O Paraná fechou o período de janeiro a novembro de 2025 com saldo positivo de 143.699 novas empresas, que é a diferença entre aberturas (332.989) e baixas (189.290) de novos negócios. O saldo positivo dos primeiros onze meses de 2025 é 11,87% maior que o do mesmo período do ano passado.
Os dados são do , da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), vinculada à Secretária Estadual da Indústria, Comércio e Serviços, divulgado nesta quarta-feira (10).
Com o registro de 332.989 novos negócios, o Estado aumentou em 16,13% o número de aberturas em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando foram abertas 286.736. A maior parte das novas empresas segue concentrada nos MEIs, que representam 73,36% do total (244.292 registros). Em seguida aparecem as Sociedades Limitadas (LTDA), com 82.748 aberturas (24,85%).
Segundo o relatório, especificamente em novembro foram contabilizados 10.480 negócios a mais no Estado, sendo o resultado das 24.482 empresas abertas e das 13.920 que encerraram suas atividades. Esse avanço deixa o Paraná mais próximo de alcançar 2 milhões de empresas em funcionamento.
SELO DE BAIXO RISCO – O painel destaca a ampliação dos enquadramentos como baixo risco, regulamentados pelo Decreto nº 3.434/2023. Até novembro, 41.827 protocolos foram registrados, sendo 23.839 de abertura de negócios e 17.988 de alterações empresariais. Somente em 2025, receberam o selo 26,88% das empresas abertas (exceto MEI).
Entre os municípios, Curitiba lidera o ranking de beneficiados pelo selo de baixo risco, com 13.608 protocolos, seguida por Maringá (3.862), Londrina (2.846) e São José dos Pinhais (1.640).
O Selo de Baixo Risco identifica empresas e atividades econômicas com um baixo potencial de danos à saúde e isenta o funcionamento de licenças emitidas por órgãos como Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Meio Ambiente e Defesa Agropecuária, visando desburocratizar e incentivar o empreendedorismo no Estado.
TEMPO DE ABERTURA – O Paraná também se mantém no ranking dos estados com o melhor tempo no Brasil, para se abrir uma empresa. De acordo com o relatório disponibilizado pela Junta Comercial do Paraná (Jucepar), um paranaense leva 8 horas 50 minutos e 27 segundos para concretizar o negócio.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior sancionou nesta terça-feira (9) a , que institui oficialmente o Programa Bons Olhos Paraná como política pública permanente. A iniciativa, já implementada em todo o Estado, passa agora a integrar de forma definitiva as ações das áreas de saúde, educação e assistência social voltadas à promoção da saúde ocular de crianças e adolescentes da rede pública.
O objetivo central da nova legislação é garantir avaliação oftalmológica precoce, prevenir casos de cegueira e baixa visão, reduzir desigualdades educacionais e combater a evasão escolar relacionada a dificuldades de visão. O programa inclui triagens, consultas com especialistas, emissão de receituário e a doação gratuita de óculos de grau para os estudantes que necessitarem.
Criado pelo Governo do Estado e financiado com recursos do Fundo para a Infância e Adolescência (FIA), o Bons Olhos Paraná já contemplou mais de 84 mil crianças e adolescentes do 1º ao 9º ano do ensino fundamental da rede pública. Na primeira etapa, 93 municípios foram atendidos, com a entrega de 8,3 mil óculos e investimento de R$ 5 milhões.
“Muitas crianças não conseguem aprender direito, ou têm dor de cabeça enquanto estudam, e muitas vezes isso vem de um problema de visão que ela não sabe que tem e que pode ser resolvido com um simples óculos”, afirmou Ratinho Junior. “Por isso, levamos os atendimentos oftamológicos para as escolas da rede estadual para que as crianças possam fazer exames e aquelas que porventura precisam já recebem os óculos gratuitamente”.
AMPLIAÇÃO DOS ATENDIMENTOS – Em novembro, o Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente aprovou a expansão para mais 275 municípios, alcançando praticamente todo o Paraná. Com essa ampliação, 539 mil alunos da rede estadual participarão das triagens e exames, em uma nova fase que soma R$ 64,7 milhões em investimentos do FIA.
A sanção da lei assegura a continuidade destas ações, permitindo que elas sejam executadas de maneira integrada e permanente pela rede estadual. O texto detalha as etapas obrigatórias do atendimento, que incluem triagem, aferição de acuidade visual, consulta oftalmológica ou optométrica, emissão de receituário, escolha da armação e entrega dos óculos.
Para o secretário estadual do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, transformar o Bons Olhos Paraná em lei reforça o compromisso do Estado com políticas públicas que impactam diretamente o aprendizado e o desenvolvimento integral das crianças. “Trata-se de garantir acesso à saúde e de assegurar oportunidades iguais. A sanção consolida um programa que já demonstrou resultados expressivos e que seguirá beneficiando milhares de estudantes”, afirmou.
O programa também prevê encaminhamento à rede de saúde local para acompanhamento e evolução dos tratamentos. Caso o responsável opte por não receber os óculos fornecidos, deverá assinar um termo de abdicação.
A lei define ainda que o monitoramento e a gestão do Bons Olhos Paraná serão conduzidos por uma comissão composta pelas Secretarias de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), da Saúde (Sesa) e da Educação (Seed), podendo incluir outras pastas conforme necessidade.
Entre os objetivos listados na legislação estão a prevenção da cegueira e da baixa visão, sobretudo na população infantil; a identificação precoce de doenças oculares; a promoção da saúde visual dos alunos da rede pública; a melhoria do desempenho escolar; a redução de desigualdades sociais; e o estímulo ao desenvolvimento de tecnologias assistivas.
Para execução das ações, as secretarias envolvidas estão autorizadas a firmar parcerias com organizações da sociedade civil, entidades privadas e demais instituições, além de utilizar recursos orçamentários próprios, que poderão ser suplementados conforme a demanda.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) deu início nesta terça-feira (9) ao 18º Encontro de Tutores Regionais do PlanificaSUS Paraná.
O evento terá três dias de programação, reunirá 110 tutores regionais e discutirá a avaliação da implementação da Saúde Mental na APS e a ampliação desse projeto, além da troca de experiências entre gestores com profissionais do Hospital Israelita Albert Einstein, parceiro técnico na execução da metodologia, para fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde (RAS).
O foco dessa edição está na Saúde Mental, uma área prioritária para o Governo do Estado. A Sesa tem investido na qualificação de profissionais não especialistas para o manejo de transtornos mentais, como os decorrentes do uso de álcool e outras drogas, diretamente na porta de entrada do SUS.
Essa abordagem, que utiliza ferramentas como o Manual de Intervenções mhGAP, descentraliza o cuidado e amplia o acesso ao tratamento. O manual foi desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde como ferramenta técnica que oferece protocolos clínicos e diretrizes no manejo de condições prioritárias de saúde mental por profissionais não especializados. No encontro desta semana, os gestores se reúnem para avaliar as estratégias e planejar as ações do próximo ano.
No primeiro dia, a oficina de avaliação foi dedicada exclusivamente às Regionais de Saúde que compõem a Macrorregião Norte (Londrina, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Ivaiporã e Apucarana), além da 4ª Regional de Saúde de Irati, composta pelos municípios de Fernandes Pinheiro, Guamiranga, Imbituva, Inácio Martins, Irati, Mallet, Rebouças, Rio Azul e Teixeira Soares.
Na quarta e quinta-feira (10 e 11), o encontro reunirá 110 profissionais de todas as regiões do Paraná. O papel dos tutores regionais é fundamental na metodologia PlanificaSUS Paraná, pois são eles os responsáveis por multiplicar o conhecimento e aplicar a metodologia da Planificação da Atenção à Saúde nas suas respectivas regiões e municípios.
O principal objetivo é a análise dos resultados do Ciclo de Planificação 3, realizado no ano de 2025. A partir desses dados, os tutores definirão estratégias para melhorias na atenção à saúde, concentrando os esforços no fortalecimento dos fluxos e do acolhimento na Linha de Cuidado em Saúde Mental.
“A qualificação dos nossos profissionais é importante para que possamos oferecer um atendimento cada vez mais humanizado e eficiente. O PlanificaSUS Paraná, via formação de tutores, garante que as melhores práticas cheguem a cada unidade de saúde, impactando positivamente a vida dos nossos cidadãos”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
PLANOS DE AÇÃO – Um dos objetivos centrais do 18º Encontro é a elaboração de um planejamento estratégico para 2026. As discussões e oficinas realizadas durante os três dias servirão de base para a definição de novas metas e a expansão das iniciativas de sucesso.
A diretora de Atenção e Vigilância da Sesa e coordenadora do Grupo Condutor Estadual do PlanificaSUS Paraná, Maria Goretti David Lopes, diz que as análises e as estratégias definidas durante o 18º Encontro de Formação de Tutores Regionais orientarão as ações da Sesa para 2026. “O objetivo é dar continuidade à expansão e qualificação dos serviços, promovendo a articulação contínua entre a Atenção Primária e os serviços especializados, reforçando a missão do PlanificaSUS de proporcionar um atendimento cada vez mais eficiente à população do Paraná”, disse a diretora.
A coordenadora de Projetos e Novos Serviços de Saúde Mental na APS no Hospital Albert Einstein, Ana Alice Freire, destacou que o Paraná assumiu um "compromisso hercúleo" ao levar a discussão da saúde mental para a Atenção Primária em todo o Estado, ressaltando que o encontro de tutores é um espaço estratégico para monitorar e avaliar as ações, garantindo a padronização de processos e a melhoria contínua.
"É muito interessante ver que hoje conseguimos dar acesso às pessoas que têm necessidade de cuidado em saúde mental. Ao mesmo tempo, vamos ajudar a fazer um reordenamento dessa demanda, porque quando a gente atende de uma forma eficaz e assertiva na atenção primária, podemos diminuir o número de internações e até o número de casos de suicídios", afirmou Ana Alice Freire.
RECONHECIMENTO – A pesquisa "Implementação da linha de cuidado de Saúde Mental na APS para a organização da Rede", conduzida por Ana Alice Freire, por meio do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein (IIEPAE), recebeu o terceiro lugar na categoria "Produtos e Inovação em Saúde" no 17º Prêmio de Incentivo em Ciência, Tecnologia e Inovação para o SUS do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), na última terça-feira (2).
O trabalho apresenta a experiência do Paraná e de outros quatro estados que adotaram a metodologia e incorporaram a saúde mental na Atenção Primária à Saúde. A premiação reconhece o mérito de pesquisadores e profissionais cujos trabalhos contribuem de forma relevante com o desenvolvimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
PLANIFICASUS PARANÁ – O Paraná é destaque nacional do programa ao implementar a metodologia em 100% dos municípios e já qualificou mais de 18 mil profissionais em formações continuadas em saúde. Essa é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) em parceria com o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Hospital Israelita Albert Einstein (SP), por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (ProadiSUS) do Ministério da Saúde.
A estratégia colabora para que as equipes planejem melhores ações e acompanhem de forma contínua as pessoas visando um atendimento mais organizado, humanizado e resolutivo. O PlanificaSUS Paraná segue se consolidando como uma das principais estratégias para fortalecer a Rede de Atenção à Saúde, promovendo articulação entre a APS e a Atenção Especializada.
POr - AEN
O Paraná está entre os estados brasileiros com maior redução da taxa de mortalidade por aids da década, de acordo com o Boletim Epidemiológico de HIV/aids, do Ministério da Saúde.
O levantamento - no período de 2014 a 2024 - mostra que a queda foi de 47,8% e coloca o Paraná entre os quatro melhores números do país. Além do Distrito Federal, que teve queda de 52,6%, São Paulo (51%) está em segundo, e o Paraná empata com o Rio de Janeiro em 47,8%.
A redução de 47,8% derrubou a taxa de mortalidade por aids de 4,8 por 100 mil habitantes (em 2014) para 2,8 em 2024 no Paraná. Ela acompanha a redução significativa dos últimos anos em todo o país, mas a que queda é mais impactante que a média nacional que, no mesmo período, passou de 5,4 para 3,4 óbitos por 100 mil habitantes.
A taxa de 2,8 do Paraná está entre as menores do País e é melhor que 21 outros estados da Federação, além do Distrito Federal. Somente Minas Gerais (2,1), Ceará (2,2), São Paulo (2,4), Bahia e Goiás (2,7), além do Distrito Federal (1,8) têm indicadores mais favoráveis.
No Paraná, de 2010 a 2025, foram notificados 32.703 casos de aids em adultos e 21.983 casos de HIV. A maior concentração está na faixa etária de 20 a 39 anos (65,7%). A proporção no período é de aproximadamente 2,5 casos do sexo masculino para cada caso do sexo feminino
O Paraná desenvolve estratégias de redução do risco de exposição, como monitoramento, busca ativa dos casos, qualificação do banco de dados, compartilhamento de informações, capacitações, distribuição de insumos para prevenção e disponibilização de testes rápidos para detecção precoce de casos nos 399 municípios paranaenses. A Sesa também fornece fórmula láctea infantil para todas as crianças expostas ao HIV durante os seis primeiros meses de vida, enquanto não é indicado que a mãe amamente.
O secretário estadual da Saúde do Paraná (Sesa), Beto Preto, destacou que a redução da taxa de mortalidade no Estado está atrelada às políticas, capacitação e desenvolvimento de um atendimento que leva em consideração os cuidados com a doença e também o aspecto humanitário. “Estamos atentos sempre em dar o melhor tratamento, fazer toda a conscientização, trabalhar com a prevenção e dar a melhor condição de vida para quem tem o vírus”, afirmou.
DIAGNÓSTICO PRECOCE E TRATAMENTO – A Sesa, por meio das regionais e secretarias municipais de saúde, estimula, incentiva e recomenda ações que envolvam o acesso ao diagnóstico precoce, o tratamento em tempo oportuno bem como o acompanhamento e acolhimento de todas as Pessoas Vivendo com HIV/Aids (PVHA).
A Sesa também iniciou ações do Circuito Rápido da Aids Avançada, com 13 municípios e 15 serviços atuando efetivamente e com o principal objetivo da redução da morbimortalidade por aids.
Também são realizadas capacitações de forma rotineira com os profissionais em diferentes áreas de atendimento. A mais recente foi no mês de outubro, com a participação de profissionais da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis (DCIST), no Circuito Rápido da Aids Avançada, que pretende reduzir a mortalidade de pessoas que vivem com HIV/aids.
RECONHECIMENTO – O Paraná recebeu, no último dia 2 de dezembro, a certificação de eliminação da transmissão vertical do HIV (quando o vírus passa da mãe infectada para o filho). O reconhecimento foi dado pela segunda vez consecutiva depois de avaliar os indicadores de incidência de infecção pelo HIV em crianças.
Por - AEN
A produção industrial do Paraná avançou 1,2% no acumulado dos últimos 12 meses, resultado superior ao índice registrado pela indústria brasileira no mesmo período, que foi de 0,9%. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e refletem a alta dos principais segmentos que compõem a indústria paranaense.
O desempenho positivo é sustentado por setores tradicionais da economia do Estado, como papel e celulose, com crescimento de 4,8% nos últimos doze meses, móveis (12,6%), produtos químicos (9,3%), máquinas e equipamentos (8,4%) e veículos automotores (3,5%), que compensaram oscilações pontuais que sofreram volatilidades, como a taxação dos produtos brasileiros pelos Estados Unidos.
De janeiro a outubro a produção industrial paranaense cresceu 0,9%, também acima da média nacional (0,8%). Nesse cenário houve crescimento na fabricação de móveis (12,2%), veículos automotores (2,3%), máquinas e equipamentos (7%) e produtos químicos (9,5%).
No recorte mensal, a produção industrial do Paraná cresceu 0,5% em outubro, na comparação com setembro. No Rio Grande do Sul a queda foi de 5,7%, em São Paulo, -1,2%, e no Espírito Santo, -1,7%. A variação nacional foi de 0,1%, na série com ajuste sazonal. Apenas 8 dos 15 locais pesquisados pelo IBGE acompanharam esse movimento positivo.
O Paraná acumula seis meses com altas ao longo de 2025 (fevereiro, março, abril, junho, agosto e outubro).
SETOR MADEIREIRO – O Governo do Estado enviou nesta segunda-feira (8) à Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) um projeto de lei que autoriza a Fazenda Pública a adquirir até R$ 150 milhões em créditos tributários próprios habilitados no Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred), em poder dessas empresas, com deságio de 30%, e estabelece a redução da alíquota interna de 19,5% para 12% para os produtos da indústria madeireira.
O projeto objetiva socorrer o setor madeireiro diante do tarifaço dos EUA, a fim de mitigar os impactos das tarifas norte-americanas, estimular a atividade econômica do setor e preservar empregos no Estado. "O Paraná é o principal Estado do País em produção de madeira. Somente esse setor representa 40% das exportações paranaenses para os Estados Unidos, sendo o produto líder da nossa balança comercial com os norte-americanos”, ressaltou o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara.
De maneira geral o comércio com os EUA já foi impactado. Os principais destinos das exportações paranaenses ao longo de 2025 (janeiro a outubro) foram China, com 23,3% de participação, Argentina (8,2%), EUA (5,4%) e México (4%). A variação com os EUA foi 17,6% menor em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, a balança comercial continua superavitária com a articulação de empresas do Paraná com outros países. As vendas para a Índia cresceram 39,2% e para a Argentina, 69%.
Por -AEN
Um sistema de baixa pressão deu origem a um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul nesta segunda-feira (08). O fenômeno segue impactando o tempo no Paraná nesta semana, de acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), ocasionando grandes acumulados de chuva até o fim desta terça (09), e previsão de muito vento na quarta-feira (10).
Nesta segunda (08), os maiores acumulados de chuva do Estado foram na região Oeste: Altônia (97 mm), Assis Chateaubriand (74 mm), Guaíra (85,6 mm), Ouro Verde do Oeste (86,2 mm), Santa Helena (89 mm), São Miguel do Iguaçu (70,4 mm), e Toledo (89,2 mm). As rajadas de vento mais fortes ocorreram em Santa Maria do Oeste (77 km/h às 21h150), Santo Antônio da Platina (67 km/h às 18h), e Clevelândia (Inmet - 65,2 km/h por volta das 14h).
Nesta terça-feira (09) pela manhã, o ciclone extratropical estava sobre o Oeste do Rio Grande do Sul. Mesmo não passando sobre o Paraná, originou uma frente fria que atravessa o estado paranaense, trazendo grandes acumulados de chuva para todas as regiões. Antes mesmo das 10h desta terça, os acumulados já tinham passado de 50 mm em cidades como Paranaguá, Apucarana, Cornélio Procópio, Diamante do Norte (Inmet), Mandaguari (Sanepar), e Paranavaí.
“Existe o potencial para algumas rajadas de vento entre 50 km/h e 70 km/h. Chove com mais intensidade entre o Sudoeste e o Centro-Sul paranaense, com acumulados de quase 100 mm previstos para o dia. Nas outras áreas do Estado, a precipitação varia de 30 mm a 50 mm”, ressalta Lizandro Jacóbsen, meteorologista do Simepar.
O volume de chuvas nos primeiros dias de dezembro de 2025 já fez Toledo ultrapassar a média histórica para o mês: a média é de 163,8 mm e a estação meteorológica do Simepar na cidade já registrou 171,8 mm neste mês. Outras estações estão perto da média: em Altônia a média é de 146,6 mm em dezembro e a estação na cidade já registrou 146,6 mm até o momento. Em Santa Helena, a média para o mês é de 129,4 mm e já choveu um acumulado de 94 mm.
TEMPERATURAS – Devido à nebulosidade e à chuva, as temperaturas já diminuíram em comparação aos últimos dez dias, quando passaram dos 30°C em várias cidades. Só entre domingo (07) e segunda-feira (08), por exemplo, a máxima já caiu de 35,1°C para 23,9°C em Foz do Iguaçu, de 34°C para 29,8°C em Antonina, de 37,7°C para 24,1°C em Capanema, e de 38,2°C pra 29,8°C em Loanda.
O declínio nas temperaturas segue nesta terça. “Na Capital, máxima de apenas 21°C. Entre Francisco Beltrão e Pato Branco, a previsão é de 23°C de máxima. Nas praias e Campos Gerais, não passa dos 24°C. Entre Londrina e a região de Maringá, assim como em Paranavaí, Cascavel e Foz do Iguaçu, fica na faixa de 25°C a 26°C. A temperatura mais alta desta terça está prevista para Umuarama: 28°C”, detalha Lizandro.
VENTO – A previsão é que o ciclone já esteja no litoral do Rio Grande do Sul, na direção do oceano, na manhã desta quarta-feira (10). As chuvas devem diminuir no Paraná. Mesmo afastado do Paraná, por conta de sua intensidade o gradiente de pressão será significativo, o que favorecerá a ocorrência de muito vento no Estado.
“No Rio Grande do Sul, no Litoral, teremos rajadas de vento de quase 100 km/h, mas no Paraná as rajadas variam de 50 km/h a 60 km/h, principalmente na metade Sul do Estado”, explica Lizandro. Pontualmente, na faixa leste, as rajadas podem chegar a 80 km/h. Além das rajadas, a velocidade do vento ficará um pouco mais forte e constante no Estado ao longo do dia.
Por conta do ciclone no oceano, o mar deverá ficar agitado, especialmente entre a tarde da quinta (11) e manhã da sexta-feira (12), provocando ondas entre 1,5 a 3,0 metros no litoral paranaense, com picos maiores em alto-mar, oferecendo risco significativo à navegação.
Após uma trégua na chuva entre quarta e quinta, um novo cenário de instabilidade já é monitorado pelo Simepar, em parceria com a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil, a partir de sexta-feira. O aprofundamento de um novo sistema de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai favorecerá a ocorrência de novas tempestades, especialmente no Oeste, Noroeste e Norte do Paraná.
O Simepar emitirá novos boletins e orienta a população a cadastrar o celular para receber os alertas da Defesa Civil: basta enviar um SMS para o número 40199 com o CEP de sua residência. Também é possível salvar o contato da Defesa Civil nacional no Whatsapp para receber os alertas: (61) 2034-4611.
POr - AEN








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