Um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) aponta que 142 municípios do Paraná não registraram óbitos por Covid-19 em julho, cerca de 35,5% dos 399. Outras 89 cidades tiveram um óbito (22,3%) e 42 municípios (10,5%) dois óbitos. Apenas 36 municípios tiveram mais de 10. Ao todo, 1.999 mortes foram notificadas pela doença no mês passado em 257 cidades.
Em números absolutos, desde fevereiro deste ano o Paraná não registrava menos de 2 mil óbitos no espaço de um mês. Já com relação aos municípios, somente em janeiro o Estado registrou mais de 140 cidades sem notificações, ou seja, seis meses atrás. Os dados são baseados na data de ocorrência das mortes e foram analisados nesta segunda-feira (2).
Além desse recorte, o número de óbitos ocorridos em julho é 58,5% menor que as notificações de junho, quando o Paraná registrou 4.819 mortes por Covid-19. A tendência de queda, conforme o avanço da imunização, também é percebida pela redução de 55% na média móvel de mortes (comparativo com duas semanas atrás) e pela oitava semana epidemiológica seguida com remissão, o que significa que há oito semanas o número de óbitos é menor do que os sete dias exatamente anteriores.
"Os dados apontam para um novo momento da pandemia. O Paraná já aplicou 8 milhões de doses contra a Covid-19, tem 70% da população adulta e mais de 50% da população geral imunizadas com ao menos uma dose. Isso implica em queda nos internamentos, nos óbitos e nas manifestações mais graves da doença. Mesmo assim, precisamos continuar os cuidados e aumentar a vacinação, principalmente com o ciclo completo", disse o secretário estadual de Saúde, Beto Preto.
As cidades com mais óbitos em julho foram Curitiba (336), Londrina (125), Maringá (108), São José dos Pinhais (60) e Cascavel (57). Os dados acumulados do monitoramento da doença mostram que o Estado soma 1.376.711 casos confirmados e 35.086 óbitos.
2021 – Segundo o balanço, três municípios paranaenses não registraram nenhuma morte por Covid-19 este ano: Boa Esperança do Iguaçu, no Sudoeste do Estado, e Guaporema e Mirador, no Noroeste. Uma cidade (Boa Esperança do Iguaçu) ainda não registrou óbitos desde o começo da pandemia (março de 2020). Ela faz parte da 8ª Regional de Saúde, de Francisco Beltrão, possui 2.470 habitantes e registra, até agora, 181 casos confirmados de Covid-19.
Guaporema, na 13ª Regional de Saúde, de Cianorte, tem 2.241 habitantes. Até agora, o município registrou 246 casos e quatro óbitos, nenhum este ano. Mirador, na 14ª Regional de Saúde, de Paranavaí, possui 2.196 habitantes e notificou, até agora, 183 casos e uma morte.
O Paraná também tem outras cidades que estão há algum tempo sem óbitos. São Pedro do Paraná, na 14ª Regional de Saúde, de Paranavaí, no Noroeste do Estado, tem um óbito notificado em 26 de janeiro. Rancho Alegre, no Centro-Oeste, não registra mortes por Covid-19 desde março. Três municípios não registram óbitos desde abril: Goioxim, Maria Helena e Paranapoema.
Nos últimos três meses (maio, junho e julho), além desses, outros nove municípios paranaenses não registraram óbitos: Braganey, Corumbataí do Sul, Francisco Alves, Itaguajé, Ivaté, Jardim Olinda, Perola D’Oeste, Pinhal de São Bento e Planaltina do Paraná.
Segundo a Secretaria de Saúde, o balanço aponta com clareza os impactos da segunda onda da pandemia no começo do ano, com a chegada da variante amazônica, mais contagiosa, num momento de vacinação incipiente. Entre março e junho, por exemplo, mais de 320 municípios registraram dias de luto, enquanto julho aponta para momento de freio na pandemia.
"Os dados indicam novamente para os efeitos da vacinação, que é o nosso melhor remédio contra a pandemia. O primeiro semestre foi realmente complicado, passamos por momentos de restrições mais severas, mas a expectativa é grande para os próximos meses. Queremos que as cidades paranaenses estejam cada vez mais protegidas e preparadas para a retomada da economia", acrescentou Beto Preto.
JULHO – Não registraram óbitos em julho: Altamira do Paraná, Alto Paraíso, Alto Paraná, Alvorada do Sul, Amaporã, Anahy, Ariranha do Ivaí, Assaí, Atalaia, Barra do Jacaré, Barracão, Bituruna, Boa Ventura de São Roque, Bom Jesus do Sul, Bom Sucesso, Borrazópolis, Braganey, Brasilândia do Sul, Cafeara, Cafezal do Sul, Campina da Lagoa, Campina do Simão, Cantagalo, Capanema, Carambeí, Carlópolis, Catanduvas, Centenário do Sul, Coronel Domingos Soares, Corumbataí do Sul, Cruz Machado, Cruzeiro do Iguaçu, Cruzeiro do Sul, Cruzmaltina, Diamante D'Oeste, Douradina, Enéas Marques, Esperança Nova, Espigão Alto do Iguaçu, Farol, Fênix, Figueira, Flor da Serra do Sul, Floraí, Florestópolis, Flórida, Francisco Alves, Godoy Moreira, Goioxim, Guairaçá, Guapirama, Guaporema, Guaraci, Guaraqueçaba, Honório Serpa, Imbaú, Itaguajé, Itaúna do Sul, Ivaté, Janiópolis, Japira, Jardim Olinda, Jesuítas, Jundiaí do Sul, Jussara, Lindoeste, Lobato, Lunardelli, Lupionópolis, Manfrinópolis, Manoel Ribas, Maria Helena, Marilândia do Sul, Marumbi, Mato Rico, Mauá da Serra, Mirador, Miraselva, Munhoz de Melo, Nova Aliança do Ivaí, Nova América da Colina, Nova Esperança do Sudoeste, Nova Fátima, Nova Laranjeiras, Nova Tebas, Paranacity, Paranapoema, Pato Bragado, Paula Freitas, Paulo Frontin, Pérola, Pérola d'Oeste, Pinhal de São Bento, Pinhão, Pitangueiras, Planaltina do Paraná, Porto Amazonas, Porto Barreiro, Porto Rico, Porto Vitória, Prado Ferreira, Quatro Pontes, Querência do Norte, Quinta do Sol, Ramilândia, Rancho Alegre, Renascença, Rio Azul, Rio Bonito do Iguaçu, Roncador, Sabáudia, Salto do Itararé, Salto do Lontra, Santa Cecília do Pavão, Santa Fé, Santa Lúcia, Santa Maria do Oeste, Santo Antônio do Caiuá, Santo Antônio do Paraíso, São Carlos do Ivaí, São João, São João do Triunfo, São Jorge do Patrocínio, São José das Palmeiras, São Manoel do Paraná, São Miguel do Iguaçu, São Pedro do Paraná, São Sebastião da Amoreira, Sapopema, Sertaneja, Sulina, Tapira, Teixeira Soares, Tijucas do Sul, Tunas do Paraná, Tuneiras do Oeste, Tupãssi, Uniflor, Uraí, Ventania, Virmond e Xambrê.(Com AEN).
O Paraná vem fortalecendo sua economia com a atração de investimentos privados no setor industrial, trabalho que fomenta cada vez mais a geração de emprego e renda, mesmo com um quadro de pandemia que já dura um ano e meio. Esse trabalho é diário e também leva em conta encontros internacionais, como o Paraná Day no México, em julho, com a presença do governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Um levantamento da Invest Paraná, agência responsável pela prospecção de novos negócios e atração de empresas, estima que mais de R$ 50 bilhões de investimentos já foram atraídos desde 2019, com geração de mais de 60 mil empregos (diretos e indiretos).
"Atrair investimentos é o que nos move porque é o que gira a economia, possibilita a geração de emprego, que é a melhor política social que existe. Estamos investindo em infraestrutura para que o Paraná seja um hub logístico da América do Sul e o mercado tem percebido esse movimento", afirmou o governador Ratinho Junior. "Além disso, temos o melhor ambiente para empresas, com processos desburocratizados, o que já é destaque nacional".
Nestes investimentos gerais entram os acordos firmados no âmbito do programa de incentivos fiscais do Estado, vinculado à Secretaria de Estado da Fazenda, e aqueles que receberam atendimento para entender o Paraná e o perfil dos municípios, conhecer os projetos governamentais em infraestrutura, como a nova concessão rodoviária ou a Nova Ferroeste, e se encaixar em cadeias produtivas já estabelecidas.
“O nosso papel é fazer a conexão entre o setor privado e o público. Nossa linha de atuação é para deixar o terreno o mais tranquilo possível”, afirmou o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin. A agência é vinculada à Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest).
Só no setor industrial, por meio do Programa Paraná Competitivo, o Estado soma R$ 17,1 bilhões em investimentos com concessão de tratamentos tributários diferenciados desde 2019, não sendo todos os anúncios cobertos pela concessão de benefício fiscal.
“O Paraná Competitivo tem como objetivo tornar o Estado mais atrativo para novos empreendimentos”, esclarece o secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior. As regiões de Ortigueira, Guarapuava, São José dos Pinhais, Ponta Grossa, Castro e Palotina concentram grande parte dos investimentos.
Os tratamentos tributários diferenciados mais comuns às fábricas instaladas foram diferimento e suspensão de ICMS nas aquisições de energia elétrica e gás, dilação de prazo para recolhimento de parte do imposto devido, transferência de crédito de ICMS, crédito presumido em operações de “e-commerce” e redução na base de cálculo nas saídas de QAV - Querosene de Aviação.
EXEMPLOS – Alguns exemplos de parcerias bem sucedidas desde 2019 foram com a Klabin, com R$ 12,9 bilhões projetados na expansão do Projeto Puma II, em Ortigueira, e de capacidade no segmento de papéis para embalagem; a Maltaria Campos Gerais, de R$ 3 bilhões, que reúne seis cooperativas em torno de um projeto para aproximar o Brasil da autossuficiência na produção de malte; a TatraBras, montadora de caminhões da República Tcheca, com R$ 102 milhões; e a Ambev, com R$ 385 milhões, para ampliar a produção de refrigerantes e da linha de cervejas puro malte.
Também entram nesse resultado anúncios recentes como a Dunlop/Sumitomo, de R$ 1 bilhão, para dobrar a capacidade de produção de pneus em Fazenda Rio Grande; a BRF, com aporte de R$ 18 milhões para modernizar uma fábrica de margarinas no Litoral; e a Tirol, com R$ 152 milhões, na primeira planta construída fora de Santa Catarina.
Dentro desse contexto o Paraná também começou a formar um "clube dos maiores" e terá, nos próximos anos, a maior fábrica de empanados e salsichas do mundo, em Rolândia; a maior fábrica de queijos do País, em São Jorge D'Oeste; as maiores processadoras de tilápias, em Nova Aurora e Toledo, no Oeste; e o maior frigorífico de suínos da América Latina, em Assis Chateaubriand.
FAZENDA – O Estado do Paraná também vem adicionando novas modalidades de tratamento tributário diferenciado, buscando dar melhores condições às empresas que se propõem a investir no Estado, como a instituição do crédito presumido voltado para as operações com produtos importados destinados à revenda, que, aliado à posição geográfica do Paraná, tem sido objeto de muita procura por empresas que desejam utilizar a estrutura portuária e logística para suas operações.
Foram criadas condições diferenciadas para empresas que se instalem em municípios de baixo IDH. Essas empresas podem, além dos tratamentos ofertados às demais, receber créditos em transferência para abater até 100% dos débitos de ICMS gerados com o novo investimento.
“Apesar de um momento de incerteza, gerado pela pandemia, o Paraná tem se tornado um dos estados com maior quantidade de novos investimentos. 2021 vem demonstrando um crescimento na sondagem de empresas interessadas em investir no Estado”, ponderou Garcia Junior.
Em tempos de dificuldades para o comércio em função da pandemia da Covid-19, o Governo do Estado também vem promovendo alterações no programa de incentivos para garantir maior competitividade a empresas paranaenses.
Outra modificação diz respeito à prorrogação do prazo para que empresas que atuam exclusivamente no e-commerce possam pleitear o benefício de crédito presumido, o que reduz a carga efetiva do ICMS nas vendas interestaduais efetuadas nesta modalidade. Esse tratamento colocou o Paraná na vanguarda como um dos melhores para empresas do segmento no País.
O benefício, que venceria em dezembro de 2020, foi estendido até dezembro de 2022 e também reduziu o valor do investimento exigido para que as empresas possam se enquadrar no programa. Agora, o investimento deve ser de, no mínimo, R$ 360 mil. Anteriormente, como não havia um limite específico, exigia-se o que era determinado no Paraná Competitivo como regra geral, o valor de R$ 3,6 milhões.
PARANÁ COMPETITIVO – O Paraná Competitivo é um dos principais atrativos para investimentos do Estado. Ele foi criado para reinserir o Paraná na agenda dos investimentos nacionais e internacionais e contempla uma série de medidas, como a dilação de prazos para recolhimento do ICMS, incentivos para melhoria da infraestrutura, comércio exterior, desburocratização e de capacitação profissional, com objetivo de tornar o Estado mais atrativo para novos empreendimentos.
Os incentivos pleiteados pelas empresas são avaliados de forma técnica pela Invest Paraná e pela Assessoria Econômica da Secretaria da Fazenda, em parecer que leva em conta as prioridades do Estado, como tipo do investimento, setor econômico, número de empregos gerados, impactos econômicos, sociais e de meio ambiente, adensamento da cadeia produtiva e grau de inovação, além de avaliar a condição fiscal e econômica do interessado, bem como sua condição financeira com vista à efetivação do investimento.
Após a avaliação técnica a Secretaria da Fazenda decide sobre a concessão ou não dos incentivos, bem como o prazo de vigência, encaminhando, quando necessário, os protocolos de intenções para assinatura do governador do Estado e das empresas interessadas. (Com AEN)
O Governo do Paraná oficializou nesta segunda-feira (2) dois protocolos de intenções com o governo federal que buscam fortalecer a garantia dos direitos das crianças e dos adolescentes no Estado. Os documentos foram assinados durante uma visita da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, a Curitiba e Paranaguá, no Litoral, acompanhada do vice-governador Darci Piana.
O primeiro protocolo lança no Paraná o programa Criança Protegida, que promove uma formação continuada para 500 agentes do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGD). A iniciativa melhora o atendimento e a proteção da criança e do adolescente que tiveram seus direitos violados. O programa é voltado a servidores, colaboradores, educadores sociais e outros profissionais que integram o sistema.
“Este é um dia muito importante para o Paraná, principalmente na questão da preparação das pessoas que possam dar o suporte necessário ao atendimento de crianças e adolescentes em vulnerabilidade. Esperamos que esse plano seja colocado em prática com a devida urgência e que a gente possa ajudar cada vez mais as crianças do Paraná contra os maus tratos”, afirmou Darci Piana.
“Esse programa vem para capacitar os agentes de Estado e os agentes municipais que estão na ponta cuidando e lidando com as crianças. É um passo importante para o ministério junto ao Paraná”, disse a ministra.
A expectativa é iniciar os trabalhos dentro de poucas semanas através de um diagnóstico do SGD do Estado. Na sequência, o ministério realiza a formação dos atores do sistema e encaminha um relatório de recomendações baseado na realidade local. Além do Paraná, os únicos estados atendidos pelo programa são Amazonas e Santa Catarina.
CENTRO INTEGRADO – A segunda iniciativa formalizada pela comitiva federal garante a criação do primeiro Centro de Atendimento Integrado para Crianças e Adolescentes Vítimas de Violências no Paraná. O espaço será um dos primeiros do tipo no Brasil, e vai reunir, em um único local, todos os serviços necessários para atender crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violências.
A iniciativa é uma parceria conjunta entre os governos federal, estadual e municipal.
O objetivo do centro é tornar o processo mais eficaz e menos traumático para as vítimas. O secretário nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício Cunha, explicou que normalmente uma criança precisa repetir de oito a dez vezes o que aconteceu para que se cumpra o ciclo de responsabilização do agressor.
“Cada vez que isso acontece, a criança tem que reviver o que aconteceu, e isso é uma forma de violência institucional”, explicou o secretário. Além da institucional, o Brasil tem três outros tipos de violência contra crianças tipificados pela Lei 13.431/2017: física, psicológica e sexual.
“O Centro Integrado coloca todos os serviços de apoio à criança vítima de violência no mesmo espaço. Com isso, ela vai falar apenas uma vez, e as informações vão estar disponíveis de forma integrada em uma espécie de prontuário eletrônico com diferentes níveis de acesso. O juiz, o conselho tutelar, a área da saúde, todos vão ter acesso aos dados da criança”, acrescentou Cunha.
O primeiro centro integrado do Estado será instalado em Paranaguá, no Litoral. A comitiva ministerial visitou a cidade durante a manhã para firmar com a prefeitura uma parceria para elaboração de um estudo que vai nortear a ação, criando os fluxos de informação e procedimentos de funcionamento integrado. A expectativa é que o estudo seja entregue em até três meses, e que até o fim do ano o centro possa estar em funcionamento.
Através da Secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), o Governo do Estado vai destinar R$ 1,6 milhão para a criação do centro. Os recursos são do Fundo da Infância e foram aprovados pelo Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca).
O secretário da Sejuf, Ney Leprevost, destacou que o Paraná prioriza as crianças em suas políticas públicas, e que tanto as parcerias municipais como as federais resultam em ações positivas e produtivas. “Ninguém quer que uma criança sofra violência, temos que prevenir, combater e até caçar esses criminosos. Mas infelizmente ainda existe essa realidade nefasta no Brasil, e Paranaguá vai ser referência e se tornar um local especializado para proteger essas crianças”, afirmou o secretário.
“Esse pontapé inicial para criar um centro pioneiro para o Brasil saindo da cidade-mãe de todos os paranaenses é motivo de orgulho. No máximo até o fim do ano queremos inaugurar esse centro que vai comportar, no mesmo espaço, secretarias de saúde, de educação, de assistência social, conselho tutelar e poder judiciário, justamente para proteção das nossas crianças de Paranaguá”, disse o prefeito de Paranaguá, Marcelo Elias Roque.
VEÍCULOS – Além dos protocolos de intenção, o MMFDH também anunciou a entrega de 30 veículos a conselhos tutelares. O investimento nos veículos foi de R$ 2,2 milhões, viabilizados por emendas parlamentares. O Paraná possui, no total, 395 conselhos tutelares.
“Estamos equipando os conselhos tutelares e dando a eles capacidade, condições de atender melhor e mais rápido as crianças vítimas de violência”, lembrou Damares Alves.
Os municípios contemplados pelos veículos serão Ampére, Andirá, Califórnia, Campo Bonito, Carambeí, Cerro Azul, Chopinzinho, Contenda, Fênix, Francisco Beltrão, Ibema, Iretama, Jardim Alegre, Lobato, Mandaguari, Maringá, Matelândia, Mauá da Serra, Medianeira, Nova Santa Bárbara, Ouro Verde do Oeste, Pinhão, Presidente Castelo Branco, Rio Branco do Sul, Salto do Lontra, Santa Amélia, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, São Jorge D’Oeste e São Miguel do Iguaçu.
MULHERES – A agenda também incluiu uma visita da comitiva ministerial à Casa da Mulher Brasileira (CMB), em Curitiba. Parte do programa federal Mulher Segura e Protegida, o espaço concentra os diversos serviços públicos destinados às mulheres em situação de violência - como atendimentos especializados de saúde, de justiça, socioassistencial e de promoção da autonomia financeira.
A casa já realizou mais de 9,5 mil atendimentos somente em 2021. Em 2020, foram 24,3 mil. Segundo o MMFDH, o governo federal já empenhou mais de R$ 4,1 milhões do orçamento para políticas para mulheres no Paraná desde 2019.
PRESENÇAS – Participaram do evento a primeira-dama do Paraná e presidente do Conselho Estadual de Ação Solidária, Luciana Saito Massa; o secretário estadual de Segurança Pública, Romulo Marinho Soares; o secretário estadual do Planejamento e Projetos Estruturantes, Valdemar Bernardo Jorge; o superintendente geral de Diálogo e Interação Social, Mauro Rockenbach; a secretária nacional de Políticas para as Mulheres, Cristiane Britto; a diretora do Departamento de Enfrentamento de Violações aos Direitos da Criança e do Adolescente, Maria Leolina Couto; a diretora do Departamento de Promoção e Fortalecimento dos Direitos da Criança e do Adolescente, Luciana Danta da Costa Oliveira; os deputados federais Aline Sleutjes e Vermelho; os deputados estaduais Cobra Repórter, Gilson de Souza, Delegado Fernando Francischini e Ricardo Arruda; o vice-prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel; as vereadoras de Curitiba Tânia Guerreiro e Flávia Francischini; e representantes de entidades vinculadas ao Conselho Tutelar de outros órgãos. (Com AEN)
Um dos trechos mais movimentados da BR-277, em Cascavel, na Região Oeste, começou oficialmente a ser requalificado. O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta segunda-feira (2) do lançamento da pedra fundamental das obras de duplicação da rodovia.
O projeto consiste na ampliação de 5,81 quilômetros da via, do km 574,4 ao km 580,2, entre o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Ferroeste. A intervenção integra o convênio entre o Governo do Estado e a Itaipu Binacional e foi contratada pelo valor de R$ 48.009.661,88.
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) será o responsável pela obra, cujo prazo de conclusão é de 14 meses, em setembro de 2022.
“Esse trecho sempre foi complicado, com problemas de acidentes e falta de segurança. Há muito tempo que Cascavel e a Região Oeste precisavam dessa duplicação. Um investimento do Governo do Paraná em parceria com a Itaipu Binacional que vai mudar a vida de muita gente", afirmou Ratinho Junior.
A intervenção na BR-277 começou em frente à Ferroeste com serviços preliminares, ensaios de caracterização dos materiais, limpeza da camada vegetal, instalação do canteiro de obras, levantamento topográfico e serviços de terraplenagem.
“Ações pensadas pelo Governo do Estado, fruto de um planejamento que busca transformar o Paraná no hub logístico da América do Sul. Estamos transformando a infraestrutura não só da Região Oeste como de todo o Estado. Seremos, cada vez mais, o Estado mais moderno, inovador e sustentável do País”, disse Ratinho Junior.
“É um dia histórico e de muita emoção para todos os moradores de Cascavel. A cidade só pode agradecer e destacar as ações do Governo do Estado. São mais de R$ 200 milhões de investimentos na cidade”, acrescentou o prefeito do município, Leonaldo Paranhos.
Além da duplicação da rodovia, explicou o secretário de Estado da Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, também será pavimentada a via marginal esquerda do km 581,7 ao km 583,3, em uma extensão de 1,56 quilômetro, executado um viaduto no km 575,1, no acesso para a Ferroeste, e outro viaduto no km 580, onde será implantada uma variante da PR-180.
Ações que, ressaltou, terão impacto direto na mobilidade urbana em Cascavel. “A determinação do governador Ratinho Junior é para que se avance na infraestrutura. E, para nós, vir aqui e lançar a pedra fundamental da obra com as máquinas já trabalhando é algo grandioso. Sai do discurso para a prática”, ressaltou Sandro Alex.
Ele lembrou que a duplicação da BR-277 acompanha a obra de readequação do Trevo Cataratas, também em Cascavel. O local é um ponto de interseção em nível que reúne as rodovias BR-369, ligação com Maringá; a BR-277, sentido Guarapuava e sentido Foz do Iguaçu; a BR-467, em direção a Toledo; e a Avenida Brasil, principal via de acesso a Cascavel. Cerca de 45 mil veículos circulam pelo trevo diariamente.
Propostas para ampliar rodovia entre Iguaraçu e São Paulo já estão em análise
“Vai resolver o maior gargalo logístico do Paraná, que conseguimos priorizar dentro do acordo de leniência entre a concessionária que administra o trecho e o Ministério Público Federal”, destacou o secretário.
SHOW RURAL – Diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli destacou que a obra terá impacto direto também na realização de um dos maiores eventos do setor do agronegócio: o Show Rural Coopavel. Em sua última edição a feira atraiu mais de 300 mil pessoas para Cascavel.
“É uma luta nossa desde 2000 por essa duplicação, quando o evento atraía cerca de 95 mil pessoas. Hoje o Paraná e a Região Oeste são as vitrines do agronegócio do País e com essa obra teremos um ótimo cartão de visitas", disse.
“Todo mundo conhece a importância e a grandiosidade internacional do Show Rural, uma feira aqui de Cascavel que movimenta a região. É inconcebível que as pessoas tivessem tanta dificuldade de acesso ao evento justamente pela falta dessa duplicação”, afirmou Ratinho Junior.
MODAIS – O alargamento do trecho reforça a interligação entre os modais rodoviário e ferroviário, já que a duplicação da rodovia será até a entrada da Ferroeste, com impacto significativo no escoamento da safra, finalizando um corredor que começa no Mato Grosso do Sul e passa cidades paranaenses como Marechal Cândido Rondon e Toledo, além de Cascavel.
Ferroeste que também será ampliada e modernizada. O projeto, estimado em mais de R$ 20 bilhões, vai unir por trilhos Maracaju (MS) ao Porto de Paranaguá, com estimativa de ser encaminhado para a Bolsa de Valores para concessão no começo do próximo ano.
“Planejamento para tirar do papel obras impactantes que vão mudar a história do Paraná. A Nova Ferroeste é mais uma delas", disse Sandro Alex.
Fase de obras da revitalização em concreto da PRC-280 deve iniciar em agosto
CONVÊNIO – Os recursos para a obra integram o convênio entre a Itaipu Binacional e o Governo do Estado, por meio da Secretaria estadual de Infraestrutura e Logística, sendo o DER/PR a unidade executora.
Convênios semelhantes estão garantindo mais obras para a região, como a implantação da nova Ponte da Integração Brasil-Paraguai, a duplicação do Contorno Oeste de Cascavel, a duplicação da Rodovia das Cataratas e a implantação de estrada municipal entre Ramilândia e Santa Helena.
“A Itaipu Binacional vai além da produção de energia, que é o nosso principal produtos. A usina tem um papel importante no desenvolvimento e na integração nacional. Poder apoiar uma obra como essa que vai melhorar a logística, a fluidez e a segurança desse ponto importante da Região Oeste do Paraná nos enche de orgulho”, afirmou o diretor técnico executivo da Itaipu, Celso Torino.
PRESENÇAS – Participaram do evento o secretário de Estado da Administração e Previdência, Marcel Micheletto; o diretor-presidente do DER/PR, Fernando Furiatti; os deputados estaduais Gugu Bueno, Márcio Pacheco, Coronel Lee e Soldado Adriano José; o vice-prefeito de Cascavel, Renato Silva; e o presidente da Câmara de Vereadores de Cascavel, Alécio Espínola; além de lideranças políticas e empresariais da região. (Com AEN)
O Paraná ultrapassou neste final de semana a marca de 8 milhões de doses aplicadas contra a Covid-19. Foram, de acordo com o Vacinômetro nacional, 8.072.602, sendo 5.760.300 primeiras doses e 2.312.306 segundas doses ou doses únicas (ciclo completo). Com esse número, o Estado alcança 69,5% da população adulta vacinada com ao menos uma aplicação e 26,5% já protegida contra as formas mais graves da doença.
Neste 2 de agosto, o Paraná é o quinto estado que mais vacinou em números absolutos (quantidade de doses aplicadas). Também é o terceiro que mais imunizou com a primeira dose a sua população (atrás de São Paulo e Rio Grande do Sul) e quinto que mais imunizou de maneira definitiva (duas doses ou dose única) os seus habitantes (depois de Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, São Paulo e Espírito Santo), segundo o consórcio dos veículos de imprensa.
A previsão do Governo do Estado é que toda a população adulta receba ao menos uma dose até o final de setembro, atingindo os 80% em cerca de um mês, até o fim de agosto. Ainda não há previsão de aplicação em menores de 18 anos.
Alguns grupos já completaram a cobertura vacinal, que é atingida após a aplicação das duas doses ou da vacina de dose única. Os profissionais da saúde estão 100% imunizados, assim como praticamente todo o público com 65 anos ou mais. Entre a população indígena, 86,7% receberam as duas doses, além de 64,7% das pessoas com idade entre 60 e 64 anos.
A população geral, com idade entre 18 e 59 e que não estava contemplada nos grupos prioritários, é o público que mais recebeu vacinas, com 2.578.713 doses aplicadas. É seguido pela faixa dos 60 aos 64 anos (870.380), de 65 a 69 anos (825.121), trabalhadores da saúde (778.208), pessoas de 70 a 74 anos (608.306), comorbidades (575.321), com 80 anos ou mais (446.533) e com idade entre 75 e 79 anos (412.280).
As cidades que mais vacinaram, em números absolutos de doses aplicadas, foram Curitiba (1.414.948), Londrina (409.878), Maringá (383.334), Cascavel (234.487), Ponta Grossa (209.084), Foz do Iguaçu (205.497), São José dos Pinhais (171.226) e Colombo (141.475). De acordo com o Ranking da Vacinação, 55 municípios do Paraná já imunizaram mais de 60% de sua população com ao menos uma dose.
MÉDIA – Julho encerrou com a melhor média de vacinação contra a Covid-19 no Paraná. Foram 71.773 por dia, contra 62.916 em junho, 49.276 em abril, 34.358 em maio, 32.185 em março, 9.309 em fevereiro e 10.412 em janeiro (15 dias). Em seis dias de julho o Estado ultrapassou a marca de 100 mil aplicações. O recorde ainda é 22 de abril, com 176.153. (Com AEN)
O governador Carlos Massa Ratinho Junior e o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Ademar Traiano, oficializaram nesta segunda-feira (2), em cerimônia no Palácio Iguaçu, a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui a modalidade de autorização na infraestrutura.
É uma pequena mudança na Constituição do Paraná que deve desencadear uma grande transformação econômica no Estado. A partir dela, uma empresa interessada em construir uma linha férrea vai percorrer um caminho mais rápido e menos burocrático no relacionamento com a administração pública, podendo receber do Governo um parecer positivo para um projeto próprio, sem processo licitatório, desde que em conformidade com a legislação ambiental.
“Esse modelo autorizativo é o que os países desenvolvidos utilizam. Isso vai ampliar em mais de 400 quilômetros de linhas ou ramais férreos dentro do Estado. Aumenta a capacidade de muitas empresas, melhora a logística e gera novos empregos”, explicou o governador.
Uma das metas é diminuir o custo logístico da produção para que as mercadorias possam ficar mais baratas para o consumidor final. Esse novo cenário ajuda a reduzir os custos logísticos. O transporte, por navio, caminhão ou trem, influencia diretamente no valor final de cada um dos itens da prateleira do supermercado.
“Quando criamos um ambiente com infraestrutura moderna fazemos com que esses preços possam ser mais baratos na ponta, no supermercado que vai atender o cidadão”, destacou Ratinho Junior.
Segundo Traiano, essa etapa reforça a iniciativa do Governo em estimular o setor ferroviário no Estado, que é um dos grandes dilemas da infraestrutura do País. “Esse é o registro histórico de um momento em que vamos dar um salto de vanguarda na economia do Paraná, permitindo a possibilidade de ter ferrovias mais competitivas”, disse o presidente da Assembleia Legislativa.
A PEC foi discutida e votada pelos deputados em julho deste ano. Nos próximos dias o Poder Executivo deve enviar para apreciação dos parlamentares o texto do projeto de lei que regulamenta a autorização para os modais ferroviário e aquaviário.
A autorização também é discutida pelo governo federal, em âmbito nacional. A possibilidade aproxima o setor privado do modal ferroviário. O custo dos estudos e da execução do projeto passam a ser exclusivos das empresas.
Conexões com Nova Ferroeste vão aumentar competitividade do Paraná
MUDANÇAS – A mudança potencializa o projeto de construção da Nova Ferroeste, que vai ligar Maracaju, no Mato Grosso do Sul, a Paranaguá, no Litoral do Paraná. Serão 1.285 quilômetros de trilhos.
Com a aprovação da PEC, o Governo do Paraná estimula os empresários a investir nesse segmento como forma de criar pequenos ramais até esse corredor principal. “Agora existe a possibilidade da empresa conectar uma unidade produtiva diretamente ao tronco principal da ferrovia, com dez ou vinte quilômetros de trilhos próprios”, destacou o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes.
São as chamadas short lines, utilizadas no Canadá e nos Estados Unidos, que serviram de modelo para a mudança na constituição do Paraná. “Esse movimento foi feito nos EUA na década de 1980 e o país conseguiu aumentar a produtividade em dois anos e meio. Passaram a transportar o dobro de carga pela metade da tarifa”, acrescentou Fagundes.
Obras de duplicação da PR-323 em Umuarama avançam em bom ritmo
Um estudo já realizado pela equipe da Nova Ferroeste identificou pelo menos sete polos geradores de carga com potencial para a implantação dessas pequenas linhas férreas. São empresas ou cooperativas de grande porte localizadas próximo ao futuro traçado da Nova Ferroeste. “Temos uma espinha principal e agora vamos fazer com que esses ramais possam abastecer a Nova Ferroeste”, disse o secretário da Secretaria de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex.
Outro objetivo é equilibrar a relação entre ferrovia e rodovia. Atualmente, 80% dos produtos que seguem para o Porto de Paranaguá chegam na carroceria dos caminhões. “Quando estiver concluída a Nova Ferroeste, estimamos que 60% de tudo que entrar no Porto de Paranaguá será por trem, isso representa uma grande transformação logística no Estado”, explicou Fagundes.
Comunidade indígena Rio das Cobras aprova estudo da Nova Ferroeste
Segundo o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves, há entusiamo do setor produtivo, em especial no Oeste. “Há uma demanda muito grande de produção, seja a granel ou até produtos industrializados, e os empresários querem poder melhorar o transporte das cargas através da Nova Ferroeste”, afirmou. “Estamos buscando recuperar um processo com 30 anos de atraso, olhando para os próximos 50 anos”.
NOVA FERROESTE – A Nova Ferroeste é um projeto que visa ampliar a Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A. O novo traçado, com 1.285 quilômetros, vai ligar os municípios de Maracaju (MS) e Paranaguá (PR). Quando a ferrovia estiver concluída, será o segundo maior corredor de grãos e contêineres do País.
Os estudos de demanda indicam que cerca de 26 milhões de toneladas de produtos devem circular nesse trecho por ano. Considerando o tráfego interno, a Nova Ferroeste deve alcançar 38 milhões de toneladas/ano. Os estudos de viabilidade técnica e econômica (EVTEA) e de impacto ambiental (EIA/RIMA) estarão concluídos até o fim do ano, quando deve ter início a série de audiências públicas nas regiões afetadas pelo empreendimento.
A Nova Ferroeste será leiloada nos primeiros meses de 2022 na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). O investimento estimado é de R$ 25 bilhões. A empresa, ou grupo vencedor da concessão é quem vai executar a obra e terá o direito de explorar o trecho por 60 anos.
PRESENÇAS – Participaram da reunião o chefe da Casa Civil, Guto Silva; e os deputados estaduais Gugu Gueno, Ademir Bier e Hussein Bakri (líder do Governo). (Com AEN)








-1-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)


-1-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-21-01-2026_large.png)
-PortalCantu-20-01-2026_large.png)




_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)
_large.jpg)