Profissionais da Adapar discutem mudanças na forma de produzir e o futuro da defesa agropecuária

Estar atento para atender com rapidez e eficácia as necessidades que os produtores agropecuários têm neste momento, mas ter também um olhar e se preparar para aquilo que o futuro exigirá dos profissionais responsáveis pela defesa agropecuária.

Esse foi o recado do primeiro dia do evento Adapar – Um Olhar para o Futuro, que reúne mais de 140 servidores da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná, em Londrina, na região Norte.

“É preciso olhar o ambiente atual da produção, projetar aquela que teremos no futuro e nos preparar para atender as necessidades de quem produz todo dia se a gente quiser continuar tendo no agro o principal negócio do nosso Estado e do País”, alertou o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.

Ele desenhou um panorama do que representa a agropecuária paranaense perante o Brasil e o mundo. “Temos aqui um dos melhores solos do planeta, o latossolo roxo, que vai de Cambará a Foz do Iguaçu; no meio do mapa do Paraná está o Paralelo 24, que separa o nosso clima em sub-tropical, tropical e temperado, e isso aumenta a chance de ter mais produtos, maior diversificação”, disse ele. O Paraná é lidera produção nacional de diversos grãos, é o principal em proteína animal e em outros segmentos do agro. 

As inovações e a modernidade, no entanto, estão mudando a forma de produzir, gerenciar e comercializar, o que traz novos desafios para a defesa sanitária, em função de mudanças nas tendências alimentares, na proteção animal, no uso de práticas sustentáveis e nos avanços tecnológicos. “As informações eram armazenadas em um computador quase que do tamanho de uma sala. Hoje o produtor coloca o seu aparelho celular na palma da mão e já sabe toda a movimentação de produção e informações necessárias para seu trabalho e conhecimento” ressaltou o presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins.

Para ele, o setor público precisa ter a capacidade de antecipar tendências em todas as áreas e se preparar para tomar as atitudes mais condizentes. Uma delas, por exemplo, é em relação ao consumo alimentício. “Uma pesquisa do Ibope, em 2018, apontou que cerca de 30 milhões de brasileiros são vegetarianos, aumento de 75% em relação a 2012, quando 8% da população se declarou adepta do vegetarianismo” afirmou.

O presidente também alertou sobre as mudanças significativas na indústria agrícola. “São as maiores no período pós-segunda guerra mundial”, ponderou. Com a perspectiva da Organização da Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) de que a população mundial cresça das atuais 7,8 bilhões de pessoas para 9,8 bilhões em 2050, a produção de alimentos precisa se expandir em 70%.

“É imperativo que as partes interessadas levem em consideração as tendências em suas decisões estratégicas para garantir um futuro mais resiliente, afinal, vamos comer, produzir e comercializar alimentos de forma diferente”, disse Martins.

Segundo ele, isso já está acontecendo, com o aumento da produção orgânica, veganismo, proteínas elaboradas em laboratórios e não mais criadas ou produzidas no solo, reforço em produtos biológicos, produção automatizada e aumento no uso de aeronaves remotamente pilotadas. “São as novas tendências, por isso precisamos viver o dia de hoje com um olhar no futuro”, instigou.

POTENCIAL - As características do Paraná possibilitam, no cenário atual, a produção de pelo menos 350 culturas agrícolas com valor econômico, o que fez com que o Estado se firmasse como uma das maiores lideranças do agronegócio brasileiro. É o primeiro na produção de feijão, com 665 mil toneladas em 2022; de cevada, com 394,1 mil toneladas; e de fécula de mandioca, com 422 mil toneladas, o que representa dois terços do que se produz no País.

O Estado também é o principal produtor de proteínas animais, sobretudo com frangos, segmento em que abateu mais de 2 bilhões de cabeças no ano passado, e peixe, com cerca de 180 mil toneladas. Também é destaque na produção de suínos, com 11,5 milhões de cabeças abatidas, e em leite, setor que totalizou 4,4 bilhões de litros. O Paraná tem liderança em produção florestal com fins comerciais, colocando 46,6 milhões de metros cúbicos de tora no mercado. Nesse segmento, projeta-se a produção de erva-mate. As 764 mil toneladas do ano passado colocaram o Estado na liderança nacional.

O solo paranaense garantiu posição de destaque na produção de grãos de forma geral, com 46,6 milhões de toneladas em 2022, aumento substancial em relação às 32,9 milhões da safra 2009/10. A soja rendeu 22,5 milhões de toneladas, o milho, 17,7 milhões, e o trigo, 4,4 milhões de toneladas. O setor agro participa em 77,4% nas exportações paranaenses, representando US$ 13,4 bilhões dos US$ 17,4 bilhões que entraram entre 2021 e 2022.

ENCONTRO - O evento Adapar: Um Olhar para o Futuro termina nesta quinta-feira (28). Ele tem o objetivo de fomentar discussões acerca das novas tendências no cenário do agro paranaense e promover o alinhamento estratégico da Agência, Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná e Sistema Estadual de Agricultura, visando fortalecer a capacidade de proteger e sustentar a agropecuária paranaense, mantendo-a competitiva e adaptada aos desafios atuais e futuros.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Saúde promove capacitação de técnicos, médicos e enfermeiros sobre hantavirose

Com objetivo de sensibilizar os profissionais da urgência e emergência e Atenção Primária à Saúde (APS) sobre a importância da assistência à saúde e diagnóstico precoce nos casos suspeitos de hantavirose, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizou em Curitiba nesta terça-feira (26), uma capacitação sobre a doença.

Participaram cerca de 50 técnicos de vigilância, médicos e enfermeiros dos 29 municípios da 2ª Regional de Saúde (RS) Metropolitana.

A hantavirose é transmitida por ratos do campo, com a inalação de partículas virais que ficam no ar vindas da urina e fezes desses roedores infectados. Com sintomas semelhantes a uma gripe forte, com febre, dor de cabeça, dores no corpo, tosse seca e falta de ar, a doença tem rápida evolução e deve ser notificada em até 24 horas, tanto para as secretarias municipais e estaduais de Saúde, quanto para o Ministério da Saúde, por meio do Sinan.

“É muito importante capacitar as equipes para que o trabalho ocorra de forma conjunta e articulada. A detecção precoce e tratamento oportuno dos casos suspeitos de hantavirose são primordiais para a prevenção de casos graves e a queda no número de óbitos ocorridos em decorrência da doença”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

De acordo com a responsável técnica pela hantavirose e leptospirose da Sesa, Silmara Aparecida Ferreira de Carvalho, manter o entorno da casa sempre limpo e sem lixo acumulado são medidas simples que podem afastar o risco de contrair a doença. “Deixar os alimentos dos animais domésticos em potes bem fechados e em locais mais elevados do nível do solo também ajudam a conter a aproximação dos roedores”, completou. 

DADOS – Alguns municípios do Paraná são considerados endêmicos para a doença, a circulação possui maior prevalência nos municípios da 6ª RS de União da Vitória.   

De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), de 2011 a 2021 foram confirmados 111 casos e 44 óbitos por hantavirose no Estado, destes, 41 casos (37%) e 19 mortes (43%) ocorreram em cidades da 6ª RS.

“Está é uma região bastante suscetível porque possui uma grande concentração de áreas rurais com regiões de mata e anexo domiciliares como paiol, galpão, silos, depósitos, entre outros. Tudo isso propicia a circulação de roedores silvestres”, explicou Silmara.

No Paraná, foram confirmados dez casos e duas mortes em decorrência da infecção em 2022. Já neste ano, foram notificados 102 casos suspeitos, com quatro confirmações: Balsa Nova (2ª RS), Palmeira (3ª RS), Cruz Machado e Paulo Frontin, ambos na 6ª RS. Não houve óbitos em 2023.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Projeto de Alfabetização na Cela da Polícia Penal do Paraná começa a expandir ações

O Projeto de Alfabetização na Cela (PAC), implantado pela Polícia Penal do Paraná (PPPR) no segundo semestre de 2022, permitiu um grande avanço no programa de escolarização de pessoas privadas de liberdade (PPL) no Estado.

O PAC se destina a casos específicos, quando o apenado, por questão de segurança, não pode participar de aulas em salas regulares com outros detentos.

Nos primeiros seis meses de implantação, o PAC atendeu 2.436 PPLs com este perfil que cumpriam pena nos presídios do Estado. Neste ano, a ação passou a alcançar também os apenados custodiados em cadeias públicas. Com isso, o número de beneficiados saltou para 3.138 pessoas, sendo 2.316 com conteúdo de ensino fundamental e 822 cursando o ensino médio.

O PAC atende a fase I do programa de educação no sistema, abrangendo alfabetização e ciclos iniciais. A metodologia prevê aulas com um preso monitor, que tenha perfil para a docência, com grau superior de escolarização e bom relacionamento com os demais apenados. O monitor recebe todas as orientações e materiais para atuar individualmente ou com um pequeno grupo de presos.

O PPL monitor recebe uma remuneração, ganha horas para remição da pena e tem reuniões periódicas com o pedagogo da unidade prisional que realiza o acompanhamento, avaliação e encaminhamento para o processo de certificação junto ao Centro de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBEJA). Os apenados que estudam em cela também têm direito à remição, conforme as regras da Lei de Execução Penal.

“O Paraná tem trabalhado firme para avançar em educação no Paraná. No sistema prisional não é diferente. Trabalhamos para dar oportunidade a todo o indivíduo que entre no sistema e não saiba ler e escrever, ou que seja alfabetizado mas queira avançar nos estudos”, afirma o diretor-geral da Polícia Penal, Osvaldo Messias Machado.

PROGRAMAS EDUCACIONAIS – Os programas educacionais nas prisões abrangem a alfabetização, o ensino fundamental e médio, cursos profissionalizantes e até mesmo graduações universitárias em algumas instituições. Dados de agosto de 2023 mostram que, somados todas as ações de educação ofertadas pela Polícia Penal do Paraná, 22.863 PPLs são beneficiados, o que representa 71% dos 34.677 presos no sistema.

A alfabetização e a Fase I do Ensino Fundamental são ministradas por meio dos nove Centros de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA), com professores concursados e habilitados. Esses professores contam com o apoio de material didático-pedagógico e de pedagogos que atuam em consonância com as políticas do Plano Estadual de Educação para Pessoas Privadas de Liberdade e Egressos do Sistema Prisional do Paraná (PEESP).

O chefe da Divisão de Educação e Capacitação da PPPR, Juliano Prestes, explica que as ações realizadas por este setor desempenham papel crucial nos processos de ressocialização e reintegração de pessoas privadas de liberdade à sociedade. “Através da educação busca-se proporcionar oportunidades de aprendizado e desenvolvimento pessoal que podem contribuir significativamente para a redução da reincidência criminal”, explica.

A diversidade no nível de escolarização, abrangendo desde a alfabetização até o ensino superior, objetiva atender as necessidades individuais dos detentos e oferecer uma chance de adquirir habilidades e conhecimentos que podem ser úteis após cumprirem a pena. “A nossa atuação nos estudos dos presos representa uma oportunidade importante para transformar vidas e reduzir a reincidência criminal. É um investimento na construção de um sistema de justiça mais eficaz”, destaca Juliano.

O CEEBJA atua em 32 estabelecimentos penais com Educação Básica de Jovens e Adultos há mais de 40 anos, quando foi feita a assinatura do Termo de Cooperação entre a Secretaria de Segurança Pública e a Secretaria da Educação. Ao longo dos anos houve avanços, como concursos específicos para professores, pedagogos e agentes educacionais para os CEEBJAs, exigindo experiência em EJA e estatutário do quadro próprio do magistério.

Também há um currículo específico, que segue as Diretrizes Nacionais para a Educação para Jovens e Adultos em situação de privação de liberdade.

ENCCEJA – Neste ano, 10,1 mil pessoas privadas de liberdade vão participar do Encceja PPL, o que representa uma ampliação de 21% em relação à edição de 2022, que teve 8,4 mil inscritos. As provas serão realizadas nos dias 17 e 18 de outubro.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Estado supera meta e distribui mais de 97 mil mudas durante a Semana da Árvore

O Governo do Estado superou em 40% a meta de distribuição e plantio de mudas para reflorestamento durante a Semana da Árvore. Organizada pelo Instituto Água e Terra (IAT) a semana aconteceu de 18 e 22 deste mês – o Dia da Árvore é celebrado 21 de setembro.

O balanço foi divulgado nesta segunda-feira (25). As 21 regionais do órgão ambiental entregaram 97.456 mudas de espécies nativas nos cinco dias da ação. O planejamento inicial consistia no repasse de 70 mil mudas.

A força-tarefa pela recomposição da natureza ajudou a recuperar uma área de 99,32 hectares, 20 hectares a mais do que o previsto. Os escritórios de Campo Mourão (14.519 mudas), Toledo (13.840), Cascavel (12.100), Maringá (11.010) e Ivaiporã (6.750) foram os que mais colaboraram para esse reflorestamento. Pelo menos 80 municípios foram beneficiados. As mudas foram produzidas nos 19 viveiros florestais e dois laboratórios de sementes do IAT.

Além da campanha de restauração, a programação contou com iniciativas de educação ambiental em parceria com escolas públicas, associações, empresas, produtores rurais e prefeituras. As atividades fizeram parte do programa Paraná Mais Verde, que atua para ampliar a cobertura vegetal do Paraná. Desde 2019, mais de 8,5 milhões de mudas foram distribuídas pelo instituto.

“É uma forma positiva de conter a destruição da floresta nativa, com resultados importantes para o Paraná. O trabalho do Instituto Água e Terra é recuperar o que foi degradado, mas também conscientizar as pessoas para a preservação. E, nesse caso, fazer com que a informação chegue até as crianças é essencial”, destacou a bióloga e agente profissional da Diretoria de Patrimônio Natural do IAT, Roberta Scheidt Gibertoni.

VIVEIROS – O IAT é responsável pela coleta, armazenamento e distribuição de sementes, bem como produção das mudas e sua disponibilização gratuita à população. Para isso, conta com a atuação de dois laboratórios de sementes – em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) e em Engenheiro Beltrão (Centro-Oeste). Eles auxiliam no abastecimento dos 19 Viveiros Florestais do IAT para a produção de mais de 100 espécies florestais nativas, sendo 25 delas consideradas ameaçadas de extinção.

Os viveiros estão localizados em São José dos Pinhais, Engenheiro Beltrão, Salgado Filho, Cascavel, Cornélio Procópio, Guarapuava, Fernandes Pinheiro, Ivaiporã, Jacarezinho, Morretes, Ibiporã, Mandaguari, Pato Branco, Tibagi, Pitanga, Paranavaí, Toledo, Umuarama e Paulo Frontin.

COMO SOLICITAR – Os interessados podem solicitar mudas por meios digitais, como o aplicativo Paraná Mais Verde, disponível na Play Store (modelos Android).

Ao fazer o pedido para até 100 mudas/ano, o requerimento é aprovado automaticamente e as plantas poderão ser retiradas diretamente no viveiro escolhido. Basta ligar para a unidade do IAT para agendar quando buscar.

Para mais de 100 mudas, o requerimento seguirá para análise e aprovação de um técnico do IAT. O requerente poderá acompanhar a solicitação e será informado quando for aprovada. Após a liberação, pegará as mudas no viveiro selecionado.

É possível, também ,registrar a solicitação através do Sistema de Gestão Ambiental (SGA). É um caminho que permite aos usuários a requisição de mudas nativas e consultas relacionadas ao requerimento feito pela internet através do endereçowww.sga.pr.gov.br.

Após a solicitação, o pedido passará por uma análise do IAT. Caso seja aprovado, será encaminhado um e-mail ao requerente, com as informações do local de retirada das mudas e a documentação necessária.

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

 Navio de velas metálicas, Pyxis Ocean começa embarque de 63 mil toneladas em Paranaguá

O navio Pyxis Ocean, da Mitsubishi Corporation atracou no Porto de Paranaguá neste domingo (24). Conhecido como navio “verde”, a embarcação possui velas metálicas de 37,5 metros de altura e fez a primeira atracação em solo nacional.

Fretada pela multinacional Cargill, ela transportará 63 mil toneladas de farelo de soja com destino à Polônia. A movimentação deverá seguir até terça-feira (26).

A tecnologia do Pyxis Ocean, chamada BAR Tech WindWings, foi desenvolvida pela BAR Technologies, em parceria com Yara Marine Technologies e a Mitsubishi e apoio da União Europeia. O novo sistema busca inovação e ganhos nos custos operacionais, além da redução na emissão de poluentes. O governador Carlos Massa Ratinho Junior visitou o navio na semana passada.

"Atualmente, nenhuma outra embarcação tem esse mecanismo, que economiza toneladas de combustível em uma viagem de 40 dias. A movimentação da carga foi dividida em 5 terminais e, após o carregamento, seguirá para o porto em Gdynia, na Polônia”, afirma o diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira.

A operação está acontecendo no Corredor de Exportação Leste do Porto de Paranaguá, que nos primeiros oito meses de 2023 movimentou 15,3 milhões de toneladas de grãos (soja e milho) e farelo de soja. Esta movimentação representa um crescimento de 17,5% se comparado ao mesmo período de 2022.

No mesmo período, o Corredor Leste embarcou 9,2 milhões de toneladas de grãos de soja, quase 26% a mais em relação ao ano de 2022. O farelo de soja também obteve crescimento de 5% e o milho 8,5%.

“Os números demonstram a eficiência da estrutura portuária de Paranaguá, que vive um momento histórico com a chegada do Pyxis Ocean. O navio inaugurou as novas estruturas no litoral paranaense. Vale destacar que a Portos do Paraná é signatária do Pacto Global da ONU e tem atraído embarcações que estejam alinhadas na busca pela redução de emissão de gases do efeito estufa”, afirma o diretor-presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia.

Em novembro, a Portos do Paraná vai representar o setor portuário mundial na COP 28, que acontece em Dubai.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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