Instituições de ensino privadas já podem se credenciar no programa Parceiro da Escola

O Governo do Estado publicou nesta quinta-feira (7) o edital de credenciamento para as instituições de ensino privadas que tenham interesse em atuar no programa Parceiro da Escola.

A iniciativa prevê a implantação do modelo em até 179 escolas da rede estadual em 98 municípios paranaenses, que poderão contar com a participação de empresas especializadas para apoiar a gestão administrativa e de terceirizados (limpeza e segurança).

O edital, que passou por análise pública prévia, está disponível no site da Secretaria de Estado da Educação (Seed), pasta responsável pela gestão do programa e supervisão da sua implantação nas unidades selecionadas. Caberá à Seed também a condução das consultas direcionadas à comunidade escolar das unidades pré-selecionadas, previstas para o início de dezembro, cujos detalhes serão amplamente divulgados. A análise delas é que definirá a implantação ou não do modelo em cada escola.

As 179 unidades para o programa foram divididas em 15 lotes dentro do edital, agregadas de acordo com as suas respectivas regiões. As empresas deverão especificar, no momento do credenciamento, quais lotes têm interesse de atuar e apresentar a documentação comprovatória, devendo comprovar capacidade técnica para o atendimento de, no mínimo, 50% do volume de matrículas existentes em cada lote.

As instituições de ensino que se inscreverem deverão comprovar ter, pelo menos, seis anos de experiência na área, além de capacidade técnica e competência para o programa. O prazo de vigência dos contratos com as empresas aprovadas será de quatro anos, podendo ser prorrogado a depender da avaliação do Governo do Estado.

Além dos critérios de habilitação, a Seed também classificará as empresas inscritas de acordo com uma pontuação que levará em conta indicadores a serem comprovados documentalmente dentro de três áreas: capacidade técnica, existência de unidades da empresa em funcionamento nas regiões de abrangência dos Núcleos Regionais de Educação (NRE) onde pretendem atuar como parceiros e nível de adequação e formação docente.

Durante a vigência dos contratos, as empresas serão avaliadas a cada ciclo contratual, conforme parâmetros estabelecidos pela Seed, em relação à evolução da frequência, evolução da aprendizagem, manutenção e conservação das instalações e satisfação da comunidade escolar. O Estado também divulgará anualmente os principais indicadores de aprendizagem, frequência escolar, número de matrículas, taxa de abandono e taxa de evasão escolar.

O edital de credenciamento, cuja vigência inicial é de 36 meses, permite a realização de chamamentos públicos a novos interessados caso determinado pela comissão responsável.

PARCEIRO DA ESCOLA – O programa é fruto de uma lei estadual já sancionada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. A lei ainda deixa claro que o parceiro atuará exclusivamente nas dimensões administrativa e financeira, mantendo sob o controle da Seed e dos diretores escolares a autonomia absoluta sobre o projeto pedagógico do Estado. Em relação à merenda, a Seed continuará a fornecer a alimentação normalmente, enquanto o parceiro poderá complementá-la se necessário. As matrículas na rede estadual seguem gratuitas e universais.

O programa tem a finalidade de melhorar a gestão administrativa e de infraestrutura de escolas estaduais nas quais foram observados pontos passíveis de aprimoramento em termos pedagógicos, projetando inclusive a diminuição da evasão escolar.  Países desenvolvidos, líderes dos rankings mundiais de educação, como Canadá, Coreia do Sul, Reino Unido e Espanha, utilizam sistemas semelhantes de parcerias na administração.

No Paraná, o projeto-piloto já é desenvolvido desde 2023 no Colégio Estadual Aníbal Khury, em Curitiba, e no Colégio Estadual Anita Canet, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), totalizando 2,1 mil estudantes atendidos.

 

 

 

 

 

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 Indústria paranaense cresce o dobro da média nacional nos últimos doze meses

A indústria paranaense cresceu 5,1% no acumulado dos últimos doze meses (comparação de outubro de 2023 a setembro de 2024 com o mesmo período anterior), de acordo com a Pesquisa Mensal da Indústria, divulgada nesta quinta-feira (07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A média nacional foi de 2,6%. Esse é o sexto melhor resultado do País, atrás apenas de Rio Grande do Norte (7,7%), Ceará (7,3%), Goiás (6,8%), Santa Catarina (6%) e Pará (5,5%). 

Os principais motores dessa evolução foram a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (22,8%), produtos de madeira (14,9%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (14,3%), bebidas (13,2%), móveis (10,1%), produtos de borracha e material plástico (2,9%), veículos, reboques e carrocerias (2,8%) e papel e celulose (1,8%).

No caso de bebidas, produtos de madeira, máquinas, aparelhos e materiais elétricos e móveis os resultados do Paraná são os melhores do País em doze meses. Em bebidas, por exemplo, o crescimento foi 8,9 pontos percentuais acima da média nacional, de 4,3%. Na fabricação de móveis o resultado é 2,4% acima da média nacional, de 7,7%.

Outros indicadores do setor também são positivos. A indústria local evoluiu 0,9% na variação de agosto para setembro, demonstrando recuperação em relação à passagem de julho para agosto, que apontou retração. Segundo o IBGE, esse crescimento que também aconteceu em outros estados reflete um movimento compensatório em relação ao mês de julho, quando ocorreu uma queda em nível nacional. A melhora no mercado de trabalho, com desemprego em queda e aumento do poder de compra das famílias, também explica a retomada.

Na comparação com setembro do ano passado, a variação da indústria do Paraná também é positiva, alcançando 3,7%, acima da média nacional (3,4%) e nesse caso na frente de São Paulo (2,9%), Rio Grande do Sul (2,5%) e Rio de Janeiro (-4,5%).

A indústria paranaense também cresceu 3,3% no acumulado de janeiro a setembro. O índice está acima da média nacional (3,1%). No acumulado no ano, 17 dos 18 locais pesquisados registraram alta na produção.

 

 

 

 

Por - AEN

 Língua sem fronteiras: estrangeiros superam barreiras para aprender português

Todas as terças-feiras nos períodos da manhã e da noite, uma mistura de sons, sotaques e dialetos pode ser ouvida nos corredores do Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos Ceebja Paulo Freire, no Centro de Curitiba. São palavras, frases e expressões ditas em idiomas distintos, que vão do espanhol falado na Venezuela, passando pelo de Cuba, o árabe da Síria, ou o crioulo e o francês dos haitianos, chegando ao inglês, predominante entre a maioria.

Além da diversidade linguística, os trajes e costumes também distinguem o grupo. No entanto, há uma característica em comum entre eles e os demais frequentadores da instituição de ensino: são alunos. A diferença é que vieram de longe para o Brasil e buscam aprender a língua portuguesa por meio do curso de Português para Falantes de Outras Línguas (PFOL), oferecido pela rede estadual de ensino do Estado.

Ao todo, são 70 alunos matriculados, divididos em quatro turmas, três à noite e uma pela manhã, que foram reestruturadas no início do ano, quando os grupos foram formados. “Não quero falar apenas o portunhol, mas o português na maneira correta e estou me esforçando para isso”, diz o advogado venezuelano Juan Merengote, que chegou à capital paranaense há menos de seis meses, e tem como meta obter fluência para, quem sabe, deixar o trabalho como caixa de supermercado e voltar a advogar. “Posso também trabalhar como professor ou em algo melhor, afinal, já sou fluente em espanhol e inglês e estarei qualificado para novos desafios”, acrescenta.

Por causa da crise econômica e humanitária da Venezuela, Juan deixou para trás toda a família, que afirma “guardar no coração” . Mesmo motivo que trouxe Antonella Bello e Quisbel Jose Marquez ao Paraná. Ambas, há mais tempo no Brasil, já dominam o português, mas não arredam o pé das aulas. “Aprender a língua me transformou. Quando cheguei aqui há três anos, eu era outra pessoa. Muito tímida por não entender o que as pessoas diziam e não conseguir me comunicar. O que a gente aprende na rua não ajuda. É muito diferente de vir para a escola, porque aqui você aprende a ir fundo no conhecimento, na pronúncia”, diz a atendente de padaria, que vive com o marido e dois filhos em Curitiba e que ainda sonha em voltar ao país de origem. “A vida de imigrante é muito difícil. Não gostaria de viver assim para sempre”.

Antonella, de 24 anos, já conhece bem o modo de falar em português. Agora quer aprender a escrever corretamente para ter mais oportunidades. “Eu trabalho como auxiliar de limpeza e sem uma boa escrita, nada dá certo. Aos poucos, estou aprendendo a escrever algumas palavras”, afirma.

METODOLOGIA DINÂMICA - Somente na turma matutina são oito venezuelanos, que não estudam apenas gramática. Aprendem mais sobre cultura brasileira, costumes, como se comunicar em determinadas situações. Isso faz parte de uma metodologia desenvolvida pela professora Vivian Célia Brunnquell, graduada em Inglês e Português e especialista em Didática do Ensino Superior. “Quero que aprendam a morar no Brasil. Por isso, trabalho com situações reais: como comprar, cumprimentar, falar das dores em uma consulta médica. É como se fosse um curso básico de inglês para crianças”, explica a professora.

Por meio dos recursos educacionais digitais, como apostilas virtuais, é possível treinar a oratória, e os alunos podem praticar em casa e tirar as dúvidas em sala de aula. O Colégio Paulo Freire possui um laboratório de informática, para que os estudantes sejam inseridos na plataforma Leia Paraná, recurso de leitura que pode ser acessado pelo celular, tablet ou computador, online e offline, onde aprendem a ler e a ouvir em português.

Também é pelos meios digitais que os estudantes têm acesso a um dicionário online - para conferirem a pronúncia de cada palavra. Além disso, é possível fazer uma série de atividades online. “Por exemplo, clique no vídeo, veja a legenda em português e ouça no seu idioma. E podem inverter, o que permite com mais facilidade obter a fluência na língua portuguesa”, continua a professora.

E se a Língua Portuguesa é diversa e regionalizada, portanto, complexa, a premissa da professora Vivian é de que os alunos estrangeiros precisam interpretar cada texto que leem. “O portuquês falado no Brasil é difícil e nós temos variantes linguísticas e um regionalismo muito acentuado. Tentamos trazer tudo isso para a sala de aula com muito dinamismo. Vou adaptando o que estão lendo para as realidades deles. Coisas que para nós são simples, para eles, muda tudo”, diz.

UMA ESCOLA QUE ACOLHE - A diretora do Colégio Estadual Paulo Freire, Solange Valente, conta que busca acolher os alunos para que eles se sintam confortáveis no ambiente escolar. Como as matrículas podem ser efetivadas em qualquer época do ano e o curso é tido como emergencial, isso é permitido. “Nosso aluno está aqui e ele precisa com urgência aprender a falar o nosso idioma, porque as aulas acontecem em apenas um dia na semana. Ele precisa se sentir bem enquanto está aqui, até para poder absorver melhor o conteúdo”, ressalta.

Faz parte da política da instituição ampliar o método de ensino, ultrapassando os muros escolares. Como, por exemplo, oferecer as noções básicas do dia a dia de um estrangeiro vivendo no Brasil, como aprender a preencher um currículo, ou mesmo compreender a papelada que envolve a documentação para que se possa inclusive regularizar a situação dele no país para que possa ingressar no mercado de trabalho. “A sobrevivência deles depende do que sabem ler e escrever. Por isso, precisam dominar a língua para conseguir se colocar no mercado de trabalho e é isso que proporcionamos a eles”, acrescenta a professora.

MAIS OFERTA DE VAGAS - Atualmente, são 24 as escolas estaduais no Paraná que oferecem aulas de português para estrangeiros, em 16 municípios com cerca de 800 alunos atendidos.Todas estão inseridas no FPOL, o programa criado pela Secretaria de Estado da Educação (Seed) com o objetivo de ajudar estrangeiros a aprenderem a língua portuguesa e se familiarizar com o idioma e o modo de falar dos brasileiros.

Os interessados em se matricular na escola podem se dirigir pessoalmente no Centro Estadual de Educação Básica para Jovens e Adultos Ceebja Paulo Freire, na Rua Brigadeiro Franco, 2532, Água Verde, Curitiba. Também pelo site www.educacao.pr.gov.br. É possível encontrar mais informações sobre os cursos e inscrições no site da Escola Digital do Paraná ou entrando em contato pessoalmente com as escolas estaduais que oferecem o curso PFOL.

 

 

 

 

 

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 Cebola em queda e laranja em alta: Ipardes divulga Índice de Preços de Alimentos de outubro

O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR-Alimentos e Bebidas) do Paraná apresentou uma alta de 1,77% em outubro. O relatório foi divulgado nesta quinta-feira (7).

Curitiba liderou a variação entre os municípios analisados com 2,33%, seguida por Maringá (2,05%), Ponta Grossa (1,95%), Cascavel (1,82%) e Foz do Iguaçu (1,61%). Londrina apresentou o menor aumento do mês, de 0,87%.

A pressão foi causada pela laranja-pera, com alta de 11,12%, além dos aumentos em costela bovina (8,37%) e banana-caturra (7,90%). Dentre os 35 produtos que compõem o IPR, esses foram os principais fatores que fizeram a variação do índice ter viés positivo.

Regionalmente, a laranja-pera teve os maiores aumentos em Curitiba (14,52%), Maringá (14,22%), Londrina (8,87%), Ponta Grossa (8,59%) e Cascavel (6,82%). Foz do Iguaçu apresentou o menor aumento entre as cidades, de 6,82%.

As maiores reduções em outubro foram de cebola (-15,65%) – sendo em Foz do Iguaçu a maior queda, de 19,62%, seguida por Londrina, de 18,20%. Abaixo dessa redução nos preços da cebola, ficaram as quedas de 3,91% no ovo de galinha e de 0,71% em alho.

O diretor de Estatística do Ipardes, Marcelo Antonio, explicou que a elevação no preço da laranja-pera está diretamente ligada a uma restrição de oferta e a perdas de produção, que são resultados diretos de condições climáticas que não favoreceram a atual safra e também safras anteriores.

“Já no caso da carne bovina, o aumento das exportações e a menor oferta de animais impactaram o aumento do preço. A queda no preço da cebola deve-se principalmente a uma expansão da oferta, favorecida pelo clima, que ajudou na colheita do bulbo”, disse.

ACUMULADO 12 MESES – No acumulado dos últimos 12 meses, o relatório indica que o índice subiu 10,96% no Paraná, com Foz do Iguaçu registrando a maior variação no período (13,09%), seguido por Ponta Grossa, 12,11%, Cascavel, 11,69%, Londrina, 10,84%, Maringá. Curitiba teve o menor índice acumulado em 12 meses, somando 8,10%. Essas variações refletem tanto as condições econômicas locais quanto fatores externos, como exportação e clima, que influenciaram a oferta de produtos ao longo do período.

Nos últimos 12 meses, a laranja-pera acumula o maior aumento entre os produtos analisados, com variação de 90,79%, chegando a 107,74% em Londrina. Café (34,10%) e banana-caturra (32,24%) completam a lista dos alimentos que ficaram mais caros.

Em contraste com esses aumentos, as quedas mais significativas foram no preço do tomate, que recuou -25%, além da margarina (-9,24%) e cebola (-8,63%). Em Maringá o tomate chegou a cair 28,3% no ano e em Curitiba a margarina recuou 13,75%.

ÍNDICE – O Ipardes divulga mensalmente a variação do Índice de Preços Regional – Alimentos e Bebidas, a partir da análise de 35 itens em seis municípios. Os preços para o cálculo são extraídos de aproximadamente 382 mil registros das Notas Fiscais ao Consumidor Eletrônica (NFC-e) emitidas por 366 estabelecimentos comerciais dos municípios onde é feita a coleta e disponibilizadas pela Receita Estadual do Paraná, respeitando os critérios de sigilo fiscal.

 

 

 

 

 

 

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 Com 14 mandados de prisão, PCPR mira grupo envolvido em fraudes contra idosos

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas na manhã desta quinta-feira (7) para cumprir 60 mandados judiciais com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra idosos. A operação ocorre em Curitiba, Araucária, Almirante Tamandaré e Colombo.

A ação envolve o cumprimento de 14 mandados de prisão, 21 mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos suspeitos e 27 bloqueios de contas. Cerca de 80 policiais civis participam da operação, com o objetivo de interromper as atividades da organização criminosa, que atuava de forma organizada e sistemática.

Os investigados são suspeitos de estelionato, falsificação de documentos e associação criminosa. As investigações, iniciadas em 2022, revelaram que o grupo utilizava documentos das vítimas para abrir contas em bancos virtuais e fazer empréstimos indevidos. Durante o período investigado, mais de 100 idosos foram identificados como vítimas, sofrendo prejuízos financeiros significativos.

“Os criminosos alugavam espaços e se passavam por empresas de refinanciamento de empréstimos, mirando principalmente pessoas idosas que buscavam renegociar dívidas”, afirmou o delegado Emmanoel David. "Operações como esta são essenciais para proteger grupos vulneráveis, como os idosos, contra fraudes financeiras, prevenindo perdas e danos que afetam sua estabilidade e bem-estar".

Em uma operação realizada em dezembro de 2023, seis membros do grupo foram presos em flagrante em um coworking em Curitiba, onde aplicavam golpes. Na ocasião, foram apreendidos vários documentos pertencentes a idosos. “Os mesmos presos em flagrante voltaram a cometer o crime em parceria com novos envolvidos”, acrescentou o delegado.

As investigações continuam para identificar outros suspeitos e avaliar o impacto financeiro total das fraudes.

 

 

 

 

 

Por - AEN

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