Convênio entre Estado e Caixa facilita acesso à casa própria para 30 mil famílias

O Governo do Estado e a Caixa Econômica Federal formalizaram nesta quarta-feira (23) uma nova parceria que vai viabilizar a conquista da casa própria a cerca de 30 mil famílias paranaenses. O convênio foi assinado em Brasília pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, e envolve o aporte de R$ 450 milhões de investimentos do Tesouro Estadual em projetos habitacionais por meio do programa Casa Fácil Paraná..

 

A parceria entre o Estado e o banco vai permitir a concessão de R$ 15 mil por família para subsidiar os custos de entrada de financiamentos imobiliários do programa Casa Verde e Amarela, do governo federal. A liberação dos recursos será feita pela Cohapar a famílias com renda de até três salários mínimos, uma solução para a parcela da população que compõe a maior parte do déficit habitacional estadual.

 

Com a nova modalidade e investimentos, o Casa Fácil se torna o maior programa habitacional de um governo estadual em desenvolvimento no País atualmente, e um dos maiores da história do Paraná. A iniciativa deve gerar cerca de 100 mil empregos diretos e indiretos na indústria da construção civil.

 

“Por meio do Casa Fácil, programa habitacional do Governo do Estado, temos uma das maiores parcerias com o governo federal nessa área, dentro do programa Casa Verde e Amarela”, afirmou Ratinho Junior.

 

“O diferencial agora é que o Governo do Estado dará a entrada no imóvel para quem recebe até três salários mínimos, facilitando o acesso à casa própria às pessoas que não conseguem guardar esse dinheiro para dar entrada ao financiamento”, explicou o governador. “Estamos falando de 30 mil casas espalhadas em praticamente todas as cidades do Estado, o que vai movimentar muito o setor da construção civil. Além de resolver um problema social, realizando o sonho da casa própria, também vai movimentar a economia e gerar 100 mil empregos”.

 

Com o auxílio financeiro do Governo do Estado, cerca de 30 mil famílias que não possuem condições de arcar com os custos de entrada de um imóvel poderão realizar o sonho da casa própria. O número representa 10% do total de pessoas sem moradias no Paraná, segundo o Plano Estadual de Habitação de Interesse Social (PEHIS), feito pela Cohapar e prefeituras.

 

“O Banco Central estabelece um limite para o financiamento imobiliário, e as instituições financeiras podem financiar até 90% do valor do imóvel. Por isso, a ajuda que o Paraná dará para a entrada será fundamental”, afirmou Pedro Guimarães. “O valor do aluguel é muitas vezes mais alto que o de uma prestação, mas muita gente não consegue comprar um imóvel próprio por não ter esse dinheiro, o que acaba sendo um impeditivo para o acesso ao crédito imobiliário”.

 

Para o presidente da Caixa, a boa situação fiscal do Paraná habilita o Estado a firmar convênios e acessar recursos federais de forma facilitada. “O Paraná é um Estado muito equilibrado financeiramente, o que facilita todas essas operações. Se não tivesse esse equilíbrio financeiro, seria muito mais difícil fazer essa operação”, disse. “Somos o banco da habitação e, para nós, é muito importante participar desse projeto que reduz o déficit habitacional do Paraná”.

 

Contando com os valores de entrada disponibilizados pelo Governo do Estado, os investimentos na construção dos empreendimentos habitacionais devem somar R$ 4 bilhões. Os recursos federais são oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

CHAMAMENTO – Nos próximos dias, a Cohapar abrirá um Chamamento Público às construtoras interessadas em firmar parcerias na nova modalidade. Poderão se habilitar empresas com projetos aprovados pela Caixa Econômica para a execução de conjuntos residenciais do Casa Verde e Amarela.

 

“A partir de agora começamos a fazer os chamamentos públicos, tanto para as construtoras quanto para as prefeituras cadastrarem os seus empreendimentos, para começar a liberação dos empreendimentos e habilitação dos financiamentos”, explicou o presidente da Cohapar, Jorge Lange. “O programa é válido para empreendimentos novos, cujo o Habite-se tenha sido emitido nos últimos 180 dias”.

 

Após o chamamento das empresas, a Cohapar vai abrir as inscrições para as pessoas que pretendem participar dessa etapa do programa. “Elas poderão escolher o empreendimento que querem comprar para então começar a negociar, já contando com esse valor de R$ 15 mil que o Governo do Estado vai subsidiar para entrada”, disse. “Os valores serão repassados através da Caixa Econômica para a operação de crédito do cliente junto ao agente financeiro”.


COMO PARTICIPAR – Como nas demais modalidades do Casa Fácil, as famílias interessadas em receber os benefícios do programa devem se inscrever pelo SITE da Cohapar. Assim que o Chamamento Público avançar, as famílias cadastradas nos municípios com projetos aprovados serão notificadas sobre as oportunidades de recebimento do subsídio.

 

A liberação dos R$ 15 mil por família dependerá de análise técnica da empresa, que leva em conta aspectos socioeconômicos dos pretendentes e posterior aprovação do financiamento pela Caixa Econômica. O repasse dos recursos será feito diretamente ao banco com o intuito de garantir a lisura do processo e o cumprimento da finalidade do programa.

 

PRESENÇAS — Acompanharam a assinatura os secretários estaduais do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas, João Carlos Ortega, e da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex; o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti; e, pela Caixa Econômica, os vice-presidentes de Habitação, Jair Mahl; de Governo, Tatiana Thomé; e de Rede de Varejo, Paulo Henrique Ângelo. (Com AEN)

 

 

 

Vacinas da Janssen chegam ao Paraná nesta quinta-feira

O Ministério da Saúde confirmou na noite desta quarta-feira (23) que as vacinas da Janssen, divisão farmacêutica do grupo Johnson&Johnson, também chegarão ao Paraná nesta quinta-feira (24). Serão 91.250 imunizantes, cuja eficácia é garantida em dose única.

 

Elas estarão no mesmo avião que trará as 211.200 doses da CoronaVac/Butantan. O voo AD-4830 deve chegar no Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, às 13h45. Logo em seguida serão encaminhadas para o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar).

 

Pouco antes, às 13h20, chega o voo com 136.890 doses da Pfizer/BioNTech.

 

As 439.340 novas vacinas fazem parte da 27ª pauta de distribuição do governo federal. Apenas o lote de CoronaVac/Butantan tem segundas doses. As demais serão destinadas para a continuidade da aplicação em grupos prioritários e na população em geral, conforme escalonamento de idades alcançado em cada um dos 399 municípios.

 

O primeiro lote dos imunizantes da Janssen deve ser destinado, no Paraná, para trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros, transporte ferroviário, transporte aquaviários e caminhoneiros. (Com AEN)

 

 

 

Quase no fim da campanha, Paraná tem apenas 41% de cobertura de vacinação contra a gripe

De acordo com o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), o Paraná atingiu até a manhã desta terça-feira (22) apenas 41,3% de cobertura vacinal da campanha de imunização contra a gripe, correspondendo a 1.942.358 doses aplicadas. Iniciada em 12 de abril, a campanha pretende imunizar 4,4 milhões de paranaenses até 9 de julho, data de encerramento ação.

 

A 23ª Campanha de Vacinação Contra a Influenza foi dividida em três etapas. A primeira fase era direcionada a gestantes, puérperas, crianças de seis meses a menores de seis anos, indígenas e trabalhadores da saúde. Começou dia 12 de abril com previsão de término em 10 de maio. Este grupo alcançou, até agora, 68,2% de cobertura com 873.777 doses administradas, dentre as 1.282.132 que deveriam ter sido aplicadas.

 

A segunda etapa inclui idosos de 60 anos ou mais e professores. A vacinação destes grupos começou em 11 de maio e foi até 8 de junho e atingiu 49,8% de cobertura, somando 970.155 doses aplicadas em um público-alvo de 1.949.851 pessoas.

 

A terceira e última etapa foi iniciada em 9 de junho e que deve seguir até 9 de julho. Nesta fase estão incluídos doentes crônicos, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transporte coletivo, trabalhadores portuários, forças de segurança e salvamento, forças armadas, funcionários do sistema de privação de liberdade e população privada de liberdade, além de adolescentes e jovens em medidas socioeducativas.

 

Em um público-alvo de 668.078, apenas 8.122 doses foram aplicadas, correspondendo a 1,2% de cobertura na fase atual.

 

COBERTURAS – O município de Nova Tebas, na 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã, é o único do Paraná que ultrapassou a meta preconizada do Ministério da Saúde de pelo menos 90% de cobertura vacinal. A cidade aplicou 2.771 doses de vacina, 111% do previsto.

 

No Estado, apenas seis municípios têm mais de 80% de cobertura vacinal. Saudade do Iguaçu, na 7ª Regional de Pato Branco, atingiu 88,4% de cobertura, com 2.034 doses aplicadas; e Cruzmaltina, na 22ª Regional, teve 86,4% de cobertura e 934 doses administradas.

 

Completam a lista Fernandes Pinheiro, na 4ª Regional de Irati, que alcançou 85,8% com 1.774 doses aplicadas; São Pedro do Paraná, na 14ª Regional de Paranavaí, tem 84,9% de cobertura com 796 doses aplicadas; Figueira, localizado na 19ª Regional de Jacarezinho, tem 84,2% de cobertura com 2.724 doses aplicadas; e Itaúna do Sul, na 14ª Regional de Paranavaí, tem 81,9% de cobertura e 969 doses.

 

Em números absolutos, Curitiba, da 2ª Regional, foi a cidade que mais aplicou vacinas contra a gripe, com 339.827 doses. O volume representa 48,2% da população-alvo. Em seguida, Londrina, na 17ª Regional, registra 99.299 aplicações, com 45,2% de cobertura. Ponta Grossa, que é o município-sede da 3ª Regional, fica em terceiro lugar com 61.018 doses aplicadas e 49,4% de cobertura vacinal.

 

GRUPOS PRIORITÁRIOS – Nenhum dos grupos prioritários atingiu a meta de vacinação de pelo menos 90% da estimativa do público-alvo. Até o momento o número de doses aplicadas e a cobertura de cada grupo são:

 

Indígenas – 15.862 doses – 88,8% de cobertura

Crianças – 641.284 doses – 74,8% de cobertura

Puérperas – 10.773 doses – 56,9% de cobertura

Gestantes – 63.796 doses – 55,4% de cobertura

Trabalhadores da saúde – 142.062 doses – 52,1% de cobertura

Idosos – 901.287 doses – 50,6% de cobertura

Professores – 68.868 doses – 41% de cobertura

Forças de segurança e salvamento – 916 doses – 4% de cobertura

Trabalhadores do transporte – 1.111 doses – 2,9% de cobertura

Caminhoneiros – 3.574 doses – 2,6% de cobertura

Funcionários do sistema de privação de liberdade – 105 doses – 2,6% de cobertura

Forças armadas – 263 doses – 1,8% de cobertura

Pessoas com deficiência permanente – 1.796 doses – 0,5% de cobertura

População privada de liberdade – 303 doses – 0,5% de cobertura

Adolescentes em medidas socioeducativas – 38 doses – Não há uma meta neste grupo.

Trabalhadores portuários – 16 doses – 0,2% de cobertura vacinal

451,7 mil vacinas contra Covid-19 chegam ao PR; Cemepar separa doses

 

REGIONAIS – Segundo o SIPNI, a 22ª Regional de Saúde registra 58,8% de cobertura dos grupos, o maior indicador proporcional. Ao todo foram 34.285 doses aplicadas, das 55.452 preconizadas. Depois de Ivaiporã, a 4ª Regional, de Irati, aplicou 36.799 doses, alcançando 58,4% de cobertura entre as 59.499 pessoas do público-alvo. Em terceiro lugar, a 19ª Regional de Jacarezinho vacinou 67.217 pessoas, 54,4% das 115.135 pessoas da população-alvo.

 

Em números absolutos, a 2ª Regional, a Metropolitana, aplicou 587.840 vacinas, chegando a 44,7% da população-alvo de 1.260.633 pessoas. Em seguida, a 17ª Regional de Londrina registrou 169.446 doses aplicadas dentre as 371.388 destinadas à população-alvo, com a 44% de cobertura. A 3ª Regional de Ponta Grossa aplicou 114.034 vacinas, correspondendo a 47,5% de cobertura da população-alvo de 226.093 pessoas.

 

Confira a cobertura vacinal por Regional de Saúde:

1ª RS (Paranaguá): 32,9% – 37.686 doses / 112.384 público-alvo

2ª RS (Metropolitana): 44,7% – 587.840 doses / 1.260.633 público-alvo

3ª RS (Ponta Grossa): 47,5% – 114.034 doses / 226.093 público-alvo

4ª RS (Irati): 58,4% – 36.799 doses / 59.499 público-alvo

5ª RS (Guarapuava): 44,1% – 82.351 doses / 178.760 público-alvo

6ª RS (União da Vitória): 46,4% – 32.705 doses / 65.727 público-alvo

7ª RS (Pato Branco): 50,6% – 53.641 doses / 101.696 público-alvo

8ª RS (Francisco Beltrão): 52,9% – 75.189 doses / 134.611 público-alvo

9ª RS (Foz do Iguaçu): 18,3% – 29.246 doses / 151.834 público-alvo

10ª RS (Cascavel): 45,8% – 108.753 doses / 222.185 público-alvo

11ª RS (Campo Mourão): 51,3% – 75.187 doses / 136.067 público-alvo

12ª RS (Umuarama): 46,5% – 52.608 doses / 109.153 público-alvo

13ª RS (Cianorte): 48,2% – 31.253 doses / 60.271 público-alvo

14ª RS (Paranavaí): 49,9% – 59.158 doses / 111.449 público-alvo

15ª RS (Maringá): 21,5% – 74.449 doses / 325.804 público-alvo

16ª RS (Apucarana): 40% – 63.417 doses / 150.105 público-alvo

17ª RS (Londrina): 44% – 169.446 doses / 371.388 público-alvo

18ª RS (Cornélio Procópio): 41,7% – 44.819 doses / 100.596 público-alvo

19ª RS (Jacarezinho): 54,4% – 67.217 doses / 115.135 público-alvo

20ª RS (Toledo): 49,3% – 77.958 doses / 149.322 população alvo

21ª RS (Telêmaco Borba): 45,3% – 34.317 doses / 71.030 público-alvo

22ª RS (Ivaiporã): 58,8% – 34.285 / 55.452 público-alvo

PARANÁ: 41,3% – 1.942.358 doses / 4.479.320 público-alvo (Com AEN)

 

 

 

Todas as vacinas contra a Covid-19 são seguras? Pode escolher o laboratório? Confira perguntas e respostas

No dia 3 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde declarou a Covid-19 como uma emergência de saúde pública de importância nacional. O Brasil confirmou o primeiro caso no dia 26 do mesmo mês, em São Paulo. Alguns dias depois, o Paraná teve os primeiros seis casos da doença, divulgados, em 12 de março, um dia depois da Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar situação de pandemia.

 

Dentro deste cenário, o Ministério da Saúde considera que “uma vacina eficaz e segura é reconhecida como uma solução em potencial para o controle da pandemia, aliada à manutenção das medidas de prevenção já estabelecidas”. Reconhece, portanto, o esforço internacional de luta por vacinas eficazes, eficientes e seguras, dentro da necessidade de proteção da coletividade.

 

Segundo o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19 (PNO), até o dia 12 de março de 2021, a OMS relatou 182 vacinas em fase pré-clínica de pesquisa e 81 em fase de pesquisa clínica. Dentre as vacinas em estudos clínicos, 21 estão na fase III de ensaios clínicos para avaliação de eficácia e segurança, a última etapa antes da aprovação pelas agências reguladoras e posterior imunização da população.

 

Até o momento, foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com condicionantes específicas, a CoronaVac, vacina adsorvida inativada, fabricada pela Sinovac (China) e Instituto Butantan (Brasil); AstraZeneca, vacina recombinante, fabricada pela AstraZeneca, Oxford e Fiocruz; Pfizer, vacina RNA mensageiro (RNAm), fabricada pela Pfizer e BioNTech; Janssen, vacina recombinante, fabricada pela Janssen-Cilag, braço farmacêutico da Johnson & Johnson; Sputnik V, vacina recombinante, fabricada pelo Instituto Gamaleya (Rússia); e Covaxin, vacina adsorvida inativada, fabricada pela Bharat Biotech (Índia).

 

Até o momento, as vacinas distribuídas ao Paraná, que segue o PNI, foram CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. O Ministério da Saúde recebeu nesta terça-feira (22) 1,5 milhão de doses da vacina da Janssen e o Estado deve receber o quantitativo proporcional dos imunizantes nos próximos dias, incluindo um quarto laboratório ao seu portfólio.

 

Diante do avanço do programa de imunização, que já alcançou quase 4 milhões de paranaenses, e da oferta de imunizantes, que chegam ao Paraná conforme recebimento pelo governo federal, sem regra específica, o diretor-geral da Secretaria de Estado da Saúde, Nestor Werner Junior, esclarece as principais dúvidas sobre as vacinas contra a Covid-19 disponíveis no Paraná. Lembrando que o Estado quer imunizar todos os adultos até o final de setembro.

 

Qual a diferença entre as vacinas aplicadas no Paraná?

 

Cada vacina é produzida com uma tecnologia para produção de anticorpos. A CoronaVac utiliza o vírus inativado, ou seja, não possuem capacidade de replicação. O vírus é inativado por procedimentos físicos ou químicos, de modo que evite o desenvolvimento da doença, mas gera uma resposta imune. O esquema vacinal é realizado com duas doses e no Estado do Paraná tem sido orientado o intervalo de 25 dias entre elas.

 

A AstraZeneca recorre ao vetor viral, o adenovírus, que é modificado geneticamente e codifica a produção da proteína antigênica “S” do Sars-CoV-2. Ou seja, o vírus recombinante funciona como um transportador do material genético do vírus alvo, sendo um vetor inócuo, incapaz de causar doença. A vacinação também é realizada com duas doses, com intervalo entre elas de 12 semanas.

 

Já a Pfizer se vale do RNA mensageiro que dá comandos ao organismo para produzir proteínas presentes no coronavírus, estimulando o sistema imune a responder. Assim como a AstraZeneca, a Pfizer precisa de duas doses para imunização completa, com intervalo de 12 semanas entre as aplicações.

 

Qual vacina é mais segura e eficaz? É possível fazer distinção?

Todas as vacinas são seguras e eficazes. Independente da tecnologia utilizada, esses imunizantes foram testados, tiveram sua eficácia comprovada por meio de estudos, avaliados e reavaliados por cientistas, e são aplicados em larga escala no mundo todo. No Paraná, os primeiros estudos próprios da Secretaria de Estado da Saúde apontam que as vacinas já auxiliaram a reduzir o internamento de idosos em leitos de UTI e acabar com surtos em Instituições de Longa Permanência para Idosos.

 

As pessoas podem escolher qual vacina tomar?

 

Não. A necessidade dos imunizantes ainda é intensa não só no Brasil, mas em diversos países em todo o mundo. Se a pessoa se encaixa em um dos grupos prioritários ou na faixa etária em atendimento no seu município, deve se vacinar. Também não é momento de aguardar a entrega de um ou outro fabricante porque a vacinação requer urgência e senso coletivo.

 

E se a pessoa chegar na fila e se recusar a tomar porque quer outra vacina?

 

A recomendação da Secretaria de Estado da Saúde é de que a pessoa não recuse, mas, caso haja insistência por outra vacina, a orientação é de seguir exemplo de alguns municípios paranaenses, como Nova Tebas, que solicita ao cidadão a assinatura de um termo de recusa.

 

A vacina tem efeitos colaterais?

Importante ressaltar que as vacinas são muito seguras e que cada pessoa reage de forma distinta, seja por questões genéticas ou outras variáveis. Algumas pessoas podem sentir efeitos colaterais leves, como dor no local da injeção, dores musculares ou febre, mas eles passam rapidamente. Esses efeitos colaterais são resultado da resposta do sistema imunitário à vacina. Existem casos de pessoas que não apresentam nenhuma reação adversa após tomar a mesma vacina.

 

Por que a vacinação começou por grupos prioritários?

 

O objetivo principal da vacinação, com a definição dos grupos prioritários, foi focar na redução da morbimortalidade causada pela Covid-19, bem como a manutenção do funcionamento da força de trabalho dos serviços de saúde e a manutenção do funcionamento dos serviços essenciais.

 

O PNO considera que devido à transmissibilidade da Covid-19, cerca de 60% a 70% da população precisaria estar imune para interromper a circulação do vírus. Também orienta que, neste momento, o objetivo principal da vacinação passa a ser focado na redução da morbimortalidade causada pela doença e na proteção da força de trabalho.

 

Após tomar a vacina, em quanto tempo a pessoa pode se considerar protegida?

 

Depende do imunizante. Os estudos demonstraram que a CoronaVac apresentou melhor eficácia após aplicação das duas doses no intervalo de duas a quatro semanas. A AstraZeneca apresentou eficácia maior nos estudos após 28 dias da segunda dose e a Pfizer, demonstrou maior eficácia, sete dias após a aplicação da segunda dose.

 

Vale lembrar que, diante do atual cenário de transmissão comunitária da Covid-19, é importante compreender que a vacinação não produz uma resposta imediata para conter a circulação do vírus, mas é uma medida preventiva para reduzir a ocorrência de casos graves e óbitos a médio e longo prazo. E, com isto, é fundamental manter as medidas não farmacológicas de prevenção à transmissão do vírus, como uso de máscaras, distanciamento social, etiqueta respiratória, higienização das mãos, dos objetos de uso pessoal, entre outras.

 

A vacinação contra a Covid-19 será necessária todos os anos, como a da gripe?

 

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), até o momento as pesquisas para determinar a duração da imunidade conferida pelas vacinas contra a Covid-19 seguem em andamento. Ou seja, essa ainda é uma pergunta sem resposta.

 

O que ocorre se a pessoa não tomar a segunda dose no intervalo estipulado?

 

Recomenda-se seguir o intervalo estipulado pelos fabricantes para garantir a eficácia da vacina. Caso ocorra atraso, a pessoa deve procurar o posto de saúde com a carteirinha de vacinação que comprove a aplicação da primeira dose e solicitar a segunda dose. Não é orientado reiniciar o esquema vacinal.

 


Quem está com sintomas gripais pode tomar a vacina?

 

A pessoa que apresentar sintomas gripais, doenças febris agudas ou alguma suspeita de Covid-19 deve adiar a vacinação até a recuperação clinica completa, com intervalo de pelo menos quatro semanas após o início dos sintomas.

 

E se a pessoa estiver com Covid-19, não souber por estar assintomática, e tomar a vacina?

 

Até o momento não foram identificados problemas entre pessoas infectadas e assintomáticas e a imunização com qualquer uma das vacinas.

 

É possível tomar vacina de fabricantes diferentes?

 

Não. A orientação do Ministério da Saúde é de que o esquema vacinal deve ser completado com duas doses do mesmo laboratório responsável pelo imunizante.

 

O que acontece se a pessoa receber vacinas diferentes contra a Covid-19 entre a primeira e segunda dose?

 

O Ministério da Saúde recomenda que, se o intervalo entre a primeira e a segunda dose for menor do que 14 dias, deve-se tomar uma terceira dose do mesmo laboratório que a primeira para completar o esquema vacinal, considerando que neste período a segunda dose não tenha nenhum tipo de efetividade. Após este prazo, caso a pessoa receba vacinas trocadas, a orientação é que o município notifique como um erro de imunização e acompanhe com relação ao desenvolvimento de eventos adversos e falhas vacinais. Essas pessoas não poderão ser considerados como devidamente imunizadas, no entanto, neste momento, não se recomenda a administração de doses adicionais de vacinas Covid-19.

 

Quem tomou vacina para outra doença pode tomar a vacina contra a Covid-19?

 

Deve ser mantido um intervalo mínimo de 14 dias entre as vacinas contra a Covid-19 e as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação.

 

A vacina garante imunidade ao vírus?

 

Não. A infecção pelo vírus pode ocorrer mesmo após a imunização, seja com uma ou duas doses. A vacina auxilia na produção de anticorpos para que a pessoa não desenvolva as formas graves da doença.

 

Quanto tempo dura a imunidade da vacina contra a Covid-19?

 

Ainda não há como estimar.

 

Quem já teve Covid-19 deve se vacinar?

 

Sim. O surgimento das variantes do vírus Sars-CoV-2 aumentam a chance de reinfecção da doença. Portanto a imunização por meio da vacina é indispensável.

 

O que fazer nos casos em que a pessoa pegou o vírus entre a primeira e a segunda dose?

 

O Ministério da Saúde recomenda que o esquema vacinal deve ser completado mesmo em casos de infecção pelo vírus entre as doses, desde que siga o prazo de quatro semanas após o início dos sintomas. Nos casos onde a primeira e segunda dose possuem prazos menores do que um mês, como com a CoronaVac, por exemplo, caso a pessoa pegue o vírus após a primeira dose, ela deve aguardar o prazo de quatro semanas e tomar a segunda dose, mesmo com atraso. O mais importante é que as pessoas não deixem de tomar a segunda dose, porque ela é tão importante quanto a primeira.

 

Depois de tomar a vacina, pode parar de usar a máscara?

 

Não. Além do uso de máscaras ser obrigatório em ambientes coletivos conforme a Lei 20.189/20, a utilização deste material pode evitar a contaminação e a disseminação do vírus, protegendo a pessoa que usa tanto de transmitir quanto de se infectar. Assim como devem ser seguidas as outras medidas não farmacológicas.  (Com AEN)

 

 

 

Paraná receberá nos próximos dias mais 439.340 vacinas; lote contém 91,2 mil doses da Janssen

O Paraná receberá nos próximos dias mais 439.340 vacinas contra a Covid-19. Elas fazem parte da 27ª pauta de distribuição do governo federal. São 91.250 vacinas da Janssen, 136.890 da Pfizer/BioNtech e 211.200 da parceria Butantan/Coronavac - apenas essa última tem parte do quantitativo destinado para D2. Ainda não há previsão de data para a entrega.

 

É a primeira remessa de Janssen, de dose única, destinada ao Paraná. De acordo com o Ministério da Saúde, este primeiro lote pode ser usado até agosto. A vacina pode ser armazenada por pelo menos 3 meses, em temperaturas de 2°C a 8°C, equivalente a geladeiras normais. Elas são parte do lote de 1,5 milhão entregue nesta terça-feira (22) ao Brasil.

 

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, elas devem ser destinadas a trabalhadores do transporte coletivo rodoviário de passageiros; do transporte ferroviário; do transporte aquaviários; e caminhoneiros. Além disso, podem ser destinadas a outros grupos. A Sesa ainda estuda as possibilidades.

 

A pauta da Butantan/Coronavac também tem parte destinada a trabalhadores do transporte coletivo (11.732), além da continuidade da vacinação em trabalhadores da educação, ensino superior e forças de segurança e salvamento com D1 e D2.

 

As vacinas da Pfizer devem ser destinadas a grupos prioritários já atendidos, como pessoas comorbidades, e público em geral, seguindo o calendário de vacinação anuncido pelo Governo do Estado.

 

O Paraná aplicou até esta terça-feira 5,1 milhões de vacinas, sendo 3.846.756 em D1 e 1.287.898 em D2. Segundo o Ranking da Vacinação, 37% da populaçãom já recebeu a primeira dose e 12,5% a imunização completa. (Com AEN)

 

 

 

Paraná é o segundo estado que mais vacinou gestantes e puérperas contra a Covid-19

Os dados nacionais do Vacinômetro do Ministério da Saúde apontam que o Paraná está em segundo lugar em número absoluto de vacinação de gestantes e puérperas no País, com 32.952 doses aplicadas – 31.876 com a primeira dose e 1.076 totalmente imunizadas. O público é considerado prioritário nos planos federal e estadual.

 

Pernambuco é o estado com maior número geral, com 35.767 doses aplicadas, e na terceira colocação está Minas Gerais, com 31.445. Estados mais populosos, como Bahia e Rio de Janeiro, aparecem em 4º e 11º, respectivamente. O total geral de gestantes e puérperas vacinadas no Brasil até o momento é de 267.179 (primeira dose). 

 

No Paraná, o Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19 inclui as gestantes e puérperas no grupo prioritário de pessoas com comorbidades entre 18 a 59 anos, com 1.328.677 pessoas. Desse total, 499.995 pessoas com comorbidades e 31.876 grávidas/puérperas tomaram a primeira dose, 40% do estimado.

 

“Gestantes e puérperas são uma grande preocupação do Governo do Paraná em todos os serviços de atenção e cuidados. Além dos dados globais, o Estado saiu na frente na recomendação para vacinação de gestantes e puérperas até 45 dias após o parto, sem comorbidades, com imunizantes que não contenham vetor viral. Fizemos nossa recomendação dez dias antes da recomendação nacional, o que que acelerou a proteção sobre esse público”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

 

451,7 mil vacinas chegam ao Paraná; Cemepar já separa as doses

 

Estado distribui 1,6 milhão de insumos para a vacinação contra Covid-19

 

Gestantes e puérberas são o 11º grupo prioritário mais vacinado no Paraná até o momento. A maioria têm entre 25 e 29 anos (9.094 doses aplicadas) e 30 e 34 anos (8.548). Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, São José dos Pinhais e Guarapuava lideram entre as cidades.

 

VACINAÇÃO NESSE PÚBLICO – O Paraná começou a imunizar gestantes e puérperas em maio, conforme o fim da imunização nos idosos. No dia 13, no entanto, seguindo recomendação federal, o Estado orientou a interrupção temporária da vacinação contra a Covid-19 em gestantes e puérperas sem comorbidades.

 

Em Nota Técnica, no dia 11 de junho, no entanto, a Secretaria de Estado da Saúde voltou a incluir todas as gestantes e puérperas até 45 dias após o parto, com a presença ou não de comorbidades, no Plano Estadual de Vacinação contra a Covid-19, utilizando vacinas que não contenham vetor viral, ou seja, Sinovac/Butantan (Coronavac) ou Pfizer/BioNTech (Comirnaty), e respeitando a decisão e autonomia da mulher.

 

O documento considerou o aumento de óbitos maternos por Covid-19 e a necessidade de imunizar este público com velocidade, especialmente pela segurança que a vacinação garante.

 

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Em 2020, segundo a Sesa, ocorreram 80 óbitos maternos totais (67 declarados no Sistema de Informação sobre Mortalidade e 13 em processo final de análise), sendo que 17 desses foram por Covid-19 (21,2%). Neste ano, até 17 de junho, foram 93 óbitos maternos totais (62 declarados no Sistema de Informação sobre Mortalidade e 31 em processo de análise), sendo 63 por Covid-19 (68%).

 

“Inúmeras são as ações de Atenção e Vigilância em Saúde com o intuito de diminuir estes números. Dentre elas a imunização das gestantes e puérperas contra a Covid-19. O conhecimento e as experiências adquiridas no decorrer da pandemia nos evidenciam que é preciso continuar a destinar doses para esse público”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Sesa, Maria Goretti David Lopes.

 

Neste domingo (20), em reunião extraordinária virtual da Câmara Técnica Assessora de Imunizações e Doenças Transmissíveis, o Ministério da Saúde recomendou a vacinação de gestantes e puérperas contra a Covid-19, mesmo sem comorbidades, com vacinas de vírus inativado (Coronavac) ou Plataforma de RNA (Pfizer), medida que já era adotada no Paraná desde 11 de junho. (Com AEN)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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