O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR) divulgou nesta terça-feira (10) as condições atuais de interdição e de bloqueio parcial de tráfego de rodovias estaduais, devido às fortes chuvas dos últimos dias. Todos os trechos atingidos contam com sinalização provisória do DER/PR para orientar os usuários, que devem seguir com cautela redobrada durante este período.
Alguns bloqueios têm relação direta com o aumento do nível dos rios e devem voltar a receber tráfego normal quando as águas baixarem. As cheias dos rios na região Noroeste levaram a interdições em pontes. Na Região Metropolitana de Curitiba uma rodovia está em meia pista devido a uma erosão.
Além disso, o DER/PR orienta condutores de veículos pesados a não utilizarem a PR-364 como rota alternativa durante a interdição total no km 309 da BR-277, em Guarapuava, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A rodovia federal está com tráfego totalmente bloqueado após queda de barreira desde a manhã de domingo (08).
O fim de semana foi de muita chuva em todo o Paraná. Em alguns pontos do Estado, como nas regiões Centro-Oeste e o Noroeste, a precipitação acumulada foi 84% superior à média histórica para dezembro. Nesta segunda-feira (9) o Estado teve mais um dia chuvoso na maioria das regiões, com acumulados que ultrapassaram 300 milímetros em algumas regiões, principalmente no Noroeste.
BLOQUEIOS TOTAIS:
PR-317 entre Engenheiro Beltrão e Floresta – Interdição da ponte sobre o Rio Ivaí após uma balsa solta no rio colidir contra a estrutura, que tem sentido de tráfego de Campo Mourão para Maringá. O tráfego está sendo desviado pela ponte próxima, que normalmente tem sentido Maringá para Campo Mourão.
PR-554 entre São Jorge do Ivaí e Ourizona – Interdição da ponte sobre o Rio Andirá, após elevação do nível das águas.
PR-559 em Mirador – Interdição da ponte sobre o Rio Paranavaí, após elevação do nível das águas.
BLOQUEIOS PARCIAIS:
PR-092 em Rio Branco do Sul – Uma pista bloqueada no km 37+350 após surgimento de erosão no aterro próximo à pista.
Confira a localização dos bloqueios mencionados neste mapa.
Por - AEN
Organizações que atuam em defesa dos direitos de pessoas com Atrofia Muscular Espinhal (AME) cobram do Ministério da Saúde a publicação da atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de AME, para que crianças com a doença possam ter acesso a medicamento que custa mais de R$ 5 milhões e ajuda a estabilizar a progressão da AME logo nos primeiros meses de vida. 

O medicamento é o Zolgensma® (onasemnogeno abeparvoveque), incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2022. Para que os pacientes de fato tenham acesso a ele, no entanto, é preciso que o PCDT seja atualizado, o que, dois anos após a incorporação, ainda não ocorreu. “Sem isso, a incorporação não se efetiva realmente, pois não acontece a dispensação do medicamento aos pacientes”, destacam as organizações, que juntas formam o Universo Coletivo AME.
As organizações apresentaram um manifesto nesta segunda-feira (9) ao Departamento de Atenção Especializada e Temática do Ministério da Saúde no qual cobram “uma resposta assertiva quanto a demora na publicação do PCDT atualizado e à previsão de, efetivamente, o Zolgensma® estar disponível no SUS para os pacientes”.
“A AME é uma doença que, a partir do momento que você nasce, você está perdendo neurônios motores. Ou seja, você está perdendo as tuas capacidades. Então, cada dia a mais [sem tratamento] é prejudicial”, ressalta.
Adriane viveu isso de perto. O filho, Fernando Loper foi diagnosticado ainda bebê com a doença. Aos sete meses, ele foi internado e viveu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) todos os 9 anos de vida. Ele foi diagnosticado em 1996, muito antes da aprovação do primeiro medicamento para a doença, em 2016.
“Meu filho morou os 9 anos na UTI. Foi assim que começou essa luta por uma tentativa de melhorar as condições de tratamento, porque ninguém sabia o que fazer. O diagnóstico já era a sentença de morte. Mas, isso para mim não era resposta. Eu não aceitei isso, desde o primeiro minuto. Comecei a ir atrás e buscar outras formas. A gente foi tateando, conhecendo profissionais com mais experiência e dando qualidade de vida para o Fernando”, diz.
Após a morte do filho, a luta por melhores condições de tratamento para pacientes com AME seguiu com a criação do Instituto. Hoje, com a possibilidade de mais um medicamento chegar a mais pessoas, Adriane diz ter pressa: “Várias crianças estão aí sem receber medicação, simples assim, porque o governo não faz o papel dele. Nós enquanto sociedade civil já fizemos o nosso papel de fazer todos os trâmites para incorporação”.
A pressa é a mesma da presidente do Grupo Viva Iris, Aline Giuliani. “É uma doença que mata neurônios e neurônio a gente não recupera. Então, quando existe uma consequência da doença, a gente não consegue recuperar isso. A gente consegue parar a progressão, a gente consegue diminuir o que vem depois, mas a gente não volta no tempo”, diz.
Aline também teve a vida atravessada pelo diagnóstico da filha, Iris Giuliani, que hoje tem 20 anos. Ela começou o tratamento apenas com 15 anos, quando havia medicamentos disponíveis. “A gente acompanhou tudo desde que ela era muito pequena e a gente sempre teve muita esperança de que, quando esses medicamentos chegassem, as pessoas realmente fossem ser cuidadas, mas não é o que acontece, né? Desde que o primeiro medicamento foi aprovado, ainda lá nos Estados Unidos, de lá para cá, a gente vive uma luta constante, diária, para que as pessoas recebam um tratamento tão necessário. E, hoje, embora a gente tenha três opções terapêuticas, a gente tem muitos problemas, muitos pacientes que não conseguem ter acesso a tratamento”, diz.
A presidente do Grupo Viva Iris ressalta que além de prejudicar o tratamento das crianças, o atraso também onera os cofres públicos. Na falta de um protocolo, as pessoas acabam recorrendo à Justiça para conseguir o medicamento. E assim, as compras individuais saem muito mais caras que uma compra maior, que seria feita caso o medicamento já fosse distribuído.
Segundo o manifesto, estudo publicado em 2024 mostra que o gasto médio do Ministério da Saúde para a compra de Zolgensma® para 109 pacientes foi de R$ 8,67 milhões por dose. Por outro lado, o preço negociado na incorporação para disponibilização via PCDT foi de R$ 5,72 milhões por frasco. Esse preço, no entanto, só passa a ser praticado após a publicação do PCDT.
Ministério da Saúde
Em nota, o Ministério da Saúde diz que, no último dia 2, foi realizada uma reunião entre técnicos do ministério e representantes da farmacêutica Novartis, fornecedora exclusiva do medicamento, para tratar do Acordo de Compartilhamento de Risco (ACR).
Segundo o ministério, a pasta aguarda um posicionamento da Novartis. “O Ministério da Saúde está atuando de forma ativa para cumprir com o fornecimento administrativo da terapia incorporada ao SUS, mas depende, nesse momento, do posicionamento da Novartis. É importante destacar que o ministério enviou uma minuta de acordo a Novartis e aguarda a formalização do ACR para dar acesso ao medicamento. A pasta tem realizado uma série de tratativas com a empresa”.
De acordo com a pasta, o processo “é complexo porque o Ministério da Saúde precisa monitorar a melhora do paciente com a terapia gênica e os resultados ao longo dos anos. Vale ressaltar que esse será o primeiro acordo comercial envolvendo pagamento da terapia após monitoramento individual do paciente no SUS”.
O ministério diz ainda que nenhum paciente com indicação médica e decisão judicial favorável ficou desassistido, pois "adotou todas as medidas necessárias para garantir o acesso do paciente e evitar atraso no fornecimento do medicamento Zolgensma”.
AME
A AME é uma doença rara, degenerativa, transmitida de pais para filhos e que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover.
Varia do tipo 0 (antes do nascimento) ao 4 (segunda ou terceira década de vida), dependendo do grau de comprometimento dos músculos e da idade em que surgem os primeiros sintomas.
Os principais sinais da doença incluem perda do controle e de forças musculares e incapacidade e/ou dificuldade de movimentos e locomoção; de engolir; de manter a cabeça ereta e de respirar.
Atualmente, três medicamentos estão incorporados no SUS. O Zolgensma é um medicamento dose única via intravenosa. Ele é indicado para o tratamento de crianças com AME do tipo 1, com até seis meses de idade, que estejam fora de ventilação invasiva acima de 16 horas por dia.
O Zolgensma é diferente dos demais já incorporados ao SUS para os tipos 1 e 2 de AME, que são administrados com periodicidade. O nusinersena é uma injeção com aplicação feita em ambiente hospitalar. No início do tratamento, é aplicada a cada 14 dias e, na manutenção, uma vez a cada quatro meses. Já o risdiplam é administrado por solução oral diária.
A AME ainda não tem cura. As terapias existentes tendem a estabilizar a progressão da doença, por isso a importância da administração precoce do medicamento.
Por - Agência Brasil
A consulta pública sobre adesão de escolas da rede estadual ao programa Parceiro da Escola, do Governo do Paraná, foi encerrada nesta segunda-feira (09) com 44,4 mil votos. As votações foram realizadas em 177 escolas, distribuídas por 98 municípios do Estado, e em 90 delas, ou seja, 50,8%, o quórum foi atingido. A apuração começou nesta segunda e o resultado deve ser divulgado a partir desta terça-feira (10).
De acordo com a Secretaria de Estado da Educação, as escolas que não receberam a quantidade mínima de votos passarão por um processo de avaliação interna nos próximos dias. A decisão final, de acordo com as regras do programa, caberá ao Governo do Estado.
O processo mobilizou a comunidade escolar ao longo dos últimos dias, com a participação de pais, responsáveis, servidores e alunos, que se engajaram na votação mesmo com as fortes chuvas que atingiram todo o Estado desde o sábado (07).
A consulta é um passo fundamental do processo de implementação da parceria, que tem como objetivo modernizar a gestão administrativa e de infraestrutura das escolas estaduais, permitindo que gestores e professores foquem integralmente no ensino. O programa é fruto de uma lei estadual.
Após divulgação do resultado oficial com a listagem das instituições aderentes ao projeto, as empresas parceiras listadas no credenciamento serão convocadas para a distribuição dos lotes, conforme os critérios estabelecidos no edital de licitação e as diretrizes do programa.
A formalização dos contratos observará as disposições legais aplicáveis, assegurando a conformidade com os requisitos de transparência e eficiência administrativa, com previsão de início das operações nas unidades contempladas a partir do início do ano letivo de 2025.
Por - AEN
A Polícia Rodoviária Federal informa que as condições na BR-277, região da Serra da Esperança, em Guarapuava/PR, continuam críticas e por isso, permanece totalmente interditada.
Durante a madrugada de hoje (10/12) novos deslizamentos foram registrados, afetando outros pontos ao longo da Serra da Esperança.
Além dos deslizamentos já ocorridos nos quilômetros 309, 306, 307, e 310, as chuvas que atingiram a região durante a noite e madrugada agravaram a situação dos deslizamentos, o que impossibilita uma avaliação mais detalhada e o início das intervenções necessárias para a liberação da rodovia.
Ainda, a PRF reforça que diante do risco de novas quedas de barreiras e da continuidade das condições climáticas, a BR-277 irá permanecer totalmente interditada, sem previsão de liberação.
A orientação para que os motoristas, se possível, reprogramem suas viagens ou busquem rotas alternativas.
ORIENTAÇÃO
“O Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER/PR), orienta condutores de veículos pesados a não utilizarem a PR-364 (Inácio Martins), como rota alternativa. A rodovia estadual não conta com capacidade para receber o tráfego de caminhões da BR-277, principalmente em períodos de chuvas, ocasionando em congestionamentos e longas filas”.
Por - Campo Aberto/PRF
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná divulgou nesta segunda-feira (09) o resultado final do Processo Seletivo Simplificado (PSS) para a contratação temporária de professores da rede estadual de ensino. O edital nº 73/2024 prevê até 30 mil vagas, com validade para o ano letivo de 2025, podendo ser prorrogado para 2026.
O resultado por de ser acessado no site do Instituto Consulplan, responsável pela execução do processo seletivo. A classificação contempla professores de diversas áreas, incluindo Educação Básica, Educação Profissional e funções específicas como Professor de Apoio à Comunicação Alternativa (PAC) e Professor de Apoio Educacional Especializado (PAEE).
O PSS é uma alternativa para suprir a necessidade temporária de profissionais nas escolas estaduais. Ele ocorreu em três etapas: prova objetiva de caráter classificatório e eliminatório, prova de títulos de caráter classificatório e prova prática que envolveu a elaboração de um plano de aula, também de caráter classificatório.
Os profissionais selecionados poderão assumir jornadas de até 40 horas semanais, com remuneração que pode alcançar R$ 6.158,04, incluindo gratificação e vale-transporte.
O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, ressaltou a relevância do processo seletivo para a rede estadual. “A divulgação do resultado final do PSS reforça nosso compromisso em garantir qualidade na educação pública do Paraná. Esta é uma oportunidade valiosa para que novos profissionais se integrem à rede e contribuam com a aprendizagem dos estudantes, fortalecendo o desenvolvimento educacional em todo o Estado”, disse.
Os candidatos classificados deverão acompanhar as próximas etapas de convocação e entrega de documentos nos canais oficiais da Secretaria de Estado da Educação e do Instituto Consulplan. A contratação dos professores ocorrerá conforme a demanda das unidades escolares distribuídas pelos 32 Núcleos Regionais de Educação.
Por - AEN
Puxado pelas vendas aos países do Oriente Médio, o Paraná alcançou a marca de , de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), organizados pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social).
A China ainda segue sendo o principal destino dos produtos paranaenses, com US$ 5,5 bilhões exportados ao país asiático, mas o crescimento das vendas para o Oriente Médio reforça o dinamismo e a diversificação da economia do Estado. No acumulado do ano, as vendas para os 14 países do bloco econômico ultrapassaram os US$ 2 bilhões, o maior valor já registrado.
“Os números demonstram que a competitividade paranaense assegura uma diversificação de mercados. Neste cenário, as exportações podem se tornar menos vulneráveis a uma pontual crise econômica em um país, por exemplo”, explica o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado.
Entre os países do Oriente Médio, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino dos produtos do Paraná ao longo do ano, com US$ 525,9 milhões exportados. Na sequência estão o Irã (US$ 465,4 milhões), Arábia Saudita (US$ 282,6 milhões) e Iraque (US$ 226,9 milhões).
Na comparação com o mesmo período em 2023, as exportações paranaenses aos países do bloco cresceram 35%. Os maiores aumentos proporcionais registrados foram nas vendas à Síria (1.792%), ao Irã (165%), Barein (64%), Jordânia (62%) e Iraque (46%).
Os principais produtos exportados ao Oriente Médio são as carnes de frango in natura, com US$ 1,19 bilhão comercializados. Na comparação com 2023, quando o Paraná enviou US$ 1.01 bilhão em carnes de frango para os países do bloco, o aumento foi de 17%.
Além dos países asiáticos, os Estados Unidos (US$ 1,4 bilhão), Argentina (US$ 1 bilhão) e México (US$ 951 milhões) foram os principais mercados de destino dos produtos paranaenses.
NÚMEROS – No geral, o principal produto exportado pelo Paraná entre janeiro e novembro foi a soja em grão, com US$ 5,5 bilhões comercializados. Na sequência estão a carne de frango (US$ 3,3 bilhões), farelo de soja (US$ 1,8 bilhão), açúcar bruto (US$ 988 milhões) e papel (US$ 692 milhões).
Os números fazem do Paraná o quinto maior exportador do Brasil e o principal do Sul do País. Lideram o ranking nacional São Paulo (US$ 65 bilhões), Rio de Janeiro (US$ 42 bilhões), Minas Gerais (US$ 38,6 bilhões) e Mato Grosso (US$ 25,9 bilhões). Atrás do Paraná estão estados como Pará (US$ 21,1 bilhões), Rio Grande do Sul (US$ 19,9 bilhões), Goiás (US$ 11,4 bilhões) e Santa Catarina (US$ 10,6 bilhões).
BALANÇA COMERCIAL – Com importações que somaram US$ 18 bilhões de janeiro a novembro, a balança comercial do Paraná teve um saldo positivo de US$ 3,5 bilhões no período. Entre os principais produtos comprados pelo Paraná estão adubos e fertilizantes (US$ 2 bilhões), óleos e combustíveis (US$ 1,4 bilhão) e autopeças (US$ 1,1 bilhão).
Por - AEN

























_large.jpg)