Há dois anos, a Covid-19 chegou ao Estado desafiando a reorganização do Sistema Único de Saúde (SUS).
A pandemia ainda não tem previsão de término, mas a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) já projeta algumas ações pós-Covid-19 para fortalecer e ampliar os serviços para a população. A retomada das cirurgias eletivas e a ascensão da Saúde Mental e Atenção Primária – porta de entrada do cidadão ao SUS –, são alguns dos focos principais nesta fase.
A Covid-19 levou muitos usuários a deixar de dar continuidade aos tratamentos médicos de rotina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) por medo de contrair a doença. Agora o desafio é fazer com que esses usuários voltem a frequentar os serviços. Investir no atendimento primário é uma tarefa a ser encarada nos próximos anos.
“A pandemia trouxe muitos desafios para a saúde no Paraná, todos atendidos com êxito pelo Governo. Agora além de dar continuidade ao atendimento aos pacientes da Covid-19 com excelência, precisamos reforçar o atendimento primário, regionalizar ainda mais os serviços e trazer maior segurança e comodidade aos usuários do SUS”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Levar a saúde para perto da população é um dos principais objetivos desde o início do Governo. No ano passado, a Sesa iniciou a primeira etapa de distribuição de novos carros para a Estratégia da Saúde da Família (ESF). Por meio deste programa é possível reforçar o atendimento domiciliar aos idosos e pacientes com doenças crônicas, como o diabetes e hipertensão, além do monitoramento aos acamados e estratégias de vacinação extramuro.
Nesta primeira etapa de entrega, foram disponibilizados 1.237 carros aos 399 municípios.
Além disso, o governador Ratinho Junior anunciou nesta semana o repasse de mais de R$ 250 milhões aos 399 municípios do Paraná para construção, reforma e ampliação de UBS e hospitais, além da aquisição de 744 veículos voltados ao transporte de pacientes e incremento do custeio hospitalar.
SAÚDE MENTAL – A saúde mental é uma das áreas de maior importância no pós-Covid-19 pois o contexto da pandemia e suas consequências podem ser considerados como fatores agravantes, sendo fundamental um olhar cuidadoso para manifestações de fatores de risco.
Com objetivo de fortalecer e descentralizar a politica da saúde mental, em 2021 a Sesa atualizou o Instrumento de Estratificação de Risco em Saúde Mental para que os profissionais da Atenção Primária possam apoiar o compartilhamento do cuidado com os pontos de atenção e respectivos profissionais que já trabalham nesta área.
A rede de psiquiatria estadual conta atualmente com 1.667 leitos e a Sesa já prepara a construção de um novo Centro de Atenção Psicossocial (Caps), duas novas habilitações de Caps, contratação de 60 equipes multiprofissionais de Atenção Especializada em Saúde Mental e formalização de 50 leitos para atendimento em hospitais gerais somente para atendimento desses pacientes.
Além disso, no início deste ano, foi disponibilizado um incremento de 40% no valor pago das diárias para leitos de psiquiatria ofertados pelo SUS. Estima-se que com o incremento nas diárias, o número de atendimentos passe de 30 mil. A Sesa instituiu ainda um incentivo financeiro para promover o aumento do número de Serviços de Residência Terapêutica (SRT).
“As pessoas têm diferentes maneiras de enfrentar uma pandemia, momentos de estresse como o isolamento social ou perder um ente querido, podem causar problemas de saúde como ansiedade, medo, angustia e depressão, além de doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Esses pacientes merecem respeito e vamos incrementar esse atendimento em todo Paraná”, disse o secretário.
VACINAÇÃO – O novo coronavírus mostrou que além dos cuidados e medidas protetivas como o uso da máscara, álcool em gel e isolamento social, a vacina é a grande responsável pela queda do número de óbitos causados pela doença. Um levantamento realizado pela Sesa em fevereiro aponta que a cada 100 mil pessoas mais de seis morreram por não se vacinar, número inferior a um entre os vacinados, 22 vezes menor.
Dados do Programa Nacional de Imunizações (PNI) mostram que grande parte das vacinas presentes no Calendário Nacional de Vacinação apresentam um decréscimo na cobertura vacinal.
Tão importante quanto a imunização para o combate à Covid-19, vários outros agravos podem ser prevenidos, controlados e até mesmo eliminados por meio da vacinação. O desafio da Sesa é melhorar esses índices e incentivar a busca da população pela vacina que é disponibilizada gratuitamente pelo SUS.
A cobertura vacinal preconizada pelo Ministério da Saúde é de 95% para a maioria dos imunizantes disponibilizados nas salas de vacinas da rede pública. Dados do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) mostram que a cobertura vacinal das oito vacinas preconizadas pra crianças menores de 1 ano de idade está abaixo do ideal em todo Brasil. O percentual nacional da cobertura vacinal da Febre Amarela, por exemplo, está em 55,54%. No Paraná os registro apontam uma cobertura vacinal de 71,38%, sendo esta a vacina com a mais baixa cobertura.
A vacina mais aplicada tanto no Brasil (82,45%) quanto no Paraná (71,47%) é a Tríplice Viral SCR – D1, que protege contra o sarampo, caxumba e rubéola.
“Além de continuar com a vacinação contra o coronavírus, precisamos garantir a imunização de todo calendário vacinal, nosso esforço diário é de aumentar o índice de pessoas vacinadas, seguindo no combate à doenças que são evitáveis”, destacou o secretário. “A Sesa trabalha em parceria com as 22 Regionais de Saúde e as secretarias municipais de Saúde para atingir 95% de cobertura em todas vacinas oferecidas”.
IDOSO – Idoso é o público mais vulnerável quando o assunto é saúde. As ações integradas da área da saúde e da assistência social foram prioridades para testagem, vacinação, detecção precoce e assistência aos 10 mil moradores e 6 mil trabalhadores de Instituições de Longo Permanência para Idosos (ILPI), evitando casos graves e óbitos por Covid-19.
A Sesa em nenhum momento parou de ampliar e olhar com cuidado para a saúde do idoso durante a pandemia e continua mantendo o apoio aos municípios para a estratificação clínico funcional e rastreio da fragilidade dos idosos.
Além de organizar o Projeto Envelhecer com Saúde no Paraná, expandiu o projeto PlanificaSUS para as 22 Regionais de Saúde e vem mobilizando junto ao Conselho e Secretarias Municipais de Saúde do Paraná (Cosems/PR), a Associação dos Consórcios e Associações Intermunicipais de Saúde do Paraná (Acispar) e o Conselho Estadual de Saúde do Paraná (CES/PR) 462 tutores para capacitação dos trabalhadores da saúde para o fortalecimento da Linha de Cuidado à Pessoa Idosa.
Ampliou, ainda, para 200 municípios a estratificação de risco para Fragilidade, utilizando o Índice de Vulnerabilidade Clínico-Funcional 20 (IVCF-20) e possui 43 equipes de Atenção Domiciliar (SAD) em 17 municípios (Andirá, Arapongas, Cambé, Cascavel, Chopinzinho, Coronel Vivida, Curitiba, Fazenda Rio Grande, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Londrina, Marechal Cândido Rondon, Palmeira, Palotina, Paranavaí e Santa Terezinha de Itaipu).
“O idoso é o público que precisa de uma saúde de qualidade, de um olhar diferenciado, pois é o público mais vulnerável às doenças, precisamos manter todos os cuidados possíveis e levar a saúde com plenitude para esse público, por esse motivo, sempre foi e continuará sendo uma das prioridades para o governo”, enfatizou Beto Preto.
A Secretaria, em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR), disponibiliza no site o Manual de Prevenção de Quedas para Idosos.
ELETIVAS – Durante a pandemia, as cirurgias eletivas tiveram que ser interrompidas durante alguns períodos para que não houvesse a sobrecarga no sistema de saúde. A medida foi adotada para que houvesse uma menor demanda na utilização de medicamentos do chamado kit intubação no momento em que a ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) estava lotada.
A expectativa é que ainda neste mês o Governo lance o Programa Estadual de Procedimentos Cirúrgicos Eletivos, com incremento de custeio, objetivando diminuir a fila de espera em todo o Paraná. “Queremos diminuir ao máximo a fila para as cirurgias eletivas. Mesmo antes da pandemia esse já era um foco do Governo, agora que esses procedimentos ficaram represados se tornou ainda mais urgente sanar esse gargalo na saúde pública”, arrematou o secretário.
Por - AEN
Prestes a completar dois meses no Paraná, a vacinação contra a Covid-19 em crianças de 5 a 11 anos já registra 678,3 mil aplicações. Os dados são de um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) realizado nesta sexta-feira (11).
Segundo os dados repassados pelos municípios para as Regionais de Saúde, 612.389 primeiras doses (D1) já foram administradas, além de 65.959 segundas aplicações (D2), atingindo uma cobertura de quase 57% do público estimado com a D1. A estimativa do Ministério da Saúde é que o Paraná tenha 1.075.294 crianças nesta faixa etária.
“Completamos dois anos de pandemia no Paraná e pouco mais de um ano de vacinação que chega em uma de suas etapas finais que é a imunização infantil. Precisamos continuar vacinando nossas crianças, seja com a primeira ou segunda dose para vencermos esse inimigo invisível o mais rápido possível”, disse o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.
Todos os municípios já vacinam por faixa etária, sem comorbidades. Pelo menos 344 municípios já vacinam crianças com 5 anos ou mais; 43 estão vacinando acima de 6 anos; seis acima de 7 anos; três acima de 8 anos; um acima de 9 anos e dois acima de 10 anos.
A Sesa já recebeu 1,6 milhão de vacinas pediátricas e já descentralizou mais de 1,3 milhão de imunizantes.
“Se já enviamos mais de um milhão de vacinas para primeira dose, temos cerca de 400 mil doses que ainda não foram aplicadas. Contamos com a conscientização da população e o poder do convencimento, de que estes pais confiem nos imunizantes e vacinem seus filhos”, ressaltou Beto Preto.
VACINÔMETRO – Os números preliminares são maiores do que os dados disponíveis no Vacinômetro do Ministério da Saúde. Na plataforma, o Paraná registra 492.062 aplicações, sendo 458.043 D1. A diferença nos dados pode estar relacionada com as instabilidades da base nacional do Programa Nacional de Imunizações (PNI), além de atrasos de notificação.
Confira o levantamento completo AQUI.
Por - AEN
O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) recebeu, nesta semana, a liberação para utilizar a nova subsequência alfanumérica de placas veiculares.
A continuação das placas liberadas é de SDP-0A01 à SFO-9J99, o que equivale a 519.948 unidades que, junto com a quantidade de remanescentes, terão uma duração aproximada de 36 meses, considerando a quantidade de emplacamentos mensais.
A sequência de placas veiculares teve início em 1990 e o Paraná foi o primeiro estado brasileiro a ser contemplado, com a sequência AAA-0001 à BEZ-9999, com duração de 30 anos. Em 2020, o Estado solicitou uma nova subsequência para atender a demanda e foi autorizado a usar a série RHA-0001 à RHZ-9999, de aproximadamente 250 mil placas.
“Com o retorno do crescimento econômico no Estado e o consequente aumento da demanda de emplacamentos de carros zero, tivemos que solicitar à Senatran uma nova sequência alfanumérica de placas veiculares”, explica o diretor-geral do Detran, Wagner Mesquita. “Em 2020, quando a primeira sequência foi solicitada, a frota do Estado era de 7.592.410 veículos e atualmente são 7.917.708, um aumento de quase 5%, ou seja, 325.298 emplacamentos de carros novos”.
A identificação de um veículo é feita por meio das placas dianteira e traseira, que obedecem padrões estabelecidos pela legislação de trânsito, respeitando cores e modelos conforme cada categoria.
Elas são reconhecidas também por sua sequência, ou seja, cada Estado recebeu, ao longo dos anos, uma ou mais séries alfanuméricas disponibilizadas pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
A combinação de letras e números forma uma única placa que, uma vez disponibilizada ao veículo, permanecerá com ele, sem substituição, ou seja, se ocorrer do veículo ser baixado definitivamente, a placa também deixa de existir. A substituição de uma placa com nova sequência a um veículo já emplacado só ocorre quando for devidamente constatado o crime de clonagem.
HISTÓRIA – As placas organizadas por sequência numérica tiveram início em 1901 e seguiram até 1941.O modelo possuía o fundo preto com caracteres brancos, sendo iniciadas com “A” para veículos de aluguel e com “P” para carros de uso particular.
Entre os anos de 1941 e 1969, as cores foram alteradas. O fundo amarelo com as numerações pretas eram para os carros particulares; o fundo vermelho com numerações brancas, para carros de aluguel. Já durante este período, as placas eram emitidas pelas prefeituras seguindo uma numeração sequencial.
Com o aumento da frota e a necessidade de maior segurança, em 1969 foram necessárias mais algumas mudanças. O fundo passou a ser amarelo com letras pretas e iniciou-se o uso do lacre, administrado pelos próprios Estados. A mudança permaneceu até 1989.
Após diversos problemas relacionados a placas duplicadas, o governo federal decidiu unificar e, junto com o Detran do Paraná, criou um único sistema para controlar a emissão e numeração das placas – o Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam). O Paraná foi o pioneiro na utilização, em 1990, e os demais estados aderiram até meados de 1999.
No sistema Renavam as placas possuem cores diferentes de acordo com a categoria e espécie de cada veículo.
Com a necessidade novamente de aumentar a segurança e atender a Resolução 729/2018 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), os Estados da Federação aderiram à placa Mercosul. O modelo atual foi criado com o objetivo de ser reconhecido e utilizado por todo o sistema Mercosul, ajudando na identificação e segurança dos automóveis.
Por - AEN
O setor de serviços puxou o saldo positivo na geração de empregos com carteira assinada no Paraná em janeiro com 64% do total de vagas.
Foram 11.782 dos 18.351 postos abertos no primeiro mês de 2022. Esse é o melhor desempenho entre os estados da Região do Sul e o segundo do País, atrás apenas de São Paulo (29.607). Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão vinculado ao Ministério Trabalho e Previdência, e foram divulgados na quinta-feira (10).
“O resultado dá continuidade ao bom momento que vive o Paraná na geração de empregos. No ano passado, tivemos o maior número de vagas abertas na história”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
Dentro das ramificações do setor, as atividades administrativas e serviços complementares criou 8.219 vagas formais, seguido por atividades profissionais, científicas e técnicas (1.054), transporte, armazenagem e correio (767) e educação (529).
Chefe do Departamento do Trabalho e Estímulo à Geração de Renda da Secretaria de Estado da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf), Suelen Glinski destacou que a evolução do setor já era esperada em razão do abalo causado pela pandemia da Covid-19, que por muito tempo restringiu o acesso a alguns serviços como forma de incentivar o isolamento social.
“Em 2021 foi a indústria que se destacou na geração de empregos formais, agora o setor de serviços voltou a contratar mais. Isso é um ótimo indicador da recuperação da economia, levando em consideração que os serviços foram muito afetados pela pandemia”, afirmou.
Além dos serviços, também registraram bons números em janeiro no Paraná os setores da indústria geral, com o incremento de 5.928, destaque para a indústria de transformação com 5.707; construção (2.905); agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (930), administração pública, defesa e seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (844) e informação e comunicação (158).
VICE-LIDERANÇA – O desempenho em janeiro de 2022, com a formalização de 18.351 contratações, foi o segundo melhor resultado para o primeiro mês do ano da série histórica do Estado, que remonta a 1996. Ficou atrás apenas de 2021, quando o Paraná alcançou a marca de 24.342 empregos.
O volume de vagas abertas é a diferença entre 140.945 admissões e dos 122.594 desligamentos no mês – o Paraná foi responsável por 12% do total de postos formais em janeiro no País (155.178 vagas). Antes disso, as melhores marcas haviam sido em 2020 (17.898), 2011 (14.954) e 2012 (14.653).
MUNICÍPIOS – Dos 399 municípios paranaenses, 233 (58%) tiveram saldo positivo no período. Em 11 deles, o número de contratações e demissões foi o mesmo, e nos outros 155 o saldo de vagas foi negativo, com mais desligamentos do que admissões.
Curitiba foi a cidade com o maior número de vagas abertas, com saldo de 7.288 postos de trabalho no período. No Interior, a geração de empregos foi puxada por Maringá, que teve saldo de 1.045 vagas. Na sequência estão Cascavel (808), Londrina (658), Colombo (629), Toledo (439), São José dos Pinhais (431), Araucária (425), Palmas (401) e Fazenda Rio Grande (392).
Por - AEN
As ligações de telemarketing agora devem mostrar o código 0303 na frente do número das empresas que vendem serviços e produtos por meio de telefones celulares.
A obrigatoriedade determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) entrou em vigor nesta quinta-feira (10). A medida valerá também para as ligações de telefones fixos, a partir de junho.
O Procon/PR, vinculado à Secretaria de Justiça, Família e Trabalho, é o órgão responsável por fiscalizar o cumprimento da medida no Estado.
“Essa nova regra protege as pessoas, conforme prevê o direito do consumidor, principalmente o direito de optar por atender ou não as ligações das empresas de telemarketing”, destaca o secretário de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost.
A chefe do Procon-PR, Claudia Silvano, lembra, ainda, que caso os consumidores não queiram mais receber ligações de telemarketing no celular ou telefone fixo, poderão bloqueá-las através da Plataforma do Procon-PR, neste LINK. Basta apenas um bloqueio válido para o código 0303.
“Após o bloqueio, passados 30 dias, se o consumidor continuar recebendo as ligações ele poderá fazer sua reclamação AQUI, informando a empresa que ligou, o horário do atendimento e o nome do atendente, para que sejam aplicadas as multas previstas no código do consumidor”, afirma.
O mesmo endereço eletrônico pode ser utilizado para denunciar as empresas do setor que fizerem as ligações sem o código 0303.
O QUE DIZ A REGRA – O uso do código 0303 nas ligações passa a ser obrigatório somente para as empresas de telemarketing ativo, isto é, aquelas que fazem ligações para o cliente com objetivo de vender produtos ou serviços. Ligações de instituições de caridade pedindo doações ou de empresas de cobrança não precisarão do código.
Por - AEN
Desde a confirmação dos primeiros casos de Covid-19 no Paraná, no dia 12 de março de 2020, o Laboratório Central do Estado do Paraná, o Lacen, tem sido determinante na tomada de decisões da Secretaria de Estado da Saúde. É um dos órgãos responsáveis pelo "monitoramento" do vírus, atividade que permite ao Estado o enfrentamento certeiro da doença.
Os dados gerados pelo Lacen influenciam diretamente nas ações do Governo no enfrentamento à pandemia. É pelos testes do tipo ouro (RT-PCR) que foi possível constatar as ondas da pandemia e os momento de baixa, ajudando a equilibrar as decisões restritivas e a orientação aos 399 municípios.
“Com o Lacen reestruturado, com a contratação de mais profissionais para o enfrentamento da pandemia, tivemos uma noção do ritmo de crescimento da transmissão da doença, o que ajudou a prever a demanda por mais leitos nos hospitais e a compra de insumos, por exemplo. Isso nos ajudou a minimizar o número de casos graves e óbitos. É um trabalho que para muitos é invisível, mas que é fundamental para a saúde pública”, destaca a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde, Maria Goretti Lopes
O Lacen é o laboratório de referência em saúde pública no Paraná e desde a chegada ao Estado do Sars-CoV-2, o vírus causador da Covid-19, acompanha a sua evolução. Foi no Lacen que houve a confirmação dos seis primeiros casos, em Cianorte e Curitiba. No início, era quem coordenava os testes, com capacidade de processamento de 600 por dia, mas em seguida foi montada uma rede de laboratórios credenciados para apoiar esse mapeamento.
Num terceiro momento, o Estado fez uma parceria com o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) para um novo laboratório nas imediações do Tecpar. Com isso, a capacidade de testagem do exame nasal chegou a 5 mil e depois a mais de 12 mil por dia.
Com essa rede robusta, em dois anos foram realizados mais de 4,7 milhões de testes no Paraná e o Estado lidera o ranking nacional de testagem proporcional da população (atrás apenas de São Paulo em números absolutos). As análises são processadas pelo Lacen e laboratórios parceiros ou laboratórios particulares, no caso dos planos de saúde.
"Foi a partir dessa rede que o Paraná virou referência nacional em confiabilidade. O que podemos dizer com certeza absoluta é que os dados do Estado nunca tiveram problema de contagem. Sempre lidamos com um cenário real porque a nossa capacidade de descobrir casos sempre foi acima da média", completou Goretti.
ESTRATÉGIA – O controle do Sars-CoV-2 e outros vírus respiratórios é feito da testagem diária no próprio órgão a partir do envio de amostras coletadas pelos municípios e de pontos sentinelas. Hospitais, Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) e unidades de saúde enviam amostras semanais de pacientes com algum sintoma de doença respiratória para serem avaliadas pela equipe do laboratório.
Segundo Irina Riediger, coordenadora técnica do Lacen, esses exames servem como uma espécie de fotografia de vigilância. “Além dos hospitais, são feitas coletas em mais 34 locais de todas as 22 Regionais de Saúde. Nessas amostras avaliamos o Sars-CoV-2 e outras nove viroses. É o que nos ajuda a encontrar a circulação viral”, destacou. Dessa maneira é possível identificar com rapidez o surgimento de qualquer vírus respiratório e das cepas que transitam no Paraná.
Com esses dados, o Lacen ajudou a "ler" o comportamento do coronavírus e das variantes e as informações orientaram medidas da Secretaria de Saúde no controle da doença. “O Lacen nos dá as informações para podermos subsidiar as decisões dos nossos governantes, inclusive em relação às medidas que a população deve adotar. Foi assim o tempo todo no enfrentamento à Covid-19 no Paraná”, acrescentou Maria Goretti.
No começo da pandemia, quatro aeronaves e um helicóptero do Governo do Estado auxiliaram no transporte de testes do Interior para Capital. Foram centenas de voos diários. Atualmente, cabe à equipe do laboratório receber duas vezes por dia na rodoviária de Curitiba as amostras que chegam do Interior enviadas pelas Regionais de Saúde. O material é transportado de graça pelas empresas do Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Estado do Paraná (Rodopar). Tudo é levado para o Lacen, que realiza a triagem.
Essa ampla rede de acompanhamento ajudou a acompanhar o pico histórico de casos registrados no Paraná em janeiro deste ano com a chegada da variante Ômicron. Em um intervalo de 15 dias houve uma explosão de casos no Brasil, o que fez crescer a busca por insumos e a demanda por testes. Foi o maior número de casos em um único mês desde o começo da pandemia (447.398), número equivalente à toda população de Maringá, por exemplo.
“Cada vez que surge uma variante, é uma novidade para todo mundo, para quem atende, para o paciente e também para quem detecta a doença. No caso da Gama e da Delta tivemos um ciclo de oito semanas desde o surgimento até a chegada ao Estado. Com a Ômicron em duas semanas já estava aqui. Foi tudo muito rápido”, lembrou a coordenadora técnica do Lacen.
E para acompanhar a explosão de casos, mais uma vez o Lacen se reinventou e o volume de análises quadruplicou nesse período. No Lacen, passaram de 20 mil por semana para 80 mil por semana. O estoque de insumos previsto para seis semanas se esgotou em cinco dias. Foi o caso dos cotonetes usados na coleta, que passaram a ser fabricados pelo próprio Laboratório Central para garantir o atendimento dos grupos prioritários, como gestantes, idosos e pessoas com doença respiratória aguda grave.
“Já tínhamos enfrentado três ondas e desde setembro estávamos numa relativa tranquilidade operacional no laboratório. Quando a Ômicron surgiu sabíamos que tudo seria mais rápido, mas não nessa proporção”, comentou Irina.
LACEN E IBMP – No prédio do Lacen são analisadas, por dia, 600 amostras de suspeitas de Covid-19. O local é destino dos testes de pacientes internados em UTI, gestantes ou pessoas que morreram em decorrência da doença. O maior volume é destinado ao Instituto de Biologia Molecular do Paraná, o IBMP, que desde 2020 possui uma Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19, implantada a partir de uma parceria firmada entre a Fiocruz e o Tecpar.
Atualmente o Lacen e o IBMP processam juntos pouco mais de 3 mil amostras por dia. Esse é um número confortável para os dois laboratórios. Mesmo diante do cenário em que o número de infectados e casos graves vem diminuindo, o monitoramento do Lacen permanece inalterado e é essencial diante da possibilidade do surgimento de novos vírus ou variantes.
“O Lacen foi e continua sendo estratégico nesse monitoramento e nos prepara sempre que surge um vírus novo que não estava sendo observado. É um caso que mostra que o aparato do Estado é essencial em uma luta coletiva como essa pandemia”, arrematou Maria Goretti.
Por - AEN

























