Douglas Fabrício, Alexandre Amaro, Galo e Francisco Bührer; o coordenador do Programa de Educação Paralímpica, Davi Farias Costa; representantes de entidades paradesportivas e prefeitos dos municípios beneficiados.

 

 

 

 

 

 

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 Cartão Comida Boa vai beneficiar mais de 22 mil novas famílias paranaenses

O Cartão Comida Boa, programa do Governo do Paraná voltado à população em situação de vulnerabilidade, auxiliará a composição de renda de mais 22 mil famílias do Estado.

A iniciativa garante, principalmente, a segurança alimentar dessas pessoas. A ampliação foi tema abordoado pelo secretário da Justiça, Família e Trabalho, Rogério Carboni, em encontro com gestores de municípios do Sudoeste do Paraná, nesta quarta-feira (29).

Mensalmente, o programa coordenado pela Secretaria da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf) atende a cerca de 90 mil famílias paranaenses com um crédito de R$ 80, para compra de alimentos e artigos de necessidade imediata. Os novos cartões emitidos vão substituir o benefício de famílias que deixaram de receber, após revisão de critérios que ocorre a cada três meses. Esta análise trimestral assegura que o público que mais precisam do auxílio seja priorizado.

“O governo Carlos Massa Ratinho Junior tem uma preocupação muito grande com as famílias mais vulneráveis. O Cartão Comida Boa é um complemento importante, pois além de viabilizar o reforço na segurança alimentar, também permite a compra de outros itens de necessidade que não estão incluídos na cesta básica”, ressaltou Carboni.

No Escritório Regional de Francisco Beltrão da Sejuf, que abrange 27 municípios do Sudoeste, o programa já atendeu a 4.667 famílias desde dezembro – quando foi regulamentado – até junho. O montante representa um investimento de R$ 1,146 milhão. Nesta nova revisão cadastral serão emitidos 1.178 novos cartões na região.

BOM MOMENTO – Soeli Marques Pereira, de 57 anos, moradora de Boa Esperança do Iguaçu, é uma das 22 novas famílias que serão beneficiadas no município. Segundo ela, o cartão vem em um bom momento. “Vai ajudar muito em casa, para comprar comida. Será muito importante para a nossa família”, contou.

Em Santa Izabel D'Oeste, 45 novos cartões foram emitidos. Um deles vai atender a família de Maristela Caetano de Souza, de 40 anos. “O cartão é essencial para nós. Com o orçamento cada vez mais apertado, fica difícil comprar as coisas para casa, ainda mais que tenho criança. Esse crédito vai ajudar a comprar uma mistura melhor, ou um leite que às vezes não tenho condição”, disse.

Outras 15 famílias foram beneficiadas no município de Salgado Filho, incluindo a de Marilete Canesso, de 47 anos, que vive no distrito de São Roque. Para ela, o Cartão Comida Boa será um importante complemento de renda. “A pandemia complicou muito a economia, e eu sou a chefe da casa, então esse dinheiro vai ajudar na compra de algumas coisas para mim e para o filho que mora comigo”, relatou.

Também de Salgado Filho, do distrito de Novo Mundo, Maria dos Santos, de 52 anos, destacou a importância do programa. “Eu estou sem renda neste momento e o Cartão Comida Boa será uma ajuda fundamental para minha vida”, explicou.

CRITÉRIOS – O público-alvo do programa é formado, prioritariamente, por famílias que não são atendidas pelo Auxílio Brasil, programa de transferência de renda do governo federal. Em todo o Paraná, desde dezembro de 2021, foram alcançadas 197.816 famílias, com um investimento de quase R$ 50,4 milhões.

As famílias ou indivíduos atendidos pelo programa são aqueles devidamente cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), que possuam renda família per capita mensal não superior a R$ 210. Em caso de disponibilidade orçamentária, o programa amplia seu atendimento para famílias que também recebam o Auxílio Brasil.

Nestes casos, são definidos critérios complementares para priorizar aquelas que mais precisam, como o atendimento a famílias indígenas, quilombolas, com membro resgatado de trabalho análogo à escravidão, famílias com catadores de materiais recicláveis, com crianças de até seis anos e, ainda, famílias com menor renda per capita.

Este programa trabalha diretamente em prol de três Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): erradicação da pobreza, agricultura sustentável e redução das desigualdades. As metas fazem parte da Agenda 2030, um plano de ação estabelecido pela Organização das Nações Unidas para promover a erradicação dos principais problemas mundiais.

COMIDA BOA – O Cartão Comida Boa conta, além de operacionalizado pela Sejuf, conta com fiscalização da Controladoria Geral do Estado (CGE), avaliação da secretaria estadual de Planejamento e Projetos Estruturantes (SEPL) e do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), e processamento de dados da Celepar. Mais informações, esclarecimento de dúvidas e consultas para verificar se a família é beneficiária podem ser encontrados em www.justica.pr.gov.br/ComidaBoa.

 

 

 

 

 

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