Mais de 17,8 mil empresas tiveram suas inscrições estaduais canceladas no primeiro semestre de 2025 no Estado.
Embora o número represente uma queda de 32,8% em comparação com o mesmo período de 2024, quando foram registrados 26.552 cancelamentos, o volume ainda é motivo de atenção. Segundo a Receita Estadual do Paraná, esse total é quase o dobro do registrado em 2023, sinalizando a importância dos contribuintes manterem suas obrigações em dia.
A inscrição estadual é o registro que toda empresa precisa ter para comercializar produtos físicos, sendo necessária a contribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a emissão de notas fiscais. Por isso, manter a documentação em dia é mais do que fundamental para o funcionamento de qualquer estabelecimento.
“Quando há irregularidades, o processo de cancelamento pode levar tempo e, durante esse período, o contribuinte fica impedido de emitir notas fiscais. E isso compromete toda a operação do negócio”, destaca a auditora fiscal e coordenadora do Setor de Cadastro do ICMS da Receita Estadual, Silvia Guérios de Domenico.
A maior parte dos cancelamentos ocorre por falhas no cumprimento de obrigações fiscais, como problemas na entrega de documentos obrigatórios ou na omissão da entrega da Escrituração Fiscal Digital (EFD) sem movimentação por três meses consecutivos ou três vezes em cinco meses.
Também estão entre os motivos o fim das atividades sem a paralisação temporária ou baixa da inscrição, a não localização da empresa no endereço cadastrado e o envolvimento com práticas ilícitas, como adquirir, estocar ou revender produtos furtados ou roubados.
AVISOS DE CANCELAMENTOS – Antes do cancelamento definitivo, a Receita Estadual envia uma notificação por e-mail e publica aviso no Diário Oficial, informando a situação de pré-cancelamento. A regularização depende do tipo de pendência. Casos mais simples, como a entrega de documentos fiscais, podem ser resolvidos rapidamente. Já alterações cadastrais, como mudança de endereço, exigem abertura de protocolo e podem levar mais tempo.
“A orientação é que os contribuintes mantenham seus dados atualizados e estejam em dia com todas as obrigações fiscais para evitar transtornos e a interrupção das atividades empresariais”, conclui a coordenadora.
COMO REATIVAR – Para as empresas que já estão com sua inscrição cancelada e querem fazer a reativação, a solicitação pode ser feita diretamente no portal da Receita Estadual a partir do menu “Alteração Cadastral > Situação Cadastral > Reativação”. Com a abertura do protocolo e a regularização das pendências, a situação será analisada por um auditor, que vai avaliar se a empresa está apta a operar.
Por- AEn
A entrada da nova safra de café tende a promover redução nos preços do produto ao consumidor, mas os valores ainda devem ficar significativamente acima dos registrados no ano passado, quando em julho o valor médio estava em R$ 16,10, praticamente metade dos R$ 31,34 cotados agora.
A estimativa do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, é de que a atual safra de café paranaense resulte em 718 mil sacas (43,1 mil toneladas) produzidas em 25,4 mil hectares, o que representa 1% da safra nacional. Segundo os técnicos, o Paraná colheu até agora 68% da área plantada.
“Esse avanço na colheita resultou em uma forte redução nos preços pagos aos cafeicultores paranaenses neste mês”, ponderou o agrônomo Carlos Hugo Godinho. As estimativas apontam média próxima de R$ 1,5 mil por saca, cerca de 40% inferior ao valor de junho, com cotações que superavam R$ 2 mil.
Uma alternativa que se apresenta ao consumidor diante do preço elevado do café tradicional é o café solúvel. O produto tem custos menores e forte presença no Paraná, onde está um dos maiores parques industriais no segmento. O Estado lidera a exportação do produto.
No primeiro semestre de 2025 foram embarcadas 15.240 toneladas do café solúvel paranaense, gerando US$ 199,6 milhões em receitas. O volume representa 35% das 43.478 toneladas exportadas pelo Brasil. Os Estados Unidos são o principal mercado desse produto, absorvendo 15% das exportações paranaenses.
“Por isso, a tarifa adicional de 50% anunciada pelo governo Donald Trump representa uma ameaça relevante ao segmento, com potencial de impactar as fábricas locais e, consequentemente, seus fornecedores, que não se restringem ao Paraná”, comentou Godinho.
A análise completa sobre a tendência do preço do café é um dos assuntos do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 18 a 24 de julho. O documento do Departamento de Economia Rural (Deral) também analisa eventuais consequências da tarifa anunciada pelo governo dos Estados Unidos sobre outros produtos agropecuários paranaenses.
BOVINOS E PEIXES – As exportações da cadeia bovina estão aquecidas este ano. Até mesmo para os Estados Unidos, que impuseram tarifas maiores para vários mercados, os envios brasileiros tiveram crescimento superior a 100%, passando de 85 mil toneladas no primeiro semestre de 2024 para 181 mil toneladas agora.
No entanto, o anúncio da tarifa adicional de 50% pelo governo americano já provocou pressão na cotação da arroba bovina para o mercado interno brasileiro. Esta semana a arroba chegou a ser comercializada a R$ 296,10, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). É a primeira vez que fica abaixo de R$ 300,00 desde outubro do ano passado.
O boletim do Deral também analisa que, para o setor de piscicultura paranaense, o aumento na tarifa de importação dos EUA não deve causar impactos mais significativos. No ano passado foram exportadas 7,6 mil toneladas, sendo quase a totalidade para o mercado norte-americano, rendendo US$ 34,3 milhões (cerca de R$ 200 milhões).
“Caso o aumento tarifário se concretize, é possível que as duas principais cooperativas paranaenses envolvidas na exportação optem por reduzir os preços praticados porque neste momento o foco principal da operação é a abertura e consolidação de um novo segmento de mercado, e não necessariamente a obtenção de lucro”, disse Edmar Gervásio, analista de piscicultura no Deral.
Juntas, essas cooperativas somam um faturamento anual superior a R$ 32 bilhões, e o impacto financeiro da medida representaria menos de 1% desse total. “Num cenário mais extremo, em que as exportações se tornem inviáveis e sejam totalmente interrompidas, o mercado doméstico tem plena capacidade de absorver esse volume sem gerar oscilações de preços ou desequilíbrios na oferta”, completou Gervásio.
SUÍNOS E FRANGOS – O documento do Deral fala também sobre o custo médio de produção de suínos no Paraná, que ficou em R$ 6,17 por quilo vivo no primeiro semestre. O valor representa um aumento de R$ 0,57 sobre o custo no mesmo período do ano passado. O reajuste deve-se principalmente à elevação no preço da ração.
Para o frango vivo, o custo de produção atingiu R$ 4,72 o quilo em junho. Representa um aumento de 3,1% (R$ 0,14 por quilo) em relação a junho de 2024, quando o custo estava em R$ 4,58 o quilo. Considerando os últimos doze meses, as principais altas foram em genética e sanidade.
LARANJA – O Brasil produziu 12,8 milhões de toneladas de laranjas na safra 2024/25. O País responde por 79% de todo suco de laranja comercializado no mundo, de acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR). Os Estados Unidos têm uma participação de 41,7% nas exportações, cujas receitas foram de US$ 1,31 bilhão na safra 2024/25.
O Paraná é o terceiro produtor, com 804,3 mil toneladas. No ano passado os exportadores paranaenses enviaram 29,2 mil toneladas de suco para o Exterior, gerando US$ 141 milhões em receitas. A Bélgica e os Países Baixos são os principais parceiros, recebendo 74% do volume. Os Estados Unidos compraram 2,2 mil toneladas, ao custo de US$ 9,4 milhões, o que representa 6,6% do montante financeiro do suco de laranja paranaense exportado.
Por - AEN
Homicídios e roubos despencam em 2024, aponta Anuário; Paraná figura entre os mais seguros do Brasil
Os homicídios dolosos caíram 10% e o número de roubos reduziu 23,7% no Paraná em 2024, em relação a 2023. São dois dos dados mais expressivos da redução dos indicadores de violência do 19º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O Paraná não tem nenhum município entre os mais violentos do País e está entre os seis com as menores taxas de mortes violentas intencionais, acima da média nacional.
O número absoluto de vítimas de homicídios passou de 1.837, em 2023, para 1.663 no ano passado. Com isso, o Paraná passou a uma taxa de 14,1 homicídios para cada 100 mil habitantes, abaixo da média nacional, que é de 17,1. Já o número de ocorrências desse tipo de crime caiu de 1.732 para 1.594 de um ano para outro, uma redução de 8,5%.
A taxa de mortes violentas intencionais foi de 18,4 por 100 mil habitantes, também abaixo da taxa brasileira, que também teve queda no período, ficando em 20,8/100 mil em 2024. O Estado registrou 2.263 casos em 2023 contra 2.170 casos em 2024. Além dos homicídios, também houve queda no número de latrocínios, que é o roubo seguido de morte. Foram cinco mortes a menos na comparação entre os dois anos, com 51 vítimas em 2023 e 46 vítimas em 2024, uma redução de 10,3%.
"Estamos investindo muito pesado em segurança pública, com novos equipamentos e contratação de policiais, aumentando a presença, as ações de inteligência e as investigações. E os resultados apontam um declínio consistente da violência nos últimos anos. Os dados do Anuário corroboram o monitoramento da própria Secretaria da Segurança Pública, que mostrou que em 2024 tivemos os menores índices da nossa história", diz o secretário da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira.
CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO – As ocorrências de roubos tiveram uma taxa bem abaixo da nacional. Foram 153,1 casos por 100 mil habitantes no Paraná, contra 350,6 no Brasil no ano passado. O Estado passou de 23.584 ocorrências em 2023 para 18.104 em 2024, 23,7% a menos.
A maior queda foram nos roubos em estabelecimentos comerciais, que tiveram redução de 29,4% no período, passando de 3.054 para 2.169 ocorrências no intervalo de um ano. Também houve redução expressiva nos roubos contra transeuntes, que diminuíram 25,6%, passando de 16.297 casos em 2023 para 12.197 em 2024. Já os roubos contra residências apresentaram queda de 17%, com 2.198 casos em 2023 e 1.835 no ano passado.
O número de furtos e roubos de veículos também diminuiu, passando de 15.574 casos em 2023 para 13.326 em 2024, uma queda de 17,6%. A taxa paranaense nesse tipo de crime está bem abaixo da nacional, com 145,2 casos por 100 mil habitantes no Estado, contra 278 no País.
O Paraná tem a quarta menor taxa do Brasil nos roubos de veículos, com 22,9, quase cinco vezes a menos que a média nacional, de 102,2. Os roubos tiveram uma queda expressiva de 33,2% de um ano para outro, passando de 3.033 para 2.104 casos entre 2023 e 2024. Já os furto de veículos caíram 13,8% no período, com queda de 12.541 ocorrências em 2023 para 11.222 no ano passado.
O que também diminuíram foram os roubos e furtos de celulares, com uma redução de 21%, uma das maiores do Brasil. Foram registrados 40.723 casos em 2023, que passaram para 32.368 em 2024. Com taxa de 273,7, contra 400,2 no Brasil, o Paraná teve um aumento de 49,7% no número de celulares recuperados. As devoluções de aparelhos para seus donos passaram de 1.136, em 2023, para 1.711 em 2024.
Foi registrada, ainda, uma queda de 38,5% nos roubos a instituições financeiras, com 10 ocorrências em 2023 e seis em 2024; e de 34,7% no roubo de cargas, passando de 364 para 239 casos no intervalo de um ano.
Por - AEN
O Paraná registrou o maior crescimento da atividade econômica do Brasil nos primeiros cinco meses de 2025, com 6,9%, segundo dados do Banco Central.
É o dobro do mesmo resultado nacional no período, que foi de 3,4% (diferença de 3,5 pontos percentuais). O comparativo é com o mesmo período do ano anterior. Os dados foram reunidos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes).
Depois do Paraná aparecem no ranking Santa Catarina (6,1%), Goiás (6%) e Pará (5,6%). Os piores estados nesse indicador são Rio Grande do Sul (0,6%) e Pernambuco (-0,9%). O Banco Central pesquisa treze Unidades da Federação todos os meses. O Índice de Atividade Econômica Regional é uma das ferramentas utilizadas para medir o ritmo da economia e antecipa tendências do Produto Interno Bruto (PIB).
"Esse resultado reflete o dinamismo da nossa economia e o forte planejamento estratégico do Governo, que é parceiro do setor produtivo", afirma o secretário de Planejamento, Ulisses Maia.
O crescimento do Paraná é observado em todos os setores. A indústria paranaense acumula alta de 5,7% entre janeiro e maio, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal. É o segundo melhor resultado do Brasil, atrás apenas do Pará (9,6%). O Paraná também tem a segunda maior variação no acumulado de 12 meses, com crescimento de 6,4% entre junho de 2024 e maio de 2025 ante o mesmo período do ano anterior.
O comércio varejista do Paraná cresceu praticamente o triplo da média nacional entre janeiro e maio, de acordo com dados da Pesquisa Mensal do Comércio. A alta do Paraná no período foi de 3%, enquanto o crescimento médio do Brasil foi de 1,1%. O segmento de vendas de móveis e eletrodomésticos teve alta de 10,5%.
O Paraná ainda registra aumento de 5,7% no volume de vendas de atividades turísticas em 2025, desempenho superior a estados como Pernambuco (2,7%), Rio Grande do Sul (4,9%) e Minas Gerais (-0,5%). Na agropecuária, o Paraná manteve a liderança nacional na produção de aves no 1º trimestre (último dado divulgado), com uma cadeia bem industrializada, e é o segundo estado que mais produz grãos, com exportações que chegam a mais de 200 países e territórios.
O mercado de trabalho também é outro fator preponderante para esse resultado. O Paraná foi o terceiro estado que mais gerou empregos no Brasil entre janeiro e maio de 2025, com 84.882 novos postos formais de trabalho. O crescimento foi registrado em 81,7% as cidades paranaenses.
Segundo Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, o crescimento da atividade econômica do Paraná mostra o dinamismo e resiliência de todos os setores. “Tivemos um bom primeiro semestre e os indicadores deixam isso bem claro. O Paraná tem a quarta maior economia do Brasil e continua em processo de expansão”, analisa.
Confira os comparativos:


Para enfrentar com mais eficiência as crises climáticas, o Governo do Estado está equipando o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) com tecnologia de ponta.
Computadores de alta performance, drones com sensores que fazem cálculos em tempo real, e modernos equipamentos de topografia para hidrometria e aerolevantamento passam a reforçar a estrutura do órgão com um investimento de R$ 3,7 milhões, por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA).
Os investimentos contemplam a modernização da infraestrutura, a compra de equipamentos de última geração e o aumento da capacidade de processamento de dados, com o objetivo de tornar o monitoramento ambiental mais preciso e ágil. O Termo de Convênio entre o Simepar e a SEIA foi firmado no fim de 2024. A primeira parcela do repasse foi feita em fevereiro, e a segunda parcela em julho deste ano.
O secretário da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, explica que a modernização é importante para fortalecer a atuação do Simepar. “É um investimento para que o Paraná esteja cada vez mais preparado para enfrentar os desafios climáticos, protegendo a população e o meio ambiente com informações mais precisas e rápidas”, afirma.
O convênio permitiu a realização de estudos para saber quais investimentos poderiam ser feitos para ampliar o monitoramento ambiental e fortalecer a capacidade de resposta do Estado a catástrofes climáticas. Teve início, então, o projeto Simepar Inovador, dividido em dois eixos: a modernização e revitalização da estrutura física do Simepar para melhor atendimento; e a inovação do conjunto de equipamentos da instituição, para obter dados mais precisos e de forma mais objetiva, com maior capacidade de processamento.
Um exemplo de equipamento já adquirido com o valor repassado pela SEI é um drone Lidar, equipado com um sensor de mapeamento a laser. Ele é capaz de realizar a topografia em áreas de cobertura vegetal, estimar volumes de minério, ou então calcular uma estimativa de madeira em uma determinada área e relacionar com estoque de carbono, por exemplo.
A equipe do Simepar foi capacitada na última semana para utilização do equipamento, e ele será utilizado em Prudentópolis, no Centro-Sul do Estado, para geração de modelo digital de terreno em altíssima resolução para modelagem hidrodinâmica e geração de manchas de inundação.
Além do drone, serão adquiridos barcos motorizados, outros equipamentos de topografia para hidrometria e aerolevantamento, além de equipamentos com configurações mais atualizadas, como um notebook que vai permitir simulação de ecos de terreno que exigem processamento serial e manipulação de dados. Todos os novos produtos do Simepar irão permitir uma precisão maior nas análises, e processamento maior de dados.
No espaço físico do Simepar, além de reforma e modernização de equipamentos já antigos (muitos com mais de 30 anos de uso), serão implementados espaços inovadores que possam integrar cada vez mais o Simepar e o Governo do Estado. O Simepar Inovador, somado ao Monitora Paraná e Monitora Litoral, que utilizarão recursos da indenização da Petrobrás para aquisição de radares meteorológicos e outros equipamentos de monitoramento ambiental, é mais um passo para que o Estado chegue à maior cobertura meteorológica do Brasil.
“O Estado do Paraná mais uma vez demonstra sua preocupação com a resposta às crises climáticas e meteorológicas, dando aos pesquisadores e técnicos do Simepar as condições adequadas para o cumprimento de sua missão junto à população do Paraná”, afirma Paulo de Tarso, diretor-presidente do Simepar.
AUMENTO DA COBERTURA – O Governo do Estado também publicou nesta segunda-feira (21), no Diário Oficial do Paraná, o edital de concorrência internacional eletrônica para a implementação do projeto Monitora Paraná. A iniciativa prevê a aquisição de três novos radares meteorológicos de última geração, com investimento de US$ 6.869.937,77 (aproximadamente R$ 38,4 milhões na cotação atual), fazendo com que o Paraná tenha a melhor e mais completa cobertura meteorológica do Brasil.
Na sequência, o Estado prevê a abertura de novo processo licitatório, desta vez para a aquisição de mais três radares, uma boia oceanográfica e na ampliação da rede de estações meteorológicas e hidrológicas, dentro do Monitora Litoral. Os equipamentos vão reforçar o setor de monitoramento que acompanha o nível dos rios e as condições oceanográficas – dados que ajudam a Coordenadoria da Defesa Civil na tomada de decisões em caso de enxurradas, alagamentos ou ressacas.
O investimento total nos dois Monitoras é de cerca de R$ 70,4 milhões. Os recursos utilizados são provenientes da indenização da Petrobras em razão de um derramamento de óleo causado pela empresa no Rio Iguaçu, em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), em julho de 2000.
Por - AEN
Os produtores paranaenses encerraram nesta semana o plantio de trigo, que cobre uma área estimada de 833,4 mil hectares. A informação consta no relatório semanal de colheita e cultivo divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento.
Essa extensão representa 27% a menos que os 1,13 mil hectares do ano passado. “As condições estavam excelentes até 25 de junho, porém as geadas impactaram as lavouras em estágios reprodutivos, que se concentravam à época na região Norte”, disse o analista da cultura no Deral, Carlos Hugo Godinho.
No dia 31 de julho o departamento divulga a primeira estimativa de produção de trigo após esse evento climático. Há possibilidade de que esteja abaixo dos 2,7 milhões projetados em julho. Na safra 2023/24 foram produzidas 2,3 milhões de toneladas, enquanto a safra 2022/23 rendeu 3,6 milhões de toneladas de trigo.
Segundo Godinho, o principal indicativo de redução é a análise da condição das lavouras a campo. Atualmente 82% da área estão classificadas como boas, 11% como médias e 7% estão ruins. Antes do frio intenso havia 99% boas e 1% em condição média. “Também já preocupa o grande número de dias sem chuvas na maior parte dos municípios do Estado, sendo as precipitações previstas para os próximos dias aguardadas com muita ansiedade no campo”, afirmou Godinho.
Por - AEN








-PortalCantu-29-11-2025_large.png)
-PortalCantu-29-11-2025_large.png)
_large.jpg)



-PortalCantu-29-11-2025_large.png)
-PortalCantu-29-11-2025_large.png)
-PortalCantu-29-11-2025_large.png)
-PortalCantu-29-11-2025_large.png)
-PortalCantu-29-11-2025_large.png)

_large.jpg)
_large.jpg)









