Flores representam R$ 224 milhões no Valor Bruto de Produção do Paraná

A floricultura, que tem seu período mais representativo na primavera, estação que se inicia neste sábado (23), alcançou Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de R$ 224 milhões em 2022, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Nesse segmento, os gramados e as plantas perenes dominaram, com participação de 76,8%.

“As flores propriamente ditas têm nas orquídeas, nos crisântemos e nas roseiras o esteio da produção e participação de 13% no montante da atividade”, disse o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, do Deral, ao analisar o segmento no Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 15 a 21 de setembro.

Em relação às orquídeas, foram produzidas 370,8 mil unidades, proporcionando VBP de R$ 16 milhões. A predominância está no núcleo regional de Toledo, com 243,7 mil plantas e valor de R$ 10,5 milhões. Ali têm destaque os municípios de Marechal Cândido Rondon, Maripá e Guaíra.

Os crisântemos – em maços e em vasos – são mais comuns nos núcleos regionais de Maringá e Apucarana. O município de Uniflor é o principal irradiador da atividade com produção de 320 mil vasos, 41 mil maços e VBP de R$ 3,4 milhões. No total, essa espécie movimentou R$ 8,4 milhões com produção de 903,6 mil unidades – 813,8 mil vasos e 89,8 mil maços.

As rosas, por sua vez, estão mais concentradas na região de Maringá. Ali foram produzidas 57,7% das 285,9 mil dúzias colhidas no Estado. No entanto, o maior produtor individual é o município de Araruna, na região de Campo Mourão. Foram cortadas 110 mil dúzias de rosas, com receita bruta de R$ 1,5 milhão.

SOJA E MILHO – As condições favoráveis do clima ajudaram no avanço do plantio de soja. Até esta semana foram plantados mais de 352 mil hectares de um total previsto de 5,8 milhões de hectares. Os trabalhos estão mais avançados na região de Toledo, no Oeste do Estado.

O milho também deu um salto chegando a 58% dos 317 mil hectares estimados para a primeira safra. A colheita da segunda safra está chegando ao fim. O relatório do Deral aponta que já se atingiu 96% da área de 2,37 milhões de hectares.

FEIJÃO E TRIGO – O feijão também se beneficiou do clima e o plantio atingiu cerca de 34% dos 112 mil hectares estimados para esta temporada. No entanto, a perspectiva de ocorrência de altas temperaturas nos próximos dias começa a preocupar alguns produtores, pois pode prejudicar plantas em desenvolvimento vegetativo.

Os preços do trigo continuam pressionados pela entrada da safra brasileira. No Paraná os valores chegaram a patamares inferiores a R$ 50,00, ficando 43% menor que os preços mínimos estabelecidos pelo governo federal (R$ 87,77). Apesar de cada produtor ter um custo específico para suas lavouras, a diferença significativa indica que poucos conseguirão lucro se não houver alguma alteração.

PEIXES E FRANGO – O Paraná permanece como líder nacional em produção de peixes e demais espécies aquáticas, segundo levantamento do IBGE. O VBP da aquicultura totalizou R$ 6,9 bilhões e o Paraná representa 15% desse total – R$ 1,05 bilhão. A espécie mais cultivada é a tilápia.

O IBGE também apontou que o abate de frangos no Brasil teve alta de 4,7% no segundo trimestre de 2023 (1,557 bilhão de cabeças) em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando foram abatidos 1,486 bilhão de cabeças. O Paraná tem 34,1% do abate nacional de frangos em número de cabeças e 37% no volume de carne produzida.

PERU E MEL – Nos oito primeiros meses de 2023 as exportações nacionais de carne de peru atingiram 47.523 toneladas, resultando em ingresso de US$ 144,3 milhões. Nesse mesmo período em 2022 o volume foi de 36.269 toneladas e entrada de US$ 121,7 milhões.

O documento do Deral registra ainda que nesse período as empresas nacionais exportaram 19 mil toneladas de mel, com faturamento de US$ 60,8 milhões. Nos oito primeiros meses de 2022 tinham sido 27.365 toneladas e entrada de US$ 102 milhões em receitas.

 

 

 

 

Por - AENH

 Secretaria da Segurança Pública e Ipardes vão ampliar análises dos dados sobre violência

A Secretaria da Segurança Pública e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) assinaram nesta quarta-feira (20) um termo de cooperação técnica para troca de pesquisas e desenvolvimento de projetos envolvendo dados.

O Ipardes terá acesso à base de dados da Sesp para imersão nas estatísticas de violência e vai ajudar a mapear dados para embasar políticas públicas de prevenção, redução e repressão da criminalidade. A Secretaria da Segurança Pública já tem um Centro de Análise, Planejamento e Estatística (Cape), que publica relatórios de mortes, apreensão de drogas e dados gerais (crimes contra o patrimônio, furtos, roubos, etc). Além disso, mantém um BI que reúne estatísticas de todas as regiões do Paraná.

“O Ipardes vai nos ajudar a apresentar bons projetos e mostrar soluções para diminuir a criminalidade”, disse o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.

“O desenvolvimento de novos meios objetivando a melhoria da gestão pública é fundamental. Na questão da segurança pública, principalmente no que tange a preservação da ordem pública e a incolumidade das pessoas e do patrimônio, essa política de intercâmbio de informações permitirá que as instituições tenham ferramentas capazes de analisar diagnósticos em diversos níveis”, explicou o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.

TURISMO – Nesta semana o Ipades também firmou uma parceria com a Secretaria de Estado do Turismo (Setu) para criar uma metodologia exclusiva para mensurar e avaliar economicamente a atividade turística no Estado e nos municípios ao longo do tempo, chamada Índice de Desempenho da Atividade Turística no Paraná (IDAT-PR). O índice terá sua primeira edição publicada no final de 2023, e será atualizado anualmente para que os gestores do Estado e dos municípios possam acompanhar a performance de seus indicadores.

 Paraná busca fortalecimento da regionalização da saúde com a União e os municípios

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou nesta quarta-feira (20), em Curitiba, mais um encontro para o debate e fortalecimento do Planejamento Regional Integrado (PRI) no Paraná.

O objetivo da reunião foi alinhar ações e políticas que visam diagnosticar as condições da Rede de Atenção à Saúde (RAS), no âmbito do Estado e nas microrregiões, beneficiando todos os municípios, independente do tamanho.

O PRI é uma das estratégias para promover a articulação entre as esferas federal, estadual e municipal e consiste em um processo contínuo, coordenado, integrado para a identificação das necessidades de saúde da população da região atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Para o secretário de Estado da Saúde Beto Preto, o SUS Paraná se fortalece com este tipo de ação, encurtando distâncias entre os serviços de saúde e a população.

“Foi um projeto iniciado em 2019 e, desde então, muitos municípios já foram beneficiados por esta estratégia. É um processo dinâmico e que não acaba, sempre visando aproximar a população dos serviços de saúde, desde aqueles municípios com 2 mil habitantes, por exemplo, até aos maiores. Queremos encurtar distâncias e já temos muitos exemplos aplicados e que estão dando certo”, disse.

O evento segue até esta quinta-feira (21) e tem a participação tripartite de gestores e representantes da Sesa, do Conselho de Secretarias Municipais da Saúde do Paraná (Cosems/PR) e da União, e conta ainda com o apoio técnico e metodológico da Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP). Dentre os temas da pauta estão as prioridades de metas e prazos de execuções, linhas de cuidado e troca de experiências entre os gestores.

“Nossa missão é reforçar este trabalho do planejamento regional. É muito gratificante estar aqui no Paraná representando o Ministério da Saúde, no papel articulador entre os municípios, regionais, Estado e União. Somos todos responsáveis pela gestão do SUS no território”, ressaltou o superintendente estadual do Ministério da Saúde no Paraná, Luiz Armando Erthal.

EM ANDAMENTO – Um dos exemplos que reforça a proposta de regionalização no Paraná são os AME’s – Ambulatórios Médicos de Especialidade – que possibilitam atendimento multiprofissional, com consultas e exames de média complexidade, aos usuários do SUS.

As estruturas descentralizadas serão implantadas nos municípios de Almirante Tamandaré, Cornélio Procópio, Campo Mourão, Jacarezinho, Paranavaí, Irati, Cianorte, Ivaiporã, União da Vitória e São José dos Pinhais, além da unidade universitária de Ponta Grossa e a do Litoral, em Paranaguá. Para esse projeto o Governo investe mais de R$ 230 milhões.

O presidente do Cosems-PR e secretário municipal de Saúde de Mangueirinha/PR, Ivoliciano Leonarchik, acredita que o alinhamento entre as três esferas é determinante no bom funcionamento da saúde pública. “Nos colocamos à disposição, representando os 399 gestores municipais. O desafio é diário, mas podemos avançar nesse projeto de regionalização e reestruturação da saúde no Paraná”, reforçou.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Mutirões simultâneos ofertam 1,4 mil vagas para pessoas com deficiência nesta quinta-feira

Uma ação de empregabilidade promovida pelo Governo do Paraná por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda (SETR) vai ofertar cerca de 1,4 mil vagas para pessoas com deficiência em mutirões que ocorrem de maneira simultânea, nesta quinta-feira (21), nas Agências do Trabalhador e postos avançados de atendimento em todo o Estado. São 400 vagas em Curitiba e em torno de mil distribuídas nas demais regiões.

A iniciativa é organizada em alusão ao Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, estabelecido como 21 de setembro. Toda a rede Sine estadual promoverá ações de empregabilidade para este público com postos de trabalho disponíveis em diversos setores da economia.

O secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes, explica que a inclusão no mercado de trabalho é prevista na Lei de Cotas para Pessoas com Deficiência (8.213/91), criada há mais de três décadas, com proporções que variam de acordo com a quantidade de funcionários. De 100 a 200 empregados, a reserva legal é de 2%; de 201 a 500, de 3%; de 501 a 1.000, de 4%. As empresas com mais de 1.001 empregados devem reservar 5% das vagas para esse grupo.

Apesar de ser uma exigência aos contratantes, Moraes destaca a importância de ações pontuais para encurtar a distância entre os trabalhadores e as vagas, bem como incentivar as empresas a contratarem mais que o previsto em lei. “No período da pandemia de Covid-19 houve muitas demissões. Evidentemente, esse público também foi atingido. No entanto, é preciso que medidas sejam adotadas para acelerar a recolocação dessas pessoas no mercado de trabalho”, pontua.

Em 2019, o Paraná teve um saldo positivo de 2.590 postos de trabalho com carteira assinada para pessoas com deficiência, de acordo com dados da RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) – relatório de informações socioeconômicas solicitado pelo Ministério do Trabalho e Emprego às pessoas jurídicas e outros empregadores anualmente. No ano seguinte, houve um saldo negativo 1.825 vagas ocupadas por PcDs, um reflexo da pandemia.

Em maio deste ano, a SETR promoveu um mutirão para trabalhadores PcD em Curitiba que resultou em cerca de 400 contratações com carteira assinada. Com a promoção de ações de empregabilidade para esse público em todo o Estado, a previsão é que ao menos 2 mil pessoas com deficiência sejam admitidas em vagas de emprego através da Rede Sine estadual em todo o ano de 2023.

De janeiro a agosto deste ano, as Agências do Trabalhador no Paraná já intermediaram 1.178 novas vagas para pessoas com deficiência.

Os interessados em participar do mutirão devem ir diretamente às Agências do Trabalhador e postos avançados levando os documentos pessoais.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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