Programa do Estado que viabiliza caixas de água já beneficiou 12 mil famílias

O programa Caixa D'Água Boa já beneficiou cerca de 12 mil famílias em mais de 300 municípios do Paraná.

Em 2025, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) e a Secretaria de Desenvolvimento Social e Família (Sedef) irão lançar a 8ª fase do programa, que conta com o esforço integrado das prefeituras viabilizar a seleção e o atendimento das famílias em situação de vulnerabilidade.

O Caixa d’Água Boa foi criado como forma de contribuir com a saúde e a qualidade de vida das famílias em situação de vulnerabilidade social, proporcionando o acesso à água tratada, especialmente em situações eventuais de interrupção temporária do abastecimento público.

O programa consiste na entrega às famílias de kits de materiais e orientação para a instalação da caixa, além do repasse de recurso financeiro para despesas com o serviço. A iniciativa conta com o esforço integrado das prefeituras para a seleção e o atendimento das famílias em situação de vulnerabilidade. A seleção das famílias é feita por órgãos municipais de assistência social ou de habitação popular.

“O objetivo maior deste programa é o de que todos tenham acesso a água tratada para garantir alimentação e higiene pessoal por 24 horas”, explica o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley. Ele lembra que os reservatórios domiciliares servem para eventuais paradas no abastecimento público, seja para uma manutenção programada ou em uma situação de emergência.

“Trabalhamos para que a água não falte nas torneiras, mas há situações de queda de energia, queima de bombas ou rompimentos de tubulações que nos obrigam a parar a distribuição. Nestes momentos, a caixa é essencial”, destaca.

Ele lembra que também é preciso parar o abastecimento, muitas vezes, para adaptações ou interligações de novos equipamentos, por ocasião de obras de ampliação do sistema. “Por isso, a caixa de água é um bem necessário”, ressalta Bley.

SELEÇÃO E ORIENTAÇÃO – As famílias beneficiadas pelo Caixa D’Água Boa são cadastradas em programas sociais, selecionadas e acompanhadas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) ou por órgãos responsáveis pela promoção de habitação popular nos municípios.

Antes das entregas dos kits, são realizadas reuniões comunitárias para que técnicos da Sanepar orientem a forma correta e mais segura de instalar a caixa. As famílias recebem um kit completo para realizar a instalação e cada uma decide se contratará um profissional ou se o serviço será feito por um morador do imóvel.

BENEFICIADOS – No Norte do Estado, técnicos da Sanepar e profissionais da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab) trabalham juntos há meses na seleção e orientação das cerca de 200 famílias aptas a receber os kits e recursos para a instalação da caixa d’água.

Na manhã desta quarta-feira (8), o prefeito Tiago Amaral, que acompanhou a entrega de kits do Caixa D’Água Boa, falou sobre a importância do programa e destacou a parceria com o governo estadual como uma ferramenta de resgate da cidadania de famílias vulneráveis. “Este é um baita programa. A gente tem que dar dignidade às pessoas e água é dignidade”, diz.

A dona de casa Leila Rodrigues da Silva foi uma das pessoas que recebeu o kit. Ela estava aguardando o caminhão com o material na porta de casa, havia participado do processo seletivo e das reuniões de orientações técnicas do programa ano passado. “Eu fiz um cadastro, eles falaram que eu ia ser contemplada e chegou”, comemora.

Dona Leila mora na região que será atendida pelo novo Centro de Reservação Noroeste, obra em fase de conclusão e testes operacionais. Diante das paradas no abastecimento necessárias para as interligações desta obra e de paradas emergências, ela e o marido ficavam sem reservação alguma. “Não tinha água. Não tinha como tomar banho quando chegava do serviço. Então, pra mim é muito importante ter a caixa de água”, afirma. 

As obras de ampliação no sistema de abastecimento de Londrina também vão melhorar as condições de atendimento na região da Vila Marízia onde algumas famílias já instalaram suas caixas. Cláudio José da Silva mora na Rua José Camuci e tinha uma caixa antiga de amianto, que pode ser devidamente descartada. “Agora a caixa que vocês deram ficou tão boa. Mil maravilhas”, relata.

Ele instalou o equipamento no imóvel com a ajuda do cunhado. “No kit vem registro, cano, cotovelo, luva, o suporte e a madeira. Eu furei dois metros na broca. E do lado fiz a sapata, coloquei uns ferrinhos e enchi de concreto. Esperei sete dias pra poder endurecer e pra poder trazer a caixa”, explica.

Morador da Rua Victório Ridão, José Cícero Soares tem a esposa doente, fazendo hemodiálises e não pode trabalhar. Ele produz e vende doces e salgados e, ainda, cuida da companheira. Não fosse pela ajuda financeira e pelo kit viabilizados pelo programa do governo, eles não teriam como ter reservação de água adequada no imóvel. “Teve uma orientação, teve um vídeo mostrando. Daí veio o rapaz, o pedreiro, e eu mesmo ajudei”, conta José.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Feiras, voos e capacitações: Paraná quer buscar avanços no turismo para 2025

O Paraná teve importantes avanços no setor do turismo ao longo de 2024, o que gera uma boa expectativa dos profissionais da área para 2025.

Dentre os resultados positivos está o saldo de oito mil agentes de viagens capacitados e o início de operação de novos voos sem escala, dobrando o número de rotas aéreas internacionais no Aeroporto Afonso Pena. Em 2025 o Paraná recebe uma nova temporada de navios de cruzeiro no Litoral, que deverá atrair 15 mil visitantes e, a exemplo do ano passado, imprimir forte movimento à região.

Os balanços, expectativas e outras ações relacionadas ao turismo paranaense foram temas abordados por Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná – o órgão de promoção comercial do setor no Estado -, em entrevista ao telejornal Paraná em Pauta, da TV Paraná Turismo.

“O Governo do Estado entende a importância do setor, com uma gestão que é entusiasta do turismo, por isso nossa expectativa para este ano é de grandes avanços, com o Paraná em ocupando um novo patamar do setor mundial”, disse Cortes.

Ele afirmou que a chegada de turistas internacionais ao Paraná, que foi o terceiro maior portão de entrada de estrangeiros no Brasil (894.536), mostra como as ações do Estado tem surtido efeito.

TEMPORADA DE CRUZEIROS – A segunda temporada (2024/2025) de cruzeiros internacionais no Paraná começou em 17 de dezembro, com o navio MSC Armonia atracando em Paranaguá, no Litoral do Paraná. Irapuan Cortes explica que esta temporada pode gerar mais de dois mil empregos diretos e indiretos na cidade e movimentar mais de 15 mil turistas na região.

“Em 2019, a pedido do governador, teve início uma série de conversas com grandes empresas e operadoras de navios de cruzeiro no mundo, entendendo a relevância e potencial que o Porto de Paranaguá tem nesse aspecto”, contou. “Por conta da pandemia, esses planos foram adiados por um tempo, mas graças aos esforços da Secretaria do Turismo e do Viaje Paraná, já estamos com segunda temporada de navios da MSC a todo vapor, atendendo, vendendo e apresentando os potenciais paranaenses aos turistas estrangeiros que desembarcam na cidade histórica”.

Ele explicou que o Estado montou uma grande estrutura de receptivo aos turistas, com divulgação de atrativos, shows, comodidade. A estrutura envolve expositores do perfil, belezas e atrações de cada município do Litoral. “Os expositores ofertam pacotes turísticos e levam os cruzeiristas para conhecerem a Ilha do Mel, Guaraqueçaba, as nossas praias e a própria cidade de Paranaguá. Entendemos que essas temporadas tem que constantes, porque elas ajudam a fomentar o fluxo de visitantes e divulgar o Paraná em nível internacional”, completou.

EVENTOS E FEIRAS – Ao longo de 2024, com um aporte superior a R$ 34 milhões, o Estado apoiou de mais de 300 eventos ligados ao turismo. Na entrevista, Irapuan Cortes destacou que 32 programações eram de nível internacional, com foco no fortalecimento do setor no cenário global, beneficiando tanto a economia local quanto os viajantes que descobrem as belezas e atrações paranaenses.

“Participamos no ano passado de grandes feiras nacionais e internacionais, porque sabemos o retorno que elas dão ao Estado em nível de mercado. É através destes encontros que o empresariado mundial do setor, como grandes operadoras, pode conhecer mais dos atrativos paranaenses, a exemplo de Curitiba, Foz do Iguaçu e outros destinos”, disse.

“Ainda neste mês de janeiro de 2025 estaremos na feira de Turismo em Madri, na Espanha, justamente para colocar o público e o trade turístico europeu em sintonia com o que há de mais bonito e mais preparado para ser vendido aqui no Paraná”, completou.

NOVOS VOOS – Irapuan Cortes lembrou que o Paraná dobrou o número de rotas aéreas internacionais sem escala no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na grande Curitiba, passando de quatro para oito operações. São voos diretos para Montevidéu (Uruguai), Buenos Aires (Argentina), Lima (Peru), Santiago (Chile) e Assunção (Paraguai), operados por quatro operadoras diferentes: Gol, Azul, JetsMart e Aerolineas Argentinas. Somado ao voo que liga o Aeroporto de Foz do Iguaçu à capital chilena, o Estado conta com nove voos internacionais sem escalas em outros aeroportos nacionais.

"Já temos nove voos com destino à América do Sul, incluindo Uruguai, Chile, Argentina, Peru e Paraguai, com possibilidade de ampliação dessas rotas. Estamos em negociação com grandes companhias aéreas da Europa, dos Estados Unidos e da América Central, para trazer novos voos aos nossos aeroportos internacionais de Curitiba e de Foz do Iguaçu. Essa ampliação da malha aérea vai fomentar ainda mais a chegada de turistas estrangeiros no Paraná e fortalecer também o nosso turismo emissivo”, explicou.

Ele também destacou as operações sazonais desta temporada de verão, ligando o Paraná a destinos no Nordeste. "Neste mês de janeiro, estamos com voos para o Nordeste, com o objetivo de levar os paranaenses para outras regiões, mas também, trazer turistas de outras partes do Brasil para conhecer os atrativos do Paraná. Isso é um bom indicador, porque mostra como as companhias aéreas estão investindo muito no Estado, especialmente durante a temporada”, completou.

CAPACITAÇÃO – O diretor-presidente também destacou o número expressivo de capacitações, realizadas pela Secretaria do Turismo e pelo Viaje Paraná ao longo de 2024. Ao todo, somando os dois órgãos, mais de 10 mil pessoas, entre agentes de viagens e outros profissionais do setor, foram impactados pelas ações.

"Capacitamos mais de oito mil agentes de viagens. Para isso, nos inserimos em eventos, como feiras nacionais e encontros promovidos pelas grandes operadoras do Brasil, mostrando o potencial turístico do Estado. Além disso, estamos trazendo operadoras de nível nacional e internacional para realizarem grandes convenções em Curitiba e Foz do Iguaçu, captando eventos de grande porte ao Paraná. Em 2025, teremos mais de 10 operadoras realizando suas convenções no Estado e esperamos impactar mais de 20 mil agentes", ressaltou o diretor.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Boletim agropecuário mostra transição entre as safras de grãos e batata no Paraná

O primeiro Boletim de Conjuntura Agropecuária do ano, preparado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), mostra como a primeira safra das culturas de milho, soja, feijão e batata caminham para o fim, dando espaço para a segunda safra que já iniciou.

Entre os grãos, os destaques nesse período são o milho e o feijão de segunda safra, que já tiveram seus plantios iniciados e devem ocupar uma área de 2,5 milhões e 381 mil hectares, respectivamente, com o total de 32 mil hectares já plantados.

Os plantios de feijão estão 6% efetuados e mais concentrados em sucessão às áreas colhidas para produção de silagem, e as áreas de milho encontram-se com quase 1% semeadas e sucedem áreas da primeira safra de feijão.

A evolução do plantio deve ocorrer com o avanço da colheita da soja que ocupa 5,7 milhões de hectares (ou 93% da área dedicada a grãos na primeira safra) e que, por enquanto, encontra-se com menos de 1% colhido e 12% em maturação.

O agrônomo do Deral, Carlos Hugo Godinho, explica que a colheita da soja pode avançar significativamente ainda neste mês. “Com o passar dos dias agora em janeiro, a gente deve evoluir na colheita da soja. E se voltar a chover, esses trabalhos devem se acelerar e podem ter um bom desempenho no Paraná”, afirma.

A primeira safra da batata também caminha para o fim. Com 16,9 mil hectares, se encontra totalmente plantada e com 60% desta superfície já colhida, o que corresponde a 10,1 mil hectares. Com a grande oferta e com o cenário atual, a tendência é de diminuição nos preços.

A segunda safra vem ganhando espaço. Da área de 11,2 mil hectares estimada para o plantio da segunda safra da batata, 39% já estão no solo, equivalendo a 4,4 mil hectares.

TRIGO – Segundo o boletim, as últimas áreas colhidas de trigo apresentaram bom desempenho, fazendo a estimativa de produção aumentar de 2,31 milhões de toneladas para 2,36 milhões. Apesar disso, a produção de 2024 é 38% inferior ao potencial das lavouras (3,8 milhões) e 36% inferior à produção obtida em 2023 (3,6 milhões).

LEITE – 2024 fechou o ano com o preço pago ao produtor de leite por litro posto na indústria em queda. Pesquisas do Deral apontam o litro comercializado em R$ 2,83. No entanto, mesmo com essa diminuição, a média mensal de dezembro ainda foi a terceira mais alta do ano, que foi marcado por muitas adversidades climáticas generalizadas que impactaram nos preços.

FRUTAS – O documento também apresentas os Dados das Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro/AGROSTAT sobre frutas, que apontam que, no viés da exportação, houve uma variação positiva de 2% em relação aos numerários transacionados em 2024, que representa US$ 1,377 bilhão vendidos contra US$ 1,349 bilhão em 2023.

No entanto, os volumes negociados em 2024 foram menores do que o ano anterior, representando 1,094 milhão de toneladas no ano passado contra 1,108 milhão de toneladas em 2023, apontando um aumento no valor das frutas nacionais.

 

 

 

 

Por - AEN

 IPR de dezembro indica estabilidade nos preços de alimentos e bebidas no Paraná

O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas do Paraná de dezembro registrou tendência de estabilidade em relação à variação observada no mês anterior, com indicador de 0,67%, apenas um centésimo a mais que o verificado em novembro.

Com relação aos seis municípios abrangidos pela pesquisa, o IPR aponta variação positiva de 1,04% em Curitiba, 0,88% em Londrina, 0,87% em Foz do Iguaçu, 0,59% em Ponta Grossa, 0,58% em Maringá e 0,08% em Cascavel.

O resultado geral foi impulsionado pela contribuição de itens como café e ovo de galinha, que, somados, influenciaram o índice mensal em 0,50%. Segundo o diretor de Estatística do Ipardes, Marcelo Antonio, as maiores variações percentuais entre os 35 itens pesquisados foram em ovo de galinha, 7,07%, bisteca suína, 6,56% e óleo de soja, 6,24%.

Influenciaram essas variações a redução da oferta de ovo de galinha, o aquecimento da demanda interna, especialmente pela indústria, por óleo de soja, e ajustes na disponibilidade de suínos para o abate neste período de intensa procura pela carne.

Entre os maiores aumentos em dezembro, em Cascavel, o destaque foi para a variação de 9,13% em bisteca suína. Em Curitiba, o principal item com aumento foi o pernil suíno, com 8,03%. Em Foz do Iguaçu e Ponta Grossa o principal item foi o ovo de galinha, com altas de 11,31% e de 9,20%, respectivamente. Em Londrina e Maringá, o tomate liderou as altas com variações de 14,24% e 14,78%.

“De forma geral, esses aumentos estão relacionados a ajustes na oferta desses produtos aos consumidores, aliado a uma demanda interna aquecida. Por outro lado, safras satisfatórias proporcionaram a queda nos preços de batata, feijão preto e de cebola no mês de dezembro”, diz Marcelo Antonio.

Pelo lado das quedas, a batata-inglesa teve maior destaque, com -37,24%, seguida pelo feijão preto, com -3,40%, e a cebola, com -2,79%. A batata-inglesa liderou a queda em todos os municípios, com retração de 43,09% em Curitiba, seguida de Cascavel (-39,22%), Ponta Grossa (-38,80%), Maringá (-37,25%), Londrina (-34,63%) e Foz do Iguaçu (-29,60%).

2024 – A persistência de reajustes mensais durante 2024 impulsionou o IPR acumulado no ano para 9,41%. “Esse resultado anual foi influenciado, considerando a ponderação isolada de cada produto no cálculo do índice, pela contribuição percentual de café, leite e óleo de soja, que, somados, foram responsáveis por 5,54% da variação do IPR no período”, explicou Marcelo Antonio.

Regionalmente, a maior variação acumulada do índice em 2024 ocorreu em Foz do Iguaçu, com 10,78%, e a menor em Curitiba, com 8,06%. Ponta Grossa teve variação de 10,16%; Cascavel, de 9,32%; Londrina, de 9,07%; e Maringá, de 9,05%.  

Entre as maiores variações acumuladas durante o ano de 2024 destacaram-se a laranja-pera, com alta de 59,62%, seguido pelo café, 44,55% e óleo de soja, 35,59%. “Fatores climáticos foram preponderantes na quebra de produtividade das safras de laranja e café, reduzindo estoques e pressionando os preços internos. Vale destacar a demanda externa pelo café brasileiro, dada a baixa disponibilidade do grão em outros países”, disse o diretor.

No outro extremo das variações de preços as maiores retrações constatadas no decorrer de 2024 ocorreram em cebola, tomate e batata-inglesa com decréscimos de 43,12%, 39,16% e 36,78%, respectivamente. “Em todos os casos, o clima favorável contribuiu para o plantio e a colheita, ampliando a oferta desses produtos ao consumidor”, explica Marcelo Antonio.

ÍNDICE – O Ipardes divulga mensalmente a variação do Índice de Preços Regional – Alimentos e Bebidas, a partir da análise de 35 itens em seis municípios. Os preços para o cálculo são extraídos de aproximadamente 382 mil registros das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas por 366 estabelecimentos comerciais dos municípios onde é feita a coleta e disponibilizadas pela Receita Estadual do Paraná, respeitando os critérios de sigilo fiscal.

 Líder nacional em educação, Paraná vai receber aporte recorde de fundo federal

O Paraná será contemplado em 2025 com um valor recorde do principal fundo da Educação do Governo Federal.

O Estado vai receber mais de R$ 530 milhões do Valor Aluno Ano Resultado (VAAR), do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O repasse recorde é resultado, entre outros fatores, da liderança conquistada pelo Estado no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). 

O bom desempenho na avaliação consolidou novamente o Paraná como referência em qualidade educacional, garantindo o maior repasse do VAAR entre os estados, conforme divulgado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O objetivo do VAAR é premiar e incentivar boas práticas e resultados de aprendizado.

No Paraná, 221 municípios atenderam  em 2024 as condicionalidades de melhora de gestão estabelecidas pela Secretaria de Educação Básica (SEB), do Ministério da Educação (MEC), estabelecidas pela Lei Nº 14.113, de 25 de Dezembro de 2020. Entre os principais requisitos a serem cumpridos pelas redes escolares para o acesso ao recurso estão o fortalecimento da gestão democrática e e alinhamento com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), além de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no caso da rede estadual de ensino.

Além disso, as redes precisam cumprir condicionalidades que dizem respeito à frequência estudantil; redução de desigualdades e avanços nos indicadores de atendimento e de aprendizagem, definidos e calculados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A comprovação do cumprimento das metas é feita anualmente pelos gestores educacionais dos estados e municípios, seguindo as regras de prestação de contas e comprovando que os recursos foram aplicados de acordo com os critérios estabelecidos pela legislação do Fundeb, garantindo a transparência e eficiência no uso do VAAR.

"Nos últimos três anos, o Paraná apresentou melhorias significativas nos indicadores educacionais, destacando-se pelo aumento no atendimento à educação básica, nas taxas de aprovação e no desempenho dos alunos em avaliações nacionais. Esses resultados consolidaram, pela segunda vez consecutiva, a liderança da rede estadual de ensino no Ideb, garantindo ao Estado o maior repasse do VAAR entre os estados beneficiados nesta edição", enfatiza o secretário de Estado da Educação do Paraná, Roni Miranda.

O valor do VAAR será distribuído e repassado diretamente aos municípios que deverão utilizá-los exclusivamente em ações voltadas para a educação básica. Isso inclui, por exemplo, valorização de profissionais da educação, melhorias na infraestrutura escolar, implementação de programas e projetos educacionais, entre outros. A lista completa com o descritivo das 221 cidades e respectivos valores a serem repassados, pode ser consultada AQUI .

 

 

 

 

Por - AEN

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