O Paraná fechou janeiro com a abertura de 18.351 vagas de emprego com carteira assinada, terceiro melhor resultado do País para o mês.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (10) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. No acumulado de 12 meses, o Estado tem saldo de 167.433 vagas abertas entre fevereiro de 2021 e janeiro de 2022.
O saldo positivo em janeiro se refere à diferença entre 140.945 admissões e dos 122.594 desligamentos no mês. O número representa quase 12% do total de vagas criadas no País no primeiro mês do ano, que chegou ao saldo de 155.178 postos de trabalho formais. O Paraná ficou atrás apenas de São Paulo (48.355) e de Santa Catarina (23.358) em números absolutos de vagas.
“Já começamos 2022 com o pé direito, como um dos estados brasileiros que mais criaram emprego em janeiro. O resultado dá continuidade ao bom momento que vive o Paraná na geração de empregos. No ano passado, tivemos o maior número de vagas abertas na história”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “É uma demonstração da força da nossa economia e da estratégia do Governo do Estado na atração de investimentos”.
“E temos não apenas mães e pais de família tendo acesso ao mercado de trabalho, como um grande número de jovens que conseguem seu primeiro emprego, também resultado de políticas públicas do nosso governo, como o programa Cartão Futuro”, ressaltou Ratinho Junior.
Das 27 Unidades da Federação, 19 fecharam o mês com saldo positivo. Com resultados positivos nos três estados, a região Sul liderou a abertura de postos formais em janeiro, com 58.773 vagas, 11,6% a mais que o Sudeste, que teve saldo de 52.651 empregos. As cinco regiões brasileiras tiveram saldo positivo no mês.
MUNICÍPIOS – Dos 399 municípios paranaenses, 233 (58%) tiveram saldo positivo no período. Em 11 deles, o número de contratações e demissões foi o mesmo, e nos outros 155 o saldo de vagas foi negativo, com mais desligamentos do que admissões.
Curitiba foi a cidade com o maior número de vagas abertas, com saldo de 7.288 postos de trabalho no período. No Interior, a geração de empregos é puxada por Maringá, que teve saldo de 1.045 vagas no período. Na sequência estão Cascavel (808), Londrina (658), Colombo (629), Toledo (439), São José dos Pinhais (431), Araucária (425), Palmas (401) e Fazenda Rio Grande (392).
ESTOQUE – Com o resultado positivo, o estoque de empregos formais no Estado, que contava com 2.813.032 paranaenses trabalhando com carteira assinada, passa para 2.831.384 pessoas, na tabela com ajustes. É o maior estoque na região Sul: são 2.577.895 no Rio Grande do Sul e 2.285.971 em Santa Catarina.
Por - AEN
A Secretaria de Estado da Segurança Pública (SESP) divulgou nesta quinta-feira (10) o relatório de apreensão de drogas em 2021 no Paraná.
No ano passado, mais de 272 toneladas foram tiradas de circulação no Estado, a maioria maconha. Em 2020 haviam sido 289 toneladas. As drogas apreendidas são resultado das diversas operações de combate ao tráfico desencadeadas no ano, aliadas a planejamento, inteligência e investigação, além de ações de patrulhamento e fiscalização pelas forças policiais.
“A apreensão de drogas é muito importante tanto para o Paraná quanto para outros estados, visto que fazemos fronteira com outras países. Por isso, combatemos o tráfico de drogas desde os pequenos pontos de distribuição até as principais rotas”, disse o secretário de Estado da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares.
A diminuição nas apreensões entre os dois anos leva em consideração a queda de 10% na retirada de maconha das ruas (257,5 toneladas em 2021 e 283,5 toneladas em 2020). Mesmo assim, a maconha representa 98% das apreensões das forças policiais do Paraná.
O recolhimento de cocaína também diminuiu, na casa de 24%. Em 2021, 3,37 toneladas da droga foram apreendidas, enquanto no ano anterior a quantidade foi de 4,2 toneladas. O relatório aponta ainda aumento no crack recolhido em 2021, quando foram apreendidas 1,39 toneladas da droga, 20,8% a mais que no ano anterior (1,15 tonelada).
As cidades onde mais foram apreendidas drogas encontram-se nas regiões Oeste e Noroeste do Paraná. Apenas em Foz do Iguaçu, foram apreendidas 30 toneladas de maconha em 2021, 6,6 toneladas a mais que no ano de 2020. A segunda cidade onde mais houve apreensão de maconha foi Toledo, com 20,3 toneladas em 2021, número que também cresceu se comparado a 2020 (17,3 toneladas). Apesar da quantidade de maconha apreendida em Cascavel ter diminuído 12,96%, apenas no último ano 16,8 toneladas de maconha foram apreendidas naquela cidade.
A região Oeste também entrou para o histórico de apreensões do Paraná. Em janeiro de 2021 foi feita a maior já registrada pelo Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron), na qual um depósito com 12,7 toneladas de maconha foi desmantelado pelos policiais e cinco pessoas acabaram presas, em Toledo. Com esta apreensão, o prejuízo estimado causado ao narcotráfico foi de aproximadamente R$ 13 milhões.
SINTÉTICAS – Muito encontradas em baladas, raves e festas, no Paraná, a apreensão de drogas sintéticas aumentou em 8,5% em 2021 (96.156 unidades, contra 88.544 em 2020). Destas, a apreensão de ecstasy quase dobrou fazendo a mesma comparação (em 2021 foram 71.573 unidades e em 2020 43.449 unidades). Já a apreensão de LSD, nome popular para a dietilamida do ácido lisérgico, caiu 45% (24.583 pontos em 2021 e 45.095 em 2020).
No mês de agosto de 2021, a Polícia Civil do Paraná apreendeu 12,5 mil comprimidos de ecstasy de uma só vez em Maringá, no Noroeste do Estado, e prendeu um homem. A investigação que levou à apreensão deste montante iniciou-se após a apreensão de outras 5 mil unidades da mesma droga em um posto do Correios de Londrina, que tinham uma localização específica que levava ao remetente. Em posse do endereço, a equipe policial seguiu até o local citado e consegui prender o homem com as mais de 12 mil unidades.
CURITIBA – Curitiba manteve-se como a cidade onde mais foram apreendidos pontos de LSD no Paraná, com 4.295 unidades em 2021, 84% a menos do que a quantidade apreendida em 2020 (28.203 unidades). A Capital também foi a segunda cidade em relação a apreensão de comprimidos de ecstasy em 2021 (15.125 unidades), ficando atrás de Maringá, onde foram apreendidos mais de 27,5 mil comprimidos. Em 2020, foram apreendidos 22.935 comprimidos de ecstasy em Curitiba e 2.550 em Maringá.
Do total de maconha apreendida no Estado em 2021 pelas forças policiais, 5,2 toneladas foram na Capital. Em contrapartida, a quantidade de crack recolhida mais que dobrou, passando para 189,6 quilos em 2021, 103 quilos a mais que no ano anterior. Também houve um aumento de 58% na apreensão de cocaína, 209,3 quilos em 2021 contra 132,2 quilos em 2020.
Os dados completos do relatório de apreensão de drogas segundo AISPs podem ser consultados aqui.
Por - Agência Brasil
O Departamento do Trabalho e Estímulo à Geração de Renda da Secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf) promoveu nesta quarta-feira (9), em Curitiba, o Encontro Estadual da Rede Sine (Sistema Nacional de Empregos) Paraná. O evento reuniu servidores das 216 Agências do Trabalhador do Estado que receberam capacitação para atendimento a população.
Além do secretário Ney Leprevost, deram palestras a gerente de Educação do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), Jacielle Feltrim, que falou sobre a importância da qualificação profissional; e a chefe do Departamento do Trabalho e Estímulo à Geração de Renda da Sejuf, Suelen Glinski, que explicou sobre a gestão do sistema público de empregos.
Entre os palestrantes, também esteve o superintendente regional do Ministério do Trabalho no Paraná, Paulo Kroneis, que elogiou o modelo adotado no Estado. “O avanço da Rede Sine no País tem como modelo a rede do Paraná, com o maior número de agências e o maior número de empregos gerados em 2021”, disse.
DESTAQUE NACIONAL – Dados do Ministério do Trabalho e Previdência mostram que o Paraná foi o Estado que mais empregou via Agências do Trabalhador em 2021. No total, foram 110.101 colocações no mercado de trabalho, muito à frente de São Paulo, que foi o terceiro colocado, com 42.578. O segundo lugar ficou com o Ceará, com 46.743 colocados pelas agências.
“Nós temos Agências do Trabalhador em 216 municípios e mais os 183 Postos Avançados, cobrindo todo o Estado. Além disso, nós trabalhamos na qualificação do nosso pessoal para captar as vagas e orientar os trabalhadores. E na outra ponta temos cursos de capacitação para os trabalhadores atenderem aos requisitos das empresas que oferecem as vagas”, disse Ney Leprevost.
“Não nos limitamos a atender os trabalhadores em busca de emprego. Nossos servidores realizam um trabalho junto às empresas para buscar vagas e encaminham a elas pessoas que tenham o perfil adequado”, acrescentou.
MASTER JOB PARANÁ – Ney Leprevost também explicou que a Secretaria lançou o serviço Master Job Paraná, que oferece vagas a trabalhadores com curso superior, tecnólogo ou técnico, e também o encaminhamentos de universitários para vagas de estágio.
O serviço está em funcionamento nas Agências do Trabalhador de Curitiba, Jacarezinho e Apucarana. Recentemente, foi firmada uma parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC), Universidade Federal Tecnológica do Paraná (UTFPR), Unicesumar, Unifacear, Santa Cruz, Unopar, Unicuritiba, Estácio, Fapar e Inspirar.
“A pandemia nos trouxe vários desafios e a retomada econômica exigiu muito esforço dos nossos servidores para atender o grande número de pessoas que perderam o emprego durante o período de isolamento social”, afirmou Suelen Glinski.
VAGAS PCD – A equipe do Departamento de Políticas para a Pessoa com Deficiência da Sejuf também esteve no Encontro Estadual passando instruções de como melhor atender esse público e as empresas que procuram por profissionais com essa característica.
Por - AEN
O policiamento ostensivo e preventivo, em conjunto com o forte aparato de inteligência das polícias Militar e Civil, tem reduzido cada vez mais os roubos no Paraná.
O balanço da Secretaria da Segurança Pública divulgado nesta quarta-feira (09) mostra que em 2021 houve redução de 20,08% nos roubos em geral no Estado em comparação com 2020 – é o menor índice desde 2018. Na Capital, a queda de 2020 para 2021 foi de 28,48% (de 12.976 para 9.280), com 3.696 casos a menos no último ano.
De acordo com os dados da Sesp, 59.860 roubos ocorreram no Paraná em 2018. No ano seguinte, o número caiu para 48.734, uma diferença de 11.126 crimes a menos. Em 2020, a queda continuou, contabilizando 33.238 casos e, no último ano, ficou em 26.565. O comparativo entre 2018 e 2021 indica que 33.295 roubos deixaram de ocorrer nos últimos três anos, uma redução de 55,62%.
A redução dos roubos é atribuída ao trabalho preventivo, desempenhado pela Polícia Militar para desestimular a prática do crime, e às operações de inteligência da PM e da Polícia Civil para desmantelar grupos criminosos.
O secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares, detalha que a estratégia das polícias foi fundamental para aumentar a segurança da população no que diz respeito a esse tipo de crime. “O roubo é uma modalidade de crime que as forças policiais batalham bastante para combater, pois ele é agressivo contra o cidadão, ou seja, geralmente é cometido com violência ou com uso de armas. Focamos nossos esforços para que a redução continue e que o cidadão que conquista seus bens com muito trabalho não tenha eles tirados de si”, afirmou.
MODALIDADES – A maior queda de roubos consumados no Estado foi na região litorânea, na 3ª Área Integrada de Segurança Pública (3ª AISP), de -29,21%. Em 2020 houve 1.253 casos e, no último ano, foram 887 registros, ou seja, 366 crimes a menos. Na Capital (1ª AISP), a redução de 28,48% significa que 3.696 roubos deixaram de ocorrer em 2021 na cidade.
Além das AISPs do Litoral e de Curitiba, outras 15 também tiveram queda nos roubos, como as regiões de Londrina e de Paranavaí, que contabilizaram reduções consistentes. O decréscimo foi, respectivamente, de 25,67% (de 2.622 para 1.949) e de 23,66% (de 541 para 413). A Região Metropolitana de Curitiba (área da 2ª AISP) ficou em quinto lugar, com redução de 20,77% (de 5.965 para 4.726).
Outras subdivisões deste tipo de crime acompanharam a queda, segundo o relatório da Sesp. Os roubos de veículos caíram 9,58% em todo o Estado (de 4.456 para 4.029), sendo a redução mais significativa na região de Londrina, área da 20ª AISP, com 167 crimes a menos, de 386 crimes em 2020 para 219 no ano passado.
Os roubos em ambiente público caíram 21,57%, de 22.172 em 2020 para 17.390 casos em 2021, uma diferença de 4.782 crimes dessa natureza a menos. Já no comércio, a redução foi de 16,96% (de 5.230 para 4.343) no comparativo dos dois últimos anos, representando uma diminuição de 887 casos. Na região da 3ª AISP (Paranaguá) a queda chegou a 49,34%, de 227 para 115, a maior redução em todo o Estado.
FURTOS – Um dos desafios da Segurança Pública para 2022 será combater os furtos. O crime cresceu 11,67% em 2021 em comparação com o ano anterior, de 139.284 para 155.533. As únicas regiões que tiveram decréscimo foram na 7ª AISP (Guarapuava), com 1,14% (de 3.080 para 3.045) e a 23ª AISP (Jacarezinho) com 2,56% (de 3.287 para 3.203).
Por outro lado, algumas modalidades apresentaram redução no comparativo entre 2020 e 2021. Os furtos de veículos, por exemplo, reduziram, segundo a análise da Secretaria, de 11.995 casos para 11.576 – 3,49% menos.
A redução tem sido constante desde 2018, quando houve 17.555 furtos de veículos, caindo para 15.948 em 2019, depois para 11.995 em 2020 e com 11.576 no último ano – um acumulado de 34%. No Interior do Estado, este tipo de crime teve uma queda mais acentuada, principalmente na região de Guarapuava (7º AISP), com 28,81% (de 177 para 126).
Os furtos em ambiente público caíram 3,19% no Paraná (de 21.933 para 21.234) em 2021. As regiões que registraram queda mais acentuada foram a 6ª AISP (União da Vitória), com 26,56% (de 241 para 177); a 21ª AISP (Cornélio Procópio) com redução de 18,87% (de 355 para 288); a 7ª AISP (Guarapuava) com queda de 16,67% (de 390 para 325); e a 1ª AISP (Curitiba) com redução de 16,51% (de 5.804 para 4.846).
Os dados completos do relatório de roubos e furtos podem ser consultados AQUI.
Por - AEN
O Nota Paraná, programa vinculado à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), realiza seus sorteios nesta quinta-feira (10), a partir das 9h30, ao vivo pelas páginas oficiais da Sefa no Facebook e Instagram.
Mais de 4 milhões de contribuintes concorrem aos 68 mil prêmios que serão sorteados e que representam um valor total de R$ 5 milhões.
No sorteio deste mês, mais de 2,5 milhões de contribuintes paranaenses cadastrados no programa estão concorrendo aos prêmios de R$ 10, R$ 10 mil, R$ 200 mil e o prêmio máximo, de R$ 1 milhão.
O Paraná Pay, que também realiza sorteios mensais, distribui 8 mil prêmios de R$ 100, que podem ser usados no setor turístico ligados à hospedagem, alimentação, transporte, recepção turística, eventos, entre outras atividades. Em janeiro deste ano entrou em vigor a alteração na regulamentação do programa que passa a ter estabelecimentos varejistas de gás de cozinha e postos de combustíveis em sua lista de locais cadastrados, ampliando o uso dos créditos do programa. Mais de 1,5 milhão de contribuintes concorrem aos vouchers de R$ 100.
Já entidades sem fins lucrativos que contribuem para assistência social, educação, saúde e geração de emprego no Estado concorrem a valores de R$ 100 e R$ 20 mil.
COMBUSTÍVEL – Pedir o CPF na nota na hora de abastecer o veículo da chance de o consumidor concorrer com bilhetes em dobro. A cada R$ 200 em notas fiscais geradas nos postos de combustíveis, o contribuinte terá direito a dois bilhetes. Nos demais estabelecimentos vinculados ao programa, cada R$ 200 em notas fiscais com CPF identificado continua gerando um bilhete.
COMO PARTICIPAR – Para se cadastrar no Nota Paraná é só acessar o site www.notaparana.pr.gov.br, clicar na opção “cadastre-se” e preencher os dados pessoais, como CPF, data de nascimento, nome completo, CEP e endereço para criação da senha pessoal.
Para participar dos sorteios do Paraná Pay o consumidor deve estar cadastrado no Nota Paraná e ter manifestado concordância com os termos de uso dos créditos e prêmios. Para aderir, basta acessar o perfil de usuário no site ou no aplicativo e clicar em concordar.
Serviço
Sorteio Nota Paraná e Paraná Pay
Data: 10 de março, quinta-feira
Horário: 9h30
Local: Facebook e Instagram da Secretaria da Fazenda
Por - AEN
O Governo do Estado encaminhou nesta quarta-feira (09) à Assembleia Legislativa do Paraná um projeto de lei que institui o Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura e o Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura.
Os dois órgãos terão atuação complementar e funcionarão junto à Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho – Sejuf.
A proposta promove uma adequação da legislação estadual ao Protocolo Facultativo da Convenção Internacional Contra a Tortura da ONU, definido em Assembleia Geral em 2002, e que recebeu a adesão do Brasil em 2007. Hoje, o Estado possui apenas um comitê gestor para o monitoramento da execução do Plano de Ações Integradas para a Prevenção e o Combate à Tortura. Com a instalação do Comitê e do Mecanismo, instrumentos previstos pela ONU, passa a contribuir com informações que alimentam um sistema internacional integrado.
De acordo com o projeto de lei, o Comitê Estadual será responsável por acompanhar, avaliar, propor e recomendar aperfeiçoamentos das ações, programas e projetos sobre o tema. Caberá a seus membros criar e manter um banco de dados com informações sobre a atuação de órgãos governamentais e não governamentais e um cadastro de alegações de denúncias criminais e decisões judiciais.
Uma das primeiras atribuições do Comitê será implementar o Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura, a ser composto por peritos/as especialistas em identificar esse tipo de situação. A atuação do Mecanismo é preventiva e orientada pelos princípios de proteção da dignidade humana, universalidade, objetividade, igualdade, imparcialidade, legalidade, impessoalidade, publicidade e eficiência.
VISITAS – Os membros do Mecanismo Estadual farão visitas periódicas e regulares a pessoas privadas de liberdade mantidas no sistema prisional, no sistema socioeducativo, na rede de manicômios e na rede de abrigos do Estado. Caso identifiquem a prática da tortura, poderão requisitar instauração imediata de procedimento criminal e administrativo.
Os relatórios preparados pelo Mecanismo serão encaminhados ao Comitê Estadual para a Prevenção e o Combate à Tortura, à Procuradoria-Geral de Justiça do Paraná e às autoridades estaduais responsáveis pelas detenções, além de outras autoridades competentes na matéria. O órgão também ficará encarregado de elaborar, anualmente, um relatório com base nas visitas realizadas, avaliando as medidas que foram adotadas e o que ainda deverá ser melhorado.
COMPOSIÇÃO – O Comitê Estadual de Prevenção e Combate à Tortura será composto por representantes da Sejuf, da Ordem dos Advogados do Brasil no Paraná, do Conselho Permanente de Direitos Humanos do Estado do Paraná – COPED/PR, do Conselho da Comunidade, do Conselho Penitenciário, da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da sociedade civil organizada.
Representantes do Ministério Público Estadual, do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná e da Defensoria Pública do Estado do Paraná comporão o Comitê na condição de convidados de caráter permanente, com direito a voz e sem caráter decisório.
Já o Mecanismo Estadual de Prevenção e Combate à Tortura será composto por três membros com notório conhecimento, que serão nomeados pelo governador do Estado após seleção de candidatos feita pelo Comitê.
Por - AEN

























