A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que aproximadamente 7 milhões de pessoas morram todos os anos em decorrência de problemas causados pelo cigarro.
Pelo mesmo motivo, as despesas anuais para famílias e governos ultrapassam U$ 1,4 trilhão em todo o mundo.
A nicotina dá prazer ao fumante. Esse é um dos motivos pelos quais o cigarro fica “melhor” pela manhã ou depois de passar muito tempo sem fumar. O cérebro, que ficou algum tempo afastado dessa substância, fica aliviado ao receber uma boa dose de nicotina.
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Além da parte química do vício em cigarro, existe o hábito de fumar. Tente adicionar outro costume prazeroso para preencher a lacuna do antigo.
Medite, baixe um jogo no smartphone, estoure plástico-bolha. Não importa o que você faça, busque algo que ocupe sua cabeça e dê prazer.
1. Alimentos saudáveis
Procure por comidas saudáveis --elas estarão mais apetitosas--, mas não se prive de saborear um chocolatinho de vez em quando. Vale lembrar que muita gente escolhe alimentos ultracalóricos para compensar a falta do cigarro e, consequentemente, engordam visivelmente depois de parar de fumar.
2. Exercícios
Se você não frequenta uma academia ou pratica atividades físicas regulares, esse é um o momento ideal para começar. Use esse embalo para ganhar mais autoestima e aumentar os níveis de serotonina.
3. Aplicativos
Existem muitos apps que podem ser úteis para conseguir largar de vez o cigarro, mas lembre-se: ninguém para de fumar sem uma boa dose de força de vontade.
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde) a dor de cabeça atinge cerca de metade da população global e 30% desta parcela têm enxaqueca.
O levantamento também revela que a dor pulsante e unilateral que caracteriza a enxaqueca atinge todas as idades, mas é mais frequente dos 35 aos 45 anos na proporção de duas mulheres para cada homem.
De acordo com o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier é uma queixa frequente no hospital e precisa de uma avaliação detalhada.
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“Tomar um analgésico por conta própria para aliviar crises de enxaqueca recorrentes pode tornar o desconforto crônico”, afirma. Isso porque, é uma dor multifatorial. Pode estar associada a alterações na visão, na circulação, doenças neurológicas ou no sistema digestivo. “Nem sempre tem uma única causa. Por isso, após a primeira avaliação oftalmológica o paciente pode ser encaminhado para outra especialidade médica”, comenta.
Como identificar o risco
O oftalmologista salienta que até quando a enxaqueca vem acompanhada de sintomas visuais assustadores como a percepção de pontos escuros, flashes, diminuição do campo visual e perda temporária da visão pode ser apenas um mal passageiro.
Para saber se a visão está correndo risco, recomenda ocluir um olho com a palma da mão durante a crise e depois o outro. Quando as alterações visuais acontecem em apenas um olho é uma intercorrência conhecida como enxaqueca oftálmica, mal passageiro que dura apenas alguns minutos sem deixar sequelas.
“Se os sintomas atingem os dois olhos simultaneamente indica uma urgência oftalmológica”, ressalta. Isso porque, pode sinalizar arterite, inflamação das paredes internas das artérias temporais que pode levar à cegueira temporária ou definitiva. O diagnóstico da arterite é feito por ultrassom e o tratamento com esteroides que inibem a inflamação das artérias regulando o metabolismo do colesterol, cortisona, progesterona e testosterona.
O especialista ressalta que quando os sintomas da enxaqueca oftálmica acontecem nos dois olhos também podem sinalizar falha na irrigação da retina que leva à retinopatia, ou escavação do nervo óptico, sintoma do glaucoma. Estas doenças, comenta, são importantes causas de cegueira irrecuperável e podem ser tratadas respectivamente com antiangiogênicos e uso contínuo de colírio para manter a pressão interna do olho sob controle.
Prevenção
“Mulheres têm o dobro de chance de ter enxaqueca porque tomam anticoncepcional, medicamento que favorece a formação de trombos”, afirma Queiroz Neto. Outro fator que contribui com a maior prevalência da enxaqueca entre elas, comenta, são flutuações dos hormônios sexuais. Independente do sexo, toda pessoa com mais de 35 anos deve fazer periodicamente exames de sangue. “É o primeiro passo, a um custo bastante baixo, para evitar graves doenças nos olhos, hiperglicemia e descontrole do nível de colesterol no s ”, comenta. Para evitar crises de enxaqueca recomenda:
- Incluir na alimentação banana, aveia, abacate e folhas verde-escuro como a couve e o espinafre por serem ricos em magnésio, substância que evita a contração involuntária dos músculos e outros tecidos.
- Evitar o consumo excessivo de fermentados: vinho, queijo, iogurte e pães que contêm tiramina e por isso aumentam a chance de crises.
- Evitar temperos industrializados, embutidos e outras fontes de glutamato monossódico e nitrato, outras duas alavancas da enxaqueca
- Selecionar adoçantes sem aspartame.
- Praticar atividades físicas para aumentar a produção de serotonina.
Embora a medicina considere a faixa dos 20 aos 30 anos como a ideal para uma gestação, a gravidez tardia é uma tendência na sociedade moderna.
De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2005, 30,9% dos nascimentos se referiam às mães de 20 a 24 anos.
Já em 2015, o percentual nessa faixa etária caiu para 25,1%.
“Apesar da gestação tardia ser uma realidade, são necessários alguns cuidados. A idade da mulher deve ser considerada quando se decide calcular as possibilidades de gravidez de um casal. Isto porque, a idade afeta tanto a quantidade, quanto a qualidade dos óvulos”, alerta Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis.
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Abaixo, o especialista indica as chances de engravidar em cada fase da vida:
20 anos - O período é considerado o ideal para a gravidez, pois nessa fase a fertilidade da mulher está em alta e há um risco menor de ter problemas gestacionais, como por exemplo, má formação genética, pois os óvulos são mais novos.
30 anos - Para muitas mulheres, esse é o melhor período para pensar na maternidade, como explica Dr. Renato: “a decisão de postergar a gestação é consequência, principalmente, de fatores sociais, como a competitividade da vida profissional e a espera de uma melhor situação econômica. Nesse cenário, mulheres com 30 anos tem 15% de probabilidade de engravidar a cada mês de tentativa e 80% de chance de gravidez dentro de um ano”.
Após 35 anos - Ao nascer, a menina já perde 70% dos oócitos, que são os gametas femininos, resultando em, aproximadamente, dois milhões de gametas. “Na menarca, ou seja, primeira menstruação, a mulher possui de 300 a 500 mil de oócitos. Aos 30 anos, estima-se que apenas 500 oócitos serão selecionados para serem ovulados. E, depois dos 35 anos, há uma queda importante tanto da quantidade quanto na qualidade dos oócitos maternos, que por possuírem a idade da mãe, ficam mais suscetíveis a alterações genéticas e erros na divisão celular quando fecundados. Assim, principalmente após os 38 anos, aumenta a probabilidade tanto de aborto quanto de nascimento de uma criança com alguma síndrome genética”, explica.
Tratamentos
Para as mulheres que desejam postergar a gravidez, os métodos de reprodução assistida, como a ovodoação e a preservação da fertilidade (congelamento de oócitos), são alternativas para a conquista da gravidez. Nos casos em que o desejo é preservar a fertilidade, a melhor técnica é o congelamento de oócitos pela vitrificação. “Os oócitos captados são congelados e as suas características, mesmo após o descongelamento, são preservadas. Quando a mulher decidir utilizar os seus gametas, eles serão descongelados e fertilizados. Os embriões formados serão transferidos para o útero e o teste de gravidez será feito em, aproximadamente, 12 dias”.
Porém, o congelamento feito até os 35 anos de idade, apresenta resultados melhores. “Se a mulher pensa em ter filhos após essa idade, é essencial que converse com um especialista para avaliar a possibilidade de criopreservação dos óvulos, uma vez que sua chance de gravidez será compatível com a idade que tem quando congela os gametas”, finaliza Renato.
Uma ação tão simples e rápida, mas com efeitos tão importantes.
Lavar as mãos é um hábito básico de higiene que tem consequências muito positivas para a saúde.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o hábito pode reduzir em até 40% a contaminação por vírus e bactérias que causam doenças como gripes, resfriados, conjuntivites e viroses.
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Mesmo assim, a prática é negligenciada tanto por pessoas comuns como por profissionais da saúde no dia a dia. Por isso, a OMS instituiu o dia cinco de maio como data para a realização de programas e ações que estimulem o hábito de higienizar as mãos todos os dias.
Os especialistas recomendam que a higiene das mãos seja feita com água e sabão sempre que necessário - principalmente antes das refeições e ao sair do banheiro. Vale também ter sempre à mão álcool gel para fazer a limpeza quando não houver outros meios à disposição. "A higiene das mãos, com água e sabão ou com álcool gel é uma medida que deve ser utilizada", afirma Evaldo Stanislau Affonso de Araújo, médico da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas e Responsável pelo Programa de Stewardship da Fundação São Francisco Xavier.
A higienização correta das mãos é parte fundamental para prevenir que bactérias multirresistentes se espalhem em ambientes hospitalares. Dados da Organização Pan-Americana da Saúde revelam que, mundialmente, as infecções relacionadas à assistência à saúde afetam centenas de milhões de pessoas e têm um impacto econômico significativo nos pacientes e sistemas de saúde. Em países desenvolvidos, essas doenças representam de 5% a 10% das internações em hospitais de cuidados agudos. Nos países em desenvolvimento, o risco é de duas a 20 vezes superior e a proporção de pacientes com esse tipo de infecção pode exceder 25%.
No Brasil, de acordo com dados da Anvisa, cerca de 25% das infecções registradas são causadas por micro-organismos multirresistentes - aqueles que se tornam imunes à ação dos antibióticos. "A higienização das mãos é uma prática tradicional e, isoladamente, é o fator mais importante na prevenção das infecções. Por mais que tenhamos tecnologia e antibióticos potentes, nada vai impedir que uma bactéria passe de um paciente para outro se não fizermos a higienização", enfatiza Evaldo Stanislau.
A puberdade nem sempre é um período tranquilo na vida das adolescentes.
As mudanças hormonais promovem o amadurecimento dos órgãos sexuais para as meninas, levando à primeira menstruação.
Além do sangramento mensal e da acne a adolescente pode começar a ter cólicas, que, apesar de considerada pela maioria das mulheres como algo normal, pode ser um sinal da endometriose, doença que afeta até 7 milhões de brasileiras, conforme estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Por ouvir de suas mães, amigas e inclusive dos médicos que ter cólica e desconfortos durante o período menstrual é natural, as jovens pode levar em torno de 7 anos para diagnosticar a doença. E o que é mais preocupante: quando os sintomas de cólica começam na adolescência esta demora para o diagnóstico pode durar 11 a 12 anos. Para a terapeuta ocupacional, Marília Gabriela Marques, foram mais ou menos 11 anos e 8 ginecologistas até o diagnóstico correto.
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“Na minha adolescência sempre tive cólicas e sempre ouvia das pessoas que era normal, que quando eu casasse ou tivesse filhos, passaria”, conta. “Muita gente me dizia inclusive que era frescura”.
O especialista Dr. Maurício Simões Abrão, professor associado do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP e responsável pelo Setor de Endometriose do Hospital das Clínicas, explica que o útero da mulher é revestido internamente por uma espécie de película chamada endométrio que, quando a mulher engravida, é responsável receber o óvulo fecundado. Durante o período menstrual, o endométrio é renovado e descama, sendo eliminado do corpo em forma de menstruação.
“A paciente com endometriose apresenta endométrio implantado fora do útero, ou seja, podendo infiltrar outras estruturas, como por exemplo, os ovários e os ligamentos ao redor do útero. Em casos graves, o endométrio pode aderir inclusive a outros órgãos, como a bexiga e o intestino”, reforça.
O que causa a dor extrema característica da endometriose é que, assim como o endométrio, estes implantes também se inflamam durante o período menstrual, podendo causar dores e até infertilidade.
A relação de normalidade entre o período menstrual e as cólicas pode ser indicada como um motivo para 53% das brasileiras desconhecerem a doença, conforme aponta uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE), em parceria com a Bayer. No entanto, é necessário estar atenta a sinais importantes da endometriose que se manifestam já na adolescência:
• Dores incapacitantes e persistentes durante todo o período menstrual e fora dele;
• Dor pélvica inclusive durante a relação sexual;
• Dificuldade e dor para evacuar.
• Dores para urinar durante a menstruação
Ao identificar esses sinais, o mais indicado é procurar um ginecologista e solicitar a investigação do quadro. Exames como o ultrassom transvaginal e de abdômen podem auxiliar no diagnóstico precoce e definição do tratamento ideal.
“Quanto antes for detectada e tratada, melhor o controle sobre a endometriose, embora não tenha cura, a rapidez no diagnóstico evita as complicações da doença e inclusive que a paciente passe por tratamentos mais agressivos, além de preservar a fertilidade”, ressalta o especialista. Dr Abrão salienta ainda que no Brasil foram desenvolvidas formas de se fazer o diagnóstico da doença por Ultrassom com preparo intestinal, que tem sido muito útil para a definição do tratamento a ser realizado.
Marília relembra o longo caminho que percorreu antes de saber que tinha uma doença: “antes mesmo do diagnóstico, já tive que lidar com os efeitos da endometriose. Passei por 5 cirurgias e tive as duas trompas retiradas, passei 5 anos afastada do meu trabalho e da minha vida. Se eu tivesse a informação que eu tenho hoje, com certeza tudo teria sido diferente”. De acordo com a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva, a doença pode afetar 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva, ou seja, dos 12 aos 50 anos.
Tenho endometriose, e agora?
Por se manifestar de diversas maneiras, cada quadro de endometriose deve ser estudado de forma individual para definir a melhor linha de tratamento.
“Há pacientes que não apresentam focos de endométrio fora do sistema reprodutor, então nesses casos podemos pensar em controlar os sintomas com o uso de métodos contraceptivos como a pílula e o DIU Mirena e, inclusive, suspender a menstruação”, explica o especialista.
Em casos mais graves da doença, em que a mulher apresenta endométrio na cavidade abdominal ou outros órgãos, por exemplo, pode ser necessário realizar cirurgias, como explica Dr. Abrão: “Esses casos são especialmente delicados, porque o plano cirúrgico vai depender de onde está o foco de endometriose, por isso precisam ser estudados de perto”.
O vinho tinto é uma bebida conhecida por seu conteúdo de flavonoides, que têm poder antioxidante.
Essas substâncias são benéficas para nossa saúde, pois eles atuam neutralizando radicais livres e impedindo a oxidação do colesterol ruim (LDL), diminuindo os riscos relacionados a doenças como a aterosclerose.
Mas será que esses benefícios também incluem uma ajuda no processo de emagrecimento? O site 'Dicas de Mulher' explicou.
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De acordo com uma pesquisa de 2009 realizada na Universidade de Harvard, nos EUA, o consumo de bebidas alcoólicas, entre elas o vinho, poderia evitar o ganho de peso. Nesse estudo, os cientistas acompanharam quase 20 mil mulheres durante 13 anos, observando seu peso e seus hábitos em relação ao consumo de álcool.
O resultado foi que, quando comparadas com as participantes que nunca bebiam, as mulheres que relatavam um consumo de bebida alcoólica de leve a moderado apresentaram um risco menor de desenvolver sobrepeso ou se tornarem obesas.
Entre as bebidas testadas na pesquisa (cerveja, vinho branco, vinho tinto e destilados), o vinho tinto foi o que mais se destacou na prevenção do ganho de peso.
Contraponto
O álcool, independente da bebida, é uma fonte de calorias vazias, que não oferecem nenhum nutriente importante para o nosso organismo. Ou seja, o consumo de álcool em excesso vai levar sim ao ganho de peso – e a uma série de outros problemas de saúde.
Portanto, para que você possa tomar seu vinho sem acumular peso e aproveitar suas propriedades antioxidantes, é necessário ter um consumo moderado e fazer algumas substituições.