Paraná sedia pela terceira vez Encontro de Bacias Hidrográficas; inscrições estão abertas

O Paraná vai sediar pela terceira vez consecutiva o Encontro Nacional dos Comitês de Bacias Hidrográficas (Encob), que está em sua 24ª edição.

O tema deste evento é “Gestão da água: Responsabilidade de todos”. O encontro será entre os dias 22 e 26 de agosto, em Foz do Iguaçu (Oeste), e marca a retomada do formato presencial. São esperadas mais de mil pessoas, entre representantes do poder público, usuários dos recursos hídricos, ONGs, universidades, municípios e interessados no tema.

A realização é uma parceria entre o Governo do Paraná, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) e o Instituto Água e Terra (IAT), e pelo Fórum Nacional de Comitês de Bacias Hidrográficas (FNCBH). “Teremos todos os segmentos da sociedade representados para que possamos dialogar e também prever e proporcionar ações de boas práticas para a gestão da água em todos os estados do País”, destaca o secretário do Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Everton Souza.

Dentro da programação, serão abordados temas como Mudanças Climáticas, Eventos Críticos e Resiliência, Uso Racional, Reuso e Inovação, Planejamento, Regulação e Financiamento, Boas Práticas, Gestão Participativa e Engajamento, enfatizando o protagonismo de todos na gestão dos recursos hídricos brasileiros.

Outro destaque do encontro é a possibilidade da participação de estudantes e representantes acadêmicos com a apresentação de projetos científicos originais, em formato de painel ou com apresentação oral durante o encontro.

“É uma oportunidade de apresentar pesquisas sobre o tema para os mais de 240 Comitês de Bacias Hidrográficas que temos no Brasil. Basta acessar a plataforma do Encob para conhecer todas as normas, modalidades e eixos temáticos dos trabalhos”, disse Maria Cristina Bueno Coelho, representante do Comitê dos Rios Santo Antônio e Santa Tereza, no Estado de Tocantins.

ENCOB – Realizado desde 1999, o Encob é uma oportunidade de troca de ideias, apresentação de experiências exitosas de boa gestão dos recursos hídricos e, especialmente, conhecer os modelos aplicados nos Estados brasileiros no que se refere ao gerenciamento de águas. O evento deste ano reúne mais de 240 Comitês de Bacias instituídos no Brasil. O Paraná possui 11 comitês atuantes e 12 instituídos. Eles são os responsáveis por apresentar as políticas públicas para a gestão de 16 Bacias Hidrográficas, que somam 200 mil quilômetros quadrados de área.

O prazo para submissão dos trabalhos é até o dia 30 de junho e pode ser feito AQUI. As inscrições para assistir às palestras do Encob em Foz do Iguaçu devem ser feitas AQUI.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
Sem prejuízo no Dia dos Namorados: Ipem-PR dá dicas na compra dos presentes

O Instituto de Pesos e Medidas do Paraná – Ipem-PR alerta os consumidores que vão às compras nesta semana para as comemorações do Dia dos Namorados (12 de junho), uma das datas que mais movimentam o comércio nacional.

Alguns cuidados são necessários ao adquirir produtos como roupas, eletrodomésticos, eletroportáteis utilizados para beleza e produtos alimentícios.

No caso dos produtos têxteis em geral, a dica é observar os dados da etiqueta têxtil, onde deve constar a composição e os cuidados com a sua conservação. Também é obrigatório constar o nome ou razão social ou marca registrada do fabricante, CNPJ do fabricante, seja nacional ou importador; o país de origem; o percentual e nome das fibras ou filamentos têxteis (70% algodão e 30% poliéster, por exemplo). Entretanto, é proibido o uso dos nomes das marcas comerciais ou em inglês (como nylon, popeline, lycra, lurex e rayon).

A indicação do tamanho (38, 40, 42, ou P, M, G) também é item obrigatório na etiqueta têxtil; e ao menos cinco principais tratamentos de conservação do produto têxtil, por meio de símbolos e/ou texto. Todas as informações devem estar em português, mesmo para os importados.

Para os eletroportáteis utilizados para beleza, como pranchas e secadores de cabelo, barbeadores e depiladores, eles precisam ostentar o Selo de Identificação do Inmetro na embalagem ou no produto, pois é ele que atesta que a mercadoria foi avaliada quanto à segurança do consumidor.

No caso de eletrodomésticos, como torradeiras, sanduicheiras, fornos elétricos, a obrigação é a mesma: Selo de Identificação do Inmetro. Cerca de 190 tipos de eletrodomésticos devem ostentar o selo do Inmetro no produto ou na embalagem, atestando que foram avaliados quanto à segurança.

Geladeiras, micro-ondas e televisores devem trazer a Etiqueta de Eficiência Energética. Além de terem a segurança avaliada, também devem apresentar a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, informando sobre a eficiência energética e o consumo de energia.

Segundo o Ipem-PR, produtos com classificação “A” são melhores recomendados para o consumo sustentável de energia e economia na conta de luz.

Para aparelhos como secadores de cabelo e liquidificadores, que emitem sons altos, a orientação do Ipem-PR é procurar o Selo Ruído com a informação sobre a potência sonora em decibéis e classificação dos aparelhos que vai do 1 (mais silencioso) até o 5 (menos silencioso).

Produtos alimentícios e de perfumaria, que são embalados longe das vistas do consumidor, precisam trazer a indicação quantitativa do produto, descontado o peso da embalagem. As informações devem estar em português, de forma legível, para que o consumidor possa entender as informações.

COMPRAS VIRTUAIS – Nas compras virtuais, não é obrigatório o site mostrar os selos do Inmetro e/ou a etiqueta, mas as informações contidas neles devem ser apresentadas de forma clara no momento da compra. É preciso observar o prazo de entrega, pois o Dia dos Namorados será comemorado no domingo.

NOTA – As compras desses produtos devem ser realizadas sempre nos comércios formais, com a emissão de nota fiscal, que vai garantir possíveis trocas dos produtos. Nos casos de defeito, o consumidor poderá ser ressarcido do seu prejuízo. A nota fiscal é o documento legal que rastreia qualquer anormalidade no caso de acidentes de consumo, que também devem ser relatados no site do IPEM-PR, no link Ouvidoria.

OUVIDORIA – Em casos de dúvida, desconfiança ou em caso de irregularidades ou acidente de consumo, basta entrar em contato com o serviço da Ouvidoria do Ipem-PR pelo telefone 0800-645-0102, de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h, ou pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., ou ainda pelo site www.ipem.pr.gov.br.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
Volume de cargas do modal ferroviário cresce 6,4% nos portos do Paraná

O volume de carga que chega e sai dos portos do Paraná por trilhos aumentou 6,4% no primeiro quadrimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado – foram 3.112.320 toneladas por esse modal e 18.695.084 toneladas de carga geral.

Apesar da participação por ferrovia ter se mantido em 16% nos dois anos, o volume cresceu: de janeiro a abril de 2021 foram 2.924.813 toneladas por trilhos frente a uma movimentação total de 18.286.534.

Os produtos que mais aumentaram a participação no modal foram milho, soja, fertilizantes, derivados de petróleo e contêineres. “Em trens, recebemos milho, soja, farelos, algumas cargas em contêineres – como o frango – e açúcar, em produtos destinados à exportação”, afirma o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Júnior.

Segundo ele, no sentido contrário, saem para o interior em vagões, principalmente, fertilizantes, também algum volume de carga conteineirizada e derivados de petróleo.

No primeiro quadrimestre do ano passado, 7% do volume de milho exportado pelo Porto de Paranaguá chegou em vagões. Neste ano, subiu para 11%. De soja, passou de 28% para 29%. Entre os fertilizantes destinados para o interior, essa participação foi de 2% para 5%. “A alta no transporte dos derivados de petróleo e dos contêineres em vagões destaca-se ainda mais”, comenta Teixeira.

Do líquido, de nenhum volume chegando ou saindo de trem, de janeiro a abril de 2021, passou para uma participação de 12% no modal.

Já entre as cargas em contêineres,13% de todo o volume movimentado no período (3.771.363 toneladas) chegou ou saiu do porto pela ferrovia, no primeiro quadrimestre do ano. No ano passado, foram 8% do total de 3.680.683 toneladas.

“Temos projetos avançando para aumentar, ainda mais, a participação do modal ferroviário nos portos do Paraná”, menciona o diretor de Operações. “Por exemplo, a Klabin se instalando no terminal na área portuária trará de volta o trem até o costado”.

Duas obras do Estado com o objetivo de fomentar ainda mais esse transporte são a Nova Ferroeste e o projeto Cais Leste (Moegão), em fase de licitação.

Veja a tabela de movimentação por produto AQUI .

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
Cascavelense vai a Palotina fazer programa e é expulso a tiros pela esposa do cliente

Morador de Cascavel sofreu tentativa de homicídio na tarde de domingo (5), em Palotina.

De acordo com a Polícia Militar, o homem procurou a delegacia para registrar o boletim de ocorrência e contou que foi chamado por um cliente para fazer um programa na cidade.

Quando estavam na casa, a mulher do cliente chegou armada disparou um tiro contra o homem que acertou no sofá em que os dois estavam, o homem foi expulso do local a chutes e procurou a delegacia.

Equipes da PM foram até a casa onde a vítima estava e lá a mulher contou que encontrou o marido com um homem e expulsou os dois da casa. Na  sequência o homem foi até a casa e informou o local em que arma utilizada pela esposa, estava. O revólver calibre 38 foi encontrado e estava com três estojos deflagrados e duas munições intacta. 

A esposa, a arma de fogo, juntamente com as munições, foram encaminhadas para delegacia de polícia civil de Palotina.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Catve

Hashtag:
 Governo lança edital e prevê investimento de R$ 40 milhões no Compra Direta em 2022

O Governo do Estado publica nesta segunda-feira (06) o Edital de Chamada Pública Eletrônica para seleção e classificação de associações e cooperativas da agricultura familiar para o programa Compra Direta Paraná. Serão investidos R$ 40 milhões na compra de alimentos para entrega direta a entidades socioassistenciais que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade.

“Faz parte da nossa missão como entidade pública levar apoio aos produtores e aos processadores do alimento da agricultura familiar, além de dar conforto às famílias que têm mais dificuldades, afinal essa é a razão da existência do próprio Estado”, afirmou o secretário da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Norberto Ortigara.

As entidades interessadas em fornecer alimentos devem ter a Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAF) ou seu substituto, o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF), e atender aos requisitos legais e às condições de participação no Programa Compra Direta Paraná, que inclui cadastro completo no Sistema de Gestão de Materiais e Serviços (GMS), do Governo do Estado, além de certificados, declarações e licenças sanitárias previstas no edital.

Segundo a chefe do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), da Seab, Márcia Stolarski, o atual edital traz uma novidade que vem ao encontro do esforço do governo de aprimorar ainda mais a qualidade dos produtos oferecidos. “Para ser enquadrada como categoria prioritária em relação à produção de alimentos orgânicos, a associação ou cooperativa da agricultura familiar deve possuir ao menos 20% de DAP/CAFs totais certificados como orgânico ou agroecológico”, disse.

PROPOSTAS – As cooperativas e associações interessadas poderão apresentar propostas a partir das 8 horas da próxima quarta-feira (08) até 17 horas de 20 de junho pelo Sistema Eletrônico do Compra Direta. O fornecimento de gêneros alimentícios às entidades beneficiárias ocorrerá entre julho de 2022 e julho de 2023. Válido por um ano, o edital tem possibilidade de ser prorrogado por igual período por meio de termo aditivo.

A relação das entidades beneficiárias e seus respectivos endereços para entrega e demandas de gêneros alimentícios encontra-se no site do programa. A relação e os preços dos 75 gêneros alimentícios que serão adquiridos foram organizados em 11 grupos (frutas, hortaliças, legumes, temperos, panificados, ovos, arroz, feijão, sucos, farinhas e complementos) e por periodicidade de entrega (semanal ou mensal).

De acordo com o edital, o valor máximo a ser contratado por agricultor filiado às associações e cooperativas é de R$ 40 mil por ano fiscal.

PRAZOS – A organização da agricultura familiar interessada em participar da Chamada Pública precisa, inicialmente, ter cadastro no Sistema Eletrônico do Compra Direta Paraná, com elaboração do pré-projeto de venda. Os pré-projetos serão analisados dentro dos critérios de pontuação estabelecidos no edital.

Quando a análise encerrar, será aberto o período de dois dias para recursos tanto em relação à decisão pela não classificação quanto em relação à ordem das organizações fornecedoras. Os recursos devem ser registrados no próprio sistema eletrônico. Depois será publicada a relação das habilitadas, que terão prazo de cinco dias úteis para eventual regularização de documentos. Passado esse período, será publicada a habilitação final, com prazo de dois dias para recursos.

Assim que forem respondidos, a coordenação do programa fará a adequação dos projetos de venda, caso a somatória dos gêneros alimentícios ultrapasse o valor total dos recursos financeiros reservados. Feito isso, haverá a homologação do resultado e convocação das organizações para assinatura de contrato, que deve ocorrer no prazo máximo de cinco dias.

O pagamento às associações e cooperativas que fornecerem os alimentos será feito após a comprovação, por parte da instituição beneficiária, de que foi entregue no tipo e qualidade especificados no edital.

BALANÇO – Na primeira edição do programa, em 2020, quando tinha caráter emergencial, foram contratados R$ 19,8 milhões para fornecimento de 3.661.124 quilos de alimentos. Aproximadamente 12 mil agricultores vinculados a 147 cooperativas ou associações de pequenos produtores participaram. Eles forneceram gêneros alimentícios a 907 entidades, com estimativa de atendimento a cerca de 310 mil pessoas.

No ano passado, o Compra Direta Paraná se tornou política pública de Estado. Foram contratados R$ 25 milhões para fornecimento de 3.751.929 quilos de alimentos. Aproximadamente 17,9 mil agricultores vinculados a 147 cooperativas ou associações da agricultura familiar foram responsáveis pela produção que atendeu 1.070 entidades socioassistenciais. A estimativa é que 250 mil pessoas tenham sido atendidas.

CONTATOS – Em caso de dúvidas ou dificuldade de acesso ao Sistema GMS, podem ser solicitados esclarecimentos pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelos telefones (41) 3313-6410, 3313-6411, 3313-6412 ou 3313-6433.

Em caso de dúvidas ou dificuldades na elaboração de propostas pelo sistema eletrônico do Programa Compra Direta Paraná, podem ser solicitados esclarecimentos pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelos telefones (41) 3313-4701 (Angelita), (41) 3313-4707 (Lucas) ou (41) 99867-2327 (WhatsApp Angelita).

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
 IDR-Paraná incentiva pesquisas sobre agricultura sustentável e proteção ambiental

Sustentabilidade é um dos temas dessa geração e tarefa urgente para diversos segmentos da sociedade. Na agropecuária o tema é recorrente e tem mobilizado esforços do Governo do Estado, produtores, lideranças e profissionais do setor.

Os profissionais do IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar-Emater), que atuam em campo ao lado dos agricultores, têm trabalhado em diversas frentes para manter a produtividade do meio rural utilizando os recursos naturais de maneira responsável.

O IDR, através do trabalho de pesquisadores e extensionistas, tem tecnologias que são capazes de reduzir o uso de agrotóxicos, contribuir para a conservação dos recursos hídricos, manter ou melhorar a fertilidade do solo e ainda mitigar os efeitos da erosão no meio rural. Ações como essas apontam para uma convivência muito mais equilibrada entre o produtor rural e o meio ambiente.

Entre as grandes áreas estão Agroecologia (estudo da agricultura desde uma perspectiva ecológica), Sistema de Plantio Direto de Hortaliças (SPDH), a produção sustentável de grãos com o Manejo Integrado de Pragas e Doenças da soja (MIP/MID), o sistema de plantio direto na palha, a Integração Lavoura-Pecuária-Florestas (ILPF) e o turismo rural.

De acordo com Richard Golba, coordenador estadual de Sustentabilidade Ambiental do IDR-Paraná, o ser humano sempre fez uso dos recursos naturais, mas a necessidade de rever essa relação aumentou nas últimas décadas. A demanda por minérios e energia também preocupa setores ligados ao meio ambiente. “Na agricultura conseguimos aumentar a produção nos últimos anos, mas ainda não alcançamos a plenitude de sustentabilidade ambiental desejada. Temos muitos desafios a serem superados e estamos conquistando novos e melhores cenários com ações concretas nos municípios paranaenses”, afirmou.

Golba destaca que o IDR-Paraná uniu extensão rural e pesquisa, disponibilizando amplo acervo de conhecimento ao produtor. “Buscamos qualificar e fortalecer nosso trabalho para que extensionistas e pesquisadores deem o suporte necessário ao produtor. Trabalhamos para corrigir as inconformidades do modelo de produção que existia no passado em relação ao modelo que o mundo exige hoje em dia”, ressaltou.

Para ele, modernizar a agropecuária significa mudar a atitude, o que depende também do envolvimento dos agricultores. "A tecnologia não se restringe a investimentos em máquinas e insumos, mas ela entra na diminuição do impacto ambiental. Temos que trabalhar à luz da ciência para dar soluções seguras ao produtor, garantindo a sua produtividade e a preservação das condições do ambiente para isso", observou. "Tecnologias como o Plantio Direto de Hortaliças e o Monitoramento Integrado de Pragas e Doenças diminuem a emissão dos gases causadores do efeito estufa".

Para Golba, também é preciso considerar o contexto de pressão do mercado. “De maneira errônea, muitos produtores estão suprimindo passos de um plantio direto mais eficiente. Muitos produtores acreditavam que o plantio direto resolveria os problemas de solo. Porém, o que temos visto é erosão e perda de água nas propriedades", disse. "Ao seguir esse modelo, muitos produtores deixam de fazer a rotação de culturas, prática que propicia a cobertura do solo e a melhoria do ambiente, contribuindo para a construção da fertilidade do solo".

Uma pesquisa recente, conduzida pelo pesquisador Tiago Telles, do IDR-Paraná, mostrou que o custo da erosão do solo é da ordem de R$ 2,1 bilhões/ano no Brasil. “As plantas vivas recomendadas pelo IDR melhoram a infiltração da água no solo, aumentando o volume de água nos lençóis freáticos, e ajudam ainda a resistência das lavouras a períodos de estiagem e a manutenção das nascentes. Precisamos olhar para o solo com mais cuidado”, explicou.

O IDR-Paraná vem executando um programa de grande importância para a sustentabilidade agropecuária do Estado, o Prosolo-Paraná. A iniciativa envolve diversas instituições: Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Federação da Agricultura do Paraná, Sistema Ocepar, Itaipu Binacional, Sanepar, Copel e Federação dos Trabalhadores da Agricultura. Em agosto sete seminários em todo o Estado vão aumentar a divulgação do projeto.

COOPERATIVISMO – Outra importante ação de sustentabilidade de participar ativamente de alguma associação ou cooperativa. "É o caminho mais seguro para o agricultor trilhar rumo a uma agricultura mais sustentável. Na medida em que soma forças, o produtor compartilha problemas e soluções para questões de mercado, acesso a insumos e ao conhecimento que pode ser aplicado na sua propriedade", aconselhou Golba.

Ele acrescenta que o agricultor deve analisar onde está, do ponto de vista ambiental, e reconhecer os objetivos que ainda precisa alcançar. E, além disso, se o projeto requerer financiamento, contar com apoio do Estado por meio de programas como o Banco do Agricultor.

"Basta buscar os escritórios do IDR-Paraná, as cooperativas e empresas de planejamento agropecuário para discutir o assunto. Sustentabilidade é uma questão econômica e humanitária. Nosso esforço é unir a pesquisa e a extensão, chegando mais facilmente numa agricultura mais verde", disse Golba.

 

 

 

 

Por - AEN

Hashtag:
feed-image
SICREDI 02