Evento promovido pelo Estado vai discutir cicloturismo com foco no desenvolvimento local

Como forma de fomentar o turismo regional e diversificar as atividades neste setor, o Governo do Estado promove o I Encontro Paranaense sobre Rotas Cicloturísticas – CicloParaná.

O evento ocorre no dia 3 de junho, das 8h30 às 18 horas, de forma presencial e online, no auditório da Celepar, em Curitiba. A ação integra as celebrações do Dia Mundial da Bicicleta. As inscrições podem ser feitas neste endereço, onde também é possível conferir a programação completa.

De acordo com levantamento feito em 2020 pela Secretaria estadual do Planejamento e Projetos Estruturantes, 50 municípios paranaenses contam com algum caminho que une turismo, bicicleta e meio ambiente. Por isso, explicou a diretora técnica da Paraná Turismo, Isabella Tioqueta, o objetivo da ação é reunir pessoas interessadas no tema como forma de disseminar as boas práticas relativas ao planejamento e gestão de rotas cicloturísticas.

Além disso, a intenção é também sensibilizar e orientar os atores locais e regionais sobre a relação da atividade com o desenvolvimento local. “Reunimos diferentes parceiros e várias instituições com foco em organizar um pouco melhor o setor, ajudar os municípios a criarem rotas e roteiros”, disse.

Entre os temas que serão debatidos durante o encontro, destaque para a viabilidade técnica, governança, envolvimento da comunidade, sinalização, infraestrutura, experiências e cases de sucesso.

PROPOSTAS – O evento servirá, também, para o lançamento de diferentes propostas. Entre elas estão o Manual de Planejamento de Rotas Cicloturísticas, desenvolvido pelo Paraná Projetos; da Plataforma App CicloParaná, suporte virtual para os praticantes da atividade; e da logomarca da Rota Caiçara de Cicloturismo, que vai passar pelos sete municípios litorâneos do Estado (Programa Ciclovida da Universidade Federal do Paraná-UFPR).

O encontro, reforçou Isabella Tioqueta, busca a disseminação de conteúdo técnico, disponibilizando informações que possam subsidiar futuros estudos e projetos técnicos sobre a atividade, além da orientação e sensibilização para o desenvolvimento do cicloturismo nos municípios.

 “É mais um suporte para a retomada do turismo após o longo período de restrição social em razão da pandemia da Covid-19. E já ficou claro que neste momento as pessoas estão optando por aquele turismo que reúne aventura e meio ambiente, o ecoturismo, em que o Paraná é muito forte”, explicou Isabella. “É a chance também de as pessoas conhecerem melhor o Estado, um incentivo ao turismo regional, de deslocamentos curtos”.

BENEFÍCIOS – Pedalar auxilia na diminuição da emissão de gases poluentes, na melhoria da qualidade de vida com o estímulo e promoção de atividades ecológicas, turísticas e de lazer com a bicicleta, além da promoção do desenvolvimento sustentável. Em março de 2020 passou a vigorar a Lei Estadual nº 20.146, de março de 2020, que instituiu a “Política de Mobilidade Sustentável e Incentivo ao Uso da Bicicleta”, introduzindo, ainda, alterações na Lei nº 18.780, de 2016.

Os objetivos foram ampliados e reformulados, passando a constar, dentre eles, a melhoria da qualidade de vida da população, com estímulo a atividades ecológicas, turísticas e de lazer com a bicicleta; o apoio à cooperação entre municípios para a junção de rotas intermunicipais, visando o turismo e o lazer; e a promoção do desenvolvimento sustentável com a mitigação dos custos ambientais.

O evento é uma realização do Detran-PR/Casa Civil, Paraná Projetos/Secretaria de Estado de Planejamento e Projetos Estruturantes (SEPL), Ciclovida/UFPR, Paraná Turismo/Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), Celepar, Câmara Técnica de Saúde, Esporte e Cicloturismo/Conciclo.

Serviço:

I Encontro Paranaense sobre Rotas Cicloturísticas – CicloParaná

Data: 03/06 - Dia Mundial da Bicicleta

Local: Auditório da Celepar, na Rua Mateus Leme, 1561 Bom Retiro - Curitiba

Formato: Híbrido (presencial e online)

Horário: das 8h30 às 18h

 

 

 

 

 

 

 

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Mesmo não cadastrados, 900 mil consumidores têm créditos do Nota Paraná para resgatar

O Nota Paraná, programa vinculado à Secretaria de Estado da Fazenda, foi criado para incentivar o consumidor a exigir o documento fiscal no momento das compras e, assim, receber parte do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) recolhido pelos estabelecimentos.

Mesmo não cadastradas, cerca de 900 mil pessoas que pediram CPF na nota acumularam valores, mas para utilizá-los precisam fazer o cadastro no site Nota Paraná. O prazo para transferir os créditos para uma conta bancária é de 12 meses. Vencido esse período os recursos voltam para o Estado.

Os valores a serem resgatados, entre 5 milhões de consumidores cadastrados e não cadastrados, superam R$ 150 milhões. É preciso ter saldo mínimo de R$ 25,00 para utilização.

O consumidor cadastrado, além de concorrer aos sorteios mensais do programa – que distribuem prêmios de R$ 10, R$ 10 mil, R$ 200 mil e o prêmio máximo, de R$ 1 milhão – pode consultar pendências relativas ao IPVA.

“O cadastro utilizado no programa é o mesmo do sistema da Receita Estadual usado para acesso ao portal do IPVA. Por meio do mesmo CPF e senha cadastrados é possível fazer as solicitações, como isenção e restituição do imposto e de outras funcionalidades disponíveis”, comenta Marta Gambini, coordenadora do programa.

Os créditos do Nota Paraná podem ser depositados em conta de bancos do Sistema Financeiro Nacional, desde que não seja Bolsa Família, Cartão Cidadão, Conta Fácil, Conta Benefício e Conta Salário. Além da transferência para uma conta bancária, também há a opção de usar os créditos para abatimento de parte do IPVA do exercício seguinte.

Para acumular créditos basta pedir ao estabelecimento comercial que registre o CPF ou CNPJ no documento fiscal. O cadastro é aberto a todas as pessoas que possuem CPF e a entidades de direito privado sem fins lucrativos que atuem nas áreas de assistência social, cultural, defesa e proteção animal, desportiva e saúde. 

Contribuintes de outros estados que adquirirem produtos no Paraná também podem fazer o cadastro, utilizar os valores disponíveis e concorrer aos sorteios mensais.

MAIS CHANCES DE GANHAR – No caso dos prêmios, toda primeira compra no mês gera um bilhete para os sorteios mensais, independentemente do valor gasto. Depois, cada R$ 200 em notas fiscais dá direito a um novo bilhete, com validade apenas para o sorteio do seu respectivo período. Há, ainda, o bilhete em dobro: nas compras de combustíveis e gás de cozinha, a cada R$ 200 em notas fiscais geradas o contribuinte tem direito a dois bilhetes, aumentando suas chances de ganhar. 

Desde a sua criação em 2016, o programa Nota Paraná já devolveu aos contribuintes mais de R$ 2,5 bilhões em recursos liberados entre prêmios e créditos. O montante vem de acordo com o faturamento de cada empresa paranaense que recolhe o ICMS.

 

 

 

 

 

 

 

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Paraná solicita ao Ministério da Saúde liberação da 4ª dose para pessoas com menos de 60 anos

O Paraná solicitou ao Ministério da Saúde (MS) a liberação da segunda dose de reforço (ou quarta dose) da vacina contra a Covid-19 para pessoas com menos de 60 anos.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, esteve em Brasília nesta quarta-feira (25) e pediu a readequação da estratégia do Programa Nacional de Imunizações (PNI) em razão do aumento de casos de coronavírus e de síndromes respiratórias.

Por enquanto, a quarta dose é autorizada pelo Ministério apenas para pessoas a partir de 60 anos. “Hoje a vacina é a nossa única estratégia de combate efetivo à Covid-19. Por isso, reforçamos constantemente a importância da vacinação. Os casos têm aumentado nos últimos dias e temos que ofertar e ampliar o segundo reforço ao maior número de pessoas”, afirmou.

Segundo dados do sistema nacional, cerca de 4,3 milhões de paranaenses não tomaram a dose de reforço e 1,3 milhão deixaram de fazer a segunda dose convencional. De acordo com o secretário, apesar deste atraso no esquema vacinal, ofertar o imunizante adicional é uma forma de garantir maior proteção neste período mais acentuado de confirmações da Covid-19.

A posição pela liberação da segunda dose de reforço para o público em geral foi pactuada na semana passada em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), que envolve Estado e municípios, por meio do Conselho de Secretários de Saúde (Cosems). “Temos este entendimento em conjunto com os municípios e esperamos que o Ministério da Saúde nos sinalize para esta liberação. Estamos colocando a posição do Estado para incrementar a proteção dos paranaenses”, enfatizou Neves.

Para o secretário interino de Vigilância em Saúde do MS, Gerson Pereira, o pleito do Paraná é importante e será analisado dentro da viabilidade técnica-operacional nas diretrizes do PNI. “Vamos avaliar este pedido oficialmente, mas acredito ser fundamental fazermos as doses de reforço na população abaixo de 60 anos. É um pleito adequado e será analisado pelo Ministério da Saúde com muita atenção”, disse.

GRIPE – A Secretaria estadual da Saúde também pediu ao Ministério da Saúde a prorrogação da campanha de vacinação contra a gripe. No Paraná são mais de 4,3 milhões de pessoas nos grupos prioritários. A segunda fase da campanha segue até o dia 3 de junho, com uma meta de cobertura de 90% do público-alvo.

Para conter o avanço de síndromes gripais e casos confirmados da Covid-19, a Saúde recomendou a utilização de máscaras em ambientes fechados ou com grande concentração de pessoas, além do transporte coletivo. A decisão do Paraná foi igualmente defendida na reunião do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) pelo secretário César Neves, que é vice-presidente da Região Sul da entidade, durante assembleia nesta quarta-feira (25).

 

 

 

 

 

 

 

 

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Com novos copilotos e avião apreendido, PCPR reforça suas operações aéreas

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) tem três novos copilotos no Grupamento de Operações Aéreas (GOA). São investigadores policiais que passaram por curso para formação de pilotos comerciais, o que permitirá o emprego do avião bimotor da instituição em missões de polícia judiciária.

O Grupamento de Operações Aéreas da PCPR já conta com quatro helicópteros, operados por comandantes, copilotos e operadores aerotáticos. Com a formação dos copilotos para o avião, a expectativa do delegado chefe do GOA, Renato Coelho, é aperfeiçoar o trabalho.

 “Com o avião temos a possibilidade de transportar uma equipe policial com mais rapidez e à noite, o que dará mais autonomia ao GOA. O avião contribuirá nos voos mais distantes, já que o helicóptero é mais específico para apoio em operações policiais de cumprimento de mandados”, afirma o delegado.

O avião Beecheraft Baron B58 foi apreendido pela Polícia Federal durante uma operação, em 2017, e foi repassado à PCPR em 2020.

O comandante do avião será cedido pela Casa Militar do Governo do Estado. Conforme o termo de cooperação assinado entre as duas instituições, a PCPR, em contrapartida, cederá a aeronave para atividades da Casa Militar, quando necessário. Quando os copilotos atingirem 500 horas de voo na aeronave, eles serão promovidos ao cargo de comandante e a instituição será autônoma na pilotagem do bimotor. A proficiência dos servidores levará de um a dois anos.

EQUIPE – Os três investigadores completaram o curso para condução de aviões multimotores em Santa Catarina e no dia 19 de maio iniciaram as primeiras atividades para assumir a função. A formação foi feita pela escola Voe Floripa entre janeiro e abril deste ano. A PCPR custeou o curso dos investigadores, que já tinham formação inicial como pilotos privados.

Nesse curso, os policiais Jaime Pacífico Urdiales, Daiane Zanon e Santos Dumont de Menezes Júnior cumpriram 120 horas de aulas práticas em aviões e instrução em simuladores de voos de aeronoves multimotoras por instrumento. Urdiales é operador aerotático desde 2016, quando o GOA foi fundado. Já Daiane e Júnior atuam desde 2020 e 2019, respectivamente, em funções administrativas do grupamento.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Com Paraná Produtivo, Estado e sociedade discutem juntos avanços nos municípios

Iniciativa do Governo do Estado, programa abrange oito regiões que reúnem 202 municípios. Seis delas já têm seus planos de ações e duas devem receber nos próximos meses. Governanças regionais ajudarão os municípios a colocarem em prática o diagnóstico que consta nos planos.

O Paraná Produtivo, programa do Governo do Estado que identifica potenciais e carências das regiões e planeja um desenvolvimento integrado entre os municípios, avança mais uma etapa no próximo mês. Coordenado pela Secretaria de Planejamento e Projetos Estruturantes, com apoio do Paraná Projetos e Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), contempla oito regiões e, destas, seis já receberam os planos de ações propostos e discutidos com lideranças e a população local. As outras duas devem receber nos próximos dias.

A partir daí, a próxima etapa é implantar governanças regionais para que os municípios consigam colocar em prática o diagnóstico que consta nos planos. “O foco do Paraná Produtivo é instituir a governança para que as próprias instituições consigam evoluir na execução dessas ações”, diz a secretária estadual do Planejamento e Projetos Estruturantes, Louise da Costa e Silva Garnica. Na prática, segundo ela, essas governanças serão as vozes locais do projeto, garantindo a sua execução.

O programa atua em oito regiões prioritárias: Jacarezinho e Santo Antônio da Platina; Cornélio Procópio; Paranavaí, Cianorte e Umuarama; Campo Mourão; Guarapuava, Irati e União da Vitória; Castro e Telêmaco Borba. Elas reúnem 202 municípios que concentram 30% da população paranaense (3,3 milhões de pessoas) e 25% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.

Atualmente, há uma comissão provisória em todas as regiões, responsável pelas governanças. Cada região escolheu 20 ações e essas governanças vão atuar para construir uma metodologia de gestão de projetos para iniciar as atividades prioritárias. "As governanças regionais serão implantadas para que o programa seja perene e sustentável ao longo dos anos. O Paraná Produtivo apontou alguns gargalos e anseios e é justamente em cima deles que devemos trabalhar para ter um Estado mais justo", afirma a secretária.

“A visão é integrar todos esses atores para maximizar a atuação do Poder Público e iniciativa privada em parceria para tirar as ideias do papel. Os problemas dos municípios são muito parecidos, então essa integração vai acelerar a resolução”, explica Louise. “A gestão atual quer ter um olhar especial com municípios com baixo IDH e eles estão contemplados no programa. E o grande diferencial é que se trata de um programa construído junto com as regiões, com o setor produtivo e a sociedade civil, não é uma visão de fora”.

ETAPAS – As primeiras etapas do programa foram executadas ao longo de 2021 nas cidades que não possuíam planos integrados de desenvolvimento. Os eixos foram trabalhados em oficinas técnicas, todas em formato virtual, que contaram com cerca de 80 participantes cada. As atividades tiveram a participação das lideranças locais e representantes do setor produtivo, universidades e governo, que debateram e elencaram os principais temas. Os documentos finais contam com 20 ações voltadas ao desenvolvimento produtivo, que enfatizam o foco de investimentos na região. 

Para a estruturação dos planos, foram definidos quatro eixos prioritários: pessoas, sistemas produtivos, infraestrutura, e governança e gestão. Dentro deles há diversos vértices. Entre as iniciativas estão o fortalecimento da agricultura familiar e o fomento ao turismo e ecoturismo, por exemplo. Investimento em tecnologia e na promoção de ambientes de inovação também são prioridades. Na área de infraestrutura, são previstos a melhoria da logística rodoviária e investimentos em energias renováveis.

“Se há fortalecimento das regiões, as pessoas não precisam ir para os grandes centros porque conseguem viver bem onde estão. Às vezes, as pessoas não querem sair, mas saem por falta de alternativa. O próximo passo é tirar o diagnóstico do papel para que a sociedade possa sentir os efeitos desse trabalho longo e que mobilizou muitas pessoas”, diz Louise. "E, a partir dos planos, quando o Estado ou o governo federal conseguirem separar recurso para alguma intervenção prioritária, os documentos vão apontar as principais necessidades".

Marcelo Antonio Percicotti da Silva, coordenador de Integração Econômica na secretaria do Planejamento, afirma que para gerar esse processo de desenvolvimento econômico, os cidadãos precisam trabalhar, empreender e estudar na região em que vivem. Segundo ele, com os planos e as governanças, os municípios vão discutir questões como atração de investimentos, desenvolvimento produtivo, formação profissional, pesando em uma integração regional e de parceiros.

"Isso é que está sendo debatido em âmbito regional. O Paraná Produtivo colocou grandes lideranças para pensar. Vamos melhorar as estradas, rodovias, a conectividade, tanto urbana como rural, etc. São demandas que envolvem muitas pessoas e precisam funcionar de maneira integrada”, explica.

EM ANDAMENTO  Mesmo com a etapa das governanças ainda não concluída, algumas ações já foram executadas em parceria com programas do Estado, como a pavimentação de estradas rurais, por meio da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), e qualificação profissional pelo programa Carretas do Conhecimento, da Secretaria da Justiça, Família e Trabalho, ou pela Escola de Gestão do Paraná.

O programa também conta com uma plataforma, disponível em www.paranaprodutivo.com.br, desenvolvida para dar suporte à metodologia de elaboração dos planos produtivos regionais, além do BI (Business Intelligence) com os dados dos eixos prioritários, desenvolvido pela Paraná Projetos, em parceria com o Ipardes, e que serviu de base para as oficinas de trabalho, de modo a enriquecer e potencializar o debate.

Outro ponto importante da plataforma é a capacitação dos representantes das regiões, dando as ferramentas necessárias para monitorar e avaliar a execução das políticas públicas e dos programas priorizados, além de incluir novos projetos e oportunidades que estejam alinhados estrategicamente ao objetivo do desenvolvimento produtivo regional.

Futuramente, o programa também vai inserir na ferramenta de monitoramento as regiões que já tenham planos semelhantes em desenvolvimento, para que esse modelo de governança seja implantado em todos os municípios do Paraná. O Paraná Produtivo também fará parte do Plano de Desenvolvimento de Longo Prazo do Estado, ajudando a projetar as cidades das novas gerações. 

O programa conta com 37 parceiros da iniciativa privada, além do apoio de vários órgãos estaduais, como a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-PR) e a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar).

“Fazemos um trabalho organizado. Se uma região escolhe, por exemplo, trabalhar com o turismo, temos entidades do governo, ou não governamentais, que trabalham com esse tema e vamos fazer uma atuação em conjunto”, destaca Marcelo Percicotti.

Uma das entidades parceiras que representam o setor produtivo é o Sistema Fecomércio, que abrange mais de 500 mil empresas dos segmentos do comércio de bens, serviços e turismo no Paraná e possui unidades de serviços do Sesc e do Senac nas oito regiões contempladas pelo programa. Elas servem como ponto principal de acesso aos serviços ofertados nos municípios de abrangência.

“Os gestores destas unidades têm participado desde o início dos workshops, reuniões e discussões para planejar e priorizar, junto aos demais parceiros do programa, ações que deverão impactar positivamente as regiões. É um trabalho colaborativo de soma de esforços, cada qual com sua missão, visando a melhora dos indicadores sociais e econômicos das regiões. É motivo de orgulho participar da construção e do desenvolvimento do Paraná Produtivo”, afirma Giovanni Bagatini, coordenador da Câmara Empresarial de Turismo da Fecomércio Paraná.
EXEMPLOS – O Norte Pioneiro (região 1), por exemplo, está formalizando o Conselho Gestor Regional e, em junho, deve iniciar as ações na área de agricultura familiar, prioridade para os municípios abrangidos.

“É uma parte que está sendo cumprida para em um segundo momento entrar com efetividade nas ações que fizemos nas oficinas de planejamento. Já temos várias que vêm sendo realizadas de forma isolada, mas que vamos potencializar a partir dessa união de esforços. Temos parceiros fortes nesse programa”, afirmou Angélica Cristina Cordeiro, presidente da Associação do Sistema Regional de Inovação do Norte Pioneiro do Paraná e ponto focal da região 1 do programa.

Segundo ela, com uma governança bem constituída, será mais fácil atuar com eficácia para atender as necessidades da região. “Vamos causar um impacto mais assertivo na região, porque as entidades vão se conversar e vão unir os esforços olhando para uma mesma direção. Só o fato de já ter tudo estruturado, que nos permite tomar decisões com base em números atualizados, já ajuda muito as instituições que participaram das oficinas”, diz.

Para Carlos Guedes, vice-presidente de planejamento da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap), outra entidade parceira do programa, a iniciativa é eficaz porque ouve as dores das regiões.

“Só vamos desenvolver o econômico e o social ouvindo o local. Este programa ouve e leva o diagnóstico, o aprimora e cria vertentes de trabalho, atendendo diretamente as necessidades de cada região com as várias formas de apoio do governo. Com o programa, as necessidades são discutidas em regiões não tão assistidas, que não têm conselhos de desenvolvimento, e essas comunidades podem agora participar de forma ativa”, afirma.

Para Márcio Morais, secretário-executivo da Associação das Indústrias de Metais Sanitários do Paraná, o programa possibilita medidas que, por meios convencionais, não seriam tão acessíveis. “A parceria torna possíveis resultados que não seriam alcançáveis por meio da gestão convencional. É um elemento aglutinador, que promove a sinergia entre instituições e busca o máximo aproveitamento das iniciativas em prol do desenvolvimento regional”, afirma.

 

 

 

 

 

 

 

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Mais de 2 mil pessoas já participaram das audiências públicas da Nova Ferroeste

A audiência pública realizada em Paranaguá, nesta segunda-feira (23), abriu a segunda semana de encontros para apresentar e discutir o Estudo de Impacto Ambiental do projeto da Nova Ferroeste.

A próxima reunião será nesta terça-feira (25), às 19h, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Depois seguem Guarapuava (quinta-feira, 26) e Irati (na sexta, 27). Na semana passada, as audiências ocorreram em Dourados (MS), Guaíra e Cascavel.

Proposta pelo Governo do Paraná, a Nova Ferroeste vai ligar Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, com ramais até Foz do Iguaçu e Chapecó (SC). Assim, serão unidos por trilhos dois dos principais polos exportadores do agronegócio brasileiro. Será o segundo maior corredor de transporte de grãos e contêineres do País, perdendo em capacidade apenas para a malha paulista.

Até agora, mais de 2 mil pessoas já participaram das audiências, que foram solicitadas e são realizadas pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Em Paranaguá, mais de 300 moradores do próprio município e de Morretes estiveram presencialmente no Complexo Mega do Rocio e mais de 200 pessoas acompanharam de forma virtual.

Todos os encontros são híbridos e transmitidos ao vivo pelo site https://www.audienciasnovaferroeste.com/.

O encontro em Paranaguá teve, ainda, uma outra atividade. À tarde, antes do início da audiência, a equipe do Ibama fez vistoria técnica do trajeto entre a Região Metropolitana de Curitiba e o Litoral, na descida da Serra do Mar, por onde devem passar os trilhos. Parte da equipe sobrevoou o trecho de helicóptero, enquanto outros seguiram por terra, observando as particularidades da região.

Algumas das áreas de maior atenção, visitadas pelos técnicos, foram as comunidades do Rio Sagrado, Mundo Novo e Candonga, no município de Morretes. “Nosso time esteve nestas comunidades para conhecer as características das áreas e ouvir as pessoas que vivem nesses locais”, declarou o diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Jonatas Trindade.

Todo o projeto da Nova Ferroeste foi desenvolvido para ter o mínimo possível de impacto socioambiental, sem interceptação em comunidades indígenas, quilombolas ou em Unidades de Proteção Integral.

Os técnicos responsáveis pela proposta alinharam o traçado a um distanciamento mínimo de cinco quilômetros desses pontos. Já no final do percurso, toda a estrutura da nova ferrovia que vai cortar a Serra do Mar foi alinhada com o Plano Sustentável do Litoral.

ÚLTIMAS ETAPAS – As audiências públicas e as vistorias técnicas são as últimas ações do processo para a emissão da Licença Prévia Ambiental (LP) requerida pelo Governo do Paraná ao Ibama. Encerrada esta fase, os técnicos retornam a Brasília onde devem concluir a análise do Estudo de Impacto Ambiental.

Depois das vistorias e das audiências eles vão emitir um parecer, no qual podem pedir complementações ou adequações do projeto antes do parecer final.

O Estudo de Impacto Ambiental foi realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e envolveu o trabalho de profissionais em campo durante quase um ano de coleta de dados. Foram avaliadas as condições do solo, das rochas e cavernas. Bacias hidrográficas e nascentes foram mapeadas e amostras da água analisadas.

Os pesquisadores estiveram em oito pontos amostrais de maior cobertura verde ao longo de 1.291 quilômetros, entre Maracaju, no Mato Grosso do Sul e Paranaguá, no Litoral. Dois destes pontos ficam na Serra do Mar.

“Fizemos quatro campanhas de fauna, que permitiram a listagem dos animais que habitam estes locais, alguns deles ameaçados de extinção, como é o caso da onça-parda e da anta, na Serra do Mar. É um retrato bem detalhado que está catalogado e disponível no EIA”, disse Daniel Macedo Neto, coordenador geral do EIA/Rima.

NOVA DESCIDA – O projeto da Nova Ferroeste prevê uma nova descida por trilhos na Serra do Mar. Esse traçado está alinhado com o PDS-L, que foi elaborada em parceria entre a sociedade civil, ONGs, ambientalistas, prefeituras e o Governo do Estado.

Segundo o coordenador do Plano Estadual Ferroviário, Luiz Henrique Fagundes, a Serra do Mar foi tratada com atenção especial por questões ambientais e de engenharia.

“O traçado proposto pela Nova Ferroeste desvia de Áreas de Proteção Integral, como o Parque Nacional de Guaricana e o Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange. E, diferente do caminhão, o trem precisa de rampas mais suaves, por isso o trilho se afasta da rodovia em alguns momentos até superar a geografia acidentada do trecho e se aproximar novamente”, explicou.

Dos 55 quilômetros de trilhos na Serra do Mar, a metade será feita em túneis e viadutos para diminuir a subtração da floresta. Para os outros trechos, indicamos a passagens de fauna a cada 500 metros.

VIADUTOS – Em Paranaguá o investimento será de R$ 240 milhões para a construção de viadutos rodoviário e ferroviário. Todo o acesso por trilhos será revitalizado. Está previsto um viaduto ferroviário na Avenida Roque Vernalha e um viaduto rodoviário na Avenida Coronel Santa Rita para dar maior fluidez para o trânsito e diminuir a interferência da passagem das cargas na área urbana.

Confira a lista dos locais e datas das próximas audiências públicas:

São José dos Pinhais

Local: Ginásio de Esportes Max Rosenmann

Endereço: Avenida Rui Barbosa, Nº 4997, Bairro Afonso Pena

Data: terça-feira, 24 de maio

Início: 19 horas

Transmissão ao vivo pelo site https://www.audienciasnovaferroeste.com.br/

Participam os municípios de São José dos Pinhais, Balsa Nova, Contenda, Lapa, Araucária, Mandirituba e Fazenda Rio Grande.

Guarapuava

Local: Centro de Eventos Cidade dos Lagos

Endereço: Avenida dos Lagos, Nº 2750, Bairro Cidade Dos Lagos

Data: quinta-feira, 26 de maio

Horário: 19 horas

Transmissão ao vivo pelo site https://www.audienciasnovaferroeste.com.br/

Participam os municípios de Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Cantagalo, Marquinho, Goioxim, Candói e Inácio Martins.

Irati

Local: Pavilhão de Exposições do Parque Aquático

Rua Adão Panka, Nº 250, Bairro Bonito

Data: sexta-feira, 27 de maio

Horário: 19 horas

Transmissão a vivo pelo site https://www.audienciasnovaferroeste.com.br/

Participam os municípios de Irati, São João do Triunfo, Fernandes Pinheiro e Porto Amazonas.

 

 

 

 

 

 

 

 

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