A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa), por meio da Escola de Saúde Pública do Estado do Paraná (ESPP), está com inscrições abertas para projetos de pesquisa com soluções para a saúde pública. A 8ª edição do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) é composta por cinco fases e o prazo vai até 16 de junho.
O objetivo do programa é apoiar e fortalecer pesquisas que podem ser aplicadas no Sistema Único de Saúde (SUS). As propostas aprovadas iniciam o convênio a partir de outubro deste ano.
A iniciativa é desenvolvida em parceria entre a Sesa, Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Paraná, Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (DECIT/SECTIS/MS), do Ministério da Saúde (MS) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Podem submeter propostas pesquisadores, instituições de pesquisa e órgãos de gestão em saúde, que buscam financiar projetos de pesquisa que visam solucionar problemas de saúde prioritários para o SUS e fortalecer a ciência e tecnologia em saúde nas unidades federativas.
O PPSUS está estruturado em cinco eixos temáticos: Ações Estratégicas para Atenção e Vigilância em Saúde; Atenção à Saúde Mental e outras Condições Crônicas Não Transmissíveis; Atenção à Saúde Materno-Infantil, da Criança, do Adolescente, da Mulher e da Pessoa Idosa; Monitoramento e Avaliação de Programas e Políticas de Saúde; e Tecnologias, Sustentabilidade e Inovação em Saúde.
“O desenvolvimento científico e tecnológico na área da saúde contribui para a melhoria da saúde das pessoas, com temas importantes. No caso do programa, a parceria entre as várias instituições é fundamental para o avanço e melhoria do SUS”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
FASES DO PROGRAMA – As etapas do edital consistem em: apresentação da proposta para a Fundação Araucária/Pré-seleção, análise e julgamento das propostas por consultores ad hoc, avaliação pela comissão de especialistas, análise pelo comitê gestor e resultado do julgamento. Mais informações no link.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior assinou nesta quinta-feira (15) o decreto que regulamenta a devolução de créditos acumulados de ICMS via Sistema de Controle da Transferência e Utilização de Créditos Acumulados (Siscred) para empresas e cooperativas agrícolas que adquirirem cotas de Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Paraná FIDC). A medida é uma das novidades do programa pioneiro do Estado, que funciona como uma espécie de Plano Safra estadual.
Como explica o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara, o estabelece as regras para a transferência desses créditos homologados pela pasta e que serão usados em apoio à cadeia produtiva agroindustrial e agrícola do Paraná. “Na prática, isso significa a injeção de dinheiro na veia para financiar a instalação de aviários e chiqueiros, para ampliar a produção de leite e para a construção de indústria de processamento agroindustrial”, ilustra o chefe da pasta.
De acordo com o regramento, a transferência do crédito acumulado poderá ter início a partir da integralização da operação de aquisição da cota do FIDC – ou seja, da aplicação de recursos no fundo de investimento – e será feita em 24 parcelas.
Com isso, os destinatários poderão usar o valor para abater até 100% do saldo devedor próprio no período de apuração. No entanto, não será possível utilizar esses créditos para liquidar o ICMS obtido por substituição tributária.
O FIDC Agro Paraná funciona como uma espécie de ‘guarda-chuva’, sob o qual as cooperativas instaladas no Estado e empresas integradoras podem participar por meio da criação de outros fundos vinculados e oferecer condições facilitadas de financiamento aos cooperados e integrados para a compra de máquinas, equipamentos, sistemas de irrigação e logística.
“Os FIDCs são uma nova forma de financiar a necessária expansão de nossa produção agrícola e nosso processamento agroindustrial. E agora a possibilidade de transferir os créditos do ICMS vem para complementar e ampliar esse esforço de financiamento. É uma medida inteligente e inventada aqui no Paraná que está sendo copiada em todo o Brasil. É motivo de orgulho para todos nós”, conclui Ortigara.
Lançado em abril na B3, o Paraná FIDC oferece uma alternativa às condições de financiamento do Plano Safra e de outros recursos destinados ao crédito rural e agroindustrial. A ideia é promover investimentos estratégicos para impulsionar ainda mais o agronegócio no Paraná. Para isso, o Estado vai aportar R$ 350 milhões para financiar essas iniciativas e espera gerar R$ 2 bilhões em negócios no campo.
O fundo deve contribuir ainda na promoção do crescimento econômico, com a segurança alimentar, com a preservação do meio ambiente e com o fortalecimento das comunidades rurais, podendo ser usados para sistemas de irrigação, expansão da produção, armazenagem, equipamentos e outras linhas. A iniciativa é inédita no País e, por isso mesmo, serve de modelo para que outros estados repliquem a proposta em outras regiões do Brasil.
Por - AEN
A Companhia de Saneamento do Paraná faz um trabalho contínuo de acompanhamento da situação dos mananciais superficiais e subterrâneos utilizados em todo o Paraná.
A Sanepar chama a atenção para a necessidade de uso racional da água devido à alteração dos níveis dos mananciais em função da baixa quantidade de chuvas em diversas regiões, especialmente no Centro e no Oeste do Estado.
Segundo o diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Julio Gonchorosky, nestas duas regiões a Sanepar identificou, por meio do InfoHidro, desenvolvido em conjunto com o Simepar, um maior número de mananciais de abastecimento com vazão mensal abaixo ou muito abaixo da esperada.
“O acumulado de chuvas para o período nessas regiões está abaixo do estimado. É importante evitar desperdícios de água tratada. As ações para o uso racional precisam estar sempre presentes em nossas vidas, estejamos ou não numa estiagem. A água é um bem precioso, que não pode ser mal usado em nenhum momento. No entanto, agora, o cuidado com a água se faz ainda mais necessário. E não apenas nas regiões Central e Oeste do Estado, onde os mananciais apresentam mais baixas, mas em todo o Estado. Isso precisa fazer parte dos nossos hábitos”, diz o diretor.
Analisando os dados atuais e as previsões de chuva, ele relata exemplos de situações que comprovam a necessidade desses hábitos. “Em Vitorino, o Rio Vitorino que tem permanecido em regime de seca e, em Francisco Beltrão, o Rio Marrecas está com volume bem baixo. Em Curitiba, por exemplo, eram esperados mais de 120 milímetros de chuva nos últimos 30 dias e o volume nesse período foi cerca de 40 milímetros", complementa.
Na Capital, barragens auxiliam nos períodos de estiagem, especialmente nos meses de inverno, quando, naturalmente, as chuvas são muito mais escassas. "Somente a partir de setembro, ou seja, daqui a quase quatro meses, é que iniciarão as chuvas de primavera, que deverão ser mais abundantes, trazendo maior volume de água armazenada em barragens”, detalha Gonchorosky.
USO RACIONAL – A água da Sanepar deve ser priorizada para a alimentação e higiene, sendo importantes atitudes como reduzir o tempo de banho, fechar a torneira ao escovar os dentes e ao lavar a louça. Tratar a água de piscinas, implantar cisternas para armazenar e usar a água da chuva em atividades como a lavagem de calçadas ou a rega de plantas, além de consertar vazamentos rapidamente, também contribuem para o uso adequado. Essas ações são importantes para utilização racional da água e também auxiliam na redução do valor da conta.
Por - AEN
Usuários que passam por rodovias do Oeste e Sudoeste do Paraná passam a contar com socorro médico e mecânico
A EPR Iguaçu assume a 00h00 desta sexta-feira (16) a prestação de serviços nas rodovias que compõem o lote 6 das Rodovias Integradas do Paraná. A partir de agora os usuários que trafegam pelos 662 quilômetros, que passam por 31 municípios nas regiões Oeste e Sudoeste, têm acesso a serviços como: atendimento médico, socorro mecânico (guinchos leve e pesado) e inspeção de tráfego.
“Oferecer ao usuário estrutura, conforto e segurança é primordial, por isso iniciamos os trabalhos em pista antes mesmo do prazo determinado em contrato. As vias que compõe o Lote 6 são estratégicas para o desenvolvimento econômico do estado e do país, já que conectam o Brasil a dois importantes parceiros comerciais, Paraguai e Argentina. É por elas que passa a produção regional, o escoamento da safra de grãos, além de ser um corredor turístico de grande importância. Possibilitar ao usuário a garantia de que ele tenha com quem contar em situações que podem impactar a viagem e auxiliar no que for possível para que ele chegue seguro ao seu destino é o que nos move”, afirma o diretor-presidente do Núcleo EPR Paraná, Marcos Moreira.
Os serviços de socorro médico e mecânico podem ser acionados pelo número de emergência 0800 277 0163. A frota de atendimento é composta por 15 ambulâncias, 9 guinchos leves, 5 guinchos pesados, 19 viaturas de inspeção, 3 caminhões pipa e 3 caminhões boiadeiro, garantindo a segurança, o conforto e a integridade do usuário.
Programa de investimentos
O lote 6 é composto por trechos das rodovias: BR-277, BR-163, PR-182, PR-483, PR-180, PR-280 e PR-158. Rodovias que são importantes corredores de escoamento agrícola e conectam o Oeste e o Sudeste do Paraná e o Mato Grosso do Sul ao Porto de Paranaguá, bem como caminhos que levam ao Paraguai, a Argentina e as Cataratas do Iguaçu, uma das sete maravilhas da natureza e um dos destinos mais procurados por estrangeiros.
Ao longo dos 30 anos de concessão, estão previstos R$ 13 bilhões de investimentos em obras de infraestrutura. O projeto contempla 462,4 km de duplicações, 31,4 km de faixas adicionais e 87,1 km de vias marginais, atendendo regiões fundamentais para o agronegócio e a logística nacional. Este é o maior pacote de duplicações do Programa Federal de Concessões de Rodovias.
As obras de duplicação de pistas devem iniciar no terceiro ano do contrato e das faixas adicionais no sétimo ano. A redução média de tarifa é de 20% na comparação com o contrato anterior. O modelo de concessão adota o Desconto para Usuários Frequentes (DUF), com redução de até 98% para veículos leves com uso de TAG eletrônica e passagens frequentes nas praças, e o Desconto Básico de Tarifa (DBT) de 5% para pagamento automático (TAG), tornando o pedágio mais acessível.
Obras no Sudoeste
As obras de recuperação do pavimento, sinalização e serviços de drenagem já iniciaram no Sudoeste, importante acesso para o município de Realeza. “A nossa prioridade é garantir que o usuário possa trafegar em rodovias que tenham pistas de qualidade, barreiras de segurança adequadas, boas condições de visibilidade e infraestrutura. Promovendo a segurança viária em todo o trajeto que está sob concessão”, destaca Silvio Caldas, Diretor Executivo da EPR Iguaçu.
Obras na BRs 277 e 163
Na região Oeste, já foi realizado o mapeamento de pontos emergenciais e já estão sendo realizados reparos e melhorias, tanto na BR-277, quando na BR-163. “O diálogo com o setor produtivo, cooperativas, transportadores e autoridades é prioridade. Seguimos sempre em sintonia com os usuários recebendo informações, demandas e pontos de vista que nos levem a melhorias contínuas na prestação dos serviços, contribuindo para o desenvolvimento do estado como um todo, fortalecendo a competividade do agronegócio e fomentando o turismo”, reforça o Diretor Executivo da EPR Iguaçu.
Além de garantir melhoria na fluidez do tráfego e o aumento da segurança viária, para os 31 municípios impactados, a EPR Iguaçu também fomenta a economia, com geração de mais de 400 empregos diretos e mais de 1.200 indiretos, até o momento.
Para saber mais informações sobre a EPR Iguaçu siga as redes sociais e fique bem-informado, no X e Instagram: @epr.iguacu. Acompanhe também o canal no WhatsApp https://x.gd/bhZS3
Sobre a EPR
A EPR é uma plataforma de investimentos em infraestrutura especializada em concessões de rodovias e mobilidade. A empresa consolida a expertise e solidez da Equipav, com mais de 60 anos de experiência no setor; e da Perfin Infra, gestora de fundos de investimentos em infraestrutura. A EPR prioriza a excelência na prestação de serviços, a segurança e o conforto dos usuários das rodovias, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável das regiões onde atua.
Por - Assessoria
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e outros atores que atuam no combate ao greening, doença mais agressiva da citricultura, têm conseguido o apoio da maioria da população e proprietários rurais nas áreas em que os citros precisam ser erradicados como medida de controle do inseto vetor. Nesta semana a força-tarefa está concentrada nas regiões de Cornélio Procópio e Londrina, no Norte do Estado.
Cecília Avelar mora desde quando nasceu, há 68 anos, em uma casa em Uraí, às margens da rodovia que liga essa cidade a Cruzeiro do Norte. Nesta terça-feira (13) ela foi surpreendida pela movimentação na garagem municipal, que fica ao lado de sua propriedade. Ali tinham sido destruídas mudas que eram vendidas de forma ilegal por um vendedor ambulante e também foi derrubado um pé de limão.
"Percebi aquela movimentação na garagem e fui ver o que estava acontecendo. O rapaz disse que estavam cortando as árvores", contou Cecília. Ela foi abordada por uma das fiscais da Adapar e imediatamente permitiu o corte de um pequeno pé de limão e um frondoso exemplar de lima, que abastecia não apenas ela, mas vários vizinhos que apreciam a fruta.
"A gente sente uma dor muito grande porque há oito anos tenho esse pé de lima aqui e o pezinho de limão, mas se é para o nosso bem e o bem da natureza, eu concordei que cortassem", afirmou. Enquanto era preparada a motosserra ela trouxe vários saquinhos de plástico e contou com a ajuda de quem ali estava para tirar o máximo possível de limas. "Vou levar para os vizinhos que gostam".
A moradora lembrou que a região já teve muito mais laranja do que abriga hoje. Ela própria tinha laranjas em seu quintal. "Mas aí foi morrendo, morrendo", disse. Também descreveu que as redondezas eram povoadas por pomares maiores. "Disseram que foi preciso cortar porque deu uma doença".
Dona Cecília destacou ainda conhecer pessoas que trabalham na indústria de sucos que a Cooperativa Agroindustrial Integrada possui no município e outras que produzem laranja comercialmente. "Para salvar os empregos temos que fazer algum sacrifício, mesmo com dor no coração. Temos que concordar que é para nosso bem e de todo mundo".
Na casa vizinha à de Cecília a equipe da Adapar encontrou apenas uma pessoa fazendo reformas. Mas da rua era possível ver pés de laranja e limão que apresentavam sintomas da doença e havia necessidade de fazer os cortes. A erradicação é a solução nesses casos, e obrigatória pela legislação. Uma ligação telefônica ao proprietário foi o suficiente para a autorização de corte. Ali os técnicos encontraram o psilídeo Diaphorina citri, vetor da doença, alimentando-se de folhas, um risco grande para as produções comerciais ao redor.
"Fui surpreendido com a aceitação dos donos das propriedades visitadas, que permitiram realizar o trabalho sem problemas", disse o fiscal da Adapar Nelson Kanda. "Não houve resistência". Ele veio de Curitiba para integrar o grupo de 40 servidores de várias regionais da Adapar que estão atuando na Operação BIG Citrus.
RURAL – Os fiscais Orlando Hansen, da Adapar em Santa Cruz do Monte Castelo (Noroeste), e Paulo Ricardo Campos, de Francisco Beltrão (Sudoeste), estão percorrendo as propriedades rurais de Assaí (Norte). "Encontramos algumas propriedades com o greening, que pode colocar em risco a atividade na região, mas os produtores, de forma geral, têm entendido as orientações que são passadas. Eles recebem as notificações para eliminar as plantas sintomáticas com menos de oito anos e a determinação para fazer o manejo adequado", destacou Hansen.
O proprietário do Sítio Monte Alto, Cláudio Massahiro, foi um dos que se engajaram na proposta de salvar a lavoura. Além de laranja, ele produz pitaya, abobrinha, café, banana, lichia, soja e avocado, para o qual pretende conseguir a certificação do Global G.A.P. com vistas à exportação. "É importante tomar todas as medidas para garantir a sanidade vegetal", disse.
Em citros ele possui 5,1 mil pés. Recentemente eliminou 80 plantas que estavam infectadas pelo greening. "Tem outras para serem eliminadas", afirmou. "Tem muitos produtores que são contra ou ficam desconfiados dessa Operação BIG Citros, achando que vão prejudicar os agricultores, mas nós achamos que, pelo contrário, é uma operação necessária e muito importante para tentar manter a citricultura do Paraná", afirmou Massahiro.
Enquanto é dada a orientação e realizadas eventuais autuações, o fiscal Paulo Ricardo Campos atualiza os dados da propriedade, registrando extensão e variedades de citros exploradas com as respectivas produções. "É um levantamento que cumpre as determinações do Ministério da Agricultura e que passa a fazer parte do banco de dados nacional", disse.
As equipes contam com a participação ativa das prefeituras e da Cooperativa Integrada, além da retaguarda garantida pela Polícia Militar. Algumas emissoras de rádio e televisão e jornais da região também estão contribuindo com a difusão das ações e ajudando na conscientização sobre a seriedade da doença e a necessidade da atuação conjunta.
DOENÇA – O HLB ou greening dos citros é atualmente a praga mais importante devido à severidade, rápida disseminação e dificuldades de controle. Ao sugar a seiva de uma planta infectada, o psilídeo leva a bactéria causadora da doença para outras árvores do pomar.
O greening afeta seriamente as plantas provocando queda prematura dos frutos, que resulta em redução da produção e pode levar à morte precoce. Além disso, os frutos ficam menores e deformados. A planta também pode apresentar sementes abortadas, açúcares reduzidos e acidez elevada, o que deprecia o sabor, diminuindo a qualidade e o valor comercial.
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou nesta quarta-feira (14) a Licença de Instalação (LI) para a construção da primeira usina de etanol de milho da Coamo Agroindustrial Cooperativa, em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Estado. O documento foi emitido pelo Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).
O investimento da Coamo será de R$ 1,7 bilhão, sendo R$ 500 milhões em financiamento aprovado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos do Fundo Clima.
“É uma alegria participar desse momento histórico, a primeira grande indústria de etanol de milho do Paraná, uma planta bilionária de investimentos da Coamo, consolidando o Paraná como um dos maiores produtores de biocombustível do Brasil”, afirmou Ratinho Junior. “Ela já nasce ultramoderna, pois além de produzir o etanol de milho, que é um combustível sustentável, terá também autogeração de energia, fazendo com que essa indústria seja autossuficiente e abastecendo as demais plantas do parque industrial da Coamo”.
“Além disso, com o seu derivado daquilo que sobra, ela faz o DDGS, que é a base para a ração com proteína animal, em especial para bovino e suinocultura. É geração de emprego na veia, consolidando o Paraná como o estado mais sustentável do Brasil, e também como o supermercado do mundo, que gera alimento, biocombustível e energia limpos”, acrescentou o governador.
A cooperativa recebe anualmente 3 milhões de toneladas de milho, das quais entre 500 mil e 600 mil toneladas serão destinadas à produção de biocombustível. O complexo terá capacidade para processar 1.700 toneladas de milho por dia e produzir 765 mil litros de etanol a cada 24 horas. As operações devem ser iniciadas no segundo semestre de 2026.
Além disso, o projeto vai garantir a produção diária de 510 toneladas de farelo para nutrição animal (DDGS) e 34 toneladas de óleo de milho, produtos gerados após a fermentação. O DDGS é um farelo rico em fibras e proteínas, utilizado na alimentação animal, enquanto o óleo de milho pode ser destinado à produção de biodiesel.
“Isso prova que o Paraná está na vanguarda. A Coamo é a maior cooperativa da América Latina e o Governo do Estado vem aqui demonstrar o respeito que tem por Campo Mourão e pela região, trazendo a licença de instalação. Estamos provando que é possível crescer, se desenvolver, gerar emprego, renda, melhorar a vida das pessoas, cuidar e recuperar o meio ambiente”, ressaltou o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes.
“Essa é uma planta que nasce com o DNA de uma indústria limpa. Ela vai gerar energia para todo restante do parque industrial da Coamo. Com isso, Campo Mourão vai ter mais empregos, mais renda, receberá mais impostos e a cidade, sem dúvida alguma, será melhor”, finalizou o secretário.
Para o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, o investimento da cooperativa mostra que é possível o crescimento econômico aliado à sustentabilidade. “Com o investimento benéfico da Coamo, vamos ver se materializar para sempre mais uma matriz de sustentabilidade para ser oferecida ao mundo pelo nosso grandioso Paraná. O supermercado do mundo é pouco para nós”, defendeu.
A nova planta será construída no Parque Industrial da Coamo, às margens da BR-487. Atualmente, o complexo abriga nove plantas industriais voltadas principalmente para a alimentação humana e animal. Entre as instalações estão moinho de trigo, fiação de algodão, indústrias de margarinas e gorduras vegetais, entre outros.
“Para nós hoje é mais uma etapa da construção do desenvolvimento sustentável no Estado. O Paraná é rico em solo, em água, em florestas, e tem uma capacidade produtiva muito grande demonstrada pelos seus agricultores e, nesse particular do etanol, demonstrada pelos cooperados da Coamo”, comenta o diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza.
“Essa preocupação do licenciamento ambiental traz a perspectiva de que nós possamos ter no Paraná empreendimentos que geram empregos, impostos e renda, tudo isso com sustentabilidade. Foi um trabalho árduo da nossa equipe técnica e da cooperativa para subsidiar a decisão de emitir primeiro uma licença prévia, que determinou que o local era cabível de se instalar uma usina. Agora, a licença de instalação permite efetivamente a execução da obra de construção da planta”, salientou Souza.
De acordo com a cooperativa, serão criados 2.200 empregos diretos durante a construção da nova planta industrial, e outras 250 vagas quando estiver em operação. Segundo o presidente Executivo da Coamo, Airton Galinari, o objetivo é agregar valor à produção dos cooperados.
“Vamos esmagar 600 mil toneladas de milho ao ano, com produção de etanol, farelo de milho e óleo de milho. Para a comunidade é espetacular porque gera emprego perene, qualidade e traz desenvolvimento. É uma indústria que agrega valor. Não é mais apenas a venda de um cereal, mas sim um cereal transformado em um biocombustível e num farelo de alta proteína”, afirmou.
Outro ponto importante é que, além do etanol, a indústria terá uma matriz energética térmica baseada em eucalipto de reflorestamento próprio, com 5 mil hectares de cultivo. A usina gerará 30 megawatts de energia elétrica, suficiente para abastecer 100% do parque industrial do complexo de etanol de milho.
“Além de todos esses produtos, ela vai gerar energia elétrica. Isso permite que todas as outras nove indústrias sejam autossuficientes a partir de uma matéria-prima renovável, que são os reflorestamentos de eucalipto. É um ciclo virtuoso, uma indústria altamente sustentável, onde escolhemos Campo Mourão e o Paraná por questões de logística, por estar mais ao Sul, então comercialmente também beneficia bastante”, concluiu o presidente executivo.
O Brasil conta com 24 usinas de etanol de milho em operação. Destas, 11 são dedicadas exclusivamente ao milho, enquanto as demais são usinas flex, que produzem etanol também pela cana-de-açúcar. A produção de etanol de milho é predominante na região Centro-Oeste, mas há projetos de expansão em diversas regiões do País.
MEMORIAL – Durante a entrega da Licença de Instalação, Ratinho Junior também visitou o Memorial da Coamo, que conta a história tanto da cooperativa quanto da própria cidade.
“É algo que nos enche de orgulho. Conhecer mais a fundo a história da Coamo, que já é conhecida por todos que vivem um pouco da agricultura, dessa evolução do Brasil, com detalhes, a transformação que aconteceu ao longo desses últimos 50 anos. É ver essa que se transformou, da união de 79 agricultores, na maior cooperativa da América Latina, faturando acima de R$ 30 bilhões”, salientou Ratinho Junior.
O Memorial fica na Avenida Guilherme de Paula Xavier, nº 6950, e recebe todos os públicos, desde crianças e escolas até adultos e cooperados. Para visitar o espaço é necessário agendamento. Mais informações podem ser conferidas AQUI.
COAMO – Com 54 anos de existência, a Coamo Agroindustrial Cooperativa é a maior empresa do Paraná e aparece na 44ª posição entre as 500 maiores do Brasil no ranking Época Negócios 360º 2024, liderando o setor que mais se destaca no cenário de negócios do Estado: o cooperativismo. A gigante do setor encerrou o ano passado com uma receita global de R$ 28,82 bilhões. Desse montante, R$ 694 milhões foram distribuídos entre os mais de 32 mil cooperados espalhados pelo Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Mesmo diante das dificuldades climáticas, a Coamo recebeu um total de 8,02 milhões de toneladas de produtos agrícolas em 2024, equivalente a 2,7% da produção brasileira de grãos e fibras. No mercado externo, exportou 4,34 milhões de toneladas de commodities e produtos alimentícios, gerando um faturamento de US$ 1,88 bilhão.
A industrialização é um pilar importante dos negócios da Coamo. A planta de etanol deve se somar a outras plantas de processamento de soja, café, margarina e gordura vegetal, distribuídas entre Campo Mourão, Paranaguá (PR) e Dourados (MS). Em 2024, inaugurou sua nova fábrica de rações, produzindo nutrição animal para gado de corte e leiteiro, equinos, suínos, aves, peixes, cães e gatos, com investimento de R$ 178 milhões.
PRESENÇAS – Participaram da entrega da licença os secretários estaduais Aldo Bona (Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) e Sandro Alex (Infraestrutura e Logística); o subchefe da Casa Civil, Lúcio Tasso; o prefeito de Campo Mourão, Douglas Fabrício; o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi; diretores e cooperados da Coamo e demais autoridades da região.
Por - AEN















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