Com juros subsidiados pelo Estado, Banco do Agricultor já muda a realidade dos paranaenses

Os cafezais simetricamente plantados pela agricultora Silvana Santos Marcomini Favaro, de Ivaiporã, no Vale do Ivaí, agora dividem espaço com tubos, filtros e aspersores, mudando um pouco o cenário da belíssima paisagem, vizinha “de fundos” do famoso rio que dá nome a uma das principais regiões de produção de café do Paraná.

A adaptação tem explicação. Silvana está instalando na propriedade de três hectares de plantas de café um sistema de irrigação. Sonho antigo dos Favaro, que se tornou ainda mais prioridade com as ondas de calor e estiagem que acompanham a Região Sul do País. “Já são quatro anos assim, praticamente sem chuva”, diz a proprietária.

O planejamento saiu do papel com a ajuda do Banco do Agricultor Paranaense. Silvana foi avisada que o programa desenvolvido pelo Governo no ano passado buscava facilitar a vida de quem estava de mal com São Pedro. Pela linha de financiamento estadual, projetos de irrigação que utilizem recursos do Plano Safra e formalizados até 31 de dezembro de 2022 saem a juros zero para os produtores, com as taxas custeadas integralmente pelo Estado. Além de carência para iniciar o pagamento e parcelas a perder de vista.

Silvana captou R$ 157 mil. Recursos que prevê pagar com o incremento na produtividade das terras. “Era um projeto que já tinha intenção de fazer, mas que virou necessidade por causa da seca prolongada. Aí apareceu o Banco do Agricultor para nos ajudar”, diz. “Acredito que a produção total vai aumentar em pelo menos 30%, fora a maior qualidade do café que será produzido”, acrescenta Silvana, que estima colocar o sistema para rodar até o fim de abril.

Irrigação que também está sendo instalada na propriedade de Marcos Leite, na vizinha Lidianópolis. Também para o café. “Passaremos, acredito eu, de 27/28 sacas beneficiadas por hectare para até 60 sacas por hectare. Será um salto muito grande a partir da irrigação”, afirma o cafeicultor, cujo financiamento de R$ 45 mil contemplou juro zero, dois anos de carência e outros cinco para pagamento das prestações.

O escopo do projeto, porém, vai bem além. Antônio Navarro, de Sabáudia, na Região Norte, tem 10 anos para quitar o investimento em placas solares instaladas na granja com capacidade de 70 mil frangos. Ação de resultado imediato. Logo no primeiro mês, ele viu a conta de luz baixar de aproximadamente R$ 10 mil para R$ 300, com a vantagem ainda de a usina bancar a energia que gasta em casa. “São 15 mil kWh/mês, suficientes para o consumo nos barracões da granja e na minha casa. Um negócio excelente, mas que só se tornou viável por causa do juro zero”, destaca.

Em Godoy Moreira, no Vale do Ivaí, Adeir Batista Prado recorreu ao Banco do Agricultor Paranaense para aumentar o rebanho. Passou de 10 para 20 vacas leiteiras, com um incremento estimado de 30% na produção.

No caso dele, 3 pontos percentuais dos 4,5% da taxa de juros são custeados pelo programa. “No final dá uma diferença bem considerável”, diz. No caso de energia renovável, o juro zero vale para projetos que usem recursos provenientes do Plano Safra e formalizados até 31 de dezembro de 2022.

FUNCIONAMENTO – Lançado em 2021, o Banco do Agricultor Paranaense funciona como um programa de crédito exclusivo com juros subsidiados pelo Governo do Estado. A proposta é alavancar investimentos por meio da equalização de taxa de juros em diversas atividades agropecuárias, além de promover inovação tecnológica, sustentabilidade, geração de emprego e melhoria da competitividade do produto paranaense. O alcance é estimado em R$ 500 milhões.

Para isso, o Estado compensa o agricultor, por meio da Fomento Paraná, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), com o reembolso de até 3 pontos porcentuais do juro contratado junto às instituições financeiras que trabalham com crédito rural – neste primeiro momento estão credenciados o Banco do Brasil, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e cooperativas de crédito (Sicoob e Cresol).

Ou seja, dependendo do enquadramento dentro do programa e das condições do empréstimo, o financiamento é a juro zero para o agricultor, com os encargos ficando sob responsabilidade do Governo. Há, ainda, carência mínima para o pagamento da primeira prestação, variável de acordo com cada linha de crédito.

 “Qualquer lugar do mundo só vira uma potência quando descobre o que faz de melhor. No Paraná o que sabemos fazer de melhor é produzir alimentos. Hoje, exportamos comida para centenas de países e o agronegócio é responsável por cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) do nosso Estado. Então, o Governo tem responsabilidade de incentivar a criação de um ambiente de negócios que favoreça o setor”, destaca o governador Ratinho Junior. “O Banco do Agricultor Paranaense é algo inédito no País”.

De acordo com a lei aprovada pela Assembleia Legislativa, a subvenção está autorizada para a agricultura familiar, cooperativas e associações de produção, comercialização e reciclagem, e as agroindústrias familiares, além de projetos que utilizem fontes renováveis de geração de energia e ou destinados à irrigação, entre outros. O financiamento é operado no âmbito do Programa Paraná Mais Empregos.

“O Estado propõe uma política bastante agressiva no sentido de o dinheiro ser barato para o produtor. O agro é o setor que ajudou na retomada economia com o avanço da vacinação contra a Covid-19 e merece ser bem tratado pelo Governo do Estado”, explica o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Ele acentua que a aplicação de juro zero para energia renovável é um fomento a mais na busca de tornar o Estado mais sustentável econômica e ambientalmente.

"O Paraná tem um sistema de financiamento muito robusto. O Banco do Agricultor é uma amostra dessa força", completa o diretor-presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski.

IRRIGAÇÃO E COOPERATIVAS – Uma das linhas oferecidas é para projetos de irrigação, com subvenção para financiamento de até R$ 850 mil por CPF. Nesse caso, os agricultores familiares, de forma geral, e os médios e grandes produtores da região do Arenito Caiuá (Noroeste) poderão equalizar até 3 pontos percentuais de taxas de juros ao ano. Para médios e grandes produtores com propriedade em outras regiões, até 2 pontos percentuais. Serão beneficiados projetos para a produção de grãos, pastagens, forragens, mandioca, café, frutícolas, flores e olerícolas.

Na linha destinada ao aumento de produção, inovação e aprimoramento dos processos de cooperativas da agricultura familiar há possibilidade de subvenção para obras civis, aquisição e instalação de máquinas e equipamentos e para projetos e prestação de serviços de assistência técnica. A equalização é para valores de até R$ 1 milhão por CNPJ.

Já para aquelas que tiverem faturamento anual no limite de R$ 4,8 milhões, a compensação pode chegar a 3 pontos percentuais em investimentos produtivos e integralização de cotas-partes. Projetos de inovação e investimentos produtivos das cooperativas com faturamento entre R$ 4,8 milhões e R$ 16 milhões podem equalizar até 2 pontos percentuais anuais.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
 Tecpar certifica Grupo Boticário por ações de conservação da biodiversidade

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) entregou nesta sexta-feira (18) o Certificado Life para o Grupo Boticário, concedido em reconhecimento às ações de conservação da Fundação Grupo Boticário, em especial na Reserva Natural Salto Morato, em Guaraqueçaba, no Litoral.

O Tecpar certifica empresas que quantificam os impactos de suas atividades no meio ambiente e executam ações voltadas para a conservação da biodiversidade. O reconhecimento é feito por meio da Certificação Life, sendo o Instituto o único organismo de certificação brasileiro acreditado para conceder essa certificação.

O diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, destaca que por meio da Certificação Life, o Instituto contribui para incentivar ações concretas de conservação da biodiversidade. “O certificado é um diferencial competitivo importante, porque comunica ao mercado o compromisso com a sustentabilidade e utilização racional dos recursos. Com a área de certificação, o Tecpar é parceiro do setor produtivo brasileiro”.

GRUPO BOTICÁRIO – Em 2021, o Grupo Boticário passou por processo de auditoria para ser reavaliado para a Certificação Life. O resultado considerou a organização apta para a certificação, pois cumpriu com todos os requisitos e indicadores essenciais aplicáveis. Nesta auditoria, além das ações de conservação da biodiversidade, também foram verificadas as ações de sustentabilidade na fábrica em São José do Pinhais, na Grande Curitiba, com o cálculo do seu índice de impacto à biodiversidade.

VOLUNTÁRIO – A Certificação Life reconhece organizações que promovem ações voluntárias e efetivas de conservação da biodiversidade, contribuindo para a manutenção de áreas naturais, processos ecológicos e a perenidade de serviços ecossistêmicos. A proposta é avaliar os impactos à biodiversidade por parte da organização, seguida da mitigação ou compensação destes impactos, por meio de uma série de ações concretas para a conservação da biodiversidade.

Desde 2012, o Tecpar é o único organismo de certificação brasileiro acreditado pelo Instituto Life para este tipo de avaliação. O sistema é adaptável a todos os países e sua realidade ambiental e a todos os setores da economia.

METODOLOGIA – Lorena Dambiski, gerente do Tecpar Certificação, explica que a Certificação Life se baseia em uma metodologia consistente com requisitos técnicos que abrangem tanto a gestão ambiental corporativa como as ações efetivas de conservação da biodiversidade.

“A gestão ambiental e os impactos da organização à biodiversidade da organização são avaliados por meio de um sistema de pontuação. O objetivo é propor um mínimo em ações de conservação que deverão ser realizadas para obter a certificação”, diz Lorena.

Todas as ações adotadas pela empresa para redução de impactos ambientais são registradas em um sistema informatizado. Para o cálculo de impacto, são levados em conta aspectos como geração de resíduos, emissão de gases do efeito estufa, consumo de água, utilização de energia e ocupação da área. A Certificação Life tem como hierarquia de gestão de impacto os seguintes passos: evitar, reduzir, mitigar, recuperar e compensar.

Após a implantação de todas as diretrizes estabelecidas para a obtenção da certificação, a equipe técnica do Tecpar Certificação vai à empresa solicitante para a auditoria. Se todos os critérios foram atendidos, a certificação é concedida.

Além do Grupo Boticário, outras quatro organizações brasileiras também possuem o Certificado Life concedido pelo Tecpar. São elas a Itaipu Binacional, C-Pack Creative Packaging; Posigraf, e a Gaia, Silva, Gaede & Associados.

Empresas interessadas em obter a Certificação Life podem entrar em contato com o Tecpar, que é um organismo certificador independente, para processo de auditoria. A certificação tem validade de cinco anos com auditorias anuais de acompanhamento.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag: |
Com investimento de R$ 543,4 milhões, Paraná tem oito novos contornos em construção

É só cair na estrada para perceber que o Paraná está em obras por todos os lados, de Norte a Sul, Leste a Oeste.

Atualmente, o Estado tem oito novos contornos rodoviários em construção, totalizando um investimento de cerca de R$ 543,4 milhões, viabilizado com recursos do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), Tesouro Estadual, ou por meio de acordos judiciais com concessionária de pedágio. As obras devem ser entregues entre este ano e 2023.

Estão em execução os contornos Norte de Castro; Sul de Wenceslau Braz; Oeste de Marechal Cândido Rondon; de Jandaia do Sul; de Peabiru; de Arapongas; de Palotina; e Noroeste de Francisco Beltrão. Além disso, há uma duplicação de contorno em andamento, em Cascavel, com investimento adicional de R$ 67 milhões, recursos viabilizados pela Itaipu Binacional.

“Graças a um planejamento que fizemos na alocação de recursos e na elaboração de projetos, o Paraná inteiro está em obras”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. "E esse contornos são importantes para levar desenvolvimento e empresas para essas cidades, além de destravar gargalos urbanos históricos. Um contorno é uma implantação, é rodovia nova, com asfalto de qualidade e durabilidade".

Segundo ele, o número elevado de obras em rodovias do Estado se dá em razão de um compromisso da gestão em resolver gargalos logísticos que perduravam há muito tempo, além de garantir mais segurança para os condutores que trafegam nas rodovias paranaenses. “Com a conclusão dessas obras, vamos melhorar a trafegabilidade e escoamento da rica produção paranaense, além de trazer mais segurança aos motoristas”, disse. "Nosso compromisso é com entregar aquilo que estava travado e já colocamos em andamento novidades, como o Contorno de Castro".

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, afirma que o Paraná conta hoje com um dos maiores projetos de infraestrutura do País. “Temos um volume expressivo de obras em rodovias importantes, temos projetos históricos que eram aguardados há décadas e que atendem todas as regiões do Paraná”, disse. “Estamos com o cronograma em dia e, em alguns casos, antecipando a entrega para que a população possa usufruir o quanto antes”.

"Além da nova concessão, que será a maior do País, com 3,3 mil quilômetros, estamos investindo em contornos com recursos próprios e ajudamos a viabilizar a inclusão de alguns em acordos de leniência", arrematou.

CASTRO – Com início da construção em fevereiro de 2021, o Contorno Norte de Castro fará a ligação entre as rodovias PR-151 e PR-090, com a implantação da pavimentação de 15,62 quilômetros de rodovia Classe I, e duas obras de arte especiais, sendo uma ponte sobre o Rio Iapó com 320m de extensão e um viaduto de 27m na interseção com a PR-151. Haverá também duas interseções em nível, uma com a estrada municipal que liga a Castrolanda, e outra com a PR-090.

O investimento na obra foi de R$ 78,9 milhões e, até o momento, a execução está com cerca de 17% de seu andamento concluído.

Ainda em fase inicial, estão em andamento as etapas de terraplenagem e drenagem, e a construção da Ponte sobre o Rio Iapó, com implantação de suas fundações, e a confecção das vigas pré-moldadas e pré-lajes. As próximas etapas são a pavimentação com sub-base e base nos segmentos já terraplanados; dar início na interseção com a PR-151, além de dar sequência nos dispositivos de drenagem ao longo da obra.

Este corredor rodoviário será implantado com o objetivo de ligar os dois distritos industriais do município, acelerando o desenvolvimento da região, já que vai contribuir para o escoamento das safras; além de desviar do perímetro urbano do município de Castro o tráfego pesado de longa distância que se mistura ao tráfego local, o que há muito tempo causa lentidão e riscos para a população.

WENCESLAU BRAZ – O Contorno Sul de Wenceslau Braz, no Norte Pioneiro, terá 3 quilômetros de extensão e fará a ligação entre as rodovias PR-092 e PR-422. O novo trecho facilitará o acesso aos municípios de Santana de Itararé e São José da Boa Vista. O custo para a implantação foi de R$ 9,7 milhões e a obra teve início em março de 2021.

O contorno terá um viaduto de 30 metros sobre a Rede Ferroviária, que já está em fase final de conclusão, e uma interseção em nível com a PR-422. Atualmente, a obra tem 45,61% das etapas concluídas.

No momento, a fase em execução é a de pavimentação com a implantação de sub-base e base nos trechos já terraplanados. As próximas etapas são a execução da cortina de contenção do aterro das cabeceiras do viaduto, execução de sub-base e base na interseção com a PR-422, e colocação de capa asfáltica nos 1700 metros iniciais da obra.

A construção do contorno é uma reivindicação antiga da população local, já que possibilitará um desvio do tráfego pesado de caminhões do perímetro urbano do município de Wenceslau Braz, trazendo mais segurança para a população e praticidade e agilidade para os usuários da rodovia.

Na obra, também foi prevista a preservação do Casarão Maluf, patrimônio histórico local. Será feito o monitoramento arqueológico do espaço, que será cercado dentro dos padrões exigidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

MARECHAL CÂNDIDO RONDON – O Contorno Oeste de Marechal Cândido Rondon terá extensão de 6 quilômetros, ligando a PRC-467 e a BR-163, com duas trincheiras nos entroncamentos com estas rodovias. O orçamento para a obra é de R$ 20,8 milhões.

Atualmente, a obra tem 6,6% das etapas concluídas e está na fase de terraplenagem e limpeza do terreno em uma área próxima à interseção com a PR-467. Ao final desta etapa, serão iniciados os serviços de pavimentação e outros.

A implantação da nova rodovia trará uma série de benefícios à região, já que será uma alternativa de tráfego ao fluxo pesado que vem do Mato Grosso do Sul para Foz do Iguaçu, desviando o tráfego do perímetro urbano. Além disso, a obra acarretará em melhorias para o escoamento da produção rural, trazendo agilidade e economia no transporte de produtos agropecuários produzidos na região.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
feed-image
SICREDI 02