O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) está com consulta pública aberta para revisão e atualização de suas Especificações de Serviços Rodoviários.
O DER/PR convida técnicos de órgãos municipais, estaduais, federais, de entidades privadas e demais interessados que atuam em obras de infraestrutura viária para participar da consulta. Ao todo, estão disponíveis 84 especificações no portal do DER/PR, em banner próprio, ou diretamente neste link.
As especificações são de grande importância para o DER/PR porque servem como um regimento para execução de obras, conservação de pavimentos e aplicação dos programas estaduais implementados nas rodovias paranaenses.
Foram revisados e atualizados documentos referentes a serviços de pavimentação, terraplenagem, drenagem, obras complementares, sinalização viária e obras de arte especiais, em conjunto com o Consórcio APPE-Viaponte, que foi contratado pelo DER/PR como consultor para a revisão.
Os comentários devem ser enviados até 11 de novembro, através do formulário disponível na página da consulta. Basta preencher nome, e-mail, escolher a especificação e enviar a crítica ou sugestão. Eventuais dúvidas podem ser enviadas para a Coordenadoria de Pesquisa e Desenvolvimento do DER/PR, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..
A consulta pública é um mecanismo de participação social realizado com o objetivo de receber contribuições da sociedade para tomada de decisões. As consultas são importantes, por exemplo, para colher opiniões, sugestões e eliminar dúvidas em relação às normativas aplicadas pelo órgão estadual, e também garantem maior transparência nas obras geridas pela administração pública.
Por - AEN
Neste último trimestre do ano, 6.602.000 toneladas de soja, milho, farelo e açúcar devem ser embarcadas pelo Porto de Paranaguá.
Por mês, de outubro até dezembro, os 12 terminais privados e operadores dos silos públicos esperam carregar 2.200.667 toneladas dos produtos para exportação.
A projeção para o embarque no período é 53,7% maior do que as 4.294.259 toneladas dos mesmos granéis carregadas de outubro a dezembro de 2021.
“A diferença está, principalmente, nos volumes esperados para os embarques de milho”, comenta o diretor de Operações da Portos do Paraná, Luiz Teixeira da Silva Júnior. Segundo ele, o produto tem chegado em grandes volumes e a tendência é que assim siga até o final do ano.
A expectativa é carregar 2.609.000 toneladas de milho, 1.865.000 toneladas de farelo de soja, 1.128.000 toneladas de soja (grão) e mais 1 milhão de toneladas de açúcar a granel.
Para comparação, de outubro a dezembro do ano passado, foram carregadas 124.604 toneladas de milho; 1.018.014 toneladas de farelo de soja; 1.412.521 toneladas de soja em grão; e 1.153.948 toneladas de açúcar a granel.
O milho exportado pelo Porto de Paranaguá tem como principais destinos Irã, Egito e Japão. O farelo de soja vai, principalmente, para Holanda, Alemanha e Coreia do Sul. Os principais países de destino da soja são China, Coreia do Sul e Irã. E do açúcar, Canadá, Argélia e Irã.
Por - AEN
O agronegócio é responsável por aproximadamente 80% de tudo o que é exportado pelo Paraná.
Em termos nacionais, nos últimos dez anos, a participação estadual nas vendas brasileiras do agro para o Exterior foi, em média, de 13,4%, enquanto nas importações, o Estado recebeu 11,6%. Somente no ano passado, em recursos, o superávit foi de US$ 12,9 bilhões.
Esse é um dos dados apresentados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, no Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio do Paraná, publicado em português, inglês e espanhol.
“O Paraná tem identidade produtiva muito bem firmada: é um Estado agrícola. Dos campos florescem riquezas que alimentam sua população e auxiliam no sustento do mundo”, afirma o secretário Norberto Ortigara, na apresentação do trabalho.
“O Estado aprendeu cedo que a prosperidade depende também de relações comerciais e aprimorou suas saídas pelo mar, os portos públicos de Paranaguá e Antonina modernizaram-se e hoje comemoram recordes anuais, em que o agronegócio desponta.”
O documento aponta, ainda, que o Paraná foi o quarto Estado exportador do agronegócio em 2021, arrecadando US$ 15,16 bilhões nas transações com 200 países, o que representa 12,58% das vendas brasileiras nesse setor.
COMPLEXO SOJA - Em 2021, a exportação geral do Paraná foi de US$ 19 bilhões, representando 6,8% – 7º lugar – do que foi enviado ao Exterior pelo Brasil. O Estado teve 208 países parceiros nesse comércio. Desse total, US$ 15,16 bilhões corresponderam ao agronegócio, o que coloca o Paraná em quarto lugar no segmento, com 12,58% das vendas para 200 países.
No setor do agronegócio, a liderança em exportações é de Mato Grosso, com US$ 21,39 bilhões, seguido por São Paulo, com US$ 18,99 bilhões, e Rio Grande do Sul, com US$ 15,22 bilhões. A quinta colocação é de Minas Gerais, com US$ 10,49 bilhões.
O Paraná tem como principal atividade exportadora o complexo soja, que representa 42% do total. Dentro do complexo, a soja em grão alcançou 73,27%, o farelo de soja, 20,61%, e o óleo de soja, 6,12%. Os principais compradores do segmento soja são, pela ordem, China, Países Baixos e Coreia do Sul.
PROTEÍNAS ANIMAIS - As proteínas animais respondem por 22% do total exportado. O frango é o principal produto no setor, com 85,97%, seguido de suíno, com 10,42%, carne bovina, com 2,73%, e outros produtos, com 0,88%. A China também é o principal comprador das proteínas, vindo a seguir Emirados Árabes Unidos e Japão.
Os principais compradores dos produtos florestais paranaenses são, pela ordem, Estados Unidos, China e México. Nesse segmento, que representa 20,9% do total exportado em agronegócio, a madeira corresponde a 62,09%, celulose participa com 19,21% e o papel, com 18,69%.
A seguir vem o complexo sucroalcooleiro, com participação de 6,1% na grade exportadora do agronegócio paranaense. No complexo, o açúcar de cana lidera com 96,18%, seguido de álcool, com 3,07%, e demais açúcares, com 0,74%. Argélia, Iraque e Suíça são os principais mercados.
Entre os 9% de outros produtos que fazem parte da pauta de exportações do agronegócio do Estado, desponta o café, vendido principalmente para Estados Unidos, Rússia e Japão. O café solúvel ocupa 81,44% dentro desse ramo; outros 14,77% são de café verde; os extratos, essências e concentrados correspondem a 3,05%, enquanto o café torrado soma 0,73%.
IMPORTAÇÃO - O Paraná também importou produtos do agronegócio em 2021. Entre os US$ 2,18 bilhões gastos pelo Estado em importações de 89 países, o maior volume foi com adubos e fertilizantes. O Estado é o terceiro colocado em compras realizadas pelo Brasil no setor agro, com participação de 14,09%.
O Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio do Paraná é uma publicação de periodicidade anual, produzida pelos residentes técnicos do Deral, com o objetivo de explorar temas correlatos à exportação e importação das principais culturas e atividades agropecuárias paranaenses.
Por - AEN
Policiais do 19° Batalhão da Polícia Militar apreenderam mais de uma tonelada de maconha durante patrulhamento na cidade de Ouro Verde do Oeste, nesta segunda-feira (17).
A equipe que estava em ronda viu dois veículos, um VW/Gol e um VW/Saveiro, dirigindo em alta velocidade na rodovia. Os policiais iniciaram uma abordagem que foi acatada somente pelo condutor de um dos carros, no qual havia diversos pacotes de maconha que somaram 510 quilos. O outro veículo fugiu.
Outra equipe foi acionada, nas imediações de Toledo, e conseguiu localizar o segundo veículo. O condutor não parou, perdeu o controle do carro e capotou. Na carroceria foram encontrados mais pacotes da droga, totalizando 590 quilos.
“A polícia agiu de forma rápida durante toda a ação, possibilitando a prisão de dois suspeitos e a apreensão de mais de uma tonelada de maconha” disse o soldado da PM Dalton Luiz Eich.
O condutor que capotou o carro foi hospitalizado para atendimento, sem maior gravidade, e o outro motorista foi preso e encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil de Toledo.
Por - AEN
O Mãos Amigas, que utiliza a mão de obra de pessoas privadas de liberdade na execução de serviços de conservação, manutenção e reparos em escolas estaduais e em patrimônios públicos do Estado, completa dez anos de funcionamento.
Com início em setembro de 2012, o programa está presente em oito regionais do Paraná, abrangendo 74 municípios e já colaborou com 642 colégios.
O projeto disponibiliza mais uma forma de integração do detento com a sociedade, possibilitando a ressocialização a reinserção social, conforme determina a Lei de Execução Penal (LEP).
“A possibilidade de trabalhar contribui para a ressocialização dos presos e a consequente inserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena”, disse o secretário estadual da Segurança Pública, Wagner Mesquita.
A aplicação desta mão de obra nos reparos e manutenções ocasiona redução de, em média, 50% nos orçamentos, em relação à execução por um trabalhador efetivo, com encargos.
Segundo o diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), Marcelo Pimentel Bueno, duas novas equipes, inclusive uma feminina, já foram acionadas, aumentando para 14 o número de equipes no projeto. “O programa, além de promover a ressocialização e reinserção do preso no mercado de trabalho, garante agilidade na prestação de serviços e economia para as escolas estaduais, o que resulta em mais qualidade de ensino e economia para o Estado”, afirmou.
De acordo com ele, para 2023 o objetivo da Fundepar é atender todos os Núcleos Regionais de Educação e dar reforços aos que precisam de mais equipes”, acrescentou.
AJUDA DE CUSTO - Os detentos que participam do programa recebem 75% de um salário mínimo, e a cada três dias de trabalho é reduzido um dia da pena.
“É importante para a Polícia Penal do Paraná que programas como o Mãos Amigas sejam conhecidos pelas prefeituras de todo o Estado para que possamos ampliar, cada vez mais, as oportunidades que ele proporciona, tanto para a pessoa privada de liberdade, dando sentido aos dias de cumprimento de sua pena, quanto para a sociedade, que tem essa mão de obra menos custosa”, explicou o diretor-geral da Polícia Penal do Paraná, Osvaldo Machado.
Para participar do programa é necessário apresentar ótimo comportamento carcerário e passar por rigoroso critério de requisitos legais.
Atualmente, são mais de 80 detentos participando do programa. A estimativa da Divisão de Produção e Desenvolvimento da Polícia Penal do Paraná é que até o final de 2022 o programa esteja com 100 presos trabalhando em prol da sociedade no Estado.
Por - AEN
A Secretaria de Estado do Planejamento e Projetos Estruturantes (SEPL) está finalizando os planos de desenvolvimento integrado de seis regiões.
A ação consolida o trabalho iniciado em 2021, com o lançamento do programa Paraná Produtivo, que realizou oficinas e diagnóstico para identificar potencialidades e carências regionais e projetos prioritários para o desenvolvimento equilibrado.
Das oito regiões atendidas pelo programa, foram instaladas governança em seis – Santo Antônio da Platina; Cornélio Procópio; Paranavaí; Campo Mourão; Irati/União da Vitória; e Telêmaco Borba/Castro/Ponta Grossa. As duas restantes – Umuarama/Cianorte e Guarapuava - serão concluídas até o final deste ano.
Esse conselho gestor será responsável pela definição do cronograma e a continuidade das ações definidas pelas comunidades como as mais importantes para o crescimento regional.
“As pessoas receberam muito bem o programa, gostaram de ter o Estado mais próximo, ouvindo as dificuldades e demandas das regiões”, diz o superintendente da Paraná Projetos, Deyvitt Augusto Leal.
Agora, o Paraná Produtivo começa a reunir os atores locais com as entidades governamentais envolvidas ou relacionadas com as ações priorizadas para facilitar o alcance dos objetivos. “A atuação dos atores locais é fundamental, para que tenhamos regiões empoderadas, fortalecidas e protagonistas. Essa ponte que o Paraná Produtivo possibilita entre as governanças e o conjunto de instituições parceiras viabiliza a realização das ações priorizadas”, comenta Marcelo Percicotti, coordenador de Integração Econômica da SEPL.
PRIORIDADES – Na região de Paranavaí, no Noroeste paranaense, por exemplo, as 28 cidades que compõem a Associação dos Municípios do Noroeste do Paraná (Amunpar) elegeram como prioridade o desenvolvimento de projetos que aproveitem os recursos naturais abundantes e incentivem o ecoturismo.
Já na região dos Campos Gerais, caracterizada pela concentração da renda em alguns poucos municípios, foi levantada a necessidade de ampliar o investimento em educação empreendedora e no cooperativismo e associativismo, para impulsionar a agricultura familiar, as agroindústrias e o turismo rural, e buscar um crescimento que atenda a todos os municípios. São 19 no total.
Rica em paisagens naturais, especialmente pelas cachoeiras, a região Sul do Paraná quer investir no potencial turístico, sobretudo no turismo rural. A região do Sudeste paranaense, com vocação para agricultura familiar, tem como cidades-polo União da Vitória e Irati. Formada por 18 pequenos municípios, a região tem quase 40% da população vivendo no campo e tirando o sustento da agricultura. Um dos projetos será investir na agroindustrialização, com a transformação de produtos típicos, o que deve fortalecer também o turismo.
PROGRAMA – O Paraná Produtivo atende 202 municípios de oito regiões prioritárias. Elas concentram 30% da população paranaense (3,3 milhões de pessoas) e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
O trabalho envolve atores locais, setor produtivo, universidades e governo com base na análise de indicadores, fundamentadas em três eixos: Pessoas, Infraestrutura e Sistemas Produtivos, abarcadas pela dimensão da Governança e Gestão. O programa também contou com o auxílio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) para elaboração dos diagnósticos regionais.
De início, foram realizadas 24 oficinas técnicas, todas em formato virtual, em decorrência da pandemia, com um público médio de 80 pessoas cada. Após essa etapa, as regiões receberam um plano de ação que será utilizado pelas governanças locais como guia dos projetos.
PROTAGONISMO FEMININO – Além das atividades principais, o programa também consegue agregar outras por meio de parcerias. A parceria com a Aliança Empreendedora, que faz parte do comitê técnico do programa, por exemplo, já ofereceu um curso especial para as mulheres empreendedoras, com oficinas de finanças, marketing digital e mentorias. Novas agendas estão sendo planejadas. A 1ª oficina virtual com foco em finanças ocorreu em setembro deste ano.
Maria das Graças Santiago de Moura Rosa, presidente da Copescarte, uma cooperativa de mulheres que trabalham com a pele do peixe para produção de diversos artesanatos, inclusive de bolsas e roupas, em Santo Antônio da Platina, foi uma das participantes: “Sempre procuramos melhorar a nossa administração e no Programa Paraná Produtivo temos encontrado conteúdo para esse desenvolvimento”, afirmou.
As próximas oficinas estão previstas para início de novembro e serão abertas ao público, embora o foco seja específico às mulheres empreendedoras do Paraná Produtivo.
Por - AEN











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