Quase 200 casos de hepatite aguda grave são registrados em crianças

Cerca de 190 casos inexplicáveis ​​de hepatite aguda grave foram relatados em crianças em todo o mundo, disse o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) nesta terça-feira (26).

O surto foi divulgado pela primeira vez este mês no Reino Unido --que registrou 111 casos, principalmente em crianças menores de 10 anos-- e desde então foi identificado em pelo menos 12 países.

Cerca de 40 casos foram registrados na União Europeia e no Espaço Econômico Europeu, disse a diretora do ECDC, Andrea Ammon, a repórteres em um briefing virtual. Estados Unidos e Israel também tiveram casos.

O ECDC está investigando juntamente com as autoridades nacionais e a Organização Mundial de Saúde (OMS). A hepatite grave, ou inflamação do fígado, é rara em crianças saudáveis.

Os novos casos não apresentam os vírus normalmente responsáveis ​​pela inflamação aguda do fígado --hepatite A, B, C, D e E.

Segundo a OMS, 17 crianças precisaram de transplantes de fígado como resultado da doença recente. Uma criança morreu.

Ammon disse que as investigações até agora apontavam para uma ligação à infecção por um adenovírus, uma família de vírus comum que pode causar sintomas semelhantes aos da gripe ou infecção gastrointestinal.

Ela disse que a teoria de que as restrições da covid-19 podem ter enfraquecido a imunidade das crianças, porque elas foram menos expostas a patógenos comuns enquanto estavam isoladas, é uma das várias que estão sendo consideradas.

Qualquer ligação com a vacinação contra a covid-19 foi descartada.

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Fertilizantes ajudam agronegócio e segurança alimentar, diz presidente

O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (26) que, ao informar sobre o envio de fertilizantes da Rússia para o Brasil, que esses insumos garantem a sobrevivência do agronegócio e a segurança alimentar deste e de outros países, para os quais a produção brasileira é exportada.

A afirmação foi feita durante a abertura oficial da 23ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. “Quando estive, há poucas semanas, na Rússia tratando de fertilizantes, momentos antes do ataque ao país vizinho, fomos lá lutar por interesses do Brasil, porque não sobreviveremos sem fertilizantes”, disse o presidente.

“Neste momento, temos 27 navios russos navegando para o Brasil, para trazer fertilizante para o agronegócio, que é nosso orgulho. Não é apenas pela questão de divisas ou por representar um quarto do PIB [Produto Interno Bruto], mas para nossa segurança alimentar”, acrescentou.

Bolsonaro disse ter recebido pedidos de autoridades da Organização Mundial do Comércio (OMS) para que o Brasil aumentasse as exportações de alimentos. O pedido, segundo ele, deve-se ao fato de “o mundo não sobreviver sem os alimentos do Brasil”. “Nossa importância para o mundo todo é a responsabilidade que temos”, complementou.

O presidente lembrou que, ao dar títulos de terras a assentados, possibilitou parcerias entre agricultores familiares e fazendeiros. Transformamos assentados em cidadãos, que estão ao lado do fazendeiro, trabalhando em conjunto. O fazendeiro voltado ao agronegócio, e esse pequeno produtor voltado à agricultura familiar”, argumentou.

Liberdade de expressão

Bolsonaro aproveitou o encontro com prefeitos, vereadores, gestores e parlamentares que participam da marcha para reiterar as críticas a autoridades que, segundo ele, estariam atuando contra a liberdade de expressão de pessoas que têm vida pública.

“Nossa liberdade é inegociável. Quantos de nós somos agredidos ao longo de nossa vida pública? Lamentamos, mas temos mecanismos para reparar isso”, disse o presidente que, recentemente, concedeu perdão ao deputado Daniel Silveira (PSL-RJ), que foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de tentativa de impedir o livre exercício dos Poderes e coação no curso do processo.

“Obviamente não podemos admitir que algum de nós que possa ter certos poderes interfira no destino final de nossa nação, nesse nosso bem maior que é a liberdade de expressão”, acrescentou o presidente.

Marcha

Promovida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a 23ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios vai até quinta-feira (28) debatendo temas e apresentando reivindicações das cidades brasileiras. Entre os assuntos abordados, estão reforma tributária, saneamento, piso do magistério e o cenário pós-pandemia.

Nesta edição, o tema tratado por cerca de 6 mil gestores públicos é Município: O caminho para Um Brasil Melhor.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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CBF demite diretor do VAR e 9 integrantes da comissão de arbitragem

A CBF anunciou a saída do gerente do projeto VAR, Sérgio Corrêa e outros nove integrantes da comissão de arbitragem.

Em nota oficial, publicada na noite de segunda-feira (25), a entidade arfimou que as mudanças fazem parte do processo de reestruturação do departamento de arbitragem, cujo novo presidente, Wilson Seneme, tomou posse em 7 de abril.

Além de Sérgio Corrêa, que ingressou em 2016 na entidade como presidente da comissão, foram demitidos Marcos Marinho (chefe do Centro de Desenvolvimento da Arbitragem); Manoel Serapião (diretor-presidente da Escola Nacional de Arbitragem);  Almir Mello, José Roberto Wright e Nilson Monção (analistas do Centro de Desenvolvimento da Arbitragem); Cláudio Vinícius Cerdeira (ex-integrante da Comissão de Arbitragem); José Mocellin (ex-coordenador Nacional da Instrução); Érika Krauss (ex-secretária da Escola Nacional de Arbitragem); e a psicóloga Marta Magalhães.

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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Brasil renova prazo para acolhida humanitária de haitianos

O governo brasileiro renovou o prazo para concessão de visto temporário e autorização de residência humanitários a haitianos. A concessão está na Portaria Interministerial nº 29, publicada no Diário Oficial da União de hoje (26), com validade até 31 de dezembro deste ano.   

Segundo os ministérios da Justiça e Segurança Pública e das Relações Exteriores, a medida garante “a continuidade da política de acolhida adotada pelo país desde o ano de 2012, motivada pela situação de calamidade de grande proporção e de desastre ambiental, com o agravamento da situação humanitária do país”.

De acordo com a publicação, a norma “não afasta a possibilidade de que outras medidas possam ser adotadas pelo Estado brasileiro para proteção dos nacionais haitianos e apátridas residentes no Haiti”.

Visto temporário

Segundo a portaria, o visto temporário terá prazo de validade de 180 dias, sendo concedido exclusivamente pela Embaixada do Brasil em Porto Príncipe. Para ter o documento, em até 90 dias após seu ingresso em território nacional, o imigrante apátrida deverá iniciar processo de reconhecimento dessa condição junto ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do sistema SisApatridia, disponível na plataforma Gov.br.

Para pedir o visto temporário o interessado deverá apresentar à autoridade consular documento de viagem válido, formulário de solicitação de visto preenchido e comprovante de meio de transporte de entrada no território brasileiro, além de um atestado de antecedentes criminais expedido pela República do Haiti ou, na impossibilidade de sua obtenção, declaração, sob as penas da lei, de ausência de antecedentes criminais em qualquer país.

No caso de solicitações de residência temporária, a portaria prevê que elas terão prazo de dois anos. O cidadão haitiano que já se encontre em território brasileiro, “independentemente da condição migratória em que houver ingressado no Brasil, poderá requerer autorização de residência para acolhida humanitária perante uma das unidades da Polícia Federal”, destaca a norma.

Na hipótese de requerente criança, adolescente ou qualquer indivíduo relativamente incapaz, o requerimento de autorização de residência poderá ser feito por qualquer dos pais, assim como por representante ou assistente legal, conforme o caso, isoladamente ou em conjunto.

Residência

Para requerimento de autorização de residência, os interessados deverão apresentar passaporte ou documento oficial de identidade, expedidos pela República do Haiti, ainda que a data de validade esteja expirada, certidão de nascimento ou de casamento, ou certidão consular, desde que não conste a filiação nos documentos mencionados no inciso.

Também é necessária uma declaração de ausência de antecedentes criminais no Brasil e no exterior, nos últimos cinco anos anteriores à data de requerimento de autorização de residência. Apresentados e avaliados os documentos mencionados, será realizado o registro, sendo processada a emissão da Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM).

Na hipótese de necessidade de retificação ou de complementação dos documentos apresentados, a Polícia Federal notificará o imigrante para que seja feita no prazo de 30 dias.

“Decorrido o prazo, sem que o imigrante se manifeste, ou caso a documentação esteja incompleta, o processo de avaliação de seu requerimento será extinto, sem prejuízo da utilização, em novo processo, dos documentos que foram inicialmente apresentados, e que ainda permaneçam válidos”, detalha a portaria.

Validade indeterminada

Segundo a portaria, o imigrante poderá requerer em uma das unidades da Polícia Federal, 90 dias antes da expiração do prazo de dois anos previsto para residência, renovação com validade indeterminada. Para isso candidato precisa ter cumprido alguns pré-requisitos:

- não tenha se ausentado do Brasil por período superior a noventa dias a cada ano migratório;

- tenha entrado e saído do território nacional exclusivamente pelo controle migratório brasileiro;

- não apresente registros criminais no Brasil e no exterior; e

- comprove meios de subsistência.

A portaria deixa claro que o visto ou autorização de residência serão cancelados, caso seja constatado que o imigrante tentou residir em outro país.

Histórico

Em agosto de 2021, um terremoto de magnitude 7,2, foi registrado no Haiti a 160 quilômetros da capital, Porto Príncipe. À época, o país caribenho contabilizou quase 15 mil casas totalmente destruídas e muitas danificadas pelo sismo.  O tremor também deixou mais de 5,7 mil feridos e quase 1,3 mil mortos.

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - Agência Brasil

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CBF pede indenização milionária por dinheiro desviado por cartolas no "Fifagate"

Depois de quase sete anos de silêncio, a CBF quer receber uma indenização milionária pelo "Fifagate", o escândalo de corrupção que resultou na prisão ou no banimento de dezenas de cartolas.

Logo após ser eleito, o novo presidente da entidade, Ednaldo Rodrigues, enviou um documento à Fifa e à Conmebol pedindo para receber parte dos US$ 201 milhões ( R$ 970 milhões) devolvidos pelo Departamento de Justiça dos EUA no ano passado.

- O futebol brasileiro foi um dos mais prejudicados e merece receber de volta boa parte deste dinheiro - afirmou Rodrigues, que completou um mês no cargo no último sábado, em entrevista ao ge.

Em agosto, a entidade que comanda o futebol no planeta recebeu a quantia recuperada nas contas de dirigentes envolvidos no "Fifagate".

O dinheiro foi colocado em um fundo administrado pela Fifa, e poderá ser usado também pela Conmebol e Concacaf – entidades que se declararam vítimas para a Justiça dos EUA.

Do total anunciado pelos EUA, a Conmebol teria direito a US$ 71 milhões (cerca de R$ 340 milhões). No documento, a CBF não fixa o valor da indenização. O dinheiro seria usado em investimento no futebol de base e no futebol feminino, além de projetos sociais e de infraestrutura.

Entre os punidos pelo esquema estão os ex-presidentes da CBF José Maria Marin, preso em 2015, e Marco Polo Del Nero, suspenso por 20 anos do futebol. Além deles, Ricardo Teixeira, também citado nas investigações, foi banido do futebol. Os três negam ter cometido os crimes dos quais foram acusados.

Embora tenha ex-dirigentes diretamente envolvidos no escândalo, a CBF nunca procurou as autoridades americanas para tentar recuperar dinheiro até então.

Leia a seguir a entrevista exclusiva de Ednaldo Rodrigues concedida ao ge por aplicativo de mensagem. Ele diz o que pretende fazer com a indenização milionária e afirma que a CBF foi vítima do esquema de corrupção.

A CBF ficou sete anos sem cobrar uma indenização pelo "Fifagate". Qual o motivo da mudança de atitude?
Ednaldo Rodrigues:
— A nossa eleição na CBF, praticamente unânime, com a maior votação da história da entidade, é o símbolo do fim de uma era triste na administração do futebol brasileiro. E é também o símbolo de um começo, que carrega o significado da inovação e da mudança. Quando assumi a presidência interinamente, (a CBF) estava em meio a uma grande tempestade. A prioridade era segurar o leme para não deixar o barco naufragar. Agora é hora de corrigir o rumo.

O que a CBF pediu à Fifa e à Conmebol?
— Grande parte destes fundos confiscados em conexão com o escândalo de corrupção no futebol em 2015, mais de US$ 200 milhões, que foram destinados à Fundação Fifa pelo Departamento de Justiça dos EUA, originam-se do futebol sul americano. O objetivo da remissão destes recursos é indenizar as vítimas e, como o futebol brasileiro representa mais de 60% das receitas do futebol sul-americano, a CBF gostaria que um valor proporcional fosse destinado para reinvestimento no futebol brasileiro, fortalecendo-o onde foi enfraquecido.

— O futebol brasileiro foi um dos mais prejudicados e merece receber de volta boa parte deste dinheiro. Esperamos que a Fifa e a Conmebol reconheçam isso.

Quais projetos a CBF pretende investir essa verba?
— A CBF propõe alocar estes recursos em pelo menos quatro áreas: profissionalização, com apoio a programas educacionais de gestão esportiva para formar a próxima geração de dirigentes do futebol brasileiro. Investimento no futebol de base e no futebol feminino, com a criação de competições como um campeonato brasileiro sub15. Desenvolvimento de infraestrutura, com investimento em melhorias de estádios, com um fundo específico para futebol não profissional, de base e comunitário. Programas sociais para desenvolver comunidades em sintonia com os objetivos de desenvolvimento sustentável das Nações Unidas.

A Fifa e a Conmebol se declararam vítimas do esquema de corrupção arquitetado pelos seus antigos dirigentes. A CBF tem o mesmo sentimento?
— Sim. O futebol em toda a América do Sul foi vítima de várias maneiras como, por exemplo, danos à reputação, fuga de patrocinadores e com principalmente a falta dos fundos que foram desviados e poderiam ter sido utilizados para programas técnicos e competições, desenvolvimento e reforma da infraestrutura dos estádios e programas comunitários com grande impacto social.

O que o senhor gostaria de comentar a mais sobre o assunto?
— É preciso aprender com os erros do passado, mas a lanterna na popa não ilumina o caminho. É preciso olhar para frente e seguir adiante. Há um provérbio indígena que diz: “Nunca deixe ontem levar muito tempo hoje.”

 

 

 

 

 

 

Por - Globo Esporte

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