Com atuação preventiva, investigação e planejamento executado pelas forças policiais, o número de mortes violentas intencionais (MVI) reduziu em 12,82% nos nove primeiros meses de 2021 no Paraná, em comparação com janeiro a setembro do ano anterior.
O destaque é que em 174 municípios (43% do Estado) não houve ocorrências deste tipo de crime neste ano. Em 2020, neste período, foram 154 cidades sem mortes violentas.
Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública do Paraná nesta quarta-feira (24). O levantamento aponta que o número de casos registrados de janeiro a setembro caiu de 1.651 no ano passado para 1.466 no mesmo período deste ano – 187 mortes a menos. O indicador Mortes Violentas Intencionais é composto por crimes de homicídio doloso, latrocínio, lesões corporais seguida de morte e feminicídios.
A redução destes crimes indica o acerto das estratégias adotadas pelas polícias. “A redução se deve ao trabalho das forças de segurança, por meio de uma estratégica específica, com ação direta e de inteligência policial contra o tráfico de drogas, principalmente, pois combatendo este crime, combate-se também o homicídio”, afirmou o secretário da Segurança Pública, Romulo Marinho Soares,
Os quatro crimes analisados apresentaram redução no Estado no comparativo dos períodos de 2020 e 2021. No caso de homicídios dolosos, queda foi de 11,59% (de 1.511 para 1.354). Houve redução de 29,03% nos casos de lesão corporal seguida de morte (de 40 para 31), de 10,09% em feminicídio (de 55 para 49) e de 28,88% em roubo seguido de morte (latrocínio), de 45 para 32.
O balanço da Secretaria da Segurança aponta, ainda, que o mês de junho foi o que teve o menor número de mortes violentas intencionais, com 130 ocorrências, seguido de agosto (135) e maio (159).
A diminuição de mortes violentas intencionais tem sido constante desde março deste ano. O reforço de operações, intensificação de policiamento preventivo e ações de inteligência ajudaram no combate à violência. “Tivemos uma polícia mais presente e ações investigativas mais eficientes”, disse o secretário Marinho Soares.
ÁREAS – O Paraná possui 23 Áreas Integradas de Segurança Pública do Paraná (AISPs) – divisão geográfica do setor, que congrega todos os municípios. Em 11 houve aumento no número de cidades sem homicídios. Os destaques são a 18ª AISP, com sede em Apucarana, onde 19 das 26 cidades não tiveram casos nos primeiros nove meses deste ano, a 23ª AISP (Jacarezinho), onde 13 de 22 cidades não tiveram mortes violentas intencionais, e a 16ª AISP (Paranavaí), com 19 de um total de 34.
Das 23 AISPs do Estado, 16 registraram queda nos índices de mortes violentas intencionais. A redução mais expressiva foi na 18ª AISP, de Apucarana, que abrange 26 municípios do Vale do Ivaí, onde houve redução de morte violentas intencionais em 64% (de 28 para 10). Em números absolutos, a maior diminuição foi na 2ª AISP (São José dos Pinhais), Região Metropolitana de Curitiba, com 40 mortes a menos nos nove primeiros meses deste ano (de 370 para 330).
Outras AISPs que tiveram redução foram a 23ª (Jacarezinho, que abrange 22 municípios do Norte Pioneiro), com queda de 47%; a 21ª (Cornélio Procópio, que abrange 20 municípios do Norte), com menos 45%; a 19ª AISP, de Rolândia (que abrange 16 municípios do Norte), com menos 41%; e a 20ª (Londrina, que corresponde a cinco municípios do Norte), com queda 36%.
MAPA DO CRIME – Para o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Hudson Leôncio Teixeira, o trabalho e as estratégias adotadas pela corporação contribuíram para a redução de mortes violentas intencionais. Houve maior presença ostensiva nas ruas e a atuação dos efetivos especializados e regulares, que não parou durante todo o período.
“Atuamos dentro do que o mapa do crime do Paraná nos demonstra, tanto na parte criminal quanto na questão de trânsito, de forma pontual, diuturnamente, e nas regiões onde há maior necessidade de aplicação do policiamento preventivo, justamente para que os números continuem caindo e, assim, passamos dar mais segurança à população”, disse.
Segundo o delegado-geral da Polícia Civil do Paraná, Silvio Jacob Rockembach, a Polícia Civil do Paraná está atuando em ações cirúrgicas e em áreas de interesse operacional, que são mapeadas através da atividade de inteligência, o que proporciona uma atuação conjunta das forças policiais naqueles aspectos que têm uma relação direta com as mortes violentas.
“Estamos atacando o crime em vários pontos específicos, onde existe concentração de homicídios, principalmente vinculados ao tráfico de drogas. O que está sendo realizado é um trabalho muito forte de inteligência e, através dele, orientamos toda a nossa atividade operacional, o que tem levado ao aumento significativo do índice de solução de homicídios”, explicou.
CAPITAL – Dos 75 bairros de Curitiba, 35 (46%) não registraram homicídios entre janeiro e setembro. No geral, a queda do número em Curitiba foi de 13,7% no comparativo entre os períodos analisados (de 197 para 170).
O homicídio doloso, por exemplo, reduziu 13,73% (de 182 para 157); o feminicídio caiu 40%, (de 7 para 5), e o roubo seguido de morte teve redução de 33% (de 4 para 3). O recorte de lesão corporal seguida de morte se manteve estável, com quatro ocorrências no período analisado nos dois anos.
Em relação à redução de MVI (as quatro modalidades juntas) nos bairros de Curitiba, os destaques foram Umbará (-86%), Centro (-71%), Campo Santana (-67%), Santa Felicidade (-67%) e Atuba (-60%).
Por - AEN
O governador Carlos Massa Ratinho Junior entregou nesta quarta-feira (24), ao presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bin, o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) do projeto da Nova Ferroeste.
Ele e o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, se reuniram com técnicos do órgão ambiental em Brasília para tratar do empreendimento.
Proposto pelo Governo do Estado, o projeto prevê uma ligação férrea entre Maracaju (MS) e o Porto de Paranaguá, além da ampliação e modernização do trecho já existente, entre Cascavel e Guarapuava, e novos ramais até o MS e Foz do Iguaçu. A Secretaria de Infraestrutura e Logística protocolou nesta terça (23) o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) da Nova Ferroeste, uma das etapas do pedido de Licença Prévia.
Ratinho Junior destacou a importância da participação de diversos órgãos federais na execução do EIA, essencial para solicitar o licenciamento do projeto. “Desde o início, a equipe do Ibama se aproximou do projeto. Os profissionais estiveram nos locais abrangidos pelo projeto, percorreram todo o trecho a ser estudado e nos orientaram sobre quais as melhores soluções nas questões ambientais”, afirmou Ratinho Junior.
“Queremos levar o projeto da Nova Ferroeste para o leilão já com a licença prévia emitida, isso dá mais segurança para o investidor participar”, disse o governador.
O relatório foi feito em menos de um ano. Isso só foi possível porque a análise ambiental foi elaborada ao mesmo tempo que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA). Segundo o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, essa engenharia simultânea trouxe inúmeras vantagens para o projeto.
“O levantamento ambiental contribuiu para escolha do melhor traçado, que mitiga ao máximo os danos ao meio ambiente”, avaliou. “Essa reunião em Brasília mostrou como o Mato Grosso do Sul e o Paraná trabalham muito bem juntos e veem a Nova Ferroeste como uma solução logística sustentável e essencial para o desenvolvimento dos dois estados”.
Para o governador Reinaldo Azambuja, a Nova Ferroeste é um projeto estratégico para o desenvolvimento dos dois estados. “No futuro, com a viabilização da ferrovia, o nosso estado, assim como o Paraná e Santa Catarina, vão diminuir a exportação de commodities e ampliar a exportação principalmente de proteína animal”, disse.
ANÁLISE – O Ibama iniciou a pré-análise do estudo e deve divulgar nas próximas semanas o prazo oficial para convocação das audiências públicas a serem realizadas no início de 2022. Os locais são definidos pelo órgão licenciador, as audiências serão realizadas pela Nova Ferroeste com acompanhamento de técnicos do governo federal.
A população das regiões abrangidas pelos trilhos da nova estrada de ferro vai poder conhecer detalhes do projeto e dar sugestões de ações para evitar, mitigar ou compensar o impacto ambiental. Será uma oportunidade para tirar dúvidas sobre o empreendimento, fazer sugestões e críticas. Antes do parecer final, os técnicos do Ibama vão retornar a alguns locais do traçado para realizar uma vistoria de avaliação.
NOVA FERROESTE – A Nova Ferroeste terá 1.304 quilômetros de extensão e será o segundo maior corredor de grãos e contêineres do País. No primeiro ano de operação plena, devem passar pelos trilhos da estrada de ferro cerca de 38 milhões de toneladas de produtos, a maioria com destino ao porto de Paranaguá.
PRESENÇAS – Participaram do encontro em Brasília o diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Jonas Trindade; o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves; os deputados federais paranaenses Toninho Wandscheer, Stephanes Jr, Ricardo Barros, Pedro Lupion e Luizão Goulart; o senador sul-matogrossense Nelsinho Trad e os deputados Bia Cavassa, Dogoberto Nogueira, Vander Loubet e Beto Pereira, também do MS.
Por - AEN
O vice-governador Darci Piana se reuniu nesta quarta-feira (24), no Palácio Iguaçu, com o novo cônsul-geral do Japão em Curitiba, Keiji Hamada. Os assuntos tratados passaram pela parceria em tecnologia para a agroindústria paranaense e o comércio entre o Paraná e o Japão.
O vice-governador lembrou a tradição japonesa na história do Estado. “Grande parte do crescimento do Paraná devemos aos japoneses. Temos grandes empresas ligadas ao Japão”, disse Piana. “É importante buscar novos investimentos do Japão no Paraná, como também buscar mercado para os produtos do Paraná para o mercado japonês”.
Com a ideia de avançar com esta parceria, Piana frisou o interesse na tecnologia japonesa para o biogás. “O Paraná é o principal produtor de frangos e o segundo maior de suínos. Há um potencial muito grande para gerar energia, além de resolver um problema ambiental e evitar que todo esse volume de dejetos não contamine o solo e água. Estamos muito preocupados com isso, e contamos com o apoio dos japoneses”, disse.
“Como cônsul-geral do Japão aqui em Curitiba, vou me esforçar ainda mais para aumentar ou melhorar as relações econômicas entre os dois países”, destacou Hamada. Para ele, estar em Curitiba traz boas memórias. “Estou no Paraná pela segunda vez, porque estudei português em Curitiba, há muito tempo. Estou feliz em poder voltar”, afirmou.
Acompanharam o cônsul-geral o vice-cônsul Sotaro Higaki e o presidente do Sindicato dos Aviários e Casas Agropecuárias do Paraná (Sindaca), filiado à Fecomércio, Fábio Hideki Assahi.
IRMANDADE – Os governos do Estado do Paraná e da província de Hyogo completaram 51 anos da irmandade, firmada por convênio em maio de 1970, em 2021. O jubileu de ouro (50 anos) não pôde ser celebrado devido à pandemia. “Esperamos que no próximo ano possamos fazer a visita lá”, disse o vice-governador na reunião com o cônsul-geral.
O Paraná tem laços de irmandade com a província de Hyogo e quatro municípios paranaenses têm irmandade com cidades japonesas: Curitiba é cidade-irmã de Himeji; Londrina de Nishinomiya; Maringá de Kakogawa; e Paranaguá de Awaji-shi.
AGENDA INTERNACIONAL – Nesta quarta-feira (24), o vice-governador recebeu, ainda, o embaixador da República de El Salvador no Brasil, Víctor Manuel Lagos Pizzati. Esta é a primeira visita do embaixador ao Paraná.
Por - AEN
Ao todo, campanha vai distribuir mais de R$ 390 mil em prêmios aos associados da Sicredi Grandes Lagos PR/SP
Organizada pela Sicredi Grandes Lagos PR/SP, cooperativa com mais de 36 mil associados, a campanha “Sorte Premiada” realiza os dois últimos sorteios nos dias 2 e 30 de dezembro, com a premiação de um Recibo de Depósito Cooperativo (RDC) no valor de R$ 33 mil e uma Ford Ranger XLS zero quilômetro.
O presidente da cooperativa, Orlando Muffato, destaca que, ao todo, a promoção vai distribuir mais de R$ 390 mil em prêmios e tem como objetivo estimular a economia local e valorizar os associados da cooperativa. “O cuidado e a preocupação com cada região em que a cooperativa atua é primordial. Por isso, pensamos em iniciativas que auxiliam o desenvolvimento econômico e social ao mesmo tempo em que geram benefícios aos nossos associados, reforçando nosso objetivo de cooperação e impacto positivo”, explica Muffato.
Ao longo da campanha foram realizados sorteios em celebração a datas especiais como Dia das Mães, Dia dos Pais, Dia das Crianças, além dos últimos sorteios, em dezembro, em comemoração ao aniversário de 33 anos da cooperativa.
Os sorteios finais da campanha serão realizados na sede regional da Sicredi Grandes Lagos PR/SP, em Laranjeiras do Sul e poderão ser acompanhados pelo facebook da cooperativa https://www.facebook.com/sicredigrandeslagosprsp e pelo canal oficial da cooperativa no Youtube.
Associados ainda podem participar
Na Sicredi Grandes Lagos PR/SP, ao investir R$ 100 na poupança, o associado recebe um cupom para concorrer aos prêmios da promoção “Sorte Premiada 2021”. Esses cupons também são entregues aos associados que adquirirem produtos e serviços da cooperativa como consórcios, seguros, previdência privada e outros investimentos. Os associados poupadores da cooperativa também concorrem aos sorteios da campanha “Poupança Premiada”, realizada pelo Sicredi nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e com sorteios pela Loteria Federal.
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Por - Assessoria
O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) vai reduzir o preço das passagens de transporte intermunicipal de passageiros de todas as linhas que cruzam praças de pedágio, com o término dos contratos de concessão nesta sexta-feira (26) e sábado (27).
No caso das linhas rodoviárias padrão, o valor não está embutido na tarifa básica cobrada, bastando as empresas deixarem de cobrar o valor do pedágio no ato da venda da passagem.
No caso das linhas intermunicipais metropolitanas do interior do Estado, o valor do pedágio é calculado em função do número de eixos do veículo e de passageiros transportados, estando incluso no valor da tarifa básica. O DER/PR está encaminhando às empresas as novas tabelas com os preços das passagens, descontado os custos com pedágios.
O valor reduzido começa a ser cobrado após as 23h59 do dia 26 de novembro de 2021 no caso das linhas que cruzam as praças de pedágio da Econorte, Viapar e EcoCataratas, e após as 23h59m do dia 27 para as linhas que cruzam as praças de pedágio da Caminhos do Paraná, Rodonorte e Ecovia.
Todas as empresas transportadoras de passageiros que atuam em linhas intermunicipais do Paraná foram oficiadas nesta terça-feira (23) quanto à medida.
Alterações no preço de passagens devido aos pedágios são atividades de praxe da Coordenadoria de Transporte Rodoviário Comercial do DER/PR, que sempre disponibiliza tabelas atualizadas e informa as empresas quanto a qualquer alteração nas tarifas e as datas em que estas devem ser praticadas.
Em anos anteriores as alterações eram realizadas após o aumento do valor dos pedágios, e, agora, pela primeira vez, as passagens terão o preço reduzido devido ao fim da cobrança nas praças.
FISCALIZAÇÃO – O DER/PR é o órgão público estadual responsável pela organização, administração e fiscalização do sistema de transportes comerciais intermunicipal de passageiros do Paraná, que atualmente conta com mais de 400 linhas em atividade.
Fiscais do órgão atuam na verificação de veículos e venda de passagens em todas as regiões do Estado, garantindo o cumprimento da legislação vigente e das obrigações contratuais das empresas, aplicando as sanções cabíveis sempre que qualquer irregularidade é verificada.
Por - AEN
A cobrança nas praças de pedágio do Paraná se encerra nos próximos dias 26 e 27. A partir do dia 28, todas as praças estarão com as cancelas liberadas.
No entanto, o novo modelo de concessão, o período de transição até a implantação do próximo contrato e o passivo deixado pela atual modelagem ainda preocupam a população paranaense. Uma audiência pública realizada nesta terça-feira (23) pela Assembleia Legislativa do Paraná debateu diagnósticos dos problemas, passivos estruturais e possíveis litígios das atuais concessões nas rodovias paranaenses. Durante o encontro, técnicos do Instituto Tecnológico de Transportes e Infraestrutura da Universidade Federal do Paraná (ITTI/UFPR) realizam apresentações sobre os impactos do pedágio no Paraná e propuseram soluções para que os novos contratos não repitam os erros do atual modelo.
O debate foi proposto pela Frente Parlamentar sobre os Pedágios da Assembleia, que há mais de um ano se reúne com a população para discutir a nova modelagem de concessões rodoviárias proposta pelo Governo Federal. Durante o encontro, os presentes aprovaram uma série de encaminhamentos para garantir um pedágio mais justo e transparente. Entre estas medidas está a apresentação de alterações na Lei Estadual nº 20.668/2021. O objetivo é preservar competências institucionais, para que o Estado possa seguir na fiscalização dos bens cedidos à União; e o direito dos usuários, a fim de garantir regras e limitações previstas na legislação estadual, como as isenções em vigor. A legislação autoriza o Estado do Paraná a delegar à União, a administração e a exploração de rodovias estaduais.
Os participantes aprovaram ainda a elaboração de uma representação junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando a realização de nova audiência pública no Paraná. Também se decidiu consultar formalmente o TCU sobre o impacto das obras nos municípios cortados pelas rodovias pedagiadas. Por fim, a Frente Parlamentar vai capitanear a criação de um grupo intergovernamental de fiscalização para apurar dívidas, passivos estruturais e necessidades durante o período de transição. O grupo deverá ser formado por deputados, membros do governo estadual, Ministério Público Estadual (MP-PR), Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR), Agepar, além de entidades como OAB-PR, CREA-PR, Associação dos Municípios do Paraná (AMP), sindicatos de usuários e trabalhadores e representantes do setor produtivo.
O primeiro secretário da Assembleia Legislativa, deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), lembrou que as empresas que exploram as concessões no Paraná deixaram um rastro de obras não executadas. “O passado está aí para nos advertir de que não podemos cometer os mesmos erros no futuro. Esta audiência é um marco do encerramento desse contrato de pedágio. Estamos livres de um pesadelo de 24 anos. O objetivo deste encontro é justamente ver a extensão do quanto o paranaense foi lesado”, disse.
Romanelli ainda fez um alerta. “Já identificamos que um dos problemas é que os municípios cortados por rodovias pedagiadas não foram ouvidos em suas áreas técnicas para sabermos quais obras serão realizadas. Isso pode gerar problemas graves. Sugerimos audiências públicas regionais para debater o tema com gestores municipais. Não podemos repetir o mesmo erro no futuro”, frisou.
O coordenador da Frente Parlamentar sobre o Pedágio, deputado Arilson Chiorato (PT), disse que a Assembleia tem trabalhado para que as futuras concessões não tragam prejuízos para a população. “Esta é uma Frente plural, com objetivo de resguardar os direitos do povo paranaense. Pretendemos fiscalizar e analisar o encerramento, a transição e os novos contratos. O Paraná sofreu por anos nas mãos das concessionárias. O povo espera um balanço real dos problemas. Nosso foco é produzir um balizador que garanta o cumprimento dos contratos”, disse. “Precisamos fazer uma transição que garanta o atendimento ao usuário. Além disso, necessitamos que o novo contrato não repita os erros do passado, que seja transparente, garantindo a segurança do usuário e a viabilidade econômica. Vamos construir uma solução que garanta que o povo do Paraná não saia lesado mais uma vez”, complementou.
Novo modelo
Por cerca de um ano, não haverá recolhimento de valores nas estradas paranaenses. De acordo com um cronograma elaborado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e divulgado pelo Governo do Estado, a previsão é que o lançamento do edital de licitação seja realizado no primeiro trimestre de 2022. O leilão deve ocorrer no segundo trimestre. Já a assinatura do contrato pelas empresas vencedoras está prevista para o terceiro trimestre do ano que vem.
A ANTT já enviou o plano de outorga para análise do Tribunal de Contas da União (TCU). A ANTT aprovou o edital no dia 4 de novembro. A análise do TCU é a última etapa prevista antes de o projeto ir a leilão na Bolsa de Valores. O documento encaminhado contempla os estudos de viabilidade técnica e econômica para a exploração dos serviços de infraestrutura e prestação de serviços de transporte terrestre dos seis lotes.
O secretário de Infraestrutura e Logística do Estado, Sandro Alex, explicou que o Departamento de Estradas de Rodagens (DER-PR) está atuando em três frentes. “Trabalhamos com o passado, buscando a reparação dos danos causados, com o cumprimento do contrato. As obras serão concluídas mesmo após o encerramento dos contratos. No presente, atuamos na finalização desta concessão. O DER contratou empresas para fazer um levantamento de todo o contrato e assim entregar uma documentação sobre a situação atual das rodovias. Para o futuro, estamos construindo o maior modelo de concessão rodoviária do País, que prevê muita transparência, obras no início do contrato e a menor tarifa, com uma grande redução de valor”, explicou.
Apresentações
Durante sua apresentação, o professor do ITTI/UFPR, Roberto Gregório da Silva Jr., tratou dos objetivos do contrato e os desafios dos passivos e da transição. Ele explicou que o estudo realizado pelo órgão se baseia em três produtos: análise inicial, modelo de concessão e resultados e recomendações. O professor listou passivos do contrato que se encerra. Para Silva, as lições podem deixar aprendizados.
Segundo ele, o modelo que se encerra trouxe deficiências e limitações na fiscalização ao longo do contrato, além da ausência de regulamentação da governança pública, aliado a tarifas oneradas com tributos, verba de fiscalização e execução de obras por empresas relacionadas às concessionárias. "Restaram passivos expressivos em obras, acordos de leniência, ações judiciais e custos logísticos. Também ficam aprendizados que devem ser lembrados, tais como necessidade de melhor governança, fiscalização mais atuante e maior controle social. Além dos passivos, ainda existem os desafios da transição e do novo modelo", comentou.
Estes desafios, os riscos logísticos e recomendações para a transição fizeram parte da apresentação do professor Luiz Antônio Fayet. Para o estudioso, alguns pontos inspiram preocupação no período em que as cancelas ficarão abertas. Entre elas, Fayet listou a conservação do pavimento e sinalização; a necessidade de segurança para proteção das instalações e equipamentos da concessão; o atendimento de emergência para chamada emergencial em toda a malha; o serviço médico emergencial; o socorro para acidente ou pane mecânica, com guincho para remoção de veículos e obstáculos, entre outros pontos. “Isso nos preocupa violentamente. O edital está sendo entregue em cima da hora. Quem vai pagar esta conta social e financeira?”, indagou.
Para minimizar estes impactos, Fayet fez algumas recomendações. “Precisamos criar um tipo de Conselho Superior de Gestão das malhas federal e estadual. Também é necessário definir em caráter emergencial as responsabilidades institucionais e operacionais, preferencialmente através de convênio entre a União e o Estado”, comentou.
Passivo
Já o doutor Rodrigo Binotto Grevetti tratou dos passivos e possibilidades legislativas em relação aos contratos. De acordo com o professor, quando se trata de pedágio, “tudo o que foi contratado não foi executado, foi executado de maneira insuficiente ou foi executado extemporaneamente”, listou. Com isso, explicou, há algumas consequências esperadas com o fim dos atuais contratos. Para Grevetti, entre elas está a consolidação em passivo contratual das obras e serviços não executados no curso do contrato; a necessidade do Poder Judiciário decidir a juridicidade das parcelas não executadas; e a degradação do pavimento e demais elementos de infraestrutura, com consequências financeiras suportadas na futura concessão.
Com uma abordagem focada no passivo das obras e nos indícios de obras em duplicidade, o professor doutor Eduardo Ratton observou outros problemas. “No atual modelo não há indicação de extensão de obras. Também identificamos possível duplicidade de obras que deveriam ter sido realizadas e que estão previstas no próximo contrato. Além disso, os investimentos nos primeiros oito anos são difíceis pela falta de estudos técnicos e licenciamentos ambientais. O estudo também não indica onde serão realizados investimentos adicionais”.
De acordo com ele, uma avaliação preliminar foi realizada para identificar possíveis duplicidades entre obras já incluídas nos atuais contratos de concessão de rodovias no Paraná e que ressurgiram no modelo proposto para o futuro. “Muitas obras não foram executas e aparecem agora no novo contrato. Elas podem ser pagas novamente pelos usuários”. Segundo Ratton, para evitar que isso ocorra, novas audiências públicas precisam ser realizadas. “Também propomos a criação de um comitê técnico para apresentação e discussão dos investimentos propostos. Futuramente, é necessária a criação de um comitê de acompanhamento”, disse.
Por - ALEP








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