O setor de serviços continua em recuperação no Paraná, com crescimento de 6,3% no primeiro bimestre de 2021 na comparação com os dois primeiros meses do ano passado.
O volume e as receitas das atividades que compõem o setor – que incluem restaurantes, salões de cabeleireiro, academias, imobiliárias, empresas de transportes, entre outros empreendimentos – avançaram em todos os recortes da Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Na variação mês a mês, o volume de serviços teve aumento de 1,4% em fevereiro em relação a janeiro, e as receitas saltaram 3% no mesmo período. Na comparação com fevereiro de 2021, o volume variou 7%, com aumento de 13,2% das receitas naquele mês. Já no acumulado de 12 meses – de março de 2021 a fevereiro de 2022 – a variação foi de 10,9%, com crescimento de 16,1% nas receitas na comparação com o período anterior.
“A economia paranaense segue avançando em todos os setores. As atividades de serviços, que é um dos que mais refletem o consumo das famílias e que também foi muito impactado pelas restrições da pandemia, iniciaram o ano em plena recuperação”, afirma o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “É uma área que emprega muita gente e tem um grande número de empreendedores, representando um peso importante na economia e no mercado de trabalho paranaenses”.
Esse bom recorte já vinha sendo observado no balanço do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O setor foi o que mais contratou em fevereiro, com 19.709 vagas abertas.
SETORES – A variação positiva no período foi observada em três das cinco atividades citadas pelo IBGE, com o bom resultado em janeiro e fevereiro no Estado sendo puxado pelas atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio. O avanço nessa área foi de 12,8% em relação ao primeiro bimestre de 2021.
Os serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 7,5% no período e os serviços prestados às famílias, 0,9%. Houve queda nos serviços de informação e comunicação (-1,5%) e em outros serviços (-5,8%).
Na comparação com fevereiro do ano passado, as atividades de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio fecharam em alta de 12,6%; e os serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 11,4%. A variação foi negativa nas demais atividades no período: serviços de informação e comunicação (-1,8%); serviços prestados às famílias (-2,4%); e outros serviços (-2,4%).
Já no acumulado de doze meses, que mostra a comparação com o primeiro ano de pandemia, os índices estão melhores na maioria das atividades. Os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio cresceram 16,8%; serviços prestados às famílias (15,7%); serviços profissionais, administrativos e complementares (8,5%); e serviços de informação e comunicação (4). Os outros serviços caíram -2,2%.
TURISMO – As atividades turísticas, também parte desse setor, cresceram 15,9% no primeiro bimestre deste ano no Paraná na comparação com o mesmo período do ano passado. Na análise mensal do IBGE, fevereiro deste ano registrou crescimento de 14,9% no setor em relação a fevereiro do ano passado e uma pequena queda de 2,2% em relação a janeiro, o mês das férias.
PAÍS – No Brasil, o volume de serviços recuou -0,2% em fevereiro, com relação a janeiro, com queda em 14 das 27 unidades da federação de um mês para o outro. Mas os resultados sem mantêm positivos nos demais recortes. Houve crescimento de 7,4% nas atividades, no Brasil, na comparação com fevereiro do ano anterior; de 8,4% no primeiro bimestre; e de 13% no acumulado de 12 meses.
Por - AEN
As atividades turísticas cresceram 15,9% no primeiro bimestre deste ano no Paraná na comparação com o mesmo período do ano passado, que ainda registrava os primeiros momentos da vacinação contra a Covid-19 no território nacional, o que impedia o pleno funcionamento do setor.
Os dados constam na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Esse pequeno recorte está dentro de um ciclo de retomada do setor. No acumulado dos últimos doze meses – março de 2021 a fevereiro de 2022 em relação a março de 2020 e fevereiro de 2021 – o aumento é de 26,3%. Segundo a análise da entidade, os números acompanharam a evolução da campanha de imunização e a segurança do turista em retornar as viagens e o consumo.
A retomada dos voos comerciais, o aumento no número de ligações aéreas e o crescimento visível na movimentação no Litoral, nas praias de água doce (Oeste e Noroeste) e nos atrativos, como o Parque Nacional do Iguaçu, ajudam a explicar esses números. Segundo balanço da Operação Verão, por exemplo, foram 2 milhões de turistas no Litoral na virada. Os parques estaduais receberam 17 mil pessoas no recesso de janeiro e as Cataratas do Iguaçu foram visitadas por quase 300 mil pessoas até março deste ano.
Na análise mensal do IBGE, fevereiro deste ano registrou crescimento de 14,9% no setor em relação a fevereiro do ano passado e uma pequena queda de 2,2% em relação a janeiro, o mês das férias.
Desde abril de 2021 todos os comparativos mensais do instituto em relação aos mesmos meses dos anos anteriores apontam evolução constante. Os picos de crescimento foram de 88% em abril e 74% em maio do ano passado, diante da base comparativa muito baixa de 2020.
RECEITA – No indicador de receita, que mostra a evolução monetária do setor, houve crescimento de 24,4% no bimestre de 2021, 33,7% no acumulado de doze meses e 23,5% em fevereiro deste ano (em relação ao mesmo mês do ano passado).
CAMPANHAS DO SETOR – Para estimular o setor, o Estado mantém campanhas institucionais para estimular a visitação dos atrativos estaduais, principalmente ligados à natureza, e estimula investimentos privados no setor com a concessão de parques estaduais. O objetivo é espelhar o projeto piloto já em andamento no Parque Vila velha, em Ponta Grossa, em outros locais, o que ajuda a diminuir os custos da máquina pública e gera novos atrativos para atrair mais visitantes, principalmente de outros estados.
"As campanhas mostram não apenas os atrativos que o Paraná possui, mas também o potencial do Estado em receber e atender de maneira adequada esses visitantes. Trabalhamos, ainda, com apoio de outras entidades para aumentar a capacitação de quem atua no setor, para melhor receber as pessoas que querem conhecer nosso Estado", disse o diretor-presidente da Paraná Turismo, Irapuan Cortes. "Estamos animados com essa retomada. Esse será um grande ano para o setor".
NACIONAL – O índice nacional de atividades turísticas caiu 1% em fevereiro frente ao mês anterior, após também ter recuado em janeiro (-0,4%). No bimestre o crescimento foi de 29% e no acumulado dos últimos doze meses alcança 39%. No entanto, segundo o IBGE, com a crise provocada pela pandemia o segmento ainda se encontra 10,9% abaixo do patamar de fevereiro de 2020.
Por - AEN
Estão abertas as inscrições para a 11ª edição do Geração Olímpica e Paralímpica. Serão 1.160 bolsas para atletas e técnicos. As inscrições ficam abertas até o dia 25 de abril, às 23h59 (horário de Brasília), e são centralizadas neste link.
Segundo o diretor de Esportes da Superintendência Geral do Esporte, Cristiano Barros Homem d'El Rei, o programa é um agente motivador para técnicos e atletas e contribui para o desenvolvimento de futuros talentos esportivos.
“Estamos abrindo as inscrições para o Geração Olímpica e Paralímpica. É um momento muito importante para o esporte do Paraná, no qual teremos 1.160 bolsas à disposição da comunidade esportiva e por meritocracia estaremos distribuindo elas nas oito categorias para os melhores atletas e técnicos do Paraná”, comenta.
Em 2021 o Geração Olímpica e Paralímpica celebrou sua 10ª edição, sendo o maior programa de bolsa-atleta entre todos os estados do País - conforme pesquisa realizada pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e divulgada na Revista Latino-Americana de Estudos Socioculturais do Esporte. O programa investe anualmente mais de R$ 4,75 milhões, com o patrocínio exclusivo da Copel, em cerca de mil bolsas para atletas e técnicos vinculados a instituições paranaenses (federações e escolas), atendendo desde jovens promessas a estrelas de renome internacional.
Confira abaixo a quantidade de bolsas ofertadas para cada categoria e o valor de delas:
325 bolsas Formador Escolar: valor mensal de R$ 200,00
45 bolsas Técnico Formador Escolar: valor mensal de R$ 350,00
400 bolsas Estadual Olímpico e Paralímpico (EAD): valor mensal de R$ 500,00
70 bolsas Técnico (EAD): valor mensal de R$ 850,00
270 bolsas Nacional: valor mensal de R$ 1.000,00
30 bolsas Internacional: valor mensal de R$ 1.500,00
Até 20 bolsas Medalhista: valor mensal de R$ 3.000,00
INSCRIÇÕES – É importante que os interessados em se inscrever no programa Geração Olímpica e Paralímpica leiam com atenção o regulamento, e se atentem a algumas informações. O processo é aberto a todos os interessados e só será permitida a inscrição em uma categoria. Não será permitida a troca de categoria após a inscrição ser realizada e, em casos de inscrições duplicadas, ambas serão desconsideradas.
Independente do nome já constar como pré-aprovado no regulamento, a inscrição segue obrigatória. Procedimentos e prazos não cumpridos acarretarão na eliminação do pretendente no processo.
FAQ – A Superintendência Geral do Esporte também selecionou algumas perguntas e respostas para ajudar os candidatos. Se mesmo após a leitura do regulamento e do FAQ ainda persistirem dúvidas, é preciso enviar o questionamento para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. – o prazo para respostas é de até 72h.
Por - AEN
O volume de cargas que passou pelos portos paranaenses nos primeiros três meses de 2022 foi 9,4% maior comparado com mesmo período de 2021.
De janeiro a março, foram movimentadas 14.079.177 toneladas pelos terminais de Paranaguá e Antonina. No ano passado foram 12.869.762 toneladas.
“As altas no trimestre mostram a força do agronegócio no Brasil. Os alimentos puxaram os números, com destaque para os granéis de exportação, como soja, farelos e milho, além da importação de fertilizantes, usado nas lavouras”, avalia Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, empresa pública que administra os terminais marítimos do Estado.
Considerando os dois sentidos do comércio, o segmento de granéis sólidos acumula 17% de alta. De janeiro a março, foram 8.915.471 toneladas movimentadas. Nos mesmos meses de 2021, foram 7.643.257 toneladas.
A carga geral movimentou 3.269.434 toneladas, contra 3.286.879 toneladas em 2021 – o que representou queda de 1%. Em granéis líquidos foram movimentadas 1.894.272 toneladas, com baixa de 2% em relação às 1.939.625 toneladas do ano passado.
O impacto da crise no Leste Europeu ainda não apareceu nos números. Os fertilizantes, que têm como principal origem a Rússia, foram comprados ainda em 2021. “Além do tempo de chegada do navio até Paranaguá, que inclui a parada em diferentes portos, tem todo o período de comercialização. Da negociação da carga até o desembarque do produto são pelo menos sete meses”, explica Garcia.
A alta na importação dos adubos chegou a 28% na comparação entre janeiro a março de 2021 e o mesmo período de 2022. Foram 2.391.195 neste ano toneladas ante 3.068.596 do ano anterior.
GRANÉIS – Nas exportações, destaque para as altas registradas nos embarques de soja (18%), farelos (38%) e trigo (135%). Respectivamente, os volumes dos produtos movimentados neste ano foram 3.303.523 toneladas, 1.342.739 toneladas e 32.895 toneladas.
Em 2021, nos mesmos três primeiros meses, foram movimentadas 2.809.033 toneladas de soja; 970.140 toneladas de farelos e 14 mil toneladas de trigo. No caso do trigo, as demandas internas pressionaram também as importações, que cresceram 26%. Ao todo, 80.468 toneladas chegaram de outros países via Paranaguá.
CONTÊINERES – Em número de contêineres de 20 pés (TEUs), de janeiro a março deste ano foram 269.037, 3% a mais que as 260.135 TEUs registradas no ano passado.
Quanto às exportações em contêineres a alta foi ainda maior: 4%. No primeiro trimestre, foram 152.798 TEUs carregados e no ano passado, 146.746 TEUs. No sentido importação foram 116.962 TEUs neste ano, contra 113.398 TEUs, em 2021 – alta de 3%.
Confira a movimentação completa de março e do trimestre .
Por - AEN
A base cartográfica das áreas urbanas de 218 municípios será atualizada e disponibilizada gratuitamente às prefeituras até o fim deste ano.
Isso significa a identificação completa das ruas; pavimentos já implantados; edificações públicas como creches, escolas e postos de saúde, redes de distribuição de energia e número de lâmpadas em ruas e avenidas, entre outros. Também será atualizado o Cadastro Técnico Imobiliário, com a identificação de lotes e edificações privadas, o que permite atualizações na arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
A base cartográfica urbana subsidia, ainda, análises de projetos e o planejamento urbano em áreas como a habitação, defesa civil, meio ambiente, sistema viário, infraestrutura, elaboração e atualização de Planos Diretores e uso do solo, garantindo melhoria ao município.
O produto final resulta de séries de fotografias aéreas, agrupadas e com as correções necessárias em consequência das deformações do relevo. A alta qualidade das imagens finais é um dos destaques do processo e permite identificar detalhes do espaço urbano como os meios-fios das ruas. Sobre essas imagens, são aplicadas vetorizações que identificam, por exemplo, localizações e especificações dos equipamentos urbanos, áreas de vegetação, o traçado de rios, as dimensões e limites de edificações e propriedades.
De acordo com a coordenadora de Projetos do Paranacidade, Virginia Thereza Nalini, as prefeituras são avisadas, uma a uma, assim que os trabalhos são completados e passam a ter acesso ao conjunto de imagens via Portal dos Municípios, aplicativo para a troca de informações técnicas entre as prefeituras e o Paranacidade. “Para tanto, basta que a administração municipal responda a e-mail enviado pelo Paranacidade e se comprometa a informar as alterações da estrutura urbana local à medida em que acontecerem”, afirma.
O analista de Desenvolvimento Municipal, Cristiano José Zaclikevicz, lembra que é importante reforçar que para as prefeituras não há custo nenhum, basta responder ao e-mail e enviar o Termo de Compromisso. “Em seguida, liberamos o acesso ao técnico municipal responsável pelo Plano Diretor ou outro indicado”, afirmou.
O trabalho, contratado pelo Serviço Social Autônomo Paranacidade, vinculado à Secretaria do Desenvolvimento Urbano e de Obras Públicas (Sedu), está em execução pelos Consórcios Smart Cities e Paranatech, com o investimento de R$ 27 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). É uma das ações do Programa Paraná Urbano III.
Por - AEN
O Governo do Paraná, por meio do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), vai terceirizar os serviços de implantação, operação, manutenção e gestão dos pátios veiculares integrados do Estado.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou o lançamento, nesta semana, do edital da concessão dos primeiros 44 pátios, divididos em dois lotes e localizados em diferentes regiões do Estado. Eles acumulam cerca de 34 mil veículos/ano.
Na última quarta-feira (6), foi publicado no Diário Oficial do Estado o Decreto n° 10.725, regulamentando a Lei nº 18.666/15, que trata da autorização para a delegação, sob regime de concessão, dos serviços de remoção e guarda de veículos apreendidos pelo Detran-PR e pela Polícia Militar do Paraná. Na sexta-feira (8) foi publicado o Ato de Justificativa da Concessão, já ratificado pelo governador. O edital da licitação, cuja publicação ocorrerá nos próximos dias, contempla a próxima etapa desse processo e ficará aberto por 60 dias.
A concessão será formalizada na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) entre o final do primeiro semestre e o início do segundo semestre. O contrato terá 20 anos de duração e será declarada vencedora a participante que oferecer a menor tarifa para a guarda e remoção dos veículos, podendo arrematar um dos dois lotes ou os dois.
Atualmente, os serviços de remoção, guarda, vistoria e liberação dos veículos removidos ou apreendidos são prestados pelo Detran-PR e pela PM. Esta situação exige muita mão de obra, já que a operação e manutenção desses locais demanda um número mínimo de funcionários (segurança, atendimento, limpeza), além das despesas com os custos fixos para a manutenção desses pátios.
A previsão é que o Estado economize R$ 7,6 milhões por ano com a terceirização do serviço, além de liberar os funcionários públicos e mais policiais militares que atuam nesses locais para outros serviços. “A concessão vai trazer um ganho de eficiência aos serviços do Detran, além de colocar na rua, para proteger as famílias paranaenses, cerca 500 policiais que hoje estão cuidando dos pátios veiculares”, afirmou Ratinho Junior.
“Há também a questão de saúde pública, porque esses pátios, como estão hoje, são criadouros de mosquito da dengue”, salientou. “Com a terceirização, teremos um ambiente muito mais sadio, com gestão mais moderna e economia aos cofres públicos”.
ESPAÇOS – Junto aos custos de mão de obra e manutenção, o grande número de serviços terceirizados e a localização dos pátios atuais, muitas vezes em áreas urbanas, também dificultam a logística, o tempo de remoção e a guarda dos veículos. Alguns pátios estão localizados em terrenos alugados em áreas nobres, com valores altos de aluguel.
“Todos esses fatores configuram altos custos e despesas para manter, operar e gerir os pátios atuais pela Administração Pública Estadual”, ressaltou o diretor-geral do Detran-PR, Wagner Mesquita. “Em decorrência disso, muitos pátios apresentam problemas de conservação, manutenção, precariedade na execução dos serviços e atendimento ao público, sem infraestrutura mínima de proteção ambiental dos terrenos”.
Mesquita salientou que com a terceirização dos pátios veiculares, o órgão poderá focar seus esforços em outros serviços. "Essa não é uma atividade-fim do Detran e da PM. Nossa missão é cuidar da educação, dos pedestres e dos condutores", disse.
Outro obstáculo enfrentado na prestação dos serviços nos pátios atuais é a falta de espaço, uma vez que há dificuldades de investimento pelo Poder Público na aquisição de novas áreas. Isso implica na má conservação dos veículos apreendidos ou removidos, pois a falta de espaço para a guarda acaba deteriorando o veículo.
A má conservação também resulta em perda de arrecadação em leilões, devido à depreciação do valor do veículo ou, em outros casos, ações judiciais indenizatórias dos proprietários dos veículos contra o Estado do Paraná.
Além de atender essas questões, a delegação dos pátios veiculares vai melhorar a gestão e qualidade dos serviços e resolver entraves administrativos, ambientais e orçamentários. Os espaços usados hoje para a guarda dos veículos passarão por readequações, podendo servir a outras atividades. Também será ampliado o controle de zoonoses, já que muitos desses locais servem como criadouros de mosquitos, insetos e outros animais.
ESTUDO – O estudo, projeto e consolidação deste modelo de concessão foi realizado pelo Detran-PR, em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e com a Superintendência Geral de Parcerias (SGPAR), vinculada à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest). O projeto de concessão dos pátios veiculares foi aprovado pelo Conselho de Parcerias (CPAR) e pelo Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar).
Todo o processo também foi precedido de uma consulta pública, audiências públicas e road shows com a apresentação dos termos do edital, como contrato, objetivo e condições do processo de terceirização.
“Essa parceria foi importante para que esse projeto se concretizasse. Além de gerar economia ao Estado, a concessão promoverá o acondicionamento de forma correta dos veículos apreendidos e o funcionamento eficaz do sistema de apreensão, guarda, remoções e leilões de veículos”, destacou o superintendente-geral de Parcerias, Ágide Eduardo Meneguette.
LICITAÇÃO – A licitação ocorrerá em três etapas: abertura e julgamento das propostas, abertura e julgamento dos planos de negócios, e abertura e julgamento dos documentos e da qualificação.
Ela será realizada em dois lotes, sendo:
LOTE 1 – Cobertura dos municípios localizados nas mesorregiões Metropolitana e Centro Oriental, e em parte das mesorregiões Sudeste e Norte Pioneiro. São 16 pátios.
LOTE 2 – Cobertura dos municípios localizados nas mesorregiões Centro-Sul, Centro-Ocidental, Noroeste, Norte Central, Oeste, Sudoeste e em parte das mesorregiões Sudeste e Norte Pioneiro. São 28 pátios.
Os valores de referência do edital, baseados nos estudos realizados, são R$ 190,15 (remoção), R$ 31,64 (diária) e R$ 75 (preparação para leilão) de veículos leves tipo A – motocicletas/triciclos/quadriciclos; R$ 237,69 (remoção), R$ 39,55 (diária) e R$ 75 (preparação para leilão) de veículos leves tipo B – automóveis/utilitários/caminhonetes; e R$ 365,53 (remoção), R$ 59,33 (diária) e R$ 75 (preparação para leilão) de veículos pesados – ônibus/caminhões/tratores.
Por - AEN








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