Desde 2019, mais de 15 mil adolescentes já foram beneficiados pelo Jovem Aprendiz

O Paraná vem se destacando mês a mês na geração de emprego e várias iniciativas lideradas pelo Governo do Estado estão viabilizando a abertura de postos de trabalho em todas as regiões. De janeiro a abril de 2022, cinco cidades paranaenses ficaram entre as 10 que mais colocaram trabalhadores em empregos formais através da intermediação de mão de obra via Agências do Trabalhador.

Nesse período, a rede Sine (Sistema Nacional de Emprego) do Paraná se destacou como a que mais intermediou mão de obra no Brasil, com 38.369 trabalhadores colocados em empregos formais, mais que o dobro do segundo colocado no ranking nacional, o Ceará.

Na área do primeiro emprego, o programa Jovem Aprendiz tem sido um diferencial na abertura do mercado de trabalho para adolescentes e jovens. Mais de 15 mil já foram beneficiados desde 2019.

Trata-se de um programa técnico-profissional gerenciado pela Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho que prevê a execução de atividades teóricas e práticas, sob a orientação de entidades qualificadas em formação técnico-profissional.

Podem participar jovens entre 14 e 24 anos que estejam matriculados e frequentando a escola. Em caso de o aprendiz ser pessoa com deficiência (PCD), não há limite máximo de idade para a contratação.

“O Paraná é um Estado que dá prioridade absoluta às crianças, adolescentes e jovens e isso vai desde a garantia e proteção de direitos até a educação e qualificação”, destaca o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Com o Jovem Aprendiz, são abertas oportunidades para que nossa juventude aprenda um ofício na prática, ganhe experiência e, com isso, tenha mais chances no mercado”.

Em 2019, o programa Jovem Aprendiz atendeu 4.564 pessoas. No ano seguinte, início da pandemia do coronavírus, o número ficou em 3.341 e, em 2021, com a retomada econômica, sobretudo no segundo semestre, chegou a 5.172. Neste ano, entre janeiro e abril, foram beneficiados 2.111.

“A inclusão do adolescente e do jovem no mercado de trabalho é uma prioridade do Governo, que vê nessa iniciativa uma forma de dar dignidade para essa população, além de um salário que pode ser muito importante para complementar a renda da família neste momento de instabilidade econômica do pós-pandemia”, afirmou Rogério Carboni, secretário de Estado da Justiça, Família e Trabalho.

COMO FUNCIONA – Para participar, o jovem ou adolescente deve ir a uma Agência do Trabalhador e fazer a sua inscrição no Programa Jovem Aprendiz. Já os empregadores devem abrir a vaga para o programa diretamente na Agência do Trabalhador. Ele é responsável pela matrícula do aprendiz no curso de aprendizagem e deve se comprometer a assegurar ao contratado a inscrição em programa de aprendizagem, com formação técnico profissional.

As Leis nº 10.097/00 e nº 11.180/05 determinam que empresas de médio e grande porte contratem como aprendizes entre 5% e 15% do total de trabalhadores efetivos. Os aprendizes devem ser matriculados nos serviços nacionais de aprendizagem, em escolas técnicas ou em entidades sem fins lucrativos voltadas à educação profissional. A contratação de aprendizes pelas microempresas e empresas de pequeno porte é facultativa.

 

 

 

 

 

 

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 Programa do Estado já viabilizou 2 mil projetos sustentáveis de energia fotovoltaica e biogás

Os custos com energia elétrica representam grande parte das despesas da atividade agropecuária.

Para incentivar a busca de alternativas para os produtores, o IDR-Paraná (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná-Iapar-Emater), o Banco do Brasil e o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) vão realizar a Semana das Energias Renováveis, de 20 a 24 deste mês.

O objetivo é sensibilizar e mobilizar produtores rurais, agroindústrias, empresas integradoras e cooperativas agropecuárias a aderirem ao RenovaPR, programa do Governo do Estado que facilita a instalação de sistemas de energia fotovoltaica e biogás/biometano. Em todo Estado serão realizadas diversas atividades para incentivar a implantação de sistemas próprios de geração de energia. Os casos bem sucedidos são inúmeros e servem de exemplo para quem está preocupado com a conta de energia elétrica.

Até a última quinta-feira (09) o RenovaPR somava 2.153 projetos acatados pelo IDR-Paraná, totalizando um investimento de R$ 414.350.460,70. O número de projetos nos bancos é de 1.036 ou R$ 178.576.213,65. O Governo do Estado já cadastrou 462 empresas prestadoras de serviços para energia solar e 16 para biogás e biometano.

Alexandre Campiolo Lembi é um dos beneficiados. Ele lida com avicultura de corte em Astorga. Na propriedade dele são criadas, anualmente, 85 mil aves que abastecem frigoríficos da região. Os frangos precisam de alimentação, água e um ambiente adequado para se desenvolverem e a energia elétrica movimenta o negócio.

Até novembro do ano passado Lembi tinha uma despesa mensal de R$ 9.500,00. Porém, há alguns meses o avicultor viu esse custo cair para algo em torno de R$ 70 por mês. O segredo foi instalar painéis de energia fotovoltaica na propriedade.

A tecnologia chegou aos aviários depois que o produtor conheceu o programa RenovaPR. O resultado foi tão positivo que Lembi já pensa em ampliar a criação de aves e instalar mais painéis na propriedade.

"O RenovaPR foi decisivo para eu fazer essa mudança para a energia fotovoltaica. Eu já vinha acompanhando as informações sobre essa tecnologia, mas os juros para financiar o equipamento não eram muito atrativos. Ficava inviável levar o projeto adiante. Com o RenovaPR ficou bem possível encarar o investimento. É um valor de parcela (do financiamento) que cabe no bolso", relata.

O projeto no sítio do avicultor custou R$ 340.000 e vai gerar 13.000 Kwh, o suficiente para atender a demanda no momento que é de 10.541 Kwh. O produtor acredita que a dívida com o financiamento seja liquidada em quatro anos. Durante os sete meses de funcionamento do sistema, Lembi já economizou R$ 55.000 com energia elétrica.

PROGRAMA – O RenovaPR está aberto aos produtores interessados tanto na instalação de unidades solar fotovoltaicas quanto de biodigestores, que transformam a biomassa em energia. Para dar andamento ao projeto, o produtor precisa buscar informação nos escritórios do IDR-Paraná. Caso pretenda aproveitar os benefícios do Banco do Agricultor Paranaense, ele deve procurar também o agente financeiro credenciado a esse programa.

O Banco do Agricultor prevê que, em projetos contratados até 31 de dezembro de 2022, o Estado assume integralmente o pagamento das taxas de juros. São passíveis do benefício valores financiados de até R$ 500 mil para energia solar fotovoltaica e de até R$ 1,5 milhão em biodigestor.

Nesse processo, a Fomento Paraná, responsável pela gestão administrativa e financeira do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), tem papel fundamental como garantidor da compensação assumida pelo Estado.

SUSTENTÁVEIS – As energias sustentáveis estão sendo vistas como vantajosas mesmo para quem não recorreu ao RenovaPR. É o caso de Valdir Rossetto, de Toledo. "A previsão de escassez hídrica continua, o que deve manter a alta das tarifas. Por isso busquei alternativas", informa.

Em uma das propriedades, onde Rossetto explora a suinocultura, ele instalou um sistema de biogás, aproveitando o esterco dos animais. O produtor informou que toda a energia usada na criação dos suínos vem desta fonte e um excedente é vendido, mediante a portabilidade da energia gerada. Para movimentar uma agroindústria que produz derivados de leite (manteiga, doce de leite e nata), em uma outra propriedade Rossetto optou pela instalação de uma usina fotovoltaica. Ele afirmou que financiou as instalações com recursos de um banco privado.

"Para mim compensou. Apesar dos juros elevados (6% mais Selic) o valor pago no financiamento é o mesmo da conta de luz. A usina fotovoltaica custou R$ 296 mil, mas hoje estaria custando uns R$ 500 mil. Estou antecipando o pagamento das parcelas do financiamento e o investimento deve ser pago em sete anos", observa.

VIABILIDADE – Como os incentivos de Juro Zero para as linhas do Plano Safra propiciados pelo Banco do Agricultor Paranaense para o RenovaPR vão apenas até 31 de dezembro deste ano, é importante que os produtores façam o seu projeto o quanto antes. Os técnicos lembram, ainda, que também neste ano termina a vigência da Tarifa Rural Noturna, que dá descontos aos produtores. Por isso será necessário implantar sistemas de geração própria de energia para quem deseja se manter competitivo no mercado.

O coordenador estadual do RenovaPr, Herlon Goelzer de Almeida, alerta que os produtores interessados devem buscar informações sobre crédito rural junto ao IDR-Paraná e agentes financeiros com suas faturas de energia em mãos. A partir dessa procura será dimensionado o volume necessário de crédito rural no Paraná para o total atendimento da demanda de projetos, evitando a falta de recursos a juros controlados nos bancos.

Almeida acrescenta que, em geral, o tempo de retorno sobre o capital investido em energia solar é de 42 meses. Já para o Biogás de 6 a 12 meses para a geração térmica, substituindo lenha e GLP. Ele lembra ainda que, como as linhas de crédito rural são de 60 a 120 meses, com média de 72 meses, o retorno sobre o capital investido é conseguido muito antes do vencimento dos prazos dos financiamentos.

 

 

 

 

 

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 Aplicativo Paraná Agro facilita acesso a dados da agropecuária paranaense

O aplicativo Paraná Agro é mais uma opção oferecida pelo Sistema Estadual da Agricultura (Seagri) para facilitar o acesso de produtores e dos interessados pela agropecuária paranaense a dados e serviços oferecidos pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e suas entidades vinculadas.

A plataforma foi desenvolvida em parceria com a Celepar (Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná).

“Começamos com informações atualizadas diariamente de preços de produtos praticados nas mais diversas regiões do Estado, além de dados da produção paranaense, do Valor Bruto de Produção e dos preços de terras para cada um dos municípios”, disse a economista do Departamento de Economia Rural (Deral), Larissa Nahirny, uma das que trabalharam na concepção da ferramenta. “Aos poucos novos dados e serviços serão acrescentados possibilitando a todos uma visão mais ampla da agropecuária estadual”.

Além das informações ligadas à produção, que são sistematizadas pelos técnicos do Deral, o aplicativo oferece aos detentores de animais de produção mais uma possibilidade para fazer a atualização cadastral, que é obrigatória e deve ser concluída até o dia 30 de junho perante a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). Nesse caso, o usuário precisa ter login e senha da Central de Segurança do Estado, que darão acesso à página de atualização por meio do aplicativo.

“A modernidade está chegando com rapidez ao campo, onde dezenas de aplicativos, sistemas, serviços e equipamentos de alta tecnologia já estão sendo usados”, disse o secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “O serviço público precisa acompanhar os avanços, por isso lançamos esse aplicativo com o propósito de, futuramente, ampliarmos com informações sobre a infraestrutura de atendimento aos produtores e à comunidade rural e sobre as entregas que o Estado faz à sociedade para garantir a segurança alimentar e nutricional”, acrescentou.

Para baixar o aplicativo, basta acessar o Google Play ou a Apple Store.

 

 

 

 

 

 

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 Tecnologia e novos conteúdos tornam aulas da rede estadual muito mais interativas

Com as mudanças do Novo Ensino Médio e a implementação de novas tecnologias na escola, as salas de aula da rede estadual do Paraná estão mais dinâmicas e interativas.

Os estudantes, agora, aprendem sobre temas como cultura digital e organização das finanças — e fazem isso com o auxílio de plataformas digitais e de conteúdos multimídia, que os professores podem apresentar por meio de TV e computador, presentes em cada uma das 22,5 mil salas de aula da rede.

Os irmãos João Pedro Michalski Ribeiro, 19, e Ana Luiza Michalski Franco, 15, testemunharam essas transformações. Os dois passaram pelo Colégio Estadual Leôncio Correia, em Curitiba, mas ele terminou o ensino médio em 2021, enquanto ela ingressou em 2022, no primeiro ano.

“No meu ensino médio, a gente quase nunca podia usar o celular para fazer pesquisa no Google. O professor passava alguns vídeos, uma vez ou outra, e passava alguns slides, mas era algo muito raro mesmo”, conta João. Apesar disso, o jovem, que hoje é militar da Força Aérea Brasileira, conta que gostava de usar, por conta própria, um aplicativo para auxiliá-lo nos estudos.

Já para Ana Luiza, o cotidiano escolar conta com o uso mais frequente de ferramentas digitais. “Os professores usam a TV e o computador, e eu acho isso muito bom”, diz a estudante. “Parece que a aula flui melhor e dá para apresentar bastante coisa durante uma aula só”.

Desde 2021, a Educação Financeira passou a fazer parte da matriz curricular de todo o ensino médio da rede estadual. A partir de 2022, com o Novo Ensino Médio, a disciplina ganhou ainda mais espaço, com duas aulas semanais.

“Eu acho muito bom que tenha Educação Financeira, porque antes a gente não tinha visto nada. A gente está aprendendo a mexer no dinheiro e a pensar sobre o futuro financeiro”, diz Ana. A aluna, que diz gostar muito de fazer contas, pretende até escolher o itinerário formativo de Ciências da Natureza e Matemática no 2º ano do ensino médio.

João, que concluiu o 3º ano do ensino médio em 2021, chegou a ter aulas de Educação Financeira também. “Sem dúvida alguma, foi uma matéria que realmente abriu muito a minha mente. Ela me fez pensar diferente”, afirma. “É algo que eu gostaria de ter tido no 1º e no 2º ano do ensino médio”.

Para o jovem, a irmã está tendo uma ótima oportunidade de estudar conteúdos que contribuem tanto para a vida profissional quanto para a formação como cidadão. “O conselho que eu dou para alguém que esteja no Novo Ensino Médio é se jogar nos estudos, porque se você se dedicar agora, vai colher muitos frutos lá na frente”, diz.

Para Marcello Monteiro, diretor-geral do Colégio Estadual Leôncio Correia, as novas propostas de conteúdos e de ferramentas tecnológicas preparam o aluno para o mundo real. “Esses conteúdos, bem trabalhados, vão agregar na formação do aluno. Ter uma noção de Educação Financeira, por exemplo, é sensacional”, afirma. “No laboratório, nas aulas de Pensamento Computacional, eles têm noções de gamificação e raciocínio lógico, que são cobrados até em testes para empresas”. 

Dentro dessa proposta de preparação dos jovens em suas trajetórias acadêmicas e profissionais, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed-PR) também disponibilizou no último ano os aplicativos Inglês Paraná para mais de 400 mil estudantes e o Redação Paraná para toda a rede estadual.

NOVO ENSINO MÉDIO – A partir de 2022, teve início a implementação do Novo Ensino Médio, previsto pela Lei Federal nº 13.415/2017. O modelo propõe aumento de carga horária e uma nova organização curricular, com o objetivo de incentivar o papel protagonista dos estudantes, valorizando suas aptidões e interesses.

No Paraná, os estudantes do 1º ano passaram a ter disciplinas como Pensamento Computacional, Projeto de Vida e Educação Financeira. No 2º ano do ensino médio, eles podem escolher um itinerário formativo, para aprofundar seus conhecimentos em Linguagens e Ciências Humanas ou Matemática e Ciências da Natureza.

EDUCATRONS E INTERNET – No primeiro semestre de 2022, foram entregues kits Educatron para todos os colégios e salas de aula da rede estadual. Eles consistem em smart TV 43'', computador, webcam, microfones, teclado com mouse pad e pedestal regulável. O equipamento pode ser usado, por exemplo, para apresentação de conteúdo multimídia em sala de aula e para videochamadas com outros professores ou palestrantes. Além disso, as escolas também foram equipadas com pontos de acesso wi-fi.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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