Estado investe R$ 10,3 milhões para concluir obras da maternidade do HU de Cascavel

A Secretaria de Estado da Saúde formalizou nesta quinta-feira (17) o repasse de mais de R$ 10,3 milhões para a finalização da construção da ala materno-infantil do Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), em Cascavel. A obra já recebeu outros R$ 8,5 milhões para a construção.

Em 2021, com a destinação de R$ 1,6 milhão por meio de indicações parlamentares e do Tesouro do Estado, aconteceu a retomada da obra que estava paralisada há quase quatro anos.

“Essa obra tem um papel importante para o complexo do Hospital Universitário e hoje autorizamos a movimentação de crédito orçamentário para a retomada e finalização da obra em dois ou três anos. O governador Carlos Massa Ratinho Junior determinou essa continuidade justamente pela importância no atendimento materno infantil no Oeste”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. 

A nova maternidade vai contar com uma Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) Neonatal com 29 leitos, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal com 18 leitos, Centro Obstétrico com três leitos e três berços para parto normal, dois leitos e dois berços para parto cesariano, um leito de curetagem, quatro leitos de recuperação, sete berços para recém-nascidos e 21 leitos para trabalho de parto.

Terá, ainda, quatro leitos e quatro berços método canguru, 33 leitos e 33 berços de maternidade e dois leitos e dois berços de isolamento. Ao todo, serão 63 leitos adultos e 86 berços.

“Teremos ainda um segundo momento nesta maternidade que será o investimento em mobiliário, equipamentos e todo o enxoval que envolve este trabalho tão importante para a população”, acrescentou o secretário. 

OBRA – A construção aumentará o número de atendimentos e a qualidade no serviço obstétrico realizado no hospital, reforçando a assistência e o acompanhamento às gestações de baixo, médio e alto risco. 

No ano passado, o hospital registrou 3.804 partos realizados no Centro Obstétrico, numa média de 317 partos por mês. Agora, com a nova unidade, o número de atendimentos deve quase dobrar, chegando a 7,2 mil no ano, em uma média de 600 ocorrências mensais. 

“Este é um momento que nos enche de expectativa, esperança e alegria por poder continuar essa obra extraordinária da maternidade, que é uma grande conquista para a população de Cascavel e região”, afirmou o prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos. 

A obra possui 5 mil metros quadrados e beneficiará pelo menos meio milhão de habitantes dos municípios de abrangência da 10ª Regional de Saúde de Cascavel, além de servir como referência em toda a Macrorregião Oeste, que é composta por aproximadamente 1,9 milhão de pessoas.

O reitor do HU, Alexandre Webber, falou sobre a parceria. “Agradeço pelo trabalho de liderança dos prefeitos e a sensibilidade do governador. Há dois anos já houve um avanço muito grande com a retomada da obra e é muito bom ter parceiros neste processo de transformação da vida das pessoas”, complementou. 

“Agradeço o empenho do Governo do Estado em resolver essa situação, uma obra de 2015 que por muitos problemas ficou paralisada e foi retomada agora”, disse o diretor do HUOP, Rafael Muniz. 

HOSPITAL – O Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) possui atualmente 279 leitos, ambulatórios de especialidades, centro cirúrgico, centro obstétrico, UTI adulto, pediátrica, neonatal, pronto-socorro, diagnóstico por imagem, radiologia e banco de leite humano. Ao todo são mais de 21,6 mil metros quadrados. 

PRESENÇAS – Participaram do evento os deputado estaduais Gugu Bueno e Adelino Ribeiro; a diretora da 10ª Regional de Saúde, Lilimar Mori; além de diretores e colaboradores do hospital, e prefeitos e vereadores da região.

 

 

 

 

 

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Governador discute projetos da Nova Ferroeste e Parques Urbanos com presidente do Ibama

O cronograma para as audiências públicas do projeto da Nova Ferroeste e a expansão do programa Parques Urbanos, da Secretaria estadual do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, foram discutidos em uma reunião do governador Carlos Massa Ratinho Junior com o presidente do Ibama, Eduardo Bim, nesta quarta-feira (16), em Curitiba.

O Estudo e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) da estrada de ferro que vai ligar Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá já foram aceitos pelo órgão ambiental em janeiro deste ano. Os próximos passos são a vistoria técnica do Ibama e as audiências públicas com a participação da sociedade civil, previstas para serem realizadas nas duas últimas semanas de abril, para que então seja expedida a licença prévia do projeto.

Com essas etapas cumpridas, a Nova Ferroeste está habilitada para ir a leilão na Bolsa de Valores, o que deve ocorrer ainda neste semestre. “Temos boas expectativas com relação a esse projeto, que vai modernizar e agilizar a logística do Estado e trazer um grande ganho ao País”, disse o governador. “Existe uma maturidade na sociedade de que é necessário ampliar o transporte ferroviário para reduzir as emissões dos gases do efeito estufa”.

O projeto prevê ampliar o traçado da atual Ferroeste S/A, que tem 248 quilômetros, entre Cascavel e Guarapuava. A ligação deve contar com 1.304 quilômetros de trilhos: além do traçado entre Maracaju e Paranaguá, haverá também um ramal de Cascavel a Foz do Iguaçu, formando o Corredor Oeste de Exportação. Há previsão, ainda, de um ramal fazendo a ligação com Santa Catarina, através de Chapecó.

“O processo de licenciamento ambiental foi feito de forma completa e foi muito rápido. O que ajudou nessa celeridade foi um diálogo constante com a sociedade civil, com as ONGs, ambientalistas, comunidades tradicionais e com os órgãos licenciadores, como o Ibama, Funai, Incra e Iphan”, explicou o coordenador do Plano Estadual Ferroviário do Paraná, Luiz Fagundes Fagundes.

Os estudos de viabilidade apontam para a circulação de cerca de 38 milhões de toneladas de grãos e contêineres refrigerados no primeiro ano de operação plena. O investimento estimado é de R$ 29,4 bilhões, e o vencedor do leilão vai executar a obra e explorar o trecho por 70 anos.

PARQUES URBANOS – Outro terma abordado na reunião foi a ampliação do programa Parque Urbanos, que está transformando as paisagens dos municípios paranaenses ao transformar áreas degradadas em locais de lazer e preservação ambiental. “É o maior programa de revitalização e conservação de solo e da água em áreas urbanas do País”, destacou o governador.

Atualmente, o Estado firmou convênios com 63 municípios para participarem do programa, incluindo obras já concluídas, em construção ou na fase de licitação. O Estado pleiteia agora que parte dos valores de multas ambientais aplicadas no Paraná sejam revertidos para a construção de novos parques, já que outros 40 municípios já manifestaram interesse na implantação dessas áreas.

 “A Sanepar está disposta a converter uma série de multas do Ibama para repassar para a construção de novos parques, transformando áreas que eram lixões, tinham grandes erosões, se tornem espaços de lazer nos municípios”, explicou o secretário estadual do Desenvolvimento e Turismo, Márcio Nunes. “Aproveitamos a vinda do presidente ao Paraná para fazer esse alinhamento e permitir que o Ibama destine os valores das multas ao Fundo Estadual do Meio Ambiental, para ser repassado à implantação dos parques nos municípios”.

PRESENÇAS – Acompanharam a reunião os diretores-presidentes do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza; e da Ferroeste, André Gonçalves; o superintendente do Ibama no Paraná, Luiz Antônio Lucchesi; e pela Sanepar, os diretores de Meio Ambiente e Ação Social, Julio Gonchorosky; Jurídico, Fernando Massardo; e de Governança, Fernando Guedes.

 

 

 

 

 

 

 

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Secretaria da Saúde promove oficina para aprimorar atendimento ao autismo

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) promoveu nesta terça e quarta-feira (15 e 16), de forma online e presencial, na Escola de Saúde Pública (ESPP), uma oficina utilizando a Análise do Comportamento Aplicada (ABA) – terapia reconhecida internacionalmente com evidências científicas no tratamento do autismo que ajuda a ampliar a capacidade de comunicação e o relacionamento com a sociedade.

A oficina, com objetivo de aprimorar e qualificar o atendimento dos profissionais da saúde voltados às pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), foi realizada por meio da Diretoria de Atenção e Vigilância em Saúde/Divisão de Saúde da Pessoa com Deficiência.

O tratamento da pessoa com TEA no Sistema Único de Saúde (SUS) pode ser feito em diferentes abordagens que visam melhorar a compreensão das características centrais do autismo, como dificuldades sociais, comunicação, limitações nas brincadeiras e interesses, controle de raiva, condutas agressivas, entre outras.

Em 2021 em parceria com o Florida Institute of Tecnologie – referência no tratamento do autismo – a Sesa já garantiu a certificação a 135 profissionais do SUS, em 19 regiões do Estado, que fizeram o curso de capacitação para uso da terapia ABA.

“A Sesa sabe da importância de um bom atendimento de saúde e o impacto disso na vida das pessoas. Manter esses profissionais que já receberam a certificação permanentemente atualizados e engajados na assistência faz toda a diferença, tanto ao paciente que precisa desse olhar diferenciado, quanto aos seus familiares”, disse o secretário Beto Preto.

A Secretaria está investindo cada vez mais na Linha de Cuidado à Pessoa com Deficiência, e essa oficina permite que os profissionais estejam em constante atualização. “Queremos construir a partir desse momento um protocolo de avaliação do atendimento e Análise do Comportamento Aplicado (ABA). Esse aperfeiçoamento dos profissionais que atendem TEA é imprescindível para melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

As inscrições para as novas capacitações na ESPP em ABA ainda estão abertas:

- Capacitação multiprofissional em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) voltada ao Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) para profissionais de saúde da Rede SUS: médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, Terapeutas ocupacionais, enfermeiros, assistentes sociais, cirurgiões-dentistas, bem como gestores da Rede SUS do Paraná.

- Capacitação em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) voltada ao Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) para Pais, Cuidadores e Educadores. O Ministério da Saúde publicou a Linha de Cuidado interativa, disponível neste LINK.

Também estão à disposição os seguintes documentos que auxiliam os profissionais de saúde no cuidado das pessoas com suspeita ou diagnóstico de TEA:

- Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (AQUI). 

- Linha de cuidado para a atenção às pessoas com transtornos do espectro do autismo e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde (AQUI).

 

 

 

 

 

 

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Pagamento da terceira parcela do IPVA começa nesta quinta-feira; confira o calendário

Os proprietários de veículos com finais de placas 1 e 2 devem pagar a terceira parcela do IPVA 2022 nesta quinta-feira (17).

Para emitir a guia de pagamento, basta acessar o Portal do IPVA, com o número do Renavam, que consta no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV).  

Os pagamentos podem ser feitos via PIX pelos canais eletrônicos de qualquer instituição bancária ou mesmo por meio de aplicativos. 

O pagamento do IPVA é requisito obrigatório para emissão certificado de licenciamento de veículo pelo Detran/PR. O não pagamento impossibilita, entre outros, a transferência de propriedade do veículo, além de restringir a obtenção de Certidão Negativa de Tributos junto à Receita Estadual. 

Desde o início do calendário do IPVA 2022, há dois meses, a Secretaria da Fazenda e a Receita Estadual já registraram o pagamento total ou parcial (duas parcelas) do imposto de 2,5 milhões de contribuintes. Foram contabilizados até 28 de fevereiro cerca de R$ 1,61 bilhão em pagamentos à vista e R$ 712,6 milhões parcialmente em dia, segundo dados do setor do IPVA da Inspetoria Geral de Arrecadação.  

Confira o calendário dos próximos vencimentos IPVA 2022: 

Finais de placa 1 e 2 - 17/03, 18/04, 17/05 

Finais de placa 3 e 4 - 18/03, 19/04, 18/05 

Finais de placa 5 e 6 - 21/03, 20/04, 19/05 

Finais de placa 7 e 8 - 22/03, 22/04, 20/05

 

 

 

 

 

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Líder nacional em proteína animal, Paraná aumenta produção de frangos e suínos em 2021

O Paraná ampliou o bom desempenho que tem na produção de proteínas animais em 2021. No ano passado, o Estado foi o que mais abateu frangos, reforçando a liderança no setor, com 33,6% de participação nacional, o que representa 20,2 pontos percentuais acima de Santa Catarina, segundo colocado.

Também houve crescimento expressivo na suinocultura, com abate de 786,36 mil cabeças a mais que em 2020. Nesse segmento, o Estado é o segundo colocado, com 20,3% de participação, atrás de Santa Catarina, com 28,4% do abate nacional.

Em carne bovina, houve redução no abate em todo o País e o Paraná seguiu a tendência, com 238,96 mil cabeças a menos em comparação a 2020, queda de 16,1%. Os números divulgados nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, somados carnes bovina, suína e de frango, o Paraná produziu 6,213 milhões de toneladas em 2021.

O levantamento mostra ainda que o Estado está na segunda colocação em produção de ovos de galinha, com 9% de participação, atrás de São Paulo, que lidera com 27,7% da produção. Os laticínios que atuaram sob algum tipo de serviço de inspeção sanitária captaram, em 2021, 25,08 bilhões de litros, queda de 2,2% sobre a quantidade do ano anterior. O Paraná tem 14% de participação, ficando atrás apenas de Minas Gerais, que produziu 24,7% do leite nacional.

“O ano passado ainda foi de muito desafio para os produtores de proteínas animais, devido às condições climáticas que prejudicaram pastagens, mas as demandas internas e externas ajudaram a manter a comercialização e evitar maiores perdas aos pecuaristas do Estado”, observou o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

“Olhando para o futuro, diante dos investimentos que têm sido feitos com novos frigoríficos ou ampliação dos existentes, somado ao novo status de excelência sanitária, a perspectiva é de que o Estado continue em bom crescimento na produção de suínos e frangos, e que outras proteínas animais venham a fazer parte dessa evolução”, complementou.

FRANGO – A pesquisa, realizada em granjas com mais de 10 mil aves, mostra que, no Brasil, foram abatidas 6,176 bilhões de cabeças de frango, o que representou aumento de 2,8% (+169,87 milhões) em relação a 2020, alcançando recorde da série histórica do IBGE iniciada em 1997. Em praticamente todos os estados foram observados números superiores aos praticados no ano anterior, com o destaque paranaense, que abateu 67,89 milhões de cabeças a mais (3,4% de crescimento), bem acima de Goiás, segundo colocado, com 47,10 milhões de cabeças.

Em relação à produção de carne de frango, o aumento no Brasil foi de 6%, consolidando-se em mais de 14,6 bilhões de toneladas. No Paraná, o crescimento em produção de carne foi superior ao nacional, elevando-se em 8,1% sobre 2020. De janeiro a dezembro de 2021, o Estado produziu mais de 4,879 bilhões de toneladas.

Na avaliação do médico veterinário Roberto Carlos de Andrade Silva, analista do setor de avicultura no Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, tanto a alta nas exportações como no consumo interno justificam o crescimento. “Com a carne bovina alcançando preços mais elevados, o frango, o suíno e os ovos passaram a ser mais consumidos”, disse.

Em relação aos ovos de galinha, a produção nacional foi de 3,98 bilhões de dúzias, aumento de 0,2% em relação a 2020. Ainda que o porcentual seja baixo, foi registrado novo recorde na série histórica do IBGE. No Paraná, a produção de ovos em 2021 caiu 0,8% e fechou o ano com 358,2 milhões de dúzias, com o Estado mantendo a segunda colocação nacional. “O custo de produção das poedeiras subiu no último ano, o que levou produtores a ajustarem a produção”, ponderou Andrade Silva.

SUÍNO – O levantamento do IBGE apresenta o abate de 52,97 milhões de cabeças de suínos, representando aumento de 7,3% (+3,61 milhões de cabeças) em relação a 2020. Também em suínos, houve crescimento em quase todos os Estados, uma tendência que se observa desde que o instituto iniciou a análise do setor em 1997.

O Rio Grande do Sul liderou o abate, com o acréscimo de 909,57 mil cabeças, seguido por Santa Catarina, com 821,72 mil cabeças a mais que 2020. O Paraná ficou em terceira colocação em crescimento, com 786,36 mil cabeças a mais. O Estado fechou 2021 com 10,74 milhões de cabeças sendo abatidas.

Em relação ao volume de carne suína produzida, o Paraná foi responsável por 1,025 milhão de toneladas, um aumento de 9% comparativamente a 2020. O Estado ficou atrás apenas de Santa Catarina, que produziu 1,403 milhão de toneladas. Já o Brasil alcançou a cifra de 4,890 milhões de toneladas de carne suína, volume 9% superior ao do ano anterior.

Segundo o analista de suinocultura do Deral, Edmar Gervásio, o resultado foi impulsionado pela retomada do consumo no final de 2021 e as expectativas de um cenário favorável para as exportações diante do status de livre da febre aftosa sem vacinação alcançado pelo Estado. “Outro fator importante que incentivou uma produção maior pela cadeia foi a substituição da proteína bovina, que em geral tem preços maiores, pela suína e de frango, em razão da escalada de preços em 2021”, disse.

BOVINO – Em abates bovinos, o Brasil teve em 2021 uma redução de 7,8% em relação a 2020, no segundo ano em que o desempenho é negativo. O pior mês foi setembro, com queda de mais de 650 mil cabeças comparativamente ao mesmo mês do ano anterior, o que reflete o início do embargo de 40 dias às exportações brasileiras, particularmente para a China, devido a casos de “vaca louca” em Minas Gerais e Mato Grosso. O IBGE observou uma recuperação somente em dezembro, quando foram abatidas 39 mil cabeças a mais que no mesmo mês de 2020.

No Paraná, o número de cabeças bovinas abatidas em 2021 foi de pouco mais de 1,2 milhão, representando queda de 16% em relação ao ano anterior. Em volume de produção de carne, o Estado alcançou 308,7 mil toneladas, com redução de 14%. No Brasil, foram produzidas 7,408 milhões de toneladas de carne bovina, volume 5,3% menor que em 2020. Elas resultaram do abate de 27,5 milhões de cabeças, redução de 7,8% em relação ao ano anterior.

Segundo o médico veterinário Fábio Mezzadri, analista de pecuária no Deral, além dos problemas de doenças e a escassez de pastagens devido à estiagem, a valorização recorde dos preços médios dos bezerros e da arroba bovina foram importantes fatores para a retenção de fêmeas, que foram destinadas às atividades reprodutivas. Tanto que, em âmbito nacional, foram abatidas 9,31 milhões de cabeças de fêmeas, que é o menor número desde 2004.

“Somem-se todos esses fatores, aliados ainda à alta nos custos de produção, sobretudo em relação ao milho e soja, que tiveram valorizações muito grande, e o resultado não poderia ter sido outro senão a redução na quantidade de abates”, afirmou Mezzadri.

 

 

 

 

 

 

 

 

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