678,3 mil vacinas pediátricas contra a Covid-19 já foram aplicadas no Paraná

Prestes a completar dois meses no Paraná, a vacinação contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos já registra 678,3 mil aplicações. Os dados são de um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizado nesta sexta-feira (11).

Segundo os dados repassados pelos municípios para as Regionais de Saúde, 612.389 primeiras doses (D1) já foram administradas, além de 65.959 segundas aplicações (D2), atingindo uma cobertura de quase 57% do público estimado com a D1. A estimativa do Ministério da Saúde é que o Paraná tenha 1.075.294 crianças nesta faixa etária.

“Completamos dois anos de pandemia no Paraná e pouco mais de um ano de vacinação que chega em uma de suas etapas finais que é a imunização infantil. Precisamos continuar vacinando nossas crianças, seja com a primeira ou segunda dose para vencermos esse inimigo invisível o mais rápido possível”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. 

Todos os municípios já vacinam por faixa etária, sem comorbidades. Pelo menos 344 municípios já vacinam crianças com 5 anos ou mais; 43 estão vacinando acima de 6 anos; seis acima de 7 anos; três acima de 8 anos; um acima de 9 anos e dois acima de 10 anos. 

A Sesa já recebeu 1,6 milhão de vacinas pediátricas e já descentralizou mais de 1,3 milhão de imunizantes.

“Se já enviamos mais de um milhão de vacinas para primeira dose, temos cerca de 400 mil doses que ainda não foram aplicadas. Contamos com a conscientização da população e o poder do convencimento, de que estes pais confiem nos imunizantes e vacinem seus filhos”, ressaltou Beto Preto. 

VACINÔMETRO – Os números preliminares são maiores do que os dados disponíveis no Vacinômetro do Ministério da Saúde. Na plataforma, o Paraná registra 492.062 aplicações, sendo 458.043 D1. A diferença nos dados pode estar relacionada com as instabilidades da base nacional do Programa Nacional de Imunizações (PNI), além de atrasos de notificação.

Confira o levantamento completo AQUI.

 

 

 

 

 

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Setor de serviços é responsável por 64% das vagas de emprego abertas em janeiro no Paraná

O setor de serviços puxou o saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada no Paraná em janeiro com 64% do total de vagas.

Foram 11.782 dos 18.351 postos abertos no primeiro mês de 2022. Esse é o melhor desempenho entre os estados da Região do Sul e o segundo do País, atrás apenas de São Paulo (29.607). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão vinculado ao Ministério Trabalho e Previdência, e foram divulgados na quinta-feira (10).

“O resultado dá continuidade ao bom momento que vive o Paraná na geração de empregos. No ano passado, tivemos o maior número de vagas abertas na história”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Dentro das ramificações do setor, as atividades administrativas e serviços complementares criou 8.219 vagas formais, seguido por atividades profissionais, científicas e técnicas (1.054), transporte, armazenagem e correio (767) e educação (529).

Chefe do Departamento do Trabalho e Estímulo à Geração de Renda da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), Suelen Glinski destacou que a evolução do setor já era esperada em razão do abalo causado pela pandemia da Covid-19, que por muito tempo restringiu o acesso a alguns serviços como forma de incentivar o isolamento social.

“Em 2021 foi a indústria que se destacou na geração de empregos formais, agora o setor de serviços voltou a contratar mais. Isso é um ótimo indicador da recuperação da economia, levando em consideração que os serviços foram muito afetados pela pandemia”, afirmou.

Além dos serviços, também registraram bons números em janeiro no Paraná os setores da indústria geral, com o incremento de 5.928, destaque para a indústria de transformação com 5.707; construção (2.905); agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (930), administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (844) e informação e comunicação (158).

VICE-LIDERANÇA – O desempenho em janeiro de 2022, com a formalização de 18.351 contratações, foi o segundo melhor resultado para o primeiro mês do ano da série histórica do Estado, que remonta a 1996. Ficou atrás apenas de 2021, quando o Paraná alcançou a marca de 24.342 empregos.

O volume de vagas abertas é a diferença entre 140.945 admissões e dos 122.594 desligamentos no mês – o Paraná foi responsável por 12% do total de postos formais em janeiro no País (155.178 vagas). Antes disso, as melhores marcas haviam sido em 2020 (17.898), 2011 (14.954) e 2012 (14.653).

MUNICÍPIOS – Dos 399 municípios paranaenses, 233 (58%) tiveram saldo positivo no período. Em 11 deles, o número de contratações e demissões foi o mesmo, e nos outros 155 o saldo de vagas foi negativo, com mais desligamentos do que admissões.

Curitiba foi a cidade com o maior número de vagas abertas, com saldo de 7.288 postos de trabalho no período. No Interior, a geração de empregos foi puxada por Maringá, que teve saldo de 1.045 vagas. Na sequência estão Cascavel (808), Londrina (658), Colombo (629), Toledo (439), São José dos Pinhais (431), Araucária (425), Palmas (401) e Fazenda Rio Grande (392).

 

 

 

 

 

 

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Procon/PR orienta sobre uso obrigatório do código 0303 para ligações de telemarketing

As ligações de telemarketing agora devem mostrar o código 0303 na frente do número das empresas que vendem serviços e produtos por meio de telefones celulares.

A obrigatoriedade determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) entrou em vigor nesta quinta-feira (10). A medida valerá também para as ligações de telefones fixos, a partir de junho.

O Procon/PR, vinculado à Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, é o órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da medida no Estado.

 “Essa nova regra protege as pessoas, conforme prevê o direito do consumidor, principalmente o direito de optar por atender ou não as ligações das empresas de telemarketing”, destaca o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.

A chefe do Procon-PR, Claudia Silvano, lembra, ainda, que caso os consumidores não queiram mais receber ligações de telemarketing no celular ou telefone fixo, poderão bloqueá-las através da Plataforma do Procon-PR, neste LINK. Basta apenas um bloqueio válido para o código 0303.

“Após o bloqueio, passados 30 dias, se o consumidor continuar recebendo as ligações ele poderá fazer sua reclamação AQUI, informando a empresa que ligou, o horário do atendimento e o nome do atendente, para que sejam aplicadas as multas previstas no código do consumidor”, afirma.

O mesmo endereço eletrônico pode ser utilizado para denunciar as empresas do setor que fizerem as ligações sem o código 0303.

O QUE DIZ A REGRA – O uso do código 0303 nas ligações passa a ser obrigatório somente para as empresas de telemarketing ativo, isto é, aquelas que fazem ligações para o cliente com objetivo de vender produtos ou serviços. Ligações de instituições de caridade pedindo doações ou de empresas de cobrança não precisarão do código.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Dois anos de pandemia: Lacen ampliou rede de testagem e controle do vírus no Estado

Desde a confirmação dos primeiros casos de Covid-19 no Paraná, no dia 12 de março de 2020, o Laboratório Central do Estado do Paraná, o Lacen, tem sido determinante na tomada de decisões da Secretaria de Estado da Saúde. É um dos órgãos responsáveis pelo "monitoramento" do vírus, atividade que permite ao Estado o enfrentamento certeiro da doença.

Os dados gerados pelo Lacen influenciam diretamente nas ações do Governo no enfrentamento à pandemia. É pelos testes do tipo ouro (RT-PCR) que foi possível constatar as ondas da pandemia e os momento de baixa, ajudando a equilibrar as decisões restritivas e a orientação aos 399 municípios.

“Com o Lacen reestruturado, com a contratação de mais profissionais para o enfrentamento da pandemia, tivemos uma noção do ritmo de crescimento da transmissão da doença, o que ajudou a prever a demanda por mais leitos nos hospitais e a compra de insumos, por exemplo. Isso nos ajudou a minimizar o número de casos graves e óbitos. É um trabalho que para muitos é invisível, mas que é fundamental para a saúde pública”, destaca a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde, Maria Goretti Lopes

O Lacen é o laboratório de referência em saúde pública no Paraná e desde a chegada ao Estado do Sars-CoV-2, o vírus causador da Covid-19, acompanha a sua evolução. Foi no Lacen que houve a confirmação dos seis primeiros casos, em Cianorte e Curitiba. No início, era quem coordenava os testes, com capacidade de processamento de 600 por dia, mas em seguida foi montada uma rede de laboratórios credenciados para apoiar esse mapeamento.

Num terceiro momento, o Estado fez uma parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) para um novo laboratório nas imediações do Tecpar. Com isso, a capacidade de testagem do exame nasal chegou a 5 mil e depois a mais de 12 mil por dia.

Com essa rede robusta, em dois anos foram realizados mais de 4,7 milhões de testes no Paraná e o Estado lidera o ranking nacional de testagem proporcional da população (atrás apenas de São Paulo em números absolutos). As análises são processadas pelo Lacen e laboratórios parceiros ou laboratórios particulares, no caso dos planos de saúde.

"Foi a partir dessa rede que o Paraná virou referência nacional em confiabilidade. O que podemos dizer com certeza absoluta é que os dados do Estado nunca tiveram problema de contagem. Sempre lidamos com um cenário real porque a nossa capacidade de descobrir casos sempre foi acima da média", completou Goretti.

ESTRATÉGIA – O controle do Sars-CoV-2 e outros vírus respiratórios é feito da testagem diária no próprio órgão a partir do envio de amostras coletadas pelos municípios e de pontos sentinelas. Hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e unidades de saúde enviam amostras semanais de pacientes com algum sintoma de doença respiratória para serem avaliadas pela equipe do laboratório.

Segundo Irina Riediger, coordenadora técnica do Lacen, esses exames servem como uma espécie de fotografia de vigilância. “Além dos hospitais, são feitas coletas em mais 34 locais de todas as 22 Regionais de Saúde. Nessas amostras avaliamos o Sars-CoV-2 e outras nove viroses. É o que nos ajuda a encontrar a circulação viral”, destacou. Dessa maneira é possível identificar com rapidez o surgimento de qualquer vírus respiratório e das cepas que transitam no Paraná.

Com esses dados, o Lacen ajudou a "ler" o comportamento do coronavírus e das variantes e as informações orientaram medidas da Secretaria de Saúde no controle da doença. “O Lacen nos dá as informações para podermos subsidiar as decisões dos nossos governantes, inclusive em relação às medidas que a população deve adotar. Foi assim o tempo todo no enfrentamento à Covid-19 no Paraná”, acrescentou Maria Goretti.

No começo da pandemia, quatro aeronaves e um helicóptero do Governo do Estado auxiliaram no transporte de testes do Interior para Capital. Foram centenas de voos diários. Atualmente, cabe à equipe do laboratório receber duas vezes por dia na rodoviária de Curitiba as amostras que chegam do Interior enviadas pelas Regionais de Saúde. O material é transportado de graça pelas empresas do Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado do Paraná (Rodopar). Tudo é levado para o Lacen, que realiza a triagem. 

Essa ampla rede de acompanhamento ajudou a acompanhar o pico histórico de casos registrados no Paraná em janeiro deste ano com a chegada da variante Ômicron. Em um intervalo de 15 dias houve uma explosão de casos no Brasil, o que fez crescer a busca por insumos e a demanda por testes. Foi o maior número de casos em um único mês desde o começo da pandemia (447.398), número equivalente à toda população de Maringá, por exemplo.

 “Cada vez que surge uma variante, é uma novidade para todo mundo, para quem atende, para o paciente e também para quem detecta a doença. No caso da Gama e da Delta tivemos um ciclo de oito semanas desde o surgimento até a chegada ao Estado. Com a Ômicron em duas semanas já estava aqui. Foi tudo muito rápido”, lembrou a coordenadora técnica do Lacen.

E para acompanhar a explosão de casos, mais uma vez o Lacen se reinventou e o volume de análises quadruplicou nesse período. No Lacen, passaram de 20 mil por semana para 80 mil por semana. O estoque de insumos previsto para seis semanas se esgotou em cinco dias. Foi o caso dos cotonetes usados na coleta, que passaram a ser fabricados pelo próprio Laboratório Central para garantir o atendimento dos grupos prioritários, como gestantes, idosos e pessoas com doença respiratória aguda grave.

“Já tínhamos enfrentado três ondas e desde setembro estávamos numa relativa tranquilidade operacional no laboratório. Quando a Ômicron surgiu sabíamos que tudo seria mais rápido, mas não nessa proporção”, comentou Irina.

LACEN E IBMP – No prédio do Lacen são analisadas, por dia, 600 amostras de suspeitas de Covid-19. O local é destino dos testes de pacientes internados em UTI, gestantes ou pessoas que morreram em decorrência da doença. O maior volume é destinado ao Instituto de Biologia Molecular do Paraná, o IBMP, que desde 2020 possui uma Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19, implantada a partir de uma parceria firmada entre a Fiocruz e o Tecpar.

Atualmente o Lacen e o IBMP processam juntos pouco mais de 3 mil amostras por dia. Esse é um número confortável para os dois laboratórios. Mesmo diante do cenário em que o número de infectados e casos graves vem diminuindo, o monitoramento do Lacen permanece inalterado e é essencial diante da possibilidade do surgimento de novos vírus ou variantes.

“O Lacen foi e continua sendo estratégico nesse monitoramento e nos prepara sempre que surge um vírus novo que não estava sendo observado. É um caso que mostra que o aparato do Estado é essencial em uma luta coletiva como essa pandemia”, arrematou Maria Goretti.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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