Nova Ferroeste ganha espaço durante a 26ª Intermodal South America, em São Paulo

O Paraná apresentou a empresários e investidores o potencial do novo corredor logístico que vai ligar Maracaju ao Porto de Paranaguá. A linha férrea terá 1.304 quilômetros de extensão.

A construção da Nova Ferroeste foi um dos destaques do primeiro dia da 26ª edição da Intermodal South America, nesta terça-feira (15), no São Paulo Expo, em São Paulo. A feira é o principal evento logístico da América do Sul.

O Paraná apresentou a empresários e investidores o potencial do novo corredor logístico que vai ligar Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá. A projeção é que, depois de pronta, a linha férrea de 1.304 quilômetros de extensão seja responsável por transportar 70% dos contêineres de frangos e suínos do País.

Em fase final de estudos, o projeto começará a fase de audiências públicas em abril, paralelamente à publicação do edital de leilão – o pregão, na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), está previsto para ocorrer ainda neste primeiro semestre. O investimento estimado é de R$ 29,4 bilhões.

“O Governo do Estado já investiu R$ 40 milhões nos estudos deste projeto. Será a segunda maior ferrovia do País, atrás apenas da malha paulista. Essa linha vai ajudar e muito no escoamento da produção do Paraná e do Mato Grosso do Sul, estados que ano a ano batem recordes no agronegócio”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Ele participou do painel de abertura da feira, sobre transporte ferroviário, ao lado do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas. “Estamos preparando a logística para que o Paraná possa alimentar o mundo, essa é a nossa vocação”, ressaltou.

Coordenador do Plano Estadual Ferroviário do Paraná, Luiz Fagundes detalhou o projeto durante um painel de 20 minutos dentro da feira. Ressaltou que, de acordo com o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA), se o empreendimento estivesse em operação hoje, seriam transportadas 38 milhões de toneladas de produtos, tornando esta estrada de ferro o segundo maior corredor de exportação de grãos e proteína animal.

“O potencial de transformar o Paraná num hub logístico da América Latina é tremendo e é a ferrovia que vai promover esse salto para o futuro”, afirmou o coordenador.

Em seis décadas, ainda segundo as projeções, serão gerados mais de 300 mil empregos diretos e indiretos. Somente nos 10 primeiros anos a estimativa é criar quase 23 mil novos postos de trabalho.

STATUS – A Nova Ferroeste é o projeto mais avançado entre as ferrovias autorizadas pela Medida Provisória 1.065/2021, o chamado programa Pró-Trilhos do governo federal. Em 2021, a proposta recebeu a liberação do Ministério da Infraestrura para quatro ramais que vão complementar o traçado de 1.304 quilômetros, ampliando a atual linha férrea, de 248 quilômetros, em operação entre Guarapuava e Cascavel.

As ligações entre Guarapuava a Paranaguá; Cascavel a Foz do Iguaçu; Cascavel a Chapecó (SC); e Cascavel a Maracaju (MS) fazem do Paraná um dos estados que mais se beneficiaram da proposta.

Atualmente o pedido de licença prévia ambiental tramita junto ao Ibama. Em abril terá início o período para a realização de audiências públicas sobre as questões ambientais do projeto.

A empresa ou consórcio vencedor vai executar a obra e explorar o trecho por 70 anos. O vencedor será escolhido em leilão entre quem der a maior outorga, a partir do mínimo previsto para R$ 160 milhões. A taxa de retorno é de 11% ao ano.

Segundo Fagundes, essa será uma solução logística nacional e internacional de cargas, uma vez que haverá um ramal de Cascavel a Foz do Iguaçu, na tríplice fronteira com Argentina e Paraguai.

“A pedido do Ministério da Infraestrutura, apresentamos o momento atual da ferrovia. O processo está muito adiantado, com o edital de licitação sendo publicado em abril. Agora é caminhar com as audiências públicas e obter a licença ambiental em maio. Aí é partir para a Bolsa neste semestre”, destacou Fagundes.

PRESENÇAS – Participaram do painel o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, e o assessor de Logística do Governo do Mato Grosso do Sul, Lucio Lagemann.

 

 

 

 

 

 

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Aplicativo Menor Preço ajuda consumidores a economizar na hora de abastecer o veículo

Um aplicativo desenvolvido pela Celepar (Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) e pela Secretaria da Fazenda permite encontrar os postos de combustíveis com valores mais em conta no Estado. Com o aumento significativo do preço dos combustíveis, o Menor Preço se destaca como um importante ferramenta na hora de abastecer – já são mais de 3 mil postos cadastrados em todo o Estado.

A ferramenta mostra na aba “combustíveis”, na primeira tela do celular ou do site, as seguintes opções: gasolina, gasolina aditivada, etanol, diesel ou GNV. O consumidor pode, através do filtro de pesquisa, verificar os preços praticados nos postos, com base nas notas fiscais emitidas. Nesse caso, o aplicativo também informa o endereço e a distância até o local, traçando a rota até o estabelecimento selecionado.

O Menor Preço permite ao usuário pesquisar os preços de produtos em cerca de 100 mil estabelecimentos no Estado. As informações são atualizadas em tempo real toda vez que um varejista emite uma nota fiscal. Toda semana, mais de 10 milhões de preços são atualizados.

Lançado em 2016 pelo Governo do Paraná para ajudar o consumidor a pagar menos em suas compras no varejo, o Menor Preço está disponível para Android e iOS.

 “A tecnologia pode ser uma grande aliada também do bolso da população. Ao utilizar o aplicativo é possível encontrar locais com melhores preços para produtos, e assim economizar, inclusive em combustível”, disse o presidente da Celepar, Leandro Moura.

PESQUISA DE PREÇO – O consumidor pode verificar os preços em um raio de até 20 quilômetros, por meio do código de barras do item “lido” com o próprio celular, ou pelo nome do produto. Após selecionar o estabelecimento desejado, a ferramenta informa a distância e a data da venda. O aplicativo vai mostrar o endereço do estabelecimento, a distância a ser percorrida para chegar até ele e também o preço praticado pelo posto.

 

 

 

 

 

 

 

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Invest Paraná assina acordo para atração de novos investimentos com uso de energia solar

Como agência de promoção e atração de investimentos para o Estado, a Invest Paraná assinou nesta terça-feira (15) um acordo de cooperação com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR).

O objetivo é atrair novos investimentos, gerar mais empregos e renda, criar novas oportunidades para empreendedores do setor solar, além de ampliar o acesso a este tipo de energia para consumidores residenciais, setores produtivos, agronegócio e setor público.

A assinatura aconteceu durante o evento ABSOLAR Meeting, em Curitiba, que reuniu empresários, consultores, autoridades públicas e especialistas para uma série de debates em favor da expansão da energia solar no Paraná.

O diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin, destacou um programa recém-lançado que busca por aquelas cooperativas que possuem crédito acumulado na Conta Investimento (Siscred) para promoção de fontes de energia limpa.

“O programa é direcionado para as cooperativas paranaenses que desejam investir em fontes de energia limpa e permite utilizar créditos acumulados na ‘Conta Investimento’ da Secretaria da Fazenda para a promoção de fontes de energias renováveis”, explicou Bekin.

A Invest Paraná atua como ponte entre o Governo do Estado e a iniciativa privada, auxilia no levantamento de dados, fornecimento de informações e tomada de decisões estratégicas para prospecção e atração de novos negócios.

ACORDO – A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica congrega empresas e profissionais de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico com atuação no Brasil, tanto na área de geração distribuída quanto de geração centralizada.

Dentre as prioridades da parceria firmada entre as duas entidades, destacam-se: identificar empreendedores do setor solar interessados em investir no Estado, compartilhar informações sobre o mercado solar paranaense, avaliar tendências de negócios, aprimorar o ambiente regulatório e legal, reforçar o relacionamento entre o Estado e o setor solar, e cooperar em eventos e ações conjuntas, dentro e fora do Brasil.

Para o presidente-executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, o principal intuito é promover a divulgação de ações entre as duas partes, abrindo novas oportunidades de mercado. “Também queremos compartilhar informações de mercado aos nossos cooperados e os novos programas que o governo do Paraná tem promovido para ajudar a sustentabilidade na nossa região”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, a geração própria de energia solar já proporcionou ao Paraná a atração de mais de R$ 2,5 bilhões em investimentos, geração de mais de 13,9 mil empregos e a arrecadação de cerca de R$ 620,1 milhões aos cofres públicos.

Segundo dados da entidade, a potência instalada em telhados e pequenos terrenos no Paraná coloca o Estado na sexta posição do ranking nacional da ABSOLAR. De acordo com a entidade, o território paranaense responde por 5,2% de toda a geração própria de energia solar no País.

 

 

 

 

 

 

 

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Seminário aborda transporte de produtos perigosos e aumenta integração das forças no Estado

O vice-governador Darci Piana participou nesta terça-feira (15), em Curitiba, da abertura do 1º Seminário Estadual de Segurança no Transporte de Produtos Perigosos, promovido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O evento, em formato híbrido, reúne cerca de 600 pessoas para discutir maneiras de prevenção e respostas rápidas às ocorrências com produtos perigosos, principalmente nas estradas.

O encontro é resultado das discussões da Comissão Estadual de Prevenção, Preparação e Resposta Rápida a Emergências com Produtos Perigosos (Comissão R2P2) e integra diversas instituições envolvidas no debate para a diminuição dos acidentes e, consequentemente, dos impactos dessas ocorrências na sociedade e nos ambientes naturais.

Para o vice-governador, a integração entre as instituições é fundamental para garantir mais segurança nas estradas e evitar acidentes muitas vezes fatais. “Ter todos os protocolos de segurança e prevenção alinhados e o trabalho de cooperação entre as entidades é um ganho extraordinário para a sociedade, salva vidas e protege o meio ambiente dos danos causados por essas ocorrências”, destacou Piana.

OCORRÊNCIAS – Os acidentes com produtos perigosos estão entre as cinco ocorrências mais atendidas pela Defesa Civil no Paraná. Em uma década, foram registrados no Estado 942 acidentes com caminhões que transportavam combustíveis líquidos e gasosos, materiais químicos, tóxicos, corrosivos e radioativos. Eles afetaram 342 mil pessoas, com 93 vítimas fatais e 256 feridos.

Além dos danos à vida, esses desastres também causam diversos impactos ao meio ambiente e ao patrimônio. “Mesmo que seja pouco produto derramado, o estrago que ele faz é muito grande, por ser tratar de materiais inflamáveis, tóxicos ou corrosivos”, explicou o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig.

“Por isso a preocupação e a existência de um programa específico voltado ao atendimento, transporte e manipulação de produtos perigosos. Eles requerem muita atenção por parte das instituições”, destacou.

SEMINÁRIO – Os dois dias de evento contam com palestras que abordam diferentes aspectos relacionados com o transporte de produtos perigosos, desde os programas de prevenção até as responsabilidades legais e procedimentos necessários às emergências com os produtos quando os acidentes não conseguem ser evitados.

“O objetivo do seminário é a integração entre as instituições e para mostrar o trabalho que o Governo do Estado vem fazendo, através da Defesa Civil, para evitar e minimizar os danos causados por esses desastres”, salientou o coronel Fernando. “Como órgão integrado, a Defesa Civil tem como papel fazer com que todos os agentes estejam alinhados no momento da ocorrência, para atender de forma rápida e eficiente qualquer tipo de evento envolvendo produtos perigosos”.

O seminário ocorre em formato híbrido, com participantes presenciais e virtuais, o que permite um alcance maior de público e amplia o alcance para as diferentes regiões do Paraná e também aos outros estados. Além disso, as discussões podem ser acompanhadas por outras instituições e às empresas que atuam no setor e estão diretamente expostas aos riscos.

A proposta é abranger especialmente as forças envolvidas no atendimento, para compartilhar e consolidar o conhecimento entre as instituições e apresentar as informações à sociedade. Os palestrantes são pessoas de referência na área, com vasta experiências nas ações de fiscalização, prevenção ou atendimento a emergências, que proporcionam uma visão global sobre o tema.

“O Corpo de Bombeiros presta o atendimento a essas ocorrências em conjunto com a Polícia Rodoviária Estadual, a Defesa Civil e os órgãos municipais. Nosso primeiro enfoque é a retirada das vítimas desses locais e, fundamentalmente, a proteção do meio ambiente”, destacou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros”, coronel Manoel Vasco de Figueiredo Junior.

Entre as instituições representadas também estão a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Corpo de Bombeiros, Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), Instituto Água e Terra (IAT), Exército Brasileiro, Ministério Público do Paraná, Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) e a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar).

COMISSÃO – A Comissão Estadual P2R2 foi implementada em 2013, substituindo a antiga Comissão de Produtos Perigosos. Ela refletiu uma atualização e o alinhamento com a legislação federal, que já tinha estabelecido, em 2005, o Plano Nacional P2R2, após um acidente em Cataguazes (MG) que contaminou de rios e territórios.

No Paraná, o ponto de virada foi em 2016, quando um acidente na BR-277, no Litoral, com um caminhão que transportava etanol. O vazamento do produto ocasionou um incêndio que atingiu 12 veículos e causou 12 mortes. Na ocasião, foram criados grupos de trabalhos na comissão para tratar de temas específicos, propondo medidas de prevenção e preparação das equipes.

Também foram ampliadas as fiscalizações nas rodovias para verificar as condições dos veículos que transportam materiais perigosos, com foco também no manuseio e armazenamento desses produtos. Entre as medidas para minimizar os danos está também o trabalho preventivo com os motoristas, que precisam de um curso específico para transportar os materiais.

PREVENÇÃO – A Defesa Civil orienta que as pessoas que se deparam com algum acidente com produtos perigosos – que envolvem os caminhões identificados com placas laranjas e os símbolos específicos dos produtos que transportam – informem imediatamente o Corpo de Bombeiros (193), a Defesa Civil (199), a Polícia Rodoviária Federal (191) ou a Polícia Rodoviária Estadual (198). Também é importante não ter contato com os materiais e se afastar dos locais de acidente, já que pode haver o risco de explosões ou incêndios.

PRESENÇAS – Participaram da abertura o superintendente da PRF, Antônio Paim de Abreu Junior; o diretor de Operações do Detran, Adriano Furtado; o diretor Executivo da Fetranspar, Manoel Jorge dos Santos Neto; o superintende do Ibama no Paraná, Luiz Antônio Corrêa Lucchesi; o chefe do Estado Maior da PMPR, coronel Adilson Luiz Lucas Prüsse; a coordenadora de Identificação de Vítimas de Desastres em Massa da Polícia Científica, Patrícia Doubas Cancelier; e o coordenador Estadual de Acidentes Ambientais do Instituto Água e Terra (IAT), José Adailton Caetano.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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