A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) lança, a partir desta sexta-feira (1.º), uma campanha de conscientização sobre crise climática e uso racional da água, em razão da falta de chuvas, do déficit hídrico e do crescente aumento no consumo. O conceito da campanha é “Então dê uma força pro amanhã. Faça uso consciente da água hoje”.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, comenta como é sério o reflexo da estiagem e do calor na produção e na distribuição da água tratada. “Em períodos de estiagem, temos um volume menor de água nos mananciais, mas, por causa do calor, as pessoas naturalmente consomem mais. A conta não fecha”, explica. Bley conta que, em algumas regiões do Estado, o consumo aumentou 20% nos dias mais quentes.
O ser humano tem notado as consequências das mudanças climáticas de várias formas, especialmente, nas últimas décadas. A alteração no regime de chuvas, com enchentes e secas extremas cada vez mais frequentes, e períodos de frio e calor desregulados, com temperaturas muito acima das médias histórias, trazem fortes impactos justamente na água. Para lembrar disso e sensibilizar a população sobre o uso inteligente deste recurso é que surgiu a campanha.
“A Sanepar tem investido muito em obras de ampliação dos sistemas, abertura de novos poços, exploração de novas fontes de captação. Porém, essas medidas, em algum momento, podem não ser suficientes”, reforça. O diretor-presidente explica ainda que o papel da população é essencial nesse processo. “É primordial que a responsabilidade pela preservação desse bem, que é finito, seja compartilhada. Às vezes abusamos um pouco, enchendo a piscina, lavando carro com água tratada, lavando uma calçada, coisas para as quais pode haver outras alternativas”, destaca Bley, lembrando que a água tratada deve ser priorizada para higiene e alimentação.
Segundo o diretor-presidente, a intenção com a divulgação do novo material é impactar positivamente a população que faz o uso do serviço da Sanepar. “Estaremos presentes na TV aberta com as principais emissoras do estado, e em oito praças diferentes. Além de rádio, veículos online e jornais.”
TRABALHO E INVESTIMENTO ININTERRUPTOS – A Sanepar monitora constantemente os níveis dos mananciais de captação de água, superficiais e subterrâneos. A estiagem prolongada, com um período de chuvas de pequeno volume desde abril, está reduzindo a disponibilidade hídrica e a capacidade produtiva de poços e ribeirões. Houve queda nos níveis desses mananciais em várias cidades. Os sistemas de água estão operando dentro da normalidade até o momento, mas a Companhia faz constante monitoramento, mantendo estado de alerta.
As temperaturas muito acima do normal para o período, em algumas regiões em até 10 graus, de acordo com institutos como Inmet e Climatempo, também contribuem para o estado de alerta no abastecimento. O calor tem provocado desconforto para as pessoas, que tendem a tomar mais banhos no dia e a consumir mais água em geral.
“O cenário que se apresenta deve despertar nas pessoas o senso de economia do recurso. A maior demanda de consumo, especialmente em horários de pico na semana ou às sextas-feiras e sábados, tem influência direta na pressão da rede de distribuição. Por isso, embora não haja desabastecimento, o cliente pode não ter a pressão que está acostumado a ver no seu imóvel. Pontos mais altos na cidade ou mais distantes dos reservatórios estão mais sujeitos a esta situação,” alerta o presidente.
As equipes técnicas da Sanepar trabalham para manter o abastecimento regular e com qualidade 24 horas por dia, nos sete dias da semana. Considerando a particularidade de cada sistema, a Sanepar tem executado obras de melhorias, adequações ou ampliações para dar maior condição de atendimento.
“A Companhia busca e pensa constantemente em soluções que atendam as demandas dos clientes e as necessidades das regiões e dos municípios, e tem feito investimentos robustos, boa parte para garantir o abastecimento de água. Até o final deste ano, vão ser investidos mais de R$ 2 bilhões e, até 2028, esse valor deve chegar a R$ 11 bilhões”, complementa Wilson Bley.
Para ajudar, a população pode adotar hábitos inteligentes de consumo da água tratada na rotina. Mudanças simples podem causar grande impacto e ajudam a preservar este recurso finito e essencial à vida.
Siga estas dicas:
- Não se deve utilizar água potável para diminuir a poeira das calçadas, nem varrer resíduos;
- Não se deve lavar veículos com água tratada;
- Não se deve desperdiçar água enchendo piscinas;
- Reduza o número de lavagens de roupa. Acumule as roupas e use a capacidade máxima da máquina de lavar;
- A água de lavagem e enxágue de roupas deve ser aproveitada para outras atividades, como lavagem de pisos e calçados;
- Os banhos devem ser rápidos: apenas cinco minutos de chuveiro consomem cerca de 70 litros de água;
- É preciso redobrar os cuidados com a hidratação: água tratada deve ser priorizada para consumo humano e de animais domésticos, na alimentação e na higiene;
- Feche a cuba da pia, deixando um pouco de água. Ensaboe toda a louça e enxágue com água limpa. Não deixe a torneira aberta durante todo o tempo;
- Deve-se fechar a torneira enquanto se escova os dentes, se ensaboa as mãos ou se faz a barba: torneira aberta manda para o ralo 20 litros de água por minuto;
- Prefira vasos sanitários menores, que utilizam menos água para a descarga;
- Nas caixas de descargas acopladas, coloque dentro uma garrafa pet de 1,5 litro ou 2 litros fechada, com água ou areia. Com isso, a cada descarga, há uma economia de 1,5 l ou 2l;
- Ao identificar qualquer possível vazamento de água na rede da Sanepar, informe diretamente a Companhia pelo telefone 0800 200 0115.
Por - AEN
Os 12 municípios que decretaram situação de emergência nos últimos meses receberam nesta sexta-feira (1º) o repasse de R$ 1 milhão, no total, para minimizar o impacto da estiagem.
O dinheiro destinado é do Fundo Estadual para Calamidades Públicas (Fecap), que teve R$ 5 milhões liberados como parte de uma série de ações do Governo do Estado para enfrentamento da falta de chuva e combate aos incêndios no Estado. O pacote de iniciativas soma R$ 24 milhões.
O valor transferido para as prefeituras será usado para a compra de caixas d´água, combustível, cestas básica e locação de caminhão-pipa. As quantias variam entre R$ 35 mil e R$ 166 mil, de acordo com a solicitação de cada município.
Este ano a estiagem provocou estragos substâncias em Cândido de Abreu, Iretama, Terra Rica, Quinta do Sol, Moreira Sales, Roncador, Alto Paraíso, Barbosa Ferraz, Ivaiporã, Ubiratã, Lidianópolis e Goioerê. Em todos, a situação de emergência foi homologada pelo Governo do Estado.
A finalidade do fundo é prestar auxílio aos municípios para o reestabelecimento da normalidade, conforme explica o coordenador estadual da Defesa Civil, Fernando Schünig. “Esse recurso deve ser empregado de tal forma que os danos causados pela estiagem sejam minimizados. A intenção é que os danos à população sejam os menores possíveis”.
A aplicação do recurso é fiscalizada pela Defesa Civil estadual, com base no plano de trabalho informado pelos gestores municipais. “O plano pode prever a aquisição itens quando necessário. Estas compras e a execução das obras devem ser realizadas no prazo de 180 dias”, detalha Schünig.
AFETADOS - Os municípios de Moreira Sales e Cândido de Abreu vão receber os maiores valores, de acordo com as necessidades incluídas no relatório avaliado pela Defesa Civil.
Moreira Sales, localizado no Centro-Oeste, com população de 11 mil habitantes, terá o repasse de R$ 166.450,00. A falta de chuva afetou a vida de 1,5 mil pessoas, segundo a prefeitura. “Ouvimos relatos de pessoas que tinham minas na propriedade há 40 anos e esse ano, pela primeira vez, sofreram com a falta de água”, explicou o coordenador da Defesa Civil, Adão Edmundo Coutinho. “A chuva desse mês ajudou, mas o acumulado ainda está abaixo. Já deveria ter chovido mais de 1.000 ml esse ano, tivemos pouco mais de 670 ml até agora,” completou.
A prefeitura mapeou minas e poços para ampliar a extensão da rede de água. Em parceria com a Sanepar, foram instalados 600 metros de tubulação para atender 12 famílias no bairro Palmital. O dinheiro do Fecap vai custear o combustível dos veículos pesados envolvidos nestas obras executadas pela prefeitura que devem totalizar 30 km de extensão até o início de 2025. Também serão adquiridas 300 caixas d’água e 160 cestas básicas para as famílias mais vulneráveis.
Em Cândido de Abreu, na região Central do Estado, os moradores viveram situações extremas nos últimos 12 meses. “Há um ano tivemos a maior enchente da história, agora essa estiagem é a mais severa dos últimos anos, a ponto de secar algumas minas de água do município”, informou o secretário de obras e coordenador da Defesa Civil municipal, Adalto Skalecki.
A fonte de renda de boa parte dos 15 mil moradores provem da agricultura e pecuária, atividades sensíveis às variações do clima. Segundo Skalecki, nos meses de agosto e setembro cerca de 3,2mil pessoas dependeram do abastecimento do carro-pipa do município para ter água potável.
Em sete bairros a prefeitura ainda complementa o fornecimento de água. O repasse de R$ 161.665,00 será usado para a compra de 375 cestas básicas, 54 caixas d’água, locação de dois caminhões-pipa e combustível para as máquinas usadas em obras de ampliação da rede de água.
FECAP – Para acessar recursos do Fundo Estadual para Calamidades Públicas, as prefeituras precisam publicar o decreto de situação de emergência ou estado de calamidade pública e solicitar o reconhecimento à Defesa Civil estadual. O Fecap simplifica e torna mais céleres os trâmites de transferência do Governo do Estado aos municípios nos casos de desastres. A transferência é na modalidade fundo a fundo, com recursos direcionados para fundos de natureza similar dos municípios.
A liberação dos R$ 5 milhões integra um pacote de R$ 24 milhões para ações de combate aos efeitos da estiagem e incêndios florestais, incluindo a aquisição de equipamentos, contratação de aeronaves que dispersam água e treinamento de 600 brigadistas em 100 municípios. “A chuva que caiu em outubro diminuiu o número de incêndios, porém a estiagem e a seca permanecem. Precisamos fazer o uso consciente dos recursos hídricos até a situação se normalizar”, alerta o coordenador estadual da Defesa Civil.
Por - AEN
Desde o início de 2024, o Governo do Estado já liberou cerca de R$ 1,7 bilhão em obras e equipamentos para os municípios paranaenses, por meio da Secretaria de Estado das Cidades (Secid). Os repasses aconteceram entre janeiro e outubro em transferências diretas (fundo perdido) e financiamentos ofertados em parceria com a Fomento Paraná.
Os recursos beneficiaram 366 municípios com obras de pavimentação, construção de praças, quadras poliesportivas, pistas de skate, centros culturais, barracões industriais e aquisição de máquinas e equipamentos, entre outros investimentos.
“A Secid oferece um leque muito grande de obras para os municípios, como estruturas e equipamentos de mobilidade urbana, esporte, lazer e de cunho social”, explica a secretária estadual das Cidades, Camila Scucato, que enfatiza também a importância de que os investimentos estejam baseados em um planejamento municipal pensando no futuro dos municípios.
“Todas as ações que os prefeitos nos solicitam precisam ser norteadas pelo plano diretor do município, que é onde são definidas as prioridades de obras, o zoneamento urbano e para onde as cidades se expandirão”, comenta. “Por isso, as prefeituras precisam ter um planejamento vigente e aprovado pela Câmara de Vereadores para que possamos dar continuidade a estes investimentos em curto, médio e longo prazo”.
Do total investido nos dez primeiros meses do ano, mais da metade foi destinada para pavimentação de vias e projetos de urbanização, que somam R$ 963 milhões para 225 municípios de até 25 mil habitantes de todas as regiões do Estado. O grande destaque é para o programa Asfalto Novo, Vida Nova, que transfere recursos para a pavimentação de 100% das vias urbanas e substituição de toda a iluminação pública por luminárias de LED.
MEU CAMPINHO – Na área de esporte e lazer, a principal linha de ação acontece por meio do programa Meu Campinho, que propicia às comunidades espaço para atividades físicas, socialização e confraternização. Os projetos incluem a ampliação de praças, instalação de quadras de futebol de grama sintética, parquinhos infantis e áreas de convivência.
Nos dez primeiros meses de 2024, o programa recebeu R$ 45,5 milhões, dinheiro suficiente para a construção de unidades do Meu Campinho em 85 cidades paranaenses apenas neste ano. Já são 250 municípios beneficiados desde o início do programa.
Santa Mariana, no Norte do Estado, receberá em breve duas novas unidades do Meu Campinho. Ambas estão com mais de 80% da obra concluída e totalizam R$ 434 mil de investimento para o município. Outra cidade beneficiada é Santa Mônica, na região Noroeste, cuja obra orçada em R$ 418 mil já ultrapassou os 40% de construção.
ECONOMIA – Também houve apoio direto ao desenvolvimento das economias locais e à geração de postos de trabalho com recursos destinados à implantação de Barracões Comerciais, Barracões Feira, Barracões Industriais, Centros de Atendimento ao Turista e Centros de Desenvolvimento Econômico. No primeiro semestre houve aporte de R$ 71,1 milhões em investimentos realizados em 99 municípios.
Entre os municípios que possuem novos barracões, estão Astorga, na região Norte, e Barbosa Ferraz, no Centro-Oeste, que receberam mais de R$ 1 milhão cada e possuem obras acima de 50% de conclusão. Já Bituruna, no Sul do Estado, recebeu autorização para a construção de um novo Centro de Convivência do Idoso, orçado em R$ 2,3 milhões.
VEÍCULOS E EQUIPAMENTOS – A manutenção de vias urbanas e estradas vicinais, trabalhos que exigem equipamentos rodoviários, também recebeu suporte do Governo do Estado com a liberação de R$ 134,3 milhões para 122 municípios. O dinheiro foi empregado na aquisição de tratores, motoniveladoras, retro-escavadeiras, caminhões e caminhões para a coleta de lixo, entre outros.
Duas licitações recentes preveem o envio de uma motoniveladora de mais de R$ 1,1 milhão para Prudentópolis, no Centro-Sul do Estado, enquanto Rio Branco do Ivaí, na Região Metropolitana de Curitiba, receberá quase R$ 1 milhão para a compra de um caminhão com plataforma para carregamento de máquinas pesadas.
Outro destaque do período foi a aquisição de veículos para o transporte escolar, serviços de saúde e para a frota das prefeituras. O setor recebeu R$ 37,7 milhões. Com os recursos, 172 prefeituras puderam melhorar o atendimento à população, ao oferecer mais conforto, segurança e agilidade das ações. Roncador, na região Central do Estado, Santana do Itararé, no Norte Pioneiro, e Sabáudia, na região Norte, estão entre os municípios contemplados.
Maringá, no Noroeste do Paraná, ficou em primeiro lugar entre as 100 maiores cidades brasileiras na oferta de serviços públicos.
O estudo Desafios da Gestão Municipal, divulgado nesta quinta-feira (31) pela consultoria
, coloca ainda mais duas cidades paranaenses entre as dez mais bem colocadas: Curitiba na 5º posição e no posto de melhor capital no ranking, além de Cascavel, no Oeste, na 6ª posição geral.O levantamento tem como base o Índice dos Desafios da Gestão Municipal (IDGM), que leva em conta 15 indicadores em quatro áreas essenciais para a qualidade de vida da população: educação, saúde, segurança e saneamento. Apesar de representarem 1,8% dos municípios brasileiros, os 100 avaliados concentram 78,3 milhões de habitantes – 38,6% da população brasileira – e 44,2% do Produto Interno Bruto Nacional (PIB), somando R$ 4 trilhões.
Outras duas cidades paranaenses aparecem no estudo: Londrina, na 18ª posição, e São José dos Pinhais, na 19ª. A cidade da Região Metropolitana de Curitiba, inclusive, foi a que mais subiu no ranking na comparação com o divulgado em 2010, ganhando 42 posições.
O estudo traz uma análise evolutiva aos gestores públicos, que podem comparar seus dados com outras edições do ranking e também com as demais cidades analisadas.
MARINGÁ – A cidade de Maringá, que também ficou em primeiro lugar no levantamento de 2021, teve uma média 0,765 no ranking, em um indicador que vai até 1, com destaque para a área de saneamento, em que recebeu nota de 0,978. Segurança foi outro destaque, com índice de 0,806. Educação e saúde tiveram pontuação de 0,703 e 0,692, respectivamente.
O município paranaense ficou em primeiro lugar em sete dos 15 indicadores analisados: na cobertura de educação básica, mortalidade infantil, taxa de matrículas na pré-escola, atendimento de água, atendimento de esgoto, esgoto tratado e coleta de lixo; além da segunda colocação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental I, na rede pública municipal, e com a segunda na menor taxa de mortalidade prematura.
O estudo traz alguns dados que ajudam a colocar Maringá no topo. O índice analfabetismo entre a população de 15 anos ou mais na cidade é de 2% e a renda per capita é de R$ 51,9 mil. Já a renda média no emprego formal é R$ 3.763, com taxa de 50,8% na razão entre emprego formal e população com 15 anos ou mais. O município tem, ainda, nota A na Capacidade de Pagamento (Capag), do Tesouro Nacional.
CURITIBA – Capital com a melhor posição no levantamento, Curitiba teve nota de 0,718 e subiu seis posições em relação ao ranking divulgado em 2010. A capital paranaense teve a melhor colocação em quatro pontos: taxa de matrículas em pré-escola, atendimento de água, atendimento de esgoto e coleta de lixo, e em segundo lugar em nascidos vivos com pré-natal adequado. A melhor nota da capital paranaense foi na área de saneamento (0,967), seguido de segurança (0,780), educação (0,657) e saúde (0,619).
O estudo destacou que a taxa de analfabetismo entre a população curitibana com 15 anos ou mais foi de 1,5%, o PIB per capita da capital chegou R$ 49,9 mil, com renda média de R$ 4.672 e 63% da população com 15 anos ou mais com emprego formal. Curitiba tem, ainda, nota A em Capacidade de Pagamento, segundo o Tesouro Nacional.
CASCAVEL – Já Cascavel teve um salto de 37 posições na comparação com o levantamento de 2010, atingindo uma nota de 0,714. A cidade do Oeste do Paraná também teve bom resultado em saneamento, com nota de 0,963. Na sequência ficaram segurança (0,707), saúde (0,647) e educação (0,638). Os destaques estão na cobertura de atenção básica, taxa de matrículas em pré-escola, atendimento de água, atendimento de esgoto e esgoto tratado, aparecendo na primeira posição.
Em relação aos números analisados, o estudo mostra que a taxa de analfabetismo em Cascavel era de 3,2%, o PIB per capita foi de R$ 47 mil, renda média de R$ 3.227 no emprego formal e 43,8% da população com 15 anos ou mais, além de nota B na Capacidade de Pagamento do município no Tesouro Nacional.
Por - AEN
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) assinou nesta semana um acordo de cooperação com as empresas Harbauer do Brasil e a Harbauer Berlin GmbH para a remoção do excesso de flúor encontrado em poços de águas subterrâneas.
Atualmente, a Companhia possui dezenas de poços inativos por excesso de flúor natural na água.
Segundo o diretor de Inovação e Novos Negócios da Sanepar, Anatalicio Risden Junior, a Harbauer possui um produto de tecnologia alemã que realiza a remoção seletiva do flúor natural por meio de absorção e que atua de modo diferente de outras soluções disponíveis no mercado nacional. O produto salvaguarda outros minerais essenciais para atingimento dos parâmetros de potabilidade da água exigidos pelo Ministério da Saúde.
“Essa cooperação é muito importante, especialmente neste momento em que precisamos valorizar as fontes de água. Faremos uma prova de conceito com esse material específico porque precisamos encontrar solução para tornar potável a água de alguns poços da Sanepar”, explica Risden.
A parceria não prevê repasse de recursos financeiros entre as partes e está focada em investigações experimentais nos poços da Companhia na cidade de Adrianópolis, durante oito meses. O meio filtrante a ser avaliado é a apatita, um material que pode ser regenerado e utilizado por longo prazo. A Sanepar realizará, ainda, estudos técnico-econômicos comparativos entre as soluções existentes no mercado e aquela ofertada pela Harbauer.
“A Sanepar irá cooperar ofertando filtros, que já possuímos na operação de sistemas, um alcalinizante, já aplicado no processo de água, e acompanhamento técnico. A Harbauer irá cooperar com o material filtrante, a apatita, com o gás CO2, necessário no processo de ‘lavagem’ do material, e também fará acompanhamento técnico”, informa Risden.
Além de Anatalicio Risden Junior, participaram do ato de assinatura do acordo, os diretores da Sanepar Bihl Zanetti, Leura Conte, Fernando Guedes, Sergio Wippel, Abel Demetrius, Melissa Ferreira e Robson Augusto Pascoalini.
Por - AEN
Ao completar sete décadas de atuação, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) acompanha o crescimento do Paraná, levando energia para indústrias, comércios, residências e propriedades rurais.
A empresa, que nasceu no começo da década de 1950, quando o Estado tinha aproximadamente dois milhões de habitantes, hoje garante infraestrutura de fornecimento de energia elétrica para uma população de mais de 11,5 milhões de pessoas e atua fortemente para impulsionar o crescimento de destaque na atividade econômica paranaense.
Para dar este suporte de qualidade, a Copel investe permanentemente em novas tecnologias e digitalização dos seus serviços.
Ao todo, a Copel tem 5,2 milhões de ligações de energia cada vez mais digitalizadas, seja na interface de interação com o cliente, seja na operação das redes elétricas. A companhia tem 100% das subestações automatizadas e 9 mil pontos de automação instalados ao longo de mais de 200 mil quilômetros de redes de distribuição.
A partir de 2021, a tecnologia da informação começou a ser oferecida para o cliente no nível individual de atendimento, com a instalação de medidores inteligentes em cada unidade consumidora. A modernização já conecta quase um milhão de imóveis diretamente com o centro de operações da empresa, dando agilidade aos serviços e reduzindo os desligamentos.
Na área de atendimento ao cliente, mais de 2 milhões de unidades consumidoras já optam por receber a conta de luz por meio digital, e 1,7 milhão utilizam o aplicativo da Copel para celulares. A digitalização ainda favorece a transparência e o acesso a informações e serviços. A página da Copel na internet recebeu este ano a visita de 23 milhões de usuários ativos.
Estes números são fruto da atenção da empresa à crescente demanda por facilidade na hora de solicitar atendimentos. Nos últimos anos a concessionária aprimorou seus canais digitais, como o aplicativo, o portal na internet e o atendimento via WhatsApp. A abertura de possibilidade de pagamento das contas de luz via pix e cartão de crédito é outra iniciativa que busca dar mais flexibilidade à interação com o cliente.
Em 2023, mais um passo foi dado em direção à modernização do atendimento, com a contratação de um novo sistema para a gestão das informações baseada em quatro grandes frentes: atendimento ao cliente em múltiplos canais; inteligência no cruzamento de informações sobre consumo; visão global das unidades consumidoras gerenciadas por um mesmo cliente; e faturamento e emissão de faturas impressas e digitais. Para o consumidor final, isto trará maior praticidade na hora de gerenciar múltiplas contas, e mais agilidade na identificação das informações pela Copel.
O diretor-geral de Distribuição da Copel, Marco Antônio Villela, ressalta que os investimentos em tecnologia foram essenciais para esse avanço. "Nosso foco é oferecer uma experiência de atendimento que combine qualidade, rapidez e segurança. Os canais digitais garantem essa entrega e estão rapidamente transformando a experiência do cliente", afirma.
CANAIS TRADICIONAIS – A modernização, no entanto, não exclui a importância dos canais tradicionais. As lojas físicas da Copel e o atendimento telefônico continuam em operação, oferecendo suporte para os consumidores que preferem ou precisam desses serviços, garantindo soluções personalizadas de acordo com o perfil e as necessidades de cada cliente.
Por - AEN