Cresol convida cooperados para as Assembleias 2026

As assembleias garantem aos cooperados o direito de participar das decisões que orientam o presente e o futuro da cooperativa

A Cresol, uma das maiores cooperativas de crédito do Brasil, dá início ao período das Assembleias 2026. Esse é o momento em que os associados se reúnem para analisar resultados, definir prioridades e participar ativamente das decisões que orientam o presente e o futuro da cooperativa.

As assembleias representam a essência do cooperativismo. É nesse espaço que os cooperados acompanham a prestação de contas, entendem como os resultados foram gerados e contribuem para definir como eles serão reinvestidos ou distribuídos, sempre com foco no desenvolvimento coletivo: sócios, cooperativa e comunidade.

“Todos os anos, realizamos com muito entusiasmo o nosso período assemblear, em que reunimos os cooperados para prestar as contas do ano que passou e também para falarmos do futuro. É muito importante que todos participem e exerçam o seu direito, que é um direito de dono, de saber, de entender como está a cooperativa e contribuir com as decisões”, destaca Alzimiro Thomé, presidente da Central Cresol Baser.

 

Poder de decisão

O período assemblear, de fevereiro a abril de cada ano, é realizado pelas 57 cooperativas filiadas ao Sistema Cresol. As assembleias de relacionamento, ou pré-assembleias, acontecem presencialmente nas cidades onde há agências Cresol. O objetivo é apresentar os indicadores e as atividades desenvolvidas na comunidade e ouvir apontamentos e sugestões.

Já a Assembleia Geral Ordinária (AGO), prevista na Lei das Cooperativas nº 5.764/71, pode acontecer na modalidade híbrida (presencial e virtual) ou virtual. Na AGO, são tomadas as decisões com base nos votos dos associados participantes. Cada cooperado tem direito a um voto, independentemente da sua movimentação financeira ou do capital investido.

 

Distribuição de resultados

Na AGO também acontece o processo de destinação das sobras, quando há recursos disponíveis após a aprovação das contas da cooperativa. E são os cooperados que decidem, por meio do voto, como esse dinheiro será distribuído.

Uma parte dos recursos é destinada para fundos de reserva — para garantir a estabilidade da cooperativa — e de assistência técnica, educacional e social, estes voltados para atividades com cooperados e familiares, colaboradores, entidades e comunidade local.

Outra parte pode retornar diretamente ao cooperado como um cashback: ele recebe de volta um valor proporcional à sua participação na cooperativa. Quanto maior a movimentação financeira e os investimentos, maior pode ser a parte recebida.

O processo assemblear evidencia o comprometimento da Cresol com os princípios do cooperativismo, como a gestão democrática, a participação econômica dos membros, a educação, formação e informação e o interesse pela comunidade.

 

Veja as datas das assembleias

As datas são divulgadas pelas cooperativas filiadas nos meios de comunicação e redes sociais.

 

Sobre a Cresol

Com 30 anos de atuação, a Cresol é uma das principais instituições financeiras cooperativas do Brasil, oferecendo soluções para pessoas físicas, empresas e empreendimentos rurais. Conta com mais de 1 milhão de cooperados e 1.000 agências de relacionamento em 19 estados brasileiros.

 

 

 

 

 

Por Assessoria

 

 

Com chuvas do fim do ano, seca recua no Norte do Paraná, aponta monitor nacional

O Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas (ANA), publicado neste mês, aponta que a seca recuou no Norte e no Noroeste do Paraná, e avançou no Sul e Sudoeste do Estado. O estudo, realizado em parceria com vários institutos em todo o Brasil, foi coordenado nos últimos 30 dias pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Em setembro houve o avanço das secas fraca, moderada e grave no Norte do Paraná - ela que já vinha subindo desde agosto nas cidades que ficam na divisa com o estado de São Paulo. Por outro lado, devido às chuvas acima da média no Sudoeste, houve recuo da seca fraca. Em outubro a seca seguiu avançando pelo Estado, e em novembro começou a recuar. 

O mapa de dezembro aponta que houve avanço da seca fraca no Extremo Sul e Sudoeste do Paraná, divisa com Santa Catarina. “Nestas regiões, nos últimos meses, as chuvas foram irregulares e ficaram abaixo da média histórica, contribuindo para o retorno da seca”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar. Das 44 estações meteorológicas do Simepar com mais de seis anos de operação, 19 registraram volume de chuva abaixo da média em dezembro. 

Ao contrário destas cidades, outras 25 registraram chuva acima da média em dezembro. O destaque fica para Guaíra, que atingiu o maior acumulado de chuvas do mês: 517,2 mm, contra uma média histórica de apenas 175,1 mm. A cidade não registrava um acumulado de chuvas tão alto desde dezembro de 2020, quando chegou a 532,2 mm no mês.

A segunda cidade que registrou maior acumulado de chuva em dezembro de 2025 foi Cambará: 407,2 mm, enquanto a média histórica é de 144,9 mm. É o maior volume de chuvas em um mês na cidade desde a instalação da estação meteorológica, em julho de 1997.  

Por conta de toda essa chuva, assim como foi em novembro, a seca seguiu recuando na maior parte do Paraná. “Chuvas acima da média histórica no Centro Norte e principalmente no Noroeste do Estado no final do ano passado, ainda durante a primavera, favoreceram a redução da seca fraca, então praticamente todo o Noroeste está sem seca relativa, enquanto que no Norte e Norte Pioneiro houve o recuo de pelo menos uma categoria”, ressalta Reinaldo.

No Norte, a seca passou de moderada para fraca. Em cidades como Jacarezinho e Cambará, houve o recuo da seca grave para a seca moderada. O norte dos Campos Gerais e a parte norte do Litoral, assim como o Norte Pioneiro, seguem com seca moderada. No resto da faixa Leste, incluindo a Região Metropolitana de Curitiba, permanece registro de seca fraca. 

BRASIL – Nenhuma região brasileira registra, no momento, seca excepcional. A única região que ainda registrou seca extrema no mapa de dezembro do Monitor de Secas foi o Nordeste. A seca extrema atinge parte dos estados da Bahia, Piauí, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba. 

Há registro de seca moderada em praticamente todo o Sudeste, parte do Centro-Oeste do Brasil, assim como no Tocantins. Nos outros estados do Norte há poucos registros de seca fraca. O Rio Grande do Sul é o único estado sem qualquer registro de seca nesta atualização do Monitor de Secas. 

MONITOR – O Monitor de Secas iniciou em 2014 focado no semiárido, que sofria desde 2012 com a seca mais grave dos últimos 100 anos. Desde 2017 a ANA articula o projeto entre as instituições envolvidas e coordena o processo de elaboração dos mapas.

O Simepar todos os meses faz a análise das regiões Sul e Sudeste, utilizando dados como precipitação, temperatura do ar, índice de vegetação, níveis dos reservatórios e dados de evapotranspiração (a relação entre a temperatura e a evaporação da água). A cada três meses, o Simepar ainda coordena a elaboração do mapa completo - como foi o caso do mapa de dezembro.

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Programas de pós-graduação com nota máxima crescem quase 80% no Paraná

O resultado preliminar da Avaliação Quadrienal (2021–2024) dos Programas de Pós-Graduação (PPGs), realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), evidenciou um avanço significativo para os programas de pós-graduação das Instituições de Ensino Superior do Paraná (IES).

Segundo a análise feita pelo Conselho Paranaense de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (CPPG), com base em dados de aproximadamente 95% dos PPGs do Estado, o número de programas de excelência (com nota 6 ou 7) entre as 20 IES que integram o conselho, passou de 37 na avaliação anterior para 49 no último quadriênio. 

No quadriênio 2017-2020 eram nove programas de excelência com nota máxima 7 e agora são dezesseis. A Universidade Estadual de Londrina (UEL) alcançou cinco programas, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) dois, Universidade Federal do Paraná (UFPR) alcançou seis programas, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) dois, e a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) um. 

Já os programas com nota 6 passaram de 28 para 33. São 17 na UFPR, seis na UEM, cinco na PUCPR. Contam com um programa nota 6 a UEL, a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), UTFPR e Faculdades Pequeno Príncipe. 

“Além do grande aumento no número de programas de excelência, também tivemos aumento no número de programas com nota 5 e 4. Resultado tão relevante quanto a diminuição em 40% do número de programas nota 3, que é a nota mínima para a criação de um programa de pós-graduação”, disse o presidente do CPPG e professor da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), Paulo Roberto da Silva. 

O que, segundo ele, mostra um amadurecimento da pós-graduação no Paraná considerado um Sistema Estadual de Pós-Graduação jovem, se comparado a outros estados do Brasil. “Temos que valorizar o papel de todos os envolvidos como os professores, orientadores, coordenadores, reitores e pró-reitores”, afirmou.

“Também não teríamos alcançado este resultado se não fosse os investimentos feitos na pós-graduação, que depende de recurso, e pesquisa. Aí entram as instituições de fomento como a Fundação Araucária e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Além das agências de fomento federais como Capes, CNPq e Finep”, afirmou o presidente do CPPG.

O presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig, destacou que o esforço conjunto do Governo do Estado e das universidades tem refletido no crescimento expressivo e na qualidade dos programas de pós-graduação do Paraná.

Segundo ele, este crescimento de 37 para 49 programas com notas 6 e 7 demonstra o avanço consistente da pós-graduação no Paraná e reflete diretamente o impacto do fomento realizado pela Fundação Araucária e pela Seti, especialmente por meio das ações e programas de internacionalização e de concessão de bolsas de pesquisa.

“Esses investimentos fortalecem a qualidade dos cursos, ampliam a inserção internacional dos programas e contribuem para a formação de mestres e doutores em todas as regiões do Estado, promovendo desenvolvimento regional, fixação de talentos e geração de inovação”, disse o presidente.

PROGRAMAS DE EXCELÊNCIA – Entre as universidades estaduais, a UEL alcançou o maior número de cursos com o conceito máximo. Os programas em Biotecnologia e Ciências da Saúde conquistaram a nota 7, mesmo conceito dos programas de pós-graduação em Ensino de Ciências e Educação Matemática, Ciência Animal e Patologia Experimental, totalizando cinco programas de excelência internacional, nas áreas de saúde, biotecnologia e exatas.

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia da UEL, Daniele Sartori, afirma que um dos pilares para o desenvolvimento dos programas de pós-graduação é a sustentabilidade que esses programas têm, que está diretamente ligada ao fomento destinado à ciência e à tecnologia.

“Esse fomento é dado especialmente por meio de bolsas de pesquisa e recursos para o desenvolvimento dos projetos”, disse Daniele. “Como resultado desse investimento na ciência, tem-se uma produção científica e tecnológica mais robusta, capaz de gerar tecnologias inovadoras e também profissionais melhores preparados para o mercado de trabalho”, afirmou. 

Os programas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) também tiveram um bom desempenho. A instituição passa a ter dois cursos com a nota máxima (7). O Programa de Pós-Graduação em Zootecnia alcançou a nota 7 e juntou-se ao Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais nos cursos com maiores conceitos. Seis programas têm nota 6.

Aliado à dedicação de professores e estudantes, a coordenadora do Programa em Zootecnia, Paula Matumoto Pintro, também destaca que o fomento às universidades, por meio de instituições como a Fundação Araucária e da Seti, garante as condições necessárias para a qualidade e a consolidação da pós-graduação, por meio de investimentos em bolsas, infraestrutura e pesquisa.

“Os investimentos permitem que os programas de pós-graduação se consolidem, ampliem sua capacidade formativa e contribuam de maneira efetiva para o desenvolvimento científico, tecnológico, social e econômico do Estado do Paraná e do Brasil. As ações de internacionalização também assumem um papel estratégico na pós-graduação”, disse.

“O fomento adequado assegura que essas ações não sejam pontuais, mas estruturantes, permitindo que os programas de pós-graduação planejem estratégias de longo prazo e consolidem uma cultura institucional voltada à excelência acadêmica”, acrescentou. 

FEDERAIS – Entre as instituições federais, a que teve o maior número de programas com notas 6 e 7 foi a Universidade Federal do Paraná (UFPR). O levantamento indica que 29,1% dos programas avaliados na instituição tiveram conceito máximo de excelência, notas 6 e 7. Entre os que atingiram a nota máxima está o Programa de Pós-Graduação em Direito. 

“O resultado é um reconhecimento das nossas atividades de pesquisa, extensão, ensino e sobretudo das nossas atividades também de internacionalização”, disse a coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Direito, Ângela Couto Machado Fonseca. “Sem dúvida, as ações e os programas de internacionalização são fundamentais para um programa de excelência, assim como os programas de bolsas de pesquisa e disseminação científica, sem os quais os nossos discentes dificilmente poderiam levar adiante pesquisas de qualidade e com os resultados de excelência que nós temos obtido”. 

As notas atribuídas pela Capes aos PPGs variam de 1 a 7, sendo 6 e 7 destinadas aos PPGs de excelência, nota 5 aos considerados Muito Bons, nota 4 aos PPGs Bons e nota 3 aos Regulares. 

PÓS-GRADUAÇÃO EM TODAS AS REGIÕES DO PARANÁ – O Sistema de Pós-Graduação do Paraná destaca-se por sua ampla capilarização territorial, com aproximadamente 55% dos Programas de Pós-Graduação localizados no interior do Estado. Cenário que, de acordo com o presidente do CPPG, professor Paulo Roberto da Silva, constitui um diferencial estratégico relevante, pois assegura que o avanço científico, tecnológico e a formação de recursos humanos altamente qualificados não se concentrem apenas na Capital. 

“Essa capilarização dos PPGs pelo Estado promove o desenvolvimento regional de forma inclusiva, fortalecendo instituições locais, estimulando a fixação de talentos, impulsionando a inovação e contribuindo diretamente para o crescimento econômico e social de todas as regiões do Paraná”, disse. 

CPPG – Integram o Conselho Paranaense de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (CPPG) vinte Instituições de Ensino Superior, sendo sete estaduais, cinco federais e oito privadas.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Aparência x qualidade: Estado reforça orientações para evitar desperdício de alimentos

A escolha de frutas, verduras e hortaliças exige um olhar atento na hora da compra para evitar produtos impróprios para o consumo. Alimentos mofados, amolecidos, com odor característico e prejudicados na parte interna devem ser descartados. Mas atenção: é crucial não confundir alimentos estragados com os considerados apenas mais “feios” ou “imperfeitos”. Esses últimos mantêm integralmente sua qualidade e valor nutricional. O hábito de descartá-los só colabora para o aumento dos índices de desperdício de alimentos no Brasil e no mundo. Por isso, ele precisa mudar.

Uma aparência um pouco mais marcada por fora e um formato menos bonito não significam que os produtos estejam impróprios para o consumo ou com o valor nutricional prejudicado. Essa aparência mais rústica, inclusive, pode ser um indicativo positivo, sugerindo um cultivo mais sustentável no campo e um manejo menos intervencionista. As marcas nos alimentos podem ser cicatrizes naturais nas cascas ou deformidades no formato, que surgem, por exemplo, após eventos climáticos como ventos, chuvas, granizo.

“Nós aqui no Brasil temos a cultura de associar a perfeição e a beleza do alimento com o valor nutricional. E isso é um mito. Na verdade, nem tudo que sai da terra sai perfeito. Às vezes, o alimento estará um pouco tortinho. Às vezes, estará com uma cor um pouco diferente. Mas isso não inviabiliza o produto para comercialização”, explica a Márcia Stolarski, chefe do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan), da Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

O mito de que alimentos mais bonitos são mais saudáveis contribui para um problema associado ao desperdício, com o descarte de alimentos que poderiam ser consumidos tranquilamente, mas são retirados das prateleiras dos comércios ou acabam indo parar no lixo.

“Isso traz consequências”, diz Márcia. “Além do problema para o meio ambiente com a geração de gases para o efeito estufa, os alimentos que não são perfeitos, que acabam não sendo comercializados, afetam o agricultor também. Ele produz e não consegue retorno do seu investimento. Compromete toda a cadeia. Então, a conscientização do consumidor e os cuidados com o manuseio dos alimentos é que vão ajudar a reduzir o desperdício”.

Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o mundo desperdiça mais de um bilhão de toneladas de alimentos por ano. Em 2022, foram gerados 1,05 bilhão de toneladas de resíduos alimentares, o que dá um total de 132 quilos per capita e quase um quinto de todos os alimentos disponíveis para o consumo. Do total de alimentos desperdiçados em 2022, 60% vêm do desperdício caseiro, 28% dos serviços de alimentação e 12% do varejo.

Além disso, o desperdício de alimentos é responsável por cerca de 8% a 10% das emissões globais de gases de efeito estufa. Os números são do relatório do Índice de Desperdício de Alimentos de 2024, divulgado em março de 2025.

PROGRAMAS DO ESTADO – O Paraná atua de forma constante no combate a esse cenário. Além de figurar entre os estados brasileiros onde a população tem as melhores condições de acesso a alimentos, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada em outubro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), desde 2019 o Governo do Estado desenvolve uma série de políticas públicas voltadas à garantia da segurança alimentar dos paranaenses, especialmente daqueles mais vulneráveis.

Uma delas é o Banco de Alimentos Comida Boa, programa que combate o desperdício ao transformar os excedentes alimentares das Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa-PR) em produtos prontos para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social e insegurança alimentar e também promove ativamente a reinserção social de apenados em regime semiaberto, que trabalham na manipulação dos alimentos.

São mais de 600 toneladas de alimentos doadas por mês, o equivalente a 7,5 mil toneladas por ano, nas unidades da Ceasa. O programa atende 160 mil pessoas.

Há também o programa Mais Merenda, adotado desde 2020 para ofertar aos estudantes das escolas estaduais três refeições por período. Alimentando cerca de 1 milhão de alunos diariamente nas 2 mil escolas estaduais, o Governo do Estado disponibiliza, por meio do programa Mais Merenda, de três a cinco refeições por dia letivo.

O programa responde por cerca de 1,5 milhão de servimentos diários e, em 2025, destinou aproximadamente 5 mil toneladas de alimentos orgânicos às escolas, representando 11% de todos os produtos adquiridos via Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) no ano.

Outras ações incluem o Cartão Comida Boa, que garante recurso mensal para que famílias em situação de vulnerabilidade social adquiram alimentos. O programa de transferência de renda atende, mensalmente, 112.500 famílias, com o repasse de R$ 80 para aquelas em situação de vulnerabilidade social, para que consigam ter segurança alimentar e nutricional. São mais de 545 mil famílias atendidas desde 2021, representando um investimento total de R$ 374 milhões.

Já o Compra Direta Paraná abastece entidades sociais com gêneros alimentícios provenientes da agricultura familiar. Esse alimento abastece restaurantes populares, cozinhas comunitárias e hospitais filantrópicos, além de Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), entre outros. Em 2025, a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) destinou ao programa R$ 77 milhões, provenientes do Fundo Estadual de Combate à Pobreza.

E, no fim do ano passado, o Paraná divulgou recentemente o IV Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional 2024-2027. O documento reúne diretrizes para a alimentação adequada e orienta as políticas públicas do Estado. O plano busca a construção de um sistema alimentar sustentável e agroecológico, com fortalecimento da agricultura familiar, estratégias de combate ao desperdício de alimentos, valorização dos circuitos curtos de comercialização e respeito aos hábitos alimentares da população.

ESCOLHA CERTA – O alimento impróprio para consumo é muito característico. O cheiro com forte odor, a presença de mofo ou uma textura mais amolecida ajudam a diferenciar o que é um alimento que está somente “feio” de algo que está estragado. Se ele não traz essas características, só não está com a aparência que o consumidor espera, isso é um feio. Então, ele pode ser consumido.

O engenheiro agrônomo do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Raphael Branco de Araújo, explica os possíveis motivos da mudança de aparência. “Imagine a fruta lá no pé. Por algum motivo, alguém esbarra nela, algum inseto faz um dano superficial, ou surge um vento, um galho quebra e ocasiona uma ferida. O sistema metabólico da planta dará uma resposta a esse dano mecânico e se forma uma cicatriz. Ou uma mudança de cor mesmo, ficando um amarronzado que parece um risco. Isso não interfere em nada na qualidade da fruta”, orienta.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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Objeto com aparência de bomba paralisa empresa de coleta de lixo

A Polícia Militar do Paraná (PM-PR) descartou na tarde desta segunda-feira (19) a suspeita de um artefato explosivo em uma empresa de coleta de resíduos de Ponta Grossa. O alerta foi gerado por um objeto decorativo que simulava uma bomba, encontrado durante a rotina de trabalho.

O caso mobilizou o Esquadrão Antibombas do Batalhão de Operações Especiais (Bope), deslocado de Curitiba até a sede da Ponta Grossa Ambiental (PGA). Segundo a PM, após análise técnica, constatou-se que o item era inofensivo, embora sua aparência, composta por quatro cilindros de pólvora, fios enrolados com fita isolante e um temporizador caseiro, tenha causado alarme.

De acordo com informações apuradas, o objeto foi recolhido pelos coletores de lixo durante a rota matinal. Cerca de 30 minutos depois, ao perceberem sua aparência suspeita, os funcionários acionaram as autoridades. O item estava dentro de uma sacola que também continha outros objetos de valor, como caixa de som e notebook.

Como medida de segurança, a PM isolou as instalações da empresa e impediu a saída dos caminhões, o que paralisou temporariamente a coleta de resíduos na cidade. A empresa informou que, mesmo com a normalização do serviço após a conclusão das verificações, haverá atrasos no cronograma previsto, mas garantiu que todos os endereços serão atendidos.

Em nota, a empresa afirmou que acionou o Corpo de Bombeiros e adotou todas as medidas preventivas, incluindo a evacuação do local, priorizando a segurança de colaboradores e da população. O serviço foi retomado após a liberação das equipes especializadas.

 

 

Simepar registra quatro casos de nuvem funil em menos de dez dias no Paraná

Em nove dias, quatro casos de nuvem funil foram registrados pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) em diversas regiões do Estado. A nuvem recebe este nome devido à aparência de um funil que ela adquire a partir da base de uma nuvem do tipo Cumulonimbus ou Cumulus. Ela se forma através de uma coluna de ar que está girando, e é o estágio inicial de formação de um tornado – mas somente virá a se caracterizar como tornado se alcançar o solo e provocar ventos fortes.

O primeiro caso de 2026 foi no dia 9 de janeiro, por volta das 13h, em Ponta Grossa. O segundo no dia 11, também no período da tarde, em Paulo Frontin, próximo à divisa com o estado de Santa Catarina. O terceiro foi no dia 15, por volta das 16h, em São Jorge do Ivaí, perto de Maringá. O mais recente ocorreu na tarde do último sábado (17), em Arapongas.

Esse tipo de nuvem tende a ocorrer quando a atmosfera está muito instável, e são formações mais comuns em células de tempestade. As nuvens funil ocorrem com certa frequência no Paraná, principalmente na primavera e no verão – estações em que as tempestades são típicas. Em muitos casos, sequer são filmadas e catalogadas. Podem também ocorrer em regiões pouco habitadas.

“Nesta época do ano nós temos os ingredientes básicos para a formação de tempestades severas, que são a umidade do ar, calor e, às vezes, alguma forçante meteorológica, como frente fria, ciclone extratropical ou uma grande área de convergência. Esses sistemas não atuam diretamente sobre o estado do Paraná, mas induzem a intensificação das tempestades e, associado ao calor e à umidade, esses eventos meteorológicos mais severos acabam se formando com maior frequência”, explica Reinaldo Kneib, meteorologista do Simepar.

Também no verão, o levantamento forçado do ar ocorre nas serras e montanhas, contribuindo para a intensificação das tempestades. Quanto mais umidade e calor, elas ficam mais severas, podendo evoluir para supercélulas, que são as grandes tempestades com desenvolvimento vertical muito intenso: podem passar, às vezes, de 15 km de altitude.

“Dentro dessas tempestades, quando há o cisalhamento do vento, ou seja, quando o vento varia em direção e em intensidade entre várias camadas da atmosfera, acaba acelerando o processo dentro das tempestades. Elas podem evoluir para a formação de mesociclones, que são ventos girando dentro da nuvem, aproximadamente entre dois e 10 km, dependendo da severidade do sistema”, afirma Reinaldo.

De acordo com ele, é assim que se forma uma tempestade supercelular, que pode provocar ventos fortes, grande incidência de raios, e chuva intensa em um intervalo curto de tempo. A rotação do vento dentro das supercélulas pode favorecer a formação da nuvem funil, que é aquele núcleo de condensação em formato de funil, que desce da tempestade resultante da rápida queda da pressão atmosférica.

“Isso cria aquele funil que não chega a tocar o solo, por isso que é considerado uma nuvem funil. Se tocasse o solo, ele ia evoluir para um tornado, ou, sobre a água, seria uma tromba d'água. Então, a nuvem funil não apresenta perigo para a população em solo, apenas para a aviação”, ressalta Reinaldo.

É importante lembrar, entretanto, que a nuvem funil pode ser um processo inicial de um tornado, portanto a orientação para quem vê o fenômeno é se afastar, e se proteger em locais com estrutura de alvenaria. Dentro de uma casa o local mais seguro é o banheiro, que tem a estrutura das paredes reforçada pelo encanamento.

O Simepar faz a previsão de tempestades severas e a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil emite alertas para a população. Para receber os alertas, basta enviar um SMS do seu celular para o número 40199 com o CEP de sua residência.

 

 

 

 

 

Por AEN

 

 

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