A primavera tem sido marcada por eventos climáticos severos no Oeste e Sudoeste do Estado, novamente afetados por chuvas fortes nesta quinta-feira (25).
Equipes da Copel estão em campo para recuperar os estragos causados pelos raios e ventos fortes sobre as redes elétricas. A interrupção de energia também afeta os sistemas de abastecimento de água em diversas localidades destas regiões, segundo informa a Sanepar.
Os danos na rede elétrica chegaram a interromper simultaneamente o fornecimento de energia a 64 mil domicílios destas regiões, na noite de quinta-feira. Esta quantidade reduziu para 11,7 mil na manhã desta sexta-feira (26). No período da tarde, as equipes locais recebem reforços de outras regiões no Estado que foram menos afetadas pelo temporal.
Em Cascavel, 2,7 mil imóveis estão sem energia, volume que representa 1,7% das ligações atendidas no município. A maioria das ocorrências está em áreas rurais. Das 535 emergências para atendimento na cidade e adjacências, boa parte está localizada no distrito de Rio do Salto e nas comunidades Salto Portão, Espigão Azul, Guavirá, Refopaz e São Salvador. Na saída para Boa Vista da Aparecida, um trecho teve dois postes quebrados em um morro com acesso bastante difícil, em que as equipes de obras precisarão atuar.
O gerente regional de Manutenção, André Rodrigues Janiaski, avalia que a característica deste evento foi de grande volume de ocorrências pontuais: “Tivemos muitos pontos com galhos e cascas de árvores sobre as redes. Estamos com todo nosso contingente atuando, pois nossa área rural é muito grande, com pontos de difícil acesso”, comenta.
Em Marechal Cândido Rondon são 759 domicílios desligados, principalmente devido a cabos rompidos na área urbana. No Sudoeste, Coronel Domingues Soares tem 800 domicílios sem luz e em Pérola do Oeste são cerca de 600 domicílios desligados, a maioria em áreas rurais.
A Copel lembra que, em dias de tempestades, deve-se manter distância de situações que possam oferecer riscos, como postes quebrados e fios rompidos. A falta de luz pode ser comunicada pelo site e aplicativo, pelo telefone 0800 51 00 116 e pelo WhatsApp 41 3013-8973. Há ainda a opção de enviar uma mensagem de texto (SMS) para o número 28593, com as letras “SL” e o número da unidade consumidora.
De acordo com o Simepar, os temporais chegaram a ter rajadas de vento de 91,1 km/h, na região. Em Marechal Cândido Rondon, as rajadas alcançaram 94,7 km/h. Nesta sexta, o tempo segue instável no Paraná, mas, com chuvas mais localizadas. Na metade Sul paranaense, apesar de permanecer com muita nebulosidade na maioria das cidades, a tendência é de sol.
SANEPAR – As chuvas e ventos fortes da tarde e da noite desta quinta-feira (25) também prejudicaram os sistemas de abastecimento de água de algumas cidades paranaenses pela falta de energia.
Na região Oeste do Estado os sistemas que tiveram falta de energia foram os de Santa Tereza do Oeste, Lindoeste, Capitão Leônidas Marques, Catanduvas, os distritos de Rio do Salto e Juvinópolis, em Cascavel, Cafelândia, São Pedro do Iguaçu, Maripá, São José das Palmeiras, São Pedro do Iguaçu, Toledo, os distritos de Longuinópolis, em Braganey, e Moreninha, em Santa Helena e Diamante do Oeste.
No Sudoeste do Estado foram afetados os sistemas de Pato Branco e Pérola do Oeste. Pato Branco está em recuperação e Pérola do Oeste deve normalizar somente na madrugada do sábado. Já na região Central e dos Campos Gerais as cidades de Marquinho, Cândido de Abreu, Ortigueira, Manoel Ribas e Irati e o distrito de Lajeado Bonito, no município de Castro, tiveram queda de energia. Em Manoel Ribas, Irati, Cândido de Abreu e Ortigueira a energia foi restabelecida, porém o abastecimento deve normalizar durante a noite. Lajeado Bonito permanece sem energia e com falta de água. A previsão é normalizar durante a madrugada do sábado.
Em Toledo a energia no principal poço retornou durante a manhã, mas a normalização do abastecimento deve ocorrer gradativamente até o fim da tarde. A falta de água pode ser sentida ainda nas regiões do Centro, Vila Industrial, Jardim Gisele, Jardim Pancera, Vila Becker, Filadélfia, Jardim Coopagro, Santa Maria e Jardim La Salle.
No momento, permanecem sem energia São José das Palmeiras, Diamante do Oeste, o distrito de Lajeado Bonito, em Castro, e os distritos de Rio do Salto, em Cascavel, e Longuinópolis, em Braganey. Em Catanduvas e em Pérola do Oeste a energia voltou de forma parcial, podendo ter falta de água ao longo do dia.
Por - AEN
Ela vive presente no imaginário e no folclore brasileiros, mas na realidade a onça-pintada (Panthera onca), o maior felino das Américas e o terceiro do mundo, está criticamente ameaçada de extinção por já ter perdido 85% de seu habitat e corre sério risco de desaparecer na Mata Atlântica, onde estima-se que vivam cerca de 250 indivíduos.
O Paraná abriga o maior contingente de onças-pintadas do país, segundo estimativa do Projeto Onças do Iguaçu, com uma população estimada em 28 animais espalhados pelos 185 mil hectares do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), na Região da Tríplice Fronteira, com Paraguai e Argentina.
Para debater a importância de se estabelecer políticas públicas de preservação da onça-pintada e de seu habitat a Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Paraná realizará a audiência pública Grandes Felinos do Paraná, na segunda-feira (29), data que se comemora o Dia Nacional da Onça-Pintada, a partir das 9 horas, com transmissão ao vivo pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo.
“Vamos conversar nesta audiência pública sobre políticas públicas pela conservação dessa espécie e a necessidade da criação de um Programa Estadual para a Conservação dos Grandes Felinos do Paraná. Participarão do debate representantes de universidades, forças de fiscalização ambiental, ONGs e membros do poder público”, informou o deputado Goura (PDT), presidente da Comissão de Meio Ambiente.
O deputado disse que são necessárias ações concretas e urgentes para recuperar a Mata Atlântica e salvar a onça-pintada. “Essa espécie de grande felino foi quase dizimada nos anos 90. Foi com muito esforço e dedicação dos conservacionistas, ambientalistas e muita gente, como os moradores lindeiros ao PNI, por exemplo, que estamos conseguindo preservar e até mesmo ver a população de onças aumentar”.
Programa de conservação
“Por isso essa audiência pública vai debater a implementação de políticas públicas de proteção e conservação das espécies e as atribuições de cada esfera do Estado. O objetivo é construir diretrizes do Programa Estadual para a Conservação dos Grandes Felinos do Paraná, com estratégias de curto, médio e longo prazo”, explicou Goura.
A presença da onça-pintada na região do Parque Nacional do Iguaçu e na Serra do Mar, na Grande Reserva da Mata Atlântica, entre os estados de São Paulo e Paraná, significa, informou Goura, que essas regiões apresentam condições saudáveis, permitindo não só a sobrevivência da espécie na área, mas também a reprodução.
“Os pesquisadores explicam que por ser um animal do topo da cadeia alimentar, a onça-pintada tem um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas. E que a sua extinção traria efeitos devastadores na biodiversidade da fauna e até mesmo da flora, com consequências imprevisíveis para todos nós”.
Programação
Participam da audiência o biólogo Roberto Fusco, que trabalha no Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar de Monitoramento e Conservação; o tenente coronel Júlio César Vieira Da Rosa, comandante do Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde da PM-PR; Angela Kuczach, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) e do Instituto Manacá, onde integra a equipe coordenadora do “Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar de Monitoramento e Conservação.
Também participam a bióloga Yara de Melo Barros, coordenadora executiva do Projeto Onças do Iguaçu; a médica veterinária Rose Gasparini Mora, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros/CENAP; Fernando Tortatto, da ONG Panthera; o biólogo Leonel Carlos Anderman.
Além da coordenadora de Gestão de Recursos Naturais e Educação Ambiental da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) Fernanda Góss Braga; do diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Clovis Borges; da bióloga Marion Letícia Bartolamei Silva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e da estudante e militante socioambiental Clara Marés.
Características da onça-pintada
A onça-pintada era encontrada desde o sudoeste dos Estados Unidos até o centro-sul da Argentina e Uruguai e vivia em diversos habitats, de florestas aos semiáridos. Hoje é considerada extinta nos EUA e muito rara na América Central. Está seriamente ameaçada na América do Sul. No Brasil, ela originalmente ocupava todos os biomas.
As onças podem ser ativas durante o dia e à noite e geralmente evitam locais com atividades humanas, mas têm hábitos solitários. Se alimentam de animais de médio e grande porte, como anta, porco-do-mato, veado, tamanduá, capivara, jacaré e quati. Elas podem viver entre 12 e 15 anos em média quando livres e pesam entre 60 e 100 quilos. Machos e fêmeas só se encontram para reproduzir e têm em média dois filhotes.
Por - ALEP
O volume de grãos produzidos pelo Paraná na safra de verão 2021/2022 deve chegar a 25,61 milhões de toneladas em uma área de 6,2 milhões de hectares, segundo relatório mensal divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
Caso a expectativa se confirme, a produção será 10% superior à do ciclo 2020/21, em uma área 1% maior.
As chuvas um pouco mais regulares na maior parte do Estado permitiram avanço da semeadura das principais culturas, chegando na reta final. Assim, a safra tem perspectivas positivas e grande parte das lavouras está com boas condições, de acordo com o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
“A expectativa de produção aumentou em quase 300 mil toneladas em relação ao que se esperava no mês de outubro”, afirma. Ainda que algumas regiões necessitem de mais chuva para o desenvolvimento das plantas, o cenário está favorável para a safra paranaense de maneira geral, principalmente se o clima colaborar.
O relatório do Deral sinaliza que o Paraná deve produzir 20,98 milhões de toneladas de soja, 6% a mais do que no ciclo anterior, enquanto a primeira safra de milho pode ter um aumento de 35% na produção, chegando a 4,2 milhões de toneladas.
“Estamos na torcida para que a safra corra bem, que façamos a colheita na época certa e, com isso, o calendário permita uma boa instalação, especialmente da segunda safra de milho, importante para o abastecimento interno, para recompor estoques e manter custos sob controle”, diz Ortigara.
MILHO PRIMEIRA SAFRA – Com o plantio praticamente encerrado, a primeira safra de milho tem uma boa perspectiva e pode recompor as perdas dos últimos ciclos. Hoje, a produtividade média esperada no Paraná é de 9.750 quilos por hectare, levemente abaixo do recorde de 10 mil quilos.
O relatório deste mês estima um volume de 4,2 milhões de toneladas, 35% a mais do que na safra anterior. Já a área está estimada em 430 mil hectares, alta de 15% sobre o ciclo 2020/21, segundo o analista do Deral, Edmar Gervásio.
Embora os preços tenham apresentado queda nos últimos meses, os valores ainda estão satisfatórios. Na última semana, os produtores de milho receberam, em média, R$ 76,00 pela saca de 60 kg, valor aproximadamente 12% superior ao recebido em novembro de 2020, e 61% maior do que a média do ano passado. Com uma oferta maior do produto, após cerca de seis meses de déficit que exigiram mais importação, o mercado tende a se ajustar e os preços das proteínas animais devem equalizar.
SOJA – O ciclo 2021/22 apresenta boas condições neste período e, mesmo com o excesso de chuvas que castigou parte das lavouras no último mês, as expectativas para a safra são positivas. O levantamento de novembro apontou que já foram semeados 5,47 milhões de hectares, cerca de 97% dos 5,62 milhões estimados.
Espera-se a produção de 20,98 milhões de toneladas de soja nesta safra, estimativa que, se confirmada, supera em 6% a do ano passado, em uma área 1% maior.
Das lavouras a campo, 95% estão em boas condições, e 5% se encontram em condições médias. Os números ainda serão reavaliados no decorrer da safra. Isso porque, devido à seca, neste ano algumas regiões produtoras como Oeste, Sudoeste e Norte precisaram fazer o replantio.
Até o mês de novembro foram comercializados cerca de 8% da produção (1,72 milhão de toneladas), índice bem menor do que no mesmo período do ano passado, quando os produtores paranaenses já haviam vendido 42% do total estimado para a safra à época. Segundo o economista do Deral, Marcelo Garrido, a expectativa dos produtores por patamares maiores de preço ajuda a explicar a retração na comercialização.
Na semana passada, a saca de 60 kg de soja foi comercializada, em média, por R$ 152,00, o que representa um aumento de 3% sobre o valor recebido em 2020, de R$ 147,00. Por outro lado, é um preço menor do que o praticado nos últimos meses. Em outubro de 2021, por exemplo, a saca era comercializada por R$ 155,00, em média.
FEIJÃO PRIMEIRA SAFRA – Cerca de 99 % da área total de feijão, estimada em 140 mil hectares, está plantada. Do volume semeado, 82% apresentam boas condições e 18% condições médias. Já o volume produzido pode chegar a 276,1 mil toneladas, aumento de 7% em relação à safra anterior, enquanto a área é 8% menor.
Segundo o agrônomo do Deral Carlos Alberto Salvador, o clima no mês de novembro, quando muitas áreas estão em fase de floração, impactou o desenvolvimento da safra, com precipitações reduzidas e temperatura elevada. “Na região de Francisco Beltrão, por exemplo, 60% das lavouras estão em condições médias. Agora, dependemos do clima para ter uma boa safra”, explica.
Na semana passada, o preço médio recebido pelos agricultores foi de R$ 253,37 pela saca de 60 kg do feijão tipo cores e R$ 225,48 para o tipo preto. Segundo Salvador, o Paraná registra redução desses valores comparativamente ao primeiro semestre, principalmente pela redução do consumo.
ARROZ – As estimativas do Deral sinalizam que a produção de arroz no Paraná pode somar 150 mil toneladas de arroz na safra 2021/22. Segundo o economista Methodio Groxko, o abastecimento do mercado está normalizado, com o bom andamento da safra no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.
MANDIOCA – As condições climáticas estão favorecendo as práticas de campo, tanto na colheita quanto no plantio da safra 2021/22, segundo Groxko. A oferta de mandioca para as indústrias de fécula e de farinha continua baixa e, por isso, a demanda é complementada com o produto de outros estados. A área para a safra 2021/2022 está estimada em 128,4 mil hectares. Já a produção deve somar 2,9 milhões de toneladas. Esta posição, se confirmada, será menor em 7% na área e 10% na produção em relação à safra anterior.
Na semana de 15 a 19 de novembro, os valores pagos aos produtores foram considerados satisfatórios. Eles receberam, em média, R$ 602,00 pela tonelada de mandioca posta na indústria. Este preço é cerca de 35% maior em relação a novembro de 2020. A saca de 25 kg de fécula foi comercializada a R$ 84,00 e a saca de 50 kg de farinha crua por R$ 128,00.
A reduzida oferta de mandioca, a necessidade de reposição dos estoques de farinha e de fécula de final de ano, e a aproximação da entressafra alavancaram a subida dos preços em todos os segmentos da comercialização. Outro fator foi o aumento das vendas para o Exterior. Neste ano, houve crescimento de 50% das exportações de fécula paranaense, volume comprado principalmente pelos Estados Unidos e países do Mercosul. O Estado responde por 70% da produção nacional.
CEVADA – Nesta semana, a cultura da cevada praticamente encerrou a colheita no Estado, já atingindo cerca de 98% da área estimada em 76 mil hectares. Na região de Guarapuava, principal produtora, 95% da área está colhida.
Segundo o agrônomo do Deral Rogério Nogueira, registrou-se neste relatório uma redução de 18% no potencial produtivo da região, especialmente por conta das geadas e chuvas, mas a produção chega a 193 mil toneladas e tem boa qualidade.
No núcleo de Ponta Grossa, onde o plantio inicia em maio, a colheita já foi finalizada, e foram produzidas 88 mil toneladas de cevada. No entanto, conforme o Deral já indicava no relatório de outubro, metade desse volume não atingiu o padrão cervejeiro, devido ao excesso de chuvas durante a colheita, e deve ser destinado à ração animal.
A produção em todo o Estado está estimada em 311,2 mil toneladas de cevada, uma redução de 12% com relação ao potencial inicial, mas um volume 14% superior ao produzido no ano passado. Aproximadamente 62% da produção está comercializada. Os preços estão atraentes para os produtores. Na média de novembro, eles receberam R$ 105,00 pela saca de 60 kg, valor 23% superior ao registrado em novembro de 2020, de R$ 85,00.
TRIGO – Na safra 2020/21, o Paraná produziu 3,2 milhões de toneladas de trigo, conforme já apontava o relatório de outubro. Esse volume é quase 20% inferior ao potencial estimado no início do ciclo, mas 1% superior ao produzido na safra anterior. A área de plantio é de 1,22 milhão de hectares, 7% superior ao ano passado.
“Neste ano, tivemos mais problemas com seca e geadas comparativamente ao ano passado”, explica o agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho. Com este cenário, e se as estimativas para a safra do Rio Grande do Sul se confirmarem, o Paraná pode perder a liderança na produção nacional de trigo. Considerando os preços recebidos pelos produtores, que estão, em média, 20% melhores do que no ano passado, a safra deve fechar com um bom rendimento.
De acordo com Godinho, em dezembro serão divulgados dois indicadores importantes para a definição do futuro próximo da triticultura paranaense: a intenção de plantio de milho safrinha e a atualização dos custos de produção de trigo. “Este último tem sido fator de preocupação para os produtores de cereais do Paraná, principalmente em relação aos preços e disponibilidade de fertilizantes”, diz.
BOLETIM AGROPECUÁRIO – O Deral também divulgou nesta quinta-feira (25) o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária. Além de informações sobre as principais culturas do Estado, o documento destaca a produção de banana no município de Guaratuba, no Litoral, principal produtor paranaense em 2020. Também há informações sobre batata, cujo volume de produção esperado pode alcançar 459,9 mil toneladas. O Boletim traz ainda dados sobre as cotações e perspectivas para a pecuária de leite, sobre a exportação de mel e os custos de produção da avicultura.
Por - AEN
Quatorze praças de pedágio deixam de funcionar nesta sexta-feira, 26 de novembro, às 23h59min59s, marcando um dia histórico no Paraná: o fim da concessão de rodovias implementada em 1997.
Com o novo projeto em fase de análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU), o governador Carlos Massa Ratinho Junior determinou que o modelo atual não se estendesse no Estado para além do previsto em contrato.
Com isso, metade das praças de pedágio do Anel de Integração liberam suas cancelas já nesta sexta-feira. Elas são referentes aos lotes 1, 2 e 3. A outra metade terá seus contratos encerrados no sábado (27), também às 23h59min59s, e são referentes aos lotes 4, 5 e 6.
“Esse formato que fez tanto mal aos paranaenses não fica um segundo a mais no nosso Estado. A partir deste final de semana, nossos cidadãos podem circular livremente pelas rodovias do Anel de Integração, até que o novo modelo – com menor preço, garantia de obras e transparência na Bolsa de Valores – seja implementado”, afirmou o governador.
Os pedágios desativados nesta sexta são em Jacarezinho, Jataizinho e Sertaneja (relativos à Econorte); Arapongas, Mandaguari, Presidente Castelo Branco, Floresta, Campo Mourão e Corbélia (relativos à Viapar) e São Miguel do Iguaçu, Céu Azul, Cascavel, Laranjeiras do Sul e Candói (relativos à EcoCataratas).
No sábado, são abertas as cancelas dos pedágios de Prudentópolis/Relógio, Irati, Porto Amazonas, Imbituva e Lapa (relativos à Caminhos do Paraná), Balsa Nova, Palmeira, Carambeí, Jaguariaíva, Tibagi, Imbaú e Ortigueira (relativos à Rodonorte) e de São José dos Pinhais (Ecovia).
MANUTENÇÃO – Com o fim da atuação das concessionárias, a manutenção do pavimento e da faixa de domínio das rodovias federais retorna ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Já as rodovias estaduais ficam sob a administração do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), que promoveu um edital de licitação para conservação das estradas, dividido em cinco lotes.
As empresas vencedoras vão prestar serviços rotineiros de conservação do pavimento (remendos superficiais e profundos, reperfilagem e microrrevestimento) e serviços de conservação da faixa de domínio (controle da vegetação próxima ao pavimento, limpeza e recomposição de elementos de drenagem, e limpeza e recomposição da sinalização e dispositivos de segurança viária).
O resultado final da licitação foi divulgado no último dia 18. O valor total dos cinco lotes ficou em R$ 93.491.447,26 para execução de serviços ao longo de 730 dias (dois anos). Como há perspectiva de lançamento do novo programa de concessões rodoviárias do governo federal no ano que vem, o valor executado pode ficar abaixo do total, devido à supressão dos serviços. Para estes casos, está prevista a possibilidade de rescisão contratual, sem penalidades para as partes envolvidas.
NOVA CONCESSÃO – Atualmente o novo plano de concessões das rodovias paranaenses passa por uma análise do Tribunal de Contas da União (TCU), que avalia os estudos de viabilidade técnica e econômica para a exploração dos serviços de infraestrutura e prestação de serviços de transporte terrestre de seis lotes. Esta é a última etapa prevista antes do projeto ir a leilão na Bolsa de Valores (B3).
Segundo o cronograma da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a previsão é lançar o edital de licitação no primeiro trimestre de 2022, seguindo para o leilão no segundo trimestre e assinatura do contrato pelas empresas vencedoras do certame no terceiro.
O novo modelo de concessão das rodovias é baseado na menor tarifa, sem limite de desconto e com a garantia de obras a partir de um seguro-usuário, que será proporcional ao desconto tarifário apresentado no leilão. Com ele, a nova tarifa poderá ser até 50% mais baixa que a atual. Seu desenho foi concebido em uma parceria entre Governo do Estado, Ministério da Infraestrutura, setor produtivo e sociedade civil. As concessões serão válidas por um prazo de 30 anos e abrangem 3.368 quilômetros de estradas estaduais (35%) e federais (65%).
As obras previstas nos seis lotes formam o maior pacote de infraestrutura da América Latina, fazendo do Paraná um hub logístico para a região. O valor em investimentos, por exemplo, equivale a 120 anos de orçamento federal para rodovias aplicado somente no Paraná. Além dos R$ 44 bilhões em investimentos diretos (Capex), o pacote de concessões estima ainda outros R$ 35 bilhões destinados a custos de operação e manutenção das vias (OPEX). A maior parte dos recursos será destinada a rodovias estaduais.
Entre as principais obras previstas, estão 1.783 quilômetros de duplicação de vias, sendo que 90% do total deverá ser executado até o sétimo ano da concessão. As duplicações visam ampliar os principais corredores logísticos do Estado, criando vias mais seguras para o escoamento da produção do agronegócio até o Porto de Paranaguá. A elas somam-se ainda 253 quilômetros de faixas adicionais, 104 quilômetros de terceiras faixas e 260 quilômetros de vias marginais.
Confira abaixo todos pedágios que terão cancelas abertas a partir de sexta (26) e sábado (27):
26 de novembro às 23h59min59s
Lote 1 – Econorte
Jacarezinho – BR-369 – km 1,5
Jataizinho – BR-369 – km 126
Sertaneja – PR-323 – km 3,6
Lote 2 – Viapar
Marialva – BR-376 – km 200
Castelo Branco – BR-376 – km 148
Arapongas – BR-369 – km 178
Floresta – BR-317/369 – km 127
Campo Mourão – BR-369 – km 377
Corbélia – BR-369 – km 493
Lote 3 – Ecocataratas
Candói – BR-277 – km 388
Laranjeiras do Sul – BR-277 – km 464
Cascavel – BR-277 – km 568
Céu Azul – BR-277 – km 620
São Miguel do Iguaçu – BR-277 – km 704
27 de novembro às 23h59min59s
Lote 4 – Caminhos do Paraná
Porto Amazonas – BR-277 – km 158
Irati – BR-277 – km 249
Prudentópolis/Relógio – BR-277 – km 302
Imbituva – BR-373 – km 217
Lapa – BR-476 – km 191
Lote 5 – Rodonorte
São Luiz do Purunã – BR-277 – km 132
Ortigueira – BR-376 – km 321
Imbaú – BR-376 – km 377
Tibagi – BR-376 – km 455
Palmeira – BR-376 – km 537
Carambeí – PR-151 – km 304
Jaguariaíva – PR-151 – km 223
Lote 6 – Ecovia
São José dos Pinhais – BR-277 – km 60
Por - AEN
O Detran do Paraná, seguindo a resolução número 076 do Conselho Estadual de Trânsito (Cetran-PR), converteu 19.331 penalidades leves e médias em advertência por escrito de condutores que não tenham cometido outra infração nos últimos 12 meses.
No total do Estado, somando outros órgãos, foram convertidas em advertência por escrito 187 mil penalidades.
A medida exime o proprietário ou o condutor da pena cometida e também da pontuação na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Os números foram divulgados durante o 71º Encontro Nacional dos Detrans (END), realizado em Gramado, no Rio Grande do Sul. A resolução do Cetran-PR atende à nova Lei de Trânsito (14.071/20) e a Resolução 845/2021 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).
No Paraná, a ação, que já é destaque nacional, teve início em setembro e nos primeiros 60 dias contemplou 19 mil infratores com notificações do próprio Detran-PR e 168.302 com notificações de outros órgãos de trânsito do Estado (secretarias municipais e polícias). O sistema utilizado para buscar informações sobre as infrações destes condutores é o Registro Nacional de Infrações, o Renainf, com anuência da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
“O Paraná está muito avançado nesse quesito. Estas mais de 187 mil penalidades convertidas em advertência se deram por conta da implantação da consulta à base nacional do Renainf, que permite olhar não só as multas do próprio Estado, mas do Brasil inteiro”, disse o diretor do Departamento de Gestão da Política de Trânsito da Senatran, Eduardo Sanches.
O diretor-geral do Detran, Wagner Mesquita, explica que o autuado deve cumprir alguns requisitos para obter esta conversão, e o Detran-PR precisa saber se este condutor, naquele momento, tem alguma infração em outro órgão autuador. Esta consulta é possível por meio da base de dados nacional. “Este apoio, tanto do Cetran-PR quanto da Senatran foi fundamental para conseguirmos cumprir, com rigor, à norma”, explicou.
RESOLUÇÃO – A resolução regulamenta as regras e procedimentos para aplicação da penalidade de advertência por escrito em todos os órgãos executivos e rodoviários de trânsito estaduais e municipais do Paraná. De acordo com ela, deverá ser aplicada de ofício a penalidade de advertência por escrito para todas as infrações de natureza média ou leve, lavradas a partir do dia 12 de abril de 2021, independentemente de provocação do infrator, caso este não tenha cometido nenhuma outra infração nos últimos 12 meses.
Como explica o conselheiro do Cetran-PR, Glenio Marcelo Cogo, antes isso era uma opção da autoridade de trânsito. “Havia uma flexibilização, por parte da autoridade, de quando se realizaria ou não a conversão das multas de natureza leve e média em advertência. Agora não se trata mais de uma faculdade, ou seja, atendeu os requisitos necessários para que se estabeleça essa conversão em advertência, a autoridade é obrigada a realizar isso”, disse.
O condutor precisa ficar atento aos casos em que esta conversão não é aplicável. Se ele não for habilitado ou se for habilitado em outro país, por exemplo. Caso o proprietário do veículo pessoa jurídica receba uma infração em que cabe uma indicação de condutor e não faça a indicação, não haverá aplicação da penalidade de advertência por escrito, e ainda, além da multa originária, será aplicada também a multa NIC, por não indicação do condutor infrator.
EVENTO – O Encontro Nacional dos Detrans (END) é um evento realizado pela Associação Nacional dos Detrans (AND), periodicamente. Nesta 71º edição foram realizados, paralelamente, o 13º Fórum Nacional dos Conselhos de Trânsito (Focotran), o Fórum Permanente da Lei Seca e o Fórum de Assessoria de Comunicação. “Foi uma oportunidade para discutir ações e propostas para tornar o nosso trânsito mais seguro e a prestação do serviço público cada vez mais eficiente”, comentou o secretário nacional de Trânsito, Frederico Carneiro.
Por - AEN
A cobrança de pedágio nas rodovias do Paraná termina neste final de semana, com fim dos contratos com as concessionárias, assinados nos anos 1990.
No hiato entre esse encerramento e a nova concessão, o Governo do Estado fará a manutenção das rodovias estaduais (enquanto o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes cuidará das rodovias federais) e está contratando um serviço de atendimento com guincho. Em paralelo, uma força-tarefa organizada pela administração estadual, com apoio das forças de segurança e de equipes de atendimento de saúde, vai trabalhar para garantir a segurança dos usuários e a trafegabilidade nas pistas.
Para entender como vai ser esse novo momento, a Agência Estadual de Notícias preparou um guia para entender como vai funcionar esse período sem concessões no Paraná.
As praças vão abrir as cancelas a partir de qual horário? Todos os contratos encerram no dia 27 de novembro?
As cancelas estarão abertas a partir da meia-noite desta sexta, 26 de novembro, nos lotes 1, 2 e 3 (Econorte, Viapar e Ecocataratas), e a partir da meia-noite do dia 27 de novembro nos lotes 4, 5 e 6 (Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia). Porém, algumas obras contratadas não serão finalizadas dentro do prazo de vigência do contrato. Todas as medidas cabíveis e viáveis, no âmbito dos contratos e na esfera jurídica, estão sendo tomadas pelo DER e o Governo do Paraná, visando garantir o direito dos usuários e um encerramento com qualidade e transparência para os paranaenses.
As empresas simplesmente vão embora?
Não. Algumas empresas vão cumprir com os acordos já estabelecidos judicialmente, executando as obras não concluídas. O DER também está exigindo das empresas em cronograma de devolução dos bens, que ficarão para o Estado. Empresas contratadas pelo Governo do Estado também estão executando um levantamento patrimonial e uma auditoria de todo o período do Anel de Integração.
Como vai ficar a manutenção das rodovias estaduais e federais?
O Governo do Estado e o governo federal abriram licitações para os serviços rotineiros de conservação do pavimento (remendos superficiais e profundos, reperfilagem e microrrevestimento) e serviços de conservação da faixa de domínio (controle da vegetação próxima ao pavimento, limpeza e recomposição de elementos de drenagem, limpeza e recomposição da sinalização e dispositivos de segurança viária).
O resultado final da licitação promovida para as rodovias estaduais foi divulgado no dia 18 de novembro. O valor total dos cinco lotes ficou em R$ 93,5 milhões para a execução de serviços ao longo de 730 dias (dois anos), com a possibilidade de rescisão contratual, sem penalidade para as partes envolvidas, para os casos em que a conservação não será mais necessária com o início das novas concessões, devido à supressão dos serviços.
Os serviços estão em fase de contratação, e em breve terão seus contratos assinados e serviços disponibilizados.
Não será mesmo cobrado qualquer taxa para usar as rodovias?
A partir do dia 28 de novembro de 2021 não será cobrado nenhuma taxa para os usuários que passarem nas praças de pedágio no Estado do Paraná. A partir da nova concessão, as tarifas serão muito mais baixas que as atuais.
Como ficam os usuários de tags? Serão ressarcidos?
O uso de tag é disponível para serviços de pagamento automático, podendo ser utilizado em pedágios e estacionamentos. São serviços terceirizados por empresas intermediárias, não tendo relação direta com o encerramento das concessões. Em caso de dúvidas é necessário entrar em contato com as empresas para verificar a disponibilidade do ressarcimento ou outras formas de utilizar a tag disponível pela empresa contratada.
Em caso de acidente ou emergência médica para quem devo ligar?
O usuário deverá direcionar a chamada segundo sua ocorrência. Em caso de problemas na pista, motoristas que estiverem em rodovias federais (BR) podem ligar diretamente para o número 191, atendido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Já os usuários que circularem pelas rodovias estaduais (PR e PRC) poderão discar 198, que direciona para a Polícia Rodoviária Estadual.
Para casos de interrupção de pista e outras ocorrências, o recomendado é ligar para o 190, da Polícia Militar, que tem capilaridade para transferir as ocorrências para as instituições correspondentes.
Em situações de acidentes com vítimas, o usuário deve ligar para o número 193, do Corpo de Bombeiros, tanto em rodovia federal quanto em rodovia estadual. Os atendimentos serão realizados em parceria com a rede de Samu. Vale lembrar que o usuário deve buscar um local seguro para fazer a ligação.
As únicas rodovias que continuarão recebendo o atendimento da concessionária são as do Lote 1, cobertas pela Econorte. A exceção é consequência de um acordo firmado entre a empresa e o DER/PR. Com isso, a Econorte continuará realizando, nas rodovias que antes administrava, os serviços de guincho mecânico, de ambulâncias para atendimento pré-hospitalar, mantendo o centro de controle de operações e telefone para emergências 0800. A medida terá validade por 365 dias, devendo atender a todo o intervalo entre concessões.
Quem fará atendimento médico? Quantas ambulâncias farão o atendimento?
O Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Estado da Saúde sempre atuaram no atendimento pré-hospitalar das vítimas de acidentes rodoviários, com a mobilização das ambulâncias do Siate e do Samu, além de helicópteros.
O Samu está recebendo um reforço de 38 ambulâncias (32 unidades de suporte básico e seis unidades de suporte avançado), para atendimento prioritário das rodovias. Haverá maior reforço nas regiões em que há mais registros de acidentes e maior fluxo de veículos.
A partir de uma resolução da Secretaria de Estado da Saúde, o Estado vai repassar R$ 2,77 milhões por mês aos municípios e consórcios municipais de saúde para a contratação do serviço. Com esse reforço, a cobertura da Rede de Atenção à Urgência passa de 67% para 95% do território paranaense.
Além das 38 novas bases do Samu, o Siate também será reforçado 14 novas bases.
Como funcionará o serviço de guincho?
Neste primeiro momento, de forma emergencial, a remoção dos veículos para desobstrução das pistas em casos de acidentes será feita pelos 94 guinchos da Polícia Militar. O DER/PR lançou um edital para contratação dos serviços de guincho leve e pesado, que estarão disponíveis em todas as rodovias do Anel de Integração pelo período de um ano. Quando a situação é de falha elétrica ou mecânica do veículo, a responsabilidade pela remoção será do usuário.
A nova contratação terá serviços de guincho leve e pesado, para desobstrução de pista e remoção de veículos, e operações de atendimento mecânico, como troca de pneus, carga elétrica, entre outras. O edital prevê também a inspeção de tráfego, com equipes específicas para percorrer 100% da malha do Anel de Integração ao menos três vezes ao dia, verificando a necessidade de assistência aos usuários, inspecionando as pistas e participando ativamente na ocorrência de neblina, incêndios, acidentes e outras situações, providenciando sinalização de emergência, desvios de tráfego e demais apoios.
Também serão realizados serviços de apoio ao Corpo de Bombeiros no combate a incêndios nas áreas próximas às rodovias, com fornecimento de caminhões pipa; e atendimento a incidentes com animais soltos nas pistas, com orientação aos usuários e a captura e transporte dos animais utilizando equipamento apropriado, como caminhão boiadeiro.
Haverá atendimento para panes mecânicas, pneus furados, falta de gasolina?
Não. Nestes casos, a responsabilidade será do usuário. A PRF está com uma campanha em suas redes sociais para orientar os motoristas sobre os procedimentos de sinalização para esses casos.
Quem vai cuidar do atendimento de animais?
O Governo do Paraná tem uma rede de parcerias com Centros de Triagem e Atendimento aos Animais Silvestres (Cetas) e Centros de Atendimento aos Animais Silvestres (Cafs). São cinco espaços já em atuação e outros três em fase final de estruturação, em todo o Estado, que recebem recursos, mediante convênio, e auxiliam a proteger e cuidar da fauna.
Com o fim dos contratos dos pedágios, o encaminhamento dos animais resgatados nas rodovias, trabalho que antes contava com apoio das concessionárias, será de responsabilidade do Estado e do governo federal.
O Instituto Água e Terra e o Departamento de Estradas de Rodagem já contam com o apoio de outros órgãos para o resgate de animais, como prefeituras, o Batalhão de Polícia Ambiental-Força Verde e a Polícia Rodoviária Federal.
A licitação que prevê a contratação de guinchos para o Anel de Integração, anunciada nesta quinta-feira, prevê também atendimento a animais soltos na pista. As empresas deverão providenciar a apreensão dos de pequeno e médio porte e orientação dos usuários. Não haverá prejuízo nesse atendimento.
Com a saída das concessionárias, como fica a estrutura das praças de pedágio? Como será a manutenção e a segurança desses imóveis?
As praças de pedágio ficarão desativadas até que o novo modelo de concessão seja implementado. Até lá, o patrulhamento dos locais será de responsabilidade da Polícia Rodoviária Federal para as estradas federais (BR) e da Polícia Militar para as estradas estaduais (PR).
E como fica o fluxo do tráfego de veículos nas praças de pedágio?
Ao transitar pelas praças de pedágio, os veículos não vão mais passar pelas cancelas das pistas centrais, e sim pelas suas laterais — desviando da infraestrutura do pedágio em si. As pistas centrais, onde ficam as cabines, terão o tráfego bloqueado em ambos os sentidos. Para isso, será instalada uma nova sinalização.
A nova canalização de tráfego será implantada pelas concessionárias e operada pelas Polícia Rodoviária Federal e Polícia Rodoviária Estadual, articuladas pela Secretaria Estadual de Segurança Pública.
A Polícia Rodoviária Estadual e a Polícia Rodoviária Federal terão um reforço no efetivo para realizar esses trabalhos?
Haverá um reforço no efetivo tanto nas forças federais como nas estaduais. Na Polícia Militar e no Corpo de Bombeiros, o efetivo contará com cerca de 700 oficiais a mais em regime de extrajornada. Os oficiais desta força-tarefa serão todos voluntários remunerados na escala da extrajornada, sem prejuízo ao policiamento ostensivo dos municípios. No caso da Polícia Rodoviária Federal, também está previsto o aumento de equipes, podendo chegar a uma ampliação de 100% do efetivo nos pontos mais críticos.
Como ficam os equipamentos que serão entregues pelas concessionárias? Eles serão utilizados?
Além das empresas contratadas para fazer esse levantamento detalhado, o Governo do Estado já iniciou o levantamento prévio dos equipamentos e veículos das concessionárias, que com o fim das concessões serão patrimônio do Estado. Entre os itens, estão veículos como ambulâncias e guinchos leves e pesados, que só poderão ser utilizados após o processo de inventário e inserção no patrimônio do Estado. O mesmo vai ocorrer com relação às câmeras de monitoramento nas praças. DER/PR e PRF vão assumir as praças e inventariar os equipamentos. Uma avaliação efetiva só pode ser realizada após o fim dos contratos.
Como ficam as câmeras de segurança?
A viabilização da operação das câmeras de segurança será avaliada após o trabalho de levantamento dos equipamentos das concessionárias e sua inserção no patrimônio do Estado. A expectativa é que o Dnit e a PRF possam assumir a operação das câmeras das rodovias federais, e que o DER/PR assuma o equipamento das rodovias estaduais.
Tarifas de transporte intermunicipal terão preço reduzido com fim dos pedágios?
Sim. Todas as linhas que cruzam praças de pedágio terão seu preço ajustado pelo DER/PR.
No caso das linhas intermunicipais metropolitanas do Interior do Estado, o valor do pedágio é calculado em função do número de eixos do veículo e de passageiros transportados, estando incluso no valor da tarifa básica. O DER/PR está encaminhando às empresas as novas tabelas com os preços das passagens, descontado os custos com pedágios.
No caso das linhas rodoviárias padrão, o valor não está embutido na tarifa básica cobrada, bastando as empresas deixarem de cobrar o valor do pedágio no ato da venda da passagem.
Por - AEN














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