As Agências do Trabalhador e postos avançados de atendimento do Paraná encerraram o primeiro quadrimestre do ano com 45.836 postos de trabalho intermediados, o melhor resultado obtido na história do Sine estadual – até então o recorde era em 2013, com 40.831.

As Agências do Trabalhador e postos avançados de atendimento do Paraná encerraram o primeiro quadrimestre do ano com 45.836 postos de trabalho intermediados, o melhor resultado obtido na história do Sine estadual – até então o recorde era em 2013, com 40.831. 

No comparativo com o primeiro quadrimestre de 2022 (39.371), o Paraná cresceu 16,42% em empregabilidade via rede Sine. Em relação a 2012, registro mais antigo da série histórica, a evolução foi de 31,69%.

O mês de abril também ficou marcado por um recorde: 12.680 pessoas encaixadas no mercado de trabalho, melhor marca desde 2013 (11.747). Houve um avanço de 21,62% em comparação ao mesmo período em 2022, quando a rede Sine colocou 10.426 trabalhadores em vagas de emprego.

O desempenho em abril deste ano representou 40,84% dos 31.050 contratos efetivados pelo Sistema Nacional do Emprego (Sine) em todo o País, porcentagem que o mantém na liderança do ranking nacional de empregabilidade com apoio do Estado, com ampla vantagem sobre São Paulo (3.357) e Ceará (3.289), respectivamente segundo e terceiro colocados. Em quarto, quinto e sexto lugares aparecem os estados do Rio Grande do Sul (2.282), Bahia (1.920) e Mato Grosso do Sul (1.683).

Para o secretário de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes, o resultado obtido pelo Paraná tanto no mês quanto no acumulado do ano consolida o Estado como o mais eficiente do País em empregabilidade via Sine. "Em abril, o Paraná empregou, através das Agências do Trabalhador e postos de atendimento, o que outros seis estados que aparecem na sequência colocaram juntos no mercado via rede Sine. É realmente uma marca importante para consolidar a nossa liderança nacional em intermediação de mão de obra", disse.

Moraes ressaltou ainda que a excelente posição que o Paraná ocupa hoje no cenário nacional na geração de empregos é resultado de um conjunto de ações adotadas pelo Governo do Estado para alavancar o saldo de empregos com carteira assinada no Estado. "O Governo tem promovido ações pontuais em inúmeras localidades para ampliar mensalmente o número de atendimento em toda nossa rede Sine, em especial a realização de mutirões temáticos e a circulação do ônibus do programa Emprega Mais Paraná pelo maior número possível de municípios", afirmou.

MELHOR DO SUL – O volume de vagas concretizadas intermediadas pelas Agências do Trabalhador no Paraná em abril também foi o maior entre os estados do Sul, representando 81,61% dos 15.538 contratos de trabalhos realizados na região, empregando 455,65% mais que o Rio Grande do Sul (2.282) muito mais do que Santa Catarina, que encerrou o mês com 576 empregos intermediados pelo Sine. 

Confira os dados completos de empregabilidade da Rede Sine .

 

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

 Testes rápidos para diagnóstico da hanseníase são distribuídos para todo Paraná

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) distribuiu no mês de abril 1.430 testes rápidos para detecção da hanseníase às 22 regionais de saúde.

Esses testes irão apoiar a Atenção Primária à Saúde (APS) na vigilância às pessoas que estiveram em contato próximo e prolongado com casos confirmados da doença.

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o Brasil é o primeiro país no mundo a ofertar insumos para detecção da doença na rede pública. Os testes são disponibilizados aos municípios conforme a demanda.

Os profissionais responsáveis em disponibilizar esta ferramenta aos municípios participaram de capacitações no Laboratório Central do Estado (Lacen), Vigilância Epidemiológica e Atenção à Saúde, para identificar os casos elegíveis para os testes quando novos casos da hanseníase forem notificados.

“Os testes vão possibilitar uma agilidade muito maior para o diagnóstico precoce da hanseníase. Isso vai contribuir para a quebra da cadeia de transmissão em tempo oportuno e também reduzir as sequelas provocadas pelo comprometimento dos nervos periféricos, que caracterizam a doença”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

HANSENÍASE - A hanseníase é uma doença infecciosa transmitida por bactéria (Mycobacterium leprae) e sua contaminação ocorre por via respiratória, em gotículas de saliva expelidas durante a fala, espirro ou tosse. Para adquirir a doença, é necessário contato próximo e prolongado com doente não tratado. É uma doença silenciosa, cujo período de incubação é longo, e pode levar até 10 anos para se manifestar. 

Entre os primeiros sintomas estão as manchas pelo corpo com alteração ou perda de sensibilidade local, fraqueza e dores nas articulações de braços, pernas, mãos e pés, nódulos e ressecamento da pele. A doença tem alto poder incapacitante, trazendo estigma e discriminação às pessoas acometidas.

O tratamento, que é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), conta com duração de 6 a 12 meses, podendo ser prolongado em casos mais avançados. O método utilizado é a poliquimioterapia, composto por três antibióticos e quanto antes for iniciado menores são as chances de agravamento. O uso do medicamento, além de curar a doença, interrompe a transmissão e previne as incapacidades físicas.

No Paraná o atendimento especializado, quando há necessidade de encaminhamento da APS, pode ser no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. O antigo Leprosário São Roque foi projetado em 1926, com o intuito de atender exclusivamente pacientes portadores da hanseníase. Hoje, sob gestão da Fundação Estatal de Atenção em Saúde (Funeas) é referência em dermatologia e feridas com oferta de serviços de consultas especializadas, equipe multiprofissional e atendimento especializado.

DADOS – Segundo o Ministério, o Brasil está em primeiro lugar no mundo em incidência de hanseníase e em segundo lugar em número absoluto de casos, atrás apenas da Índia (que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes). De acordo com dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), em 2022 foram diagnosticados no Paraná 374 novos casos. Em 2023, já foram diagnosticados 101 novos casos e 709 pacientes estão em tratamento no Estado. 

AÇÕES - O Plano Estratégico Estadual de Controle da Hanseníase prevê ações integradas entre Vigilância e Atenção à Saúde que, apoiadas pela assistência farmacêutica, laboratorial e de promoção da saúde, coordenam o trabalho de enfrentamento da hanseníase no Paraná. Entre elas, a busca ativa para detecção precoce dos casos, tratamento oportuno na prevenção e tratamento das incapacidades, reabilitação, manejo das reações hansênicas, recidivas e nos eventos pós-alta, investigação dos contatos de forma a interromper a cadeia de transmissão, formação de grupos de autocuidado, acesso a órteses e próteses e em ações adicionais que promovam o enfrentamento do estigma e da discriminação às pessoas acometidas pela doença.

 

 

 

 

 

 

 

Por - AEN

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