A paranaense Bárbara Domingos fez história no Campeonato Mundial de ginástica rítmica em Kitakytushu, no Japão. Nesta quinta-feira (28), a atleta e também bolsista do programa Geração Olímpica e Paralímpica se tornou a primeira brasileira a chegar à final individual.
A ginasta do Clube Agir de Curitiba alcançou a nota de 69,800 nos aparelhos e avançou à decisão em 13º lugar. No Campeonato Mundial, apenas as 18 primeiras seguem para a final.
“Estou me sentindo muito feliz. Não caiu a ficha ainda a respeito da importância desse resultado. É tudo muito novo, mas tenho a certeza de que é resultado de um trabalho muito intenso não só meu, mas de toda equipe técnica”, afirmou Bárbara para Confederação Brasileira de Ginástica (CBG).
No primeiro dia, a ginasta terminou na 11ª posição com apresentações nos aparelhos arco e bola. Com a fita, a paranaense arrancou aplausos com sua coreografia ao som de samba (20,500). Depois, nas maças, Bárbara confirmou seu excelente momento com 22,500. Totalizou com a nota de 69.800 e garantiu a classificação para a final do individual geral.
O melhor resultado brasileiro fora obtido pela própria Bárbara no Mundial de 2019, em Baku, Azerbaijão. Naquele ano, a ginasta terminou a competição na 31ª posição.
“A conquista foi inesperada com as mudanças das regras, porque eram 24 meninas selecionadas e diminuiu para 18. Sabíamos que seria difícil pela maioria delas ter participado dos Jogos Olímpicos de Tóquio. De 2019 para agora, é possível ver o amadurecimento e a mudança de postura da Bárbara como atleta. Um feito maravilhoso”, relatou mãe de Bárbara, Roseli de Fátima de Godoy Domingos.
Sob o comando da técnica Marcia Naves, ela voltará a competir no sábado (30), às 2h30 (horário de Brasília). “Bárbara vai brigar por medalha. As séries dela têm um grau de dificuldade alto, então, com possibilidade de nota alta. Contamos com a torcida de todos e energias positivas”, enfatizou Roseli.
GERAÇÃO OLÍMPICA E PARALÍMPICA – Desde 2012, Bárbara veste à camisa do programa Geração Olímpica e Paralímpica. Atualmente, é o maior programa em nível estadual de incentivo ao esporte na modalidade de bolsa-atleta e conta com patrocínio exclusivo da Copel. Bárbara iniciou na categoria escolar evoluindo para nacional, olimpo e internacional.
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu hoje (28), por 6 votos a 1, cassar o mandato do deputado estadual do Paraná Fernando Francischini (PSL), por uso indevido de meios de comunicação social na corrida eleitoral de 2018.
A decisão foi tomada em decorrência de uma transmissão ao vivo feita por Francischini no dia da eleição, em que o parlamentar, então deputado federal, disse estar ocorrendo fraude no cômputo de votos, de modo a impedir a eleição de Jair Bolsonaro como presidente.
As declarações foram feitas cerca de meia hora antes do fechamento das urnas, por meio de uma live no Facebook. De acordo com os autos do processo, o vídeo teve mais de 70 mil visualizações ao vivo e 400 mil compartilhamentos, tendo recebido 105 mil comentários.
No entender da maioria do TSE, o deputado sabia não haver provas de suas declarações, mas ainda assim seguiu com a narrativa de fraude eleitoral, com o intuito de influenciar o resultado final da votação, conduta considerada grave. Esta é a primeira vez que um deputado é cassado pelo TSE por disseminar fake news (notícias falsas) sobre o processo eleitoral.
O julgamento havia sido iniciado na semana passada, mas seu desfecho acabou adiado em função de um pedido de vista (mais tempo de análise) do ministro Carlos Horbach. Nesta quinta-feira (28), ele foi o único a votar contra a cassação, por entender que não ficou comprovado que a transmissão teve de fato influência sobre o resultado eleitoral.
Votaram pela cassação todos os demais seis ministros do TSE – Luís Felipe Salomão, relator, Mauro Campbell, Sergio Banhos, Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, atual presidente da corte eleitoral. Com esse desfecho, o TSE atendeu a recurso do Ministério Público e reverteu decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia absolvido o deputado.
Último a votar, Barroso destacou que, no entender da maioria, as declarações do deputado estadual eram sabidamente inverídicas e tiveram como objeto atacar a credibilidade de todo o processo eleitoral, motivo pelo foi necessário fazer um “exemplo” do parlamentar.
“No caso específico, periciadas as urnas, constatou-se que era mentira”, disse o ministro. “Nós precisamos passar a mensagem clara de que não é possível, no dia das eleições, se difundir falsamente a informação de que as urnas são fraudadas, comprometendo o processo democrático, tirando a credibilidade das eleições e atacando a Justiça Eleitoral”, afirmou o presidente do TSE.
Defesa
Poucos minutos após o fim do julgamento, Francischini publicou um vídeo comentando a cassação de seu mandato. “Lamento demais essa decisão que afeta mandatos conquistados pela vontade do eleitor. Agora reassumo meu cargo de delegado da Polícia Federal. Mas não vou desistir, vamos recorrer e reverter esta decisão no STF, preservando o voto e a vontade de meio milhão de paranaenses”, disse ele.
Da tribuna do TSE, o advogado Gustavo Swain Kfouri sustentou que as declarações do então candidato foram “infelizes”, porém incapazes de afetar a normalidade do pleito.
Por - Agência Brasil
O Paraná é líder na utilização do Sistema Nacional de Controle da Origem dos Produtos Florestais (Sinaflor). A constatação do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) foi feita durante a live “Supressão Vegetal – Aspectos Legais” na noite desta quarta-feira (27).
O Sinaflor reúne o controle da origem da madeira, do carvão e de outros produtos ou subprodutos florestais, sob coordenação, fiscalização e regulamentação do Ibama. A liderança na utilização do sistema indica a transparência do Governo do Estado nas movimentações dos produtos florestais.
O Instituto Água e Terra (IAT) é o órgão gestor responsável pelos licenciamentos dos empreendimentos no Paraná. O diretor de Licenciamento e Outorga, José Volnei Bisognin, que representou o Estado no encontro virtual, afirmou que o sistema é bastante complexo e que para sua utilização todos os servidores passaram por capacitação.
“Fizemos treinamento com o nosso próprio corpo técnico, consultores e agora estamos com os municípios para que saibam acessar e informar os dados dentro do sistema”, disse.
O objetivo do sistema é melhorar o nível de controle de origem, rastreando desde as autorizações de exploração até seu transporte, armazenamento, industrialização e exportação. Todos os estados do País devem usar o Sinaflor desde 2018, de maneira gradual, para emitir autorizações de exploração e comercialização desses produtos.
O Paraná também contribuiu para modificações realizadas no sistema nacional, com a apresentação de 31 propostas para melhorar o cadastro das informações por parte dos técnicos do IAT e municípios.
Para o coordenador-geral do Uso da Biodiversidade e Comércio Exterior (CGMoc) do Ibama, Rafael Macedo, a utilização do Sinaflor é fundamental. “A liderança demonstra um engajamento tanto do órgão de controle do Paraná como dos requerentes no uso do sistema”, afirmou.
SINAFLOR – O sistema foi criado para controle das atividades florestais, empreendimentos de base florestal e processos correlatos por parte do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama).
Ele integra informações de imóveis rurais (provenientes do Sistema de Cadastro Ambiental Rural - Sicar e Ato Declaratório Ambiental - ADA), de autorizações de exploração e de transporte e armazenamento de produtos florestais (Documento de Origem Florestal – DOF).
Devem ser cadastradas no sistema as solicitações de Plano de Manejo Florestal Sustentável (PMFS), Uso Alternativo do Solo (UAS), Exploração de Floresta Plantada (EFP), Autorização de Supressão de Vegetação (ASV), Corte de Árvore Isolada (CAI), Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD) e Reposição Florestal.
De 2018 a 2020 existiam 1.998 declarações emitidas pelo Paraná. Neste ano foram 2.926 autorizações. Há 6.323 empreendimentos ativos no sistema.
Por - AEN
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP 26), que acontecerá de 31 de outubro a 12 de novembro, em Glasgow, na Escócia, tem tudo a ver com a agropecuária de ontem, de hoje e, sobretudo, do amanhã.
No Brasil, ela foi precedida por metas estabelecidas no Programa ABC para o decênio 2010/2020, complementado agora, na proposta do ABC+, com novas estratégias para reduzir emissões de carbono até 2030. O setor agropecuário paranaense tem contribuído de forma positiva nesse esforço com ações e programas voltados à geração de emprego e renda com foco na sustentabilidade.
“O Paraná tem um importante histórico de desenvolvimento da agropecuária com sustentabilidade, que iniciou com os primeiros imigrantes europeus, reforçou a partir da introdução do plantio direto e se fortifica agora com novas tecnologias que buscam preservar recursos finitos, otimizar o uso dos renováveis e dar destino mais nobre a dejetos vegetais e animais transformando-os, por exemplo, em energia”, disse o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
O primeiro programa brasileiro previa recuperação de áreas degradadas; plantio direto; integração lavoura e pecuária, posteriormente acrescido de florestas; tratamento de dejetos (suínos) e florestas plantadas. No Programa ABC+ foram acrescentados a produção de bioenergia a partir de resíduos da produção animal, a terminação intensiva na pecuária de corte e os sistemas de produção irrigada.
O manejo integrado de solos e água é prática amplamente difundida no Paraná como política pública iniciada em meados da década de 80. Atualmente há 208 microbacias espalhadas pelo Estado, com 947.489 hectares sendo trabalhados e R$ 45.525.758,10 aplicados. Com a missão de estabelecer as diretrizes, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) coordenou o nascimento do Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), que reúne os setores público e privado em torno de projetos integrados sustentáveis para redução de perdas.
Nesse contexto, o sistema de plantio direto, que começou na região dos Campos Gerais no início da década de 70, consolidou-se como uma das boas práticas a possibilitar que os agricultores obtivessem melhor produtividade sem degradar a qualidade do solo. Ainda hoje é técnica adotada em pelo menos 90 municípios. Mas é preciso mais que manter a umidade no solo. É necessário proteger nascentes. E isso é feito. Atualmente, há 3.700 nascentes protegidas em 237 municípios, com benefícios diretos a 4.800 famílias.
O solo bem cuidado resulta em produção adequada e isso é impulsionado com o incentivo ao alimento agroecológico. Em parceria com o setor privado, o Estado desenvolve o programa Produção Orgânica Paraná e mantém a liderança entre aqueles com mais produtores orgânicos. São 3.737 com o selo de certificação.
Também há esforços de orientação sobre as tecnologias, além de exigir cuidados redobrados, para reduzir a deriva em aplicação de produtos químicos com o intuito de preservação animal, particularmente a abelha, e de produtos sensíveis, como a sericicultura, viticultura e produção orgânica e agroecológica. Como auxílio no combate à deriva foi realizado o georreferenciamento de aproximadamente 24 mil unidades produtivas. A capacitação em tecnologia de aplicação de agrotóxicos já chegou a 81 municípios e pelo menos 500 equipamentos foram inspecionados.
Paralelo a isso, o Sistema de Agricultura do Estado incentiva e promove dezenas de eventos, em parceria com instituições da iniciativa privada, para treinar o correto manejo de pragas e doenças, tendo como local 260 Unidades de Referência, que são acompanhadas por 117 técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná). As técnicas são monitoradas diretamente em 2.500 hectares de 112 municípios, envolvendo 207 produtores, mas a abrangência indireta alcança 30 mil hectares e 2.400 agricultores.
Em média, nas últimas oito safras, o manejo integrado de pragas promoveu redução em 50% nas aplicações de inseticidas. O manejo integrado de doenças resultou em diminuição de 36% em fungicidas. Também como fruto das boas práticas, houve incremento de 7,5% na produtividade.
“Se a tecnologia fosse adotada em grande escala no Estado poderia representar ganho de cerca de R$ 7 bilhões aos produtores”, acentuou Ortigara. “Estamos fazendo todos os esforços para conseguirmos ampliar a conscientização sobre os bons manejos.”
PECUÁRIA – Dobrar a lotação de animais por área, reduzir o tempo de abate, gerar renda extra com venda da produção de madeira e, de quebra, diminuir a emissão de gás metano. Esses benefícios são observados, sobretudo, no Noroeste do Estado, com o consórcio de eucaliptos e pecuária de corte, que faz parte do Projeto Carne e Madeira de Qualidade.
A integração lavoura-pecuária-floresta (ILPF) é técnica que ganha cada vez mais força no Paraná. Em consórcio, sucessão ou rotação, o sistema otimiza o uso da terra, resultando em patamares mais elevados de produtividade, uso mais racional de insumos, diversificação de produção, mais renda e mais empregos. Ambientalmente correta, a técnica reduz em muito a emissão de gases causadores do efeito estufa.
Investimentos em melhorias da infraestrutura de transporte também fazem parte da estratégia de garantir maior sustentabilidade ao processo agropecuário e melhores condições de vida no setor rural. Foram realizados projetos de adequação em 690 quilômetros de estradas que se estendem por 179 municípios de forma individual e outros 70 atendidos por 14 consórcios intermunicipais, o que beneficiou, no mínimo, 21.700 famílias rurais. Para outras 49.750 de 250 municípios o trabalho de pavimentação de 950 quilômetros de estradas rurais também melhorou a qualidade de vida.
Melhores estradas facilitam na chegada de insumos e fertilizantes às propriedades e proporcionam mais rapidez no escoamento de produtos. Além disso, a população rural ganha com mais comodidade para o transporte de estudantes e enfermos, entre outros. De outra parte, as vias são readequadas ou pavimentadas respeitando-se as melhores práticas de conservação de solos, o que ajuda na boa irrigação e no controle de erosão.
INOVAÇÃO – O futuro já se faz presente em programas oferecidos pelo Sistema de Agricultura do Estado. O RenovaPR abre possibilidade de os agricultores investirem em alternativas para energia renovável, com aproveitamento solar e de biomassa. Os investimentos podem ter as taxas de juros assumidas totalmente pelo Estado por meio do programa Banco do Agricultor Paranaense. Até agora foram cadastrados 1.202 projetos de energia solar e nove de biogás, com investimento de R$ 205.041.803,95 e R$ 41 milhões aplicados pelo Estado na subvenção das taxas de juros.
Também com os olhos no futuro e na preservação ambiental, os órgãos de pesquisa públicos e privados do Paraná vêm dando atenção especial para o bioinsumo, inclusive quando se trata de estabelecer parcerias. Aliás, parceria é uma das estratégias mais buscadas para se conseguir avanços tecnológicos e de sustentabilidade.
Com esse espírito, a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, em parceria com a Federação da Agricultura do Paraná (Faep), constituiu a Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada. Reunindo instituições públicas, órgãos representativos dos produtores e universidades estaduais e federal, a Rede desenvolve 35 projetos em sete mesorregiões do Paraná com o objetivo de gerar tecnologia aplicada em conservação do solo. Dessa forma, o Estado pretende ampliar a agricultura 4.0, levando ao campo ferramentas de precisão que garantam informações mais consistentes para ajudar na fertilidade do solo, sobretudo em pequenas propriedades.
“A agricultura paranaense sempre foi parceira do governo federal e mais uma vez está unida para impedir a emissão de 1,1 bilhão de toneladas de carbono equivalente até 2030, de acordo com a meta estabelecida”, reforçou o secretário Ortigara. “Já avançamos bastante, mas continuaremos desenvolvendo nossas atividades com base em critérios de sustentabilidade social, ambiental e econômica, garantindo que a família rural se mantenha como protagonista das ações”.
Por - AEN
O Governo do Estado confirmou a liberação de R$ 4,88 milhões para fortalecer o atendimento a crianças e adolescentes de 189 municípios do Paraná com o incremento do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), vinculado ao Ministério da Cidadania.
O anúncio foi feito pelo vice-governador Darci Piana nesta quarta-feira (27) durante cerimônia no Palácio Iguaçu. Os recursos são do Fundo Estadual para Infância e Adolescência (FIA).
O SCFV busca fortalecer as relações familiares e comunitárias com trabalhos em grupo, promovendo a integração e a troca de experiências entre os participantes e valorizando o sentido de vida coletiva. Além disso, o programa visa complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de situações de risco social. As ações precisam ser necessariamente ofertadas por Centros de Referência da Assistência Social (Cras) ou por Centros de Convivências instalados nos municípios.
“Não há a menor dúvida de que uma criança bem assistida e feliz tem todo o potencial para se tornar um grande ser humano”, destacou Piana. “Propiciar isso é o dever do Estado e especialmente deste governo, um governo consciente, responsável, dedicado e que cuida dos mais vulneráveis”.
Entre as ações, são oferecidas atividades artísticas, culturais, de lazer e esportivas, dentre outras, de acordo com a idade dos usuários. A intenção, explicou o secretário de Estado da Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, é criar uma forma de intervenção social planejada por meio de situações desafiadoras, estimulando e orientando os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais, coletivas e familiares.
“Mais do que o valor monetário, o que há de mais valoroso nesse programa é o fortalecimento do vínculo familiar para as crianças, são elas que mais precisam da nossa ajuda como Estado”, disse. “Precisamos deixar cada vez mais claro que o bem-estar de cada criança é responsabilidade de toda a sociedade”.
Chefe do Departamento de Assistência Social da Sejuf, Larissa Marsolic explicou que o SCFV deve ser ofertado de modo a garantir as seguranças de acolhida e de convívio familiar e comunitário, além de estimular o desenvolvimento da autonomia dos usuários. Há, ainda, se necessário, a opção pelo alcance de alternativas emancipatórias para o enfrentamento das vulnerabilidades sociais.
“Mostramos com ações como essa que as políticas sociais são de fato prioridade no Paraná”, afirmou.
“Apoiamos as famílias e garantimos assim que as crianças do nosso Estado tenham todos os seus direitos garantidos e protegidos”, acrescentou a vice-presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Ângela Mendonça.
Por - AEN
A forte tempestade do último fim de semana no Paraná, com ventos que passaram de 70 km/h, causou danos em 69 municípios, especialmente das regiões Oeste e Noroeste.
Os dados são da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec), que ainda apontam 7.782 casas danificadas e 35.091 pessoas afetadas. Os registros também mostram que 714 ficaram desalojadas e 17 desabrigadas. Duas pessoas morreram, uma atingida por descarga elétrica em Foz do Iguaçu, e outra por uma árvore em Londrina.
Com o objetivo de amenizar o impacto dos estragos, a Defesa Civil do Paraná envia desde sábado (23) materiais para as regiões atingidas. Já foram distribuídas 300 lonas, 15 mil telhas, além de colchões e cobertores. Os itens representam cerca de R$ 400 mil em insumos direcionados para os municípios paranaenses.
Para acompanhar a força-tarefa estabelecida no Estado, o coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Fernando Schunig, e o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Alexandre Lucas Alves, visitaram, nesta terça (26) e quarta (27), três dos municípios mais atingidos pelo temporal: Japurá e Rondon, ambos no Noroeste, e Foz do Iguaçu, no Oeste.
O governo federal liberou recursos para Japurá no valor de R$ 172.750,00, para compra de outros itens de ajuda humanitária. Mais aportes deverão ser destinados às cidades, conforme o preenchimento adequado das documentações por parte dos prefeitos.
Segundo o secretário nacional, a missão, através do grupo de apoio ao desastre, vai facilitar o reconhecimento federal de situação de emergência e a liberação de recursos para as cidades afetadas. “Além do apoio a Japurá, atenderemos Indianópolis e Rondon. Há, ainda, uma equipe na região de Foz do Iguaçu, analisando os municípios do entorno. O nosso objetivo é socorrer os paranaenses com a maior brevidade possível”, disse.
Analistas da Defesa Civil Estadual também atuam para orientar e auxiliar as administrações municipais nas documentações necessárias, permitindo que o apoio chegue o mais rápido possível aos locais mais afetados.
“Estamos empenhando todos os esforços necessários para dar assistência aos paranaenses. Esse reforço do governo federal vai contribuir para dar continuidade ao atendimento das famílias de Japurá”, destacou o coronel Fernando Schunig. A comitiva estadual e federal ainda deverá visitar Ramilândia e Indianópolis, na região Oeste.
Os municípios atingidos com a tempestade foram Alto Paraíso, Alvorada do Sul, Ângulo, Assis Chateaubriand, Astorga, Barracão, Braganey, Cafeara, Cascavel, Centenário do Sul, Céu Azul, Corumbataí do Sul, Cruzeiro do Oeste, Diamante do Oeste, Farol, Flórida, Foz do Iguaçu, Francisco Alves, Goioerê, Guaraci, Guaraqueçaba, Guaratuba, Ibiporã, Iguaraçu, Inajá, Indianópolis, Itaipulândia, Itaúna do Sul, Jacarezinho, Jaguapitã, Japurá, Jardim Olinda, Lidianópolis, Londrina, Lupionópolis, Mandaguaçu, Maringá, Matelândia, Medianeira, Moreira Sales, Nossa Senhora das Graças e Nova Olímpia.
As chuvas também causaram estragos em Ourizona, Paraíso do Norte, Paranacity, Paranavaí, Pato Bragado, Pérola, Querência do Norte, Ramilândia, Rondon, Santa Cruz do Monte Castelo, Santa Helena, Santa Tereza do Oeste, Santa Terezinha de Itaipu, Santo Antônio do Paraíso, Santo Inácio, São Carlos do Ivaí, São João do Ivaí, São Jorge do Ivaí, São Jorge do Oeste, São Jorge do Patrocínio, São Miguel do Iguaçu, Terra Rica, Terra Roxa, Tupãssi, Umuarama, Vera Cruz do Oeste e Xambrê.
UNIOESTE – Parte da comitiva visitou a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), câmpus Foz do Iguaçu, que teve a estrutura danificada. Estiveram no local o representante nacional da Defesa Civil, Marcos Vinícius Borges, e integrantes da Defesa Civil estadual.
“Viemos para ajudar o município a montar os planos de trabalho para solicitar recurso ao governo federal, com a finalidade de restabelecer as áreas atingidas pelo granizo e vendaval”, explicou Borges.
Imbuída pelo espírito de solidariedade, a comunidade acadêmica da instituição também se mobiliza para recuperar as instalações. A partir da campanha “Todos por Foz”, são realizadas iniciativas que vão desde a distribuição de novos móveis até o conserto do telhado, muito atingido.
O reitor da Unioeste, Alexandre Webber, ressaltou que, apesar do vendaval intenso, felizmente ninguém se feriu dentro do câmpus. “O estrago foi muito grande, mas a Universidade está inteira e unida. Temos certeza que receberemos o auxílio necessário para reconstruir o mais breve possível o espaço”, afirmou.
Energia e distribuição de água estão quase normalizadas no Paraná
As equipes da Copel (Companhia de Energia do Paraná) e da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) estão mobilizadas em uma força-tarefa para garantir a normalização da energia elétrica e da distribuição de água nos municípios atendidos. Os serviços estão próximos de estar totalmente normalizados.
Pela Copel, mais de 2 mil eletricistas foram mobilizados para o enfrentamento da situação, que causou o desligamento de 1,2 milhão de unidades consumidoras. Técnicos das regiões menos atingidas somaram esforços aos trabalhadores locais de emergência, manutenção e obras.
Desde a tarde desta terça-feira (26), os técnicos da Companhia reduziram em mais 40% o número de unidades consumidoras que estavam desligadas. Já foram registrados mais de 1.600 postes quebrados em diversos municípios. Os trabalhos prosseguem para buscar a normalização dos serviços para 12 mil imóveis que continuam desligados, dos quais 9 mil estão localizados na região Noroeste do Estado.
De acordo com a Copel, este foi o mais grave evento climático já enfrentado no interior do Estado. O temporal do último fim de semana só não foi mais intenso que o ciclone-bomba ocorrido na região Leste, em junho de 2020.
Quanto à distribuição de água, a maioria das cidades que tiveram o abastecimento prejudicado por falta de energia elétrica já está com o sistema operando normalmente. Apenas em alguns municípios localizados no Oeste e Noroeste do Estado ainda é preciso utilizar caminhões-pipas e geradores de energia alugados para garantir água para a população.
No Oeste, seguem sem energia os sistemas de abastecimento dos distritos de Mato Queimado e Guaporé, em Guaraniaçu; e distrito de São Judas Tadeu, em São Pedro do Iguaçu. No município de Céu Azul voltou a energia na manhã desta quarta.
No Noroeste, continuam sem energia os distritos de Nova Jerusalém, em Umuarama; e o distrito de Santa Felicidade, no município de Tapira. Uma das unidades de produção de água da cidade de Tapira permanece sem energia; no entanto, equipes da Sanepar trabalham na recuperação do sistema e em manobras para assegurar a distribuição de água.
Por - AEN








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