Da neve recém caída na Antártida à corrente sanguínea dos humanos, microplásticos estão em toda parte, e uma nova pesquisa detectou a presença destes resíduos em mais uma área importante da humanidade: os alimentos.
Na Holanda, um teste com animais e produtos de fazendas mostra que carne e leite estão permeados por estas microscópicas partículas.
A ração consumida pelos animais pode facilmente ser a via de contaminação, uma vez que é acondicionada em embalagens plásticas, e testes confirmaram a presença do poluente em todas as amostras analisadas, segundo o jornal britânico The Guardian.
Foram examinados ainda 12 bovinos e 12 suínos, sendo que amostras de sangue confirmaram microplásticos na corrente sanguínea da maioria dos animais, com testes positivos para polietileno e poliestireno, materiais frequentemente presentes na composição de embalagens.
Para chegar à corrente sanguínea, o microplástico precisa abrir caminho no organismo dos animais via água, comida ou até mesmo ar contaminado. A descoberta das partículas no sangue serve como alerta de que essas partículas podem viajar pelo corpo e se alojar em órgãos.
Os efeitos nocivos destes poluentes ainda não são claros e seguem como objeto de estudo.
Mesmo o leite recém ordenhado apresentou traços de plástico. As mini partículas foram ainda encontradas em tanques de armazenamento de leite e mesmo em leite retirado da prateleira dos supermercados da Holanda.
O microplástico permeia as refeições do século 21. Sete das oito amostras de carne bovina e cinco das oito amostras de carne suína estavam contaminadas, revelaram os pesquisadores.
“Ainda não se sabe se há algum risco toxicológico potencial dessas descobertas”, disse o relatório. Animais de fazenda e carne ainda não foram testados em outros países, mas microplásticos foram relatados em leite comprado na Suíça em 2021 e leite de fazenda na França.
Os pesquisadores da Vrije Universiteit Amsterdam, autores do estudo, relataram microplásticos no sangue humano pela primeira vez em março e usaram os mesmos métodos para testar os produtos de origem animal.
Maria Westerbos, da Plastic Soup Foundation, que encomendou a pesquisa, disse ao The Guardian: “Com os microplásticos presentes na ração do gado, não é surpreendente que a maioria dos produtos de carne e laticínios testados contenham microplásticos. Precisamos urgentemente livrar o mundo do plástico na alimentação animal para proteger a saúde do gado e dos seres humanos”.
Por - Um Só Planeta
Cuidar das unhas é muito mais do que ir a salões de beleza e esmalterias. Essa parte do corpo, também denominada com o termo técnico lâmina ungueal, pode indicar diversos problemas de saúde.
Dessa forma, é importante se atentar a mudanças de cor, surgimento de manchas e outros componentes que servem de alerta para muitas doenças. Quando isso ocorre, o recomendado é procurar um dermatologista para avaliar individualmente cada caso e realizar exames como hemogramas e outros que podem ser determinados pelo médico. Quando há suspeita de algo grave, o especialista pode solicitar uma biópsia.
Existem enfermidades que são sistêmicas, acometendo uma ou mais regiões do corpo, que surgem tanto nos pés, quanto nas mãos. Os problemas mais comuns são causados por alterações renais, dermatológicas, hepáticas, endócrinas, nutricionais e por condições autoimunes.
A boa notícia é que nem sempre determinadas variações nas unhas indicam algum problema sério — muitas vezes elas são provocadas pela rotina. "A unha do pé é menos cuidada e, às vezes, sofre mais com problemas. A do dedinho, por exemplo, pode ficar mais amarelada e grossa. É uma alteração muito comum por uso de salto, bico fino e que provocam traumas na região", diz Valéria Zanela Franzon, dermatologista e professora do curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Veja abaixo os sinais que indicam problemas e merecem atenção.
Unhas esbranquiçadas
A cor deve ser levada em consideração quando a pessoa percebe uma mudança fora do padrão. No caso da pigmentação branca, o tom mais claro pode indicar micoses, psoríase, pneumonia e até um quadro de insuficiência cardíaca.

Unhas esbranquiçadas (Foto: Getty Images via BBC News Brasil )
A carência de alguns nutrientes, desnutrição e uma dieta pobre em alimentos proteicos também provocam o quadro. "Ter a unha mais pálida pode indicar anemia também. Ela é provocada por falta de ferro e pode deixar a unha em formato de colher e mais côncava", destaca Juliana Piquet, dermatologista e membro efetivo da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da American Society of Laser for Medicine and Surgery.
Há, ainda, a chamada leuconíquia, na qual manchas brancas podem aparecer na região da unha por causa de uma alteração na estrutura — mas ela é inofensiva e não indica uma alteração no organismo.
Geralmente, para tratar essas enfermidades, os médicos pedem que o paciente investigue a causa do problema. Portanto, é recomendado realizar exames diversos e fazer um acompanhamento com um dermatologista e especialistas ligados à doença de origem como cardiologistas, nutricionistas e outros.
Unhas amareladas
A cor pode ser caracterizada por herança genética ou pelo envelhecimento da unha, deixando-a mais espessa e com tom amarelado.
Ela também pode resultar da pigmentação provocada por micoses e fungos específicos. Em casos mais graves, indica ainda condições como psoríase, HIV e doença renal.
Tabagistas também podem ter o tom da unha modificado, devido ao contato direto com o cigarro. O mais comum é isso ocorrer nas unhas dos dedos polegar e indicador.

Unhas amareladas (Foto: Getty images via BBC News Brasil)
Unhas com pontos brancos
Conhecidos como "pitting", esses pequenos pontinhos podem aparecer sozinhos e bem espaçados na unha.

Unhas com pontos brancos (Foto: Getty Images via BBC News Brasil)
les estão ligados à dermatite atópica, psoríase e outras doenças de pele e cabelo. "Quando o furo é certinho pode estar ligado à alopecia areata. Nesse caso, tem que tratar a doença de base, que é a condição no cabelo", explica Juliana Toma, dermatologista pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e com pós-graduação no Instituto Sírio Libanês. Em casos raros, também podem indicar infecções sexualmente transmissíveis, como sífilis.
Unhas azuladas
Embora seja mais rara, essa pigmentação pode aparecer por causa do uso de medicamentos específicos. Um dos mais comuns são os que tratam acnes e também os antimaláricos que, como o nome já sugere, são usados para tratar a malária.
Quando isso ocorre, o médico deve avaliar se é necessário suspender determinado remédio e seguir com uma nova linha terapêutica. "É observado se a unha é a única manifestação e efeito colateral aceitável", reforça Valéria Zanela Franzon, da PUCPR.
Unhas com micoses recorrentes
As micoses são provocadas por fungos e elas podem surgir novamente quando ocorre a interrupção do tratamento. Quando o acompanhamento não é realizado de maneira adequada, é muito comum ter episódios fúngicos frequentes.

Unhas com micoses recorrentes (Foto: Getty images via BBC News Brasil)
O problema aparece com maior prevalência na unha dos pés e deve ser tratado por até seis meses. Já nas mãos, o indicado é de três a quatro meses. O ideal é que a pessoa respeite o tempo certo de cada remédio e espere que o médico diga quando ele pode suspender os cuidados necessários.
Em paralelo, o recomendado é evitar situações e lugares que o exponham ao risco de contaminação, como piscinas, saunas, calçados apertados e quentes.
Unhas com linhas
Conhecida como linha de beau, elas são semelhantes a traços na horizontal, e podem surgir depois de uma febre alta e após tratamentos quimioterápicos. Quando ocorrem traumas na região também é normal que se formem linhas neste lugar, deixando a unha mais amassada.
Quando as linhas são escuras, e aparecem em um único dedo, o quadro pode indicar um melanoma, que é um câncer de pele.
Unhas quebradiças
A causa mais frequente, segundo as especialistas, é o contato com produtos químicos e que ressecam a parte das unhas e dedos. O ideal é sempre passar creme nessa parte do corpo e fazer com que a pele fique bem hidratada.

Unhas quebradiças (Foto: Getty Images via BBC News Brasil)
Outro motivo muito comum é uma dieta com baixo teor proteico, de biotina (conhecida também por B7) e outras vitaminas do complexo B. No caso de pacientes vegetarianos e veganos, o ideal é fazer uma suplementação de B12 e outros nutrientes para evitar que as unhas quebrem com frequência.
Unhas vermelhas
O tom avermelhado, principalmente em formato de meia lua, pode indicar a presença de doenças reumatológicas como lúpus e artrite reumatoide.
Já o vermelho, ao redor da pele nesta região, pode ser provocado por fungos e bactérias, que "invadem" a unha após a retirada da cutícula. "Cutícula é proteção. Culturalmente, nós a retiramos, mas o ideal é nunca fazer isso. O recomendado é hidratar e não empurrar com força", afirma Piquet.
Unhas com ondulações
Isso ocorre, principalmente, por causa da retirada de cutícula semanalmente. As ondulações podem surgir devido à força excessiva da espátula e outros materiais durante a esmaltação.
As especialistas também alertam e contraindicam a colocação de unha em gel. O processo de remoção é agressivo e pode deixar a camada da unha muito fraca e machucada.
Unhas com difícil cicatrização
Quando há problemas de cicatrização, ligados a essa parte do corpo, pode ser um indicativo de diabetes. Isso ocorre devido ao processo circulatório, que pode estar associado com a doença e até com hemorragias.
"O diabetes mais avançado deixa a circulação deficitária. A unha fica feia, grossa e com manchas. Pode até ter pontos pretos que são conhecidos como hemorragia de estilhaço", conclui Piquet.
Por - Época Negócios
Celular compatível com 5G será essencial para aproveitar a nova geração da internet móvel, que começa a chegar ao Brasil depois do leilão realizado pela Anatel.
Os consumidores encontram diversos caminhos para saber se o smartphone tem 5G, desde uma lista publicada pela agência até os sites das fabricantes.
Nas linhas a seguir, saiba como checar se o aparelho que você já possui conta com a tecnologia. As ferramentas também são interessantes para consultas antes de decidir qual será o seu próximo celular, pois o 5G passará a ser um recurso bem mais interessante a partir de agora.
1. Como saber se o celular tem 5G pelo site da Anatel
Passo 1. Abra a página no site da Anatel dedicada a celulares 5G (informacoes.anatel.gov.br) e selecione a opção “Modelo”. Vale ressaltar que a página pode apresentar lentidão e ficar desatualizada com o tempo.
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Site da Anatel apresenta tabela com aparelhos celulares compatíveis com rede 5G — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
Passo 2. Digite o modelo do seu aparelho, conforme consta na caixa do produto ou nota fiscal. Também é possível pesquisar pelo nome comercial ao rolar a tela para baixo e acessar a tabela de aparelhos compatíveis.
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Filtre compatibilidade por modelo e nome comercial no site da Anatel — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
Passo 3. Outra possibilidade é verificar a data de emissão da homologação do aparelho pesquisado, tanto pelo filtro quanto pela tabela.
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Verifique se seu celular é compatível com 5G pela página da Anatel — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
2. Como checar se smartphone tem 5G pelo GSM Arena
Passo 1. O site GSM Arena traz um banco de dados sobre smartphones. Acesse a página pelo seu celular (gsmarena.com), toque nas três linhas verticais e selecione em “My Phone” para ver as especificações do aparelho.
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Site GSM Arena apresenta especificações e compatibilidade de redes do aparelho celular — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
Passo 2. O próprio sistema consegue detectar o modelo do seu smartphone. Pressione nele e role a tela seguinte até a opção “Network”.
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Verifique redes compatíveis com site GSM Arena — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
Passo 3. Toque na seta ao lado de “Network” e verifique as redes compatíveis com seu aparelho. O exemplo abaixo traz um modelo compatível com 2G, 3G e 4G. Já o iPhone 13, por exemplo, lista diversas bandas do 5G.
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GSM Arena mostra compatibilidade de rede móvel do smartphone — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
3. Sites de fabricantes também mostram informação
Passo 1. Abra o site do fabricante e busque no menu pelo aparelho que deseja descobrir a compatibilidade de rede móvel. Neste tutorial, foi utilizada a empresa Realme.
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Site do fabricante apresenta especificações de rede e conectividade do aparelho — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
Passo 2. Abra a página do modelo desejado e pressione a opção “Especificações”. Esse nome pode variar de acordo com o fabricante.
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Verifique o modelo do seu aparelho no site do fabricante para descobrir se há compatibilidade com 5G — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
Passo 3. Busque por “rede”, “Wi-Fi” e termos similares para verificar os detalhes sobre as redes móveis disponíveis.
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Site do fabricante mostra compatibilidade do aparelho com redes móveis — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
Por - TechTudo
A quantidade de brasileiros que enfrentou algum tipo de insegurança alimentar ultrapassou a marca de 60 milhões, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) divulgado nesta quarta-feira (6).
Os números da publicação mostram que o número de pessoas que lidou com algum tipo de insegurança alimentar foi de 61,3 milhões - praticamente três em cada dez habitantes do Brasil, que tem uma população estimada em 213,3 milhões. Desse total, 15,4 milhões enfrentaram uma insegurança alimentar grave.
Os dados da FAO para o Brasil englobam o período de 2019 a 2021.
O que é insegurança alimentar
Os últimos números da instituição revelam uma piora alarmante da fome no Brasil. Entre 2014 e 2016, a insegurança alimentar atingiu 37,5 milhões de pessoas - 3,9 milhões estavam na condição grave.
Segundo a FAO, as definições para a insegurança alimentar são as seguintes:
- Insegurança moderada: as pessoas não tinham certeza sobre a capacidade de conseguir comida e, em algum momento, tiveram de reduzir a qualidade e quantidade de alimentos.
- Insegurança grave: as pessoas que ficaram sem comida e passaram fome e chegaram a ficar sem comida por um dia ou mais.
No ano passado, em todo mundo, 2,3 bilhões de pessoas enfrentavam um cenário de insegurança alimentar ou severa, 350 milhões a mais do que o observado antes da pandemia de coronavírus.
Mais de 33 milhões de brasileiros passam fome todo dia, revela pesquisa
A pesquisa também mostrou que as mulheres sofreram mais com a insegurança alimentar.
Em 2021, 31,9% das mulheres no mundo enfrentavam um cenário de insegurança moderada ou grave, acima dos 27,6% apurados entre os homens. A diferença de quatro pontos percentuais também é maior do que a observada 2020, quando era de três pontos.
De acordo com as projeções da FAO, 670 milhões de pessoas passarão fome em 2030, o que é equivalente a 8% da população global.
Por - G1
O golpe do falso emprego é uma proposta fraudulenta que geralmente chega às vítimas via SMS e WhatsApp, app mensageiro para celulares Android e iPhone (iOS).
A farsa consiste em uma suposta vaga de meio período em uma grande empresa, como a Amazon, e promete alta remuneração sem que o usuário precise sair de casa. O golpe já foi aplicado de diferentes formas desde que surgiu, e também é disseminado em um sistema de "esquema de pirâmide".
Nos últimos 12 meses, as buscas pela fraude tiveram aumento de mais de 1.000%, segundo informado pelo Google Trends, ferramenta que monitora as pesquisas feitas no Google. Para se manter protegido, veja a seguir tudo o que você precisa saber sobre o golpe do falso emprego no WhatsApp.
O que é o golpe do falso emprego e como funciona?
A mensagem do golpe do falso emprego geralmente é enviado por usuários desconhecidos e acompanha a descrição da vaga — que normalmente oferece alto salário e poucas horas de trabalho —, e um link, que imita a página oficial da empresa relacionada à oferta para garantir "legitimidade". Ao ser aberto, o site solicita que o usuário forneça informações pessoais diversas, como nome, CPF, data de aniversário, credenciais de redes sociais e até dados bancários. Assim, ao ter posse das informações, os criminosos conseguem, por exemplo, realizar diferentes tipos de golpes, como clonagem de cartão e/ou de login em apps.
Ao final do preenchimento, a página falsa ainda pode pedir para que o usuário compartilhe a vaga com amigos em grupos de WhatsApp, alegando que eles também conseguirão uma oportunidade na empresa. Assim, mais do que um simples golpe, funciona como um esquema de pirâmide também.
A fraude, porém, não para por aí: em alguns casos, ela gera danos financeiros de maneira direta. Isso porque, dependendo da situação, o golpista informa que só é possível iniciar no suposto cargo após a conclusão de um curso de treinamento, que, para fazer parte, o usuário deve pagar uma taxa. Feita a transferência do valor, os criminosos encerram o contato, e a pessoa perde o dinheiro investido.
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Bandidos enviam links para aplicar golpes via WhatsApp — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
Como posso identificar e me proteger desse golpe?
Existem algumas formas de verificar se uma vaga ofertada se trata de golpe ou não. Descrições de empregos com salários altos e promessas tentadoras, que não são condizentes com o cargo exercido, são um dos principais indicadores de fraude, por exemplo. Além disso, as falsas propostas também podem apresentar textos confusos e com erros gramaticais, o que também ajudar a identificá-las.
Outra forma de descobrir a veracidade de uma oportunidade de emprego é checar se a oferta foi divulgada em um canal oficial da empresa. Geralmente, a abertura de vagas é anunciada em um perfil verificado da companhia nas redes sociais, como no Linkedin.
Ainda, instalar um antivírus no celular que detecte links maliciosos pode ser uma solução. Mas, se preferir, outra maneira gratuita de descobrir se um site pode ser perigoso, é inserir o link recebido em páginas de análise, como o dfndr lab (https://www.psafe.com/dfndr-lab/pt-br/).
Além disso, desconfie de sites que pedem dados pessoais como nome, telefone e endereço, mas não apresentam um campo para anexar o currículo ou inserir informações como experiências profissionais e habilidades. Também fique atento caso seja solicitado o compartilhamento da vaga com outras pessoas. O ideal aqui é só buscar por sites oficiais, evitando compartilhar suas informações pessoais.
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Verificar procedência do link é importante para evitar golpes — Foto: Reprodução/Flávia Fernandes
Cliquei no link do falso emprego. O que faço agora?
Caso já tenha aberto o link, algumas medidas podem ser tomadas para evitar possíveis problemas. A primeira ação que pode ser feita é realizar uma varredura com o antivírus para descobrir se o smartphone foi infectado por algum tipo de malware.
Já para descobrir se seus dados foram expostos de alguma maneira, sites como Serasa Experian, SCPC e SPC Brasil podem ajudar. Os serviços apontam se há inadimplências ou irregularidades por meio do CPF. Há também sites que monitoram vazamentos de informações online e podem ser utilizados para verificar se algum dado seu vazou. Veja opções aqui.
Ainda, para verificar possíveis compras ou desvios de dinheiro realizados por terceiros na sua conta, entre em contato com o banco. Lembre-se também de bloquear e denunciar o contato que enviou a mensagem a você. Por fim, caso exista necessidade, recorra à polícia e às autoridades responsáveis para reportar a situação e saber como proceder em casos específicos - como de clonagem de cartão, por exemplo.
Essa semana, a cena em que Guta termina com Tadeu e diz que não o ama deu o que falar em "Pantanal". E
o Fantástico mostrou que, desde a estreia da novela, as buscas no Google por "como deixar de amar alguém" triplicaram, e as por "desapaixonar" subiram 80%. Mas se você, assim como Tadeu, de repente leva um fora, como curar um coração dilacerado?
A repórter Renata Capucci conversou com a antropóloga americana Helen Fischer, que busca uma explicação científica para a dor de amor. Ela vem analisando imagens cerebrais de ressonâncias magnéticas desde 2005 na tentativa de entender os circuitos da paixão.
"Nós identificamos atividade cerebral em uma região pequena, ligada com todos os vícios, como heroína, cocaína, álcool ou nicotina. A região também fica ativa quando você está apaixonado. O amor é um vício", explica a profissional.
Durante a pesquisa, a doutora também descobriu que, quando nós estamos apaixonados, uma área do cérebro relacionada à fome e à sede é ativada. Então, tentar se "desligar" desse sentimento, é como acabar com a sede sem beber água. E, por isso, é tão difícil se recuperar de uma rejeição amorosa.
"Nós encontramos entre as pessoas que foram rejeitadas muita atividade cerebral em áreas ligadas a afeto, romance, desejo e também à dor física. Ninguém se livra de um amor facilmente. Todos nós sofremos", afirma.
Para a antropóloga, a única forma de sofrer por menos tempo é ser radical e cortar qualquer tipo de ligação imediatamente.
"A única maneira de se recuperar é usar o modelo dos alcoólicos anônimos, tratar como um vício mesmo. Se livre das cartas, das fotos nos porta-retratos. Não escreva, não ligue, não procure. Vá fazer coisas novas. E, nas redes sociais, não siga a pessoa".
Por - Fantastico