Intensidade dos ventos do ciclone subtropical deixa em alerta comunidade portuária paranaense

A Portos do Paraná informa que os portos de Paranaguá e Antonina seguem operando parcialmente devido à intensidade dos ventos trazidos pelo ciclone subtropical Yakecan.

Com rajadas passando dos 50 km/h, desde a noite de terça-feira (17), algumas atividades alternam períodos de operação e paradas, para segurança dos trabalhadores portuários.

Os carregadores (shiploaders) do Corredor de Exportação Leste, assim como os guindastes do Terminal de Contêineres do Porto de Paranaguá, permanecem paralisados nesta quarta-feira (18).

Já os guindastes utilizados na descarga dos granéis sólidos de importação (como fertilizantes, trigo, malte e cevada) param somente quando há a passagem de ventos mais fortes.

Os equipamentos são dotados de dispositivos de segurança chamados de anemômetros. Quando a velocidade do vento ultrapassa 42 km/h, um alarme é disparado para que os operadores paralisem as atividades.

A Gerência de Saúde e Segurança no Trabalho da Portos do Paraná informa que as operações somente serão normalizadas quando cessarem as rajadas de vento. A estação meteorológica própria do porto de Paranaguá registrou velocidade máxima de 52 km/h na noite de ontem.

A Marinha do Brasil pede que as autoridades portuárias e demais agentes da comunidade portuária mantenham o estado de alerta até o próximo dia 20 de maio.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
Paraná organiza consórcio indígena para garantir direitos desta população

O suporte às comunidades indígenas está na pauta do Governo do Estado.

A Superintendência Geral de Diálogo e Integração Social (Sudis) iniciou o processo de criação do Consórcio das Cidades Indígenas do Iguaçu, no Oeste paranaense, que deve se consolidar como o primeiro consórcio indígena do Brasil. Esse tipo de articulação entre os municípios abre caminhos para que todas as comunidades indígenas de uma região tenham suas vocações valorizadas, suas prioridades atendidas e acessem subsídios do Estado e da União.

“O consórcio tem como objetivo a preservação dos direitos indígenas com relação à moradia, saúde, educação e renda. Será o primeiro consórcio indígena do Brasil e de uma série de tantos outros que teremos entre mais municípios com aldeias indígenas pelo Paraná”, comemora o superintendente da Sudis, Roland Rutyna.

Ele destaca que, na última semana, o Grupo de Trabalho dos Povos e Comunidades Tradicionais do Paraná se reuniu com caciques e representantes das comunidades indígenas e das prefeituras de São Miguel do Iguaçu, Itaipulândia, Santa Helena e Diamante do Oeste para concretizar a proposta. “As quatro prefeituras acharam muito interessante essa modalidade de administração e articulação com a comunidade indígena e os governos estadual e federal”, conclui Rutyna.

“A partir do consórcio, a cidade indígena, município com aldeia indígena, vai buscar mais renda e participação em convênios públicos ou privados”, explica Denilton Laurindo, presidente do Grupo de Trabalho de Povos e Comunidades Tradicionais da Sudis

Ele destacou ainda que a reunião levou em conta a consulta às comunidades indígenas, que resultou na assinatura do protocolo de intenções e na construção compartilhada da minuta do consórcio.

“O próximo encontro é para apreciação da minuta, que será apresentada também ao Conselho Estadual de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais do Paraná. Depois queremos encaminhar como projeto de lei”, explica.

De acordo com o último cadastro, 5.237 famílias vivem em 50 comunidades indígenas pelo Paraná. Para este ano, a Sudis, por meio do Grupo de Trabalho Povos e Comunidade Tradicionais do Paraná, já recomendou ao conjunto das secretarias municipais as atualizações de dados das comunidades tradicionais com caráter censitário.

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
Tecpar lança edital para nacionalizar a produção da vacina meningocócica

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) lançou nesta quarta-feira (18) o edital de chamamento público em busca de parcerias para nacionalizar a produção da vacina meningocócica ACWY, que é usada na prevenção da doença meningocócica.

Hoje há na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quatro registros da vacina, que é importada pelo Ministério da Saúde para atender o Plano Nacional de Imunizações (PNI).

A doença meningocócica é causada pela bactéria Neisseria meningitidis, transmitida por meio das vias respiratórias. Suas síndromes clínicas são a meningite meningocócica e a meningococcemia, que é a forma mais grave. Geralmente, a doença meningocócica se desenvolve entre crianças e adolescentes, resultando em alta mortalidade nesse público.

Desde 2020 o Ministério da Saúde incorporou ao Calendário Nacional de Vacinação a vacina meningocócica ACWY, que está disponível em todas as salas de vacina para adolescentes de 11 e 12 anos de idade.

Como a vacina é importada, explica o diretor-presidente do Tecpar, Jorge Callado, o edital busca parceiros que tenham como objetivo a sua produção no Brasil, em conjunto com o Tecpar, para atender o PNI. “O Tecpar tem em sua missão contribuir com a autonomia do Complexo Industrial da Saúde, com a incorporação de tecnologias para oferecer ao país autossuficiência em produtos estratégicos. Por essa razão, o Tecpar lança o edital para selecionar parceiro para fornecer, junto ao instituto, a vacina meningocócica ACWY”, ressalta.

O edital prevê a transferência de tecnologia do laboratório farmacêutico ao Tecpar, com capacitação tecnológica dos colaboradores do instituto, para que possam autonomamente implementar o projeto, além do processo de registro sanitário do produto em nome do órgão paranaense e obtenção das certificações regulatórias junto à Anvisa.

A vantagem para a empresa privada é garantir o acesso ao mercado público da saúde por meio da parceria tecnológica com o laboratório público oficial.

DOENÇA MENINGOCÓCICA – No Brasil, entre os anos de 2007 e 2020, foram confirmados, segundo o Ministério da Saúde, 265 mil casos da doença, sendo a meningite viral mais frequente, seguida pela bacteriana. Entre 5 e 10% dos pacientes vão a óbito, geralmente até 48 horas após o início dos sintomas. Aos sobreviventes, a doença meningocócica pode resultar em comprometimento neurológico, perda auditiva, dores crônicas, cicatrizes e amputações, por exemplo.

EDITAL – O edital com todas as informações sobre o chamamento público está disponível no site do Tecpar. Empresas interessadas no projeto podem realizar a participação até o dia 25 de julho de 2022.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
Polícia Civil ressalta importância do combate ao abuso e exploração sexual infantil

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou um ato simbólico alusivo ao Dia Nacional de Combate Abuso e Exploração Sexual Infantil, com soltura de balões alaranjados para chamar a atenção da população sobre o tema.

O dia é lembrado nesta quarta-feira, 18 de Maio, e o evento foi na sede do Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), da PCPR, em Curitiba.

Anualmente, a PCPR realiza campanhas e ações para relembrar este dia. A ação foi, também, uma iniciativa da campanha do Maio Laranja, que estimula ações para ressaltar a importância do tema para a sociedade. “É necessário que a população auxilie e denuncie, ajudando no combate e conscientização sobre o crime”, afirma o delegado adjunto da Divisão de Polícia Especializada da PCPR, Roberto Fernandes.

Segundo a delegada Ellen Victer, durante a campanha os policiais auxiliam na mobilização, sensibilização, informação e convocação da sociedade para participar da luta em defesa dos direitos de crianças e adolescentes, além de combater o abuso e a violência sexual infantil. 

O Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes é uma unidade especializada que investiga crimes de violência psicológica, física e sexual e busca garantir a segurança, tranquilidade e equilíbrio emocional do público infanto-juvenil e de seus familiares. Ela apura crimes de lesão corporal grave, gravíssima ou qualificadas pela violência doméstica, como estupros, situações de pedofilia, tortura e outros crimes.

Atualmente a PCPR conta com sete unidades, em Curitiba, Cascavel, Foz do Iguaçu, Londrina, Maringá, Paranaguá e Ponta Grossa.

“O Nucria conta com servidores capacitados para o acolhimento das vítimas e familiares. Inclusive, com psicólogos, que também atuam nas escutas especializadas das crianças e adolescentes. Tudo isso como forma de minimizar os impactos decorrentes de um eventual crime sofrido”, explica a delegada.

COMBATE – O Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foi instituído oficialmente no País através da lei nº 9.970, de 17 de maio de 2000. A data foi escolhida em memória de Araceli Crespo, de 8 anos, que foi raptada, drogada, estuprada e assassinada em Vitória, no Espírito Santo, no dia 18 de maio de 1973.

DENÚNCIAS – Para denunciar anonimamente o cidadão pode ligar para o disque 100 (serviço disseminação de informações sobre direitos de grupos vulneráveis e de denúncias de violações de direitos humanos) ou 181 (da Polícia Militar). Denúncias de crimes ocorridos em Curitiba podem ser feitas pelo telefone (41) 3270-3370, diretamente à equipe de investigação.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
feed-image
SICREDI 02