Copel investe R$ 1,63 bilhão em subestações, redes e inovação na distribuição de energia

O plano de investimentos em distribuição de energia da Copel para 2022 já está entregando obras que reforçam o sistema elétrico e o atendimento aos paranaenses.

Novas subestações, como a Sapopema, na região Norte, redes de distribuição e os programas Paraná Trifásico e Rede Elétrica Inteligente concentram a maior parte do investimento recorde em distribuição previsto para esse ano, de R$ 1,634 bilhão.

“Além de ser o maior investimento em distribuição da história, nosso plano de obras foi cuidadosamente elaborado para melhorar a vida dos clientes, especialmente dos que mais precisam da Copel”, explica o presidente da Companhia, Daniel Slaviero. “Estamos empregando um grande volume de recursos para garantir continuidade e qualidade no fornecimento de energia, o que na prática significa segurança energética para o desenvolvimento do Estado e conforto e qualidade de vida para as pessoas.”

Neste ano foram concluídas três subestações: uma em Mandirituba e outra na Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba, e uma em Sapopema, no Norte do Estado. As novas unidades, que serão energizadas em breve, somam R$ 15 milhões em investimentos para fortalecer a rede elétrica nessas localidades.

As unidades adicionam capacidade de transformação ao sistema, o que na prática prepara a rede elétrica para um crescimento de demanda na região. Conectadas por novas linhas de distribuição, elas aumentam as fontes de fornecimento energia. Se uma linha apresentar problemas, por exemplo, o atendimento por ser realizado por outra. A estratégia é conhecida como redundância.

LINHAS – Em apenas dois meses, a Copel construiu 25% da meta de linhas de distribuição de energia prevista para 2022. Foram entregues quatro novas linhas de distribuição de alta-tensão, que fortalecem o sistema. No Centro-Sul, as linhas Castro–Castro Norte e Castro Norte–Iguaçu Celulose deixam o sistema na região ainda mais robusto e ampliam a infraestrutura necessária para o desenvolvimento do setor produtivo local.

Foram concluídas também as linhas Vila Carli–Ibema, no Centro do Paraná, e Londrina Sul–Arapongas, conectando duas das principais cidades da região Norte. Outras cinco linhas estão com mais de 90% da construção concluída e devem ser conectadas ao sistema em breve.

Mais um investimento importante é a ampliação da subestação de Faxinal, que triplicará a disponibilidade de energia entregue pela unidade, garantindo condições para o atendimento a novas cargas na região. Adicionalmente, a subestação está sendo preparada para uma futura conexão que interligará a unidade de Faxinal com uma subestação de alta-tensão recém-construída em Londrina, por meio de uma linha em 138 mil volts. Os investimentos nessa obra somam R$ 13 milhões.

MANUTENÇÃO – Além das obras de ampliação e modernização da rede elétrica, a Copel está colocando em prática um amplo plano de manutenção preventiva, que prevê uma vistoria completa de toda estrutura de distribuição. Unindo pesquisa, tecnologia e reforço de equipes, foram aplicados R$ 12 milhões em manutenção no primeiro bimestre. Grande parte dos recursos foi destinada aos principais centros urbanos paranaenses, como Curitiba, Foz do Iguaçu, Cascavel, Maringá, Londrina e Ponta Grossa.

Os serviços incluem roçada em áreas próximas às redes de distribuição, poda de árvores e substituição de diversos equipamentos, como postes, transformadores, chaves fusíveis, para-raios e isoladores. Para aumentar a produtividade, a Copel conta com tecnologia de ponta, como a segunda maior frota de drones do Brasil, utilizada para fazer a inspeção da rede de distribuição, e máquinas para roçada que ampliam a produtividade em até 10 vezes. Até o final do ano, a Copel vai empregar R$ 102 milhões em manutenção preventiva em todo o Estado.

PROGRAMAS – Além da construção de subestações, linhas e dos serviços de manutenção, a Copel está investindo R$ 750 milhões nos programas Paraná Trifásico e Rede Elétrica inteligente, 45% do valor total do plano de investimentos para 2022.

O primeiro é uma iniciativa voltada ao produtor rural e já concluiu 7.343 quilômetros de novas redes trifaseadas, alcançando 268 municípios. Somente em 2022 já foram construídos 826 quilômetros, 20% dos 4 mil quilômetros previstos para o ano. Até o final do programa, serão destinados R$ 2,7 bilhões para concluir 25 mil quilômetros.

Com o Paraná Trifásico, a Copel melhora a qualidade no fornecimento de energia para o campo e garante mais segurança para a população. Os novos cabos com capa protetora isolante são mais resistentes à queda de galhos de árvores ou outros objetos. Para o consumidor, isso se traduz em energia de qualidade e, para o produtor, segurança energética para o desenvolvimento das atividades econômicas.

Por sua vez, por meio do programa Rede Elétrica Inteligente, a Copel já substituiu 100 mil medidores analógicos por digitais em 2022. Desde o início do programa, foram trocados 285 mil equipamentos, em 71 municípios. Estes medidores se comunicam diretamente com o Centro Integrado de Operação da Distribuição da Copel, facilitando o controle de toda a cadeia de distribuição de energia, desde a subestação até o consumidor final. Em todo o Paraná, o programa vai receber R$ 300 milhões em investimentos neste ano.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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Com número alto de produtores certificados, Paraná colhe frutos do incentivo aos orgânicos

O Paraná é um dos estados com maior número de agricultores orgânicos certificados.

Os dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), de fevereiro, apontam para 3.860 unidades de produção orgânica, o que representa 14,5% das 26.546 credenciadas no País. O Paraná fica atrás apenas do Rio Grande do Sul, que tem 3.966.

De acordo com André Luis Miguel, coordenador estadual do programa Agroecologia, do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), o crescimento no número de unidades certificadas vinha sendo uma constante no Brasil, em um ritmo de 15% ao ano.

Os dados do Mapa mostram que, em maio de 2018, havia no Estado 2.268 unidades certificadas. Em novembro de 2019, o número tinha subido para 3.490. A pandemia provocou uma desaceleração a partir de março de 2020 e, em novembro desse ano, eram 3.447, que evoluíram para 3.752 em dezembro de 2021.

A pandemia foi a causa da redução nos números de 2020 porque no Paraná o principal sistema de certificação é o Participativo de Garantia, que exige reuniões de grupos nas propriedades. Com a recomendação de se evitar aglomerações, elas foram reduzidas. Somente agora o Estado retoma o patamar do início de 2020. Os números atuais indicam 3.860 unidades credenciadas.

Se por um lado a pandemia freou o ritmo de credenciamento de propriedades com produção orgânica, por outro acentuou a importância desses produtos na alimentação diária.

“As pessoas ficaram mais em casa e passaram a privilegiar alimentos mais saudáveis, com origem conhecida”, analisou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “Ao mesmo tempo, o Estado encaminhou políticas públicas para aumentar a produção de orgânicos e passou a compensar com pagamento maior ou pontuação diferenciada a quem oferecesse esses produtos para programas sociais”.

Segundo o secretário, o Paraná é uma terra privilegiada, com vasta extensão agricultável e, onde há dificuldades de infraestrutura, a visão empreendedora dos agricultores e a dedicação dos servidores do Sistema de Agricultura conseguem fazer brotar a planta mesmo em situações não tão favoráveis. “A posição geográfica e a boa distribuição de chuvas em períodos de normalidade climática permitem um invejável potencial de diversidade em culturas agropecuárias”, afirmou Ortigara.

MERCADO MUNDIAL – Os agricultores têm se mostrado atentos às exigências do mercado mundial, que cada vez busca mais produtos cultivados de forma sustentável, e aos princípios emanados de fóruns mundiais, como a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio+20), realizada em 2012, a Conferência da ONU sobre Biodiversidade (COP-15), de 2021, além do cumprimento dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável estabelecidos em 2015, com prazo até 2030 para serem implementados.

De acordo com Ortigara, a histórica aptidão dos paranaenses para bem cultivar a terra faz com que as novidades sejam absorvidas dia a dia, entre elas o desejo de entregar um alimento cada vez mais puro. É aí que se enquadra a produção orgânica e agroecológica. Ao Estado coube, durante os anos, preparar uma legislação que auxiliasse o exercício vocacional do agricultor e elaborar políticas públicas que favorecessem o escoamento da produção orgânica, possibilitando acesso à alimentação saudável para as classes menos favorecidas.

O presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, destacou o trabalho um pouco mais exigente para os produtores de orgânicos, o que resulta em preço um pouco mais alto dos produtos. Em razão disso, o instituto trabalha para ajudar a reduzir o custo de produção. Recentemente, por exemplo, foi assinado termo de cooperação técnica com a Associação para o Desenvolvimento da Agroecologia (AOPA), com vistas a levar assistência técnica a produtores de Curitiba, Região Metropolitana e Litoral.

“É uma grande oportunidade para fortalecer, principalmente, a comercialização da produção orgânica”, disse o presidente do IDR Paraná. Temos o entendimento que podemos fazer algo melhor. Um ganha-ganha, em que o agricultor ganha mais pela produção e o consumidor com um produto de mais qualidade”, disse.

Avance acrescentou que essa iniciativa é mais um passo no desafio de fornecer 100% de orgânicos na alimentação escolar até 2030. “Esse é um esforço que pode ajudar o Estado a caminhar nesta direção”, afirmou.

SÉRIE – Esta matéria integra uma série de reportagens em que o Sistema de Agricultura do Paraná vai apresentar algumas ações adotadas nos últimos anos com vistas a difundir a prática de base agroecológica e o cultivo de orgânicos entre os produtores rurais para garantir que o máximo de pessoas possam se beneficiar da produção.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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Bolsas de pesquisa da Unioeste movimentam inovação no Oeste e Sudoeste do Estado

Além de gerar conhecimentos, desenvolvimento tecnológico e inovações para as regiões Oeste e Sudoeste do Paraná, as bolsas de pesquisa e pós-graduação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) contribuem para a movimentação na economia das regiões que os cinco câmpus estão situados (Cascavel, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Marechal Cândido Rondon e Toledo).

Em 2021, as bolsas de pesquisa e pós-graduação de pesquisadores da instituição somaram R$ 14.770.573,00. Ao todo foram distribuídas 1.229 bolsas, sendo 219 de doutorado, atingindo R$ 5.781.600,00, 290 de mestrado (R$ 5.220.000,00), 182 de residências da área da saúde (R$ 657.373,00), 61 de produtividade e pesquisa (R$ 805.200,00), duas de pesquisa e inovação (R$ 26.400,00) e 475 de Iniciação Científica – PIBIC (R$ 2.280.000,00).

Gabriel Nardi Fraga é bolsista de mestrado no Programa de Pós-Graduação em Química, no campus de Toledo. Para ele, a bolsa permitiu se dedicar aos estudos e à pesquisa, além de possibilitar a participação em eventos e compra materiais.

“A bolsa de mestrado é muito mais que uma forma de incentivo para continuar os estudos. Para mim, é como um salário, pois é dela que utilizo para pagar minhas contas, como aluguel, luz, internet e alimentação. Assim como eu muitos outros alunos de mestrado são de fora e estão morando longe de suas famílias. Esse dinheiro é uma forma para arcar com as despesas, permitindo me manter estudando e desenvolvendo minhas pesquisas. Sem a bolsa muito provavelmente eu teria saído em busca de um emprego, o que teria feito eu desistir do mestrado”, comenta.

Para o doutorando do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola da Unioeste, Alex Paludo, bolsista MAI/DAI, o auxílio possibilita o fortalecimento das parcerias com empresas da região. “A minha bolsa é do projeto MAI/DAI, permite o sustento durante a duração do curso de pós-graduação, já a parceria com empresas da região permite entender a dinâmica das empresas e o mercado de trabalho”, aponta.

Para o professor Samuel Nelson Melegari de Souza, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Energia na Agricultura e bolsista de produtividade nível 1A do CNPq, a bolsa ajuda o pesquisador a se dedicar integralmente. “Por exemplo no caso da minha bolsa de produtividade, eu tenho uma taxa de bancada, então eu recebo a bolsa que é um auxílio mensal e com esse dinheiro eu posso comprar materiais de consumo e até equipamentos para manter a minha pesquisa”, destaca.

Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-graduação da Unioeste, Sanimar Busse, as bolsas viabilizam a dedicação de alunos e docentes às atividades de pesquisa e potencializam a produção científica, tecnológica e de inovação. "A abrangência das bolsas, contemplando alunos da Graduação, da Pós-Graduação e docentes, amplia a formação de pesquisadores e a qualificação de recursos humanos nas diferentes áreas do conhecimento, impactando na economia e no desenvolvimento social das regiões Oeste e Sudoeste”, explica.

A Unioeste tem cerca de 13 mil alunos. São quase 2 mil apenas no Doutorado e Mestrado.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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