Um lugar para colocar em prática os conhecimentos adquiridos durante a graduação, a Fazenda Escola do Centro Universitário de Cascavel - Univel, possui uma estrutura voltada ao aprendizado, onde os acadêmicos do curso de Agronomia tem a oportunidade de cultivar plantações de milho, feijão, soja e também aprender sobre adubação, manejo integrado de pragas e projetos de soja que envolvem análises químicas.
Voltando às aulas práticas, os alunos tiveram a oportunidade de vivenciar diversas atividades das disciplinas de mecanização agrícola, fitopatologia, física do solo e introdução a agronomia. “As aulas práticas na Fazenda Escola estão sendo bem produtivas, tivemos as reposições das matérias, e foi bem tranquilo com o pessoal mantendo uma distância, todos de máscara. Essas aulas são importantes para nosso aprendizado, estávamos sentindo falta delas, até mesmo o diálogo com os professores é diferente, a compreensão é melhor”, conta o acadêmico do curso, Alan Ultzeiheimer.
Nas aulas, os acadêmicos puderam ver como funciona a regulagem de uma semeadeira e plantadeira para diferentes culturas, observar a sintomatologia e diagnose de doenças foliares para algumas culturas de inverno, realizar experimentos com diferentes culturas de cobertura de solo, implantar culturas de inverno, entre tantas outras atividades. “Nas aulas práticas o aluno pode vivenciar situações que ele vai passar na prática, no atendimento e na assistência técnica junto ao produtor. Foi o caso da disciplina de mecanização agrícola e de fitopatologia, que são voltadas ao perfil profissional, em que o aluno vai se deparar com a identificação de doenças no campo e também situações em que ele vai ter que fazer a regulagem das máquinas, seja para plantio ou para pulverização”, explica a Coordenadora do curso de Agronomia, Vanessa Batista Taques.
Sobre o curso
O curso de Agronomia da Univel é voltado para a formação prática e empreendedora das atividades agropecuárias, que tornam o engenheiro agrônomo apto para trabalhar nas diversas atividades do setor. Além disso, para que os alunos tenham maior conhecimento e entendimento das áreas estudadas, o curso de Agronomia conta com laboratórios modernos de química, física, microscopia, microbiologia, fitopatologia, instrumentos de topografia e georreferenciamento. O egresso do curso de Agronomia tem um vasto campo de trabalho e suas funções podem ser desenvolvidas em diferentes setores, como pesquisa e desenvolvimento, área comercial e prestação de serviços.
Por Assessoria
A Secretaria de Estado da Saúde divulgou nesta sexta dia 21, uma resolução com novas recomendações sobre a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos hospitalares no Paraná, devido à escassez de medicamentos anestésicos e relaxantes musculares, e revoga a Resolução Sesa nº 926/2020.
A nova orientação sugere que sejam suspensos apenas os procedimentos que demandem terapia intensiva no pós-operatório e/ou em pacientes sob anestesia geral, para contingenciamento de medicamentos que serão destinados ao tratamento daqueles infectados pela Covid-19. As recomendações não se aplicam a procedimentos de cardiologia, oncologia e nefrologia.
“Após uma análise no número de casos por data de confirmação de diagnóstico, verificamos que os números se mantém estáveis e com início de queda. Sendo assim, resolvemos liberar alguns procedimentos eletivos, contingenciando apenas em casos que demandem mais medicamentos”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
“O objetivo da revogação e da nova orientação é fortalecer os serviços de saúde e principalmente diminuir as filas de cirurgias eletivas que naturalmente se formaram em todo o País, em função da crise do vírus responsável pela Covid-19”, acrescentou o secretário.
MEDICAMENTOS – Medicamentos que auxiliem na intubação de pacientes, como anestésicos e relaxantes musculares, estão sendo contingenciados e enviados pelo Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para compor os estoques dos 54 hospitais que fazem parte do plano estadual de atendimento exclusivo à pacientes com coronavírus.
“Já realizamos compras próprias de medicamentos, recebemos duas remessas do Ministério da Saúde, além de uma ação articulada no Rio de Janeiro para buscar estes insumos, e agora estamos programando mais uma compra. Todas essas ações são articuladas para garantir que todos os paranaenses que necessitem de intubação possam ser atendidos”, afirmou o secretário. (Com AEN)
As vendas no comércio varejista paranaense cresceram na primeira quinzena de agosto na maior parte dos segmentos, recuperando parte das perdas registradas no ano. Os dados constam no boletim conjuntural elaborado pelas secretarias de Estado da Fazenda e do Planejamento e Projetos Estruturantes para medir os impactos da crise da Covid-19 sobre as contas públicas e a sociedade. O documento traz indicadores e dados coletados pela Receita Estadual e pelo Ipardes e foi publicado na sexta dia 21.
Pela primeira vez desde o início da pandemia o número de segmentos com altas nas vendas (agosto de 2020 em comparação com o mesmo período do ano passado) supera o de grupos em baixa. Venderam mais: áudio, vídeo e eletrodomésticos (49%); informática e telefonia (26%), material de construção e ferragens (22%), hipermercados e supermercados (12%), farmácias (10%), cama, mesa e banho (8%), cosméticos, perfumes e higiene pessoal (5%) e veículos novos (1%) – este último, aliás, registrou o primeiro respiro de vendas desde janeiro.
Por outro lado, os setores mais atingidos pela crise continuam registrando queda em agosto, embora em percentuais menores que nos meses anteriores. São eles: vestuário e acessórios (-15%), calçados (-23%) e restaurantes e lanchonetes (-42%). Nos dois primeiros casos, porém, os percentuais de queda são os mais baixos desde fevereiro – o que demonstra uma pequena reação.
No acumulado do ano, seis dos 11 segmentos avaliados ainda registram quedas: restaurantes e lanchonetes (-36%), calçados (-34%), vestuário e acessórios (-29%), veículos novos (-17%), cama, mesa e banho (-15%) e cosméticos, perfumes e higiene pessoal (-8%). Acumulam altas nas vendas segmentos de informática e telefonia (1%), material de construção e ferragens (3%), farmácias (6%), áudio, vídeo e eletrodomésticos (7%), e hipermercados e supermercados (10%) acumulam altas nas vendas.
PRODUTOS – No recorte de vendas totais por produto, que incluem as negociações de mercadorias entre empresas ao longo da cadeia produtiva e as exportações, 24 grupos tiveram altas nos primeiros 15 dias de agosto, enquanto apenas quatro registraram queda.
Os principais destaques no comparativo com o mesmo período de 2019 foram linha branca (74%), tratores (55%), notebooks (52%), cereais, farinhas, sementes e café (52%), frutas, verduras e raízes (46%) e telefones celulares (45%). Tiveram retração automóveis (-31%), vestuário (-21%), iluminação (-5%) e produtos de limpeza (-3%).
No acumulado do ano, as maiores altas foram no setor alimentício: cereais, farinhas, sementes, chás e café (35%), frutas, verduras e raízes (23%), carnes, peixes e frutos do mar (20%), produtos químicos (19%) e notebooks (14%). Por outro lado, as maiores baixas de 2020 concentram-se no vestuário (-28%), automóveis (-27%), caminhões e ônibus (-22%), tratores (-14%), motocicletas (-12%) e bebidas não alcoólicas (-5%).
TENDÊNCIA – O valor médio de emissão de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e) nas primeiras semanas de agosto confirma a tendência de reequilíbrio econômico. Houve crescimento nos comércios atacadista e varejista e na indústria de alimentos – a exceção foi a indústria de transformação, com queda de 8 pontos percentuais em relação a julho. Comércio varejista e indústria de alimentos, inclusive, sustentam índices superiores aos de março (utilizados no estudo como base de comparação).
Na macrorregião Leste (do Centro-Sul ao Litoral, passando por Curitiba, Campos Gerais e Região Metropolitana), sobressaíram os resultados do comércio varejista e da indústria de alimentos, operando acima dos patamares observados antes da pandemia.
A macrorregião Noroeste (região de Maringá e Umuarama), registrou um forte recuo na indústria de transformação, em contraposição ao crescimento das atividades comerciais. O ramo varejista pela primeira vez passou a operar a níveis superiores aos de antes da pandemia.
E a macrorregião Norte (Londrina e região), num reflexo do Estado, também registrou alta em três das quatro atividades avaliadas. A indústria de alimentos é atualmente o segmento com índice mais elevado, suplantando o patamar de operação pré-pandêmico em 11,1%.
POUCAS EMPRESAS SEM ATIVIDADE – O número de empresas paranaenses em atividade teve pouca alteração em relação ao final de julho, muito próximo do observado no início de março, ou seja, é bastante reduzida a quantidade de estabelecimentos que estejam totalmente paralisados devido à pandemia.
No total do Estado, o percentual de empresas que emitiram ao menos um documento fiscal (NF-e ou NFC-e), o que as caracterizam como ativas no começo de agosto, chegou a 97%. Para efeitos de comparação, no final de março este índice havia despencado para 54%.
Em diversos municípios o índice de empresas em funcionamento voltou a 100%. Enquanto Curitiba registrou um percentual de 93%, Foz do Iguaçu segue com o mais baixo percentual de empresas ativas: 88%.
ARRECADAÇÃO EM QUEDA – Já o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), que reflete as vendas do mês anterior, voltou a registrar queda após a reação de julho e ainda está longe de retomar os níveis pré-Covid. O montante arrecadado nas primeiras semanas do mês foi de R$ 2,22 bilhões - 3,7% menos do que no mesmo período de 2019. No acumulado de 2020, a queda na arrecadação do principal tributo do Estado chega a R$ 1,5 bilhão (-7,5%).
A baixa é puxada principalmente pelo setor de combustíveis, cuja participação representa 22% de todo o total do ICMS arrecadado no Paraná. Nestas primeiras semanas de agosto, o segmento registrou variação negativa de R$ 134 milhões (-21%). O setor automotivo também caiu em arrecadação (-15,6%).
Por outro lado, segmentos significativos na composição do tributo tiveram alta este mês: energia (1,5%), indústria (15,3%) e bebidas (6,5%).
PIB – Ainda segundo a análise do boletim conjuntural, as perspectivas para 2021 são de um Produto Interno Bruto (PIB) nacional 7% menor do que seria num cenário sem pandemia. Como a arrecadação de ICMS tem forte correlação com a atividade econômica, uma queda desta ordem pode retirar R$ 2,3 bilhões dos cofres públicos no próximo ano.
Distorções na ajuda federal aos estados prejudicaram o Paraná
O boletim desta semana mostra que o modelo do socorro federal aos estados para compensar as perdas de arrecadação com a pandemia de Covid-19 apresenta graves distorções que prejudicam algumas unidades da federação – entre elas, o Paraná. De acordo com o Estudo Técnico 24/2020, da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados, até o momento o auxílio da União não foi suficiente para cobrir as perdas de ICMS.
Segundo o documento citado no boletim, a metodologia utilizada fez com que diversos estados recebessem valores muito superiores às suas perdas (o caso mais emblemático é o de Mato Grosso, que registrou uma perda de receita de apenas R$ 3,5 milhões e recebeu repasses de R$ 727,4 milhões – 205 vezes mais), enquanto os três estados do Sul e São Paulo receberam valores inferiores à perda de receita. No caso do Paraná, o prejuízo chega a R$ 26 milhões.
Para os autores do estudo, esse “excesso” de repasses para alguns estados representa um gasto novo da União e que não tem finalidade específica, com a destinação dos recursos ficando a critério dos governadores.
Por outro lado, alguns estados não cobriram sequer as perdas. “Não obstante o auxílio superar para o conjunto dos estados a queda de arrecadação do ICMS nos meses de abril a junho, na comparação estado a estado os valores dos repasses foram inferiores à perda de receita nos casos de São Paulo e dos três estados da Região Sul”, pontua o estudo técnico. (Com AEN)
O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou neste sábado dia 22, que a região Sul do Paraná tem sido beneficiada por uma série de investimentos, principalmente em infraestrutura e na área da Saúde. Esse pacote tem auxiliado a controlar a pandemia e a preparar a retomada da economia no Estado. Em entrevista à rádio CBN Vale do Iguaçu, organizada pelo líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Hussein Bakri, Ratinho Junior destacou que o bom uso dos recursos e a descentralização da Saúde reduziram o impacto da Covid-19 no Paraná.
“Temos a quinta população do Brasil e os menores números de mortes decorrentes do coronavírus, ficando na 23ª posição”, ressaltou. O governador ressaltou que o Paraná já vinha se preparando para a enfrentar outras doenças, como a dengue, febre amarela e as gripes sazonais. “Diante dessa pandemia antecipamos investimentos e colocamos em operação três hospitais regionais, de Telêmaco Borba, Ivaiporã e Guarapuava, exclusivos para atender pacientes de coronavírus nesse momento de dificuldade”, disse.
Ele mencionou ainda que o trabalho de descentralização da saúde já havia sido iniciado no ano passado, com o objetivo melhorar o atendimento à população e permitir uma assistência mais perto e casa, evitando deslocamentos para outras cidades para cirurgias simples ou consultas especializadas.
Para isso, acrescentou, a parceria com os consórcios municipais de saúde têm sido fundamental. A meta é implantar centros de especialidades em diversas regiões dando maior capacidade de atendimento à população com ortopedistas e cardiologistas, por exemplo.
Ratinho Junior ressaltou que o trabalho de descentralizar a saúde fortaleceu as regionais, que foram equipadas com o que há de mais tecnológico no mundo para enfrentar a Covid-19. “Compramos os equipamentos (respiradores e monitores) pagando o menor preço do Brasil e usando de maneira ética o dinheiro público”, disse. E mencionou que o Estado começa a reduzir os números de casos e, em breve, deve sair do platô das curvas de contágio e de mortes, fazendo os óbitos caírem.
Ratinho Junior falou ainda sobre a busca de parcerias com a China e a Russia para a troca de tecnologias e início de estudos sobre imunização. “Qualquer vacina terá que passar por testes extremamente rigorosos. Há outros estados trabalhando na vacina contra a Covid-19 e queremos colaborar com o Brasil nesta busca para chegarmos a uma vacina segura para os paranaenses e todos os brasileiros”, disse o governador.
Segundo o deputado Hussein Bakri, a Assembleia Legislativa tem sido parceira do Governo desde o início do mandato e sobretudo agora, neste momento de pandemia. “Da mesma forma, o governador vem tendo um olhar especial para o Sul do Paraná, que tem recebido recursos num volume nunca visto em sua história. O desenvolvimento regional passa diretamente pelo apoio do Estado aos municípios e isso vem sendo feito com muita competência e agilidade”.
INVESTIMENTOS - O governador também destacou que, mesmo durante a pandemia, o Estado tem trabalhado para fortalecer o planejamento de ser uma central logística da América do Sul. O Estado está no centro da produção de 70% do PIB da América do Sul.
Ele reforçou que há um plano de retomada da economia, que abrange diversas áreas, que está sendo debatido com os setores produtivos. “Adotamos várias medidas para não parar o sistema econômico, e ao mesmo tempo tomamos o cuidado com as recomendações dos órgãos da saúde”, disse o governador.
Ainda sobre a retomada econômica, Ratinho Junior disse que o trabalho passa pelas ações de planejamento, que não pararam na pandemia “Montamos um banco de projetos para transformar nossa logística, agilizar a execução de obras e atrair investimentos. Também continuamos a política de atração de empresas e empregos”, disse Ratinho Junior.
Um dos reflexos dessa estratégia, apontado na entrevista para os municípios de toda a região Sul, é o aumento de pessoas contratadas com carteira de trabalho em julho. O governador destacou que o Paraná criou 8.833 empregos com carteira assinada em julho, um incremento de 214% em relação a junho, quando foram abertas 2.829 vagas.
“O Governo, com apoio da iniciativa privada, está tomando todas as medidas para que a economia volte a acelerar, gerando emprego e renda para os paranaenses”, afirmou. Ele ressaltou que os investimentos vêm sendo mantidos e citou a nova ponte em União da Vitória, a pavimentação da PR-364 (Irati a São Mateus) e diversas obras urbanas.
Na programação de investimentos em andamento estão, ainda, o fortalecimento da Ferroeste e a Nova Ferrovia, um financiamento de R$ 1,6 bilhão para obras estruturantes em todo o Estado e o novo Anel de Integração rodoviário, além da ampliação e de obras nos aeroportos. (Com AEN)
Um caminhoneiro ficou ferido após se envolver em um acidente na BR-373, comunidade de Linha Santa Maria, em Chopinzinho. Por volta do meio dia desta sexta dia (21).
O caminhão, com placas de Mogi das Cruzes (SP), caiu numa ribanceira e ficou completamente destruído.
Apesar dos danos, o motorista, Leandro Salvatico,de 40 anos, sofreu somente lesões leves. Ele foi amparado por populares até a chegada do socorro.
Segundo o médico do SAMU, Anderson, a vítima sentia dores lombares e foi encaminhado para avaliação médica no Instituto San Rafael.
O caminhão, carregado com bobinas de ferro, seguia sentido Candói/Chopinzinho. O motorista teria perdido o controle da direção depois de ter sido fechado por um veículo Gol.
Por conta do peso, a carga cedeu e o caminhão ficou desgovernado, saindo da pista. O agricultor Alfredo Kraemer mora próximo do local.
Como o veículo ficou tombado fora na pista o trânsito fluiu normalmente. Uma equipe do Corpo de Bombeiros esteve no local e tomou algumas precauções para evita rum possível incêndio do caminhão. A ocorrência foi registrada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) que vai apurar as causas do acidente. (Com RBJ).
O Ministério Público do Paraná (MP-PR) entrou com uma ação pública para pedir que o Governo do Estado justifique as medidas que embasaram a não prorrogação do decreto estadual que impôs restrições preventivas à atual pandemia de coronavírus. De acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (20), a ação é assinada pelas Promotorias de Justiça de Proteção à Saúde Pública de quatro macrorregiões de saúde do estado: Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel.
A ação foi ajuizada após o governo estadual se negar a indicar as referências técnicas da nota emitida em 14 de julho que tornou sem efeito as medidas restritivas regionalizadas para o enfrentamento da Covid-19 que constavam do Decreto Estadual 4.942/2020. Após a divulgação da nota, o MP-PR enviou ofício ao secretário de Estado da Saúde, “a fim de melhor conhecer a motivação, a justificativa utilizada para a não prorrogação do referido Decreto, bem como ter acesso aos critérios ou parâmetros pelos quais se pauta o Estado do Paraná diante dos possíveis riscos decorrentes da pandemia”.
Ante a falta de resposta, apesar da reiteração do pedido pelo MP-PR, foi necessário recorrer ao Judiciário, pois, conforme a ação, “somente assim, à vista da realidade a que vem dando causa o referido ente público, conseguir-se-á conhecer as informações perseguidas, para, na sequência, compreender se estão amparadas em justificativas técnicas, estratégicas e informações em saúde e averiguar se há ou não justa causa para o ajuizamento de outra ação”.
Avaliação de riscos
O MP-PR ressalta que, passados meses do início da pandemia, ainda não se conhecem os parâmetros pelos quais se pautou o Governo do Estado para deixar de prorrogar as medidas restritivas do Decreto Estadual 4.942/2020, muito menos os indicadores utilizados na avaliação dos riscos. Tal atitude, alega o MPPR na ação, representa afronta aos princípios constitucionais de publicidade, eficiência e motivação.
A ação requer que o Governo do Estado informe detalhadamente qual a orientação da vigilância epidemiológica que fundamentou a decisão de não prorrogação do Decreto Estadual 4.942/2020, se houve embasamento em outros parâmetros (e, nesse caso, quais seriam eles) e qual a matriz de risco seguida pelo Estado do Paraná para as ações relativas à contenção da pandemia. (Com MP-PR)








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