Os serviços de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Integrado de Atendimento ao Trauma de Emergência (Siate) estão sendo reforçados para auxiliar no atendimento prioritário das rodovias federais e estaduais após o fim dos contratos de concessões, que se encerram neste fim de semana.
Os serviços de atendimento pré-hospitalares contarão com reforço de 54 ambulâncias – 16 do Siate, operadas pelo Corpo de Bombeiros, e 38 do Samu. Com essa ampliação, a cobertura da Rede de Atenção à Urgência chega, pela primeira vez na história, a quase 100% do território paranaense, abrangendo toda a malha rodoviária do Anel de Integração.
Uma nova resolução da Secretaria de Estado da Saúde autoriza a contratação do serviço pelos municípios e Consórcios Municipais de Saúde. Para esse reforço, a pasta vai aportar R$ 2,77 milhões por mês, com transferências fundo a fundo aos consórcios e municípios para a operacionalização da frota.
As unidades de suporte do Samu são formadas pelas ambulâncias equipadas para o atendimento pré-hospitalar, além das equipes de atendimento. São 32 unidades de suporte básico, tripuladas por condutor, socorrista e técnico de enfermagem; e seis de suporte avançado, UTIs móveis com a presença de condutor que também é socorrista, médico e enfermeiro.
Elas ficarão espalhadas nas bases que cobrem todas as regiões do Estado (confira no mapa) e representam um incremento de 15% na estrutura atual do Samu no Paraná, que é formada por cinco helicópteros, um avião, duas motos, 217 unidades de suporte básico e 67 de suporte avançado.
Segundo o secretário estadual da Saúde, Beto Preto, o serviço atende atualmente entre 2.300 e 2.500 ocorrências diárias, incluindo os atendimentos nas rodovias, principalmente nos trechos urbanos. “Faremos esse reforço para o período entre o fim das atuais concessões e o início dos próximos contratos. Essas ambulâncias vão atender prioritariamente as rodovias, mas não só isso, também estarão à disposição de todos os paranaenses”, disse.
COBERTURA – Com esse reforço, regiões que não eram atendidas pelo Samu – como nos 20 municípios que compõem a 5ª Regional de Saúde (Guarapuava) – passam agora a contar com esse serviço.
“Com a ampliação do Samu para atender às prioridades das rodovias, estamos reforçando esse atendimento. A 5ª Regional, por exemplo, vai receber 13 ambulâncias, sendo que cinco começam a operar já neste fim de semana. Mas todas as regiões terão esse aporte”, destaca Giovana Fratin, gerente de Atenção à Urgência do Estado do Paraná.
INTEGRAÇÃO – O atendimento nas rodovias será operacionalizado junto ao Corpo de Bombeiros, que opera o Siate, como já ocorre atualmente, já que as 50 centrais de atendimento do Siate e as 12 do Samu operam de modo integrado. Inclusive, em casos de acidentes com vítimas nas rodovias, o chamado de atendimento será pelo telefone 193, do Corpo de Bombeiros.
O foco do Corpo de Bombeiros estará no resgate veicular, atendimento pré-hospitalar, controle de acidentes com produtos perigosos (químicos e biológicos) e no combate a incêndios em cargas, veículos e nas margens das rodovias. Além das ambulâncias, também serão utilizados os caminhões ABTR (Auto Bomba Tanque e Resgate), para quando for necessário o desencarceramento das vítimas.
Para isso, o efetivo está sendo reforçado, contando com 405 bombeiros militares escalados e distribuídos diariamente em 61 quartéis. Destes, 29 postos atuarão diretamente nas rodovias, somando-se a outros 32 disponíveis para apoio. Todas as viaturas estarão alocadas nos Quartéis de Bombeiros Militares, já que estatisticamente, a maior parte das emergências ocorre nos trechos situados nas entradas e saídas dos municípios.
“Nesses 24 anos de pedágio, o Corpo de Bombeiros sempre atuou e colaborou com as equipes das concessionárias. Agora, em uma tratativa diferenciada, aumentamos o efetivo para que, em uma cooperação técnica com o Samu, possamos prestar um atendimento de excelências nas rodovias do Paraná”, explicou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Manoel Vasco de Vasconcelos Júnior.
Em caso de acidentes nas rodovias com vítimas, o Corpo de Bombeiros orienta que os usuários sigam os seguintes procedimentos: 1) com segurança, sinalize imediatamente o local; 2) afaste-se da faixa de rolagem; 3) ligue 193; 4) informe o prefixo da rodovia (ex.: BR-277), o quilômetro do acidente e o sentido da via; e 5) Mantenha a calma e siga as instruções do operador.
Por - AEN
O Governo do Paraná vai reformular o Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE), que promove a formação continuada de professores da rede estadual de ensino.
O Projeto de Lei alterando a legislação será encaminhado à Assembleia Legislativa nos próximos dias e inclui mudanças no formato e no edital. As alterações vão permitir a abertura de 2 mil vagas de formação continuada no próximo ano.
É a primeira vez, desde 2016, que o programa abre vagas para os professores da rede estadual.
Hoje, 30 mil professores do Quadro Próprio do Magistério (QPM), das classes 8 a 11, estão aptos a cursar o PDE. A partir dessa formação, eles têm a possibilidade de avançar na carreira. Para atender a demanda, o texto enviado aos deputados estaduais propõe a realização do programa a distância, um formato que não exige afastamento do trabalho, e ainda com carga horária reduzida, mas mantendo a duração de dois anos. Além disso, o projeto vai tramitar em regime de urgência.
“Com a alteração da Lei, vamos realizar o PDE. Nosso objetivo permanente é melhorar a educação do Paraná. Como o PDE é fundamental para o desenvolvimento e para a promoção dos professores, vamos colocar o projeto para tramitar em regime de urgência”, explica o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
O governador destaca a importância de garantir a melhoria da qualidade de ensino e a urgência na formação dos professores da Educação Básica. Ele ressalta que o formato a distância é mais econômico e ágil para a realização do programa.
“No atual cenário do País, ainda mais em virtude da pandemia da Covid-19, há necessidade de se ter docentes capacitados e preparados nos ambientes escolares para o enfrentamento dos impactos na aprendizagem causados pelo afastamento presencial dos estudantes da escola. Desse modo, a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, com a alteração da Lei nº 130/10, prevê a realização do PDE sem afastamento laboral dos professores”, acrescenta.
MUDANÇAS – A reformulação proposta é fundamentada nos princípios educacionais da Seed-PR, em documentos orientadores, como a Base Nacional Comum Curricular e os referenciais curriculares, além das legislações vigentes, tendo em vista as necessidades da educação pública paranaense.
De acordo com o texto, todas as atividades do programa serão a distância, exceto a aplicação prática do projeto desenvolvido ao longo do programa. Dessa forma, além de contribuir para a permanência do professor junto ao estudante, também serão reduzidos os custos com o PDE no que se refere às despesas com substituição dos professores, pagamento de diárias e transporte.
Será a primeira vez também que os professores com mestrado terão aproveitamento total do título, mas, ainda assim, precisarão passar pelo teste seletivo. O PDE também irá certificar os professores e valer com uma pós-graduação. O lançamento do edital e a abertura das inscrições para o Programa de Desenvolvimento Educacional serão em fevereiro de 2022.
PRIORIDADE – Para o chefe da Casa Civil, Guto Silva, com a reformulação do PDE o Governo dá mais uma demonstração de que a educação é prioridade. Ele cita os investimentos e inovações em curso para modernizar o ensino público. “Temos o Programa Educação para o Futuro, que prevê aplicar R$ 480 milhões na modernização do ensino, a introdução da educação financeira no currículo, aulas de inglês, de robótica, renovação de equipamentos de informática, um conjunto de ferramentas virtuais para aprimorar o ensino e o desenvolvimento do aluno. Com o novo PDE, também modernizamos o programa de formação continuada destinado aos professores, valorizando esses servidores e viabilizando promoções”, afirma.
O secretário da Educação e do Esporte, Renato Feder, diz que o objetivo de tudo que vem sendo feito é colocar os estudantes paranaenses em pé de igualdade com alunos e alunas de redes particulares. Para isso, a formação dos professores é fundamental. “É mais um compromisso que o governador Ratinho Junior cumpre com nossos professores. Estamos trabalhando para valorizar cada vez mais esses profissionais que desde o ano passado precisaram se dedicar ainda mais para manter o aprendizado dos nossos estudantes”, defende.
Outra boa notícia para os professores foi a confirmação da prorrogação para o ano que vem dos atuais contratos do Processo Seletivo Simplificado (PSS). Os contratos e o próprio Edital 47/2020, cuja prova foi realizada em janeiro deste ano, vão ser prorrogados para 2022. Além disso, está em andamento o novo PSS, do edital 51/2001, que vai reforçar o quadro de professores do estado no ano que vem.
PDE — O Programa de Desenvolvimento Educacional é um programa de formação continuada destinado a professores do Quadro Próprio do Magistério (QPM) que se encontram no nível II, classe 8 a 11, da tabela de vencimentos do plano de carreira. Desenvolvido em dois anos, ele consiste em atividades teórico-práticas orientadas e no diálogo entre os professores do ensino superior e os da educação básica.
O objetivo do programa é proporcionar aos professores da rede subsídios metodológicos para que aprimorem sua prática em sala de aula. Os docentes desenvolvem projetos educacionais e, então, têm a oportunidade de aplicá-los na escola. No caso de servidores da Seed-PR ou dos Núcleos Regionais de Educação, é possível aplicar o projeto dentro do seu próprio setor, desde que seja direcionado à gestão e formação de professores, ou na escola, fora do seu horário de trabalho, caso o projeto seja direcionado aos alunos.
Desde a primeira edição, em 2007, participaram do PDE mais de 15 mil professores. Foram produzidos quase 30 mil materiais, que estão disponíveis para uso da rede estadual de ensino como complemento e apoio para atividades pedagógicas.
Por - AEN
O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) elaborou um projeto-piloto de banca examinadora itinerante após verificar a necessidade de oferecer exames práticos em algumas regiões do Estado onde não existem Ciretrans, local onde se realiza teste prático para exames de primeira habilitação sem nenhum custo adicional ao candidato.
“São 100 Ciretrans para 399 municípios, ou seja, uma demanda maior que a oferta. Por isso, fizemos uma análise da distribuição e resolvemos realizar um projeto-piloto para levar este serviço à população sem a necessidade de um deslocamento só para fazer o teste”, comentou o diretor-geral do órgão, Wagner Mesquita.
A oferta será de acordo com a necessidade de cada município, podendo ser semanal, quinzenal ou mensal. As datas serão divulgadas com antecedência, sem custos adicionais aos candidatos, e os atendimentos serão executados por colaboradores do Detran com segurança e comodidade.
Será disponibilizado o examinador para realizar a prova nas pistas de moto, balizas e utilizando também os equipamentos para verificação biométrica do candidato de um Centro de Formação de Condutores (CFC) do município.
De acordo com a Resolução nº 789/20-CONTRAN, os exames práticos de direção categorias B, C, D, E são realizados em duas etapas (teste de estacionamento e percurso em via pública). O exame de categoria A é realizado em pista/local preparado para este fim, onde os candidatos são observados pelo examinador enquanto realizam o percurso.
SANTA FÉ – Nesta semana, o diretor-geral do Detran-PR recebeu a vista do prefeito do município de Santa Fé, Fernando Brambilla, para conversar e formalizar a participação da cidade no projeto piloto. “Estamos realizando os exames desde o dia 26 de outubro junto com o Detran. Já foram duas datas de execução. Quem ganha é a nossa comunidade, os nossos munícipes. Agradeço imensamente o apoio de todos os envolvidos”, disse Brambilla. A cidade é atendida pela Ciretran de Astorga que fica a uma distância de 40 quilômetros.
Por - AEN
A primavera tem sido marcada por eventos climáticos severos no Oeste e Sudoeste do Estado, novamente afetados por chuvas fortes nesta quinta-feira (25).
Equipes da Copel estão em campo para recuperar os estragos causados pelos raios e ventos fortes sobre as redes elétricas. A interrupção de energia também afeta os sistemas de abastecimento de água em diversas localidades destas regiões, segundo informa a Sanepar.
Os danos na rede elétrica chegaram a interromper simultaneamente o fornecimento de energia a 64 mil domicílios destas regiões, na noite de quinta-feira. Esta quantidade reduziu para 11,7 mil na manhã desta sexta-feira (26). No período da tarde, as equipes locais recebem reforços de outras regiões no Estado que foram menos afetadas pelo temporal.
Em Cascavel, 2,7 mil imóveis estão sem energia, volume que representa 1,7% das ligações atendidas no município. A maioria das ocorrências está em áreas rurais. Das 535 emergências para atendimento na cidade e adjacências, boa parte está localizada no distrito de Rio do Salto e nas comunidades Salto Portão, Espigão Azul, Guavirá, Refopaz e São Salvador. Na saída para Boa Vista da Aparecida, um trecho teve dois postes quebrados em um morro com acesso bastante difícil, em que as equipes de obras precisarão atuar.
O gerente regional de Manutenção, André Rodrigues Janiaski, avalia que a característica deste evento foi de grande volume de ocorrências pontuais: “Tivemos muitos pontos com galhos e cascas de árvores sobre as redes. Estamos com todo nosso contingente atuando, pois nossa área rural é muito grande, com pontos de difícil acesso”, comenta.
Em Marechal Cândido Rondon são 759 domicílios desligados, principalmente devido a cabos rompidos na área urbana. No Sudoeste, Coronel Domingues Soares tem 800 domicílios sem luz e em Pérola do Oeste são cerca de 600 domicílios desligados, a maioria em áreas rurais.
A Copel lembra que, em dias de tempestades, deve-se manter distância de situações que possam oferecer riscos, como postes quebrados e fios rompidos. A falta de luz pode ser comunicada pelo site e aplicativo, pelo telefone 0800 51 00 116 e pelo WhatsApp 41 3013-8973. Há ainda a opção de enviar uma mensagem de texto (SMS) para o número 28593, com as letras “SL” e o número da unidade consumidora.
De acordo com o Simepar, os temporais chegaram a ter rajadas de vento de 91,1 km/h, na região. Em Marechal Cândido Rondon, as rajadas alcançaram 94,7 km/h. Nesta sexta, o tempo segue instável no Paraná, mas, com chuvas mais localizadas. Na metade Sul paranaense, apesar de permanecer com muita nebulosidade na maioria das cidades, a tendência é de sol.
SANEPAR – As chuvas e ventos fortes da tarde e da noite desta quinta-feira (25) também prejudicaram os sistemas de abastecimento de água de algumas cidades paranaenses pela falta de energia.
Na região Oeste do Estado os sistemas que tiveram falta de energia foram os de Santa Tereza do Oeste, Lindoeste, Capitão Leônidas Marques, Catanduvas, os distritos de Rio do Salto e Juvinópolis, em Cascavel, Cafelândia, São Pedro do Iguaçu, Maripá, São José das Palmeiras, São Pedro do Iguaçu, Toledo, os distritos de Longuinópolis, em Braganey, e Moreninha, em Santa Helena e Diamante do Oeste.
No Sudoeste do Estado foram afetados os sistemas de Pato Branco e Pérola do Oeste. Pato Branco está em recuperação e Pérola do Oeste deve normalizar somente na madrugada do sábado. Já na região Central e dos Campos Gerais as cidades de Marquinho, Cândido de Abreu, Ortigueira, Manoel Ribas e Irati e o distrito de Lajeado Bonito, no município de Castro, tiveram queda de energia. Em Manoel Ribas, Irati, Cândido de Abreu e Ortigueira a energia foi restabelecida, porém o abastecimento deve normalizar durante a noite. Lajeado Bonito permanece sem energia e com falta de água. A previsão é normalizar durante a madrugada do sábado.
Em Toledo a energia no principal poço retornou durante a manhã, mas a normalização do abastecimento deve ocorrer gradativamente até o fim da tarde. A falta de água pode ser sentida ainda nas regiões do Centro, Vila Industrial, Jardim Gisele, Jardim Pancera, Vila Becker, Filadélfia, Jardim Coopagro, Santa Maria e Jardim La Salle.
No momento, permanecem sem energia São José das Palmeiras, Diamante do Oeste, o distrito de Lajeado Bonito, em Castro, e os distritos de Rio do Salto, em Cascavel, e Longuinópolis, em Braganey. Em Catanduvas e em Pérola do Oeste a energia voltou de forma parcial, podendo ter falta de água ao longo do dia.
Por - AEN
Ela vive presente no imaginário e no folclore brasileiros, mas na realidade a onça-pintada (Panthera onca), o maior felino das Américas e o terceiro do mundo, está criticamente ameaçada de extinção por já ter perdido 85% de seu habitat e corre sério risco de desaparecer na Mata Atlântica, onde estima-se que vivam cerca de 250 indivíduos.
O Paraná abriga o maior contingente de onças-pintadas do país, segundo estimativa do Projeto Onças do Iguaçu, com uma população estimada em 28 animais espalhados pelos 185 mil hectares do Parque Nacional do Iguaçu (PNI), na Região da Tríplice Fronteira, com Paraguai e Argentina.
Para debater a importância de se estabelecer políticas públicas de preservação da onça-pintada e de seu habitat a Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Paraná realizará a audiência pública Grandes Felinos do Paraná, na segunda-feira (29), data que se comemora o Dia Nacional da Onça-Pintada, a partir das 9 horas, com transmissão ao vivo pela TV Assembleia, site e redes sociais do Legislativo.
“Vamos conversar nesta audiência pública sobre políticas públicas pela conservação dessa espécie e a necessidade da criação de um Programa Estadual para a Conservação dos Grandes Felinos do Paraná. Participarão do debate representantes de universidades, forças de fiscalização ambiental, ONGs e membros do poder público”, informou o deputado Goura (PDT), presidente da Comissão de Meio Ambiente.
O deputado disse que são necessárias ações concretas e urgentes para recuperar a Mata Atlântica e salvar a onça-pintada. “Essa espécie de grande felino foi quase dizimada nos anos 90. Foi com muito esforço e dedicação dos conservacionistas, ambientalistas e muita gente, como os moradores lindeiros ao PNI, por exemplo, que estamos conseguindo preservar e até mesmo ver a população de onças aumentar”.
Programa de conservação
“Por isso essa audiência pública vai debater a implementação de políticas públicas de proteção e conservação das espécies e as atribuições de cada esfera do Estado. O objetivo é construir diretrizes do Programa Estadual para a Conservação dos Grandes Felinos do Paraná, com estratégias de curto, médio e longo prazo”, explicou Goura.
A presença da onça-pintada na região do Parque Nacional do Iguaçu e na Serra do Mar, na Grande Reserva da Mata Atlântica, entre os estados de São Paulo e Paraná, significa, informou Goura, que essas regiões apresentam condições saudáveis, permitindo não só a sobrevivência da espécie na área, mas também a reprodução.
“Os pesquisadores explicam que por ser um animal do topo da cadeia alimentar, a onça-pintada tem um papel essencial no equilíbrio dos ecossistemas. E que a sua extinção traria efeitos devastadores na biodiversidade da fauna e até mesmo da flora, com consequências imprevisíveis para todos nós”.
Programação
Participam da audiência o biólogo Roberto Fusco, que trabalha no Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar de Monitoramento e Conservação; o tenente coronel Júlio César Vieira Da Rosa, comandante do Batalhão de Polícia Ambiental Força Verde da PM-PR; Angela Kuczach, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) e do Instituto Manacá, onde integra a equipe coordenadora do “Programa Grandes Mamíferos da Serra do Mar de Monitoramento e Conservação.
Também participam a bióloga Yara de Melo Barros, coordenadora executiva do Projeto Onças do Iguaçu; a médica veterinária Rose Gasparini Mora, do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros/CENAP; Fernando Tortatto, da ONG Panthera; o biólogo Leonel Carlos Anderman.
Além da coordenadora de Gestão de Recursos Naturais e Educação Ambiental da Secretaria Estadual do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest) Fernanda Góss Braga; do diretor executivo da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS), Clovis Borges; da bióloga Marion Letícia Bartolamei Silva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e da estudante e militante socioambiental Clara Marés.
Características da onça-pintada
A onça-pintada era encontrada desde o sudoeste dos Estados Unidos até o centro-sul da Argentina e Uruguai e vivia em diversos habitats, de florestas aos semiáridos. Hoje é considerada extinta nos EUA e muito rara na América Central. Está seriamente ameaçada na América do Sul. No Brasil, ela originalmente ocupava todos os biomas.
As onças podem ser ativas durante o dia e à noite e geralmente evitam locais com atividades humanas, mas têm hábitos solitários. Se alimentam de animais de médio e grande porte, como anta, porco-do-mato, veado, tamanduá, capivara, jacaré e quati. Elas podem viver entre 12 e 15 anos em média quando livres e pesam entre 60 e 100 quilos. Machos e fêmeas só se encontram para reproduzir e têm em média dois filhotes.
Por - ALEP
O volume de grãos produzidos pelo Paraná na safra de verão 2021/2022 deve chegar a 25,61 milhões de toneladas em uma área de 6,2 milhões de hectares, segundo relatório mensal divulgado nesta quinta-feira (25) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
Caso a expectativa se confirme, a produção será 10% superior à do ciclo 2020/21, em uma área 1% maior.
As chuvas um pouco mais regulares na maior parte do Estado permitiram avanço da semeadura das principais culturas, chegando na reta final. Assim, a safra tem perspectivas positivas e grande parte das lavouras está com boas condições, de acordo com o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara.
“A expectativa de produção aumentou em quase 300 mil toneladas em relação ao que se esperava no mês de outubro”, afirma. Ainda que algumas regiões necessitem de mais chuva para o desenvolvimento das plantas, o cenário está favorável para a safra paranaense de maneira geral, principalmente se o clima colaborar.
O relatório do Deral sinaliza que o Paraná deve produzir 20,98 milhões de toneladas de soja, 6% a mais do que no ciclo anterior, enquanto a primeira safra de milho pode ter um aumento de 35% na produção, chegando a 4,2 milhões de toneladas.
“Estamos na torcida para que a safra corra bem, que façamos a colheita na época certa e, com isso, o calendário permita uma boa instalação, especialmente da segunda safra de milho, importante para o abastecimento interno, para recompor estoques e manter custos sob controle”, diz Ortigara.
MILHO PRIMEIRA SAFRA – Com o plantio praticamente encerrado, a primeira safra de milho tem uma boa perspectiva e pode recompor as perdas dos últimos ciclos. Hoje, a produtividade média esperada no Paraná é de 9.750 quilos por hectare, levemente abaixo do recorde de 10 mil quilos.
O relatório deste mês estima um volume de 4,2 milhões de toneladas, 35% a mais do que na safra anterior. Já a área está estimada em 430 mil hectares, alta de 15% sobre o ciclo 2020/21, segundo o analista do Deral, Edmar Gervásio.
Embora os preços tenham apresentado queda nos últimos meses, os valores ainda estão satisfatórios. Na última semana, os produtores de milho receberam, em média, R$ 76,00 pela saca de 60 kg, valor aproximadamente 12% superior ao recebido em novembro de 2020, e 61% maior do que a média do ano passado. Com uma oferta maior do produto, após cerca de seis meses de déficit que exigiram mais importação, o mercado tende a se ajustar e os preços das proteínas animais devem equalizar.
SOJA – O ciclo 2021/22 apresenta boas condições neste período e, mesmo com o excesso de chuvas que castigou parte das lavouras no último mês, as expectativas para a safra são positivas. O levantamento de novembro apontou que já foram semeados 5,47 milhões de hectares, cerca de 97% dos 5,62 milhões estimados.
Espera-se a produção de 20,98 milhões de toneladas de soja nesta safra, estimativa que, se confirmada, supera em 6% a do ano passado, em uma área 1% maior.
Das lavouras a campo, 95% estão em boas condições, e 5% se encontram em condições médias. Os números ainda serão reavaliados no decorrer da safra. Isso porque, devido à seca, neste ano algumas regiões produtoras como Oeste, Sudoeste e Norte precisaram fazer o replantio.
Até o mês de novembro foram comercializados cerca de 8% da produção (1,72 milhão de toneladas), índice bem menor do que no mesmo período do ano passado, quando os produtores paranaenses já haviam vendido 42% do total estimado para a safra à época. Segundo o economista do Deral, Marcelo Garrido, a expectativa dos produtores por patamares maiores de preço ajuda a explicar a retração na comercialização.
Na semana passada, a saca de 60 kg de soja foi comercializada, em média, por R$ 152,00, o que representa um aumento de 3% sobre o valor recebido em 2020, de R$ 147,00. Por outro lado, é um preço menor do que o praticado nos últimos meses. Em outubro de 2021, por exemplo, a saca era comercializada por R$ 155,00, em média.
FEIJÃO PRIMEIRA SAFRA – Cerca de 99 % da área total de feijão, estimada em 140 mil hectares, está plantada. Do volume semeado, 82% apresentam boas condições e 18% condições médias. Já o volume produzido pode chegar a 276,1 mil toneladas, aumento de 7% em relação à safra anterior, enquanto a área é 8% menor.
Segundo o agrônomo do Deral Carlos Alberto Salvador, o clima no mês de novembro, quando muitas áreas estão em fase de floração, impactou o desenvolvimento da safra, com precipitações reduzidas e temperatura elevada. “Na região de Francisco Beltrão, por exemplo, 60% das lavouras estão em condições médias. Agora, dependemos do clima para ter uma boa safra”, explica.
Na semana passada, o preço médio recebido pelos agricultores foi de R$ 253,37 pela saca de 60 kg do feijão tipo cores e R$ 225,48 para o tipo preto. Segundo Salvador, o Paraná registra redução desses valores comparativamente ao primeiro semestre, principalmente pela redução do consumo.
ARROZ – As estimativas do Deral sinalizam que a produção de arroz no Paraná pode somar 150 mil toneladas de arroz na safra 2021/22. Segundo o economista Methodio Groxko, o abastecimento do mercado está normalizado, com o bom andamento da safra no Rio Grande do Sul, principal estado produtor.
MANDIOCA – As condições climáticas estão favorecendo as práticas de campo, tanto na colheita quanto no plantio da safra 2021/22, segundo Groxko. A oferta de mandioca para as indústrias de fécula e de farinha continua baixa e, por isso, a demanda é complementada com o produto de outros estados. A área para a safra 2021/2022 está estimada em 128,4 mil hectares. Já a produção deve somar 2,9 milhões de toneladas. Esta posição, se confirmada, será menor em 7% na área e 10% na produção em relação à safra anterior.
Na semana de 15 a 19 de novembro, os valores pagos aos produtores foram considerados satisfatórios. Eles receberam, em média, R$ 602,00 pela tonelada de mandioca posta na indústria. Este preço é cerca de 35% maior em relação a novembro de 2020. A saca de 25 kg de fécula foi comercializada a R$ 84,00 e a saca de 50 kg de farinha crua por R$ 128,00.
A reduzida oferta de mandioca, a necessidade de reposição dos estoques de farinha e de fécula de final de ano, e a aproximação da entressafra alavancaram a subida dos preços em todos os segmentos da comercialização. Outro fator foi o aumento das vendas para o Exterior. Neste ano, houve crescimento de 50% das exportações de fécula paranaense, volume comprado principalmente pelos Estados Unidos e países do Mercosul. O Estado responde por 70% da produção nacional.
CEVADA – Nesta semana, a cultura da cevada praticamente encerrou a colheita no Estado, já atingindo cerca de 98% da área estimada em 76 mil hectares. Na região de Guarapuava, principal produtora, 95% da área está colhida.
Segundo o agrônomo do Deral Rogério Nogueira, registrou-se neste relatório uma redução de 18% no potencial produtivo da região, especialmente por conta das geadas e chuvas, mas a produção chega a 193 mil toneladas e tem boa qualidade.
No núcleo de Ponta Grossa, onde o plantio inicia em maio, a colheita já foi finalizada, e foram produzidas 88 mil toneladas de cevada. No entanto, conforme o Deral já indicava no relatório de outubro, metade desse volume não atingiu o padrão cervejeiro, devido ao excesso de chuvas durante a colheita, e deve ser destinado à ração animal.
A produção em todo o Estado está estimada em 311,2 mil toneladas de cevada, uma redução de 12% com relação ao potencial inicial, mas um volume 14% superior ao produzido no ano passado. Aproximadamente 62% da produção está comercializada. Os preços estão atraentes para os produtores. Na média de novembro, eles receberam R$ 105,00 pela saca de 60 kg, valor 23% superior ao registrado em novembro de 2020, de R$ 85,00.
TRIGO – Na safra 2020/21, o Paraná produziu 3,2 milhões de toneladas de trigo, conforme já apontava o relatório de outubro. Esse volume é quase 20% inferior ao potencial estimado no início do ciclo, mas 1% superior ao produzido na safra anterior. A área de plantio é de 1,22 milhão de hectares, 7% superior ao ano passado.
“Neste ano, tivemos mais problemas com seca e geadas comparativamente ao ano passado”, explica o agrônomo do Deral Carlos Hugo Godinho. Com este cenário, e se as estimativas para a safra do Rio Grande do Sul se confirmarem, o Paraná pode perder a liderança na produção nacional de trigo. Considerando os preços recebidos pelos produtores, que estão, em média, 20% melhores do que no ano passado, a safra deve fechar com um bom rendimento.
De acordo com Godinho, em dezembro serão divulgados dois indicadores importantes para a definição do futuro próximo da triticultura paranaense: a intenção de plantio de milho safrinha e a atualização dos custos de produção de trigo. “Este último tem sido fator de preocupação para os produtores de cereais do Paraná, principalmente em relação aos preços e disponibilidade de fertilizantes”, diz.
BOLETIM AGROPECUÁRIO – O Deral também divulgou nesta quinta-feira (25) o Boletim Semanal de Conjuntura Agropecuária. Além de informações sobre as principais culturas do Estado, o documento destaca a produção de banana no município de Guaratuba, no Litoral, principal produtor paranaense em 2020. Também há informações sobre batata, cujo volume de produção esperado pode alcançar 459,9 mil toneladas. O Boletim traz ainda dados sobre as cotações e perspectivas para a pecuária de leite, sobre a exportação de mel e os custos de produção da avicultura.
Por - AEN







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