Corpo de Bombeiros abre consulta pública sobre normas de prevenção a incêndios

O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) mantém aberta, até 11 de outubro, uma Consulta Pública referente à atualização de normas e legislações relacionadas à prevenção e combate a incêndios e a desastres. O objetivo é permitir que cidadãos, profissionais, entidades e associações contribuam com sugestões e aprimoramentos técnicos nas regulamentações que norteiam a segurança contra incêndios no Estado. 

Entre os temas que estão sendo debatidos, o destaque vai para a inclusão de medidas de segurança específicas para atacarejos, estabelecimentos que combinam atacado e varejo, e para a ampliação da área de compartimentação de depósitos com alta carga de incêndio. Essas mudanças visam atualizar o código estadual à realidade nacional, tornando as exigências mais equilibradas e adequadas aos diferentes tipos de empreendimentos.

“O Paraná era um dos estados que ainda mantinha critérios mais rigorosos em relação a depósitos com alta carga de incêndio. Após estudos comparativos com outros estados, verificamos a necessidade de ajustar essas exigências, mantendo a segurança, mas com soluções técnicas mais eficientes e proporcionais”, explica o capitão Gustavo Zanella, responsável pela condução da consulta pública.

A iniciativa integra o conjunto de ações de transparência e participação social estabelecidas pela Lei Estadual nº 19.449/2018 e pelo Decreto nº 11.868/2018, que regulam o exercício do poder de polícia administrativa do CBMPR. As atualizações envolvem o Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico (CSCIP) e duas Normas de Procedimento Técnico — a NPT 008, que trata da resistência ao fogo dos elementos de construção, e a NPT 009, que aborda a compartimentação horizontal e vertical de edificações.

Segundo Zanella, o processo reforça o compromisso do CBMPR com o diálogo e o aprimoramento técnico das suas normativas. “O objetivo é permitir a participação da sociedade no processo de alteração ou proposição de normas do Corpo de Bombeiros. Isso melhora a qualidade técnica, amplia a legitimidade e garante transparência às decisões”, ressalta.

As contribuições recebidas serão avaliadas pelo Corpo Técnico Normativo do CBMPR, colegiado formado por bombeiros especialistas da área e designado pelo comandante-geral da Corporação, coronel Antonio Geraldo Hiller Lino. Esse grupo é responsável por analisar as sugestões, elaborar relatórios técnicos e encaminhar as propostas consolidadas para homologação.

O processo pode incluir etapas complementares, como designação de comissões específicas para temas mais complexos. Após a homologação, as normas revisadas são publicadas com um prazo de vigência de 30 dias a 6 meses, conforme a complexidade das alterações.

“A consulta pública é um instrumento essencial para aprimorar nossas normas e fortalecer o vínculo com a sociedade. Quando abrimos esse diálogo, recebemos contribuições valiosas de profissionais e entidades especializadas, o que eleva o padrão técnico das normas e evita impactos negativos futuros”, complementa o capitão Zanella.

As contribuições devem ser enviadas por e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Mais informações podem ser acessadas neste link.

 

 

 

 

 

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 PMPR apreende mais de 1,1 tonelada de drogas durante Operação Diakopí IV

A Polícia Militar do Paraná (PMPR), por meio do Comando de Missões Especiais (CME), encerrou a quarta edição da Operação Diakopí. Realizada entre os dias 30 de setembro e 4 de outubro, a operação teve seu lançamento em Foz do Iguaçu e se estendeu por toda a região Oeste do Estado, com foco no combate a ilícitos.

A atuação da PMPR na Operação Diakopí IV foi abrangente, incluindo bloqueios policiais e fiscalizações de trânsito. As equipes realizaram abordagens a pessoas e veículos, além de intensificar o patrulhamento em áreas urbanas, rurais e comerciais. O foco principal da operação foi o combate direto a diversos crimes, como tráfico de drogas, porte ilegal de armas, furtos, roubos e receptação.

Após os cinco dias de operação, as ações ostensivas resultaram na prisão de 15 pessoas e na apreensão de 8 veículos. As equipes realizaram 2,3 mil abordagens a pessoas e fiscalizaram 534 veículos, dos quais 184 foram autuados. Além disso, 62 locais foram vistoriados.

Adicionalmente, foi apreendida 1,1 tonelada de maconha, bem como pequena porções de crack e cocaína. Também foram apreendidas quatro armas de fogo e quatro simulacros.

O combate ao contrabando e descaminho registrou 17 ocorrências dessas naturezas. Foram retirados de circulação uma grande quantidade de produtos ilegais, incluindo 30,9 mil pacotes de cigarros, 795 celulares, 49 caixas de perfume, 129 relógios e 8 drones.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 PCPR prende 7 pessoas em operação contra furtos de comércios em Cascavel

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu sete pessoas em flagrante, sendo quatro delas pelo crime de furto qualificado e três pelo crime de receptação, durante uma operação policial. A ação aconteceu no sábado (4), em Cascavel, no Oeste do Estado.

A ação é resultado da rápida atuação investigativa da equipe da PCPR, que, a partir de um furto qualificado ocorrido na madrugada do dia 3 para o dia 4 de outubro, identificou e localizou os suspeitos. 

Segundo o delegado Ian Leão, o crime foi cometido mediante arrombamento e destruição de obstáculo, com concurso de pessoas, tendo os autores subtraído diversos objetos de valor de um estabelecimento comercial.

“Durante as diligências, três indivíduos foram flagrados ocultando e armazenando parte dos produtos furtados, motivo pelo qual também foram conduzidos à Delegacia e autuados por receptação”, explica. 

O delegado ainda ressalta que a atuação tem por finalidade coibir a prática de furtos e receptações que vêm causando graves prejuízos a comerciantes e à população local, especialmente nas regiões centrais e comerciais da cidade. “A intensificação das ações de inteligência e de campo busca reduzir a reincidência desses delitos e seus reflexos negativos na segurança pública urbana”, completa. Todos os capturados foram encaminhados ao sistema penitenciário. 

DENÚNCIAS – A população ainda pode contribuir com investigações que estejam em andamento. Denúncias podem ser repassadas de forma anônima pelos telefones 197, da PCPR ou 181, do Disque-Denúncia. Se o crime estiver acontecendo neste momento, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Paraná investe R$ 560 milhões por ano e garante cardápio nutritivo e variado nas escolas

Com mais de R$ 560 milhões investidos anualmente na alimentação escolar, o Governo do Paraná, por meio do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), tem se destacado como referência na área.

O Estado garante o direito à alimentação de cerca de 1 milhão de estudantes em mais de 2 mil escolas, com cardápios variados que valorizam ingredientes locais e preservam tradições regionais paranaenses.

Um dos grandes diferenciais da alimentação escolar do Estado é a oferta de produtos diversificados, visando a segurança alimentar e nutricional dos estudantes, e respeitando os hábitos locais. Os cardápios incluem desde carnes, frutas, verduras e legumes, até itens inovadores como água de coco, kiwi e pão de queijo.

“Aqui no Paraná, pensamos no cardápio como uma forma de respeitar a cultura e incentivar a educação. Entendemos que uma boa nutrição também faz parte do processo de aprendizagem e, por isso, para nós, a alimentação escolar é um compromisso com o futuro”, afirma a diretora-presidente do Fundepar, Eliane Teruel Carmona.

A alimentação servida nas escolas é planejada por uma equipe de quase 20 nutricionistas do Fundepar, responsáveis por planejar, adquirir, distribuir e elaborar os cardápios. Como existem diferentes perfis escolares no Estado, a exemplo das escolas agrícolas e as de tempo integral, a equipe personaliza os cardápios seguindo especificidades culturais e regionais, tempo de permanência dos alunos, possíveis restrições alimentares e estrutura das unidades.

Desde 2022, graças ao programa estadual Mais Merenda, todas as escolas passaram a oferecer ao menos três refeições por turno.

“Algumas escolas só comem feijão preto, outras só o carioca. Para as indígenas, mandamos banha de porco. Na Escola Indígena Mbyá Arandú, em Piraquara, as merendeiras seguem o cardápio padronizado, mas podem servir o Rorá, uma comida típica com fubá”, explica a coordenadora de Planejamento da Alimentação Escolar do Fundepar, Rosangela Mara Slomski Oliveira.

Apesar da padronização dos cardápios, as merendeiras têm liberdade para adaptar as preparações, seguindo a orientação das nutricionistas. É o caso da Escola Estadual Nossa Senhora Conceição, em Campo Magro, onde Diná Aparecida Gavelik é merendeira há 23 anos. Ela conta que os pratos mais famosos são o risoto e a farofa, mas o revirado de feijão com ovos, o café com leite e a torta de banana também fazem sucesso. “É muito satisfatório, porque faço o que eu gosto. Para mim, é um prazer preparar os alimentos para nossos alunos”, diz.

Já no Colégio Estadual Aníbal Khury Neto, em Curitiba, o prato mais aguardado é o estrogonofe, segundo Inês da Silva Saldanha, uma das quatro merendeiras da unidade. De acordo com Maria da Luz, que cozinha na Escola Estadual Augusto Vanin, em Campo Largo, o favorito é o macarrão com molho branco.A

Foto: Lucas Fermin/Seed


AGRICULTURA FAMILIAR – Primeiro Estado a cumprir a meta de destinar 30% dos recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) à aquisição de alimentos da agricultura familiar, hoje o Paraná aplica 100% dos recursos federais na compra de agricultores familiares, priorizando produtores próximos das escolas, assentados, indígenas, quilombolas e mulheres. Em 2025, pelo menos R$ 150 milhões foram destinados do próprio Estado à agricultura familiar.

A medida, além de garantir refeições mais saudáveis, movimenta a economia local, fortalece a produção orgânica e sustentável, e ainda ajuda o meio ambiente.

Todos os anos, o Fundepar adquire cerca de 50 mil toneladas de alimentos, sendo que 22% vêm da agricultura familiar: são mais de 11 mil toneladas de ovos, frutas, legumes, verduras, hortaliças, arroz, feijão, grãos, leite, iogurte e pães, produzidos por 20 mil famílias paranaenses.

“Os alimentos deixam de vir de outros estados e passamos a comprar aqueles que são produzidos localmente, muitas vezes pelos próprios pais dos alunos”, afirma a responsável técnica pela execução do Programa Nacional de Alimentação Escolar do Fundepar, Andréa Bruginski, que é nutricionista. “Trabalhar com alimentação escolar é uma missão. Alimentamos todos os dias 10% da população do Estado”, conclui Bruginski, que atua no Instituto há 15 anos.

INVESTIMENTO E INOVAÇÃO – Além do alto investimento na alimentação escolar, o Paraná é referência em práticas inovadoras que asseguram a qualidade alimentar dos estudantes. Um diferencial é o sistema centralizado de compra, pelo qual o próprio Governo do Estado adquire os alimentos e faz a distribuição às escolas. Nesse modelo, a alimentação é calculada por servimento, o que significa que os estudantes podem repetir as refeições. 

Além do acompanhamento próximo feito pelas nutricionistas do Fundepar, que fazem visitas periódicas às escolas para verificar estoques, condições de higiene e a estrutura das cozinhas, o Estado realiza análises químicas e biológicas dos alimentos antes de chegarem ao prato dos estudantes, por meio do Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar). O objetivo é avaliar tanto a qualidade do produto quanto as boas práticas de fabricação. 

Segundo o chefe do Departamento de Nutrição e Alimentação do Fundepar, Angelo Marco Mortella, o Estado investe quase cinco vezes mais recursos próprios do que os valores federais repassados à área. “Vários estados nos procuram para conhecer e replicar nosso modelo. Seguiremos mostrando que é possível oferecer merenda diversificada, priorizando a qualidade e a cultura local”, destaca.

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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