Paraná é o estado que mais apreendeu maconha no Brasil em 2025

O Paraná foi o estado que mais apreendeu maconha nos primeiros oito meses do ano, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), quando comparados os números dos mesmos períodos de 2024 e 2025 entre todas as unidades federativas do País.

As forças policiais que integram a Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) retiraram das ruas 383.496 quilos da droga entre janeiro e agosto deste ano, que equivalem a um prejuízo de cerca de R$ 767 milhões ao crime organizado. 

O grande volume de apreensões da droga reflete uma política focada nos resultados, meta orientada pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior para o combate ao crime no Paraná com investimentos nas forças especiais e no patrulhamento de fronteira, com inteligência, estratégia e planejamento.

Em setembro, o Governo do Estado entregou às forças de segurança R$ 116 milhões em equipamentos, com cinco helicópteros, viaturas (entre elas caminhonetes RAM), fuzis e itens de alta tecnologia. Um detalhe importante é que a quantidade já apreendida nos primeiros oito meses de 2025 é 18,20% superior ao que foi apreendido entre janeiro e agosto do ano passado: 320.828 quilos. 

“As contratações de efetivo, a modernização dos equipamentos e as boas condições de trabalho são fundamentais para ações de combate efetivo ao narcotráfico no Estado”, afirma o secretário da Segurança Pública do Paraná, Hudson Leôncio Teixeira. Segundo ele, a integração entre as forças de segurança aumenta a tranquilidade da população cada vez mais. As informações com os números de apreensão em todos os estados brasileiros estão disponíveis no site do MJSP.

O número recorde de apreensões também é resultado de ações estratégicas em todo o Estado, além de uma intensificação dos trabalhos nas regiões de fronteira com o Paraguai e a Argentina. Um dos exemplos é o uso dos helicópteros do Projeto Falcão, do Batalhão de Polícia Militar de Operações Aéreas (BPMOA) que, desde 2023, já causaram mais de R$ 90 milhões em prejuízos ao tráfico de drogas. 

Outros levantamentos da SESP demonstram que quando comparados os períodos de janeiro a agosto, as apreensões de maconha no Paraná seguem uma tendência de alta. Nos números dos primeiros oito meses de 2019 com o mesmo período de 2025, o crescimento foi de 310%, passando de 92.389 quilos para os atuais 383.496 quilos. 

AÇÕES – Coordenada pela Sesp e com ações integradas das cinco forças de segurança do Estado nos 399 municípios do Paraná simultaneamente, as três edições da Operação Sinergia apreenderam neste ano o montante de 26,6 toneladas de drogas. Em uma operação recente no dia 13 de outubro, envolvendo a Polícia Militar do Paraná (PMPR) e a Polícia Federal (PF), um caminhão com 11 toneladas de maconha foi interceptado na BR 277, em Palmeira. 

Em setembro, o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) da PMPR apreendeu 1,6 tonelada de maconha em uma chácara de Nova Santa Rosa, na região Oeste. Em outra ação, duas lanchas motorizadas usadas pelo tráfico foram apreendidas em afluentes do Rio Paraná em Querência do Norte, também no Oeste. Dentro delas a PMPR encontrou mais de 2 toneladas de maconha, quantia que é estimada pela Sesp em R$ 4 milhões de prejuízo ao crime organizado.

No primeiro semestre de 2025 as apreensões de drogas nas fronteiras com o Paraguai e com a Argentina aumentaram 42,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O prejuízo aos criminosos que atuam na tríplice fronteira chegou, apenas neste recorte, a R$ 600 milhões. “Nossas polícias são equipadas para aumentar sempre os índices de apreensões, além de enfrentar todas as ilegalidades que ocorrem nas áreas de fronteira do estado”, afirma Teixeira.

 PCPR na Comunidade vai a Assis Chateaubriand, Quedas do Iguaçu e Pinhais nesta semana

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) atenderá os moradores de Assis Chateaubriand e Quedas do Iguaçu, no Oeste do Estado, e de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, durante as edições do programa PCPR na Comunidade desta semana.

De quarta-feira (15) a domingo (19), os serviços serão ofertados na EXPO Quedas, realizada no Parque de Exposições, na Avenida Tarumã, n°1-27, em Quedas do Iguaçu. Os policiais civis estarão à disposição das 17h à meia-noite para dar orientações e fazer demonstrações de perícias papiloscópicas. O público também poderá ver a exposição de armas e equipamentos táticos e aproveitar atividades lúdicas para as crianças.

Em Assis Chateaubriand, a programação acontece durante Expo Assis, entre a quinta-feira (16) e domingo (19), das 17h à meia-noite, no Centro de Eventos Ângelo Micheletto, oferecendo as mesmas atividades ao público.

Em Pinhais, o PCPR na Comunidade acontecerá no sábado (18), no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), localizado na Rua Rio Trombetas, n° 828, das 9h às 17h. Os policiais civis estarão à disposição para dar orientações, realizar atividades lúdicas com as crianças e apresentar materiais táticos e bélicos utilizados em operações especiais.

“Nesta semana, estamos levando o PCPR na Comunidade a três cidades distintas do Estado, reforçando nosso compromisso de oferecer serviços de qualidade à população. Cada município terá acesso a atendimentos essenciais, assim aproximando a Polícia Civil das necessidades locais e fortalecendo a cidadania”, destacou João Mário Goes, coordenador do PCPR na Comunidade.

OUTROS EVENTOS – O PCPR na Comunidade atendeu mais de mil pessoas em Quedas do Iguaçu, no Oeste do Estado, na sexta-feira (10) e no sábado (11). Os cidadãos tiveram acesso facilitado à emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN) e outros serviços de polícia judiciária. O evento, realizado no Centro de Cultura de Quedas do Iguaçu, foi uma parceria com o programa Justiça no Bairro, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR).

Durante os dois dias de evento foram confeccionadas 500 carteiras de identidade. Além disso, a população pôde registrar boletins de ocorrência, solicitar o atestado de antecedentes criminais e receber orientações sobre o trabalho da PCPR.

Também ocorreram demonstrações de perícia papiloscópica – que coleta impressões digitais em cenas de crime – exposições de materiais táticos utilizados em ações da Polícia Civil e atividades lúdicas e educativas voltadas ao público infantil.

O PCPR na Comunidade ocorreu em Antonina, no sábado (11), e em Castro, na sexta (10) e no sábado (11). As ações visam facilitar o acesso aos serviços da Polícia Civil, de forma gratuita, aproximando a instituição da comunidade.

PCPR NA COMUNIDADE – O PCPR na Comunidade é um programa que ocorre regularmente em todo o Paraná. O objetivo é levar serviços de polícia judiciária à população, promover atendimento humanizado, auxiliar na identificação de possíveis vítimas e na conclusão de investigações. Vida também fortalecer a eficiência na prestação de serviços públicos e representar a instituição em atividades em prol da sociedade.

 

 

 

 

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 Trabalho de perícia ganha amplitude e índice de solução de homicídios chega a 97% no Paraná

O trabalho pericial tem sido um dos principais aliados na solução de homicídios no Paraná.

A produção de provas técnicas rápidas e precisas pelas polícias do Estado tem garantido subsídios fundamentais para as investigações e os processos judiciais. E essa atuação vem contribuindo diretamente para que o Paraná alcance um dos maiores índices de esclarecimento de homicídios do País — chegando a 97%, de acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR).

A apuração eficiente de crimes se apoia, cada vez mais, em evidências científicas que comprovem a materialidade e a autoria. Em casos de homicídio, cada vestígio coletado, analisado e interpretado pelos peritos pode ser decisivo para esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar suspeitos e embasar a responsabilização judicial.

“A atuação pericial confere objetividade científica às investigações, suprindo eventuais fragilidades da prova testemunhal, muitas vezes limitada pelo medo das testemunhas ou pela ausência de relatos diretos”, destaca a delegada-chefe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil do Paraná (PCPR) Camila Cecconello. “O laudo pericial, ao fundamentar-se em evidências materiais e métodos científicos validados, tem o poder de colocar o autor na cena do crime de forma técnica e irrefutável”.

Em 2023, por exemplo, o Paraná apresentou uma taxa de esclarecimento de 84% de homicídios, superior aos 57,8% registrados nos Estados Unidos no mesmo período, segundo informações do FBI. Em 2024, a PCPR elevou ainda mais a quantidade, atingindo 97% de crimes desse tipo elucidados.

A metodologia da PCPR incorpora regras estabelecidas pelo Departamento Federal de Investigação (FBI) dos EUA. Essas diretrizes são o padrão nacional dom país norte-americano, referência mundial em estatísticas policiais. Este avanço se dá por conta do fortalecimento das forças de segurança do Estado, sendo um dos destaques a Polícia Científica do Paraná (PCIPR), que passou por um processo de expansão e modernização.

Com a contratação de novos servidores, investimentos em tecnologia e a criação da Central de Comunicação Pericial (Cecomp), a instituição ampliou sua capacidade de atendimento e passou a atuar de forma mais ágil e presente em todo o Estado. Essa estruturação permitiu que a perícia realizasse análises mais completas e em menor tempo, resultando em provas técnicas mais consistentes e contribuindo de forma decisiva para o aumento da taxa de elucidação de homicídios.

“Até 2019, tínhamos uma extrema limitação devido ao baixo efetivo. Nosso levantamento é que cerca de 50% dos casos de homicídio no Estado do Paraná não tinham atendimento in loco da perícia”, explica o diretor operacional da PCIPR, Ciro José Cardoso Pimenta. “A partir de uma reestruturação, passamos a atuar em todos os casos que somos acionados, com todos os 399 municípios sendo atendidos, oferecendo provas robustas que vão fundamentar o inquérito e a ação penal”.

Em 2017, a finalização de um exame pela PCIPR levava, em média, 32 dias. Em 2023, esse prazo caiu para 17 dias e, em 2024, chegou a apenas 10 dias. O aumento da produtividade acompanha essa evolução: só no último ano foram concluídos mais de 114 mil laudos periciais, um crescimento de 28% em relação a 2020, quando foram produzidos cerca de 89 mil. Essa agilidade permite que as provas cheguem mais rapidamente às delegacias e ao Ministério Público, fortalecendo a investigação desde as etapas iniciais.

TRABALHO DE PERÍCIA – O principal objetivo do perito na cena de um crime é fazer o levantamento do local, documentando e coletando vestígios que possam contribuir para a elucidação dos fatos. “O objetivo é vincular esses vestígios àquele local de crime”, explica o diretor operacional da PCIPR. “Então, o perito precisa apontar onde ele coletou cada um desses vestígios no local do crime. Todos têm que sair da cena já devidamente embalados e lacrados para respeitar a cadeia de custódia de vestígios”.

Dentre as provas técnicas mais relevantes, destacam-se as perícias de local de crime, como balística, genética, papiloscopia, análise de imagens e vestígios digitais. As perícias em dispositivos eletrônicos, por exemplo, têm se mostrado cada vez mais decisivas, ao permitirem a recuperação de dados que comprovam deslocamentos, comunicações entre envolvidos, horários exatos de ações e até a motivação dos crimes.

Já o confronto balístico, por outro lado, comprova que os vestígios de cápsulas recolhidos na cena são compatíveis com uma arma apreendida com o suspeito, sendo um exemplo clássico de prova técnica determinante.

PAPILOSCOPIA – Da mesma forma, a identificação de pessoas, tanto de autores quanto de vítimas, é uma das frentes estratégicas do trabalho. A papiloscópica, feita pela Polícia Civil, atua na detecção e análise de impressões digitais, palmares e plantares encontradas em cenas de crime, contribuindo de forma decisiva para a confirmação da autoria e para a elucidação dos casos.

“Esses fragmentos, quando confrontados com bancos de dados ou impressões de suspeitos, podem gerar laudos irrefutáveis que sustentam a autoria e fortalecem o inquérito policial”, explica a papiloscopista da PCPR Luciana Eberhardt Alves Rios.

O trabalho dos profissionais também contribui para a identificação de corpos sem documentação, oferecendo respostas rápidas às famílias e dando encaminhamento aos inquéritos. “Esse procedimento é fundamental, pois permite confirmar com alta confiabilidade se o corpo encontrado corresponde, de fato, à pessoa desaparecida”, afirma a papiloscopista da PCPR.

Em Curitiba, o setor de perícia necropapiloscópica também faz uma busca ativa por familiares de vítimas identificadas, mas não reclamadas. Apenas neste ano, 115 famílias foram localizadas, em parceria com a Polícia Federal, por meio do Projeto Lumini, em um trabalho que alia precisão técnica e sensibilidade humana.

INTEGRAÇÃO DAS FORÇAS – A atuação conjunta das forças de segurança é fundamental para preservar a cena e assegurar a qualidade das provas. Durante o trabalho, a comunicação constante entre peritos e investigadores permite alinhar as apurações e fortalecer as conclusões do inquérito. E é essa cooperação que resulta em investigações mais ágeis e consistentes, contribuindo diretamente para o alto índice de elucidação de homicídios no Estado.

“Quando policiais e peritos atuam de forma integrada desde o início das investigações, o resultado é uma produção de prova mais ágil e eficiente. Muitas vezes, um detalhe percebido pela polícia nas investigações pode orientar a perícia a coletar determinado vestígio específico e também ocorre o contrário, quando a análise do perito na cena do crime direciona o início das investigações. Essa sinergia reduz o tempo de resposta”, ressalta Camila.

Nos laboratórios, as perícias genéticas, balísticas e papiloscópicas também se beneficiam de sistemas integrados de informação. O Paraná participa da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) e do Sistema Nacional de Análises Balísticas (Sinab), que permitem confrontar vestígios coletados em diferentes crimes com bancos de dados nacionais. Esses cruzamentos têm sido determinantes para identificar autores, conectar casos distintos e desmantelar organizações criminosas.

“Quando a Polícia Científica identifica, por exemplo, por meio da balística, que a mesma arma foi utilizada em vários assassinatos — às vezes em diferentes cidades ou estados — conseguimos a partir desse vínculo técnico integrar investigações e consolidar uma linha única de apuração, que muitas vezes culmina na identificação de toda a estrutura do grupo criminoso”, afirma a delegada da PCPR.

 

 

 

 

 

 

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 Com laboratório especializado, Tecpar aumenta análises sobre presença de metanol em bebidas

Laboratório público do Governo do Paraná, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) está preparado para realizar análises laboratoriais para verificar a presença do metanol em bebidas alcoólicas. Nas últimas semanas, com a evolução de casos e notificações Brasil afora, chegaram ao instituto mais contratações de análises da substância em bebidas do que nos últimos cinco anos somados.

De 2020 a 2025, o Tecpar recebeu cinco solicitações de análises de presença de metanol em bebidas alcoólicas, todas relacionadas ao processo de obtenção de registro junto ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Nos últimos dias, oito amostras de bebidas como whisky e vodka, vindo de estabelecimentos particulares, chegaram ao instituto para a avaliação da presença da substância.

O metanol é um álcool industrial tóxico, que é usado em diversos produtos químicos como solventes, plásticos, resinas, tintas e combustíveis. Ele é um líquido incolor, com cheiro parecido ao do álcool comum, e não identificável a olho nu ou por testes caseiros. Não existe um volume seguro de consumo de metanol, e ele pode ser letal mesmo se consumido em pequenas quantidades.

Diante da repercussão nacional de intoxicação por ingestão de bebidas alcoólicas clandestinas ou falsificadas, o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, ressalta que o instituto pode apoiar a sociedade neste momento. "O Tecpar realiza análises laboratoriais de bebidas há décadas, sendo referência nacional no assunto. A intoxicação por metanol representa uma emergência médica grave e por essa razão nossa estrutura laboratorial está disponível para apoiar os setores econômicos, como a indústria de bebidas e o comércio, bem como as autoridades públicas", destaca.

ANÁLISES – Para realizar as análises, o Tecpar possui uma infraestrutura moderna e uma equipe especializada. A análise laboratorial para detectar metanol em bebidas é feita com base em técnicas instrumentais de separação e identificação química, capazes de distinguir o metanol de outras substâncias presentes nas bebidas (como o etanol, normalmente encontrado em bebidas alcoólicas) e medir sua concentração exata.

O Tecpar utiliza técnicas validadas em normativas do Ministério da Agricultura e Pecuária, como a Cromatografia a Gás. Para realizar esta análise, uma pequena porção da bebida é introduzida no cromatógrafo, que separa todas as substâncias presentes na amostra, permitindo a identificação exata do metanol, caso presente. O cálculo da concentração de metanol na amostra é realizado por comparação com um padrão de referência de metanol analisado em paralelo. 

Antes de serem colocadas no cromatógrafo, as bebidas precisam passar antes pelo processo de destilação no laboratório, necessário para retirar potenciais interferentes, tais como açucares e pigmentos, e purificar os álcoois presentes antes da análise por cromatografia.

A gerente do Centro de Tecnologia em Saúde e Meio Ambiente do Tecpar, Alessandra Bispo, salienta que o resultado dessa análise é bastante preciso. “Com a análise por Cromatografia a Gás, conseguimos verificar a presença e a quantidade de metanol de maneira muito precisa, mesmo em bebidas com teor alcoólico bastante elevado, devido à capacidade desse equipamento em separar e distinguir o álcool comum do metanol”, pontua.

No Brasil, o Decreto 6871/2009 dispõe sobre a padronização, a classificação, o registro, a inspeção, a produção e a fiscalização de bebidas, e o Mapa, através de seu Manual de Métodos Oficiais, dispõem sobre as análises laboratoriais para detecção de metanol em bebidas.

 

 

 

 

 

 

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 PMPR realiza mais de 300 prisões em ação estratégica em locais com grande circulação

A Polícia Militar do Paraná (PMPR) concluiu a Operação Nhapecani, realizada ao longo do último final de semana, com 313 flagrantes e 87 mandados de prisão cumpridos. As equipes também apreenderam 551,4 quilos de maconha, bem como porções de cocaína, haxixe e crack. As diligências ainda resultaram na apreensão de 21 armas de fogo e 61 munições. 

A operação, que teve como foco intensificar o policiamento em locais de maior circulação de pessoas e de maior incidência criminal, mobilizou 5,4 mil policiais militares com emprego de 2,2 mil viaturas. As equipes abordaram 13,2 mil pessoas, vistoriaram 6,9 mil veículos e vistoriaram 814 locais. As ações de trânsito resultaram em 1,4 mil autos de infração de trânsito lavrados, com 128 veículos recolhidos ao pátio e 58 veículos recuperados.

A ação teve abrangência em grandes centros, cidades médias e pequenas, áreas rurais e urbanas do Paraná. As atividades incluíram o reforço do policiamento ostensivo em locais de grande circulação de pessoas e de maior incidência criminal, a intensificação do patrulhamento preventivo. Também foram promovidos bloqueios de trânsito e táticos. 

O nome faz alusão à espécie de falcão, símbolo do estado que representa a força, coragem e altivez do povo paranaense. Tido como emblema de liberdade e vigilância, está sempre pronto para proteger o território.

 

 

 

 

 

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 Após temporais, chuva dá trégua e volta na quinta

O domingo de Dia das Crianças (12) registrou altos volumes de chuva no Paraná devido à passagem de uma frente fria, associada a um ciclone que se formou na altura do Uruguai.

A chuva segue atingindo a faixa norte do Estado na manhã desta segunda-feira (13), mas já se afasta na direção de São Paulo ao longo do dia. Após uma trégua até quarta-feira (15) – período em que poderão ocorrer no máximo algumas pancadas de chuva isoladas –, as instabilidades mais significativas retornam em todo o Estado na quinta-feira (16), com nova previsão de tempestades.

No domingo (12), os maiores volumes de chuva foram em Cruzeiro do Iguaçu (154,4 mm), Quedas do Iguaçu (106,4 mm), Altônia (102,4 mm), Mangueirinha (100,6 mm), Guarapuava (ELEJOR) (97,2 mm), Cascavel (97 mm), Nova Tebas (INMET) (94,2 mm), Francisco Beltrão (91,8 mm), Capanema (85,4 mm) e Candói (ELEJOR) (81,4 mm).

A intensidade da chuva foi diminuindo gradativamente, mas as regiões Norte e Noroeste ainda foram atingidas durante a madrugada de segunda-feira (13) por pancadas de chuva com raios. Os volumes de chuva até as 6h já ultrapassavam os 10 mm em Loanda, Cianorte, Mandaguari, Paranavaí e Umuarama.

Fortes rajadas de vento também foram registradas, principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste. As maiores foram em Planalto (INMET) (88,2 km/h entre 0h e 1h), Dois Vizinhos (INMET) (68,8 km/h entre 0h e 1h), Santa Maria do Oeste (67,3km/h às 10h15), Clevelândia (INMET) (64,4 km/h entre 2h e 3h), Loanda (63 km/h às 12h15) e Cascavel (62,3 km/h às 8h30).

Nesta segunda-feira (13) a velocidade das rajadas diminuiu. A estação meteorológica do Simepar em Maringá foi a única que registrou rajada de vento acima de 50 km/h: foram 52,2 km/h às 2h30. Após a chuva, as temperaturas terão declínio.

“Gradativamente, com o afastamento do eixo da frente fria, uma massa de ar seco e frio adentra o Paraná pelo Sudoeste e até o final do dia ela terá atingido todas as regiões. Desse modo, ao final da noite, esperam-se mínimas invertidas, especialmente na metade sul do Estado, com os menores valores em municípios do Centro-Sul, em torno dos 10°C”, explica Júlia Munhoz, meteorologista do Simepar.

CHUVAS LOGO VOLTAM – Na terça-feira (14), o tempo volta a ficar estável. O amanhecer ainda será gelado, com temperaturas abaixo dos 10°C em toda a metade sul do Paraná, mas já no período da tarde as temperaturas se aproximam dos 25°C em todas as regiões, podendo chegar aos 30°C em municípios das faixas Oeste e Norte.

“A partir do anoitecer, o escoamento oceânico passa a adentrar o estado, aumentando a cobertura de nuvens baixas do Litoral até os Campos Gerais. Isso aumenta a possibilidade de garoa no Leste”, detalha Júlia.

No amanhecer de quarta-feira (15), por conta desta nebulosidade, as temperaturas entre a Região Metropolitana de Curitiba, Campos Gerais e Centro-Sul ficarão entre 8°C e 10 °C. A tarde, com predomínio de sol entre nuvens, nas faixas Oeste e Norte do Paraná as temperaturas máximas poderão superar os 30 °C em alguns municípios. Não são descartadas pancadas de chuva isoladas no Sudoeste e no Centro-Sul, e a cobertura de nuvens com chances de garoa ocasional entre o Litoral e a RMC volta a aumentar.  

O tempo fica instável em todo o estado novamente a partir de quinta-feira (16). “A formação de um cavado entre os países vizinhos e o avanço de uma frente fria pelo oceano favorecerão a ocorrência de chuvas principalmente nas faixas oeste e sul, inclusive com possibilidade de temporais isolados”, afirma.

Já na sexta-feira (17) e sábado (18), essas instabilidades acontecerão de maneira mais abrangente pelo Estado, com maior potencial para a formação de tempestades. O Simepar trará boletins atualizados ao longo da semana e as ocorrências de tempestade serão informadas para a população através dos alertas emitidos pela Defesa Civil Estadual.

78 HORAS ABAIXO DE 15ºC EM CURITIBA – A capital paranaense passou mais de 78 horas com temperaturas abaixo de 15°C em plena primavera. Às 3h45 de terça (07) Curitiba registrou 14,9°C. Na quarta (08) a temperatura máxima foi de 11,9°C. Na quinta (09) a temperatura máxima foi de 14,2°C. Às 10h45 de sexta (10) a cidade atingiu 15°C novamente. A máxima do dia 10 foi de 15,7°C e no sábado (11), com algumas aberturas de sol e sem chuva, os termômetros registraram máxima de 21,2°C.

As temperaturas máximas da semana passada em Curitiba estão entre as mais baixas já registradas no mês de outubro desde 1997, quando foi instalada a estação meteorológica do Simepar na Capital. As mais baixas para o mês foram 10,1°C em 03/10/1999, 11°C em 04/10/1999, 11,9°C em 03/10/2010 e 11,9°C em 08/10/2025.

No domingo (12), as temperaturas em Curitiba ficaram entre 15,4°C e 21,9°C. Nas estações meteorológicas da prefeitura de Curitiba os maiores volumes de chuva até as 19h40 foram de 2,6 mm no Tatuquara, 2,7 mm no Caximba e 2,4 mm na CIC, apenas. A estação meteorológica do Simepar, no Jardim das Américas, também registrou apenas 1,2 mm de acumulado de chuva.

As maiores rajadas de vento na Capital no domingo foram registradas pelas estações da prefeitura de Curitiba, pela manhã: 52 km/h às 10h no Boa Vista e às 9h no Portão. Nesta segunda-feira (13), finalmente, o sol voltou a predominar.

 

 

 

 

 

Por- AEN

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