Polícia Civil conclui 1,8 mil inquéritos em dois dias de força-tarefa extrajornada

A Polícia Civil (PCPR) concluiu 1.885 inquéritos policiais durante força-tarefa com o emprego de diárias extrajornada.

Ao todo, foram realizadas 13.152 atividades de polícia judiciária. A ação aconteceu nos dias 13 e 20 de novembro, em 75 unidades policiais do Estado. O objetivo da força-tarefa foi reduzir o acervo de investigações criminais em andamento.

A ação foi a primeira de nível estadual, visto que os planos anteriores de aplicação de extrajornada eram restritos a cada unidade policial. Cerca de 500 policiais civis participaram da experiência que gerou resultados bastante positivos. Cada um receberá R$ 720 pela extrajornada.

Das 13.152 atividades de polícia judiciária, foram concluídos 1.885 inquéritos policiais, 254 termos circunstanciados e 200 boletins de ocorrência circunstanciados – aqueles que envolvem menores infratores. 

Durante a força-tarefa, a PCPR também fze ações de busca e captura que resultaram no cumprimento de 47 mandados de prisão e de 54 de busca e apreensão. 

Entre as atividades de polícia judiciária, a PCPR promoveu 1.753 oitivas (depoimentos de vítimas/testemunhas e interrogatórios de suspeitos). Também foram cumpridas 905 ordens de serviço, realizadas 2.276 intimações, analisados 2.400 boletins de ocorrência e baixadas 3.378 pendências no Projudi (Processo Eletrônico do Judiciário do Paraná).

DECRETO – A Diária Especial por Atividade Extrajornada Voluntária foi regulamentada para Polícia Civil por meio do Decreto nº. 7634 de 12 de maio de 2021. Desde de junho de 2021 as unidades policiais, de forma individualizada, começaram a trabalhar em atividade extrajornada. Agora, com a formação de força-tarefa de dimensão estadual, os resultados serão intensificados.

Confira os resultados alcançados com a aplicação da força-tarefa extrajornada:

  • 1.885 inquéritos policiais concluídos.
  • 254 termos circunstanciados concluídos.
  • 200 boletins de ocorrência circunstanciados concluídos.
  • 47 mandados de prisão cumpridos.
  • 54 mandados de busca e apreensão cumpridos.
  • 1.753 oitivas realizadas. 
  • 905 ordens de serviço cumpridas.
  • 2.276 intimações realizadas.
  • 2.400 boletins de ocorrência analisados.
  • 3.378 pendências no PROJUDI baixadas.
  • 13.152 atividades de polícia judiciária realizadas.

 

 

 

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Paraná chega a 176 mil novos empregos em 2021, quarto melhor resultado do País

Com saldo de 176.570 vagas com carteira assinada, o Paraná é o quarto estado brasileiro que mais gerou empregos em 2021.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), publicado nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. À frente do Paraná, estão apenas São Paulo (812.484), Minas Gerais (300.660) e Santa Catarina (187.147). O acumulado leva em consideração as vagas formais abertas entre janeiro e outubro.

“O Paraná se aproxima do fim do ano mostrando uma recuperação econômica exemplar após a pandemia, com os setores de comércio e serviços se fortalecendo a cada mês. Essa é a prova de que o nosso Estado une forças para criar a melhor política pública de desenvolvimento que existe, que é a geração de emprego e renda”, celebrou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Somente no mês de outubro, o saldo registrado foi de 15.747 vagas. É o sexto do País em números absolutos, ficando atrás de São Paulo (76.952), Minas Gerais (21.327), Rio de Janeiro (19.703), Rio Grande do Sul (19.478) e Santa Catarina (17.713).

A alta no mês foi puxada pelos setores de serviços, com saldo de 6.800 vagas, e de comércio, com 5.171 vagas. Na sequência, estão a indústria (3.723) e os setores de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (219). O único setor em baixa no período foi o de construção civil, com saldo negativo de 166 vagas.

ALTA CONSECUTIVA – O bom resultado acumulado é consequência de uma performance positiva do Paraná ao longo de todos os meses do ano. Considerando os ajustes aplicados pelo Caged, foram 25.154 vagas abertas em janeiro, 41.388 em fevereiro, 10.549 em março, 9.697 em abril, 15.521 em maio, 15.478 em junho, 13.925 em julho, 21.826 em agosto, 15.059 em setembro e 15.747 em outubro.

O secretário estadual de Justiça, Família e Trabalho, Ney Leprevost, ressalta que os números demonstram um alinhamento exemplar entre o Governo do Estado e o setor privado para promover políticas de geração de emprego. “Nossa gestão está comprometida em gerar mais oportunidades. De um lado fomentamos a criação de novas vagas através de diferentes iniciativas. De outro, fazemos a ponte com a empresa através das agências do trabalhador. Assim, movimentamos a economia do nosso Estado”, afirmou.

MUNICÍPIOS – As vagas geradas no mês de outubro mostram uma descentralização dos polos produtivos através de uma performance geral positiva em diferentes regiões do Estado. Dos 399 municípios paranaenses, 264 apresentaram saldo positivo — o equivalente a 66,2% do total.

Os principais geradores de emprego no período foram Curitiba (3.645), Maringá (1.064), Londrina (959), Foz do Iguaçu (745), Cascavel (563), Toledo (482), Pinhais (409), São José dos Pinhais (404), Matelândia (341) e Guarapuava (328). Dentre os demais municípios, 17 tiveram saldo zero e outros 118 apresentaram saldo negativo.

DADOS NACIONAIS – Assim como no Paraná, o emprego formal cresceu no Brasil pelo décimo mês consecutivo. Segundo o Caged, o saldo do mês de outubro em todo o País foi de 253.083 vagas. Já o acumulado dos dez meses do ano chega a 2.645.974 vagas.

Nos últimos 12 meses, o saldo ficou positivo em 2.862.988 empregos, variação de +1,36%. Assim como no acumulado do ano, os últimos 12 meses tiveram crescimento maior do que no período anterior. Em 2018, o saldo tinha ficado positivo em 286.121 vagas.

 

 

 

 

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Governo e Funai debatem Estudo de Componente Indígena da Nova Ferroeste

Estudar os povos tradicionais é uma das etapas da elaboração do projeto da Nova Ferroeste.

Isso porque a Terra Indígena de Rio das Cobras, em Nova Laranjeiras, fica a 1,5 km dos trilhos da Ferroeste, construída na década de 1990. Ela ocupa uma área de 19 mil hectares, com 11 aldeias. Entre os 3.200 habitantes a maioria pertence à etnia Kaigang, mas também há moradores da etnia Guarani.

O estudo do componente indígena é uma extensão do Estudo de Impacto Ambiental (EIA). São avaliadas questões socioambientais desencadeadas pelo empreendimento. Entre os meses de setembro e novembro uma equipe multidisciplinar visitou aldeias e realizou o plano de trabalho aprovado pela Funai e pelos caciques. Foram elaboradas entrevistas e oficinas para um diagnóstico amplo do território e dos moradores.

Nesta terça-feira (30), a coordenadora de Licenciamento Ambiental da Fundação Nacional do Índio (Funai), Carla Costa, esteve em Curitiba para avaliar o cronograma do relatório que será entregue nos próximos dias. Participaram do encontro o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes; a coordenadora-geral de licenciamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Adriana Malinowski; o diretor-presidente da Ferroeste, André Gonçalves; o coordenador-geral de Regularização de Territórios Quilombolas, Érico Goulart; e representantes do Plano de Parcerias e Investimentos (PPI), do Ministério da Economia.

“A participação dos órgãos licenciadores acontece desde o início do processo e tem sido muito relevante. Nesta terça validamos uma expectativa de cronograma já discutida no passado, além de apresentarmos o avanço dos estudos do componente indígena e quilombola”, explicou Fagundes. Esse relatório será enviado também para o Ibama, que vai anexar ao processo de Licenciamento Ambiental do empreendimento.

“Um dos grandes méritos desse projeto foi a atitude inovadora de fazer a construção do traçado simultaneamente ao Estudo de Impacto Ambiental. Com isso a gente conseguiu reduzir ao máximo a interferência com comunidades tradicionais”, destacou Fagundes.

Durante o encontro foram avaliados os prazos para a entrega do relatório final, em fase de revisão. “Até o dia 15 de dezembro pretendemos vencer essa etapa. Depois cabe aos órgãos, Incra e Funai fazerem as análises. Eles podem pedir complementações, mas assim que estiver aprovado eles voltam conosco até as comunidades para apresentar o resultado final”, disse Malinowski.

A coordenadora da Fipe destaca a realidade da comunidade de Rio das Cobras que já convive com a proximidade da ferrovia desde a construção na década de 1990. “Esses impactos não são novos, mas foi interessante todo esse processo porque eles passaram a refletir sobre a realidade que muitas vezes eles nem se dão conta”, completou.

Para a coordenadora da Funai, um desnível de terreno numa área próxima às aldeias forma uma barreira natural entre a estrada de ferro e a terra indígena. “Isso ajuda a reduzir os impactos. Como a ferrovia já passa ali há algum tempo, alguns impactos já estão bem consolidados”, afirmou.

No início da elaboração do traçado da Nova Ferroeste, cinco comunidades indígenas estariam próximas aos trilhos. A partir do refinamento do estudo foi mantida somente a comunidade de Rio das Cobras. “Com essa mudança a gente reduziu os impactos e pode avaliar o processo com mais celeridade. Consegue viabilizar em menor tempo todo o processo de consulta dos povos e promover o desenvolvimento sustentável que é o principal objetivo”, acrescentou Carla Costa.

QUILOMBOLAS – Além da comunidade indígena, uma área quilombola, com 17 habitantes, no município de Guaíra, também foi objeto de estudo. Os dois levantamentos devem ser protocolados junto ao governo federal ainda esse ano.

NOVA FERROESTE – A Nova Ferroeste é um projeto do Governo do Paraná que prevê a ligação o Mato Grosso do Sul e o Paraná por trilhos. A futura estrada de ferro vai sair de Maracaju (MS) a Paranaguá (PR), com um ramal entre Foz do Iguaçu e Cascavel, num do total de 1.304 quilômetros. O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) foi finalizado em outubro e indicou um potencial para movimentação de 38 milhões de toneladas de produtos no primeiro ano de operação da nova estrada de ferro.

 

 

 

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Com Nova Ferroeste, estados do Sul terão modal de integração com outras regiões

A construção da Nova Ferroeste, linha férrea que vai ligar Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, no Litoral paranaense, vai representar uma nova linha de integração com as demais regiões brasileiras e com a América do Sul.

O projeto da futura ferrovia foi apresentado nesta terça-feira (30) aos governadores dos estados que compõem o Conselho de Integração e Desenvolvimento Sul (Codesul) – Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul

O governador Carlos Massa Ratinho Junior destacou que a malha vai representar um novo marco na logística nacional, atendendo à demanda crescente dos principais estados produtores do País, tanto na agricultura, como na pecuária.

“Estamos há dois anos e meio dedicados a esse projeto, já desenvolvemos os estudos econômico, ambiental e de engenharia, com uma integração com as equipes do Mato Grosso do Sul”, explicou. “Os estudos da ferrovia, que será extremamente sustentável, já foram entregues ao Ibama e esperamos que ele vá a leilão na Bolsa de Valores no primeiro semestre do ano que vem”.

Com 1.304 quilômetros de extensão, o projeto prevê a revitalização e ampliação do atual traçado da Ferroeste, entre Cascavel e Guarapuava, além da construção de um ramal entre Foz do Iguaçu e Cascavel. Também há a possibilidade de implantação de outro ramal até Chapecó, em Santa Catarina.

Com isso, a ferrovia absorve a produção do Sul e do Centro-Oeste, além de poder escoar, pelo Porto de Paranaguá, a produção de países como o Paraguai e Argentina. Em Balsa Nova, na Região Metropolitana de Curitiba, a ferrovia deve se conectar à Malha Sul, que atravessa os três estados da região.

Além disso, a partir de Maracaju é possível fazer a conexão com outras ferrovias estratégicas da América do Sul, a Malha Oeste, que atravessa os estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo e se conecta à Malha Paulista, maior via férrea do País, e à Transamericana. A partir daí, é possível a ligação até a Bolívia e também a integração até o Oceano Pacífico, a partir do Chile e do Peru.

Para o governador do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, essa integração logística é essencial para o desenvolvimento de toda a região. “A integração entre o Atlântico e o Pacífico e às outras malhas ferroviárias brasileiras serão artérias que se conectam e dão mais competitividade aos produtos dos nossos estados, que são economias crescentes”, disse. “Pagamos um custo muito alto pelo apagão logístico brasileiro. Temos produção e competitividade na produção, mas perdemos muito isso com a logística”.

ESTUDOS – Um estudo encomendado pelo Governo do Paraná aponta uma demanda de escoamento de 38 milhões de toneladas/ano de produtos já no primeiro ano de operação. Com isso, a Nova Ferroeste deve se tornar o segundo maior corredor de grãos e contêineres do País, atendendo o transporte principalmente de soja e proteína animal. Boa parte dessa produção deve ser escoada pelo Porto de Paranaguá, seguindo para países da Ásia, Europa e África.

O Estudo de Viabilidade Técnica Econômica e Ambiental (EVTEA) e o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) já foram concluídos e, na última semana, o Governo do Estado deu entrada no pedido de Licença Prévia Ambiental.

Nesta quarta-feira (1º), terá início a sondagem de mercado com empresas interessadas em conhecer um pouco mais sobre o projeto. Serão seis dias de reuniões virtuais com 20 empresas, entre as maiores operadoras de ferrovias do mundo, além de grandes fundos financiadores.

O investimento na Nova Ferroeste é estimado em R$ 29,4 bilhões. O vencedor do leilão na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), programado para o segundo trimestre de 2022, vai executar a obra e explorar o empreendimento por 70 anos. A apresentação aos governadores do Codesul foi realizada por Luiz Fagundes, coordenador do plano ferroviário do Paraná.

 

 

 

Por - AEN

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