Saúde e Força Nacional do SUS promovem treinamento para incidentes com múltiplas vítimas

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e a equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) iniciam nesta quarta-feira (23) a capacitação inédita de profissionais de diversos órgãos para atuarem em situações de emergência em desastres, calamidades e avaliação de risco.

O curso “Incidente com Múltiplas Vítimas no Estado do Paraná” acontece até sexta-feira (25), em Curitiba e Pinhais, e visa fortalecer o preparo de gestores e profissionais que operam em período de calamidade.

Durante os três dias, cerca de 230 pessoas, entre médicos, enfermeiros, socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192), bombeiros, funcionários da Defesa Civil, trabalhadores de órgãos de trânsito e segurança farão parte das equipes de treinamento.

Além do curso, a equipe nacional alinha com a Sesa a criação da Força Estadual de Saúde do Paraná. O programa de cooperação terá configuração nos mesmos moldes estabelecidos na Força Nacional do SUS, que prevê equipes similares nos estados e municípios. A criação do grupo estadual será voltada à execução de medidas de assistência e repressão de situações epidemiológicas, de desastres (natural ou humano), eventos de massa ou desassistência. 

CURSO – A abertura oficial será nesta quarta-feira, às 8h30, em Curitiba, com início das atividades, módulos teóricos e debates, até quinta-feira. Na sexta, durante a manhã, serão feitas várias simulações de atendimento integrado com simulado nas dependências do antigo autódromo de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O local está em processo de demolição e servirá como cenário para a simulação realística. Dois helicópteros, oito ambulâncias e um caminhão Auto Bomba Tanque Resgate (ABTR) serão usados durante no treinamento.

É a primeira vez que a equipe do Ministério da Saúde realiza o curso no Paraná, com exercícios de cena de situações prováveis tanto do cotidiano quanto para atendimentos de eventuais tragédias no Estado. Instrutores especialistas da Força Nacional do SUS, com participação do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e Secretaria da Saúde, pretendem repassar conteúdos e experiências aos participantes que auxiliem para o êxito no resgate, preservando a vida do cidadão.

 “A iniciativa e participação das forças emergenciais nesse treinamento demonstram o quanto o Governo do Estado se preocupa em qualificar seus profissionais, nas diversas instituições e municípios. Inundações como as que ocorreram na Bahia, ou desabamento como o de Petrópolis, no Rio de Janeiro, são alguns exemplos. Não queremos de forma alguma que esse tipo de desastre ocorra em nosso Estado, mas nossos profissionais precisam estar preparados”, ressaltou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

PARCERIAS – São parceiros da iniciativa Corpo de Bombeiros do Paraná, Polícia Militar, polícias rodoviária Estadual e Federal, Defesa Civil, Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).

De acordo com o coordenador da Força Nacional do SUS, coronel Moura Filho, a ideia é que os três níveis de gestão, federal, estadual e municipal, atuem de forma coordenada e imediata em caso de incidentes e múltiplas vítimas. “Nosso objetivo é demonstrar a teoria e a prática nesse curso, para que as forças trabalhem integradas. Uma força-tarefa que levamos aos estados para que possamos treinar e capacitar”, disse.

FN-SUS – A Força Nacional do SUS é um programa federal voltado à execução de medidas de prevenção, assistência e repressão a situações epidemiológicas, de desastres ou de desassistência à população, acionado quando esgotada a capacidade de resposta do estado ou município frente a tais eventos.

As equipes da FN-SUS fazem orientações técnicas para fortalecimento da rede assistencial, apoiam no planejamento das ações de resposta do setor saúde, auxiliam em atendimentos aos pacientes, além de ajudar na reorganização da rede pública local.

 

 

 

 

 

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Governo quer ampliar venda de produtos paranaenses para o mercado norte-americano

O Governo do Paraná quer ampliar as exportações para os Estados Unidos incluindo novos itens na pauta comercial.

O assunto foi tratado em reunião nesta terça-feira (22) entre o vice-governador Darci Piana, o diretor-presidente da Invest Paraná, José Eduardo Bekin, e o cônsul-geral adjunto dos Estados Unidos em São Paulo, Jonathan Austin.

Segundo maior parceiro de comércio exterior do Paraná, os Estados Unidos vêm ampliando suas importações. Em 2021, o valor total dos produtos paranaenses exportados para o mercado norte-americano alcançou US$ 1,501 bilhão, um crescimento superior a 60% em relação a 2019, quando as vendas para aquele país somaram US$ 934,6 milhões.

Atualmente, o principal produto negociado é a madeira, que responde por 64,4% das exportações. Em segundo lugar estão produtos alimentícios, com 8,45%. O objetivo é reforçar a fatia dos alimentos na carteira de exportações e também abrir caminho para a venda de produtos industrializados de madeira.

MISSÃO – Um dos itens que já estão em estágio adiantado de negociação é a tilápia. “O Paraná é líder nacional na produção de peixes de cultivo, principalmente de tilápia. Temos uma participação de 22% no mercado brasileiro e condições de atender o mercado norte-americano”, informou Darci Piana. A produção paranaense chegou a 188 mil toneladas em 2021, um aumento de 9,3% em relação a 2020.

Em junho, uma missão com 25 empresários organizada pela Invest Paraná vai aos Estados Unidos para rodadas de negócios com a rede nacional de supermercados do país. A missão foi precedida de conversas, que já abriram caminho para a exportação da tilápia paranaense. A negociação pode ser fechada durante as reuniões.

Hoje os Estados Unidos importam o peixe conhecido por Saint Peter de poucos países e querem diversificar os fornecedores. Além da tilápia, o Paraná vai negociar a venda de produtos dos segmentos de alimentos, bebidas e ingredientes culinários, além de itens de saúde, beleza e higiene. Outras missões estão em planejamento e uma delas negociará a inclusão na pauta de exportações de produtos industrializados de madeira, como móveis.

OPORTUNIDADES – Além da exportação de produtos paranaenses, o vice-governador também destacou oportunidades de investimentos para empresas americanas, como as concessões do modal rodoviário, que devem acontecer no segundo semestre, e do ferroviário, com a Nova Ferroeste, prevista para o final de 2022.

“Nesses três anos já ultrapassamos a casa de R$ 100 bilhões em investimentos privados atraídos para o Estado. Existem ótimas oportunidades de investimentos nas áreas de infraestrutura, energia e segurança que podem interessar a indústrias americanas”, disse.

Piana disse que o Paraná busca tecnologia e capital para a produção de energia com biomassa, biodisel e biometano. “Produzimos 34% da energia elétrica do País, o primeiro parque aeólico é daqui, e o governo oferece apoio para a produção de energia fovoltáica nos aviários, o que tem reduzido bastante os custos desses empreendimentos”, contou.

SEGURANÇA – Na avaliação de Jonathan Austin, uma área promissora para negócios é a da segurança. Empresas americanas poderão entrar na concorrência para oferecer soluções tecnológicas de videomonitoramento e controle de fronteiras para o programa Olho Vivo. Austin afirmou que o aumento das relações comerciais com o Paraná interessa aos Estados Unidos. “O desempenho do Estado é impressionante e reconhecido”, afirmou.

Ele também elogiou as ações na área ambiental, que levaram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE a indicar o Paraná como o Estado mais sustentável do Brasil.

UCRÂNIA – Outro assunto trazido pelo representante consular dos Estados Unidos foi o conflito militar entre Rússia e Ucrânia. Austin agradeceu o apoio dado pelo governo paranaense à comunidade ucraniana, que é bastante numerosa no Estado. Na última semana, o Paraná recebeu 29 refugiados da guerra e já estrutura serviços de apoio para a chegada de um número bem maior.

 

 

 

 

 

 

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Com 3 milhões de "faltosos", Saúde reforça necessidade da dose reforço contra a Covid-19

Com o novo cenário da flexibilização do uso de máscaras em espaços abertos no Paraná, a vacinação contra a Covid-19, organizada pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e pelas 399 secretarias municipais, ganha um papel ainda mais importante.

Quase 80% da população está com a cobertura vacinal completa, com duas doses ou a dose única, mas muitos paranaenses acima de 18 anos não compareceram ainda aos postos de saúde para a aplicação da dose de reforço, que aumenta a quantidade de anticorpos contra o vírus. 

Um levantamento realizado pela Sesa nesta segunda-feira (21) mostra que 3.862.627 pessoas tomaram a primeira e segunda doses (esquema primário completo) e por algum motivo não especificado não retornaram para a dose de reforço no prazo recomendado pelo Ministério da Saúde (MS). Os dados são da Interface de Programação de Aplicações (API) de Consumo de Dados contidos na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e são mais fieis do que o Vacinômetro nacional porque refletem um cruzamento de CPFs, impedindo eventual duplicidade ou atraso na notificação.

O número de 3.862.627 leva em consideração um universo de 8.207.305 pessoas aptas a tomarem o reforço (D2 e dose única), representando quase 50% dessa população. Existe uma prevalência de ausência nas faixas etária de 20 a 34 anos (15,9% vacinados de 20 a 24, 21,39% de 25 a 29 e 27,54% de 30 a 34). Na outra ponta, 81,97% dos que têm entre 70 e 74 e 81,28% dos que têm entre 65 e 69 anos tomaram o reforço.

Dos faltosos, 39,75% correspondem àqueles que receberam o esquema primário com doses da AstraZeneca, 34,43% com Pfizer, 22,38% com CoronaVac e 3,44% com Janssen.

Há algumas diferenças para os dados públicos do Ministério da Saúde. Segundo o Vacinômetro, 8.952.981 pessoas receberam a D2 ou DU, sendo que 91,68% (8.207.465) correspondem ao registro de doses aplicadas em maiores de 18 anos e 8,32% (744.632) em menores de idade, enquanto 3.968.486 tomaram a DR, resultando em pouco mais de 4,2 milhões “faltosos”. 

A diferença acontece porque o levantamento da Sesa contabiliza apenas os esquemas completos (D1+D2 ou DU) realizados no Estado, desconsiderando aquelas pessoas que tomaram apenas uma dose do esquema primário no Paraná.

“A vacinação é a principal estratégia de prevenção de saúde pública para conter a pandemia da Covid-19, contribuindo para a diminuição do número de mortes e dos casos mais graves da doença, além de permitir a tomada de decisões por parte do Estado, como o uso de máscaras. Por isso, aqueles que estão em falta com esta dose precisam fazer esse reforço”, ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. 

 “Temos vacinas para atender ao público e precisamos vacinar não só com a segunda dose, que garante proteção completa, mas também com a dose de reforço. Toda semana recebemos vacinas, então, precisamos é que as pessoas se conscientizem da importância desse complemento. Caso seja ultrapassado o prazo, é fundamental que o cidadão procure uma unidade básica de saúde assim que possível”, finalizou.

A DR é para aqueles que já completaram o esquema primário e têm mais de 18 anos, além de gestantes e imunossuprimidos. O intervalo deve ser de quatro meses entre as doses da CoronaVac/Butantan, AstraZeneca/Fiocruz e Pfizer/BioNTech (sendo aplicado a dose de reforço preferencialmente com o imunizante da Pfizer/BioNTech e de forma alternativa AstraZeneca/Fiocruz). Para quem tomou a dose única da Janssen/Johnson&Johnson, o Ministério da Saúde recomenda um intervalo de dois meses com o mesmo imunizante.

NÚMEROS DETALHADOS – Dentre os municípios, Altamira do Paraná, Nova Cantu, Corumbataí do Sul, Piên, Janiópolis, Guarapuava, Boa Vista da Aparecida, Mamborê e Jundiaí do Sul registraram o maior número de faltosos para a dose de reforço, todos com mais de 70% de ausência da população. Em Curitiba, a taxa é de 45,26%, com 683.672 pessoas acima de 18 anos em falta com a vacina. Londrina (32,20%), Maringá (40,27%), Cascavel (41,69%) e Ponta Grossa (45,56%) registram números acima dos 30%.

Uniflor, situado na área de abrangência de Maringá, teve o menor índice. Das 2.023 pessoas aptas à imunização, 496 estão em atraso (24,52%). Em seguida estão os municípios de São Pedro do Ivaí (24,58%), Alvorada do Sul (24,86%) e São Pedro do Ivaí (25,13%). 

RECOMENDAÇÃO – Em fevereiro, o Ministério da Saúde recomendou a aplicação de uma dose de reforço para os adolescentes (12 a 17 anos) imunocomprometidos. A orientação é de que o esquema primário de vacinação desse grupo deve ser feito com três doses – primeira, segunda e dose adicional – com intervalo de oito semanas entre elas.

Após a conclusão desse esquema, é recomendada ainda uma dose de reforço quatro meses após a terceira dose (ou dose adicional). Essa orientação já vale para a população adulta, com mais de 18 anos, com alto grau de imunossupressão. A vacinação para o público adolescente imunocomprometido deve ser feita obrigatoriamente com a vacina da Pfizer.

 

 

 

 

 

 

 

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Saúde promove novo ciclo de workshops para capacitação de equipes no PlanificaSUS

A Secretaria estadual da Saúde promove um novo ciclo do PlanificaSUS Paraná, programa de educação permanente dos profissionais da área com foco nas necessidades dos usuários do Sistema Único da Saúde.

Os workshops começaram nesta segunda-feira (21) e prosseguem nesta terça-feira (22). Cerca de 10 mil profissionais das equipes da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) de 21 Regiões de Saúde participam das atividades.

O PlanificaSus foi proposto aos 27 estados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e tem parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein (SP) e o Ministério da Saúde (MS). É composto por várias etapas, operacionalizadas por meio de workshops e oficinas tutoriais. O Paraná é o primeiro estado a expandir a metodologia para todas as regiões.

No Estado, a 4ª Regional de Saúde, em Irati, no Centro-Sul, não participa desta etapa porque foi escolhida para implantação do projeto-piloto em 2019 e já está na execução da etapa 6.

“Com muito trabalho, conseguimos implantar o PlanificaSUS nos 399 municípios paranaenses e agora o desafio é continuar em constante atualização e integração das equipes de saúde. Isso garantirá uma melhor assistência aos usuários do SUS”, explica o secretário da Saúde, Beto Preto.

INTEGRAÇÃO – Nos módulos aplicados nesta semana, os participantes discutem a integração da atenção primária e da atenção ambulatorial especializada, território e gestão com base populacional. Alguns dos assuntos abordados são a territorialização, a identificação das subpopulações-alvo, cadastro familiar e estratificação de risco familiar e a integração das unidades básicas dos municípios com o ambulatório de atenção especializada.

 “Com o apoio dos municípios, o trabalho está sendo realizado com êxito. Ainda temos um longo caminho pela frente, a atualização deve ser constante e seguimos focados no propósito de qualificar cada vez mais as equipes de saúde em prol da população”, afirma a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde e coordenadora do PlanificaSUS Paraná, Maria Goretti David Lopes.

PARANÁ – Em agosto de 2021 foi publicada a Resolução Sesa 720, que instituiu o Grupo Condutor Estadual do PlanificaSUS Paraná. Esse Grupo possui representação das áreas técnicas da secretaria estadual da Saúde, do Conselho Estadual de Saúde do Paraná (CES/PR), do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR) e da Associação dos Consórcios e Associações Intermunicipais de Saúde do Paraná (Acispar).

 

 

 

 

 

 

 

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