Estados do Sul definem 58 propostas para fortalecimento e popularização da ciência

Com a participação da comunidade científica, do setor produtivo e de órgãos públicos, os estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina apontaram 58 recomendações para subsidiar a Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (ENCTI), para o período de 2024 a 2030. As sugestões foram discutidas durante a 5ª Conferência Regional Sul de Ciência, Tecnologia e Inovação, realizada nos dias 25 e 26 de abril, em Curitiba.

Neste ano, o evento regional foi organizado pelo Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), em parceria com a Secretaria da Inovação e Transformação Digital (SEI), e das secretarias da Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

Entre os destaques das propostas elencadas pela região Sul está o desenvolvimento de um sistema de gestão de informações com indicadores e métricas de avaliação sobre as características e vocações de cada estado e microrregião do Brasil. A ideia é reduzir as diferenças regionais, assegurar a permanência de talentos profissionais no País e otimizar a aplicação de recursos públicos.

Outra recomendação dos estados que compõe a região está relacionada com o investimento em ações e projetos voltados para a popularização da ciência, a fim de fortalecer uma cultura científica no Brasil. A proposta consiste em priorizar a alocação de recursos para a divulgação científica, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e dos fundos estaduais de ciência, tecnologia e inovação. Os participantes sugeriram, ainda, a fixação de incentivos fiscais para programas e projetos voltados à cultura científica.

Segundo o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldo Bona, as propostas elencadas espelham demandas transversais aos eixos temáticos das conferências de ciência, tecnologia e inovação. “É fundamental observar como as propostas se conectam de forma transversal com os eixos temáticos das principais conferências de ciência, tecnologia e inovação do Brasil e do mundo, de forma que seja possível identificar a relevância e o alinhamento da nova Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação com as tendências globais do segmento científico”, afirma.

Ele destaca o compromisso do Governo do Paraná para aumentar o investimento em pesquisa. “No Paraná, estamos comprometidos com a ampliação da base de conhecimento para contribuir no fortalecimento da capacidade da pesquisa científica brasileira e, assim, reduzir as desigualdades no acesso à ciência”, explica.

PROCESSO – Atualmente em fase de elaboração, a nova ENCTI se baseia nas mesmas diretrizes da estratégia nacional 2016-2022 e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), um plano global para erradicar a pobreza e promover a qualidade de vida das pessoas em todo o mundo. O intuito é posicionar o Brasil como referência nos campos da ciência, impulsionando o desenvolvimento sustentável e inclusivo do país, sem perder de vista os desafios e as oportunidades do atual contexto social, político e econômico.

Juntas, as conferências estaduais do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e a conferência regional Sul reuniram, aproximadamente, 3 mil participantes sendo 1.336 presenciais, entre professores, estudantes e pesquisadores, além de representantes de ambientes promotores de inovação, agentes produtivos e gestores e técnicos governamentais. As três conferências estaduais elencaram 220 propostas, destas 150 sugestões dos paranaenses, 40 sugestões gaúchas e 30 sugestões catarinenses.

Na regional Sul, os participantes dos três estados debateram propostas de curto, médio e longo prazo para a ciência brasileira, em cinco grupos de trabalho (GTs): reindustrialização e apoio à inovação empresarial; programas e projetos estratégicos; desenvolvimento social; popularização da ciência; e expansão do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação. Foram definidas 33 propostas nos GTs e acrescentadas mais 25 durante as plenárias. O relatório com os resultados da regional está sendo finalizado e será publicado, em breve, na página do evento.

JUVENTUDE – Na regional Sul, foi apresentado o Relatório Nacional da Juventude, da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI 2024), documento que envolveu mais de 2 mil estudantes e que aponta ações para cada etapa do ensino formal brasileiros.

Entre as sugestões estão a instalação de laboratórios em escolas públicas, o apoio para permanência de estudantes na graduação, incluindo moradia, transporte e alimentação, e a inclusão de estudantes de pós-graduação na política previdenciária. O Paraná foi o único que incluiu o tema juventude na programação da conferência estadual, para discussão nos GTs.

PARCERIA – Em todo o País, as conferências estaduais e regionais são parte integrante da 5ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, que será realizada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, no período de 4 a 6 de junho, em Brasília (DF).

No Paraná, a Seti organizou os eventos com o apoio da Fundação Araucária e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que sediou os dois encontros. Em cada encontro, a programação envolveu a participação de representantes de outras instituições paranaenses de ensino superior, públicas e privadas, de organizações da sociedade civil e de organizações de classes.

Os painéis, palestras e plenárias das conferências estadual do Paraná e regional Sul foram transmitidas pelo canal no YouTube da Universidade Virtual do Paraná (UVPR).

 

 

 

 

 

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 Escola de trânsito do DER/PR em Cascavel tem projeto-piloto com carrinhos elétricos

O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Infraestrutura e Logística (SEIL), iniciou um projeto-piloto em sua Escola Prática Educativa de Trânsito (EPET) de Cascavel, utilizando carrinhos elétricos para alunos da educação infantil das redes municipal e privada.

As atividades são realizadas na minicidade da EPET, com foco no papel da criança como pedestre, mas também proporcionado uma simulação no papel de motorista, com supervisão e orientação dos educadores da escola. O objetivo é desenvolver nos estudantes as noções de atitudes corretas e seguras no trânsito, bem como o respeito ao pedestre, quando futuros condutores.

Os oito veículos foram doados à Superintendência Regional Oeste do DER/PR pela Receita Federal, e são adequados para crianças na faixa etária de 5-6 anos.

Além deste projeto-piloto e outras atividades que promovem a segurança no trânsito, a EPET atua principalmente com o Curso “Aprendendo e... Vivendo”, destinado a estudantes da 5ª série do ensino fundamental, na faixa etária de 9-10 anos, com aulas teóricas e atividades práticas na minicidade visando a formação de pedestres conscientes.

Os resultados do projeto-piloto serão avaliados pelo DER/PR, podendo ser expandido para o público do ensino fundamental, com veículos de tamanho adequado.

Somente na EPET Cascavel são recebidos cerca de 7 mil alunos por ano, de 150 estabelecimentos de ensino das redes pública e privada de Cascavel e municípios vizinhos. O DER/PR conta com EPETs também em Curitiba, Maringá, Ponta Grossa e Londrina.

 

 

 

 

 

 

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 Estado destina R$ 48 milhões para fortalecer vigilância em saúde, incluindo combate à dengue

O Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa) repassou nesta terça-feira (30) R$ 48 milhões para serem aplicados em 2024 em ações de prevenção, promoção e proteção da saúde.

A destinação dos recursos do Fundo Estadual de Saúde para os 399 municípios foi formalizada na Resolução Sesa nº 374/2024. O montante é do Programa Estadual de Fortalecimento da Vigilância em Saúde (Provigia).

Segundo o documento, para o exercício de 2024 são R$ 28 milhões para custeio e R$ 20 milhões para investimentos. Mais R$ 12 milhões serão repassados em 2025, mediante apresentação de desempenho das ações estratégicas de cada município, após avaliação anual, conforme percentual de atingimento das metas. Se o município realizar uma ou duas ações, recebe 10% do percentual de custeio; de três a cinco, 30%; seis ações 50%; sete a nove, 60%; 10 a 11, 80%. Se realizar todas as 12 ações estipuladas pelo programa, recebe 100% do valor condicionado a ser repassado.

“A estratégia de repasse pelo Provigia é inovadora e eficiente. Quando condicionamos parte do recurso ao cumprimento de metas, garantimos que os municípios atuem efetivamente para a realização das ações estratégicas, incentivando a melhoria das práticas de saúde pública, além de auxiliar na tomada de decisão pela estadual e municipal”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

O Provigia possibilita reforçar o monitoramento e combate à dengue com a aquisição de itens como equipamentos para controle vetorial e de proteção individual e insumos, além da produção e divulgação de materiais de conscientização. As ações estratégicas envolvem a melhoria contínua das ações de controle sanitário com foco no risco; melhoria da qualidade de vida dos idosos institucionalizados; vigilância de intoxicações e controle de arboviroses, como a dengue; acompanhamento de casos de hanseníase; ações de saúde do trabalhador; prevenção de doenças crônicas não transmissíveis; cobertura de registro de estado nutricional; vigilância do óbito e de infecções sexualmente transmissíveis; monitoramento de síndromes gripais e situação de vacinação, entre outras.

Desde que o programa foi criado, em 2021, a Sesa destina valores anuais por meio do Provigia. Inicialmente o recurso era de R$ 30 milhões. Em 2022 e 2023 foram R$ 50 milhões/ano e agora, em 2024, o repasse aumentou para R$ 60 milhões, 20% a mais que no ano passado e o dobro do início do programa.

“Os repasses estão alinhados com a proposta de regionalização desta gestão, fortalecendo o sistema de saúde e garantindo que os recursos sejam direcionados para atender as necessidades da população paranaense”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde, Maria Goretti David Lopes.

 

 

 

 

 

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 Com 69,6 mil vagas, Paraná foi o terceiro estado que mais gerou empregos no 1º trimestre

O Paraná foi o terceiro estado brasileiro que mais gerou empregos formais no primeiro trimestre do ano. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o Estado somou 69.618 novas vagas com carteira assinada nos primeiros três meses de 2024, liderando também a geração de empregos na região Sul.

O saldo de vagas do Paraná ficou abaixo apenas de São Paulo (213.503) e de Minas Gerais (88.359), que são estados mais populosos. Na comparação com o Sul, gerou 3 mil empregos a mais do que Santa Catarina (66.618) e mais de 13 mil acima do Rio Grande do Sul (56.206). Em todo o Brasil, o saldo de empregos chegou a 719.033 novas vagas no período.

“O Paraná chega ao Dia do Trabalhador com muitos motivos para comemorar, conquistando uma das melhores posições do País na geração de empregos”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “O bom momento da nossa economia, com crescimento do PIB e avanço na atividade econômica, se reflete no mercado de trabalho do Estado, que se mantém aquecido nesses três primeiros meses do ano”.

Os saldos foram positivos no três primeiros meses do ano no Estado, com 19.034 novos postos abertos em janeiro, 32.726 em fevereiro e 17.858 em março. O Paraná também teve um crescimento maior entre os primeiros colocados no saldo acumulado, que compara as admissões e as demissões. Foram 538.141 contratações contra 468.523 desligamentos no período, um avanço de 2,3%. Já em São Paulo e Minas Gerais, essa diferença foi de 1,5% e 1,9%, respectivamente.

“O Paraná mantém excelente desempenho na geração de empregos, com saldo positivo nos três primeiros meses deste ano”, destacou o secretário estadual do Trabalho, Qualificação e Renda, Mauro Moraes. “Entre os estados da região Sul, permanece na liderança, reforçando a eficiência das políticas adotadas pelo Governo do Estado para o crescimento constante e sólido do número empregos formais”.

MARÇO – O mês de março também foi positivo para o Paraná, que manteve a liderança na região Sul e chegou ao quarto lugar entre os estados brasileiros. Foram 17.858 novos postos de trabalho no mercado paranaense no mês, contra 13.892 em Santa Catarina e 10.490 no Rio Grande do Sul. No País, o saldo de vagas em março foi de 244.315.

O resultado representa um crescimento de 32% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, quando foram abertas 13.506 novas vagas no Estado. Com isso, o estoque de empregos no Paraná soma 3.161.019 trabalhadores com carteira assinada.

SETORES – Mais da metade dos empregos abertos no trimestre veio do setor de serviços, que somou 37.985 novas vagas no período. Destaque para os serviços de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, seguimento que, sozinho, respondeu por 20.070 vagas.

Os outros setores da economia também fecharam em alta no trimestre. A indústria também teve uma boa colocação, com 17.008 postos abertos entre janeiro e março. A construção vem na sequência, com a abertura de 7.777 vagas, seguida do comércio (5.183) e da agropecuária (1.667).

Em março, a liderança também veio do setor de serviços, com saldo de 8.405 vagas no mês. Na sequência estão a indústria (4.818), comércio (2.454), construção (1.796) e agropecuária (385).

EMPREGA MAIS PARANÁ – E para estimular ainda mais o mercado de trabalho e a qualificação dos trabalhadores paranaenses, Ratinho Junior sancionou nesta segunda-feira a lei 21.963/2024 que institui o programa Emprega Mais Paraná: Construindo Oportunidades, que será executado pela Secretaria de Estado do Trabalho, Qualificação e Renda. A proposta estabelece um conjunto de ações no âmbito da política do trabalho para a promoção do emprego e renda no Estado.

O principal objetivo é promover a inclusão e permanência do trabalhador em atividades produtivas, visando o desenvolvimento social e o combate à pobreza. Para isso, a iniciativa conta com quatro projetos complementares: Mais Emprego, Mais Qualificação Profissional, Mais Empreendedorismo e Mais Economia Solidária.

Na prática, a lei vai tornar mais ágil a aplicação das políticas públicas do trabalho, dando celeridade à regulamentação dos projetos, em especial para atender aqueles em situação de vulnerabilidade social, profissionais autônomos e micro e pequenos empresários. O programa também deve ampliar a oferta de qualificação profissional e a criação de redes de economia solidária no Estado.

 

 

 

 

 

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