Paraná distribuirá 742,9 mil doses nesta semana; trabalhadores da educação serão contemplados

A Secretaria de Estado da Saúde começa a distribuir nesta terça-feira (18) 742.910 doses de vacinas contra a Covid-19 para as 22 Regionais de Saúde. O montante soma um residual da 18ª pauta de distribuição do Ministério da Saúde, além do total da 19ª e 20ª pautas. Serão entregues imunizantes dos três laboratórios que atendem o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19 até o momento.

 

Cerca de 22.230 doses do imunizante Comirnaty da Pfizer/BioNTech serão enviados para os municípios de Londrina, Cascavel e Maringá. São doses da 18ª pauta. O restante da farmacêutica norte-americana (45,6 mil doses) já foi enviado para Curitiba. Elas são destinadas a comorbidades/gestantes/puérperas.

 

Da 19ª pauta, serão mais 118 mil doses da AstraZeneca/Fiocruz destinadas para segunda dose (D2) de pessoas de 65 a 69 anos do esquema vacinal iniciado na 13ª pauta e 188.800 doses de CoronaVac para D2 para conclusão dos esquemas já iniciados. O Estado recebeu esses imunizantes na última quinta-feira (13).

 

Além disso, o Estado recebeu nesta segunda-feira (17) mais 374.100 doses da AstraZeneca/Fiocruz. Elas estão relacionadas no anexo da 20ª pauta de distribuição do governo federal. O Paraná aguarda para esta terça-feira (18) 39.780 doses da Pfizer/BioNTech.

 

“Pretendemos enviar todas essas doses para as Regionais de Saúde ainda esta semana, após a organização e separação dos lotes e quantitativos, para que a logística de distribuição aos municípios seja facilitada e o processo de imunização continue mais rapidamente em todo o Estado”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

 

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OUTROS GRUPOS – Segundo a Secretaria de Saúde, a nova remessa possibilitará ajustes em grupos prioritários. Aproximadamente 145 mil doses de AstraZeneca/Fiocruz dessa 20ª pauta de 413.880 vacinas contra a Covid-19 serão destinadas para primeira dose (D1) dos seguintes grupos: trabalhadores da saúde (88 mil doses) que ainda não foram vacinados, trabalhadores da educação (22 mil doses) e pessoas com comorbidades e deficiência (33.532 doses).

 

As outras 229.100 doses do mesmo imunizante serão destinadas para D2 de pessoas de 60 a 64 anos e 65 a 69 anos seguindo a complementação do esquema vacinal iniciado na 13ª e 14ª pauta.

 

DISTRIBUIÇÃO – A distribuição das novas doses será feita com apoio das aeronaves do Governo do Estado, repetindo a logística adotada até o momento, e a expectativa é de vacinação acelerada nos próximos dias, uma vez que os grupos impactados já estão sendo imunizados. A Sesa já fez a divisão de doses por Regional de Saúde de parte das pautas (veja abaixo). Há uma indefinição ainda em relação ao novo lote da Pfizer, que chega nesta terça.

VACINAÇÃO – Quase 5 milhões de doses, incluindo as vacinas da Pfizer, já chegaram ao Paraná. Mais de 4 milhões já foram distribuídas e 3,2 milhões foram aplicadas. Segundo o Vacinômetro, até esta terça-feira foram aplicadas

2.145.274 como D1 e 1.109.785 como D2.

 

Confira o quantitativo das vacinas já definido por Regional de Saúde

 

18ª pauta – Pfizer

Curitiba – 45.630 (já entregues)

Cascavel – 7.020

Maringá – 9.360

Londrina – 5.850

19ª pauta

AstraZeneca/Fiocruz

1ª Paranaguá – 3.025

2ª Metropolitana – 35.215

3ª Ponta Grossa – 5.615

4ª Irati – 1.655

5ª Guarapuava – 4.385

6ª União da Vitória – 1.680

7ª Pato Branco – 2.750

8ª Francisco Beltrão – 3.945

9ª Foz do Iguaçu – 4.095

10ª Cascavel – 5.570

11ª Campo Mourão – 3.800

12ª Umuarama – 3.180

13ª Cianorte – 1.620

14ª Paranavaí – 2.935

15ª Maringá – 9.535

16ª Apucarana – 4.230

17ª Londrina – 11.160

18ª Cornélio Procópio – 2.865

19ª Jacarezinho – 3.260

20ª Toledo – 4.315

21ª Telêmaco Borba – 1.600

22ª Ivaiporã – 1.565

Total: 118.000

CoronaVac/Butantan

1ª Paranaguá – 7.630

2ª Metropolitana – 16.390

3ª Ponta Grossa – 6.460

4ª Irati – 810

5ª Guarapuava – 5.780

6ª União da Vitória – 1.070

7ª Pato Branco – 900

8ª Francisco Beltrão – 2.630

9ª Foz do Iguaçu – 1.130

10ª Cascavel – 430

11ª Campo Mourão – 800

12ª Umuarama – 780

13ª Cianorte – 480

14ª Paranavaí – 3.850

15ª Maringá – 3.940

16ª Apucarana – 9.840

17ª Londrina – 10.260

18ª Cornélio Procópio – 8.120

19ª Jacarezinho – 2.940

20ª Toledo – 3.820

21ª Telêmaco Borba - 3.370

22ª Ivaiporã – 1.150

Total: 92.580 – A outra parte dessa remessa da Coronavac será entregue numa outra distribuição.

20ª pauta

AstraZeneca/Fiocruz - D2

1ª Paranaguá – 5.955

2ª Metropolitana – 68.865

3ª Ponta Grossa – 11.135

4ª Irati – 3.205

5ª Guarapuava – 8.525

6ª União da Vitória – 3.275

7ª Pato Branco – 5.305

8ª Francisco Beltrão – 7.690

9ª Foz do Iguaçu – 8.080

10ª Cascavel – 10.755

11ª Campo Mourão – 7.345

12ª Umuarama – 6.085

13ª Cianorte – 3.105

14ª Paranavaí – 5.765

15ª Maringá – 18.260

16ª Apucarana – 8.115

17ª Londrina – 21.320

18ª Cornélio Procópio – 5.380

19ª Jacarezinho – 6.365

20ª Toledo – 8.310

21ª Telêmaco Borba – 3.215

22ª Ivaiporã – 3.045

Total: 229.100

AstraZeneca/Fiocruz - D1

1ª Paranaguá – 3.380

2ª Metropolitana – 42.860

3ª Ponta Grossa – 7.415

4ª Irati – 1.760

5ª Guarapuava – 5.370

6ª União da Vitória – 2.065

7ª Pato Branco – 3.420

8ª Francisco Beltrão – 4.290

9ª Foz do Iguaçu – 5.455

10ª Cascavel – 9.470

11ª Campo Mourão – 4.525

12ª Umuarama – 3.490

13ª Cianorte – 1.880

14ª Paranavaí – 3.825

15ª Maringá – 11.540

16ª Apucarana – 4.730

17ª Londrina – 13.825

18ª Cornélio Procópio – 3.300

19ª Jacarezinho – 3.850

20ª Toledo – 4.750

21ª Telêmaco Borba – 2.025

22ª Ivaiporã – 1.775

Total: 145.000 (Com AEN)

 

 

 

No Dia Mundial da Hipertensão, equipe médica do Porto de Paranaguá reforça alerta sobre cuidados

A Portos do Paraná promove nesta segunda-feira, 17 de maio, Dia Mundial da Hipertensão Arterial, uma ação de conscientização sobre a doença. A equipe médica que atua no Porto de Paranaguá chama a atenção, em especial dos caminhoneiros, sobre a importância de não descuidar da saúde na boleia.

 

Neste ano, de janeiro a abril, mais de 143 mil caminhoneiros foram recebidos no Pátio de Triagem, antes de descarregar os granéis sólidos de exportação no Porto de Paranaguá. Todos, obrigatoriamente, passaram pela triagem de saúde. A operação é para prevenir a Covid-19. Porém, neste momento, outras queixas aparecem e a equipe orienta e encaminha para a procedimentos. A hipertensão é muito comum.

 

“Aparece bastante casos. Inclusive teve um caso recente que nos pegou de surpresa”, conta Sueli Miguel Rodrigues, enfermeira que atua na triagem dos caminhoneiros desde novembro do ano passado, no Pátio de Triagem do Porto de Paranaguá. “O senhor sempre viajava, não tinha hábitos de cuidar da saúde, mas tinha casos na família. Chegou aqui para a gente, com a pressão a 18 por 10, já com dor no peito. Passamos para ele as orientações, acionamos o Samu e ele teve que ser removido. Sorte que deu tempo de a gente fazer os primeiros atendimentos.”

 

De 15 para cima, a pressão já coloca a equipe em alerta. “Em caso de os valores também estarem próximos, um do outro, também nos preocupa”, completa Sueli.

 

Daniele Caroline Lopes Lima é uma das médicas que faz plantão na operação contra a Covid-19, no local. “É bem frequente encontrarmos, aqui, caminhoneiro com a pressão arterial elevada. Muitos até nem sabiam que sofriam de hipertensão. A gente constata quando eles nos procuram queixando de dor de cabeça, dor na nuca”, completa.

 

Segundo a médica, pode ser um episódio isolado, um pico de pressão. Porém, o ideal é que eles façam o acompanhamento, procurem médico especialista. “Nesse caso, como eles estão sempre viajando, acabam não tendo o costume de fazer esse acompanhamento”, diz.

 

FATORES – Alimentação desbalanceada, falta de atividade física, estresse ou hereditariedade. Esses são os principais fatores que desencadeiam a hipertensão. As complicações das crises hipertensivas podem ser infarto e AVC. Além disso, a longo prazo pode acarretar problemas renais, insuficiente cardíaca, entre outros. 

“A hipertensão arterial é uma doença silenciosa. Nem sempre dá sinais como dor de cabeça, dor na nuca. Tem que fazer o check-up, consultar o médico regularmente, dar atenção. Não dá para ser só trabalho. É preciso também priorizar a saúde”, alerta a médica.

 

CAMINHONEIROS – João Nunes Fogaça chegou de Londrina para descarregar 32 toneladas de soja no Porto de Paranaguá. O trajeto é de oito horas de estrada. Porém, dias antes, ele chegou do Rio Grande do Norte, para onde levou fertilizante. 

“Eu faço check-up anual, de qualquer jeito. Da alimentação eu tenho que cuidar porque tenho diabetes. Mas a pressão, não sei como está. Faz uns 30 dias que não meço”, diz. Ele é caminhoneiro há 25 anos. 

 

Rafael Vomer chegou de Planalto, também no Paraná, mas um pouco mais distante. São 11 horas de viagem. Questionado sobre o cuidado com a saúde, ele diz que não dá muito tempo para fazer exercício. “Mas check-up eu fiz agora no final do ano”, conta. “Tem que tentar se cuidar um pouco, porque caminhoneiro sofre, principalmente por causa do horário. Tentar cuidar da saúde para conseguir curtir os filhos”. 

 

Cristiano Jeremias, de 41 anos, é de Criciúma, Santa Catarina. Na estrada há 21 anos, ele diz que vem ao Porto de Paranaguá pelo menos cinco vezes ao ano. Cristiano admite que a saúde não anda muito em alta, não. “A preocupação com a boleia é grande e acaba não dando tempo", afirma. 

 

Porém, ele garante que depois dessa viagem vai parar para fazer um check-up. “Estou preocupado com algumas coisas que ando observando”, diz Cristiano. (Com AEN). 

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