Uma idosa de 70 anos de idade foi morta por um elefante enquanto coletava água em uma vila localizada no lesta da Índia.
A informação foi confirmada pelo tabloide britânico Daily Mail e por outros veículos de imprensa locais. Segundo o jornal Press Trust Of India, Maya Murmu estava pegando água na última quinta-feira, 9, quando foi surpreendida pelo animal, que a pisoteou e foi embora.
Ela foi atendida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital horas depois. Durante a noite, quando o corpo da mulher estava na pira funerária, o animal voltou ao local, pisou novamente no corpo de Murmu. Segundo jornais locais, a cerimônia funerária continuou normalmente após o animal deixar o local.
As autoridades acreditam que o elefante viajou do Dalma Wildlife Sanctuary até o local do acidente, que fica a mais de 200 km do ponto de origem. Estimativas do governo indiano mostram que aproximadamente 100 pessoas são mortas por elefantes a cada ano, mas fundações afirmam que o número pode ser até três vezes maior.
Por - Jovem Pan
Todos os dias, 449 pessoas obtêm licença para usar armas no Brasil.
É o que aponta um levantamento feito pelo Instituto Sou da Paz com base em dados do Exército brasileiro.
Na gestão de Jair Bolsonaro, as regras para compra de armas e munições foram flexibilizadas para pessoas com licença de colecionador, atirador esportivo e/ou caçadores, os chamados CACs
A lei em vigor permite que os atiradores comprem até 60 armas, incluindo 30 de uso restrito, como fuzis. E a licença de atirador dá direito à compra de até 180 mil balas por ano.
Os caçadores podem comprar até 30 armas e até seis mil balas e, para os colecionadores, praticamente não há limites: as regras em vigor dizem que eles podem comprar até cinco peças de cada modelo de arma.
Segundo o levantamento, o total de CACs no nosso país saltou de pouco mais de 167.300, em julho de 2019, para 605.313 pessoas, em março deste ano. Em menos de três anos, o país passou a ter 440 mil pessoas a mais com permissão legal para comprar armas e munições.
Vale destacar que uma pesquisa recente do Datafolha revelou que 7 em cada 10 brasileiros não concordam com a suposição de que armas trazem mais segurança e rejeitam a ideia de que ‘povo armado jamais será escravizado’, frase que costuma ser repetida por Bolsonaro.
O percentual dos que discordam é maior entre mulheres, pessoas que se autodeclaram pretas e também entre os mais pobres, com renda de até dois salários mínimos.
Por Rádio 2
Mais de dois terços dos postos de trabalho criados este ano foram em pequenas empresas.
Dos 700 MIL 590 empregos formais criados, quase 586 MIL foram no setor de pequenos negócios.
Os dados se referem ao período de janeiro a abril, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
Foram mais de 470 mil vagas acima das oferecidas por médias e grandes empresas.
As áreas que mais abriram postos de trabalho com registro em carteira foram o setor de serviços, com mais de 110 mil postos; comércio, com mais de 28 mil; e a indústria, com mais de 25 mil.
A nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH) entrou em vigor no dia 1º de junho com diversas novidades em suas informações e visual.
A troca para o novo modelo será gradual de acordo com o vencimento do documento atual. Mas e quem quiser utilizar o novo padrão, pode solicitá-lo?
Na teoria sim, você pode trocar a versão antiga da sua CNH para a nova solicitando a segunda via do documento. Esse processo não é gratuito, envolve as taxas de emissão e de envio da habilitação, e o condutor deve quitar seus débitos, caso os possua, junto aos orgãos responsáveis.
Mas os Detrans de cada estado apresentam procedimentos diferentes em relação a segunda via. Detrans como o do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul não oferecem nenhuma objeção para essa solicitação com o novo padrão da CNH.
Já o Detran de São Paulo só está distribuindo o novo modelo para os motoristas com o documento vencido. Ou seja, quem solicitar uma segunda via com sua CNH ainda válida, vai receber a versão antiga da habilitação.
Caso você deseje mesmo trocar a sua CNH para o novo modelo, entre em contato com o Detran do seu estado e confirme se ele já está disponível para a emissão da segunda via.
Com Microsoft Start
"Eu tinha 18 anos e fazia jornalismo na PUC do Rio quando meu pai foi transferido para a Bélgica. Como gostava de pintar, o momento parecia perfeito para mergulhar nesse universo. Assim, me inscrevi numa escola de artes em Lausanne, na Suíça. Era a primeira vez que ficaria sozinha, por conta própria. O ano era 1958.
Cheguei ao Instituto Athenaeum e imediatamente fui à secretaria me apresentar. Notei um rapaz na sala que não parava de me olhar. De rabo de olho, vi que era um loiro, bonitão. Gostei. Depois disso, sorríamos um para um outro sempre que cruzávamos nos corredores. Até que tomei coragem e chamei o moço para um café depois da aula.
Raymond era suíço de Neuchâtel, tinha acabado de completar 19 anos e cursava arquitetura. Nesse primeiro encontro, falamos sobre a minha viagem, o Brasil, arte e música. Ele me perguntou se poderia me chamar de Mitsouko, que era o perfume da Guerlain que eu usava na época. Claro que sim.
O passeio virou nossa rotina nas duas semanas que se seguiram. Todos os dias, ele me esperava na porta da classe e, de mãos dadas, descíamos as ladeiras da cidade. Tomávamos um café, ele me levava para a pensão onde eu morava e pegava o trem de volta para casa. Sem tempo a perder, resolvi fazer logo o teste do beijo. Roubei um selinho dele enquanto nos despedíamos. Uma delícia.
Durante seis meses, vivi um sonho. Passar os dias fazendo arte com aquele homem ao lado era tudo o que eu podia querer. Diferentemente da que havia deixado no Brasil, nossa relação não tinha joguinhos, era perfeita. Ele era romântico, atencioso. Um lorde. Mas a comissão brasileira da qual meu pai fazia parte estava voltando ao Brasil e eu precisava acordar. Raymond faria o serviço militar no ano seguinte, não poderia pensar em sair da Suíça tão cedo. E eu, não tinha como manter a vida cara da Europa.
Nunca vou me esquecer do dia em que Raymond me deixou na estação. Parecia cena de filme. O trem seguindo, e eu vendo sua imagem diminuir de tamanho até sumir de vez. No começo, eu escrevia para ele toda semana. Mandava fotos, desenhos. Mas as cartas demoravam a chegar, isso quando chegavam. Comecei a ficar deprimida. Só pensava em trabalhar para poder comprar uma passagem para a Suíça. Como tudo que sabia fazer era falar francês e inglês, fui fazer um curso de datilografia. Três meses depois, consegui um emprego de secretária tradutora, e me matriculei no curso de artes plásticas do Instituto de Belas Artes.
"Nunca vou me esquecer do dia em que Raymond me deixou na estação. Parecia cena de filme. O trem seguindo, e eu vendo sua imagem diminuir de tamanho até sumir de vez"
Minha comunicação com Raymond estava cada vez mais espaçada. Sentia falta de uma atitude dele, de dizer ‘estou indo para o Brasil!’. Precisava ter algum sinal de que ficaríamos juntos outra vez. Foi quando reencontrei Samuel, velho amigo do grupo de escoteiros, que conhecia desde os 15 anos. Ele estava noivo, mas declarou seu amor e começamos então a namorar. Meu pai me fez terminar com Raymond por carta. E nunca mais tivemos notícias um do outro.
Aos 22 anos, me casei com Samuel. Logo nos mudamos para São Paulo, e tivemos três filhos: Carlos, Luis e Isabela. Éramos muito amigos, companheiros. Mas depois de 16 anos nossas diferenças começaram a aparecer. Ele havia virado um grande homem de negócios, queria uma mulherzinha em casa fazendo biscoitos. E eu, era uma artista intelectual. A primeira coisa que fiz depois que entrei para a análise foi me separar.
Meses depois conheci Paulo. Ele era cunhado de uma amiga, também tinha três filhos e estava separado havia pouco tempo. Eu já estava com tudo pronto para voltar para o Rio, quando ele me falou: ‘Você não vai gostar de lá, as coisas mudaram muito’. ‘Então me peça para ficar’, retruquei. Paulo foi até a banca, comprou um jornal e começou a procurar um apartamento para morarmos juntos. O pedido de casamento veio depois de 40 dias. Criamos juntos nossas seis crianças. Dez anos depois, ele fugiu com a secretária e nunca mais apareceu.
Eu tinha 49 anos quando, definitivamente, tomei as rédeas da minha vida. Até então, havia mantido quase que uma vida paralela de artista plástica. Deixava os filhos na escola e ia para o ateliê, fazia exposições, estudava. Mas ainda não me sentia independente. O divisor de águas foi o curso de terapia artística que me transformou na profissional que sou. Naquele período, me dei conta de que não precisava mais de um marido, mas acabei reencontrando meu psicanalista, que havia me ajudado no meu primeiro divórcio, e resolvemos ficar juntos. Ele foi um professor, um mestre para mim. Ficamos juntos por 12 anos, até ele morrer.
Cansada dos homens, decidi focar na minha profissão, na minha família e nos meus netos. Brincava dizendo: ‘Se vocês me encontrarem lavando cueca e dobrando meia de homem, podem me internar, porque devo estar doida’. Não passava pela minha cabeça casar novamente.
Um belo dia, encontrei um envelope amarelo no meio das correspondências, na porta do ateliê. A princípio, achei que era propaganda eleitoral. Depois, vi que o o selo era da Suíça e pensei que era da minha melhor amiga, Stella, que mora lá. Demorei alguns minutos para abrí-lo. Quando o fiz, o choque: era de Raymond, o suíço com quem havia namorado 55 anos antes.
‘Colombier, 11 de maio de 2014. Em 1958, em Lausanne, tive a oportunidade de conhecer uma charmosa brasileira. Ela morava no número 2 da Av. Ruchonnet. Eu tinha o prazer de chamá-la pelo nome do delicioso perfume da Guerlain, que lhe caía tão bem: Mitsouko... Durante alguns meses ela frequentou a mesma escola que eu, o Instituto Athenaeum. Seu pai teve a honra de representar o Brasil na Exposição Universal de Bruxelas. Portanto, se meu nome e estas palavras têm algum significado para você, tenha a gentileza de me confirmar. Parece-me que esta poderia ser uma ocasião maravilhosa de simplesmente trocarmos algumas palavras, algumas memórias. P.S.: Lhe envio esta carta como quem lança uma garrafa ao mar!’.
Enquanto lia aquelas palavras, meu corpo tremia todo. Tinha a sensação de que ele iria se materializar na minha frente. Eu poderia esperar tudo, menos uma carta do Raymond. Durante todos aqueles anos, me perguntava o que teria sido de sua vida. Quando aprendi a mexer no computador, havia buscado por ele algumas vezes. Não podia ser verdade.
Nervosa, liguei para minha filha, Isabela, e em seguida para Stella. Não sabia o que fazer, o que pensar. Será que ele estava me procurando para algum encontro da escola de artes? O que ele queria comigo? Será que era algum stalker? Verdade é que aquele era o único homem que ainda mexia comigo.
"Enquanto lia aquelas palavras, meu corpo tremia todo. Eu poderia esperar tudo, menos uma carta do Raymond"
Isabela me convenceu a responder, argumentando que eu não tinha nada a perder. Eu tinha tanta vontade quanto medo. Mas tomei coragem. Depois de dois dias completamente perturbada, me sentei na frente do computador, olhei para o endereço de e-mail que constava no fim da carta e comecei a digitar. Estava nervosa demais para escrever qualquer coisa. Mas respirei fundo.
Comecei dizendo que, sim, a carta na garrafa havia chegado à praia certa. Depois, questionei o porquê daquele contato após 55 anos. No dia seguinte, recebi a resposta: ‘Porque nunca te esqueci!’. Meu coração disparou. Começamos a conversar virtualmente.
Raymond me contou que, casado uma única vez, por 40 anos, sua mulher tinha morrido de câncer havia alguns meses. E, arrumando as gavetas, tinha encontrado um isqueiro que eu havia dado de presente para ele em 1958, com uma foto minha, e resolveu me procurar. Para isso, foi até o Consulado de Genebra, na Suíça, que o aconselhou a checar as telelistas. Tentou primeiro a do Rio de Janeiro. Em seguida, a de São Paulo, onde eu morava. A sorte é que eu estava usando meu nome de solteira: Mary Porto. Ele então encontrou dois endereços e mandou a mesma carta amarela para ambos.
Ficamos o mês todo conversando por e-mail e Skype. Até que Raymond tomou a atitude que tanto havia desejado. ‘Vou à sua exposição’, disse. Tomei um susto danado. Como explicaria para minha família que um namorado do passado ficaria alguns dias em casa? A vida resolveu por mim: quando foi comprar os bilhetes, ele descobriu que seu passaporte estava vencido e renovar os documentos demoraria um bocado. Então, me ofereci para visitá-lo nas férias de julho. Ele adorou a ideia e disse que poderia me hospedar na casa dele, em um quarto separado, para me deixar confortável.
Isabela programou toda minha viagem sem dizer nada a ninguém. Uma semana antes de embarcar, no entanto, resolvi contar a novidade para meus outros filhos e netos, que acharam aquilo absurdo. Voei para a Suíça morrendo de medo. No avião, me pegava pensando na loucura que estava fazendo.
Cheguei ao aeroporto de Zurique e lá estava ele. Casaco preto de couro, cabelo branco… Bonitão, como sempre. Nos abraçamos longamente. Antes de dirigir duas horas para casa, paramos para comer e conversar. Dez dias depois, estávamos na cama e, como um raio, ele se levantou. Nu, sacou um anel e o colocou no meu dedo. Aos 74, eu me casava pela quarta vez.
Estamos juntos há oito anos, nos revezando entre o Brasil e a Suíça. Não fazemos planos para o futuro. Nosso combinado é viver o hoje, felizes e juntos. A essa altura da vida, entendi, com Raymond, que o amor não envelhece. Ao contrário, é a fonte da eterna juventude.”
"A essa altura da vida, entendi, com Raymond, que o amor não envelhece. Ao contrário, é a fonte da eterna juventude"
Por - Marie Claire
O Brasil tem 3,4 mil pontos de recebimento de produtos eletrônicos para reciclagem.
Esses pontos viabilizam a logística reversa e a destinação ambientalmente correta dos equipamentos já sem uso e estão presentes em todos os estados brasileiros, segundo a Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (Abree). Também já há 21 centrais de logística reversa em capitais, com a cobertura para mais de 1,5 mil municípios.
A regulamentação para reciclagem e logística reversa do setor de eletroeletrônicos e eletrodomésticos foi publicada há dois anos, com o Decreto 10.240, o que impulsionou o processo no Brasil, segundo o presidente da Abree, Sergio de Carvalho Mauricio.
De acordo com ele, a logística reversa começa a partir da decisão consciente do consumidor, cujo produto eletroeletrônico ou eletrodoméstico não tem mais serventia, de descartar o equipamento em um local adequado. “É aí que começa o processo da logística reversa, com essa atitude do consumidor final de descartar de maneira responsável, permitindo que esse produto possa seguir o caminho da reciclagem”, disse Mauricio.
Reinserção na cadeia
A Abree se encarrega de efetuar a remoção dos equipamentos descartados nos pontos de recebimento, transportando-os até os recicladores ou empresas de manufatura reversa. “São aquelas que vão pegar o eletroeletrônico, proceder à sua desmontagem de maneira responsável, tanto do ponto de vista ambiental como trabalhista, e garantindo que isso não vai oferecer risco para o meio ambiente nem para os trabalhadores”, explica Mauricio.
“Todos os materiais (metais, plásticos, vidros) que compõem o eletroeletrônico acabam sendo separados, segregados, picados e se tornam matéria-prima para que possam ser reinseridos no processo produtivo”, completa.
Esse processo, segundo o presidente da Abree, traz grande benefício para a sociedade como um todo. “Primeiro, porque a gente evita que materiais tenham uma destinação que sejam lixões, aterros sanitários ou, pior ainda, que vão parar nas praias, rios, terrenos baldios. Outro benefício trazido pela reciclagem e logística reversa para o meio ambiente é que, quando essas matérias-primas são reaproveitadas em uma cadeia produtiva, os fabricantes deixam de comprar matérias-primas virgens que, muitas vezes, são recursos não renováveis e, de certa forma, acabam comprometendo, ou podem vir a comprometer, o meio ambiente”.
Na avaliação de Mauricio, essa cadeia da logística reversa tem outro ponto positivo que é a movimentação de pessoas, desde catadores, cooperativas, que fazem a coleta desses materiais, transportadores e, por fim, as pessoas que trabalham nessa logística reversa, gerando empregos e renda.
A Abree é uma entidade sem fins lucrativos, mantida por 54 empresas fabricantes e importadoras do setor de eletroeletrônicos. Além do esforço de catadores, cooperativas, varejistas e transportadoras, o presidente da Abree observou que é necessário também que haja conscientização do consumidor final sobre a importância do descarte ambientalmente correto.
Coleta
Em 2021, primeiro ano de implantação do sistema de logística reversa no setor de eletroeletrônicos e eletrodomésticos, a Abree coletou 1,245 milhão de quilos de equipamentos no país.
“Todos esses produtos são destinados de maneira ambientalmente correta, com certificados de destinação final por empresas registradas nos órgãos ambientais.”
Para 2022, a intenção é aumentar esse número e enfrentar um outro desafio: o trabalho de conscientização do cidadão brasileiro.
A associação tem feito pesquisas em conjunto com universidades para entender o comportamento do consumidor em relação à destinação final de eletroeletrônicos.
Segundo Mauricio, o brasileiro sabe da existência da reciclagem, mas não atua em favor dela.
“Se cada um, mídia, associações, fabricantes de produtos, comerciantes, puder levar um pouco mais de informação e conscientização para o consumidor, eu acho que, em conjunto, nós conseguimos acelerar essa mudança de coletar que, com certeza, vai deixar o país muito melhor para as próximas gerações”, destaca Mauricio.
Fundada em 2011, a Abree tem o intuito de definir e realizar a gestão da logística reversa de produtos eletroeletrônicos e eletrodomésticos pós-consumo no Brasil, garantindo a destinação final adequada. A associação é responsável pela contratação, fiscalização e auditoria dos serviços prestados por terceiros, para a implementação de sistemas coletivos de logística reversa.
Por - Agência Brasil