A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou à zero hora desta segunda dia (30) a Operação Independência 2021 em todo o país.
Durante os feriados, historicamente há um aumento relevante do fluxo de veículos e de ônibus de passageiros nas rodovias federais, fatores que contribuem para o aumento da violência no trânsito, podendo provocar elevação na quantidade de acidentes graves, feridos e mortos.
A operação, que segue até terça (7), irá priorizar ações voltadas à segurança viária, prevenção e redução da gravidade dos acidentes de trânsito e à garantia da mobilidade nas rodovias do país.
Será dada atenção especial as ações de combate a embriagues ao volante, fiscalização de ultrapassagens em trechos de pista simples e o controle do excesso de velocidade.
O uso do cinto de segurança, do capacete, dos dispositivos de retenção para crianças e do uso de telefone celular, além de fiscalizações específicas de motocicletas e condições de conservação dos veículos, também estão entre os focos das equipes da PRF.
As operações terão, ainda, outros pontos focais, como a fiscalização do tempo de direção e descanso do motorista profissional e do exame toxicológico. Em virtude do tamanho e peso maiores dos veículos de carga, os acidentes que envolvem esses veículos geralmente têm maiores proporções e geram maior gravidade das lesões ou a morte dos envolvidos, o que faz com que haja uma maior preocupação com o estado de conservação destes veículos.
A PRF também intensificará sua atuação no combate ao crime, em especial realizando abordagens focadas nas informações do serviço de inteligência e a utilização de ferramentas de comunicação, para prender criminosos, recuperar veículos roubados e retirar armas ilegais, drogas e produtos contrabandeados de circulação.
Restrições de tráfego
A PRF também faz um alerta aos motoristas profissionais. De acordo com a Portaria nº 196, de 11 de dezembro de 2020, NÃO haverá restrição de tráfego no período da operação, 30 de agosto à 7 de setembro.
Dicas para uma viagem segura
Vai pegar a estrada nesse período? Atente-se para algumas das principais orientações da PRF para reduzir o risco de acidentes e evitar multas desnecessárias.
Providenciar a checagem do automóvel mesmo para pequenas viagens. Faróis acesos para ver e ser visto; pneus calibrados e em bom estado; motor revisado, com óleo e nível da água do radiador em dia. Não esquecer de verificar a presença e estado dos equipamentos obrigatório, principalmente pneu estepe, macaco, triângulo e chave de roda, além dos limpadores de para-brisa e luzes do veículo.
Não esquecer também da cadeirinha, no caso de transporte de crianças.
Observar as placas que indicam os limites de velocidade e as condições de ultrapassagem. Elas não foram colocadas naquele ponto da rodovia sem motivo. Nos trechos em obras, o motorista deve reduzir a velocidade e obedecer a sinalização local. Os condutores também devem redobrar a atenção em cruzamentos e áreas urbanas e jamais desviar a atenção do trânsito.
Se não possuir CNH ou estiver com o documento suspenso ou ainda se fez uso de bebida alcoólica, não dirija. Nestes casos, pense em utilizar transportes alternativos como os carros de aplicativos, táxis, ônibus.
Para os dias chuvosos
Para os dias chuvosos, a PRF orienta aos motoristas transitar com velocidade moderada, sempre a direita da via, acender os faróis (baixo), manter distância segura do outro veículo que segue a sua frente, evitar manobras e freadas bruscas.
A Polícia Rodoviária Federal deseja um bom feriado a todos e reforça que o condutor deve manter atenção constante ao trafegar no trânsito. Muitos são os fatores que podem contribuir para acidentes graves e muitas vezes fatais. Um segundo de desatenção é o suficiente para acarretar graves consequências para condutores, passageiros e pedestres.
Para informações, denúncias, comunicação de crimes e acidentes a PRF dispõe do número de emergência 191. A ligação é gratuita e atende 24 horas em qualquer parte do País. (Com PRF).
Essas pequenas condutas, além de evitarem multas, podem salvar vidas e tornar a viagem ainda mais segura e tranquila.
Uma jovem de 18 anos faleceu após receber uma descarga elétrica enquanto mexia no celular conectado à tomada. O acidente aconteceu na madrugada deste domingo (29) em Santarém, no Pará.
Radja Ferreira de Oliveira foi socorrida pela família. O enfermeiro Adilson Soares, do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU) conta que as equipes foram acionadas mas, enquanto se dirigiam ao local, Radja já tinha recebido os primeiros socorros e sido levada ao hospital pela família.
A jovem, porém, não resistiu. “Ela já estava sem sinais vitais. O médico constatou que ela estava em óbito”, disse Soares.
A mãe de Radja contou às equipes de saúde que a menina estava mexendo no celular conectado à tomada quando um raio caiu, deixando-a desacordada. (Com Último Segundo).
A Secretaria de Estado da Saúde promove nesta sexta-feira (27) uma ação educativa e de prevenção sobre os riscos do tabagismo para a saúde. Especialistas debaterão o tema em uma live que acontece das 14h às 16h por este LINK e será aberta ao público em geral. Entre os assuntos estão: Um breve histórico da Luta contra o Tabagismo no Paraná, Doenças Pulmonares relacionadas ao tabagismo e o Programa Estadual de Controle do Tabagismo – diagnóstico dos impactos da COVID-19, ações e perspectivas.
No próximo domingo (29) é o Dia Nacional de Combate ao Fumo. O evento tem como objetivo chamar a atenção para a importância em alertar a população da dependência e riscos do tabaco. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é a principal causa de morte evitável no mundo.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que 443 pessoas morrem todos os dias por causa da dependência da nicotina. Desse total, 37.686 correspondem à Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), 33.179 a doenças cardíacas, 25.683 a outros cânceres, 24.443 ao câncer de pulmão, 18.620 ao tabagismo passivo e outras causas, 12.201 à pneumonia e 10.041 ao acidente vascular cerebral (AVC).
Única no país com estudo da Pfizer, Toledo dá início à vacinação na faixa de 12 a 17 anos
Para o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, as iniciativas que alertam e combatem o uso do tabaco, mostrando os efeitos nocivos que o hábito pode proporcionar à vida, pode ser um grande incentivo para aqueles que querem deixar de fumar.
O Paraná é o único Estado que incluiu na Ficha de Notificação da Covid-19, a comorbidade tabagismo. Dados preliminares do Notifica Covid-PR apontam que, dos 30.452 óbitos, 3,5% apresentavam a comorbidade do tabagismo. Sendo 70% homens e 30% mulheres. A faixa etária mais acometida foi a de 60 a 69 anos, com 28% dos casos, seguida da faixa de 70 a 79 anos.
TRATAMENTO – Na rede de saúde pública do Paraná, o atendimento à pessoa tabagista é realizado por equipes multiprofissionais de saúde, prioritariamente na atenção primária, que estão localizadas em todo o Estado. São 1.726 estabelecimentos com serviço de controle de tabagismo. A metodologia é a mesma preconizada pelo Inca e Ministério da Saúde, priorizando o estímulo à mudança de comportamentos e escolha de hábitos saudáveis de vida. Os grupos, de 10 a 15 fumantes, participam de sessões que incluem avaliação clínica e abordagem intensiva, individual ou em grupo, que estimulam a alteração do comportamento.
Quando necessário, utiliza-se também terapia medicamentosa após avaliação médica. Porém, por conta da pandemia, a Secretaria de Estado da Saúde orientou a suspensão das atividades em grupos para cessação do tabagismo, adiou o início de novos tratamentos e indicou a adoção de estratégias à distância para garantir o acesso das pessoas que procuravam as Unidades de Saúde. Em 95% dos estabelecimentos que ofertam o programa houve impacto nos atendimentos, desde 2020. Foram implementadas outras estratégias, como atendimento individual, por meio de chamadas on line e até grupos por aplicativos de mensagens.
3 milhões de paranaenses estão completamente imunizados contra a Covid-19
DOENÇA – O tabagismo é uma doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o tabagismo como a dependência da droga nicotina, presente em qualquer derivado do tabaco, seja cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo, cigarro de palha, fumo de rolo ou narguilé. Após ser absorvida, a nicotina atinge o cérebro entre 7 e 19 segundos, liberando substâncias químicas para a corrente sanguínea que levam a uma sensação de prazer e bem-estar. Essa sensação faz com que os fumantes usem o cigarro várias vezes ao dia.
LEI – O Brasil instituiu o dia 29 de agosto como Dia Nacional de Combate ao Fumo em 1986. A data foi promulgada pela Lei Federal nº 7.488 em 1.996 e tem como objetivo a sensibilização e mobilização da população brasileira para o reconhecimento dos danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo tabaco, que é um problema de saúde coletiva. Desde o final da década de 1980, sob a ótica da promoção da saúde, a gestão e a governança do controle do tabagismo no Brasil vêm sendo articuladas pelo Ministério da Saúde através do Instituto Nacional de Câncer (Inca), o que inclui um conjunto de ações nacionais que compõem o Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT). (Com AEN)
O Paraná recebeu na noite desta quinta-feira (26) mais 175.500 vacinas contra a Covid-19, todas da Pfizer/BioNTech. Este é o segundo lote do dia entregue ao Estado. Pela manhã, foram 190.800 doses de CoronaVac, somando hoje 366.300. Os imunizantes fazem parte da 43ª remessa de distribuição do Ministério da Saúde.
As vacinas foram enviadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) para conferência e posterior logística de distribuição para as 22 Regionais de Saúde do Paraná. O envio será já nesta sexta-feira (27).
Dentre as vacinas da Pfizer, 145.080 doses são destinadas à segunda aplicação e 30.420 para primeira dose. Já os imunizantes da CoronaVac, metade (95.400) deve ser para D1 e metade para D2.
Segundo os dados do Vacinômetro Nacional, até agora o Paraná aplicou 10.268.975 vacinas contra a Covid-19, sendo 7.179.203 primeiras doses e 3.089.772 segundas doses ou doses únicas.
ESTUDO – Toledo, na Região Oeste, será a primeira cidade do Brasil a receber um estudo da Pfizer sobre a imunização de toda a população a partir dos 12 anos. Para a pesquisa, a cidade recebeu uma remessa exclusiva de 35.173 doses do imunizante, nesta quarta-feira (25), para completar a aplicação da primeira dose tanto na população adulta, acima de 18 anos, como em adolescentes de 12 a 17 anos.
O estudo é de natureza observacional e busca analisar o comportamento do Sars-Cov-2. O cronograma do município prevê que toda a remessa adicional seja administrada na população a partir de 12 anos até a próxima terça-feira (31). (Com AEN)
O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, reduziu novamente a previsão de produção de milho da segunda safra 2020/21. A nova estimativa é de que sejam produzidos 5,9 milhões de toneladas, queda de 186 mil toneladas em relação ao que se previa em julho.
Se fosse uma safra normal e seguisse a previsão inicial, os produtores estariam colhendo 14,6 milhões de toneladas. A redução é consequência da longa estiagem enfrentada pelo Paraná, das duas geadas mais fortes deste ano e da incidência de pragas, sobretudo a cigarrinha, que provoca a doença conhecida como enfezamento.
“A perda no campo é de 8,7 milhões de toneladas e isso está impactando o mercado em termos de abastecimento”, disse o técnico do Deral, Edmar Gervásio. Segundo ele, o Estado pode precisar buscar fora em torno de 5 milhões de toneladas, o que já começa a ocorrer com milho vindo até do Nordeste do País e de países como Paraguai e Argentina.
TRIGO – Entre as culturas de inverno, o Deral reduziu também a estimativa de produção do trigo. Em julho, projetava-se 3,9 milhões de toneladas. Agora, foi rebaixado para 3,7 milhões, mas ainda assim superior à anterior, de 3,2 milhões de toneladas. Também houve correção de área, passando de 1.136 mil hectares para 1.213 mil. “A produção chegaria a 4 milhões de toneladas se não tivessem perdas”, disse o agrônomo Carlos Hugo Godinho.
Por enquanto, as perdas são de 7% em relação ao potencial, principalmente por causa das geadas no Oeste e pela manutenção da seca no Norte do Estado. No entanto, há previsão de chuvas para os próximos dias. “Caso se confirmem, dão condição bastante favorável para não perder mais, e aquelas que ainda têm possibilidades, de se desenvolverem muito bem”, afirmou Godinho.
CEVADA – Ainda em relação às culturas de inverno, apesar das duas geadas mais fortes, ainda se mantém a previsão de colheita de 355 mil toneladas, o que representa aumento de 31% em relação ao ano passado. “Vamos manter safra cheia nos núcleos de Guarapuava e Ponta Grossa”, confirmou o agrônomo Rogério Nogueira.
Segundo ele, em Ponta Grossa a qualidade do produto é muito boa, com 87% em desenvolvimento, ainda que as geadas tenham atingido áreas mais baixas. “Ainda não está quantificada a perda, mas podemos ter prejuízo de 5%”, disse Nogueira. Em Guarapuava, cuja produção corresponde a 60% da área do Estado, a cevada está boa e deve ter safra cheia.
CAFÉ – O Estado tem área de 35 mil hectares com cafeicultura e previsão de colher próximo de 870 mil sacas. Por enquanto, 89% da safra já estão colhidos e 19%, comercializados. Segundo o agrônomo Paulo Sergio Franzini, a venda está um pouco abaixo do percentual médio das últimas safras. “Isso se justifica por conta do atraso na colheita, e pela recuperação dos preços, o que leva os cafeicultores a segurar um pouco para comercializar”, disse.
A geada afetou bastante a cultura, que é perene e pode demorar mais para se recuperar. Pelos dados preliminares, 20% das lavouras não foram atingidas. Das 80% prejudicadas, 40% foram de forma leve, com queima de folhas laterais e ponteiros; 25% também tiveram os ramos atingidos; e para 15% os danos foram severos, com queima também do tronco.
A Câmara Setorial do Café do Paraná tem feito reuniões para discutir medidas que possam ajudar os cafeicultores. “O Paraná já foi o grande produtor nacional de café e hoje, mesmo não tendo uma área territorial expressiva, é uma cultura muito importante do ponto de vista socioeconômico para dezenas de municípios”, afirmou Franzini. “Analisamos alternativas de políticas públicas para pelo menos manter os produtores na atividade, pois se sair é difícil retornar.”
MANDIOCA – O levantamento de previsão da safra de verão para a mandioca será apresentado em setembro, mas o plantio já começou. No ano passado, o produtor teve problemas tanto na produção quanto na comercialização, sobretudo em razão das mudanças de hábitos e dos isolamentos provocados pela pandemia, que levaram à quase paralisação das indústrias de fécula.
Segundo o economista Methodio Groxko, uma preocupação adicional, sobretudo na região Noroeste do Estado, é o preço do arrendamento de terras. Como a mandioca concorre com o milho e a soja, o preço teve grande elevação. “O produtor de mandioca não está conseguindo mais manter a cultura nessas regiões, principalmente em Paranavaí, e está havendo deslocamento para São Paulo e Mato Grosso”, disse.
BOLETIM – O Deral também divulgou nesta quinta-feira (26) o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária. Além de acrescentar informações em relação às previsões para a safra de inverno 2020/21 e a de verão 2021/22, ele fala de outros produtos agropecuários paranaenses.
Entre os destaques, há uma análise sobre o papel da floricultura no valor de produção agropecuária. Também é abordada a situação da apicultura, que teve crescimento de 34,5% este ano. O Paraná mantém-se como o terceiro maior exportador. O boletim trata ainda da situação da cultura da cebola no Paraná e da evolução dos preços de carne bovina. (Com AEN)
A primeira projeção para a safra de verão 2021/22, divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, aponta um crescimento de 9% em relação ao mesmo período do ciclo anterior. A previsão é que sejam produzidas 25.509.900 toneladas em 6,2 milhões de hectares contra 23.301.770 em 6,1 milhões de hectares na safra 2020/21.
“Estamos dentro de uma estiagem terrível, estamos a poucos dias de começar a semear soja no Paraná, já começamos a plantar feijão, então há a tentativa de renovar a vida”, disse o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. Ele destacou que há expectativa de crescimento na área de soja e em milho, ainda que ocorra uma redução em feijão, os três principais produtos dessa safra.
O chefe do Deral, Salatiel Turra, também fez uma análise do momento vivido pela agricultura paranaense. “Ainda estamos com problemas climáticos, ainda tem efeitos de uma geada bastante preocupante e da estiagem, o que pode ser preocupação a partir de 11 de setembro quando abre a temporada para o plantio da soja primeira safra”, disse. “Os preços estão animadores no momento, mas o período para tomada de decisão é muito curto, então quem tinha se programado para plantar soja deve plantar soja”.
SOJA – Entre os principais grãos produzidos no Estado na safra de verão, também chamada de primeira safra, a soja deve render 20.954.700 toneladas. Esse volume representa aumento de 6% em relação à primeira safra do ciclo 2020/21, quando foram colhidas 19.768.900 toneladas. A área reservada pelos produtores para o plantio é de 5.616.770 hectares, acréscimo de 1% em relação ao período anterior.
“É a maior área da história”, acentuou o economista do Deral, Marcelo Garrido. “A soja vive um bom momento de preço há muitos anos e apresenta maior liquidez entre os produtos agrícolas, incentivada principalmente por muita exportação”. Segundo o economista, o que impulsiona o produtor é a segurança da cultura. “É a cultura que apresenta menos volatilidade de preço, é uma safra em que o produtor se garante, por isso continua apostando na soja.”
MILHO - Ainda que as estimativas de perdas da segunda safra, que é a mais importante em termos de rendimento no Estado, tenham sido elevadas de 8,5 milhões de toneladas para 8,7 milhões, em decorrência do clima e de pragas, os produtores não desanimaram. A cultura é a que tem maior previsão de aumento para a primeira safra 2021/22.
Pela estimativa do Deral, devem ser produzidas 4.116.200 toneladas, volume 32% superior às 3.115.200 toneladas do mesmo período no ciclo anterior. Em termos de área, os produtores ampliaram de 372,5 mil hectares para 422 mil hectares (+13%).
As chuvas dos últimos dias e as previstas até este sábado (28), sobretudo nas regiões Oeste do Paraná e nos núcleos de Guarapuava e Ponta Grossa, devem fazer o plantio ganhar ritmo forte nos próximos dias. Além disso, os preços estão muito bons, com valores em torno de R$ 90 a saca, e animam os produtores. “Não há razão para não comercializar antecipadamente boa parte da safra que está plantando para se calçar financeiramente”, afirmou o técnico.
FEIJÃO – A previsão é que o segundo maior aumento porcentual em produção seja no feijão. Enquanto a primeira safra 2020/21 rendeu 257 mil toneladas, na atual deve chegar a 284,6 mil toneladas, o que representa acréscimo de 11%. O resultado é expressivo levando-se em conta o decréscimo de 6% na área a ser plantada, que cai de 152,6 mil hectares para 143,9 mil.
“Talvez este seja um dos anos de mais incerteza climática, porque a transição outono/inverno/primavera já há alguns anos apresenta uma escassez no regime de chuvas, mas neste ano é demais, o que leva uma inquietação para o produtor”, afirmou o agrônomo Carlos Alberto Salvador.
Além de maior sensibilidade às adversidades climáticas, o feijão tem preço bastante volátil para o produtor, que ainda enxerga a remuneração mais segura proporcionada pelo milho e soja. “O produtor menor continua no feijão, mas o mediano já tem condições de optar entre soja e milho e está havendo migração para essas duas culturas”, disse Salvador.
ARROZ – O Paraná já foi um grande produtor de arroz, mas hoje perdeu um pouco do espaço. Mesmo assim, está previsto aumento de 2% na produção do arroz sequeiro, saindo de 5,2 mil toneladas para 5,3 mil, com praticamente a mesma área de 2,6 mil hectares.
A previsão para o arroz irrigado é de redução expressiva de 4%, caindo de 150,6 mil toneladas para 144,5 mil toneladas. Ainda que a área plantada deva ser 2% superior aos 18,5 mil hectares da safra 2020/21. Para este ciclo, a estimativa é de que a cultura se esparrame por 18,9 mil hectares. “Produzimos no Paraná menos de um terço das nossas necessidades”, disse o economista Methodio Groxko. (Com AEN)




























