Com 12 exemplos, Paraná é referência nacional em produtos com indicação geográfica

Com 12 dos 101 produtos brasileiros que possuem registro de Indicação Geográfica (IG), o Paraná é o terceiro estado com mais certificados no País, atrás apenas de Minas Gerais (16) e Rio Grande do Sul (13).

O reconhecimento passou a ser concedido no Brasil há duas décadas pelo Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e serve para atestar a reputação e valor diferenciado dos produtos que são caracterizados pelo seu local de origem, garantido a eles uma identidade própria e gerando efeitos positivos na economia regional.

Os 12 produtos paranaenses que obtiveram a IG até o momento são as uvas de Marialva, o barreado do Litoral, a bala de banana de Antonina, o melado de Capanema, a goiaba de Carlópolis, o queijo de Witmarsum, o café do Norte Pioneiro, o mel da região Oeste, o mel de Ortigueira, a erva-mate de São Mateus do Sul, o morango do Norte Pioneiro e os vinhos de Bituruna.

Todos apresentam uma qualidade única, fruto da combinação proporcionada pela disponibilidade de recursos naturais, como solo, vegetação e clima, e processos específicos utilizados na sua produção.

Na avaliação do secretário estadual de Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o reconhecimento significa um estímulo econômico aos municípios. “A indicação geográfica é o coroamento de um esforço de uma comunidade para distinguir o que ela tem de melhor. Quando se é diferente, o agricultor tem a possibilidade de conquistar mais valor no mercado, aumentando a sua margem de lucro”, afirma.

Além dos produtos paranaenses já certificados, outros três estão em estágio mais avançado para obterem o reconhecimento nacional: broas de centeio, do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria no Estado do Paraná; camomila desidratada, da Associação dos Produtores de Camomila de Mandirituba; e aguardente de cana e cachaça, da Associação dos Produtores de Cachaça de Morretes.

APOIO – O trabalho para obtenção dos registros é feito por associações, sindicatos ou cooperativas que representam os produtores e empreendedores regionais, que também contam, em determinados casos, com o apoio do Governo do Estado e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Uma das principais iniciativas estaduais de apoio aos produtores é o programa Vocações Regionais Sustentáveis (VRS). Sob a coordenação da Invest Paraná, ele presta assessoria técnica a produtores e empreendedores cujos produtos regionais possuem potencial de mercado. O objetivo é introduzir inovação e agregar valor às cadeias produtivas de alimentos e turismo, de forma sustentável, fortalecendo relações sociais, culturais e ambientais.

O programa é focado no engajamento da população para que a própria comunidade entenda como o produto deve ser apresentado ao mercado externo. Trata-se de uma política integrada entre diversas instituições, incluindo várias secretarias de Estado, órgãos e universidades estaduais e as comunidades envolvidas na produção.

Em agosto, a Invest Paraná e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) firmaram um acordo para expandir o programa VRS, que também passará a ser ofertado como um curso técnico dentro da rede estadual de ensino. O curso será oferecido a partir de 2024, inicialmente na região Litorânea do Estado.

ANÁLISE – A IG é um ativo de Propriedade Industrial, concedido pelo INPI, que identifica a origem de um produto ou serviço que tem certas qualidades graças à sua origem geográfica ou que tem origem em um local conhecido por aquele produto ou serviço.

O reconhecimento de Propriedade Industrial das IGs ocorre após análise do INPI quanto ao atendimento dos requisitos, como a existência de um caderno de especificações técnicas e a delimitação da área geográfica, além de se enquadrar em um dos dois tipos de certificação existentes.

O primeiro tipo e mais comum é o de Indicação de Procedência, concedido a associações regionais que se tornaram conhecidas como centros de extração, produção ou fabricação de determinado produto ou serviço. O outro, chamado de Denominação de Origem, é dado aos produtos ou serviços cujas qualidades ou características se devam exclusiva ou essencialmente ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos.

O marco legal das Indicações Geográficas no Brasil foi estabelecido pela Lei da Propriedade Industrial e pela portaria 04/2022 do INPI, que regulamentam os direitos e as obrigações sobre propriedade industrial e intelectual no Brasil e estabelecem as condições para o registro das IGs.

Baseado em estudos nacionais e internacionais, o INPI estima que, a partir do momento em que o produto recebe o selo, o seu valor tem uma elevação média que varia de 20% a 50%, explica o chefe da Divisão de Exame Técnico de Marcas e Indicações Geográficas do INPI, Pablo Regalado.

“A proteção garantida pela IG, além de preservar as tradições locais, contribui para diferenciar produtos e serviços, melhorar o acesso ao mercado e promover o desenvolvimento regional, gerando efeitos para produtores, prestadores de serviço e consumidores”, afirma.

SÉRIE – Para abordar a história dos produtos paranaenses certificados com a Indicação Geográfica, o trabalho realizado para a obtenção do reconhecimento e os impactos causados nas regiões onde eles são produzidos, a Agência Estadual de Notícias (AEN) elaborou uma série de reportagens focada em cada IG e que serão publicadas ao longo das próximas semanas.

Além mostrar como as IGs promovem a valorização dos produtos, as reportagens vão abordar o vínculo cultural existente entre os produtos certificados com os municípios e as regiões onde eles estão inseridos, novas iniciativas surgidas a partir dessa certificação e outros impactos relacionados à cadeia produtiva, como no turismo, comércio, serviços e fornecedores de insumos.

Confira a relação completa dos produtos paranaenses que já possuem Indicação Geográfica:

Café do Norte Pioneiro

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Associação dos Cafés Especais do Norte Pioneiro do Paraná (Acenpp)

Mel de abelha de Ortigueira

Tipo: Denominação de Origem

Requerente: Associação dos Produtores Ortigueirenses de Mel (Apromel)

Uvas finas de mesa de Marialva

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Associação Norte Noroeste Paranaense dos Fruticultores (Anfrut)

Goiaba de Carlópolis

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Associação dos Olericultorese Fruticultores de Carlópolis (APC)

Melado de Capanema

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Associação de Turismo de Doce Iguassu

Queijo da Colônia Witmarsum

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Cooperativa Mista Agropecuária Witmarsum

Mel de abelha do Oeste do Paraná

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Cooperativa Agro familiar Solidária (Coofamel)

Bala de banana de Antonina

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Associação dos Produtores de Bala de Banana de Antonina e Morretes)(Aprobam)

Morango do Norte Pioneiro

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Associação Norte Velho dos Produtores Rurais de Jaboti, Japira, Pinhalão e Tomazina (ANV)

Vinhos de Bituruna

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Associação dos Produtores de Uva e Vinho do Município de Bituruna (Apruvibi)

Barreado do Litoral do Paraná

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Associação de Restaurantes e Similares de Morretes e Região (ARSM)

Erva-mate de São Mateus do Sul

Tipo: Indicação de Procedência

Requerente: Associação dos Amigos da Erva-Mate de São Mateus (IG-Mathe)

 

 

 

 

 

Por - AEN

Ônibus com passageiros capota na BR-116; uma mulher morreu

Um ônibus com passageiros tombou em uma ribanceira na madrugada segunda-feira (25) na BR-116, em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba (RMC). O acidente foi no km 30,8.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma mulher morreu. A identidade da vítima não foi revelada.

De acordo com a concessionária Arteris Régis Bittencourt, 53 pessoas estavam no ônibus, sendo o motorista e 52 passageiros. O veículo pertence a Capanema Tour. O g1 procura contato com a empresa.

Ainda segundo a Arteris, o ônibus tinha saído de Campinas (SP) e iria para capital paranaense.

Além da morte, a concessionária confirmou um ferido grave e um moderado no acidente. Diversos passageiros tiveram lesões leves.

A PRF informou que os feridos foram encaminhados aos hospitais Angelina Caron e Universitário Cajuru.

 

No local do acidente, a pista no sentido Curitiba chegou a ser interditada e houve registro de cinco quilômetros de fila. Por volta de 7h20, a rodovia foi parcialmente liberada, com tráfego pela faixa da direita.

 

As causas do capotamento serão investigadas.

Rota em que ônibus tombou na BR-116 — Foto: RPC

Rota em que ônibus tombou na BR-116 — Foto: RPC

 

 

 

 

 

 

 

Por - G1

 Banco da Mulher completa quatro anos com R$ 180 milhões liberados para 15.950 empresas

O programa Banco da Mulher alcançou a marca de R$ 180,5 milhões em crédito liberado para mulheres empreendedoras em setembro deste ano, após completar quatro anos. Até agora foram atendidos 15.950 empreendimentos.

O programa proporciona um desconto de 7 pontos percentuais na taxa anual de juros para mulheres empreendedoras que sejam sócias ou proprietárias de pequenos negócios.

Ele tem o objetivo de incentivar e apoiar o empreendedorismo feminino no Paraná e foi criado a partir da identificação da dificuldade desse público de obter crédito para iniciar uma atividade empreendedora para gerar renda.

Embora seja possível contratar valores até R$ 500 mil, a grande maioria das operações do Banco da Mulher Paranaense é de microcrédito, em valores até R$ 20 mil, principalmente para empreendimentos das áreas de comércio e serviços.

Para a Fomento Paraná os números mostram que estão sendo beneficiados os pequenos negócios, de microempresas, microempreendedores individuais (MEI) e também informais, que buscam recursos para iniciar uma atividade empreendedora para gerar renda.

“O Banco da Mulher Paranaense, lançado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior, é um programa importante, que coloca o crédito também como instrumento de inclusão. No Paraná, já apoiou quase 16 mil empreendimentos de mulheres empresárias, impulsionando empreendimentos de microempreendedoras e de empreendedoras de pequeno porte”, afirma Heraldo Neves, diretor-presidente da Fomento Paraná.

“É uma importante iniciativa que acabou também sendo multiplicada pelo Brasil afora a partir de outras agências de fomento que existem no Brasil”, informa Neves, que é também segundo vice-presidente da Associação Brasileira de Desenvolvimento, entidade que congrega agências de fomento e bancos de desenvolvimento nacionais.

Ainda segundo o diretor, o programa mostra sua contribuição com a melhoria da renda e da qualidade de vida das famílias e com o fortalecimento da economia paranaense, que ano a ano registra aumento no número de empregos e crescimento no PIB estadual. De acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná atingindo a cifra de R$ 372 bilhões, com crescimento de 8,66% em termos reais no primeiro semestre de 2023, em relação a igual período do ano passado, e mais que o dobro do PIB nacional no período, que cresceu 3,7%.

Para a primeira-dama, Luciana Saito Massa, que é uma das madrinhas do programa, o Banco da Mulher é um dos destaques do Estado nessa área. “Facilitar o acesso da mulher ao crédito com juros baixos para desenvolver seus negócios e melhorar sua renda é uma grande ajuda para a autoestima e traz um grande impacto na qualidade de vida de toda uma família”, afirma.

SPA A DOMICÍLIO – A fisioterapeuta Jaqueline Riffert, moradora de Curitiba, é uma das empreendedoras atendidas pelo Banco da Mulher Paranaense. Ela sempre gostou de atividades voltadas a cuidados pessoais e bem-estar e percebeu a dificuldade das pessoas em se deslocar para ter um momento de cuidado e poder realizar os procedimentos com tranquilidade.

“Tive a ideia de levar o SPA até as pessoas, transformando seu próprio lar em um oásis de relaxamento”, comenta a empreendedora. Além do atendimento a domicílio, Jaqueline trabalha com academias, empresas e clubes.

A vontade de empreender sempre existiu, a fisioterapeuta sabia que em algum momento abriria seu negócio, pois tinha o exemplo dos pais em casa. “Quando decidi formalizar o Meu.SPA, apareceu a Fomento Paraná. O crédito com a instituição foi essencial para dar o primeiro passo”, diz.

O dinheiro foi utilizado para compra de equipamentos portáteis cruciais para o atendimento a domicílio e também para estruturar uma página na internet e perfis em redes sociais. “A Fomento é muito boa em questão de taxas e o acesso à informação no site é muito bom. Foi um conjunto de fatores que contribuíram para escolher a instituição”, destaca.

O empreendimento de Jaqueline ainda tem poucos meses de funcionamento, mas a fisioterapeuta não se vê fazendo outra coisa. “Empreender para mim significa ter criatividade, coragem e determinação para transformar uma ideia em um negócio de sucesso”, finaliza.

COMO CONTRATAR – Mulheres empreendedoras interessadas em obter crédito pelo Banco da Mulher Paranaense podem se dirigir à Fomento Paraná em Curitiba (Rua Comendador Araújo, 652) ou contratar online pelo portal da Fomento Paraná.

Nos municípios do Interior é possível solicitar atendimento por meio da rede de parceiros agentes de crédito e correspondentes da instituição nas prefeituras, Salas do Empreendedor, Agências do Trabalhador, associações comerciais e empresariais, além de diversas sociedades empresariais especializadas.

Atualmente a Fomento Paraná possui parcerias ativas com agentes de crédito atuando na oferta de microcrédito em 328 dos 399 municípios paranaenses.

Além da linha de microcrédito, em valores até R$ 20 mil, com taxas a partir de 0,95% ao mês e prazo de parcelamento de até 36 meses, para atender empreendedoras informais, MEIs e microempresas, o Banco da Mulher Paranaense também disponibiliza linhas de crédito para projetos de investimento em valores até R$ 500 mil, para micro e pequenas empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.

 

 

 

 

Por - AEN

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