Aproximadamente 200 agricultores de Rio Bonito de Iguaçu, no Oeste do Paraná, poderão fazer o replantio em áreas atingidas por uma tempestade no início de dezembro. Nesta sexta-feira (11), eles receberam 10.460 quilos de sementes de milho e feijão. Foram beneficiados produtores das comunidades Nova Aliança, Alto Água Morna e Alto Alegre.
A iniciativa é da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná Iapar-Emater (IDR-Paraná), em parceria com a prefeitura.
As sementes foram um pedido dos agricultores do assentamento Marcos Freire, surpreendidos por uma chuva de granizo e fortes ventos que derrubaram boa parte de suas lavouras. Dos mais de 10 mil quilos doados, 5.660 são de sementes de feijão-preto, 1.960 de sementes de feijão-carioca e 2.840 sementes de milho, segundo o chefe do núcleo regional da secretaria em Laranjeiras do Sul, Valter Rodacki.
“A iniciativa vai ajudar os produtores a recompor as áreas atingidas, e as sementes poderão ir logo para o campo, aproveitando esse momento de plantio”, diz. “Conseguimos fazer um esforço coletivo para reunir as sementes disponíveis no Estado e ajudar, de maneira ágil, a agricultura familiar, tão importante para a economia paranaense”, completa o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
O engenheiro agrônomo do IDR-Paraná Lucas Travassos Déda explica que as sementes são variedades desenvolvidas pelo próprio instituto após anos de pesquisa. Entre elas estão o milho IPR 164. “Essas sementes têm dupla aptidão, servem tanto para grão quanto para silagem, têm resistência às principais doenças e boa tolerância ao acamamento”, diz. Outras variedades são o feijão IPR Sabiá, o IPR Campos Gerais, e o IPR Urutau, todas com excelente potencial produtivo. (Com AEN)
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) divulgou o seu programa de investimentos para o período de 2021 a 2025. Os investimentos, aprovados pelo Conselho de Administração, somam R$ 7,86 bilhões.
De acordo com o comunicado divulgado ao mercado, os recursos são destinados ao abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto, ações ambientais, resíduos sólidos e ações administrativas.
A maior parte dos recursos será aplicada para ampliar o serviço de esgoto, que receberá R$ 4,27 bilhões. O abastecimento de água terá investimentos de R$ 3,29 bilhões.
“O plano reforça a visão da Companhia com a universalização do saneamento. Segundo o Instituto Trata Brasil, mantido o atual patamar anual de investimentos, apenas o Paraná, Distrito Federal e São Paulo atingirão as metas de universalização até 2030”, diz o diretor-presidente da Sanepar, Claudio Stabile.
De acordo com o Atlas de Atualização da Base de Dados de Estações de Tratamento de Esgotos, divulgado em julho deste ano, pela Agência Nacional de Águas (ANA), o Paraná tem o segundo melhor índice do país no atendimento à população urbana com serviço de esgotamento sanitário.
DESEMPENHO - O levantamento aponta o Estado com 80,7%, superado apenas pelo Distrito Federal e com quase o dobro da média nacional, que ficou em 46,5%.
O desempenho do Paraná pode ser melhor avaliado se forem considerados o tamanho da população e o número de municípios atendidos. O Distrito Federal engloba Brasília e 32 regiões administrativas, que somam cerca de 3 milhões de habitantes.
No Paraná, são 399 municípios e aproximadamente 12 milhões de habitantes. (Com AEN)
O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná - Iapar-Emater (IDR-Paraná) está realizando a primeira colheita nos ensaios que avaliam o sistema orgânico para produção de maçãs.
Os estudos foram iniciados ano passado e são conduzidos nas unidades de pesquisa da Lapa, Palmas e Pato Branco. Eva Rubi e IPR Julieta são as cultivares utilizadas na pesquisa.
A iniciativa é uma resposta à demanda criada pela decisão do governo estadual que prevê a inclusão gradativa desses alimentos na merenda das mais de duas mil escolas estaduais, até chegar a 100% de alimentos orgânicos em 2030.
“O objetivo do estudo é obter informações técnicas sobre essa modalidade de cultivo nas condições de solo e clima do Paraná”, explica o pesquisador Clandio Medeiros da Silva. “Esse é um conhecimento novo, de alta relevância para os técnicos e produtores, principalmente, mas também para a comunidade científica”, ele complementa.
Clandio aponta ainda que os primeiros resultados são bastante promissores, embora ressalte que o estudo se encontra ainda em fase muito preliminar.
CULTIVARES — As cultivares Eva Rubi e Julieta se destacam por não demandarem temperaturas muito baixas para o florescimento. São muito produtivas e dão frutos de excelente aspecto visual, firmes, suculentos, adocicados e com agradável teor de acidez.
A precocidade é outra característica importante das cultivares — os frutos chegam à colheita entre dezembro e janeiro, entressafra de outros materiais disponíveis no mercado, e podem assegurar um preço diferenciado aos produtores.
PARCERIA — O IDR-Paraná realiza as avaliações do comportamento de cultivares em sistema orgânico de produção em parceria com a Embrapa, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar), Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (Capa) e, em Pato Branco, a prefeitura do município. (Com AEN)
Depois de aumentos expressivos no preço da arroba bovina para o produtor, houve uma pequena redução na primeira semana de dezembro, que pode se estender para o início de 2021.
A análise sobre as razões para essa redução está no Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária, produzido por técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, referente à semana de 6 a 11 de dezembro.
Os valores pela arroba bovina recebidos pelos produtores tiveram queda de 0,84% na primeira semana de dezembro, em relação ao preço médio de R$ 272,08, pago em novembro. O recuo é pequeno, mas já sinaliza o movimento de baixa, em um ano em que o preço da carne bovina teve aumento expressivo de 48%.
Os preços subiram porque as ofertas de rebanho para abate no mercado interno foram escassas. Além da estiagem, a alta nos custos de produção, sobretudo em insumos alimentícios como milho e soja, foi determinante para a redução da engorda.
Somada a isso, a exportação da própria carne bovina teve aumento considerável. De janeiro a outubro, o Brasil exportou 9% a mais em relação ao mesmo período de 2019. A China foi o principal comprador. Para o país asiático, o aumento foi de 107% na exportação do produto.
Outro fator importante que pode barrar o cenário de altas consecutivas do preço é a redução no consumo. Isso pode se acentuar no início de 2021 com o fim do auxílio emergencial e os gastos normais com os impostos de início de ano. Geralmente, nesse período, a população busca alternativas mais acessíveis de proteínas animais, como a carne de frango.
AVES E OVOS – Sobre o frango, o boletim analisa os prognósticos de produção para 2021. A expectativa é que sejam produzidos 14,5 milhões de toneladas de carne, ou 5,1% superior ao previsto para este ano, estimulado, sobretudo, pelo consumo interno. Em 2020, o consumo per capita deve ser de 45 quilos, subindo para 47 quilos no próximo ano.
A produção de ovos também deve se manter em alta, com possibilidade de chegar a 56,21 bilhões de unidades, ou 5% superior ao previsto para este ano. A perspectiva é que o consumo seja de 265 unidades anuais por pessoa, aumento de 6% em relação às 250 unidades deste ano.
MANDIOCA E UVA – A chuva chegou em volume e abrangência desejados pelos produtores de mandioca. A colheita é favorecida, apesar de muitas indústrias já estarem em recesso. Esse período de pouca atividade deve se estender até a segunda quinzena de janeiro de 2021.
O boletim desenha, ainda, um perfil da cultura da uva, quarta fruta mais produzida no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO). O Brasil é o 14º maior produtor. O Paraná ocupa a sexta colocação no território nacional e, dentro do Estado, o destaque é Marialva.
O documento também fala sobre a exportação de suínos paranaenses e traz um retrato da situação da lavoura de milho e das expectativas sobre o Valor Bruto de Produção do trigo. (Com Agência Brasil)
O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou nesta sexta dia (11) que o Paraná está preparado para a campanha de vacinação contra o novo coronavírus assim que as vacinas forem aprovadas pelos órgãos reguladores. Ele também disse que a imunização respeitará o calendário nacional, que o Estado continua conversando com laboratórios e que tem R$ 200 milhões disponíveis para eventual aquisição, se necessário.
Ratinho Junior ressaltou que o Estado pretende oferecer a vacina a toda a população. "Estamos muito organizados. Esse programa precisa de uma série de instrumentos e de uma logística robusta. A Secretaria de Saúde já vem há bastante tempo preparando o Estado para quando aparecer a vacina comprovadamente eficaz e com autorização dos órgãos responsáveis", disse o governador Ratinho Junior.
Ele também frisou que o Paraná está trabalhando com base em orientações técnicas e científicas desde o início da pandemia e que o mesmo se dará em relação à vacinação. "Não vamos fazer da vacina um programa eleitoral. Estamos tratando de forma técnica e científica para dar o melhor resultado para a população. Tratamos a pandemia desde o começo com decisões técnicas", disse.
MATERIAL - O governador citou as estratégias já estabelecidas pela Secretaria de Estado da Saúde, entre elas a aquisição de 11 milhões de seringas e a abertura de registro de preço para aquisição de mais 16 milhões de unidades; a contratação de mais de 200 câmaras frias e quatro contêineres de 40 pés para armazenamento. Além disso há uma preparação de 1.850 salas de vacinações já existentes em parceria com os municípios, e uma licitação de R$ 22 milhões para comprar mais Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
"Estamos organizados em termos logísticos e de equipamentos, com agulhas, seringas, câmaras frias e profissionais. E torcendo para que a vacina ou as vacinas venham o quanto antes, independente da bandeira e da origem. Olhamos em cima de uma metodologia. É o compromisso do Governo do Paraná", disse Ratinho Junior.
VACINAS - O governador também ressaltou que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) se colocou à disposição de diversos laboratórios de todo o mundo para a transferência de tecnologia e que, existindo garantias de eficiência e segurança de imunização, o Governo do Estado poderá ativar um processo de compra.
Ele citou que o acordo com o Instituto Gamaleya (Rússia) ainda está em vigor e que depende de documentação para ativar o protocolo de fase 3 na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, o Estado realizou uma reunião em outubro com a Pfizer e vem conversando com outros laboratórios que desenvolvem vacinas, como a Oxford/AstraZeneca e a Coronavac/Butantan.
"O sistema de imunização do País é conduzido pelo governo federal. Não é um laboratório que vai resolver a questão, mas vários laboratórios fornecendo as vacinas para os países. Não vamos fazer o paranaense ser cobaia. Vamos aplicar as vacinas cientificamente eficazes. Não serão vacinas políticas, mas com segurança para trazer a imunização necessária", disse Ratinho Junior.
UNIÃO - O secretário estadual de Saúde, Beto Preto, afirmou que o Paraná trabalha em parceria com o governo federal e com os municípios diariamente. Ele citou que todas as 399 cidades terão acesso ao imunizante e precisam estar preparadas para o momento da vacinação.
"Trabalhamos em alinhamento com o Plano Nacional de Imunização (PNI), criado em 1973 e responsável pela erradicação e atenuação de diversas patologias", explicou. Ele reforçou o processo de compra de materiais e equipamentos para o processo de vacinação. "O Paraná está preparado para toda a logística do material imunibiológico".
Beto Preto falou que o calendário de imunização respeitará o cronograma nacional e deverá priorizar os trabalhadores de saúde e idosos/grupos de risco, mas não descartou a possibilidade de ações mais ostensivas em áreas de muita circulação e para outros grupos.
"As salas de vacina do Paraná contam com profissionais experientes. Fizemos uma capacitação em 2019 com 1.200 vacinadores. É uma rede robusta. Também temos expertise de distribuição para todo o Estado. Contratamos quatro contêineres refrigerados de 40 pés para armazenamento de 100 mil doses de vacinas cada" explicou, revelando que o armazenamento será no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar).
ALERTA - O governador Ratinho Junior também destacou que a população do Paraná tem demonstrado respeito e compromisso com o próximo no combate à pandemia. Ele lembrou a ativação de 2,8 mil leitos em todas as regiões do Estado desde o começo da pandemia e o esforço ininterrupto de profissionais da saúde das redes pública e privada para ajudar os paranaenses a enfrentar essa crise.
"Temos que agradecer os profissionais de saúde e reforçar a mensagem: continuem se cuidando. Temos que lavar as mãos, passar álcool em gel, usar a máscara e evitar ficar próximos. A vacina ainda é uma esperança. Nesse momento precisamos da colaboração dos jovens. É uma época em que as pessoas costumam se reunir, mas não podemos descuidar", disse o governador. "Ano que vem a gente volta à normalidade e se abraça".
Ele também citou o decreto que restringe a circulação de pessoas das 23h às 5h e impõe novas medidas para conter o avanço da nova onda de casos. "A estratégia utilizada nos últimos dias para controlar a circulação de madrugada tem dado resultado, ajudou a amenizar o estresse no sistema hospitalar. Já registramos uma queda de 35% a 40% de traumas, o que tem ajudado os profissionais da saúde", concluiu o governador. "É uma medida que atende quem trabalha no sistema e alivia a pressão dos policiais para poder assessorar a saúde".
Confira as medidas que estão em andamento:
- 11 milhões de seringas já adquiridas;
- Registro de preço para aquisição de 16 milhões de seringas;
- 21 câmaras frias já adquiridas e 180 em processo de aquisição;
- Contratação de 31 câmaras frias para armazenamento em parceria com o governo federal;
- 1.850 salas de vacinação aptas, em estratégia com os municípios;
- Possibilidade de ampliação de locais de vacinação com a estratégia extramuros;
- R$ 200 milhões na LOA 2021 para aquisição de vacinas;
- Abertura de processo de aquisição de agulhas;
- R$ 22 milhões para aquisição de EPIs: máscaras, luvas, gorros, avental, algodão;
- Freezers (produção de gelo) e equipamentos de ar-condicionado já adquiridos;
- 4 contêineres refrigerados de 40 pés para armazenamento de 100 mil doses de vacinas cada no Cemepar;
- 17 ᵃ Regional de Saúde já locou um contêiner de 20 pés para armazenamento de 50 mil doses de vacina;
- 4 caminhões refrigerados para distribuição vacinas e possibilidade de aquisição de novos veículos;
- Perspectiva de implantação de câmaras modulares para armazenamento de frios nas 22 Regionais de Saúde; (Com AEN).

























