Cinco cidades do Paraná estão no top 10 da geração de empregos com as Agências do Trabalhador

De janeiro a abril de 2022, cinco cidades do Paraná se destacaram no ranking nacional das Agências do Trabalhador que mais colocaram trabalhadores em empregos formais através da intermediação de mão de obra, ocupando um terço do top 100 e metade do top 10.

Os dados são do Ministério do Trabalho e Previdência, filtrados pela Secretaria de Justiça, Família e Trabalho.

Nas primeiras colocações aparecem Cascavel (5º lugar, com 1.598 trabalhadores efetivados), Curitiba (6º com 1.561), Foz do Iguaçu (7º com 1.381), Ponta Grossa (8º com 1.227) e Francisco Beltrão (9º com 1.220). Cidades do Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Ceará então na frente.

Nas primeiras 50 colocações também despontam cidades paranaenses do Oeste, como Toledo, em 12º, Medianeira, em 18º, Marechal Cândido Rondon, em 21º, e Assis Chateaubriand, em 30º, e, englobando todas as regiões, ainda estão Cianorte, na 13ª colocação, Umuarama, na 16ª, Pato Branco, na 19ª, Rolândia, na 20º, além de Campo Largo (41º), São José dos Pinhais (43º) e Pinhais (49º), todas na Região Metropolitana de Curitiba.

Nesse período, a rede Sine (Sistema Nacional de Emprego) do Paraná se destacou como a que mais intermediou mão-de-obra no Brasil, com 38.369 trabalhadores colocados em empregos formais, mais que o dobro do segundo colocado no ranking nacional, o Ceará.

“Isso é resultado da parceria entre o Governo do Estado e as prefeituras, que administram conjuntamente com a Sejuf as 216 Agências do Trabalhador e realizam esse diálogo com setor produtivo para captação de vagas de emprego”, destacou o secretário da Justiça, Família e Trabalho, Rogério Carboni. “O Paraná lidera as ações de geração de empregos desde o início de 2022, estamos com um saldo positivo de 61 mil empregos formais”.

Leonaldo Paranhos, prefeito de Cascavel, comemorou a parceria. “A nossa Agência do Trabalhador tem uma equipe muito dinâmica. A gente faz, inclusive, a busca ativa do emprego, levando as oportunidades para o varal do emprego nos nossos bairros, nos terminais de ônibus, encontrando a oferta e a necessidade de emprego, além da prefeitura fazer os cursos profissionalizantes, treinando e capacitando a nossa população”, afirmou. Ele também ressaltou o primeiro lugar da cidade no ranking estadual do Caged em maio.

O vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, também ressaltou os bons indicadores da Capital. “Curitiba aparece entre as que mais geraram emprego e isso é fundamental, principalmente na retomada econômica. Eu agradeço o Estado. Os mutirões de empregos pela cidade têm proporcionado oportunidades de vagas de emprego”, afirmou.

O vice-prefeito lembrou do papel dos programas de qualificação profissional do Governo do Estado em parceria com as prefeituras, como as Carretas do Conhecimento. “A gente precisa ajudar na questão social. As pessoas a se prepararem para conseguirem boas vagas de emprego e a partir disso começam a ter o subsídio da sua família”, completou.

O bom posicionamento de Foz de Iguaçu neste ranking, segundo o prefeito Chico Brasileiro, se deve a estas parcerias. "Temos trabalhado com o Estado, instituições como o Sebrae e o setor produtivo. Em Foz, temos programas, projetos e ações focados na criação de empregos e geração de renda. O resultado é o retorno do turismo com um movimento forte, o que proporciona a abertura de mais postos de trabalho”, disse.

 

 

 

 

 

 

 

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 Com chuvas intensas no Paraná, Saúde alerta para riscos de leptospirose

A Secretaria de Estado da Saúde alerta para o risco de aumento de casos de leptospirose no Paraná, principalmente em áreas litorâneas, urbanas e rurais. A sinalização acontece com o aumento das chuvas em algumas áreas.

A doença, causada pela bactéria leptospira, é comumente encontrada na urina de ratos. Com as chuvas, podem se misturar a água de valetas, lagoas, lamas e até mesmo nos locais com formação de córregos. A penetração da bactéria ocorre pela pele, em pequenos ferimentos ou lesões, ou pela exposição por longos períodos.

Após a infecção, a doença pode ser identificada com a realização de exames laboratoriais, o que deve ocorrer uma semana após o aparecimento dos sintomas. Embora a grande maioria dos casos não apresentem complicações, a doença pode levar à morte se não for tratada de modo correto e precocemente.

Os sintomas da doença são febre alta, mal-estar, dores de cabeça constantes e intensas, dores pelo corpo, principalmente na panturrilha, cansaço e calafrios. Dores abdominais, náuseas, vômitos, diarreia e desidratação também são sintomas frequentes.

De 2015 a 2022, o Paraná registrou 2.369 casos de leptospirose. “A prevenção para a doença acontece desde o cuidado ambiental até evitar acúmulo de água ou o contato com água ou lama em locais sem a devida higiene”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

Cuidados importantes antes e depois das chuvas:

Não jogar lixo ou objetos nos rios e bueiros, o que represa as águas;

Guardar os alimentos em lugares secos e dentro de recipientes fechados;

Não usar água de poço ou reservatório inundado antes da desinfecção;

Lavar e desinfetar utensílios e a caixa de água;

Filtrar e ferver por 15 minutos a água para consumo ou usar hipoclorito de sódio a 2,5% (água sanitária), na seguinte medida: duas gotas para cada litro de água e esperar no mínimo 15 minutos antes de consumir;

Não brincar ou nadar em lagos, cavas e córregos nem nas águas de enchente;

Evitar contato com água e lama, usando sempre botas e luvas de borracha, ou sacos plásticos amarrados nos pés e nos braços;

Inutilizar alimentos naturais ou preparados, assim como medicamentos, que entraram em contato com a água de enchente;

Manter os quintais, terrenos baldios públicos ou privados, sempre limpos, evitando acumular entulhos que favoreçam o esconderijo de ratos.

 

 

 

 

 

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 Copel implementa sistema pioneiro de operação remota em todas as subestações

A Copel concluiu mais uma etapa do projeto que está modernizando o gerenciamento das redes de distribuição em todo o Paraná.

A partir de agora, todas as 454 subestações da companhia que operam em 34,5 kV (quilovolts), 69 kV e 138kV serão controladas remotamente, em Curitiba, pelo Sistema Avançado de Gestão de Distribuição (ADMS, na sigla em inglês). Este sistema moderniza a operação remota das subestações, facilita o serviço dos operadores e permite que, em caso de desligamento, a energia seja restabelecida com muito mais rapidez.

A tecnologia substitui os antigos sistemas de gerenciamento XA21 e SASE, este concebido e desenvolvido na própria companhia há mais de 20 anos. “As ferramentas antigas desempenharam um papel fundamental, mas apresentavam determinadas limitações para a operação do sistema. Por isso fomos em busca de uma solução de mercado, que coloca a Copel na vanguarda da automação dos sistemas de gerenciamento da rede de distribuição”, explica o gerente do departamento de Projetos Especiais da Distribuição, Paulo Bubniak.  

O sistema ainda é inédito no setor elétrico no País e a Copel é uma das três empresas brasileiras que está implementando a tecnologia. Os benefícios já estão sendo percebidos.

“O novo sistema ADMS proporciona maior flexibilidade operacional para a equipe do Centro Integrado da Distribuição (CI-DIS), uma vez que agora qualquer mesa de operação pode atuar em todas as subestações, o que antes não era possível. Isso significa que podemos operar as subestações com mais eficiência e agilidade, o que se traduz em maior confiabilidade do fornecimento de energia aos clientes”, acrescenta Bubniak. 

O ADMS é uma tecnologia de ponta que ajuda na supervisão e no controle – em tempo real – de subestações de distribuição de energia elétrica em diversas regiões. Diferente do antigo sistema, que possuía apenas um módulo de supervisão e controle, esse novo sistema integra quatro módulos: SCADA (supervisão e controle), OMS (gerenciamento de interrupções e restabelecimento de energia), DMS (otimização da rede de distribuição) e EMS (otimização da subtransmissão). O primeiro módulo foi concluído e os demais devem ser implementados nos próximos meses.  

Além de unificar toda a operação em um único ambiente, o ADMS automatiza operações que antes eram feitas manualmente. Por isso, é esperado que o fornecimento de energia se torne mais eficiente.

PRÓXIMAS ETAPAS – Concluída a implementação do sistema em todas as subestações de distribuição, agora as equipes do projeto vão se concentrar em novas frentes. Primeiro o ADMS será estendido a outros equipamentos da rede elétrica utilizados para restabelecer a energia em caso de desligamento. Com isso, haverá uma maior integração entre as redes, linhas, subestações e outras estruturas. 

Em um segundo momento, as manobras da operação serão automatizadas. Quando isso ocorrer, a rede de distribuição terá capacidade para identificar problemas, acionar respostas e restabelecer a energia sem que precise de um comando humano.  

Além de automatizar a operação da rede, ele também vai aprimorar a segurança cibernética na distribuição. “Trata-se de uma tecnologia moderna, que trabalha com um servidor mais robusto, o que aumenta a segurança do funcionamento da rede”, acrescenta Bubniak.

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Paraná inicia atividades para atualização da lista estadual de espécies ameaçadas de extinção

O Paraná, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) e o Instituto Água e Terra (IAT), iniciou as atividades para a atualização e revisão da Lista Estadual de Espécies de Fauna Silvestre Ameaçadas de Extinção.

A ação está prevista no Plano de Ação Territorial (PAT) Caminho das Tropas Paraná-São Paulo, trecho que vai da região dos Campos Gerais e Campos de Guarapuava, no Paraná, até o Estado de São Paulo, passando por Itararé.

O PAT é coordenado pela Sedest e pela Secretaria de Meio Ambiente e Infraestrutura de São Paulo (Sima). O plano é apoiado no âmbito do Projeto “GEF Pró-Espécies: Estratégia Nacional para a Conservação de Espécies Ameaçadas do Ministério do Meio Ambiente”. Os trabalhos serão realizados ao longo de um ano, com previsão de entrega em julho de 2023.

A instituição que vai executar a revisão e atualização da Lista no Paraná é o Mater Natura – Instituto de Estudos Ambientais, selecionada por meio de uma carta convite publicada pela WWF-Brasil, agência executora do Projeto Pró-Espécies.

Segundo o biólogo e pesquisador do Mater Natura, Peterson Trevisan Leivas, o trabalho vai trazer um ganho para a conservação do Estado como um todo e também contribuir para avaliação de risco de espécies ameaçadas em todo o País.

“O estudo vai deixar claro para nós quais são as espécies que merecem atenção e esforços para sua preservação e os ambientes em que as espécies ocorrem. Esse documento também vai dar subsídio à tomada de ações referentes a territórios, como, por exemplo, a criação de unidades de conservação”, disse.

A gerente de Biodiversidade do IAT, Patrícia Calderari, ressalta a necessidade de revisar e atualizar a lista, pois ela está defasada. “Após a última lista publicada, tivemos novos conhecimentos adquiridos, além da ocorrência de outros vetores de pressão. É importante compilar informações das espécies de fauna que ocorrem no Estado do Paraná para subsidiar a avaliação do status de ameaça da fauna estadual”, afirmou.

“A recomendação é que as listas de espécies ameaçadas sejam documentos dinâmicos, revisados a cada cinco anos. Esta é uma grande oportunidade para atualizar os dados das espécies da nossa fauna”, destacou a bióloga e coordenadora de Recursos Naturais e Educação Ambiental da Sedest, Fernanda Braga.

As listas de espécies ameaçadas são consideradas instrumentos de política pública, capazes de subsidiar estratégias de recuperação de espécies e seus habitats, na definição de novas Unidades de Conservação e nos programas de pesquisa e educação ambiental. Também são fundamentais nas análises de impactos ambientais, avaliação de condicionantes e medidas compensatórias em processos de licenciamento.

LISTA – O Paraná foi precursor na elaboração das Listas de Espécies Ameaçadas Estaduais e do Livro Vermelho da Fauna Constituída, em 1995, instrumento fundamental na popularização e divulgação das espécies ameaçadas, sendo o primeiro do País a criar uma lista regional.

Em 2004, a lista teve sua primeira atualização e ampliação, havendo em 2010 a revisão de mamíferos ameaçados de extinção e, em 2018, a revisão da lista de aves. O trabalho a ser desenvolvido ao longo deste ano visa a revisão e atualização da lista no Paraná com a inclusão de novos grupos de invertebrados.

O Projeto Pró-Espécies é financiado pelo Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF, da sigla em inglês para Global Environment Facility Trust Fund), coordenado pelo Departamento de Espécies (Desp/MMA) e implementado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), sendo o WWF-Brasil a agência executora.

PAT – A revisão e atualização da lista é uma das 70 ações que constituem o Plano de Ação Territorial Caminho das Tropas Paraná-São Paulo. Essa foi uma antiga via terrestre de ligação do Rio Grande do Sul com a Capitania de São Paulo durante o período do Brasil Colônia. A partir das décadas de 1910 e 1920 houve a construção de rodovias neste trecho.

 

 

 

 

 

 

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 Estado lança Napi Emergência Climática para avaliar impacto do clima na população do Paraná

A Fundação Araucária e a Superintendência Geral da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) lançaram nesta semana o Napi Emergência Climática, em evento online

A iniciativa tem como propósito avaliar como as mudanças climáticas afetarão a população do  Paraná, por meio de uma investigação abrangente sobre componentes ambientais, econômicos e sociais. Também vai fornecer ao Governo informações científicas que subsidiem a tomada de decisão racional para o enfrentamento da crise climática. A cerimônia contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas.

“O Napi Emergência Climática surgiu de uma solicitação da própria comunidade científica, que é extremamente importante para nos direcionar sobre as principais necessidades e onde aplicar de forma adequada e efetiva os recursos públicos”, disse o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.

Os estudos e projetos terão como objetivo principal a quantificação dos impactos e a redução dos riscos às bases ecológicas da vida, e também com relação às atividades econômicas e sociais em face da diferenciada vulnerabilidade socioambiental e da necessária prevenção aos impactos das mudanças climáticas globais.

“Esse Napi  vai desenvolver estudos e projetos de tecnologia e inovação visando avaliar o impacto das mudanças climáticas no Paraná e promover a mitigação da emissão de gases e aerossóis atrelados ao efeito estufa provenientes de atividades urbano-industriais e agropecuárias”, disse o professor Francisco de Assis Mendonça, da UFPR e coordenador do Napi.

Segundo o diretor científico, tecnológico e de inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, essa ação prioriza ainda o desenvolvimento de um ambiente de inovação nacional e internacionalmente reconhecido como um dos melhores para a criação de riqueza e bem-estar na América Latina. “Possui potencial relevante para aumento de competitividade do Estado, em particular associado aos requisitos de desenvolvimento sustentável mantido por vários parceiros comerciais, ampliando as chances de geração de riqueza e qualidade de vida”.

O trabalho proposto apresentará, ainda, medidas de mitigação e adaptação às mudanças climáticas com base em Soluções Baseadas na Natureza (SbN), oriundas de importante rede de competências e institucional propiciada pelo Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação do Paraná. Há igualmente potencial importante para geração de conhecimento útil para a formulação de políticas públicas inéditas para o Paraná.

De acordo com o coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos Aurélio Pelegrina, este é o segundo Napi que possui mais integrantes, tem uma política extremamente importante, pois além de promover a especialização inteligente também fornece atenção à espacialização, por contar com pesquisadores  especialistas no assunto espalhados por todo o Estado. “As nossas universidades já desenvolvem um amplo trabalho envolvendo emergências climáticas e esse Napi vem coroar todo esse estudo”,  destacou.

 

 

 

 

 

 

 

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 Carros entregues pelo Estado já reforçam atendimentos de saúde em todo o Paraná

Uma vez por semana a equipe multidisciplinar da Unidade Básica de Saúde (UBS) João Hamilton Belo, em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, visita 15 pacientes nos lares da cidade que necessitam de atendimento médico, onde moram pessoas que, por dificuldades diversas, não conseguem se deslocar até aos hospitais ou UBS.

É parte da Estratégia da Saúde da Família (ESF), um dos caminhos para uma estreita relação entre paciente e equipes médicas.

Evandir Simão de Deus, de 69 anos, que tem esquizofrenia e epilepsia, é um deles. Ele recebe atendimento domiciliar. “A equipe que vem até a minha casa é o braço direito da gente. Preciso do trabalho deles para que meu irmão seja tratado. Tiro minhas dúvidas e a qualidade de vida dele é bem melhor, pois, como é acamado, eu não conseguiria levá-lo para os atendimentos necessários”, disse Ângela Simão de Deus, irmã de Evandir.

A equipe é formada por um médico, um profissional de enfermagem e um agente comunitário. Essa é a chamada porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS), considerada uma estratégia para a organização e o fortalecimento da Atenção Básica de Saúde (APS). 

As visitas são feitas mensalmente e caso haja necessidade é feito encaminhamento de um especialista para se juntar à equipe. Essa proposta visa a compreensão do contexto familiar, no ambiente em que o paciente vive, em sua comunidade. “As visitas me deixam mais tranquila e quando tenho alguma dúvida ou surge alguma coisa diferente eu vou até à UBS física para falar diretamente com o médico”, acrescentou Ângela.

Anderson Peruzzo, de 32 anos, que sofre de sequelas de um acidente traumático, é outro paciente atendido pela equipe de Campina Grande do Sul. “Não temos como locomover o meu filho, pois é difícil. Os médicos ajudam, vêm até aqui, consultam e acompanham a evolução dele. Precisando, eles sempre atendem meu filho”, disse Antônio, pai do paciente.

Segundo a médica Viviane Helena Raimundo, que atende os dois pacientes, esse trabalho é fundamental para amparar os doentes. "Fazemos essas visitas semanalmente, com o acompanhamento das doenças crônicas, e quando necessário chamamos um médico especialista e fazemos o encaminhamento. Se esses pacientes não tivessem atendimento domiciliar seria bem mais difícil para eles terem o acompanhamento na Unidade de Saúde, pois são acamados. Essa logística é simplificada com a nossa visita", afirmou.

De janeiro até abril já foram atendidas 8.005 famílias em suas casas, segundo levantamento da Secretaria de Saúde. No ano passado foram 23.509 atendimentos domiciliares, de acordo com o Sistema de Informação da Atenção Básica (Sisab).

Com o cenário pós-pandemia, estima-se que 1/3 de toda população em cada cidade paranaense será atendida somente com estes profissionais. Além dos pacientes acamados, a equipe multiprofissional também atende pessoas para verificação do diabetes, hipertensão, colocando em dia as orientações sobre saúde, a carteira de vacinação, e acompanhando, ainda, questões de saúde mental.

Ou seja, o atendimento domiciliar das equipes de saúde vem ganhando cada vez mais importância. Essa é uma das prerrogativas implantadas pelo Governo do Estado para o fortalecimento da regionalização, com o objetivo de diminuir distâncias, assegurando uma ampla rede assistencial.

CHEGAR MAIS LONGE – E chegar a esses locais, muitas vezes de difícil acesso, ficou mais fácil a partir deste ano. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (Sesa), investiu mais de R$ 51,2 milhões com a compra de 1.485 carros para esta finalidade, doados de maneira definitiva aos 399 municípios. Com este reforço na frota, as equipes municipais podem ampliar o número de atendimentos domiciliares. A divisão dos carros foi feita de acordo com o número de equipes da Saúde da Família em cada cidade.

Foi maior renovação da frota da Saúde no Paraná. Essa é uma política que tem caráter permanente, requerendo, de tempos em tempos, renovação tecnológica e de logística. Os carros 0 km são modelo Gol, da Volkswagen, e têm motor 1.0, ar-condicionado, direção hidráulica e quatro portas. Só para o município de Campina Grande do Sul foram destinados quatro automóveis, num investimento de R$ 138 mil.

“Descentralizar o serviço de saúde e levar o atendimento até quem mais precisa, não deixando ninguém desassistido, são as prioridades do Estado. O investimento feito dá maior mobilidade para os profissionais de Saúde e assim podem cumprir a agenda das consultas”, disse o secretário de Saúde, César Neves. “Se cada um destes carros fizer cinco visitas domiciliares diárias, serão milhares em todos os municípios todos os dias. Durante a pandemia tivemos de restringir algumas visitas, mas agora estamos com nossas equipes dando suporte físico e psicológico".

Outro exemplos está em Rio Negro, também na Região Metropolitana de Curitiba, que também recebeu investimento de R$ 138 mil. "Recebemos quatro veículos, um destinado ao distrito de Lageado dos Vieiras e arredores, com uma população de 3,5 mil habitantes, e os outros três para as três unidades (bairros Alto Novo, Vila Militar e Bossi) que atendem uma população de 15 mil habitantes", completou Simone Angélica Gondro, secretária municipal de Saúde. "Eles estão em uso desde a primeira semana que chegaram ao município e estamos bem felizes com o investimento".

 

 

 

 

 

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