O Paraná mantém o ritmo de criação de empregos formais. O Estado registrou em julho um saldo positivo de 14.492 vagas com carteira assinada, o melhor resultado para este mês desde 2010 – quando o saldo entre admissões e dispensas foi de 12.723.
O resultado de julho de 2021 é também 64% maior que o do mesmo mês de 2020, quando foi registrado saldo de 8.833 novas vagas. O dado é do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Durante o mês foram 123.891 contratações e 109.399 demissões.
O saldo acumulado do ano, entre janeiro e julho, é de 132.328 empregos. O resultado faz do Paraná o quarto do país que mais abriu postos de trabalho em 2021, atrás apenas de São Paulo (594.613), Minas Gerais (219.560) e Santa Catarina (139.410). O desempenho demonstra a recuperação econômica após a fase mais crítica da pandemia.
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Resultado que é ainda mais expressivo quando se verifica os últimos 12 meses, entre agosto de 2020 e julho de 2021. No período, o Paraná formalizou 219.337 empregos formais, ficando novamente no grupo dos ponteiros na abertura de postos com São Paulo (635.570), Minas Gerais (348.504) e Santa Catarina (232.973).
“A recuperação do índice de empregos é o indicador mais notório da recuperação da economia do Paraná e também o mais esperado”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Nossos esforços para alavancar o crescimento econômico, com atração de investimentos, apoio ao setor produtivo com desburocratização, crédito e outras iniciativas visam, sempre, o incremento do mercado do trabalho. Emprego é a mais eficiente política social”, destaca.
O indicador que mais reflete a recuperação de setores atingidos pela crise sanitária é o de comércio e serviços, que foi o responsável pela criação de 10.749 novas vagas em julho, ficando à frente da indústria em geral, que abriu 2.844 novos postos de trabalho. O setor da construção também obteve um resultado importante, com um saldo positivo de 834 empregos de carteira assinada.
"Estes resultados indicam a considerável melhora na retomada da geração de empregos do Paraná. As ações conjuntas do governador Ratinho Júnior para atrair novas empresas e as atitudes proativas desenvolvidas pela nossa equipe na Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, através das Agências do Trabalhador, buscando as vagas com carteira assinada junto às empresas, estão dando resultado”, afirma o secretário Ney Leprevost.
CIDADES – A criação de vagas ocorre em ritmo mais acelerado nos centros urbanos do Estado, uma vez que os empregos são no comércio e setor de serviços. Curitiba foi a cidade que mais se destacou, com 4.440 novos empregos; seguida de Maringá com 1.009; Londrina, 859; Cascavel, 720; São José dos Pinhais, 584; Umuarama, 276; Toledo, 201; Apucarana, 148; Campo Largo, 144, e Ponta Grossa, 132.
SEMESTRE – O Paraná foi o quarto estado brasileiro que mais gerou empregos no primeiro semestre de 2021, com um saldo de 118.316 vagas abertas entre janeiro e junho. É o melhor desempenho do Estado para o período desde 2011, e também a primeira vez que o saldo nos primeiros seis meses do ano ultrapassa a marca de 100 mil vagas formais.
Segundo os dados do Caged, o Estado também atingiu um bom resultado no mês de junho, com a criação de 15.858 postos de trabalho com carteira assinada, maior saldo da região Sul e também a quarta posição no País. Foi, ainda, desempenho mais positivo para o mês nos últimos 11 anos.
O melhor resultado do emprego para o primeiro semestre desde 2011 foi alcançado com ajuda das Agências do Trabalhador. De acordo com o relatório nacional de desempenho da intermediação de mão de obra da Rede SINE, divulgado pelo Ministério do Trabalho, as unidades do Paraná, vinculadas ao Governo do Estado, lideraram o ranking nacional na categoria trabalhadores efetivamente contratados, com 49.114 novos empregos.
O Estado ficou à frente de Ceará (20.739), São Paulo (13.535) e Mato Grosso do Sul (10.223), com mais do que o dobro dos encaixes efetivos que o segundo colocado. Os melhores meses foram abril (10.317), março (9.583), maio (8.878) e junho (8.214). (Com AEN)
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou nesta quarta dia (25) mais 2.143 casos e 84 mortes em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus. Os casos são referentes aos meses ou semanas anteriores e não representam a notificação das últimas 24 horas. Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Paraná soma 1.441.171 casos e 36.959 mortes em consequência da Covid-19.
Os casos confirmados divulgados nesta data são de janeiro (21), fevereiro (35), março (87), abril (43), maio (100), junho (50), julho (20) e agosto (1.782) de 2021, e de agosto (1) e dezembro (4) de 2020.
INTERNADOS – São 1.076 pacientes com diagnóstico confirmado internados. Destes, 732 em leitos SUS (422 em UTI e 310 em clínicos/enfermaria) e 334 em leitos da rede particular (163 em UTI e 181 em clínicos/enfermaria).
Há outros 1.589 pacientes internados, 773 em leitos UTI e 816 em enfermaria, que aguardam resultados de exames. Estão em leitos das redes pública e particular e são considerados casos suspeitos da doença.
ÓBITOS – A Sesa informa a morte de mais 84 pacientes. São 33 mulheres e 51 homens, com idades que variam de 21 a 98 anos. Os óbitos ocorreram entre 17 de fevereiro e 25 de agosto de 2021.
Os pacientes que morreram residiam em Curitiba (24), Lapa (9), Colombo (9), Maringá (8), Ponta Grossa (5), Loanda (3), Pinhais (2), Laranjeiras do Sul (2), Fazenda Rio Grande (2), Cruzeiro do Oeste (2) e Araucária (2).
O boletim confirma ainda a morte de uma pessoa que residia em cada um dos seguintes municípios: Vera Cruz do Oeste, Toledo, Terra Roxa, Rondon, Rolândia, Rio Branco do Sul, Querência do Norte, Prudentópolis, Piraquara, Medianeira, Mariópolis, Londrina, Itambé, Francisco Beltrão, Castro e Agudos do Sul.
FORA DO PARANÁ – O monitoramento registra 6.684 casos de não residentes no Estado – 219 pessoas morreram.(Com AEN).
Nos primeiros sete meses de 2021, mesmo diante de um cenário incerto devido à pandemia, a educação pública do Paraná seguiu se adaptando e avançou com a implementação de novos programas e projetos para o presente e o futuro.
Ainda no cenário 100% remoto, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed) deu início a novos programas para os estudantes. Em março começaram as aulas de Educação Financeira, que entrou na matriz curricular do Ensino Médio com uma aula semanal para quase 400 mil alunos, com o objetivo de ajudar os jovens a organizar as finanças e contribuir com o planejamento do orçamento familiar.
Em abril, outra novidade foi a implementação do programa Edutech para 65 mil alunos. Os cursos gratuitos de programação, games e animação são ofertados para alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio – além de professores da rede –, dando oportunidade à nova geração de iniciar um caminho em um mercado de trabalho em plena ascensão e carente de profissionais qualificados.
No mês seguinte foram iniciadas as aulas online de inglês do programa Ganhando o Mundo, como preparação para os 100 estudantes que vão fazer um intercâmbio na Nova Zelândia.
ENSINO REMOTO - Nas aulas regulares o grande desafio da Secretaria, junto com o esforço de todos os profissionais, desde fevereiro, foi encontrar soluções para proporcionar um ensino de maior qualidade. O foco se voltou para a ampliação do Meet como a principal ferramenta da aula remota, o que contribuiu para o Estado figurar entre os cinco melhores no Índice de Ensino a Distância (IEAD) da Rede de Pesquisa Solidária – Políticas Públicas e Sociedade.
“Colocamos a tecnologia a favor da Educação. Os alunos não estavam mais assistindo às aulas assíncronas. A aula ao vivo, síncrona, que cada professor deu para sua turma, tornou muito mais interessante o ensino e compensou um pouco o fato do aluno não estar na escola”, resume o secretário Renato Feder.
Com as escolas fechadas, boa parte da merenda escolar e kits de alimentos foram novamente distribuídos às famílias mais vulneráveis, repetindo o que havia sido feito em 2020.
O foco prioritário no ensino remoto seguiu até o dia 10 de maio, quando os primeiros 200 dos mais de 2,1 mil colégios da rede estadual abriram as portas para receber os estudantes – paralelamente ao início da vacinação dos profissionais da Educação. Gradualmente, o número de instituições foi aumentando, encerrando o primeiro semestre, no início de julho, com cerca de 55% das unidades abertas.
Com o início do segundo semestre, em 21 de julho, mais de 90% das escolas abriram e contribuíram para reduzir em mais de metade o número de alunos que não estavam frequentando as aulas e realizando atividades.
“Quando o aluno está em casa, ele precisa de uma disciplina muito maior. Em casa ele tem o futebol, o videogame, os pais, os irmãos, os vizinhos. Quando a gente volta para escola, ele está lá, ele vai estudar. Então, a evasão escolar, a falta de realização de atividades vai desabar”, diz Feder, reforçando que o ensino remoto contribui muito, mas não substitui integralmente as atividades pedagógicas ofertadas de modo presencial.
Entre o fim do primeiro e o início do segundo semestre, a Seed também promoveu as eleições para diretores em cerca de 1,7 mil escolas, que estavam marcadas para o fim do ano passado, mas por decisão da Justiça foram adiadas.
EDUCAÇÃO ESPECIAL - Em julho, depois de muitos meses de diálogo, a Seed e o Governo do Estado firmaram uma nova parceria com as mantenedoras de Escolas de Educação Básica na modalidade de educação especial, de Centros de Atendimento Educacional Especializados e de Escolas para Surdos e/ou Cegos. Ao todo, até o fim de janeiro de 2023, serão R$ 432,3 milhões investidos nessa área, 10% a mais que no último convênio.
NOVO ENSINO MÉDIO - Modelo que será gradualmente adotado em escolas das redes pública e privadas a partir de 2022, o Novo Ensino Médio no Paraná também teve seu referencial curricular e das diretrizes complementares aprovados pelo Conselho Estadual de Educação (CEE/PR). No momento, a Secretaria da Educação e do Esporte segue no processo de elaboração da matriz curricular, contemplando as especificidades de cada modalidade de ensino. (Com AEN).
Das 399 cidades paranaenses, 144 já vacinam contra a Covid-19 todos os adultos a partir de 18 anos. O número já corresponde a 36% dos municípios, cerca de um terço de todo o Estado. Entre as 144 cidades, 21 já encerraram a vacinação — o que significa que toda a população local com mais de 18 anos já foi convocada e, agora, as secretarias municipais de saúde fazem uma busca ativa pelas pessoas que ainda não se vacinaram. Esses municípios correspondem a 5,26% de todo o Paraná.
De modo geral, a maioria já chegou pelo menos à faixa dos 25 anos: são 352 cidades — 88,22% do total — avançando neste recorte. O número reforça a estratégia de isonomia entre os municípios promovida pelo governo estadual desde o início da campanha de vacinação.
“Não estamos promovendo uma competição sobre quem vacina mais rápido, mas sim avançando de forma igualitária entre os municípios paranaenses. Temos que juntar esforços para chegarmos todos juntos ao momento de comemorar a vitória sobre o coronavírus”, afirmou Beto Preto, secretário estadual de Saúde.
Apenas três municípios ainda estão na faixa dos 30 anos — Icaraíma (30), Tapira (30) e Marialva (31) — e outros 21 entre 25 e 29 anos. Os dados são de um levantamento da secretaria estadual da Saúde feito junto às 22 Regionais de Saúde do Paraná.
Paralelamente, o Estado ultrapassou, nesta semana, o marco das 10 milhões de doses aplicadas. Após bater a meta, com duas semanas de antecedência, de vacinar até agosto 80% da população paranaense adulta com ao menos uma dose, o Governo do Estado avança para alcançar 100% dos adultos até o fim de setembro. Atualmente, esse número está em 84,08%.
No total, o Estado já aplicou 10.002.480 vacinas, sendo 7.017.431 primeiras doses, 2.669.602 segundas doses e 315.447 doses únicas. 34,23% da população já estão completamente imunizados, seja com segunda dose ou dose única.
“O avanço da vacinação no Paraná faz com que já vejamos uma queda nos índices de internamentos, óbitos e casos mais graves da Covid-19. Para que a gente possa sair da pandemia, precisamos manter os cuidados e continuar a imunização, especialmente com a segunda dose. É a D2 que vai conseguir garantir o esquema vacinal completo e a possibilidade efetiva da imunização do organismo, combatendo novas variantes e promovendo uma saúde melhor”, complementou o secretário.
VACINAÇÃO ENCERRADA — Os municípios que já concluíram a vacinação são Teixeira Soares, Porto Barreiro, Virmond, Antônio Olinto, Bom Jesus do Sul, Salto do Lontra, Santa Izabel do Oeste, Altamira do Paraná, Corumbataí do Sul, Peabiru, Rancho Alegre d'Oeste, Inajá, Nova Aliança do Ivaí, São Pedro do Paraná, Terra Rica, Tamarana, Barra do Jacaré, Cambará, Ibaiti, Ariranha do Ivaí e Godoy Moreira.
ADOLESCENTES — O Ministério da Saúde já confirmou que adolescentes de 12 a 17 anos serão incluídos no Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19, com prioridade para quem possui comorbidades. A nova faixa etária será contemplada depois que toda a população a partir de 18 anos estiver vacinada com ao menos uma dose. Atualmente, apenas as vacinas da Pfizer/BioNTech foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação no grupo.
No Paraná, Toledo será a primeira cidade a iniciar a faixa de 12 a 17 anos, o que ocorre a partir desta sexta-feira (27). A cidade foi escolhida pela Pfizer e pelo Ministério da Saúde para participar de um estudo epidemiológico observacional que tem como intuito analisar o comportamento da doença em um ambiente em que toda a população esteja vacinada, contemplando também os adolescentes a partir de 12 anos.
“É um motivo de muita alegria ver Toledo, uma cidade muito importante para o Paraná, ter um reconhecimento nacional do Ministério da Saúde e do laboratório Pfizer em fazer esse trabalho do avanço da vacinação dos jovens a partir dos 12 anos. Toledo, com sua capacitação de gestão e boa condução no enfrentamento à pandemia, conseguiu esse reconhecimento de que a cidade deveria receber esse projeto de análise científica”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Segundo a farmacêutica, a pesquisa vai analisar o comportamento da doença, incluindo redução de casos, prevenção de casos sintomáticos, internações, mortes e consequências a longo prazo atribuídas à Covid-19. Para isso, a cidade vai receber, nesta quarta-feira (25), um novo lote de 35 mil doses de Pfizer para concluir a aplicação de D1 em toda a faixa etária do estudo. O cronograma do município prevê que toda a remessa adicional seja administrada na população a partir de 12 anos até a próxima terça-feira (31). (Com AEN)
O Ministério da Saúde confirmou nesta quarta-feira (25) que vai enviar para o Paraná nos próximos dias 366.300 doses da vacina contra a Covid-19. A remessa, referente à 43ª pauta de distribuição, é dividida em 175.500 imunizantes produzidos pela Pfizer e 190.800 da CoronaVac, fruto da parceria entre a Sinovac e o Instituto Butantan. A data da chegada ainda será confirmada pelo governo federal.
De acordo com o Plano Nacional de Imunização (PNI), 30.420 vacinas da Pfizer são destinadas para aplicação de primeira dose (D1) e 145.080 para segunda (D2), além do porcentual separado para reserva técnica. Já os imunizantes da CoronaVac, devido ao prazo de três semanas entre a aplicação das doses, serão divididos igualmente entre D1 e D2.
Segundo o Vacinômetro nacional, painel administrado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), foram entregues ao Paraná até o momento 11.359.060 vacinas contra a Covid, além de outras 1.072.730 em processo de distribuição, totalizando 12.432.420 doses.
ESTUDO - O Ministério da Saúde confirmou também que Toledo, na Região Oeste, vai receber nos próximos dias um estudo da Pfizersobre a imunização de toda a população a partir dos 12 anos. Para a pesquisa, será destinada uma remessa exclusiva de 35.173 doses do imunizante para completar a aplicação da primeira dose tanto na população adulta, acima de 18 anos, como em adolescentes de 12 a 17 anos. O estudo é de natureza observacional e busca analisar o comportamento do Sars-Cov-2 em uma cidade cuja população acima de 12 anos já iniciou a imunização com ao menos uma dose.
10 MILHÕES - Ainda de acordo com o painel, o Paraná ultrapassou na terça-feira (24) 10 milhões de doses aplicadas. Foram, até o momento, 7.017.431 pessoas imunizadas com a primeira dose (D1) e 2.985.049 com as duas (D2) ou o imunizante de dose única (DU), completando a cobertura imunológica. Em números absolutos, já chegaram aos braços dos paranaenses 10.002.480 vacinas.
O Vacinômetro revela também que 7.332.878 moradores do Estado tomaram a D1 ou a dose única (DU). Ou seja, 84% do público-alvo (8.720.953), formado por pessoas com 18 anos ou mais, receberam ao menos uma dose – a meta do Governo do Estado é chegar a 100% desta faixa etária até o fim de setembro.
Toledo será a única cidade brasileira a receber um estudo da Pfizer sobre a imunização de toda a população a partir dos 12 anos contra a Covid-19. O anúncio foi feito em reunião da farmacêutica norte-americana com o governador Carlos Massa Ratinho Junior nesta terça-feira (24), no Palácio Iguaçu. Para a pesquisa, a cidade do Oeste paranaense vai receber uma remessa exclusiva de 35.173 doses do imunizante, já autorizada pelo Ministério da Saúde, para completar a aplicação da primeira dose tanto na população adulta, acima de 18 anos, como em adolescentes de 12 a 17 anos.
O estudo é de natureza observacional e busca analisar o comportamento do Sars-Cov-2 em uma cidade cuja população acima de 12 anos já iniciou a imunização com ao menos uma dose.
“É um motivo de muita alegria ver Toledo, uma cidade muito importante para o Paraná, ter um reconhecimento nacional do Ministério da Saúde e do laboratório Pfizer em fazer esse trabalho do avanço da vacinação dos jovens até os 12 anos”, disse o governador Ratinho Junior. “Paralelamente, a cidade será alvo deste estudo científico que vai acompanhar como a vacinação vai colaborar no combate ao coronavírus. Toledo, com sua capacitação de gestão e boa condução no enfrentamento à pandemia, conseguiu esse reconhecimento de que a cidade deveria receber esse projeto de análise científica”, destacou.
A previsão é que as doses cheguem ao Paraná nesta quarta-feira (25), iniciando a aplicação na quinta-feira (26). O quantitativo vai completar a vacinação com a primeira dose em toda a população de Toledo a partir dos 12 anos, e todas as doses serão aplicadas até a próxima terça-feira (31). Para isso, a secretaria municipal de Saúde vai aplicar cerca de 7 mil primeiras doses por dia, contemplando duas idades diariamente a partir de quinta-feira (26). (Veja o cronograma abaixo).
Serão organizados quatro pontos para aplicação de D1 e um ponto exclusivo para D2, que vão funcionar com horário ampliado das 8h às 23h. Cada ponto receberá 1.750 doses por dia. Pelo menos 50 profissionais de saúde serão mobilizados nos pontos de vacinação, além das equipes de vigilância e saúde e atenção primária da secretaria municipal.
“Quero frisar a importância desse estudo científico ser realizado em território paranaense. Ele vai ser importante para avaliar os próximos passos da imunização. Com esses dados, vamos ter condições de estudar como vai se comportar o escudo imunológico nos adolescentes de 12 a 17 anos. Um estudo importantíssimo, que coloca o Paraná em uma situação de destaque pelo trabalho que temos feito. É um grande presente para nós neste momento”, explicou o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.
EXEMPLO NA VACINAÇÃO — O prefeito de Toledo, Beto Lunitti, ressalta que a cidade é exemplo no cumprimento de metas e durante toda a campanha de vacinação contra a Covid-19, chegando a 98% de adesão da população à segunda dose. Para ele, a organização e o compromisso foram importantes na seleção da cidade.
“Não é sorte, é trabalho, dedicação e respeito àquilo que se determina pelos órgãos que estão à frente da vacinação. Estou muito contente com essa notícia, e estamos desejosos em cumprir a meta de seis dias estabelecida para a vacinação. Estamos prontos para colaborar para que esse estudo possa salvar ainda mais vidas. A melhor vacina é aquela que está no braço, e Toledo está aberto à ciência”, afirmou Lunitti.
A secretária municipal de Saúde de Toledo, Gabriela Kucharski, diz que o estudo valoriza o trabalho de imunização executado pelo município ao longo de 2021. “Toledo está recebendo essa pesquisa não somente pelas suas características demográficas, mas também pela organização que temos na aplicação da vacina, pela nossa transparência reconhecida pelo Tribunal de Contas do Paraná, e pela informatização e todo esforço dos técnicos da secretaria em realizar esse trabalho com muita excelência”, afirmou.
SELEÇÃO — Os contatos da farmacêutica com Toledo se iniciaram na segunda quinzena de maio e se intensificaram a partir da segunda quinzena de junho. Com o Ministério da Saúde, as tratativas começaram a partir da segunda quinzena de julho, incluindo a vacinação no Plano Nacional da Imunização (PNI).
“A nossa primeira conversa foi através da Universidade Federal do Paraná, e após isso se seguiram várias reuniões e tratativas de maneira confidencial por aproximadamente 90 dias, até termos a feliz notícia de que estaríamos sediando essa pesquisa”, ressaltou a secretária.
Toledo aplicou, até esta terça-feira (24), 124.905 doses de vacinas contra Covid-19. Destas, 89.949 são primeiras doses, 30.598 são segundas doses e 4.358 doses únicas. De todos os imunizantes aplicados, 44,7% são da AstraZeneca/Fiocruz/Oxford, 29,5% da Coronavac (Instituto Butantan/Sinovac), 22,3% da Pfizer/BioNTech e 3,5% da Janssen. Os dados são do Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), vinculado ao Ministério da Saúde.
Confira o cronograma de vacinação do lote especial de Toledo:
Quinta-feira, 26/08: 19 e 20 anos ou mais
Sexta-feira, 27/08: 17 e 18 anos ou mais
Sábado, 28/08: 15 e 16 anos ou mais
Domingo, 29/08: 13 e 14 anos ou mais
Segunda-feira, 30/08: 12 anos ou mais
Terça-feira, 31/08: repescagem a partir dos 12 anos.
PRESENÇAS — Participaram da reunião o secretário estadual de Administração e Previdência, Marcel Micheletto; o diretor-geral da secretaria estadual de Saúde, Nestor Werner Junior; o assessor especial da secretaria estadual de Saúde, Ian Sonda; o prefeito de Mangueirinha, Ivo Leonarchik; a gerente de Relações Governamentais da Pfizer, Milena Bourroul; a gerente médica da Pfizer, Julia Spinardi, e a diretora do Campus de Toledo da UFPR, Cristina de Oliveira Rodrigues. (Com AEN)




























